Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Reunir O Mundo Interiormente

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando os autores do Livro do Zohar, o Rabi Shimon e seus discípulos, estudaram juntos na caverna e, mais tarde, quando havia pequenos grupos Cabalísticos, eles estavam muito bem conscientes de que um depende do outro em pensamentos, desejos e intenções. Eles eram os únicos no mundo. Mas hoje nós estudamos junto com centenas de pessoas que vemos nas telas de computadores e milhares de outros que não sabemos nada….

Resposta: Eu percebo o mundo todo como partes de minha alma. Obviamente, eu não vejo o mundo desta maneira, mas eu deveria visualizá-lo e tratá-lo adequadamente. Apesar do fato de que o mundo está cheio de rivais, inimigos, e o que você tem, tudo isso são minhas qualidades internas. Se elas forem corrigidas, eu veria um mundo perfeito diante de mim, o mundo do Infinito.

Por isso, eu tenho que tratar tudo à minha volta como que enviado a mim para corrigir a minha percepção da realidade e, finalmente, testar-me no desejo perfeito preenchido com a Luz infinita. Para fazer isso, eu recebo o ambiente, um grupo relativamente pequeno. E, embora ele possa conter alguns milhões de pessoas de todo o mundo, eu ainda devo me esforçar para sentir todas elas, uma vez que são meus desejos, partes da minha alma, que depertaram para a espiritualidade.

Eu posso juntá-las, uní-las interiormente em uma única força, e com a ajuda delas, corrigir as outras partes da minha alma. Afinal, o mundo inteiro é a minha alma. É assim que eu deveria ver a realidade.

Portanto, os discípulos do Rabi Shimon, os alunos do Ari, e nós percebemos a realidade de uma forma relativamente semelhante. O mundo ainda é o mesma, assim como a atitude e o método. Existem diferenças em termos de tecnologia, uma conexão mais desenvolvida entre nós, e na abordagem global às fontes fundamentais e no despertar do mundo. Mas o trabalho pessoal e a atitude permanecem os mesmos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/03/11, “Introdução ao Livro do Zohar”

Um Milagre Que Está Prestes A Ocorrer

Dr. Michael LaitmanA tarefa da criatura é a de avançar em direção a novos, inesperados e desconhecidos estados, organizando para si todas as condições necessárias para atrair a força superior que pode transformá-la. Assim, essas ações são consideradas como o “remédio milagroso” (Segula).

Os atos que a criatura deve realizar são bem definidos: ela tem que despertar seu próprio desejo, cultivá-lo, entrar no grupo e “comprar os amigos para si mesma”, começando por  doar e rebaixando-se perante o grupo. A pessoa precisa ser inspirada pela exaltação que eles fazem da meta espiritual, “fazer um professor para si mesma”, para aprender dele com os amigos, e unir-se em um único desejo integral, um vaso (” Kli “), a fim de corrigir a quebra.

A quebra é o lugar onde revelamos nossa correção: o nosso estado corrigido e a Luz superior que preenche o nosso vaso coletivo restaurado. Ou seja, nós estamos lidando com ações que podem ser descritas com precisão e aplicadas na prática, enquanto ainda permanecem em nossa natureza egoísta, em um estado ainda não corrigido. Esta fase existe em cada etapa da subida, mesmo nos níveis espirituais.

Quanto aos atos do superior, é a Luz superior (a Luz de AB-SAG ou a Luz Circundante) que se expande sobre todos nós de uma forma que não podemos compreender, e nos afeta sem termos consciência disso. Nós só sentimos os efeitos do seu trabalho.

É por isso que existe uma lacuna entre as ações da criatura e a obra do Criador, em resposta à primeira, se elas estiverem dispostas corretamente. Ou seja, não há nenhuma cadeia de causa e efeito por parte da criatura, e nós não compreendemos como o avanço ocorre, nem pode prever isso. Assim, todo esse trabalho é considerado como o “remédio milagroso”.

Mas isso tudo deve-se ao fato de que a criatura se prepara para receber uma nova natureza que atualmente não tem. Portanto, nós não podemos ver ou sentir as transformações futuras. É por isso que isso é descrito como um milagre. No entanto, quando a pessoa recebe essas transformações interiores do Alto, toda a cadeia de eventos pelos quais ela passou torna-se claro para ela, e agora ela diz sobre o passado: “Eu trabalhei e encontrei”.

A descoberta é exatamente o que implica a Segula, a força milagrosa. Nós devemos constantemente nos esforçar para fazer o que pudermos, como está escrito: “Faça tudo o que você é capaz de fazer” e você encontrará! É exatamente isso que determina a diferença entre o meu estado atual e futuro. Eu sou completamente responsável por meu estado atual: eu estou ciente dele, entendo-o e organizo tudo nele: “Eu faço tudo que posso”. Mas então eu “encontro” um estado completamente novo, que surge como um milagre. Afinal, eu recebo uma natureza totalmente nova, que eu não esperava ou previa antes.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 08/03/11, sobre A Importância do Estudo

Se Você Deseja Olhar A Face Do Criador

Dr. Michael LaitmanDepois de todas as suas buscas, a pessoa alcança o estado onde pede só uma coisa: a capacidade de tomar a decisão correta. Isso significa que ela alcançou a oração correta.

A coisa mais importante que nós iremos descobrir ao estudar a unificação das forças de recepção e doação é como o Criador toma decisões enquanto está acima delas, em que Ele baseia Suas decisões. Nós O alcançaremos por Suas ações. Mas, ao investigar tudo o que acontece dentro de nós sob Sua influência, nós queremos alcançar Sua mente, Seu plano, intenções, pensamentos. Esse é todo nosso trabalho.

E para fazer isso, é necessário a oração. Como nossas próprias forças não conseguimos alcançar Sua mente e cabeça, o lugar onde as decisões são criados de de onde surgem todas as ações. Isso porque nós também somos Suas ações.

E, visto vez que a ação espiritual é sempre feita “para doar”, nós não podemos entender como a mente superior pode ter tomado essa decisão. Isso acontece sempre como uma “descoberta” ou milagre, como está escrito: “Eu me esforcei e encontrei!”. É impossível entender diretamente a mente do Criador, ao observar a combinação de duas forças: recepção e doação. Aquie reside a diferença entre o próprio Criador, Sua decisão, e todas as ações que resultam de Sua decisão.

Desta forma, a pessoa que alcança a oração pede pela capacidade de entender exatamente isso: o plano e o pensamento do Criador, que toma as decisões. Da mesma forma, foi dito a Moisés: “Você me verá pelas costas, mas não verá Minha face”. Essa oração surge continuamente.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 10/03/11 sobre a Oração

Nascido De Novo Em Cada Novo Degrau

Dr. Michael LaitmanPergunta: É um Cabalista capaz de medir com precisão a “força milagrosa” da Luz superior como numa experiência científica, ou para ele isso é um axioma, como é um axioma para nós?

Resposta: Não, nós nunca sabemos como subimos ao degrau seguinte. É como no exemplo do Rabino Shimon, que caiu tão baixo precisamente antes de atingir o mais alto degrau, a correcção final, que se tornou uma pessoa comum, simplesmente o Shimon do mercado.

Quando se trata do próximo degrau, operamos sempre através da fé acima da razão, e nunca sabemos o que irá acontecer lá. Uma vez que eu já tenho experiência, posso dizer que maior doação e maior amor e unidade me esperam lá, mas porque eu ainda não o sinto realmente, não tenho capacidade de prever nada com 1% de precisão.

É sempre algo absolutamente inesperado e novo, uma “actualização” inteira, uma mudança completa de todos os meus componentes, melhoria de todas as dez Sefirot. Habitualmente, isso é sentido como uma renovação muito forte que dá uma impressão tão extraordinária que tudo se volta de baixo para cima em comparação com o que era antes.

A percepção inteira da realidade, sensações, e entendimento mudam. Isto ocorre em cada degrau, independentemente de onde a pessoa esteja. É uma nova criatura de cada vez.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 8/3/2011 sobre A Importância do Estudo

2011 É A Época Da Ascensão

Dr. Michael LaitmanNo processo de descida gradual do mundo Infinito, os vasos (Kelim) recebem as Luzes. No caminho para baixo, lá ficam os mundos Adam Kadmon, Atzilut, Beria, Yetzira, e Assiya.

 O seu degrau é uma recepção gradualmente decrescente da Luz pelo bem do Criador. No mundo de Adam Kadmon, existe uma grande Luz de Yechida; no mundo de Atzilut a Luz de Haya; no mundo de Beria a Luz de Neshama; no mundo de Yetzira a Luz de Ruach; e no mundo de Assiya a Luz de Nefesh.

No final, todas as Luzes em todos os vasos expiram, e encontramo-nos no fundo, no estado de “este mundo”. Não existem nem Luzes nem vasos nele, mas unicamente uma força vital, um desejo material. Ao longo de toda a descida, a tela continuou reduzindo-se de 100% até zero. Como resultado, não temos a força de resistência ou um pensamento de doação, nada. Residimos no mundo material, isto é, no desejo egoísta.

Neste ponto, devemos evoluir para uma condição quando desejemos voltar ao mundo do Infinito: começando do zero, de baixo para cima, escalando os cinco mundos pelos quais descendemos. Ao fazer isso percebemos em essência o propósito da criação.

Assim, tendo caído para este mundo, temos existido nele ao longo da história até termos alcançado o ano 2011, o início da subida. Daqui para a frente, todas as almas começam a subir. O caminho de Cima para baixo e de baixo para cima estende-se por 125 degraus, uma vez que cada um dos cinco mundos consiste em cinco Partzufim, que contém cinco Sefirot cada um.

Basicamente, tudo está presente e pré-medido no universo; tudo tem propósito. Nós só precisamos descobrir o nosso próximo estado de existência, dia após dia, e caminhar nele cuidadosamente: toda a gente da sua própria maneira. Tudo está pré-arranjado, e no mundo do Infinito (Ein Sof), chegamos ao nosso estado final e perfeito de ser.

Antes de descender de lá, existíamos no estado 1, e então, através do quebrado e confuso estado 2, voltamos ao Infinito, estado 3. O que é que “ganhámos” até lá? Ganhámos autonomia. Afinal de contas, somos nós que percorremos este caminho até o Infinito, nós que agimos, e nós que apreendemos a criação e as acções do Criador. Ganhando percepção de quem Ele é, tornamo-nos como Ele e percebemos como agir sem Ele. Aprendemos, tal como uma criança faz, até alcançarmos um degrau no qual somos capazes de trabalhar em vez do Criador em toda a realidade, em toda a criação.

O Criador é apenas uma força, mas somos nós que o accionamos. E é por isto que no terceiro estado, existe apenas o Criador e o ser criado, iguais e semelhantes em tudo. É isso o que ganhamos. É este o objectivo que o Criador colocou perante nós de forma que nós, os seres criados, possamos tornar-nos iguais a Ele.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabala 4/3/11, “Explicações sobre o Artigo, Prefácio à Sabedoria da Cabalá”

A Luz No Vaso: Não Só Preenchimento, Mas Impregnação

Dr. Michael LaitmanO Criador criou o desejo, que era “redondo” (isto é, que inicialmente não tinha todos os detalhes de percepção), e preencheu-o com a Luz. Com Sua força, a força da Luz, Ele criou a realidade do desejo e preencheu-a com a mesma Luz.

Assim, só há dois elementos no universo: o desejo e a Luz, o vaso (Kli ) e o que o preenche. A Luz é considerada como “o Criador”, enquanto o desejo é considerado como “a criatura.” Só eles existem no mundo do Infinito. Quanto a um “mundo” na espiritualidade, ele é um estado de ser e não uma imagem que estamos acostumados a ver em nosso mundo.

Assim, o estado inicial do desejo e da Luz é chamado de “mundo do Infinito”, já que não há limites ou restrições. O desejo tem tanta Luz quanto deseja. Todos os componentes do desejo são preenchidos.

O que está faltando aqui? O desejo foi criado mas não está consciente disso. Ele existe porque a Luz está a sustentá-lo. Para que o desejo possa evoluir e sentir o que é, o que tem e o porque foi criado, é necessário inserir um determinado componente adicional nele. Isso porque, enquanto ele está encerrado em si só, o desejo não tem auto-consciência e percepção de sua própria existência.

A fim de perceber a si mesmo, o desejo tem de olhar para si de lado, observar-se, e refletir sobre sua existência.  Mamíferos e seres humanos pouco desenvolvidos não possuem essas características. Só depois de ter evoluído é que o homem começou a se perguntar: “Quem e o que sou eu? Para que eu sirvo? Qual é a essência da vida?”. Ele não está interessada em auto-realização, mas no sentido da vida e se esforça para olhar para fora de sua existência.

A fim de dar ao desejo esta oportunidade e capacidade, a Luz deve inseri-lo e compartilhá-lo com suas próprias qualidades. Nesse caso, as qualidades do desejo e da Luz vão co-existir nele, e do contraste entre elas, ele vai começar a perguntar-se: “De onde foi que eu vim? Por que eu existo? Para onde vou?”.

No entanto, se a qualidade adicional não aflorar no desejo, ele não vai começar a refletir sobre nada e só se preocupará com suas necessidades naturais: ficar satisfeito e pleno. Da mesma forma, os representantes dos níveis inanimado, vegetal e animal  esforçam-se para preencher e preservar-se da melhor forma possível.

É por isso que o Criador deve penetrar o desejo e permeia-lo com Ele, para dar-lhe a forma da Luz.

Da 3ª parte da Liçã Diária de cabalá 04/3/11, “Palestra sobre o Artigo, Prefácio à Sabadeoria da Cabalá”

Uma Sociedade Que Ajuda A Iniciar A Vida Espiritual

Dr. Michael LaitmanA sociedade é a base para o avanço espiritual. E, assim como as pessoas que corriam de Jerusalém durante a época do Segundo Templo, quando viram o colapso da espiritualidade e quiseram formar uma pequena sociedade para agarrar-se à conexão espiritual entre elas, a Força Superior, à medida que se escondiam nas proximidades do Mar Morto, nós também queremos formar uma tal sociedade.

Por enquanto, ela não pode ser muito grande: “apenas” algumas centenas de milhares de pessoas, o que não é muito comparado com toda a humanidade que agora tem que acordar e se conectar. Mas nós temos que acreditar nos Cabalistas, que dizem que estamos sempre nos esforçando o suficiente, tanto em quantidade quanto em qualidade, e se nós nos mobilizarmos de acordo com nossas habilidades e condições dadas, seremos capazes de revelar a força superior.

Uma vez que nos conectemos, essa centelha vai incendiar-se entre nós e distribuir a Luz superior em todo o nosso sistema. Esta Luz vai preencher-nos, e nós vamos entrar no mundo espiritual.

Nossa principal tarefa é formar uma sociedade, um lugar para a Luz ser revelada. A própria sociedade é chamada de “Shechiná“, o lugar onde a Luz (Shochen) reina. Há certas leis para a existência desta sociedade. O Criador é o doador (Shochen), nós somos a Sua Shechiná, e nós precisamos preparar o nosso desejo para que Ele seja revelado em nós.

A Luz superior não pode ser revelada em uma só pessoa; tem de haver pelo menos duas.Mas duas também não são suficientes, porque diferentes problemas egoístas imediatamente surgem entre elas. É por isso que quanto maior a sociedade mais fácil é para a pessoa.

Por um lado, se a sociedade é muito forte, será mais fácil para a pessoa, uma vez que ela não vai precisar investir muito nela. Por outro lado, ela receberá a inspiração dos outros que estão preparando um lugar para ela entre eles, onde ela possa entrar. Ela só vai necessitar anular-se perante a sociedade, e isso será suficiente.

Ela vai literalmente crescer como uma criança nos braços da mãe ou de um embrião no útero da mãe. Esta sociedade vai se tornar o seu refúgio, a “Arca de Noé”, o ventre de sua mãe, de onde ela vai tirar todas as forças para começar a sua vida espiritual. Dessa forma, ela vai avançar.

E mesmo que o nosso grupo não seja tão grande em relação à nação de Israel ou de todo o mundo, nossas possibilidades são enormes! Podemos levantar toda a humanidade dentro de nós!

Cada um de nós só pode receber a Luz superior se fizer parte do útero da mãe (“Rechem” ou “útero” vem da palavra” Rachamim” ou “misericórdia”, doação).Caso contrário, ele continuará a ser “selado” pela Luz, e só será capaz de perceber este mundo.

Por não continuar o fluxo da Luz e passá-lo para os outros, eu bloqueio o meu caminho e evito que a Luz passe por mim. Então, eu só vou perceber o seu minúsculo brilho que descreve este mundo para mim.

 De Lição 2 Congresso Metzoke Dragot 25/02/11

Instruções Para Acender A Centelha Espiritual

Dr. Michael LaitmanNós já podemos subir e entrar na realidade espiritual por alguns momentos, mesmo antes de começar a viver permanentemente lá: tudo depende da força de conexão entre nós. Quando atingirmos certo nível mínimo exigido para a percepção do mundo espiritual, sentiremos como nos aproximamos e o adentramos.

Os Cabalistas nos dão conselhos sobre o que é preciso fazer para que não vaguemos na escuridão, tateando, buscando a conexão adequada que nos permita alcançar o mundo espiritual (porque, por enquanto não o sentimos ou entendemos, mas agimos de acordo com o nosso egoísmo).

Nós reunimos todos estes conselhos e tentamos usá-los para formar um método que seja mais adequado para o nosso tempo, condições e qualidades. É impossível penetrar a espiritualidade através da força individual.

Essa mesma centelha de Luz, que emergiu do mundo espiritual e criou todo o nosso Universo e nós nele, precisa nos transformar. Ela cria um vaso espiritual como resultado do nosso “ponto no coração”, uma centelha espiritual colocada em cada um de nós.

Essa grande centelha dividiu-se em uma multidão de pequenas centelhas, e cada um de nós tem uma parte dela. Precisamos cultivá-la. Precisamos que a Luz nos influencie e desenvolva, eleve-nos, do mesmo modo que um corpo inteiro cresce a partir de uma gota de sêmen, começando com um embrião, passando por uma criança, e depois um adulto. Mas o problema é que não sabemos como atrair a influência da Luz sobre nós.

É por isso que precisamos seguir o conselho dos Cabalistas, tanto quanto possível; este é o segredo para o sucesso. Basta seguir as instruções e mover um ponto de cada vez, e você acabará chegando a um lugar em que você “ativará” este mecanismo, e, de repente, começará a trabalhar!

Da Lição 2 Congresso de Metzoke Dragot 25/02/11

A Última Parada No Caminho

Dr. Michael LaitmanO homem passa por diferentes etapas em sua percepção da relação com a sociedade: desde usá-la de uma forma rude e material, até cair em desespero e não querer nada mais. Em outras palavras, em algum lugar no caminho para um “mundo global”, surge uma “parada”, acompanhada de uma total decepção com a maneira prévia de usar o ambiente.

É por isso que o divórcio é tão popular nos dias de hoje, e o homem se esforça para quebrar todas as conexões com a sociedade para ficar sozinho. Mas, enquanto atravessamos esta crise, alcançamos um novo uso da sociedade e, portanto, estamos dispostos a reconhecê-la como um instrumento para alcançar a meta espiritual.

Mesmo que a nossa intenção ainda seja egoísta, a sociedade está realmente se tornando importante para nós. Começamos a perceber o ambiente e a humanidade global, unificada, como um estágio mais elevado da existência, um meio para alcançar uma vida melhor: eterna e completa. Este é o estágio seguinte na evolução da nossa percepção da realidade.

Após isso, surge um estágio mais avançado, quando devido ao meu envolvimento com o ambiente, eu descubro um estado mais profundo e elevado. Para mim, o ambiente se transforma no lugar onde o Criador é revelado.

Agora eu entendo que todos pareciam pequenos e desprezíveis, divididos e individualistas somente em minhas qualidade corrompidas, na minha visão não corrigida. Eu percebo que isso realmente não é verdade! Eles sempre foram unidos e viveram em amor e perfeição, juntamente com o Criador e a Luz que os preenchia.

E eu, na medida em que me conecto com eles, os influencio, e recebo sua influência ao começar a interagir com eles, e também passo a fazer parte deles. Eu começo a valorizá-los tanto quanto valorizo o Criador. Afinal, Ele é revelado dentro de deles (“venha e veja”), no estado corrigido da sociedade. Daí, eu descubro que, exceto por este único estado de unidade integral, não há mais nada!

Assim, parece que a atitude em relação a sociedade é o único dispositivo, medida, e local do nosso trabalho, a única coisa que a pessoa possui. E o Criador está lá, dentro dela! A sociedade transformada é o Próprio Criador.

A sociedade humana corrigida contém toda a natureza dentro dela: os níveis inanimado, vegetal e animal, e tudo isso junto é considerado como Malchut do mundo do Infinito.

Portanto, é necessário prestar atenção se estamos nos transformando, avançando, começando a valorizar o nosso ambiente e vendo nele um grande potencial,  como que pertencendo a nós? A nossa transformação é determinada pela transformação da nossa atitude para com a sociedade, e é a única maneira de avaliarmos o nosso progresso.

Pode parecer muito estranho, mas esta mesma humanidade que você queria salvar e ajudar,  considerando-os como pessoas pequenas com interesses bestiais, é gradualmente revelada a você como a Shechina, a Malchut do Infinito que sempre existiu antes de você, mas que você não podia ver com seus olhos corrompidos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 3/3/11, Escritos do Rabash

No Caminho Para O Amor

Dr. Michael LaitmanNós ascendemos ao mundo do Infinito a partir do nosso mundo. Esse caminho se divide em duas etapas: a primeira é chamada de “temor” (trepidation), e a segunda de “amor” (love).

Durante a primeira etapa nós corrigimos o nosso desejo egoísta nos níveis zero, um e dois de Aviut (apereza, espessura), e durante a segunda etapa nós o corrigimos nos níveis  três e quatro de Aviut. A parte inferior é Galgalta ve Eynaim (GE), e a parte superior é AHP. Juntas, elas formam o vaso da alma.

Temor significa que há uma preocupação principal por trás de milhares de preocupações: será que eu serei capaz de não receber? Como convidado, eu não me preocupo em tentar não querer receber os prazeres do anfitrião. Ele tenta convencer-me, mas eu me recuso uma e outra vez. Em outras palavras, eu sempre adquiro a tela para uma crescente Aviut do desejo, até que eu ascendo acima de toda a minha Aviut (que é chamada de Monte Sinai) e adquiro a qualidade do temor. Agora, eu ascendo sobre todos os desejos de receber e me garanto contra o recebimento do prazer egoísta.

Então, eu começo a me tornar mutuamente incluído no outro: “O que ele quer?”. Eu percebo o que ele quer, assim como o grau da minha capacidade de fazer algo por ele. Eu adquiro seus desejos, seusKelim , e eu o abasteço com meus Kelim. Agora, eu atuo da maneira contrária: eu mudo o meu Kli a fim de receber para o meu próximo.

A mãe cuida dos seus filhos da mesma forma: ela faz de tudo para satisfazê-los. É assim que se manifestao seu amor. Assim, o amor consiste em eu nunca pegar nada dos outros, nunca roubar ou magoar os outros. Isto diz respeito à fase anterior (do temor), a primeira fase da correcção dos Kelim.

Hillel, o sábio, disse o seguinte a um “estranho”, istoé, a um desejo egoísta, com relação a isso: “Você quer se aproximar da doação? Vá em frente. Trate os outros como você gostaria que eles o tratassem. Eleve-se acima dos seus Kelim de recepção, e você nunca machucará ninguém”.

E depois chega a vez do amor, que o rabino Akiva referiu como a regra geral da Torá: “Ama ao próximo como a si mesmo”. Isto significa que você pega os desejos dos outros e se une a eles a fim de satisfazê-los.

Esta etapa, o amor, em seu verdadeiro sentido espiritual, não pode ser alcançada sem uma preparação considerável.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá4/3/11 sobre o Amor