Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Revele O Zohar Em Seu Coração

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Capítulo “Mishpatim (Decretos)”, item 561: Mesmo em relação ao verso, “E eu mandarei um anjo diante de você”, …Moisés não respondeu de uma vez. Pelo contrário, quando está escrito, “Se Sua presença não vai conosco, não nos dirige para fora daqui”, ele respondeu isso em relação ao que está escrito: “Minha presença irá e dará a você descanso”.

A pessoa tem que procurar dentro de si mesma por todas essas propriedades descritas no Zohar. Quem é Moisés, quem é o anjo, quem é o Criador, o que todos esses objetos inanimados, plantas, animais, pessoas são, e como eles existem e vivem dentro da pessoa? Nós devemos tentar encontrá-los interiormente, fazer um esforço para nos mover do quadro externo que surge a nossa frente para a contemplação interna de onde em mim estão todas essas qualidades, forças, e desejos. Esses esforços são muito importantes.

Desse modo, eu corrijo minha percepção egoísta que me faz pensar que algo acontece fora, e não dentro. Então, eu me volto precisamente para minhas propriedades internas e “implanto” a Torá em mim mesmo, desejando reconhecê-la em seu verdadeiro lugar. É por isso que nós precisamos constantemente tentar interpretar o que está escrito no Zohar como nossas propriedades.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 24/05/11, O Livro do Zohar

Configurações Para A Revelação

Dr. Michael LaitmanAntes de ler O Livro do Zohar, temos de nos preparar de forma que essa leitura nos beneficie. O Zohar fala acerca da correcção da alma, isto é, sobre a correcção da conexão entre nós. Assim, lendo O Zohar, devemos aspirar a perceber em nós os estados corrigidos descritos no texto. Isto significa que desejamos revelar o que O Zohar fala.

Revelação não é entendimento na mente. Como posso perceber o que nunca vi? É possível ver apenas na condição em que novos modelos de sensação se formem dentro de mim, porque a visão é uma sensação nos nossos desejos, os vasos de recepção. Uma sensação deve ocorrer apenas quando o meu estado interno específico corresponda àquele descrito n’O Zohar.

Isto pode ser alcançado apenas se ascender ao nível do doador, como O Zohar requer. Como é isto possível? É possível se me conectar com o ambiente, em relação ao qual posso expressar a medida da minha doação. Assim, mesmo antes de abrir O Livro do Zohar, temos de esforçar-nos para nos unir em tal estado, em tal nível, com tal força que seja adequada à revelação d’O Zohar na conexão entre nós.

Na medida em que a pessoa se anula a si mesma e nos conectamos juntos em doação e garantia mútua, na mesma medida podemos atingir as condições em que iremos sentir do que O Zohar fala, pelo menos a nível mais baixo. Tudo isto depende da força de unidade entre nós que tem de estar ao nível do primeiro degrau espiritual. Assim, sentiremos o que O Zohar nos relata.

O Baal HaSulam escreve sobre isto na “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”, item 155: Uma pessoa esforçando-se por saber o que estuda atrai para si a Luz que Corrige. Em essência, todo o nosso trabalho é aspirar a estar neste estado, senti-lo. Assim, é nos pedido apenas ter um desejo para sentir a necessidade da revelação.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/5/11, O Livro do Zohar

Vergonha É O Oposto Da Perfeição

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é a vergonha que é considerada ser algum tipo de criação?

Resposta: Vergonha é o que diferencia um ser humano de um macaco. Origina-se do sentido de diferença entre o doador e o receptor. Tudo o resto depende apenas das razões, situações nas quais me sinto doando ou recebendo, e de acordo com isto, sinto ora perfeição ora vergonha. Vergonha é o oposto da perfeição.

Esqueça tudo com o que você associa à palavra “vergonha” neste mundo. É totalmente diferente. É uma sensação de separação ente o doador e o receptor na espiritualidade. A vergonha real é um sentimento espiritual, e é sempre possível calar a vergonha material, escondê-la de alguma forma.

A vergonha verdadeira vem apenas da condição em que eu sinto o Criador como generoso, amoroso e a mim mesmo como culpado, amaldiçoando-O, desejando roubar d’Ele. Em resumo, tudo é da maneira inversa! Na medida que nos revelamos como estando um contra o outro, eu sinto vergonha, e isso compele-me a cobrir-me a mim mesmo, ao meu egoísmo, e começa a sua correcção.

Assim, vergonha é um sentimento particularmente útil para a correcção. É por isso que é revelado na condição em que a pessoa seja capaz de corrigir a si mesma. De outra forma, não há necessidade. Não faz sentido culpar um gato por ter comido o creme azedo de alguém e apelar à sua consciência. O gato não iria sentir qualquer vergonha. Pode sentir apenas que foi golpeado pela sua acção e irá ter medo de o repetir da próxima vez. Isto significa que o animal irá ser comandado pelo medo de sofrer, não por vergonha.

A vergonha vem como resultado do desenvolvimento quando você sente um nível superior: quão perfeito é em relação a si, com tanto que o ama, e quão oposta é a sua relação para com Ele. E você não consegue fazer nada consigo mesmo.

Para sentir esta falha, é pedida à pessoa que tenha inteligência interior, não apenas mente e emoções materiais. Tudo depende de quanto ela aprecia esta propriedade de doar, e não em relação a si mesma. Afinal de contas, ela deve sentir-se como um bebé que não tem vergonha de receber da sua mãe.

Além disso, apenas ocorre quando ela sobe acima do estado de bebé com a sua mãe e quer sentir-se independente. Se lhe falha esta liberdade, ela sente vergonha. Um escravo que não anseia por liberdade não sente vergonha por pertencer ao seu mestre. Aquele que quer crescer sendo uma pessoa livre começa a sentir vergonha imediatamente e assim vem a liberdade.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/5/11, Talmud Eser Sefirot

Um Amortecedor Contra Os Golpes Da Natureza

Dr. Michael LaitmanA crise toda decorre do fato de que o mundo se conecta egoisticamente e a propriedade integral da natureza colide com o ódio mútuo entre todos os países e nações. Assim, se nós ficarmos entre eles, como uma força que cria um amortecedor e amortece essa colisão, nós diminuiremos a crise. E quando esses dois opostos colidirem, suavizado pelo amortecedor que absorve o impacto, eles não baterão um no outro com força total.

É por isso que o nosso lugar é de honra e localiza-se no meio, entre as forças positivas e negativas da natureza. Estando no meio, nós temos que conectar toda a força negativa da humanidade a nós mesmos e ligá-la com a natureza positiva do sistema de criação. O nosso grupo mundial é este amortecedor, a força de ligação.

As pessoas estão falando sobre o fim iminente do mundo, mas nós temos que concluir nossa tarefa. Por um lado, nós temos de estabelecer uma conexão com a natureza, com todo o sistema da criação, através da nossa união. Por outro lado, nós temos de entrar no mundo com a disseminação da sabedoria da Cabalá para todos. Nós temos que conectar essas duas partes.

O nosso grupo está no meio; o resto da humanidade está à esquerda de nós, e a natureza, que está em equilíbrio, está à direita. Assim, por um lado, nós temos que nos unir, e isso nos conectará com a natureza, com o sistema da criação. Por outro lado, temos de disseminar a Cabalá no mundo.

Esta é a nossa predestinação, e sem ela, o mundo não alcançará a correção. As forças perfeitas da natureza não serão capazes de chegar a este “mundo oposto”, o mundo da humanidade não corrigida, se nós não conseguirmos ficar entre eles como um amortecedor.

A parte que nós usamos para a união entre nós e que queremos conectar com a perfeição da natureza é chamada de Galgalta Eynaim (GE) (GAR de Bina). A parte que nós usamos para manter contato com toda a humanidade é chamada de AHP (ZAT de Bina). Assim, nós unimos tudo em um único sistema e inspiramos tudo.

A parte equilibrada da natureza é Keter e Hochma. Nós estamos no meio, no terço médio de Tifferet. O AHP (Netzah, Hod, Yesod e Malchut) está abaixo de nós. Somente nós, a parte central de Tifferet, temos a liberdade de escolha. Desta forma, nós conectamos todas as partes da criação em dez Sefirot.

Assim, tudo depende de nós. E não é necessário esperar até que o mundo sinta e compreenda isso. Como resultado do nosso amor, nós temos de ajudá-lo a chegar a essa compreensão, tanto quanto possível. Nós temos de ajudar, não só através de uma ação mais ampla na mídia, mas através da nossa profunda compreensão dos sistemas internos do mundo e da conexão entre todas as almas. Isso não depende de presidentes e primeiros-ministros, mas apenas de nós.

Da 1ª Lição na Convenção de Roma, em 21/05/11

A Saída Do Labirinto Do Sofrimento

Dr. Michael LaitmanA ciência da Cabalá revelou-se a nós desde tempos imemoriais. Em essência, é a primeira ciência descoberta pela humanidade na forma de ensinamento sobre a estrutura do mundo. Contudo, à semelhança do que é hoje, nas gerações anteriores, a maioria das pessoas não precisavam dela porque o seu ego ainda estava a evoluir. Nós passámos por todas estas reencarnações, desenvolvendo de geração para geração, e a vida parecia boa. Estivemos lutando constantemente para novas concretizações, desejando satisfazer-nos com prazeres maiores.

A sabedoria da Cabalá disse milhares de anos atrás que a sua busca por prazer é apenas uma corrida para a máquina interna a trabalhar dentro de nós, e não nos dá verdadeira satisfação. Tudo é falso; estamos simplesmente a brincar com os nossos desejos, com estes desejos transitórios, que desaparecem instantaneamente. Qual é o ponto em tudo isso?

Ainda assim, as pessoas não quiseram ouvir isso. Apenas alguns se perguntaram sobre o significado da vida: Qual é o propósito da vida, esta corrida entre nascimento e morte? Estas poucas pessoas desenvolveram a sabedoria da Cabalá cada vez mais. Elas descobriram que de facto, este jogo que o nosso ego (a nossa natureza) joga conosco é apenas um jogo mortal; que por acaso caimos numa trituradora que nos tritura, empurrando-nos constantemente para acções indesejadas: quer prazeres que não podemos recusar ou sofrimentos de que tentamos escapar.

Assim, sob a influência destas duas forças, prazer e sofrimento, eu corro constantemente como um pequeno animal. Elas batem-me, eu fujo para evitar os golpes. Elas mostram-me prazer, eu apresso-me para tal. Acabo a minha vida preenchendo os meus dias com esta corrida.

Observando tais desenvolvimentos da humanidade, estas pessoas procuraram uma via fora desta corrida sem sentido, até que descobriram que todo este processo tem um fim. Perceberam que não vivemos numa corrente infindável de vida entre duas forças, bem e mal, na procura eterna por prazeres e fugas de um sofrimento sem fim, tentando melhorar a nossa vida e evitar o mal. Elas descobriram que finalmente chegamos ao fim deste desenvolvimento.

Este fim está a tomar lugar precisamente hoje, depois de um processo longo de evolução humana. Somos a primeira geração que, depois de um número de reencarnações, como resultado do desenvolvimento de todas as gerações passadas, começa a perceber o que lhe acontece.

Começamos a reconhecer que atingimos certa satisfação, e muitas pessoas ficaram desapontadas com essa corrida. Embora não percebam que durante a sua vida inteira elas andam atrás de prazeres e fogem de sofrimentos, elas sentem mesmo frustração e mergulham na depressão. Muitas pessoas começam a perceber que isto é loucura, não vida: chegar a este mundo devido a certa corrida e depois deixá-lo como se entrassem num casino, apostassem e saissem, não tendo feito nada, porque elas foram forçadas a fugir da dor e a ir atrás de prazeres.

Assim, elas chegaram à percepção que isto evidentemente não é assim, porque nada na natureza ocorre sem um propósito. Tudo nela é precisamente determinado pela ordem da causa e efeito, e este processo inteiro é, aparentemente, ditado pela lei de desenvolvimento que deve levar-nos a certo objectivo.

Embora este processo seja muito longo e pareça ilógico, na verdade, uma lógica interna especial está escondida nele: nós devemos reconhecer o mal inerente na nossa natureza, de forma a obter o bem dela. A possibilidade de atingir esta bondade aparece actualmente, se nós aceleramos o reconhecimento do mal.

É por isso que a ciência da Cabalá tem sido revelada de forma que não avancemos como antes, por um caminho longo e aleatório, numa escolha infindável entre bem e mal, encontrando sempre problemas, resolvendo-os e fugindo para algo melhor, mas que depois de muitas pesquisas, tendo ficado frustrados no caminho anterior, desejemos ver o que nos espera e avançamos conscientemente.

Esta sabedoria da Cabalá é divulgada por tais pessoas. O ponto no coração desperta nelas e não lhes dá descanso. Elas chegam ao lugar onde podem ganhar conhecimento sobre como definir o caminho correcto para elas próprias, não andando às voltas, mas directas, de acordo com a lei da natureza, tornando-se como ela e usando-a correctamente.

No fundo, não somos patrocinados nem nos são garantidos milagres; nós apenas conhecemos a lei. Em vez de atingir um objectivo aos ziguezagues, vamos directo, se quisermos seguir esta lei. Este é um caminho mais curto e fácil, mas ao mesmo tempo mais complexo. Afinal de contas, temos de estudar e perceber esta lei em nós mesmos em vez das forças da natureza nos amassarem como massa, moldando-nos em suas formas. Nós próprios temos de participar nisto, talhando em nós mesmos a forma pedida pela natureza. Se tivermos sucesso, damo-nos a mesma forma que devemos adquirir no fim, atingindo o propósito da criação.

Da 1a Lição na Convenção em Roma em 21/05/11

Aprender A Ver O Bem

Dr. Michael LaitmanPergunta: A Cabalá ensina que o Criador é bom e faz o bem, mas como conciliar isso com a vida cheia de problemas e dor?

Resposta: O Criador é bom e faz o bem, mas a pessoa tem que chegar a esta conclusão, chegando a semelhança de propriedades com Ele. No entanto, se eu sou um filho mau e desobediente, e não quero ouvir o que minha mãe me diz, ela grita e depois castiga-me. E eu digo que minha mãe está zangada, como uma criança repreendida normalmente pensa.

Seus gritos e palmadas foram de propósito, porque ela queria que eu me portasse bem. Como posso ver que por trás de tudo o que me acontece está uma boa atitude em relação a mim, mesmo se eu a perceber como má, como faz a criança? Como posso entender que onde eu me sinto mal, eu preciso  completar a mim mesmo e a minha atitude para com a natureza, a humanidade, o grupo: para corrigir o meu ego, para sentir que isso é bom?

Aquele que se esforça para realizá-lo o mais rapidamente possível e está pronto para localizar o lugar que dentro de si mesmo precisa de correção, começa a ver que o mundo é realmente  bom e que o Criador é bom. Exatamente no mesmo lugar onde nos encontramos agora neste mundo, nós começamos a sentir a revelação das forças da natureza que permeiam tudo e conectam todas as partes da criação:inanimada, vegetal, animal, e falante.

De repente, começamos a ver o mundo espiritual, em vez deste! Começamos a revelar mais e mais  forças: as forças eternas que regem nossa existência. Então, este mundo parece estar a desaparecer, torna-se transparente, trêmulo. Mesmo agora, ele é “virtual” e só existe na minha mente, e só me parece como se eu o visse de fora . Isto é como nós corrigimos a nossa percepção.

Acontece que todos os seus problemas e dificuldades são uma indicação de suas falhas; elas apontam para o local avariado, dizendo: “Corrija aqui! E ali também!”. Se você fizer isso rapidamente, você certamente irá corrigir a imperfeição.

Se você não sabe a quem recorrer, procure o grupo. Se você se conectar com o grupo e estiver pronto a dar o que eles precisam para a unidade, estiver pronto para ser influenciado por eles, você nunca vai errar.

Da 1ª Lição na Convenção de Roma, em 21/05/11

Nascer E Crescer No Grupo

Dr. Michael Laitman with StudentsTrabalhar no grupo é extremamente importante. Sem o grupo, a pessoa não pode avançar. Estudar a teoria das fontes autênticas não vai ajudar a pessoa de qualquer forma, já que ela não muda com isso.

A pessoa deve colocar-se em um “laboratório”: trabalhar no grupo, ser influenciada por ele, rebaixar-se continuamente diante dele e exaltar o grupo aos seus olhos, para que os amigos tenham um impacto sobre ela. Outras vezes, ela deve fazer o contrário: deve elevar-se, doar-se ao grupo e ver os amigos como pequenos. Esta é a forma como é feito o trabalho, de forma mútua e alternada, dependendo de qual das duas forças a pessoa está empregando neste momento.

Minha alma futura é a “resistência” na cadeia espiritual integral, colocada entre o “mais” (positivo) e o “menos” (negativo). Às vezes, eu trabalho no grupo usando minha força positiva e, às vezes, a negativa. Assim, há momentos em que eu recebo energia positiva adicional do grupo, e, outras vezes, fico com a negativa. É assim que a minha “resistência” (R) evolui e se aproxima cada vez mais do grupo, entrando nele até que eu me torne sua parte interna.

Tendo entrado no grupo, eu me torno como uma gota de esperma no útero e começo a crescer nele. Se, com todo o meu egoísmo inicial, eu sou capaz de anular-me no grupo, como sua parte integrante, eu sou considerado como um “embrião”. Logo depois, o meu desejo egoísta começa a crescer progressivamente. Assim, eu começo a passar por fases de desenvolvimento, tendo renunciado a mim mesmo perante o grupo.

  1. A fase inicial é considerada como “os nove meses de concepção”, que é o primeiro estágio de desenvolvimento. Tendo concluído o mesmo, eu nasço.
  2. Em seguida, começa a segunda fase: o meu egoísmo cresce, e eu me anulo diante do grupo cada vez mais. Mas, desta vez, eu faço isso de maneira mais proativa: eu trabalho na doação aos outros. Este período da “infância”, o pequeno estado, é chamado de “dois anos de nutrição” (amamentação).
  3. Em seguida, eu passo para a terceira fase de desenvolvimento egoísta e chego “a idade de treze anos”.
  4. Além deste ponto, eu posso começar a empregar gradualmente todo o meu egoísmo a fim de doar, até me tornar um ser humano completo (Adam), com a idade de 20 anos em diante.

Eu atravesso todo esse processo usando o meu egoísmo, que evolui junto com minhas ações apresentadas como a linha do tempo (t) no diagrama acima.

Assim, a aplicação prática da sabedoria da Cabalá implica na inclusão no grupo e depois em todo o mundo, quando se toma o nosso exemplo e começa a se desenvolver da mesma forma.

Da 2a Lição na Convenção em Roma em 21/05/11

A Cabalá É Pura Prática

Dr. Michael LaitmanO desenvolvimento ocorre em virtude da força “elétrica” que circula no sistema. Quando eu me conectar a ele com as duas forças que tenho, a egoísta e a altruísta, a sua força também começa a circular através de mim. Nesse caso, o sistema está trabalhando comigo, e eu sinto a “corrente” que o permeia inteiramente; eu descobro o seu programa e propósito, e entro nele cada vez mais.

Assim, nós ascendemos aos níveis espirituais, subindo em direção à força unificada. Mais e menos, positivo e negativo, unidos, nós encontramos a nossa vida eterna, o objetivo final da nossa existência. Esse é o programa.

Isso nos permite ver a causa da crise e suas conseqüências. Nós entendemos o porquê de não recebermos a sabedoria da Cabalá, e não descobrirmos o grupo até que o nosso egoísmo tenha crescido até o limite. Só agora é que vamos sentir, dia a dia, como tudo está mudando ao nosso redor. Tantas coisas estão acontecendo no mundo, as quais são planejadas para revelar a crise e demonstrar a nossa situação desesperada, bem como a desesperança e a falta de entendimento que prevalece no mundo. Dia após dia, em um ritmo rápido, estaremos dando passos neste caminho.

Assim, muito em breve, teremos que mostrar ao mundo que entendemos o plano da criação. Obviamente, nós não sabemos tudo, uma vez que o atingimos ao escalar os degraus do desenvolvimento. No entanto, nós sabemos como realizar e começar este processo. Quanto ao resto, vamos estudar à medida que avançamos.

Entre nós, não existem indivíduos que tenham atingido a linha de chegada, o que não faria diferença mesmo. Basicamente, nós aprendemos com os Cabalistas, que nos contaram todo esse processo, toda a história humana. Além disso, eles nos deram essa informação há milênios atrás, mas, hoje em dia, suas palavras ainda se tornam realidade.

Portanto, precisamos apenas ouvir quais leis obedecer, a fim de rapidamente fazer parte do sistema integral. Assim que eu me revelo como sendo essa parte, todas as leis começam a trabalhar através de mim. Eu começo a entender e a experimentar o que está acontecendo em nosso mundo. Eu vejo através dela as forças que me permeiam; eu também descubro o que as está causando, assim como a essência do seu trabalho.

Está escrito: “De Suas ações O conheceremos”. A sabedoria da Cabalá é um método puramente prático que eu aplico somente em mim. Eu não estudo nenhum inseto em um microscópio, nem estudo o mundo externo. Pelo contrário, eu revelo a sabedoria da Cabalá e toda a criação, em geral, em mim mesmo. Nenhuma ciência é mais prática e experimental do que a Cabalá.

Os Cabalistas explicam que as leis devem ser seguidas para que nos tornemos parte ativa de um todo maior. Afinal, a humanidade é apenas uma pequena parte do enorme sistema do mundo do Infinito. Eles falam sobre as leis simples que precisamos observar no grupo. Nós devemos estruturá-lo como um mini-modelo de uma realidade imensa e integral, para que dentro deste modelo tenhamos a oportunidade e nos esforcemos em executar de acordo com as leis básicas da criação pertencentes ao nosso egoísmo e à força criativa positiva.

Então, o grupo vai se tornar uma “área de construção” para mim, uma espécie de “laboratório” onde eu examino os amigos e a mim mesmo; onde nós, todos juntos e, entre nós, trabalhamos, construimos, criamos e moldamos o mundo futuro, a parte superior mundo e a humanidade do amanhã. Nossos atos estão em sintonia com o que os Cabalistas aconselham, e nós agimos apenas experimentalmente, testando e verificando os resultados do nosso trabalho.

Da 2ª Lição da Convenção de Roma

A Chave Para O Livro Do Zohar

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que há de tão especial no Livro do Zohar? Por que ele é tão popular e por que as pessoas consideram ser a fonte mais poderosa?

Resposta: O Baal HaSulam escreve que O Livro do Zohar é a maior e mais reveladora composição Cabalística de todos os tempos. Afinal, dez Cabalistas, que estavam aptos para a criação de um vaso (Kli) único, uniram-se para escrever este livro. Eles se conectaram às dez Sefirot no nível da correção final (Gmar Tikun), em todos os 125 graus, através dos quais a alma deve ascender para obter sua correção final.

Eles subiram ao estado da última correção (Gmar Tikun) e de lá escreveram sobre esta revelação. É por isso que este livro é chamado de O Zohar, o “brilho” (Zeira Ilaa) mais elevado que existe.

Este livro foi escrito como um comentário aos cinco livros da Torá. Tudo o que foi revelado pelos grandes Cabalistas da época do Primeiro Templo até a época do Segundo Templo é apresentado neste livro no nível da correção final. Além disso, ele foi escrito de uma forma muito original: o Rabi Shimon falava, o Rabbi Aba escrevia, e todos os outros partilhavam as suas revelações. Isso significa que ele faz descrições por meio de vários pontos de vista, e por isso convém a todas as almas que nunca o revelarão e gostariam de corrigir-se através da Luz que Corrige.

A história deste livro é única e trágica. Ele estava oculto há muito tempo e só foi revelado no século XI na Espanha, graças ao Rabino Moshe de Leon. Depois, seguiu mais algumas etapas da sua ocultação e revelação, até o surgimento do Baal HaSulam no século XX.

Durante esse tempo, o retorno à terra de Israel começou e todos os Cabalistas começaram a sentir que chegara o momento da compreensão do Livro do Zohar, ou seja, da correção das almas e saída do exílio definitivo para a redenção final. É por isso que o Baal HaSulam recebeu permissão para escrever um comentário deste livro chamado “Sulam” (escada).

O Livro do Zohar está “encerrado por trás milhares de fechaduras” e trancado com muitas chaves diferentes; ele está escrito de uma maneira que a pessoa normal não consegue nem mesmo tocá-lo. Você pode comprá-lo e lê-lo, mas você não saberá o que fazer com ele e como usá-lo corretamente. Através de suas quatro introduções, escritas para este livro, e os comentário “Sulam”, depois do qual recebeu o seu nome, o Baal HaSulam nos dá a chave, define a forma de revelar e ver este livro.

A partir deste momento nós podemos realmente dizer que recebemos O Livro do Zohar, a fim de compreendê-lo. Ele se torna a fonte da grande Luz que podemos usar dia após dia.

Do programa sobre Lag B’Omer, em 15/05/11

Um Convite Para Subir Ao Próximo Nível

Dr. Michael LaitmanEu comecei a ensinar a um tempo atrás. Juntamente com o grupo, nós estudamos a sabedoria da Cabalá por muitos anos. No entanto, apesar de lermos os artigos dos Cabalistas, nós não os entendíamos totalmente, até que a crise mundial chegou, há vários anos atrás.

A partir de 2005, nós começamos a nos concentrar na estruturação correta do grupo. É aí que sentimos a pressão, e percebemos que é exatamente disso que precisávamos para realizar o método e entrar no mundo espiritual.

O fato é que o mundo não havia experimentado uma crise até então. Nós não sentíamos o que ou quem as nossas ações deviam visar. Mas, junto com a crise, o nosso grupo sentiu uma necessidade aguda, até mesmo dramática de implementar imediatamente o método na prática, para que possamos ser um exemplo para o mundo.

A cada dia nós devemos trabalhar para fortalecer a nossa unidade interna e a disseminação externa. Gota a gota, devemos avisar as pessoas de que existe um método de correção. Afinal, a crise que envolve o mundo é um convite da Natureza para a ascensão ao próximo nível.

Não devemos ser como crianças teimosas que não querem ouvir sua mãe. Em tudo o que está acontecendo, devemos ver uma oportunidade sem precedentes: a porta se abre para deixarmos este pequeno e limitado mundo, completamente impregnado de sofrimento e que termina na morte, e entrarmos em uma existência eterna, em um mundo iluminado pela Luz superior. Isto é o que devemos explicar, afirmando que isso pode ser feito em grupo, juntos.

As leis do grupo podem ser vistas até mesmo neste mundo. Na verdade, o mundo está se revelando como um sistema integral, em que todas as partes estão interligadas. Olhando para ele, podemos ver por nós mesmos o que nos é exigido.

Da 2ª Lição na Convenção de Roma em 21/05/11