Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Movimento Perpétuo Da Criação

Dr. Michael LaitmanO nosso desejo de desfrutar está constantemente mudando e crescendo. Há um motor interno nele que continua girando e, assim, revelando o nosso desejo de desfrutar, uma camada após a outra.

Se eu não estou em sintonia com este motor e não corrijo meu desejo de receber, para que ele seja preenchido com a Luz, esse desejo revela a escuridão para mim, e eu me sinto pior. Entretanto, o motor continua girano, enquanto eu, não tendo corrigido o meu desejo anterior, estou atrasado e tampouco posso corrigir o meu estado atual. Isso torna a minha vida muito mais difícil e decepcionante. Dia a dia estou me sentindo mais infeliz.

Portanto, se a pessoa entende que nada há de vir do Criador, e que é a criatura quem deve fornecer tudo, se ela percebe que a natureza foi concebida de modo a revelar-nos todo o nosso desejo de receber e tudo que devemos fazer é alcançar a correção, somente então ela percebe a realidade da maneira correta. Tudo depende de nós. A bola está conosco.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/05/11, “Introdução ao Prefácio à Sabedoria da Cabalá”

Relutantemente, Rumo À Unidade

Dr. Michael LaitmanPor que a criatura é feita egoísta? Por que o homem sempre pensa em si mesmo? Por que a natureza não nos faz sentir e amar uns aos outros como nossos próprios filhos, que são ainda mais caros para nós do que nós mesmos? Por que não recebemos essas propriedades? Por que nós, como os infames pássaros cuco, soltamos nossos ovos no ninho alheio?

A sabedoria da Cabalá explica que isso é feito intencionalmente, que não há nada de acidental em nossa relutância em apreciar outra pessoa. Pelo contrário, vemos a outra pessoa como terrível, estranha e alheia. Está escrito: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”, mas que tipo de próximo é ele? Ele não é o próximo; ele é a pessoa mais distante e odiosa para mim! Seria ótimo se restasse apenas alguns deles neste mundo para atender as minhas necessidades, e o resto pudesse ir para o inferno, morrer. Tornaria nossa vida mais fácil, não é? É assim que somos todos feitos.

Assim, a Cabalá explica que esse ódio mútuo nos é dado intencionalmente de forma que acima dele, buscássemos a unidade, ligada por laços de amor. “Amor” significa que nós sentimos o outro, sentimos suas necessidades antes das nossas, e servimos para satisfazê-las o melhor que pudermos.

A força da rejeição permanece entre nós na forma de ódio, como algum tipo de resistor, um elemento de resistência colocado entre os pontos de um microchip. Mas nós, apesar dessa resistência mútua, estamos pavimentando o caminho acima dela e a atravessamos com nosso desejo, a nossa “eletricidade”, o desejo de estar juntos. É aí que encontramos a energia nesta resistência: a energia do amor e da participação pessoal.

Nós vamos emitir esta energia; vamos nos familiarizar e nos conscientizar dela ao atingir toda a força da natureza, seus componentes e sua harmonia eterna. Em tal estado, estaremos vivendo não como indivíduos, cada um em seu pequeno elemento, mas entre esses elementos, crescendo dentro e elevando-nos acima dessa resistência. Juntos, o ódio e o amor mútuo, construirão uma rede de relações entre nós que estará um grau acima do atual.

Agora, nós vivemos em um estado de ressentimento entre nós, como elementos separados e desconectados. Por outro lado, à medida que subimos, nós criamos a unidade, a solidariedade, a união entre nós, e começamos a experimentar essa rede como uma dimensão nova e mais elevada, onde começamos a viver agora. Isso é o que chamamos de vida eterna. Esta é, de fato, a vida superior: uma existência atemporal e perfeita que se encontra acima da atual, que é limitada pela morte e, essencialmente, nos mata a cada dia.

É por isso que, por um lado, precisamos da resistência egoísta e, por outro, de sua correção pelo amor. É aqui que precisamos especificamente unir as duas propriedades opostas dentro de nós mesmos. E mesmo assim, o amor prevaleça sobre o ódio e nos permite ascender espiritualmente, para que possamos nos libertar deste mundo para cima, para a perfeição e eternidade.

Da Lição Virtual, Série “Fundamentos da Cabalá” 15/05/11

Doação: Viver No Outro

Dr. Michael LaitmanOs Cabalistas explicam que temos que viver segundo a lei de doação, não em prol da sociedade ou de nós mesmos, mas em prol do Criador. O que isso significa? “Em prol do Criador” é uma fórmula, uma definição, o que significa que a doação deve ser absoluta.

Nós devemos doar não apenas em prol da sobrevivência, não só para viver a nossa vida de forma confortável e egoísta. Esta doação é por auto-interesse: “Nós não temos escolha, então vamos reeducar-nos para nos tornar bons, amáveis, compassivos e sensíveis”. Essa correção egoísta não é suficiente, pois decorre da necessidade de sobreviver.

“Em prol do Criador” significa que você vive de acordo com a doação, mesmo que a natureza não o obrigue a alcançar a harmonia e a cooperação com outros membros da sociedade em prol da sobrevivência. A natureza não pode exigir que você doe e receba nas condições consideradas como uma conexão completa com os outros, ou seja, receber as necessidades e dar ao máximo, que é chamado “a cada um segundo sua capacidade, a cada um segundo suas necessidades”. Esse slogan não deve ser para a sobrevivência da sociedade, para a vitória do socialismo em todo o mundo, ou para qualquer partido. Ele deve ser “em prol do Criador”.

“Em prol do Criador” significa que a minha doação deve ser absoluta, não em prol de alguma coisa terrena. Eu tenho que chegar a um estado onde a qualidade de doação em mim substitua a qualidade de recepção, o meu egoísmo, completamente. Eu mudo para uma parte completamente diferente do mundo, para outra dimensão. Eu começo a pensar, sentir, perceber apenas em termos da qualidade de doação, em vez da recepção.

É possível comparar este estado com uma mãe que não sente que ela é fria ou quente, é clara ou escura; ela sente isso somente em relação a seu bebê. Ela existe nele, dentro: se ele está frio ou quente, no escuro ou na luz, com dor ou conforto, e assim por diante. Ela acha tudo dentro dele ao invés de dentro de si. Este amor “animal” está presente no nosso mundo como um exemplo: graças a ele, em particular, podemos realmente nos desenvolver e continuar a existir.

Essa é uma condição necessária da vida na espiritualidade. Nós suportarmos nossa vida na Terra, limitados pelo tempo, espaço e movimento. A ilusão da vida no egoísmo só existe aqui. De fato, a verdadeira vida em seu fluxo eterno e perfeito existe na qualidade totalmente oposta: a da doação.

Da mesma forma, uma mãe vive em seu filho, sentindo e satisfazendo-o, em vez de si mesma. Todas as suas sensações estão nele, tudo é para ele, e ela mesma é somente para a satisfação dele. Essencialmente, este estado é chamado de “receber as necessidades e dar ao máximo”, mas não para si mesma, a fim de sobreviver assim, mas por causa dele, por causa do seu filho amado.

Da  Lição Virtual, Série “Fundamentos da Cabalá” 15/05/11

Oração: Um Meio de Mudar a si Mesmo

Um diálogo constante ou solicitações para o Criador é bom porque é impossível tratar-Lo artificialmente, como nas palavras de orações lidas nos livros. A pessoa começa a entender que se ela não sente essas palavras, não é considerado um endereçamento. O Criador não irá ouvi-la dessa forma, é necessário recorrer a Ele e decifrar as palavras em relação a si próprio mais perto de seu coração.

Então, em vez de ler uma oração em um livro cheio de palavras que não significam nada para ela: ” si mesmo “,” para doação “,” acima da razão “,” a Torá e seus preceitos “,” boas ações “,”o Abençoado e Santo”(os mesmos termos e frases que os cabalistas usam), uma pessoa começa a interpretá-las em uma linguagem mais sensorial. Ela faz isso mesmo sem palavras, em suas sensações internas, e, assim, muito se aproxima da oração, o pedido.

Que tipo de ajuda deve a pessoa pedir do Criador? É para nos ajudar a voltar a Ele com um pedido! Esse pedido vai se tornar um vaso espiritual, o “lugar” da revelação do Criador. [Leia mais →]

Uma Infusão da Força de Unidade

Pergunta: Agora que a crise está se intensificando em todo o mundo com os desastres naturais e guerras acontecendo mais e mais freqüentemente, como devemos tratar as pessoas que passam por infortúnios considerando que sentimos sua dor quando vemos que tipo de sofrimento que estão passando, mas não somos capazes de ajudar?

Resposta: A crise não está se movendo em uma direção única. Não é apenas um terremoto e tsunami no Japão, inundações e furacões na América, os incêndios na Rússia, ou revoluções nacionais no Oriente Médio. Estes são os eventos locais e é por isso que nós nos preocupamos apenas um pouco quando ouvimos falar sobre eles, e não os tomamos muito próximo ao coração. Nossa natureza egoísta nos impede de sentir empatia com o próximo mais profundamente. Mas se eu estou com medo que um tsunami está chegando perto de mim, então é um assunto completamente diferente.

Contudo, esta crise é multifacetada. Por enquanto ela está sendo expressa em várias catástrofes separadas aqui e ali, mas, em essência, ela está preparando terreno para uma sacudida fundamental no mundo que será comum e global. Isto é exatamente o que as pessoas que entendem o que está acontecendo tem medo.

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O Senso de Direção no Reino Espiritual

Como é que podemos ficar no caminho do desenvolvimento correto? É muito simples: A pessoa deve sempre ver-se como oposta ao plano da criação.

De fato, nossa natureza é egoísta e, portanto, é muito fácil eu me testar: Basta eu ver se a cada momento os meus pensamentos e desejos estão em desacordo com o objetivo oposto a ele, são falsos e incorretos?

Na realidade, racionalmente e praticamente, estou procurando os meios que miram meus pensamentos e desejos corretamente no objetivo: diagnóstico preciso, a análise, a força superior, os estudos, as relações com os amigos e o grupo. No entanto, antes de tudo, tenho de reconhecer que a minha situação atual é incorreta, desde o início e em cada momento. Tudo que eu quero, penso, e pretendo não é válido.

Obviamente, tal fato não deve me deixar deprimido. Pelo contrário, eu uso essa abordagem eficaz para trabalhar sobre este problema: imediatamente eu tento definir a direção correta.

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A partir da 4 ª parte da Lição Diária de Cabalá de 04/05/2011,”Paz no Mundo”.

Aceite-nos Em Sua Assembléia

Pergunta: A rede de conexão entre os grandes cabalistas do passado também trabalharam sobre as almas que ainda não despertaram espiritualmente?

Resposta: Não, essas pessoas não recorreram a eles para pedir por ajuda. Você pode estudar a Torá, ler milhares de livros, e isso não vai mudar nada em você. Além disso, mesmo se você ler os textos dos cabalistas, com a intenção de avançar, a questão é se você está no grupo, se você deseja criar juntamente com outros a mesma forma de conexão que existe entre os cabalistas.

Queremos criar um vínculo entre nós mesmos uma rede de conexão que existe como entre esses cabalistas? Queremos mudar a partir da conexão entre as almas quebradas que só pensam em como aproveitar todos os tipos de prazeres terrenos para a ligação que nos une aos nossos santos Pais, os grandes cabalistas de todas as gerações? Queremos passar de um sistema quebrado de ligação entre as almas para a correção? Pedimos que nos ajudem a nos tornar semelhante a eles para que nos aceitem em sua assembléia.

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A partir da segunda parte da Liçção diária de Cabala, 17/05/11, O Livro do Zohar

A Simples Lei da Garantia Mútua

A fim de acelerar o nosso desenvolvimento, é dado para nós todos os tipos de obstáculos, que podem afastar, e nos confundir; pensando que não é necessário exercer a nós mesmos e podemos simplesmente esperar até que tudo mude por si só. Ou começaremos a pensar que já colocamos bastante esforço, mas ainda não descobrimos a revelação espiritual. Talvez, o Criador tenha deixado suas criaturas, ou isto não, supostamente, é para nós agora, e devemos esperar por outra oportunidade, possivelmente na próxima vida. Uma pessoa encontra várias desculpas para remover apenas a obrigação de exercer a si mesma.

No entanto, é dito: “A lei é dada e não pode ser transgredida.” A Luz superior permanece em repouso absoluto, e nós estamos dentro dela. Nossos desejos só podem ser desenvolvidos através dos nossos esforços. A extensão da correção do nosso desejo e, conseqüentemente, a Luz revelada na qual dependem da extensão do nosso esforço. É uma lei simples. [Leia mais →]

Descansando Nas Mãos dos Grandes Cabalistas

Pergunta: Quais as correções que os cabalistas do passado realizaram por nós?

Resposta: Baal HaSulam escreveu na “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot,” Item 11: Os sábios do Talmud tornaram o caminho da Torá mais fácil para nós do que os sábios da Mishná. Isto é porque … eles nos forneceram um novo meio, em vez da penitência apresentados na Mishnah referida acima, Avot: É a Luz da Torá “. Tem poder suficiente para reformar uma pessoa ….”

“Porque os sábios da Talmud substituiram o caminho do ascetismo (“viver a pão e água, dormir no chão, levar uma vida pobre, e exercer na Torah”) apenas com o estudo da Torá? É porque eles corrigiram a rede de conexão entre eles. Este regime geral de almas já contém as almas que atuam sobre eles, e nós podemos nos valer de sua ajuda. [Leia mais →]

Para Que e Para Quem Serve A Minha Singularidade?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Com base na minha experiência de ensino, vejo que a Cabalá revela a singularidade de um indivíduo, mas ela faz isso a sua própria maneira. Qual é o segredo aqui?

Resposta: O meu desejo de exclusividade vem do Criador, mas de uma forma corrompida. Eu percebo isso através de exemplos: eu aprendo com o mundo como ser exclusivo. Por exemplo, eu quero ser um jogador de futebol famoso, seguir as últimas tendências da moda, sou atraído para a riqueza, o poder, a desilusão, ou sonho com uma carreira como mafioso ou reitor de universidade.

De qualquer forma, eu aprendo com o ambiente, o qual me impõe certos valores. Eles puxam para o que me satisfaz mais, de acordo com minha natureza. Cada um fica impressionado com alguma coisa; o mais importante é demonstrar a singularidade da pessoa.

Assim, durante o meu desenvolvimento, a sociedade dita princípio para mim, e eu tenho que expressar minha singularidade de acordo com eles. Eu não posso decidir nada sozinho. Por exemplo, se eu tivesse nascido na Colômbia e me encontrasse no meio de traficantes de drogas, eu os seguiria, sonhando com a emocionante carreira de um barão da droga, porque eu não veria outros exemplos.

Acontece que neste mundo, eu jogo a minha singularidade à mercê da sociedade. Parece-me que eu subi acima de todos, mas, na realidade, eu os servi. Finalmente, eu faço o que eles querem.

Por outro lado, ao me desenvolver espiritualmente, eu recebo do ambiente a realização da grandeza do Criador, a grandeza da vontade de doar. Esta é uma idéia abstrata, e eu não sei o que ela é. Através do estudo, eu recebo a Luz que Corrige. Novamente, não tenho idéia do que é e sinto apenas o resultado de sua influência.

O que evolui em mim? É o ponto no coração com a seus “genes espirituais”. Assim, eu me desenvolvo e percebo minha exclusividade apenas na espiritualidade. Aqui, tudo é decidido pela Luz que Corrige. Eu corrijo minha forma externa, e o meu “eu” se desenvolve dentro.

Se pudéssemos reconhecer nossos “genes espirituais”, cada um veria a si próprio no estado final, do jeito que ele deve ser. No entanto, surge uma pergunta: Qual é a minha singularidade? Se ela já está incorporado em mim, onde eu estou?

Eu me expresso na realização da minha própria exclusividade. Eu atraio a Luz para desenvolver um ser humano a partir da minha “semente espiritual” e, assim, adquirir um complemento aos meus estudos, o coeficiente de desenvolvimento: a adesão com o Criador, a Sua forma, a capacidade de estar em Seu lugar.

Assim, cada um de nós realmente compreende sua excepcionalidade, a fim de se tornar como o Criador, para chegar à adesão. Eu não estou crescendo apenas em tamanho; ao longo do caminho, eu posso obter tudo o que Ele tem, vestir-me com Suas vestimentas.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/05/11Escritos do Rabash