Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

O Que Me Levará À Raiz Da Minha Alma?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como posso revelar mais rapidamente a raiz da minha alma?

Resposta: Quando a pessoa conecta-se com o grupo, ela atrai a influência da Luz sobre si mesma. Ela expõe-lhe a sua oposição a esta conexão, a distância em relação aos outros, a sua despreocupação, ódio, e repulsa por eles.

O que significa a raiz da alma? É o meu lugar no sistema do desejo comum que foi criado pelo Criador. Posso revelá-la apenas na condição em que esteja inteiramente conectado ao resto das almas, ja que somente assim percebo realmente o meu papel no organismo comum.

Portanto, a nossa correcção consiste em despertar a Luz que nos conectará ao sistema inteiro. Então, mesmo um sentimento de repulsa pela unificação ajuda a revelar o nosso lugar.

O processo de discernimento do meu lugar em relação às outras almas é gradual e prolongado, uma vez que a pessoa só revela o seu verdadeiro lugar e papel no sistema comum depois de alcançar a percepção e ser incluída em todos. Então o poder de doar nela começa a tomar a forma de receber, isto é, doar torna-se maior que receber, a qual ocorre porque a Luz a afectou suficientemente.

Assim, você deve concordar receber a qualidade de doação e deixar a Luz agir!

Da 1ª Parte da Lição Diária de Cabalá 18/2/11, Escritos do Rabash

Faça Seu Coração Entender

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se o nosso progresso espiritual não depende do conhecimento teórico da estrutura dos mundos e Partzufim, por que então discutimos isso em detalhes e fazemos perguntas durante as aulas do TES (Talmud Eser Sefirot)?

Resposta: Se você entender alguma coisa sobre a estrutura do mundo de forma incorreta, isso não vai impedi-lo de avançar espiritualmente. Mas é preciso estudar, a fim de atrair a Luz.

Devido à sua aspiração em entender o que está escrito em O Estudo das Dez Sefirot, você vai querer revelar esse estado e experimentar o mundo espiritual por si mesmo. Você acabará por perceber que sem a verdadeira revelação, você não vai entender nada.

Você deve usar todo o seu entusiasmo para entender o que está escrito, a fim de finalmente perceber que a compreensão não vem da mente, mas apenas através da revelação. E quando você começar a desejar esta revelação, você vai receber a correção. Na verdade, a revelação implica a sensação autêntica e não uma compreensão teórica por meio da razão. Quando você começar a conhecer o mundo espiritual, você vai entendê-lo, com base na sua própria experiência, o que significa “o coração entende”.

Mas, no momento, você está tentando entender por meio da razão onde as Sefirot estão localizadas geometricamente, aonde elas vai para cima e para baixo ao longo dos quadrados no papel, em vez de pensar como elas estão conectadas por suas qualidades, suas essências.

É muito importante estar ciente disso; caso contrário, você vai perder um grande momento. Você vai perder não apenas algumas Sefirot desenhadas no papel, mas sim a Luz que Corrige.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/02/11, Talmud Eser Sefirot

“Faça Da Vontade Dele A Sua Própria Vontade”

Dr. Michael LaitmanNós temos que evocar a falta de satisfação do Partzuf  superior. Só então, o nosso desejo, vai realizar um Zivug (união) com os seus superiores até o mundo do Infinito e vai trazer a Luz que vai gerar, corrigir e nos satisfazer. Se você não pode despertar o superior e atiçar o desejo nele, não  merece qualquer alteração.

Estudamos na sabedoria da Cabalá como perguntar ao Partzuf  superior. Portanto, você pode gritar, pular, fazer o que quiser, não vai ajudar. “Meus filhos derrotaram-Me” significa que “os filhos” forçam o Criador a reformá-los.

O que mais você pode fazer se tudo desce de Cima, devido ao prévio despertar abaixo? Você não sabe o que o Partzuf  superior está fazendo, nem lhe interessa as ações que executa. Você está interessado em como é que você pode fazê-lo trabalhar.

Em outras palavras, você deve entender como pedir corretamente. Isto significa que, em qualquer caso, você tem que saber o que o superior vai fazer com você, ou você não vai estar pedindo o que ele deseja fazer. Ele quer dar-lhe um copo de leite, mas você quer pedir um copo de sumo. Neste caso, ele não ouve e não vai entende-lo. Ele sabe que, no momento, você precisa de um copo de leite numa quantidade específica.

“Faça da vontade Dele a sua própria vontade” significa que isto é o que você deve aprender, e para conseguir isso, você precisa da fé acima da razão. Você deve estudar todas as perturbações que o Criador instila em você, todos os “maus” estados, todos os declínios que ele usa para provocá-lo. Se você analisar corretamente e superá-los pelo caminho da fé acima da razão, você terá a certeza de saber o que o Criador quer de você. Peça exatamente isso, e receba-o.

Tudo o que eu sinto agora, se eu prestar atenção, é o que o Criador quer que eu lhe peça. O superior quer que eu me dirija a Ele, mas Ele não incute esse desejo em mim directamente, uma vez que deseja que eu o alcance, para que eu possa tornar-me como o Criador, e assim tornar-me sábio.

Como ensinamos as crianças? Oferecemos-lhes situações problemáticas, mas não damos as soluções. Nós a orientamos gradualmente para desenvolver uma capacidade de pensar, compreender, descobrir, e desejar encontrar uma solução por conta própria. Isso é o mesmo que o Criador faz conosco. Cada momento de nossa vida é uma mera sugestão, um sinal que ele está nos dando para que possamos saber o que pedir, o que vale a pena pedir, e de que forma devemos fazê-lo.

É tudo sobre como criar o nosso MAN (Mayin Nukvin), uma súplica, uma oração. Se prestarmos atenção a isso, então temos um livro aberto diante de nós. Da próxima vez, vou me dirigir ao superior com o pedido correto. O que acontece depois disso, eu não sei.

Os Cabalistas nos falaam sobre isto, de modo a aproximar-nos das nossas raízes. Estudamos Atik, Arich Aanpin, o mundo do Infinito, e assim por diante. Por que é  que eu preciso saber tudo isso?

Diagmos que a única coisa que me interessa é a minha conexão com minha mãe, mas o que acontece além disso, supermercados ou fábricas que produzem as coisas, nada disso me importa. Eu só grito: “Mãe, dá-me doces!”. No entanto, no futuro, você deve se tornar um adulto. Você deve entender as coisas e nelas tomar parte, de alguma forma.

Por isso, estamos tão ansiosos para satisfazer as criancinhas com todos os tipos de conhecimento, para que elas possam conhecer e compreender tanto quanto possível. Para que a criança não apenas peça, mas também entenda o porquê e para quê, você explica a ela que isso é certo, mas que não está bem no momento, porque ela não deve comer doces antes do jantar. Você explica à criança muito mais do que aquilo que ela está pedindo, e isso é uma relação que partilhamos com o superior.

 Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 06/01/11, Talmud Eser Sefirot

Tudo O Que Importa Está No Interior

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando células separadas em um organismo comum do grupo carecem da compreensão da importância da meta, como esta importância pode surgir entre elas?

Resposta: Em primeiro lugar, dirijo-me ao grupo externamente, a fim de despertar meus amigos. Este é o meu dever. No entanto, a inspiração que recebo deles em troca não vem necessariamente em uma forma externa, “gritante”. Em geral, os Cabalistas têm a tradição de evitar expressar seus sentimentos através do amor artificial, palavras bonitas, e assim por diante. Tudo o que importa é o que está dentro.

 E no interior, devo julgar meus amigos favoravelmente. Eu os valorizo, porque o Criador os reuniu e deu-lhes a compreensão da importância da meta. Quão bem eles compreendem a meta é irrelevante, uma vez que ainda são pequenos. No entanto, o Criador está no meio deles; Ele os desperta e os une entre si. Foi Ele que os unificou em um grande grupo. E é por isso que eles são tão importantes para mim como para o Criador. Ele os quer, aproxima-os e cuida deles. Para Ele, são Seus filhos.

Isso significa que eu tenho que tratá-los adequadamente. Eu não olho para a sua aparência, mas para sua força interior. Ali, no interior, o Criador os conecta e os apóia, e eu quero me unir a essa conexão entre eles, que Ele realiza, concretiza e sustenta. Eu quero me conectar a eles.

Meus amigos podem não entender ou sentir isto, mas eu quero seriamente unir-me a eles através da minha própria decisão e vontade. E quando eu me junto à sua conexão, lá onde o Criador os sustenta, isso significa que eu me conectei ao grupo. Este é o grupo, e não expressões externas de qualquer tipo. Deles eu recebo a força do Criador, que apoia os meus amigos e habita neles. É precisamente aí que eu recebo a minha inspiração pela importância da meta, e adquiro a força necessária para sempre me esforçar por isso.

E tudo isso depende de mim.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 17/2/11, Escritos do Rabash

Verdadeira Bondade

Dr. Michael LaitmanRabash, Shlavey HaSulam (Degraus da Escada), artigo “O Que É Um Verdadeiro Ato De Bondade No Trabalho”: Deve-se começar o trabalho com “a verdadeira bondade”, o que significa sem qualquer recompensa, de modo que tudo que se faz não sirva para o benefício pessoal, mas para deleite do Criador.

Nós nascemos com o desejo, que atua de certa maneira: “para seu próprio benefício”, “a fim de receber”. Cada um de nós sente que antes e fora dele há um mundo que inclui quatro graus evolutivos: inanimado, vegetal, animal e falante. Além disso, nós apenas desejamos desfrutar todo esse mundo externo, a fim de sentir prazer.

Nós podemos reverter isto e dizer que o homem vai se sentir bem se ele usar o mundo de certa maneira: para a auto-gratificação. Em geral, todas essas coisas são relativas, já que somos incapazes de ver qualquer coisa oposta a elas.

Mas, mais tarde, o homem cai em desespero a partir desta tendência de buscar prazer. Então, um novo desejo, um novo caminho, desperta nele: “Eu preciso tratar toda a realidade de forma diferente. Tudo isso é meu e é semelhante a mim. Eu não consigo apreciá-lo sozinho, mas apenas em conjunto com os outros”. Obviamente, esse impulso não vem do homem. O desejo criado pelo Criador, juntamente com suas Reshimot (genes informacionais),  “continua rodando” mais e mais, abrindo-se para a pessoa que o sente desta maneira.

Usando o método de correção da maneira certa, a pessoa começa a mostrar uma atitude diferente para com a realidade que ela sente interiormente. Em seus 613 desejos, ela descobre que as partes que costumava ver como externas estão, na verdade, relacionadas a ela. Na medida em que é capaz de mudar a sua atitude para com elas e reconhecê-las não como “estranhas” mas como “familiares”, “parentes”, da mesma forma ela avança em um tipo diferente de percepção da realidade: uma global, que abarca tudo. Acontece que tudo é ela mesma.

Neste caso, quando a pessoa começa a vincular sua própria percepção ao desejo unificado que não está quebrado em partes individuais, ela altera a imagem de sua realidade. Nada é externo: nem pedras, nem plantas, nem animais, nem seres humanos. Todos eles são partes de seus desejos.

A pessoa muda sua atitude. Em outras palavras, ela organiza o desejo unificado e, portanto, também revela o “elemento adicional”, uma força unificada que completa esse desejo, considerada como o Criador. Assim, devido à correção dos desejos, a pessoa merece uma nova realização e se funde com a Fonte.

É isso que se chama “verdeira bondade”. Se a pessoa trabalha em seu desejo de receber e corrige a si mesma, sua atitude e percepção da realidade, ela merece uma grande “adição”:a revelação do Criador e a adesão com Ele.

É por isso que há trabalho na bondade, o que significa a correção dos Kelim (vasos), e há a verdadeira graça, receber a fim de doar, quando a pessoa revela a realidade que inclui Aquele que a gerou: o Criador. Por isso, a partir da correção da criatura nós atingimos o seu propósito.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 17/2/11, Escritos do Rabash

Soldar Com A Luz Superior

Dr. Michael LaitmanÉ preciso lembrar constantemente que estamos lendo O Zohar somente para que os nossos desejos de união conectem-se sob a influência da Luz. Tudo o que eu posso fazer é aspirar pela união, esperando que ao ler O Zohar e o Talmud Eser Sefirot, a Luz nos conecte. Eu tenho que imaginar que além de mim, todo mundo é um só. E eu sou o único que tem que ser incluído em todos.

Eu sou incapaz de fazer isso sozinho. Este “clique”, conectando-me com todos, só pode acontecer como resultado do estudo. É como quando soldamos dois fios e os colocamos juntos e influenciamos o local de contato com alta temperatura, fundindo-os com uma liga de solda que os conecta.

É por isso que eu entro em contato com o grupo e imagino que me conecto com eles. Eu espero que o estudo nos solde no nosso ponto de conexão.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/01/11, O Zohar

A Dificuldade De Transmitir Através Das Palavras

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que nós experimentamos essa dificuldade em encontrar as palavras certas para transmitir nossa mensagem aos outros?

Resposta: Se fôssemos capazes de perceber as definições espirituais, iríamos encontrar palavras simples, capazes de atingir o coração de qualquer pessoa.

Temos que desenvolver o método de correção a fim de levar o mundo inteiro à adesão com o Criador. Para isso, precisamos perceber a espiritualidade. Afinal, apenas quando se sente alguma coisa é que você começa a entender, o que lhe dá a capacidade de expressar através de palavras. A sensação vem da profundidade do desejo, da sua força, aspiração e necessidade de preenchê-lo.

Não existem pessoas inteligentes ou estúpidas. Tudo depende apenas do desejo! Em nosso mundo há pessoas que podem expressar seus pensamentos em uma maneira muito bonita e poética. Isso é impossível na espiritualidade, onde a profundidade da sensação e a dor interna determinam tudo.

Nosso problema é que somos bloqueados por nossa mente e não nos importamos com as sensações corretas. Essas sensações dependem da nossa conexão com o mundo, com a sociedade. Afinal, você tem que encontrar palavras para expressar a união entre todos! A Cabalá é uma ciência que expressa a união das almas.

Se não aspiramos a nos conectar um com o outro, não podemos expressar qualquer coisa através de nossas palavras. Tomamos o que está escrito nos livros e convertemo-lo em slogans e estereótipos prontos para uso que não são claros nem mesmo para nós.

Portanto, tudo depende do grau de nossa conexão com a sociedade, com o grupo. Se essa conexão existe, se um novo Kli (desejo) sensível emerge, mesmo que seja ainda incapaz de perceber muita coisa, isso já nos dá a capacidade de falar uma linguagem fácil, que é estreita e clara para as pessoas.
 
Da Lição Diária de Cabalá 11/02/11, Escritos do Rabash

A Era da Mudança

Dr. Michael LaitmanO processo de desenvolvimento do desejo egoísta, onde o desejo de doar operado de forma muito gradual, levou o homem a um estado totalmente quebrado. A natureza inanimada, vegetal e animal, assim como a sociedade humana, toda a realidade é agora uma visão deplorável.

Estamos em um estado muito perigoso, em contradição com a realidade inteira. Por um lado, a realidade parece ser uma coisa enorme, global, interconectada e inteira; mas por outro lado, a sociedade humana na Terra parece ter se transformado em uma placa cancerígena, um molde prejudicial, que consome e destrói a natureza, cobrindo toda a Terra com os seus resíduos e dejetos.

Estamos descobrindo que somos totalmente opostos à natureza; então teremos que perceber, no futuro próximo, que não há outra solução a não ser atingir o equilíbrio com ela. E isto pode ser realizado porque as duas forças opostas, de recepção e doação, já foram reveladas em nós, e estão prontas para nós começarmos a usá-las de forma equilibrada. Só então começaremos a crescer juntos como humanidade ,do nível inanimado para o vegetal do nosso desenvolvimento.

Até agora, estas duas forças opostas estavam se desenvolvendo sem nosso consentimento. Finalmente, elas nos trouxeram ao primeiro livre arbítrio, e agora começamos a nos desenvolver por conta própria, evocando a força de doação para ele, a fim de determinar o nosso desenvolvimento acima da força da recepção enraizada em nós.

Antes, a força de doação estava oculta interiormente, e ia aumentando gradualmente, como uma massa crescente, ou, pelo contrário, era atraída de longe: “Venha por aqui, há algo aqui, há prazeres esperando por você aqui”. Agora, nós escolheremos o desejo de doar por nós mesmos, como a força que deveríamos estar seguindo no nosso desenvolvimento. A doação não estará ajudando o desejo de receber, mas o desejo de receber seguirá o desejo de doar.

Temos que continuar a tomar essa decisão cada vez mais acima do nosso desejo egoísta, que não pára de aumentar. Enquanto subimos, ambas as forças, de doação e de recepção, continuarão crescendo e surgindo igualmente em nós, para nos dar a oportunidade de termos o livre arbítrio. Nós nos sentiremos como se existíssemos no meio delas. Na Cabalá, este lugar é chamado de “Klipat Noga“, e este é o caminho que vamos avançaremos.

Em cada ponto do meu caminho, minha escolha consiste em revelar a igualdade entre estas duas forças em mim e preferir o desejo de doar ao desejo de receber. A doação deve determinar minha direção para que o desejo de receber se desenvolva especificamente desta forma. Ao fazer isso, o desejo de receber assume a forma do desejo de doar, a forma do Criador. E quando o desejo de receber é semelhante (“Dome“, em hebraico) ao Criador, então ele é conhecido como “homem” (“Adam“).

E vamos usar essas duas forças da mesma forma. O desejo de recepção será cada vez maior, e o desejo de doar vai crescer da mesma maneira, a fim de dar-lhe uma nova forma. No final, vamos voltar ao mesmo lugar de onde começamos nossa descida, o mundo do Infinito, onde ambos os desejos coexistem perfeitamente incorporados. Nós também alcançamos a sua adesão absoluta através da nossa escolha, como agimos de baixo para cima, até que todo o desejo de receber adquira a forma completa do desejo de doar. Esse será o fim da correção, a conclusão do nosso desenvolvimento.

Nós vivemos em um momento especial, uma nova era. O que há de novo é que agora, através da nossa escolha, o desejo de doar deve reinar acima do desejo de receber prazer. Isso é chamado de “desenvolver a fé acima da razão”.

Todos os dias nós estamos acompanhados de mais pessoas, cujas misturas anteriores de desejos já foram concluídas. Aos poucos, eles chegam ao seu primeiro livre arbítrio: ir do grau inanimado para o vegetal, para emergir como um ser desenvolvido espiritualmente a partir de um ser inanimado.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 18/02/11, Escritos do Rabash

A Situação Atual É Um Exercício Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Finalmente, nós temos de perceber que queremos nos unir, mas não conseguimos fazê-lo. Mas por que eu continuo esquecendo isso?

Resposta: Você não está esquecendo. O Baal HaSulam tem um artigo chamado “A Qualidade Maravilhosa da Lembrança”, que explica como é impossível para mim lembrar e então esquecer alguma coisa. São simplesmente as Reshimot que estão surgindo e passando por mim.

Portanto, você não deve se incomodar com algo do passado que você esqueceu, ou com algo novo que você não quer. Você deve aceitar todos os estados como uma exercício de trabalho e realizá-lo. Eu necessito tudo que tenho. Vejo a mim mesmo depois que algo veio à tona em mim e eu comecei a trabalhar a partir desse ponto.

Não importa quais desejos ou pensamentos despertem em você a fim de confundi-lo com essas inesperadas “surpresas” ou repetições infinitas, elas não irão embora até você realizá-las até o fim, até que você decida que esse pensamento não serve e você não quer focar-se nisso, ou que isso é desejável e você quer realizá-lo até o fim. Nada vai embora até que você faça esta análise final.

A velocidade da realização de seus desejos e pensamentos depende da sua vontade de tolerar e ascender acima deles, trabalhando com a fé acima da razão. Em outras palavras, isto depende apenas do quão incluído no ambiente você está.

Pergunta: Por que eu tenho que tolerar isso?

Resposta: Porque você é obrigado a não fugir desses desejos, mas a preservá-los e analisá-los, elevando-se acima deles.

Por exemplo, eu tenho algum pensamento desagradável. Então, eu me envolvo no estudo e no grupo, mantendo uma distância entre eu e as inquietudes que me preocupam. E eu decido sozinho que um é mais importante que o outro. E continuo indo assim até que esse mau pensamento seja descartado para o fundo e desapareça. É assim que eu analiso isto. Depois, isto continua acontecendo repetidamente, até que eu o “esmague” completamente.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/02/11, Escritos do Rabash

A Correção Da Alma Vem Primeiro

Dr. Michael LaitmanPergunta: Pode um Cabalista manter simultaneamente duas ideologias e ser religioso ao mesmo tempo que é Cabalista?

Resposta: Não, ele não pode. A Cabalá tem vantagem sobre a ideologia religiosa. Um Cabalista pode realizar todos os tipos e costumes religiosos, como resultado de sua educação, cultura e as tradições de seu povo. E eu acho que é bom fazer isso. Eu não desprezo a religião.

No entanto, ela não deve substituir a Cabalá, porque a coisa mais importante para uma pessoa é alcançar a revelação e a adesão com o Criador. Qualquer coisa que interfira nisso deve ser removida deste caminho. O que interfere não é a religião em si, mas a falsa concepção dela, pensar que ela pode substituir a realização do Criador, que em vez da revelação espiritual basta realizar certas ações materiais, orar de acordo com palavras escritas, e pensar que isso é suficiente.

Isto não é bem assim. Está escrito que “todos devem conhecer o Criador, do menor até o maior”. Nós temos que atingir a adesão com Ele. Todos dizem que concordam com isto, porque é isso que está escrito e é impossível argumentar com isso. É claro para todos que temos de atingir a “obra do Criador” e nos unir a Ele. Também está escrito que a regra principal da Torá é amar ao próximo como a si mesmo. No entanto, as pessoas por toda parte só falam disso, mas realmente não fazem com que isso ocorra.

Ninguém sabe o que significa a adesão com o Criador, como aproximar-se Dele, e como se tornar semelhante a Ele. O problema é que a religião tem substituído a ciência da Cabalá após a quebra do Templo, quando a nação de Israel caiu do nível espiritual ao nível material, e tudo o que restou ao povo fazer foi realizar ações físicas como uma tradição, a fim de comemorar as ações espirituais anteriores.

Agora nós temos que aprender a nos elevar de volta para o nível espiritual e adicionar a percepção do Criador em relação a estas tradições nacionais. A religião parece parar a pessoa, dizendo-lhe que basta fazer ações mecânicas que são realizadas por pessoas religiosas.

No entanto, muitos dos textos originais dizem que não basta fazer apenas as ações materiais, que o Criador não se importa como você abate o animal – de modo kosher ou não, e que os mandamentos foram dados a fim de corrigir as criaturas através deles . Isto significa que as ações tem que ser complementadas com a intenção correta. A intenção é a coisa mais importante; na verdade, ela é a própria pessoa. O importa são seus pensamentos e desejos, ao invés das ações. A pessoa religiosa costuma fazer ações por hábito, tendo sido construídos desde a infância, para fazê-los sem pensar. Não há nenhuma correção em fazer isso.

É por isso que nós queremos complementar a tradição, o modo costumeiro de vida, ou o que é chamado de religião, que percebemos como cultura ou tradição de uma nação, com a “obra do Criador”, isto é, o trabalho interno de uma pessoa pela qual ela corrige seus desejos para se tornar semelhante ao Criador. Adam (homem) significa “semelhante”.

Cada pessoa, tanto secular como religiosa, tem que entender que a Cabalá pode acrescentar algo a sua vida. Ela acrescenta a revelação do Criador, a Força Superior que controla tudo. E quando você  a vê,  a entende e a sente, você sabe como seguir em frente sem cometer erros, tanto neste mundo quanto no “mundo vindouro”, o mundo espiritual que lhe é revelado.

Nós não alcançamos a revelação do Criador através de ações religiosas, mas através da união com os outros. No entanto, essas ações não são anuladas. Elas são simplesmente como um ramo que simboliza a raiz espiritual, e a pessoa pode permanecer nessa cultura. Este é um costume que não interfere no próprio avanço, mas também não o ajuda. Ela simplesmente lembra a você que existem ações espirituais, e é por isso que foi preservada ao longo dos anos do exílio.

O Criador não se preocupa com suas ações físicas. Ele só se preocupa com a intenção que você coloca nelas.

Da 4a parte da Lição Diaria de Cabalá 20/01/11, “Introdução ao livro Panim Meirot uMasbirot”