Textos na Categoria 'Israel'

O Egito Já Cumpriu O Seu Papel – É Hora De Sair Dele

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”: …somente quando eles saíram do Egito e se tornaram uma nação completa. Só então houve a possibilidade de que cada um garantisse as necessidades de todos, sem qualquer cuidado e preocupação. …enquanto o indivíduo estiver preocupado consigo mesmo, ele é incapaz de sequer começar a cumprir o mandamento: “Ama a teu próximo como a ti mesmo”.

Assim, nós começamos a entender o significado do “exílio do Egito”. Afinal de contas, o cumprimento das condições da garantia mútua começa no recebimento da Torá, de acordo com a quantidade da Luz que Corrige que nós atraímos. Até então, os filhos de Israel não eram capazes de aceitar essas condições, mas estavam no estabelecimento do sistema da garantia mútua.

Em geral, depois de termos saído da Babilônia e iniciado este caminho, nós estamos constantemente estabelecendo a relação da garantia mútua entre nós. No início, o nosso desejo egoísta ainda é fraco e nós realmente sentimos que somos uma família. Mas depois, diferentes conflitos começam, o ódio se acumula entre nós, e nós nos encontramos no Egito, isto é, em diferentes cálculos egoístas. Aqui, o “Faraó” se revela a nós e aos poucos descobrimos que não há nenhuma garantia mútua entre nós.

No final, nós chegamos ao polo exatamente oposto à doação (o nível de Bina). Em vez da garantia mútua (a força de doação), nós adquirimos a força de recepção. Esta é a última fase antes do êxodo do Egito. Nós descobrimos todo o mal entre nós no grupo – e não há nada mais a fazer no Egito.

Agora, nós precisamos da Torá, o método de correção. No final, após a abertura do Mar Vermelho, nós a recebemos diante da montanha do nosso ódio, o Monte Sinai (“Sinah” significa “ódio”, em hebraico).

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/04/13, Escritos do Baal HaSulam “A Garantia Mútua”

Uma Pergunta Que Leva Você Ao Criador

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”: “Quando todos em Israel forem responsáveis uns pelos outros. [Em outras palavras, cada indivíduo for completado pelos outros]. Porque a Torá não foi dada a eles antes que todos respondessem se concordavam em tomar para si o preceito de amar os outros na medida completa, expressa nas palavras: ‘Amai ao próximo como a ti mesmo’“.

Aqui vemos a descrição da situação, quando cada um sente que a principal pergunta surge nele. Todo mundo se pergunta: “Será que eu realmente concordo em amar ao próximo?”.

Esta é a questão principal e determina toda a minha vida. Afinal, eu não quero continuar vivendo neste “clube de interesse”; eu estou aqui para alcançar algo. Eu estou aqui o tempo todo, e coloco um monte de dinheiro e energia nisso, embora pudesse ter sucesso em muitas outras áreas. Na verdade, existem muitas pessoas muito talentosas aqui que podem ter tudo o que o mundo pode oferecer, mas desistiram das recompensas deste mundo, e sentam-se nas aulas imóveis. É isso mesmo? Este é o caminho no qual a pessoa deve viver a sua vida?

Portanto, nós temos que fazer persistentemente essa pergunta sobre o amor: “Quando ele finalmente surgirá?”. “Quando é que a necessidade de amar o outro como a mim mesmo vai me agarrar pela garganta?”. Por que eu preciso analisar a situação atual do quanto eu amo a mim mesmo agora e como me relaciono com os outros?

Afinal, eu me vejo como parte da nação de Israel, o que significa aqueles que querem alcançar Yashar-El (direto ao Criador), para ser semelhante a Ele por ações de doação. Esta é a única maneira que nós podemos alcançar a adesão com Ele, que é o propósito da criação. O que eu posso dar a Ele? A única chance que eu tenho de aprender o atributo de doação Dele é ser como Ele em minha atitude para com os outros. Eu tenho que descobrir que Ele ama a todos e doa-lhes. Então, agindo da mesma forma em relação aos outros, eu me torno como Ele, estou em adesão com Ele, e O evidencio em minha ação que realiza o amor ao próximo.

Isso significa que todos em Israel tomam para si a responsabilidade de cuidar e trabalhar por cada um dos membros da nação, e de satisfazer todas as suas necessidades; nada menos do que a quantidade impressa neles para cuidar de suas próprias necessidades.

Esta já é a medida da minha atitude para com o amigo: preocupar-me com ele tanto quanto eu me preocupo comigo. É semelhante à forma como a mãe constantemente se preocupa com o seu bebê. Até eu chegar a isso, eu não cumpro a meta de Israel, não tenho a mínima equivalência de forma com o Criador, e permaneço no nível “animal”. Mas se eu me preocupo com os outros mais do que comigo, eu sou chamado de “humano”.

Pergunta: O que é a “nação de Israel”?

Resposta: Trata-se de pessoas que têm que alcançar a adesão com o Criador. De forma prática, eu as identifico por sua capacidade de agir mutuamente, de fazer esforços mútuos. Com quem eu posso estar diante do Monte Sinai? Com todo o respeito, não é com os membros do parlamento e nem com os meus vizinhos, mas com pessoas que me entendem e que estão prontas para avançar comigo no caminho das concessões mútuas e da conexão mútua, a fim de descobrir a força superior nele e dar satisfação. No momento, elas são a minha “nação”.

Mais tarde, esse conceito vai se expandir e envolver todo o mundo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/04/13, Escritos do Baal HaSulam “O Arvut (A Garantia Mútua)”

Missão Impossível?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Arvut (Garantia Mútua)”: Isso significa que todos em Israel tomam para si a responsabilidade de cuidar e trabalhar por cada um dos membros da nação, e de satisfazer todas as suas necessidades, nada menos do que a quantidade impressa neles para cuidar de suas próprias necessidades.

Uma abordagem como essa soa como algo fora da realidade. Portanto, apesar de tudo, como é possível perceber isso? Se esta condição já está prevista na criação, significa que, quer queiramos ou não, vamos ter que cumpri-la.

Em geral, há muitas coisas que fazemos contra a nossa vontade, mesmo que às vezes ingenuamente supomos que queremos. Mas qualquer pessoa inteligente é capaz de discernir o que resulta da natureza que desperta em nós todos os tipos de impulsos, pensamentos e desejos, sem pedir nossa opinião. Nós não decidimos sobre eles antes, mas só os descobrimos dentro de nós mesmos post factum.

Hoje nós já vemos isso no final, o sistema irá nos obrigar a nos assemelhar a ele. Nós devemos tremer de medo como se estivéssemos diante da erupção de um vulcão, algo que não pode ser evitado, e fugir dela? Ou podemos fazer algo, apesar de tudo?

Seja qual for o caso, os Cabalistas dizem que nós precisamos da garantia mútua. E se olharmos para o mundo inteiro, nós veremos que provavelmente não teremos outra escolha. Se começarmos a nos opor a isso, nós só despertaremos todo o nosso ego  e, no final, acabaremos com toda a terra. Afinal, ninguém pensa que é capaz de se unir verdadeiramente. Aos nossos olhos isso parece impossível; é simplesmente mais fácil morrer. Mas não conseguiremos sequer “sair” disso facilmente…

Portanto, se esta condição está diante de nós, é sinal de que devemos aprender a perceber isso através da aceleração. Já está claro que esse caminho vai nos salvar de sofrimentos que são piores do que a morte, uma vez que são derivados de algo que eu mais odeio, algo com o qual não estamos preparados para concordar.

Assim, é necessário considerar todos esses princípios aparentemente irreais: amar ao próximo como a si mesmo, responsabilidade mútua, amor fraternal, e ser como um homem com um coração. Afinal de contas, a solução está escondida aqui: não é apenas uma maneira de evitar problemas para sair do caminho do sofrimento, mas sim, uma possibilidade surpreendente reside aqui – nós sequer pensamos que, por enquanto, por meio do amor ao próximo, o mundo eterno vai ser revelado a nós…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/04/13Escritos do Baal HaSulam “A Garantia Mútua”

A Chave Para 99% Da Alma Global

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o papel atual dos grupos do Bnei Baruch ao redor do mundo em diferentes países?

Resposta: Os grupos ao redor do mundo têm um papel especial e importante, porque Israel não pode se corrigir se não estiver focado no mundo. GE não tem como se corrigir se estiver isolado dos outros.

O Criador quis dar a Torá primeiro às nações do mundo. Toda a Luz é oposta a esse desejo, oposta ao AHP, e não oposta à GE. De fato, o AHP compõe todo o vaso, 99% de todo o desejo. Portanto, a nação de Israel, GE, é a menor de todas as nações. Ela não tem o direito de existir, exceto para servir a todo este grande AHP.

O Criador quer preencher o AHP com Luz e Ele testa GE como a parte que serve ao Criador e a esses desejos de receber. Israel é escravo de sua missão, e as nações do mundo não são. Nós temos que realizar a nossa missão para com o Criador e toda a humanidade. Portanto, os dois lados vêm reclamando de nós, e suas queixas são justas, uma vez que nós temos que ser o elo, o adaptador, entre o Criador e o mundo, e entre o mundo e o Criador. Nós, porém, não cumprimos o nosso papel.

Para funcionar corretamente, nós precisamos de uma conexão com a força superior, com o Criador, que é realizada através do centro do grupo. Por outro lado, nós precisamos estar conectados a todos os nossos grupos e todos os amigos que pertencem às nações do mundo, uma vez que é assim que a conexão deles para conosco e deles para as com nações do mundo, nas quais eles vivem, é cumprida. Assim, todos se conectam abrindo caminho a partir de Malchut de Malchut, o maior desejo da criatura, até o desejo de Keter de Keter e todo o caminho para o Criador.

O grupo central deve tratar todos os grupos ao redor do mundo com amor, com grande preocupação e atenção, se conectar a eles tanto quanto possível, apesar das barreiras linguísticas e da distância geográfica, e aceitá-los tanto quanto possível. É através deles que nós podemos alcançar as outras pessoas, as outras nações, e transmitir-lhes o método de educação integral.

Nossos amigos de todo o mundo que vivem lá como “convertidos”, o que significa que eles também têm um ponto no coração, fazem parte de Israel e realizam a conexão entre o AHP e nós, GE. Nós não podemos estabelecer essa conexão por nós mesmos, e são os nossos amigos de outros países que fazem isso.

Acontece que eles pertencem à camada principal do desejo que está na fronteira entre GE e AHP. Sem esta conexão, GE e AHP não têm sentido. Por esta razão, nós temos que prestar muita atenção nos nossos amigos e apoiá-los de todas as formas possíveis, realizar Convenções, fornecer serviços de tradução em todas as línguas, ou seja, ajudá-los tanto quanto pudermos. É porque eles pertencem à camada do desejo que nos permite responder a pergunta: Para que nós existimos?

Nós existimos graças ao fato de que temos tal conexão com o AHP, graças aos nossos amigos em todo o mundo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/04/13, Escritos do Baal HaSulam

As Duas Faces Da Luz

Baal HaSulam: “Os Escritos da Última Geração”: É um facto que Israel é a mais detestável de todas as nações quer se trate por motivos religiosos, por causa da raça, por causa de… ou por causa de cosmopolitismo, etc. É por causa ódio precede todas as razões, mas todo mundo soluciona o seu ódio de acordo com a sua própria psicologia.

Uma vez que a nação de Israel era como um homem com um só coração, e, portanto, embora estejam dispersos por todo o mundo atual, as nações do mundo, tratam-nos como um todo. No mundo, essa atitude é originalmente enraizada entre o desejo de receber e a intenção para o bem da doação, e nós temos que corrigi-lo apenas sobre os níveis espirituais.

Não pode haver qualquer correção no nosso mundo. Embora haja tentativas de “mediação” entre nós e os nossos vizinhos palestinos, Turquia ou outros, não há como esses problemas possa ser resolvidos no nível do nosso mundo. É porque a nossa situação aqui é apenas o resultado de uma ação que nasce do Alto.

Esta é uma das leis fundamentais. Existe apenas um desejo imóvel para receber neste mundo. A única coisa que o pode movimentar é a Luz, a força da vida.

Quando a Luz vem a seu tempo ela traz problemas e mal (1). Por quê? É porque ele é então revelado através do seu posterior. Mas se a Luz chega como resultado do nosso pedido de correção (MAN), é revelado como o boa e benevolente Luz Circundante (Ohr Makif, OM).

Assim, a única diferença é até que ponto podemos avançar em direção ao objetivo mais rapidamente do que as forças que vêm de cima. O nosso livre arbítrio é entre essas duas opções.

Então, simplesmente não existem meios eficientes no nível deste mundo. As conversações a todos os níveis, da política, da ONU, e assim por diante são todas inúteis. Na verdade, tudo é o resultado da ação da Luz Superior que influencia diferentes fatores no nosso mundo de acordo com a primeira opção.

Não importa quantas decisões são tomadas em cimeiras e congressos, a Luz realmente determina tudo. Essencialmente, os políticos são marionetes, e a única coisa que é realmente eficaz é o nosso pedido de correção, o que levantamos antes que a força negativa surge. Só então a força negativa será alterada para uma positiva, afinal, queremos ser corrigidos sem aguardar problemas.

Então, como é que vamos alcançar esse pedido? Fazemo-lo com a ajuda do grupo e do estudo (a oração). O grupo nos une num só corpo, uma embarcação, e orando durante a lição conectamo-nos à origem da Luz, ao Criador.

 

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/04/13, “A Nação de Israel”

A Equipe De Pioneiros Da Alma Coletiva

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que os alunos que moram no exterior, e que vivem em diversas culturas, precisam fazer se quiserem sentir que são parte do povo de Israel?

Resposta: Eu vou tentar explicar a diferença entre alguém que é um judeu de nascimento, geneticamente, e uma pessoa que não tem esses genes, embora tenha uma inclinação para ser “Yashar-Kel“, que significa pertencer ao Criador.

Diz-se que alguém que se converte ao judaísmo nasce de novo. Isso significa que ele é um judeu 100%, e ainda mais, porque veio com um desejo mais distante. E se ele o corrige, ele se torna mais próximo e mais interno do que o resto. Rabi Akiva, de quem vem toda a nossa Torá, não era originalmente judeu. No período em que o povo de Israel estava num nível espiritual, havia numerosos grandes Cabalistas que vinham das nações do mundo.

Não há menosprezo aqui, muito pelo contrário, porque todo o desejo que precisamos para a correção é especificamente encontrado nas nações do mundo. Diz-se que o Criador primeiro queria dar a Torá às nações do mundo, ou seja, para a correção de AHP. E Israel, Galgalta ve Eynaim, é apenas uma transição para essa correção.

Portanto, as pessoas que se aproximam da correção coletiva e não pertencem ao povo de Israel de acordo com a sua origem são a parte pioneira de AHP, os “pioneiros” da alma coletiva que necessita de correção. Isto significa que esta é a sua parte mais importante.

Então, elas vêm até nós e servem de elo entre nós e o mundo inteiro. Eu espero muito que elas desenvolvam o sistema de educação integral, comecem a ensiná-lo e passá-lo ao mundo inteiro. Cada nação tem uma cultura diferente e uma mentalidade diferente. Portanto, é só dessa forma que será possível ajudar na correção do mundo.

Essas pessoas são esperadas para receber uma recompensa muito maior, e seu trabalho é muito mais importante do que aqueles que pertencem ao povo de Israel desde o nascimento, porque eles são os verdadeiros condutores e incluem neles os desejos de AHP. Juntamente com isto, eles se elevam ao nível de GE.

Essa imagem ainda não é totalmente clara, mas no final ficará claro como é rica e importante a ideia de “se converter”, quantos papéis ela tem. A “conversão” é um conceito, uma função, servindo de elo entre GE e AHP que eleva o desejo de receber para a correção.

Houve um tempo quando o povo de Israel também deixou todas as outras pessoas na Babilônia. As centelhas espirituais foram descobertas gradualmente dentro do desejo coletivo, camada após camada, começando com Adam HaRishon. Depois disso, as centelhas que permaneceram da quebra e eram chamadas de “pontos no coração” foram descobertas em Abraão e em milhares de outros babilônios que ele levou de lá para a terra de Canaã.

Essas pessoas faziam parte de toda a humanidade no início. Depois disso, elas se reuniram num grupo de acordo com o seu desejo coletivo e prontidão para amar ao próximo como a si mesmo, para que no centro desta conexão fosse descoberto o poder superior. Esta é a forma como é até hoje. Portanto, isso inclui aqueles que já foram parte deste encontro, bem como aqueles que ainda não fizerem parte dele, mas está despertando agora.

Para cada um de nós, os que pertencem às pessoas físicas de Israel e ao Israel espiritual, há uma tarefa dentro do sistema coletivo. Mas isso ainda é desconhecido para nós. Mas, em geral, alguém que vem das nações do mundo e se junta ao povo de Israel tem um papel muito importante que ainda está para ser descoberto.

Eles são especificamente os que estabelecem movimento em direção ao processo de correção. GE não pode avançar por si mesmo, seus membros carecem de desejo, carecem do poder de movimento. Por isso, é dito que as nações do mundo vão carregar Israel sobre os seus ombros até Jerusalém para construir o Templo.

É impossível alcançar o Criador, o Kli espiritual chamado de Templo, sem o movimento que é realizado pelas nações do mundo, essas pessoas que entendem essa tarefa, esse processo, esse objetivo. Israel não pode fazer isso por conta própria. Portanto, o nosso trabalho com todos os grupos do mundo e nossa preocupação com nossos irmãos que fazem parte das nações do mundo e fazem parte de todos os grupos do mundo, é tão importante. A importância destes grupos será descoberta cada vez mais.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 15/04/13, Escritos de Baal HaSulam

Israel Por Escrito E No Espírito

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Nação”: É vergonhoso admitir que um dos méritos mais preciosos que perdemos durante o exílio, e o mais importante deles, é a perda da consciência da nacionalidade, esse sentimento natural que conecta e sustenta cada nação. Os laços de amor que conectam a nação, que são tão naturais e primitivos em todas as nações, se degeneraram e se separaram de nossos corações; eles sumiram.

(…) A única esperança é (…) descobrir e inflamar mais uma vez o amor nacional natural que foi diminuído dentro de nós… Este trabalho precede todos os outros.

Em primeiro lugar, não devemos esquecer que não somos realmente uma nação como todas as outras nações. A fundação do mundo reside nas “70 nações do mundo” (as dez Sefirot vezes sete) que decorrem de Zeir Anpin do mundo de Atzilut. Ela dá à Malchut diferentes formas, e assim cada nação tem atributos típicos que projetam um determinado atributo do Criador. Em última análise, todas as nações se unem à imagem de Zeir Anpin, o Criador.

Portanto, onde é o lugar de Israel nesta imagem? Israel é a intenção, o desejo por isso, o elemento ativador e nada mais do que isso. “Israel”, que significa “direto ao Criador” (YasharEl), tem que levar todas as nações do mundo a esta forma. Aqueles que têm um ponto no coração, “centelhas” da Masach (tela) quebrado, realizam esta missão.

Nós costumávamos ser uma nação única diferente de todas as outras nações, com relações especiais que se baseavam no princípio do “ama teu amigo como a ti mesmo”, ou pelo menos com base no “não faça aos outros o que é odioso para você”. Este quadro já foi estabelecido pelo grupo de Abraão e foi mantido em diferentes graus até a destruição do Templo. Durante todo este período nós vivíamos além da Machsom (barreira), em doação.

Em geral, a condição para a existência da nação de Israel, a qual nos permite transcender a Machsom e entrar na vida espiritual, é uma boa conexão mútua. Quando esta conexão é perdida, nós não somos mais chamados de “Israel” no sentido espiritual e não estamos na “Terra de Israel”, ou seja, no desejo dirigido diretamente ao Criador.

Hoje nós vivemos entre as nações do mundo que nos odeiam, e a razão é clara. Quando os vasos (desejos) caem do nível de Atzilut para o nível das cascas, para os mundos impuros de BYA, eles se encontram sob a “pressão da evolução” que os obriga a avançar constantemente.

De um modo geral, há Luzes, centelhas e vasos. Assim, os vasos sentem que dependem das centelhas, ou seja, das pessoas com o ponto no coração, sem as quais é impossível receber a Luz. Como resultado, eles adotam todos os nossos costumes: a nossa religião, os costumes, a moral, as leis, e assim por diante. Por outro lado, eles nos odeiam porque não recebem de nós o que precisam. É porque, inconscientemente, eles esperam outra coisa.

Isso continuará até que nós comecemos a mostrar às nações do mundo que pretendemos cumprir seriamente o nosso papel na prática. Assim, nós voltaremos a ser a nação de Israel que vive na Terra de Israel e cumpre o seu papel no que diz respeito às “setenta nações do mundo”. É porque elas, em particular, são a “matéria” da criação que tem que chegar à equivalência de forma com o Criador.

Portanto, nós somos apenas Masach, uma intenção, o atributo de Bina, enquanto a parte principal é Malchut. Assim, a combinação e cooperação certa entre nós e as nações do mundo é a base para o nosso progresso em direção ao objetivo da criação. A nação de Israel não pode existir por si só, sem as nações do mundo. Nós temos que chegar à mutualidade e correção, e não isso depende do mundo, mas de como podemos agir de acordo com os tempos e as condições atuais que nós temos que cumprir.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/04/13, “A Nação de Israel”

Independência No Mundo Global

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que você pode dizer sobre o Dia da Independência que a nação de Israel está comemorando?

Resposta: Se estamos falando de Israel, nós não somos independentes. Ao contrário, dependemos totalmente dos nossos vizinhos, dos EUA e de todo o mundo. Em geral, hoje, nenhuma nação é independente. Pelo contrário, vemos quanto todas elas dependem umas das outras.

Portanto, qual é a verdadeira independência? Ela significa que alcançamos uma boa unificação entre nós. Quanto melhor essa unificação, mais independente cada um vai se sentir dentro dela. Se alguém tem boas relações com os outros, eles não o obrigam a fazer algo que não queira fazer, e ele também se comporta assim com eles. Portanto, logicamente, todo mundo é independente e, mesmo assim, interconectado.

Hoje já somos incapazes de cortar os laços entre nós. O mundo tornou-se como um sistema fechado, todas as suas partes estão conectadas e é impossível romper esta ligação, mesmo com a ajuda das guerras mundiais. A dependência mútua permanecerá e só crescerá.

Então o que vamos fazer? A resposta é a mesma: apenas uma boa conexão entre nós, nos dará um sentimento de independência, mesmo que todos nós dependamos totalmente uns dos outros como células ou órgãos num corpo. Só é possível sentir-se independente quando há um equilíbrio mútuo, quando entendemos que pertencer ao sistema é uma busca constante de harmonia e complementaridade entre nós.

Uma pessoa saudável não sente seu corpo. Um corpo saudável torna possível que nós possamos agir em pleno vigor, sem quaisquer limites. Numa boa conexão nós também vamos nos libertar das limitações e encontrar a nossa independência. Esta é a única possibilidade; simplesmente não há outra.

Se alguma nação supõe que, elevando-se acima das outras, se tornará mais independente, o oposto é verdadeiro: ela se torna mais dependente de todas. O melhor exemplo são os Estados Unidos, que estão imersos em vários conflitos e confrontos e são incapazes de sair de um emaranhado de problemas. Esta “preocupação com o mundo” custa aos Estados Unidos muitos bilhões, e eles não conseguirão se livrar disto até entenderem que é necessário corrigir os relacionamentos com todo mundo. Isto é exatamente o que os Estado Unidos, como uma grande potência, devem cuidar. Ou seja, os americanos têm que introduzir a educação integral ao mundo. Caso contrário, eles podem esperar problemas do mundo inteiro.

Na verdade, o mundo inteiro é uma família, e em cada boa família há um cabeça que se preocupa com todos e cuida deles. Esta é uma regra simples.

Baal HaSulam escreve em seu ensaio, “Paz no Mundo”:

“Não se surpreenda se eu misturo o bem-estar de um determinado coletivo com o bem-estar do mundo inteiro, porque, na verdade, já chegamos a tal ponto que o mundo inteiro é considerado um coletivo e uma sociedade. Isto é, como cada pessoa no mundo atrai a essêcnia de sua vida e seu modo de vida de todas as pessoas do mundo, ela é forçada a servir e cuidar do bem-estar do mundo inteiro…

Nós não devemos mais discutir algo que é do conhecimento de todos, e o que foi mencionado acima é apenas para mostrar a desvantagem, o que precisa de correção, e é por isso que cada indivíduo vai entender que o seu benefício pessoal e o benefício do coletivo são a mesma coisa. Com isso, o mundo chegará à sua completa correção”.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/04/13, “A Nação de Israel”

Uma Zona Especial Que Foi Conquistada Do Ego

Dr. Michael LaitmanEscritos do Rabash, Volume Um, “E Se Você Vier Para A Terra Que Seu Deus Dá Para Você”: O Criador prometeu a terra a Abraão, como está escrito, “e Ele disse-lhe: Eu sou o Senhor, que tirou você de Ur Kasdim, para lhe dar esta terra, para herdá-la”.

Nós devemos entender por que o Criador deu primeiro a terra às nações do mundo e, depois Israel veio e teve que lutar e conduzi-las para fora de suas terras, fazendo com que o mundo inteiro se queixasse por ele ter conquistado uma terra que nunca foi sua, e que só por conquistas e guerras ele dizia que esta terra era sua.

Nós podemos explicar toda esta questão de acordo com o ramo e a raiz, uma vez que é comumente conhecido que Eretz (terra) é chamada de Malchut, que é a raiz de todos os seres criados, recepção para si mesmo, ou seja, o primeiro que recebe chamado o mundo do Infinito.

Então houve as correções para que o ser criado não recebesse egoisticamente, mas quisesse doar ao Criador. …Nesse sentido, a ordem do mundo corporal deve ser a mesma como era na espiritualidade: ou seja, primeiro esta terra foi dada às nações do mundo, e, então, pela superação e guerras, elas foram expulsas desta terra e a nação de Israel a conquistou e a herdou em vez das outras nações.

…assim, somente após as nações do mundo receberem esta terra, a nação de Israel veio e corrigiu a terra, de modo que tudo seja pelo bem do Criador. Isso é chamado de “a Terra de Israel”.

Nós não temos nenhuma justificativa para viver nesta terra, a menos que procedamos das raízes espirituais. O Criador criou a inclinação ao mal (Eretz), ou seja, todo o desejo (Ratzon), toda a terra, foi dado para a intenção egoísta para si mesmo, chamado “nações do mundo”. No entanto, se existe um grupo chamado Israel (Yashar El), que significa aspirar “direto ao Criador”, então por seu trabalho, este grupo conquista esse desejo à custa de guerra em grande esforço, e então este desejo adquire a intenção da doação e é chamado de terra de Israel.

Isto significa que há termos como “nação de Israel” e “Terra de Israel”, uma zona especial em Malchut do Infinito ou na terra, como um ramo da raiz espiritual, que tem o direito de ser chamada assim, de acordo com a intenção das almas ou das pessoas neste mundo que a povoam.

Israel não pode existir como a terra da nação de Israel, como no caso de todas as outras nações do mundo. Ela é sempre parte das nações do mundo, do enorme desejo de receber pelo seu próprio bem que deve ser corrigido para a doação. Isso não pode acontecer sem guerra, sem o nosso trabalho.

No futuro, a terra de Israel deve se espalhar por todo o mundo, isto é, todo o desejo será para doar. Então, vem a redenção completa. Na medida em que conseguirmos realizar tais correções no mundo espiritual, veremos resultados melhores no mundo corporal. Se nós recebemos a terra de Israel corporal, é apenas uma chance que nos foi dada desde Cima, que nós devemos cumprir através de nossas correções.

Isso nunca aconteceu antes. É somente em nossos tempos, quando retornamos para a terra de Israel do exílio antes de nos tornarmos merecedores disso internamente. Nós não gastamos quarenta anos no deserto, nós não nos corrigimos pela Torá, mas recebemos a oportunidade de vir aqui, não corrigidos e indignos. Nós recebemos essa terra como um ramo corporal para conquistá-la completamente, para conquistar sua raiz espiritual também, que é o sinal da redenção completa.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 15/04/13

A Terra Que Foi Dada A Nós Como Sinal Para A Correção Espiritual

Dr. Michael LaitmanA localização da terra de Israel é, inicialmente, um desejo que pertence às nações do mundo. Como resultado corpóreo da raiz espiritual, um grupo chamado “nação de Israel” vem a esta terra e a conquista, libertando-a dos povos que estão vivendo nela, de modo que ela possa ser chamada de “terra de Israel”.

Isso acontece graças à conexão dos ramos corporais com a raiz espiritual, pois de outra forma não teríamos direito a existir nesta terra, e nenhum direito de herdar a terra. Só se estivermos adaptados a esta terra no sentido espiritual e formos dignos dela de acordo com a nossa correção, poderemos viver nela.

Assim, Baal HaSulam diz que em nosso mundo nós recebemos o Estado de Israel como uma oportunidade do Alto. Primeiro nós chegamos à terra de Israel totalmente despreparados e desunidos como verdadeira nação israelense. Ao atravessar constantemente a correção à custa do seu trabalho, a correção da intenção, a pessoa pode vir e conquistar o desejo chamado “terra de Israel”.

Isto é o que aconteceu com o grupo de Abraão, que deixou a Babilônia e depois voltou para esta terra após o êxodo do Egito. Antes disso, houve a reunião diante do Monte Sinai e os quarenta anos de exílio no deserto, e, em seguida, as guerras da conquista desta terra, a terra de Israel e as áreas ao redor dela que fizeram parte das conquistas do rei David.

Mas foi tudo com a condição de que eles primeiro corrigissem o nível humano em si e, em seguida, o resto dos níveis mais baixos. É porque a intenção precede o desejo: primeiro o desejo deve ser corrigido e, em seguida, ele conquista a intenção e a domina.

É o desejo que é chamado de humano ou “nação de Israel”. Quando o desejo é corrigido após a intenção em todos os níveis da natureza inanimada, vegetal e animal, ele é chamado de “terra de Israel”.

Assim, no passado, nos viemos preparados para as ações corpóreas nesta terra e depois de tê-la conquistado nós a chamamos de “terra de Israel”. Mas, desta vez, voltamos totalmente despreparados internamente. Portanto, essas guerras não são para conquistar a Terra Santa, não para libertá-la do ego, mas sim uma oportunidade de descobrir a necessidade da correção do homem. Na medida em que nós nos corrigirmos, realmente receberemos nossa terra de Israel.

Caso contrário, ela nunca será nossa. Se nós nos atrasarmos ​​em nossa correção, vamos ouvir cada vez mais queixas das nações do mundo – daqueles que estão ao nosso lado e daqueles que estão longe de nós -, alegando que esta terra não pertence a nós. Vai ser muito difícil se levantar contra isso, e ninguém vai ouvir as nossas desculpas, uma vez que elas são realmente muito fracas. Nós não seremos capazes de convencer ninguém com desculpas sobre eventos que ocorreram há dois mil anos, e se as nações do mundo começarem a nos culpar, isso fará um grande barulho em todo o mundo.

Há uma sensação de que este lugar não pertence realmente a nós, entre as nações do mundo e também entre os próprios judeus. É porque o ramo corporal deve refletir a raiz espiritual, e até agora, nós não fomos premiados com uma conexão com a raiz. Portanto, as nações do mundo não sentem a nossa conexão com a terra.

Foi-nos dada tal chance de Cima uma vez, e nós estávamos esperançosos, assim como as nações do mundo; havia uma espécie de iluminação. Mas, infelizmente, durante as últimas décadas da existência do Estado de Israel esta iluminação desapareceu. Eu não ouvi ninguém, exceto o grupo do Bnei Baruch, gritando pela correção espiritual da nação de Israel e pela correção corporal.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/04/13Escritos do Baal HaSulam “Herança da Terra”