Textos na Categoria 'Israel'

Em Direção a Garantia Mútua

Editorial na notícia (pelo professor Y Zair): Os acontecimentos do últimos dias têm mostrado que a sociedade israelense resiste minimizando a participação do governo na gestão do país, porque as pessoas querem viver em uma sociedade unificada que não exalta a concorrência a qualquer preço, mas apoia a garantia mútua, cuidam uns dos outros, e uma sociedade muito mais humana.

Todas as classes estão interligadas umas as outras. A juventude está nos dando uma lição maravilhosa de relações fraternas entre as pessoas.

Não há um único partido em Israel, que proclama a igualdade como um valor. Talvez o fenômeno que estamos observando em Israel é um dos primeiros arautos de uma tendência nova, em todo o mundo.

Meu comentário: Tudo o que resta é discernir como transformar essa tendência em novas relações sociais, a fim de revelar o novo mundo superior dentro das pessoas.

 

Edward Topol: Salvem Israel!


Um jornal russo publicou um artigo de Edward Topol, um famoso romancista, roteirista e ensaísta, chamado “Savem Israel!”. Abaixo estão algumas passagens do artigo.

Recentemente Barack Obama declarou que Israel tem que retornar às fronteiras de 1967. Para a maioria do mundo civilizado, isso caiu como um raio num céu claro, porque assinalou uma clara mudança dos políticos americanos para pro-Árabes, e mesmo uma posição pro-Hamas, pois retornar Israel às fronteiras de 1967 seria limitar o país a oito milhas de distância ao longo do oceano, e ele poderia ser destruído por qualquer brigada de tanques árabes em um par de minutos…

Em Setembro, isto é, imediatamente depois das férias de verão, a ONU vai organizar seu próximo encontro, onde a maioria das vozes há muito pertencem aos países muçulmanos. Uma vez que essa resolução passe, qualquer agressão contra Israel será legitimada, e mais importante – inevitável, porque Israel protegido pelos Estados Unidos e Israel abandonado pelos Estados Unidos são duas coisas bem diferentes…

Por mais estranho que pareça, a única pessoa saindo em defesa de Israel hoje é um alemão, Glenn Beck, um jornalista americano trabalhando para a “Fox News”. Alguns anos atrás ninguém sabia sobre ele, mas tão logo ele recebeu um show com uma hora de duração na Fox e começou a abrir os olhos da América para as ambições comunistas de seu líder, ele se tornou praticamente a principal estrela da televisão e um inimigo odiado de toda imprensa liberal pro-Obama…

E agora esse Glenn Beck está convidando sua América patriarcal para se levantar em favor de Israel. Em 24 de Agosto ele programou um encontro em Israel com todas as pessoas que são da mesma opinião dele: que o iminente extermínio de Israel, programado para Setembro-Outubro, vai ocasionar uma total islamização da Europa e dos Estados Unidos.

Hoje, eu me volto para todos aqueles que entendem que a morte de Israel (não importa o que você pense de Israel) irá desencadear uma total expansão árabe do sul da Rússia e Europa e será o começo da morte de toda civilização cristã, européia e russa. Vamos ajudar Glenn Beck antes que seja tarde demais e não permitamos o extermínio de Israel! E, finalmente, acreditem em minhas palavras e nas palavras de Glenn Beck: a História designou somente dois meses para essa operação de resgate…”.

Mais Uma Vez Sobre Os Judeus Americanos

Com respeito à posição dos Judeus Americanos durante a Segunda Guerra Mundial (Fonte: Fumaça Humana: O Começo da Segunda Guerra Mundial, o Fim da Civilização, Nicholson Baker, 2008)

“Milhões de fortes e corajosos refugiados Europeus poderiam ser assentados, propôs Baruch, em um lugar chamado Estados Unidos da África – uma grande república  não confessional montada com partes do Quênia, Tanzânia e Rodésia do Norte, todas sob o ‘controle soberano da Inglaterra’. Baruch se opôs a mudanças nas políticas de imigração Americana – afinal, os Estados Unidos estavam em depressão afinal.

‘Os Senhores Baruch e Morgenthau estão preocupados em salvar e esconder suas próprias ‘posições’ na América, e quase não se preocupam com a sorte das vítimas de Hitler’, escreve o professor e futuro Ministro da Suprema Corte Felix Frankfurter numa carta a um amigo. ‘Esses homens se comportam exatamente como fizeram os ricos e poderosos judeus que ajudaram a encorajar o desenvolvimento do Hitlerismos como meio de evitar o Bolchevismo’”.

Poderia Ser Que O Faraó Fosse Um Judeu?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu fiquei chocado com a sua afirmação de que os judeus americanos são contra Israel e sua existência como nação. No que se baseiam as suas palavras?

Resposta: Há um efeito puramente psicológico: quando uma pessoa vive em um determinado ambiente, ela quer justificar sua existência nele. Mas se ela tem um ambiente adicional, isso significa que ela não é totalmente fiel àquele na qual ela existe e, portanto, o ambiente a percebe como “não um de nós”.

Por exemplo, isso é evidente na reação das pessoas em relação ao caso Pollard, e no meu contato com muitos judeus americanos. Eles são muito críticos de Israel, porque seria mais confortável para eles se fosse diferente, mais atraente para os americanos. A opinião predominante entre eles é, “Israel não está agindo certo!”. Sem mencionar seu amor e apoio de Obama … E o que dizer de seus conselheiros judeus, que se incomodam com a própria existência de Israel no contexto de seus planos globais…

De modo geral, eu sugiro que você olhe para a história, a forma como a América se fechou à emigração dos judeus europeus, indiretamente enviando-os para as câmaras de gás. No entanto, o presidente Roosevelt era conhecido como “Presidente Rosenfeld” por causa do grande número de judeus em sua administração, e Bernard Baruch, financista e conselheiro de Roosevelt, era conhecido como o “presidente não-oficial”.

Um tempo atrás houve um documentário sobre a história da televisão, chamado “O Presidente dos Judeus”, que mostrou um conflito completo entre Bernard Baruch, do Departamento de Estado, e os judeus no Departamento do Tesouro e nos tribunais. Finalmente, o Departamento de Estado criou obstáculos burocráticos adicionais, tais como a exigência de apresentar um certificado de bom comportamento da polícia alemã.

Veja também: American refugee policy and European Jewry, 1933-1945, Richard Breitman, Alan M. Kraut, 1987

Página 102: O chamado “plano Baruch” propôs a criação de uma comunidade para a confissão de refugiados nos EUA.

Página 233: Baruch aparentemente planejou assentar os judeus (organizar colônias judaicas) em alguns territórios selvagens e abandonados, em vez da Palestina.

Você Quer Envolver As Pessoas? Então, Eduque-as!

Dr. Michael LaitmanCom relação ao movimento de protesto em Israel, nós temos que dar às pessoas uma explicação do que está por trás das exigências que elas estão entregando ao governo hoje. Em essência, nós estamos dando a elas conceitos reais e sensíveis, de modo que elas entendam a essência de seus slogans.

Qual é a razão de simplesmente gritar pela igualdade? Afinal, isso só pode ser relativo, limitado.

Qual é a razão de gritar slogans de união se nós somos egoístas e odiamos um ao outro? Segue-se que nós temos que nos unir acima do nosso egoísmo, e para isso precisamos de um objetivo elevado. É como em tempos de guerra, quando queremos nos salvar, onde nos sentimos mais próximos, mesmo que esta não seja ainda a verdadeira união.

Qual é a razão de todos ficarem sensíveis à garantia mútua? O que isso significa? A garantia bancária? Não, isso significa que na nossa sociedade, todos estão juntos e é impossível evitar isso. Então, a contragosto, sem ter outra escolha, para evitar cortar as gargantas uns dos outros, nós criamos uma dependência chamada de garantia mútua.

A natureza já implantou essa conexão no sistema, mas a humanidade ainda não está ciente disso. De nossa parte, nós já sentimos e compreendemos que todos estão em “uma panela” e não temos qualquer outra possibilidade além de observar a lei integral da garantia mútua.

No entanto, a garantia mútua exige que antes de tudo sejamos responsáveis: cada pessoa dá aos outros e depende deles. É o mesmo que numa família: eu dependo dos filhos, e eles dependem de mim. Nós estamos conectados pela força do amor e da interdependência, para o bem ou para o mal. E agora, nós tornaremos esta conexão indivisível entre nós boa e agradável, de modo que ela abrirá o futuro para nós. Não importa como você olha para ela, nós já estamos nessa situação. Portanto, vamos torná-la desejável.

Se eu lamento em relação ao fato de que dependemos uns dos outros, então é mais fácil para eu abandonar a todos e fugir. Mas nós estamos nos elevando a um nível diferente: nós queremos esta conexão, e mesmo que ela não esteja lá, nós ainda construiremos a garantia mútua entre nós a partir do zero.

Na Cabalá, isso é chamado de “como um homem com um só coração”. Se os nossos manifestantes querem esse tipo de união – vá em frente, é todo seu. No entanto, primeiro é necessário explicar tudo a eles. Na garantia mútua, cada pessoa recebe as necessidades e dá tudo à sociedade, e sem essa doação, a sociedade não pode existir. Esse é o significado da garantia mútua. É assim que nós devemos cuidar dos outros.

Comentário: Alguns dos manifestantes têm exigências claras. Por “justiça social” eles querem dizer educação gratuita, preço normal do aluguel, preocupação com o bem-estar geral, serviço médico acessível para cada pessoa, um salário digno para os médicos e transparência das ações do governo…

Resposta: Muito bem. No entanto, isso exige que toda a nação se eleve a um nível onde as pessoas entenderão como os poderes legislativo e executivo operaram, como as leis são aprovadas e implementados na vida. Cada pessoa deve entender o que significa analisar uma situação, tomar decisões, e realizá-las na prática.

Vá em frente, envolva a nação. É assim que os problemas costumavam ser resolvidos antes, “por todos”. No entanto, milhões de pessoas não podem ficar juntas para uma reunião; é por isso que as pessoas têm dado um mandato para representantes em separado ou aceitado o poder do “senhor”, jogando o peso da responsabilidade fora de seus próprios ombros.

Se nós queremos fazer com que as pessoas tomem decisões inteligentes de caráter social, nacional, devemos introduzir a educação correspondente. Hoje não basta ter apenas conhecimento sobre a estrutura do governo. A pessoa tem que fazer parte do processo decisório no âmbito da garantia mútua e da união entre todos.

Se você quer justiça – vá em frente: una-se como se exige. Só então você será capaz de analisar e compreender a situação. Só então você entenderá e cumprirá a lei da justiça.

De uma forma ou de outra, nós nos deparamos com a necessidade da educação. Esperemos que as pessoas entendam isso.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 1/08/11, “A Paz”

Passando O Bastão Do Despertar

Dr. Michael LaitmanNos artigos “A Entrega da Torá” e “A Garantia Mútua”, o Baal HaSulam explica que a regra de “amar ao próximo como a si mesmo” é a fórmula da nossa correção. Nós só conseguimos nos corrigir na conexão com os outros.

Por outro lado, sem esta conexão, você não tem a oportunidade nem o lugar para a correção. O que pode fazer uma pessoa privada da conexão com os outros? É exatamente por isso que ocorreu a quebra e a inclinação ao mal foi criada, de modo que acima dela, estendêssemos nossos laços uns com os outros. Isso é tudo o que é exigido de nós.

No primeiro estágio, nós nos unimos como ensinou Hillel, o sábio: “Não faça ao amigo o que é odioso a você”. Depois, nós vamos para o que o rabino Akiva aconselhou: “Ama ao próximo como a si mesmo”. Assim, nós chegamos ao final da correção e percebemos a nós mesmos de acordo com o Pensamento da Criação.

“A Torá”, o método de correção, nos é dada se concordamos em nos tornar como “um homem com um coração”. Com este método, através do trabalho em grupo, nós podemos exigir a correção da força superior, a Luz, ou o Criador.

Basicamente, o processo de correção pode ser chamado de conquista da garantia mútua, que é certa conexão entre todas as almas. As “almas” são os desejos de doar nas pessoas. Se as pessoas criam um vínculo e desejam doar umas para as outras, a forma dessa conexão é chamada de “garantia mútua”.

Há pessoas no mundo cujo desejo se acende com uma centelha, uma semente de desejo altruísta. Se elas se unem para inflar estas centelhas em todas elas, se elas se apoiam e se ajudam para aumentar as forças de germinação, a fim de se ligar, elas formam um sistema que preenche as condições da garantia. Neste sistema interligado e integrado, todas elas são como “um homem com um coração”, de acordo com a condição na qual elas haviam recebido o método.

Assim, elas alcançam a qualidade da garantia mútua, e nela é revelada a força superior. Foi especificamente esta força que lhes deu o desejo, plantou as centelhas e presenteou-as com o método de correção que permite que os amigos se tornem semelhantes a ela em qualidades. Ela é revelada neles precisamente de acordo com a magnitude dessa equivalência.

Assim, no trabalho coletivo de corrigir o mundo, algumas pessoas despertam antes de outras. Essas pessoas aspiram a corrigir-se, para alcançar a união e a garantia, a fusão entre elas e, consequentemente, mesclar-se com a força superior. Elas aspiram diretamente ao Criador (Yashar El) e querem realizar o seu desejo em sua relação, bem como todas juntas diante Dele. É por isso que elas são chamadas de Israel, pois são especiais e devem dar o exemplo, como uma força de educação para o resto do mundo.

Em todas as outras pessoas essa centelha (o impulso de doar) não emerge de dentro. Somente as tristezas da vida as farão perceber a necessidade da auto-correção, mas ainda assim elas não podem abrir mão daqueles que são chamados de “Israel”, aqueles que alcançam certo grau de conexão, que implementam o método da correção. É por isso que no final do artigo “A Garantia Mútua”, o Baal HaSulam cita a Bíblia, que os filhos de Israel devem se tornar o “reino de sacerdotes” e uma “nação santa”. Os sacerdotes não têm posses: eles só nutrem o povo, o ajudam e organizam.

Assim, nós, os que anseiam ao objetivo da criação, temos que entender que transformando-nos em doação mútua, estamos apenas nos preparando para o trabalho real, para a doação ao mundo. Este é o nosso destino, e por isso fomos despertados antes dos outros.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/07/11, “A Paz”

A Questão Que Pesa Sobre As Massas

Dr. Michael LaitmanA correção do mundo começa quando nós nos unimos em um grupo e revelamos a força de doação entre nós. Em seguida, este grupo corrige todo o mundo, que já está pronto para se unir a ele, para se juntar a sua mensagem. É assim que nós nos movemos em direção ao final da correção, à nossa realização total.

Em virtude do que nós começamos a sentir, entender e perceber que a correção é necessária? Com base no que fazemos essa conclusão? De acordo com qual ciência, quais dados experimentais?

A vida em si já está ilustrando essa necessidade. Ela está claramente demonstrando que estamos no mundo integral, cujas partes estão interconectadas. No entanto, nós estamos conectados pelo ódio e um terrível estado de coisas. Essas relações são a crise que está se desenvolvendo entre as pessoas, com repulsa e egoísmo reinante entre elas. Todas as nossas conexões são envolvidas por esta crise e, portanto, nossa vida está se tornando cada vez mais difícil. Nós sofremos cada vez mais devido à falta de propósito.

A partir daqui nós podemos ver que estamos nos aproximando de certa realização e, aparentemente, devemos tomar algumas medidas. Depois disso, descubriremos gradualmente que somos impotentes diante do mundo. Não podemos corrigir nada na sociedade externa.

Nós temos brigado ao máximo com a natureza, destruindo-a a tal ponto que uma ameaça mortal paira acima de nós. No final, tudo o que resta é que nos corrigijamos. Se nos corrigirmos em prol da união, certamente a nossa vida se tornará melhor e mais segura. Assim, a ciência e a amarga experiência criam uma base para nós, que nos permite perceber em primeira mão que vale a pena nos corrigirmos.

Até certo ponto o mundo exterior já concorda com a presença da crise global e a necessidade de alcançar a união verdadeira entre nós. Suponha que as pessoas percebam que somos obrigados, forçados a nos unir. Mas como?

Um ponto de interrogação surge diante delas, que é muito significativo. Afinal, se as massas ficam imbuídas por isso, se percebem que não há mais nada a fazer, elas gritarão por ajuda, pela salvação. Porque está escrito: “Os filhos de Israel clamaram a partir do trabalho”. E mesmo que as massas não sejam “os filhos de Israel”, isto é, que não aspirem diretamente ao Criador, eles estão, no entanto, prontas para isso. É assim que uma nação sai do Egito. Quem pode ver e entender o quadro geral, além de vários líderes?

Diante de nossos olhos, a humanidade está gradualmente desmoronando em direção a este estado. Existem fatos suficientes provando isso, e eles podem nos fortalecer no caminho.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/07/11, “A Paz”

Um Meio Especial

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Arvut“: Está escrito, “Você será o Meu tesouro dentre todos os povos”. Isso significa que você será meu tesouro (uma qualidade especial, Segula), e as centelhas de purificação devem passar através você a todos os povos e nações do mundo.

Segula é uma ação especial através da qual nós corrigimos nossa intenção egoísta para uma altruísta. Eu não sei exatamente como essa ação é realizada, mas ela me permite mudar, adquirir uma segunda natureza, para entrar na próxima dimensão, uma realidade que está acima da minha atual. Eu não sei exatamente como isso ocorre.

É por isso que o êxodo do Egito é chamado de “milagre” e a força de correção, a Luz que corrige que está contida na Torá, é chamada de “qualidade especial” – Segula. Eu não tenho nenhuma idéia sobre como ela funciona. Eu só vejo os resultados, como se certa “iluminação” se derramasse sobre mim ou certa força agisse em mim, e me tornasse diferente.

Assim, mesmo que eu não entenda como a Segula funciona, eu a ativo ao realizar as condições que foram ditas. “Faça isso”, escrevem os Cabalistas, “E você receberá isso”. Eu não posso traçar esta conexão. Não está ao meu alcance. Eu simplesmente sei que ações específicas de minha parte trarão uma reação específica, embora a cadeia de causa e efeito ainda não esteja clara para mim. Isso porque ela se origina da Luz, do Doador, enquanto que eu ainda estou no desejo egoísta e não O vejo ou sinto. O contato com Ele ainda não está claro para mim, assim como eu não entendo o mecanismo da conexão de retorno pelo qual o Doador me influencia e muda alguma coisa dentro de mim.

É por isso que esse tipo de ação é chamado de “especial”. A criança tem esse mesmo “meio especial” ao brincar e crescer em nosso mundo. O que realmente causa seu crescimento? Nós estamos tão acostumados a ver como as crianças se desenvolvem brincando que não percebemos como isso acontece. Que força é ativada pelo contato da criança com um brinquedo, com imagens em um livro, com os animais que vê, ou com os carros que passam por ela na rua? Como as imagens do grande mundo, das quais ela quer se aproximar, formam algo novo dentro dela? Para nós esta é a rotina normal, mas na sua essência, este é o mesmo “meio especial” no trabalho.

A criança quer crescer e é atraída a todos os tipos de formas do mundo adulto, e é assim que ela realmente cresce. Da mesma forma, se quisermos avançar, devemos realizar diversas ações a fim de ativar a força superior que nos eleva. Na criança o desejo de crescer é incutido naturalmente, enquanto nós temos a liberdade de escolha: Devemos organizar um ambiente, o estudo, e nós mesmos, e anexar a intenção. É assim que nós nos desenvolvemos.

Assim, a “Segula” é o resultado de certas ações que a pessoa faz, mesmo que ela não saiba exatamente o que ela ativa e como ela é ativada em resposta. Conosco isso é expresso em nosso relacionamento com a Luz superior, enquanto que nas crianças e expresso em suas relações com o mundo circundante. O mesmo princípio age nas interações entre as “nações do mundo”, ou seja, todos aqueles que não aspiram ao Criador, e “Israel”, ou seja, aqueles que aspiram a Ele. Nosso relacionamento com o Criador é semelhante ao relacionamento delas conosco. Afinal, elas não têm uma centelha, uma conexão com Ele, uma aspiração para Ele, ou um desejo de revelá-Lo. Somente os problemas as forçam a procurar algo melhor. É por isso que nós lhes trazemos a ciência da Cabalá numa forma adaptada, acessível.

O convite para revelar o Criador não diz nada a elas. Elas precisam de uma boa vida aqui e agora, e nada mais. Assim, nós revelamos gradualmente a nossa mensagem a elas, na forma apropriada, e elas nos usam como um “meio especial”, como um “tesouro dentre todos os povos”.

Ao estar conectado a nós, elas “de repente” começam a adquirir forças, compreensão e desejos que não tinham antes. Estas “centelhas” vêm do Infinito, do Criador – através de nós para elas. Como resultado, a “qualidade especial” age em todos os níveis.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/07/11, “Arvut

O Problema Existe. Quem Tem Uma Solução?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Arvut (Garantia Mútua)”: Mas o papel de Israel para com o mundo lembra o papel dos nossos santos patriarcas em relação à nação de Israel….

Se não fosse por nossos antepassados, não haveria nenhuma nação de Israel, ou seja, o grupo que anseia pelo Criador e a correção. Da mesma forma, agora temos que cuidar do mundo, porque sem a nossa ajuda, as pessoas não serão capaz de corrigir-se. Seus desejos não são capazes de ascender por si mesmos, e as pessoas não podem sequer pensar em correção em prol da doação.

Hoje, nós vemos isso no trabalho de cientistas e especialistas de destaque em vários campos. Eles escrevem coisas corretas sobre o mundo, mas não podem dizer uma palavra sobre a solução. Eles não têm a aspiração “direto ao Criador”, nenhuma centelha espiritual. Assim, eles não percebem que esta é a única possibilidade. Eles são impotentes perante a necessidade de correção, pois não têm meios para isso.

Por isso, eles evitam respostas em sua busca e discussões. Eles não conseguem ver mais adiante; eles só vêem o que está acontecendo agora. Eles entendem a necessidade de criar um mundo integral, e param por aí. Conseqüentemente, seu raciocínio é vago. Ele termina em nada ou recua em propostas completamente irrealistas.

Eu não os censuro. Este não é um sinal de suas limitações. Isso só indica que sem a adição de uma centelha espiritual nos desejos humanos em nosso mundo, as pessoas não conseguem ver o futuro, o único desenvolvimento possível.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/07/11, “A Arvut (Garantia Mútua)”

Reconhecer A Escuridão No Ponto Negro

Dr. Michael LaitmanA entrega da Torá, o método de correção, é impossível sem a garantia mútua, a qual representa um modelo, a implementação deste método. Você só revela a Torá, trabalha com ela e percebe este ensinamento na garantia mútua.

Hoje, ao ler o artigo do Baal HaSulam “A Garantia Mútua”, nós tentamos encontrar cada vez mais formas de realizar a meta da criação. Nós estamos no desejo egoísta e devemos convertê-lo na forma de doação. Em vez de permanecer no egoísmo, que assume a forma do desejo de receber aumentado, devemos perceber o mal dessa forma.

A realização (compreensão) do mal pode vir através de problemas ou por meio da mente. Uma variação combinada também é possível. Isso depende do quanto podemos empregar nossa mente para aumentar a consciência do mal, sem esperar pelos problemas. Um problema simplesmente prolonga o tempo e nos leva a guerras e mortes pelo caminho do sofrimento, através de condições realmente trágicas.

De uma forma ou de outra, nós devemos perceber o mal na íntegra, o que significa tornar-se ciente de que estamos no egoísmo, no desejo de receber, e que cada um procura apenas a sua própria vantagem em detrimento dos outros. Se nós não percebermos isso agora, imaginem o quanto mais nós teremos que trabalhar sozinhos na realização do mal .

Quantos golpes adicionais eu tenho que experimentar para ver e perceber que todos os meus desejos são egoístas? Eles são egoístas a tal ponto que eu não considero ninguém, incluindo meus familiares, parentes e filhos.

Este é um estado terrível. Está escrito nas Escrituras: “As mãos das mulheres compassivas cozeram seus próprios filhos”. Isso é o que significa o reconhecimento do mal. Nós não sabemos o que ele é.

A fim de não chegar aos extremos, para economizar tempo, e ser salvos de grande sofrimento, podemos usar a ciência da Cabalá, a Luz que Corrige e o trabalho do grupo. É por isso que esta ferramenta foi dada a nós. Então, numa combinação de sofrimento e Luz que Corrige, perceberemos o mal mais cedo.

Nós não precisamos de mais nada exceto essa consciência. O Baal HaSulam escreve sobre isso em seu artigo “A Essência da Cabala e Seu Propósito”. Por que nós a recebemos? Nós a recebemos para acelerar nossa realização do mal. Se eu usar corretamente o seu poder em cada oportunidade recebida, serei capaz de conduzir esta análise e tirar conclusões, mesmo que eu tenha que passar por algum sofrimento para avançar ao estado de análise.

O Baal HaSulam escreve que vivemos na época do Messias e, portanto, considerando as oportunidades disponíveis para nós, precisamos ir em frente, começar a agir. Tudo depende de nós, na medida em que atraimos a Luz que Corrige.

No entanto, primeiro ela tem que nos trazer o reconhecimento do mal. E familiarizar-se com o nosso próprio ego é desagradável. Nós precisamos do apoio do ambiente e estudar; devemos nos tornar mais fortes internamente para suportar esse ego que nos é revelado. O fundamental é que ele esteja sendo revelado e, por isso, eu com certeza avançarei à meta. Se eu rejeitar a revelação de ego, porque é desagradável para mim, ele virá pela “porta dos fundos” e me trará condições realmente trágicas.

A humanidade pode avançar por um caminho bonito, experimentando muito pouco mal. De uma gota de veneno, de um minúsculo pedaço de mal, eu construirei uma enorme estrutura de análise. Eu vejo como este mal me impede de me conectar com os amigos no grupo. Se eu utilizo plenamente uma pequena porção do mal, eu não preciso de mais nada. Um ponto negro é o suficiente, e eu já entendo o que ele significa.

Nós só conseguimos tudo isso com a força da garantia mútua, quando queremos construir juntos um sistema de doação mútua, para nos unir como um homem com um coração e, assim, ajudar uns aos outros. Neste caso, nós reconhecemos o mal.

Agora, imagine que o mundo reconheça hoje um pouco do mal. Olhe para os desenvolvimentos: revoluções, manifestações e tumultos. Dia após dia, a situação está piorando e se aproximando de Israel. Nenhum outro país está sob tal pressão externa. No entanto, a pressão interna em breve será também aparente.

Portanto, devemos entender que a garantia mútua, a união, e a análise que leva à realização do mal são uma questão de vida ou morte para nós. Não precisamos de mais nada exceto o reconhecimento do mal, porque à medida que você se conscientiza dele, você quer se livrar dele e não mais esquecer da Luz que Corrige. Você é como uma pessoa gravemente doente que pensa em um remédio que possa salvá-la. A realização do mal impede você de usá-lo e afasta-o de encontrar a correta aplicação.

Se hoje os países e todo o tipo de organizações reconhecessem o mal, eles imediatamente transformariam o mundo no Jardim do Éden. Por que eles criam as coisas tolas de hoje? Os acontecimentos do mundo atual dexiam claro que estamos nos aproximando de estados críticos.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/07/11, “A Arvut (Garantia Mútua)”