Textos na Categoria 'Israel'

Sobre Sacrifícios, Dízimos e Unir a Nação

O termo “sacrifícios” no judaísmo se refere ao desejo de dar de si mesmo para a sociedade. Desde a carne dos animais que eram sacrificadas no templo, os pobres, os Levitas, e as pessoas que faziam as refeições, e isso era chamado “o trabalho do Templo.”

O desejo de dar de si para a sociedade foi expresso na forma de um mandamento que a pessoa deve realizar, na forma de dízimo, que foi usado para educar as pessoas.

Todos tinham que trazer um sacrifício de acordo com o pecado que cometera, ou algo que fizera de errado. As pessoas estavam em um nível espiritual naquela época, e todo mundo determinava seus pecados egoístas por eles mesmos, visto que as outras não viam. A pessoa sentia o que estava errado e onde ela havia pecado, e, em seguida, de acordo com o Rabash, ela tinha que dar uma festa, convidar amigos, sentar-se junto deles, e conectar-se com eles. Isto é chamado de “obra de Deus”.

Esta é a forma como as pessoas se conectam. Ao mesmo tempo, elas fizeram um trabalho muito intenso, interno, espiritual porque elas estavam fazendo tudo isto. Quando uma pessoa promove uma festa, ela eleva e desperta as outras para que elas a impressionem mais, assim, da próxima vez ajudam-na a não cair novamente. [Leia mais →]

É Como Começar De Novo Cada Vez

Dr. Michael LaitmanIsrael é o ponto no coração que anseia em saber qual é o gosto da vida, em descobrir o segredo da vida, a fonte da vida. Ele determina a conexão interna de uma pessoa com a força superior. Uma pessoa não pode imaginar essa conexão, mas ela já existe. Por causa disso, ela é chamada de Israel, Yashar-El (direto ao Criador), já que tem essa inclinação ao Criador. Mas esta força não pertence a ela; em vez disso, se origina no ponto no coração, que é a parte Divina de Cima que está nela. Ela não tem nada do superior exceto isso, e nunca terá nada, senão o que desenvolve desse ponto.

À medida que subimos os 125 níveis, nós descobrimos nossos 613 vasos. Isso é por parte da pessoa. Por parte do Criador, nós recebemos o ponto no coração e a Luz que Reforma. Nós podemos usar estes dois meios para corrigir nossos vasos quebrados.

Acontece que eu tenho uma inclinação pela espiritualidade e tenho 613 desejos egoístas. Há também a Luz que Reforma se eu quiser atraí-la. Portanto, o que me falta? Falta-me um grupo, através do qual eu satisfaço meus 613 desejos. Eis porque sou trazido para o grupo.

Portanto, eu tenho um ponto no coração, 613 desejos quebrados, um grupo e a Luz que Reforma, tudo o que eu preciso. Agora eu só tenho que conectá-los corretamente. Se eu integrar corretamente todos esses componentes, a Luz atua e influencia meus 613 desejos; meu ponto no coração é reforçado por eles e, em seguida, a Luz pode ser revelada nesses 613 desejos, o que é chamado de revelação do Criador à criatura.

Assim, nós terminamos um estado e tudo acontece novamente desde o início. O ponto no coração também é renovado, já que se tornou mais forte pelos 613 desejos corrigidos no nível anterior. Ele começa a iluminar e a queimar mais fortemente já que contra ele estão os 613 novos desejos egoístas que são mais cruéis do que os anteriores. Em contraste com eles, há uma Luz que Reforma mais forte se eu quiser usá-la. Eu também tenho um grupo em contraste a eles, que, de acordo com o novo ego, é retratado a mim como muito pior do que antes. Então, mais uma vez, eu trabalho para conectar todos esses componentes corretamente. Em geral, isso é tudo o que eu tenho que fazer: estabelecer as relações corretas entre esses quatro componentes.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/06/13, Escritos do Rabash

O Segredo De Jacó É Revelado Em Nossos Dias

Dr. Michael LaitmanO nono dia de Av é o pior e mais trágico dia do ano, pois é o dia da destruição tanto do Primeiro como do Segundo Templo. Por um lado, nós sabemos que rabino Akiva se alegrou e riu quando viu a destruição do Templo. Por outro lado, nós experimentamos sofrimentos terríveis, mas se você estiver conectado ao objetivo, você pode se alegrar com eles.

Isto é especialmente verdadeiro quando nos referimos aos nossos tempos, quando recebemos a chance de voltar para a terra de Israel, e agora tudo depende de nós. No entanto, durante o exílio, estes sofrimentos eram absolutamente necessários. É o mesmo segredo que Jacó queria revelar aos seus filhos antes de sua morte, mas não o fez.

Se você souber exatamente o que vai acontecer no futuro e como isso está ligado ao objetivo, você não será capaz de realmente sofrer e alcançar o desespero, pedir, clamar, ou orar e elevar MAN. Esta é a razão da sabedoria da Cabalá ter sido ocultada por um tempo tão longo, de modo que as pessoas não soubessem por que sofrem. O mundo inteiro não entende por que o “povo escolhido” experimenta tais aflições e acham que ele pode não ser mais o povo escolhido, mas sim o povo perseguido.

Eles tiveram que passar por todas essas aflições corporalmente na forma mais humilhante, primitiva e genuína, sem qualquer suavização dos Dinim (sentenças). A razão é que a suavização dos Dinim exige o prolongamento do exílio e aflições ainda maiores.

Assim, por eras foi proibido revelar que a destruição do Templo e as aflições do exílio eram necessárias. Se as pessoas soubessem que tinham que passar por elas, elas teriam sentido a ligação entre o sofrimento e o objetivo e não teriam sofrido tanto. Não teriam sentido tanta tristeza, confusão e impotência, e não teriam sentido a gravidade e a dor aguda do exílio.

Por isso, os Cabalistas proibiram a revelação da sabedoria da Cabalá, uma vez que ela explica por que as coisas acontecem. Eles foram forçados a fazê-lo apesar de sua tristeza, a fim de encurtar o exílio.

Mas tendo retornado à terra de Israel, onde podemos construir um Estado de acordo com as leis espirituais, estabelecer um exemplo para todos e atrair o mundo inteiro para a mesma forma de vida, nós agora temos que revelar a sabedoria da Cabalá em sua plenitude e explicá-la a toda a nação de Israel e ao mundo todo. É porque nós estamos à beira da redenção completa! Claro, a correção será através da nação de Israel para o mundo todo. Mas não há razão para prolongar nosso sofrimento, uma vez que está na hora do fim da correção!

Hoje, a sabedoria da Cabalá tem que ser totalmente revelada. Nós sofremos durante todo o exílio e tivemos que sofrer, mas agora não há nenhuma razão para seguir sofrendo. Os sofrimentos anteriores foram suficientes para iniciar a correção a partir de agora. Esta é a razão pela qual a sabedoria da Cabalá estava oculta por tanto tempo.

Durante os séculos XVII e XVIII,  os Hassidim tinham o costume de entrar em “exílio”, além do fato de que eles já estavam vivendo no exílio em diferentes lugares remotos onde sofriam aflições e massacres. A fim de encurtar o exílio, os Cabalistas costumavam deixar suas aldeias e cidade e vagavam. Assim eles aceleraram o fim do exílio. Nós temos que aprender as leis do desenvolvimento geral dos vasos e, assim, compreender toda a nossa história e a razão para todos os eventos que passamos.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/06/13, Talmud Eser Sefirot

A Sabedoria Da Cabalá É Propriedade De Todos

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Amor pelo Criador e o Amor pelos Seres Criados”: Assim, por causa de seu mérito ancestral, Israel teve êxito, e por 400 anos eles se desenvolveram e se tornaram qualificados e sentenciaram-se a uma escala de mérito.

No decorrer do exílio, nós enfrentamos resistência externa e revelamos a força que não nos deixa unir, apesar de desejarmos nos tornar um. Esta força é dividida em quatro camadas de Aviut (a “espessura” do desejo), e é isso que o conceito de “400 anos” indica. Em geral, os colapsos e medidas semelhantes decorrem da estrutura inicial de HaVaYaH.

Se o mal, impedindo a integração completa, é manifestado, isto significa que os filhos de Israel completaram o exílio no Egito. Isso se aplica a nós: se nós queremos subir para o nível da recepção da Torá, ou seja, o método de correção, primeiro nós temos que nos sentir no exílio. Esse sentimento crescente traz ódio, rejeição, alienação e incapacidade de se unir aos três níveis de desejo egoísta que são chamados de “Egito”, e ao último, o quarto nível de carga do coração, que é chamado de “Faraó”. Sua manifestação é acompanhada das “dez pragas”, e, como resultado, nós saímos do Egito, ou seja, sentimos a necessidade de nos unir, apesar do mal que está sendo revelado, e fugimos do Faraó, prontos para receber a Torá.

Nós estamos chorando, chamando, e surge a força que nos conduz e eleva acima do desejo de receber. Agora nós não estamos no Egito, nós estamos acima do ego e, a partir deste momento, nós estamos prontos para nos tornar como um. A Luz que Reforma nos afeta, e no Monte Sinai, a montanha do ódio (Sinah), nós nos tornamos um povo.

Assim, nós começamos a correção do Egito, começamos a “raspar” esses desejos, camada por camada, e as elevamos à doação na propriedade de “AHP em ascensão”. No final, apenas as partes “inacessíveis” do desejo (o “coração de pedra”) serão deixadas no Egito, que será corrigido por último.

Assim, quando os fragmentos da alma geral de Adam HaRishon começam a se conectar novamente, as primeiras partes que se juntam a este processo são as “mais leves”, as partes mais sensíveis. Você e eu não entendemos que tipo de alma eram aquelas que partiram da Babilônia juntamente com Abraão e a qual fonte exatamente, a qual ponto da alma geral, pertence. Este é o ponto no coração Adam HaRishon. De qualquer forma, este é o processo de correção de acordo com o método da Cabalá.

Claro, a sabedoria da Cabalá é a ciência da mais alta ordem que pertence a toda a humanidade, abrangendo todo o vaso geral e não se limita aos seus fragmentos individuais. Ela contém toda a realidade começando no mundo do Infinito. No entanto, ela só é usada por aquelas pessoas que podem acrescentar esforços e acelerar em vez de se desenvolver “de acordo com o cronograma”. Sem esperar a correção no seu prazo, eles elevam MAN, ou seja, o pedido, com antecedência, e ajudam os outros a fazer o mesmo. Assim, a sabedoria da Cabalá é a propriedade de todo o mundo.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/06/13, Escritos do Baal HaSulam

Semana Do Livro Em Israel


A Feira Anual do Livro está ocorrendo em Israel, de 5 de junho a 15 de junho de 2013. A Feira do Livro realiza-se em 19 cidades e vilas em todo o país; é muito popular e é frequentada por centenas de milhares de pessoas anualmente.

Nossos livros podem ser encontrados sob o signo de cor vivas com o número “66”, denotando o nosso canal de TV e com o código QR exibido na tela do smartphone.

Para nós, um indicador de êxito na participação na feira é o número de pessoas que foram introduzidas aos nossos livros. Por exemplo, no ano passado nós vendemos e distribuímos mais de 5000 livros.

Este ano, nós decidimos dar fazer um salto qualitativo, daí o surgimento do código QR: qualquer um pode usá-lo para pode baixar todos os livros no smartphone de graça. Já durante o primeiro dia foram 2700 downloads cadastrados. Mas estes números estão longe de serem conclusivos, porque muitas pessoas encaminham os livros baixados para os seus amigos.

Na feira, nossos livros são organizados em seções com os seguintes temas: Família e Educação, Sociedade e o Sentido da Vida.

Boa leitura!

Nosso site: http://66books.co.il/en/

O Rei De Israel, Um Modelo Para As Pessoas

Dr. Michael LaitmanCada letra que é descrita no artigo “As Letras do Rabbi Hamnuna Saba, a Letra Samech“, na introdução ao Livro do Zohar, indica uma determinada palavra e sua ação. A letra Mem significa a palavra “Rei”. Portanto, por que o mundo não foi criado por esta letra? É como se não houvesse uma diferença entre a força de correção e o estado ao qual ela traz o objeto que corrige.

Mem é a força de correção, Malchut (o Reino) das forças. O Rei simboliza a dominação, e o mundo não pode existir sem um Rei, o que significa sem uma força de correção que persistentemente avança o desejo de receber para a correção, para o estado desejado.

Por um lado, um Rei é uma iluminação muito alta na qual a Luz de Hochma e a Luz de Hassadim, que vêm da cabeça de Arich Anpin, se conectam. Por outro lado, esta iluminação não pode dominar o mundo, já que preenche os seres criados. Os seres criados precisam de liberdade! Embora haja um Rei e haja Malchut, sua dominação deve ser aceita com alegria e boa vontade abaixo, para que o povo queira se parecer com o Rei por seu próprio livre-arbítrio.

Um Rei não deve ser um tirano e um ditador, mas um modelo e um símbolo que a pessoa deve alcançar. Este Rei governa, mas seu governo é bom e atrai as pessoas. Assim, o Rei de Israel difere do Rei das nações do mundo. O Rei de Israel não é um exemplo de dominação. Ele governa por sua santidade, por ser grande, sublime, corrigido e inteiro, e não pela força. Ele é muito poderoso, mas é um poder totalmente diferente, diferente de outros Reis.

Da 2ª parte Lição Diária de Cabalá 27/05/13, “O Livro do Zohar, Introdução”

Cabalistas Sobre O Povo De Israel E As Nações Do Mundo, Parte 6

Todos de Israel são responsáveis uns pelo outro.

“Há certo povo espalhado e disperso entre os povos”. (Notas entre parênteses são minhas) Hamã (a principal característica egoísta da pessoa, uma das manifestações do Faraó, Amaleque, etc), disse que em sua opinião, nós teremos sucesso em destruir os judeus (destruindo a conexão entre aqueles que anseiam pelo Criador numa forma maior e final), porque eles estão separados uns dos outros; portanto, a nossa força (o poder egoísta que nos afasta da doação e amor) contra eles certamente prevalecerá, uma vez que provoca a separação (daqueles que anseiam pelo Criador) entre o homem (de cada um deles) e Deus. E o Criador não irá ajudá-los de qualquer forma, uma vez que eles (através da distância um do outro) estão separados Dele. É por isso que Mardoqueu (a característica de doação numa pessoa) foi corrigir esse defeito (a característica de separação, Hamã numa pessoa), como está explicado no verso (em Megillat Ester): “Os judeus se reuniram”, etc., “para reuni-los, e defender sua vida”. Isso significa que eles mesmos se salvaram pela união (conexão com o Criador).

Escritos do Baal HaSulam, Shamati nº 144 “Há Certo Povo”

Um Empréstimo Em Termos Espirituais

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Paz”: Estas são as palavras do rabino Akiva: “O livro está aberto e a mão escreve”. Qualquer estado em que a geração se encontre é como um livro, e todos os malfeitores são como mãos que escrevem pois cada mal é gravado e escrito no livro até que eles acumulem a uma quantia que o público não o mais pode suportar. Nessa altura, eles arruínam esse estado mau e reorganizam-se num estado mais desejável. Então, toda ação é calculada e escrita no livro, isto é. no estado.

E ele diz, “Todos os que desejam pedir emprestado podem vir e pedir emprestado”. Isto significa que ele acredita que este mundo não é como uma loja aberta sem um dono, mas que há um dono presente, um lojista que permanece na sua loja e exige de cada cliente o preço certo pela mercadoria que ele está a levar da loja, isto é labuta na Sua obra enquanto ele é nutrido por essa loja, de uma maneira que é certa a o trazer ao propósito da criação, como Ele deseja.

Sua meta é atingir a doação. No entanto, a pessoa requer poderes para perceber isso, e ela não tem esses poderes. Ela os toma a título de empréstimo, mesmo que pretenda tudo para a doação. O mesmo ocorre se ela quiser reembolsar, isto é, não usar qualquer coisa para si. Ela usa o mundo inteiro para doação.

De acordo com os padrões do nosso mundo, é impossível declarar que uma pessoa como esta esteja tomando algo como empréstimo. Você percebe que nós pegamos um empréstimo para benefício pessoal. Aqui, tudo é diferente. A propósito, a proibição da Torá contra emprestar com interesse deriva disso. No mundo espiritual, nenhum empréstimo deve ser pago de volta com mais do que aquilo que foi recebido.

Portanto, as forças que eu não tenho no início eu tomo por empréstimo, mas não estou tomando para mim mesmo. Elas não são minhas. Eu só acrescento a elas um desejo pela doação. Em vez do Criador, eu doo a todos, e todo o meu objetivo é apenas transmitir essa doação de forma habilidosa, como se fosse de Suas mãos. Eu não tenho nada meu além do meu eu altruísta que contrai o desejo egoísta dentro dele e age acima dele. Portanto, eu não tenho nada a retornar.

Pergunta: Apesar de tudo isso, não está claro: Como uma pessoa pode pedir um empréstimo para si na espiritualidade?

Resposta: Eu disse que este é outro tipo de empréstimo. Você vê, eu não tenho os meus próprios poderes de doação. Além disso, eu (especificamente, eu) quero dar da mesma forma que o Criador. Eu tenho que transmitir e dar aquilo que Ele deseja para o mundo.

Este estado é descrito alegoricamente com uma metáfora que diz que o Criador quis dar às nações do mundo o método de correção. No entanto, elas não podiam aceitá-lo. Então, Ele usou um grupo de transição chamado Israel, que significa “direto ao Criador”. O povo de Israel é como um intermediário que conecta a Luz superior com o AHP. Graças a isso, Malchut pode subir à Bina e ser “adoçada” lá, de modo a passar a Luz de cima para baixo.

Isso é chamado de empréstimo só porque a pessoa não tem o poder de doação, e ela recebe isso do Criador. No entanto, ela não o utiliza para si, como é habitual no nosso mundo egoísta. Neste mundo, a pessoa procura primeiro beneficiar a si mesma, e depois, ela pensa no benefício dos outros, seja em questões financeiras, bem-estar ou prazer. Na espiritualidade, eu não peço para mim. Eu quero participar da vida do Criador. Esta participação se destina inteiramente à doação. Por isso, eu ativo todo o meu desejo no nível máximo. Tudo o resto eu mantenho temporariamente “fechado” sob a restrição.

Pergunta: Portanto, por que é necessário pedir um empréstimo como este para a meta de doar?

Resposta: Isso é chamado de subida, uma solicitação de correção (MAN). Do Criador, eu peço poder para ser capaz de examinar e corrigir a própria ação. Eu quero que Ele faça isso, como está escrito: “Revista-se em mim e realize a ação de doação”. É como uma criança que pede ajuda à sua mãe ou simplesmente chora e a mãe vem e ajuda. O problema todo é transformar num “choro infantil” internamente. E leva tempo para se aprender isso….

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/04/13, “A Paz”

Amigos Quem Nunca Vão Decepcioná-Lo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”: …cada membro de Israel tornou-se responsável de que nada faltasse a qualquer outro membro da nação. Só então eles se tornaram dignos de receber a Torá, e não antes.

Com esta responsabilidade coletiva, cada membro da nação foi liberado de se preocupar com as necessidades de seu próprio corpo e pode manter a Mitzva, “Ama a teu próximo como a ti mesmo” de forma plena, e dar tudo o que tinha a qualquer pessoa necessitada, uma vez que ele não se importava mais com a existência do seu próprio corpo, pois sabia com certeza que estava cercado por seiscentos mil amigos fiéis, que estavam prontos para prover-lhe.

Se nós conseguirmos nos conectar, e através disso alcançar a garantia mútua, ninguém será capaz de abalá-la. Você vê, o poder do Arvut influência a todos, e se cada um sente que seu ego foi neutralizado, vai parar de se preocupar consigo mesmo e simplesmente não vai estar pronto para ser egoísta. O poder do Arvut neutraliza necessariamente o narcisismo em todos, e neste tipo de ambiente ninguém pode permanecer sem correção, ou seja, sem autoanulação em relação aos outros. O ambiente anula as necessidades egoístas da pessoa fornecendo-lhe tudo o que ela precisa.

Com o suficiente apoio cuidadoso do ambiente, as minhas preocupações comigo mesmo desaparecem. É assim que funciona a rede que nos conecta e é impossível livrar-se dela. Eu estou ligado com todos eles através de milhares de laços e inúmeros fios. O ambiente me ativa. Não faz diferença se eu quero ou não. Os mecanismos da rede são um fato, e, portanto, uma vez que o grupo fornece as minhas necessidades, elimina o meu desejo egoísta. Então, eu sou livre.

Portanto, se a pessoa está conectada ao grupo, ela deve receber dele toda a força que precisa, a fim de relaxar. Ela não tem mais preocupações consigo mesma. Ela simplesmente não está preparada para “fazê-los”, porque o grupo os apaga imediatamente.

Mesmo hoje eu estou numa rede coletiva, mas sinto que não estou recebendo nada dela, como isso ou qualquer outra coisa que eu precise. Todos os receios são derivados disso. Nós estamos totalmente ligados. Dentro da rede de fios que nos ligam, se eu sinto que me falta alguma coisa, então eu fico apreensivo. Eu temo por mim mesmo, pensando: “O que vai acontecer comigo?”.

No entanto, no grupo certo, depois que eu organizo as conexões entre nós, eu acho que estou totalmente seguro. Isso neutraliza todos os meus medos e eu já estarei livre para além das limitações do nosso mundo.

Afinal, o “nosso mundo” é a realidade em que nos sentimos mais ou menos ligados, dependentes uns dos outros e influenciando uns aos outros de forma negativa. Aparentemente, todo mundo aqui não se encontrada em seu lugar. Esta mútua conexão negativa nesta rede comum é o nosso mundo egoísta.

Por outro lado, quando eu entro num grupo de Cabalistas, eu construo a conexão correta com os componentes mais próximos do sistema. Não é por acaso que vim para um grupo; pelo contrário, como eu estou realmente ligado aos amigos, eu não estou apenas passando o tempo com um grupo de pessoas que são como eu. Agora que eu sou atraído à Fonte, isso me direciona para me conectar com alguém próximo a mim na rede espiritual, e mesmo que eles vivam a milhares de quilômetros de distância de mim na rede física, apesar disso, eu os encontro.

Assim, de acordo com o grau de proximidade, um sistema de relações é desenvolvido entre nós até que isso me supra com um estado onde eu me sinta livre de preocupações comigo mesmo. Isto já é a primeira fase de autoanulação. Na segunda etapa, os amigos elevam o superior aos meus olhos: o grupo, o Criador, o Doador.

Por conseguinte, a influência do grupo está dividida em duas partes: a primeira é que ela neutraliza o desejo egoísta dentro de mim. Os amigos me dão a sensação de que estão preocupados comigo o tempo todo, não importa o que possa acontecer. No passado, as minhas preocupações comigo mesmo formaram um futuro terrível para mim. Agora, os amigos me dão um futuro seguro. Apenas um grupo está pronto para fazê-lo. Ele me supre com Luz Circundante que corresponde aos meus desejos voltados para o futuro. Somente os amigos podem extinguir isso e, assim, a sensação de amanhã desaparece de tal forma que eu sinto além do tempo. Esta é a primeira condição. O grupo neutraliza a preocupação egoísta com o presente e o futuro em mim.

Em segundo lugar, eu também preciso de uma força que me atraia para o superior. Em nome disso, com toda a sua força, os amigos elevam a importância da meta, o Criador, o professor, o grupo aos meus olhos; em outras palavras, a importância de todos os meios ao quais devo me segurar.

Desta forma, através da rede coletiva que desenvolvemos no grupo, eu atinjo a autoanulação.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/04/13, Escritos do Baal HaSulam “A Garantia Mútua”

Seguir O Sábio Conselho De Jetro

Dr. Michael LaitmanA preparação para o trabalho espiritual geral consiste em várias etapas que são descritas como fábulas. O trabalho espiritual em Grupos de Dez é descrito na Torá na seção sobre Jetro. Jetro era o sumo sacerdote em Midiã, e também sogro de Moisés, pai de sua esposa Zípora (Séfora). Moisés viveu na casa de Jetro quando fugiu da presença do Faraó e, realmente, é de acordo com as suas instruções que a estrutura da nação de Israel foi formada.

É de se preguntar porque um sacerdote de Midiã, um dos sábios das nações do mundo, trouxe esse conhecimento para a nação de Israel e sabia como formar cada um dos seus campos para que eles pudessem entender melhor as leis e se comportar corretamente de acordo com a sentença do Senhor. O que esses conceitos sutis, que têm a ver com as correções internas da nação, têm a ver com um sacerdote de Midiã que lhes diz como organizar a nação?

Jetro aconselha Moisés depois que ele já recebeu a Toá! Isto pode parecer muito estranho, mas o método de organizar a nação provém da sabedoria das nações do mundo, como está escrito: “Se uma pessoa lhe diz que há sabedoria entre as nações do mundo, acredite nela”. Além disso, Jetro não é um estranho. Na verdade, ele conecta o desejo de receber à Torá, ao desejo de doar.

Nós avançamos de acordo com os passos que a Torá dita, e ela determina como devemos nos dividir em Grupos de Dez, e depois em grupos de cem, mil, e assim, avançar em nosso trabalho espiritual. É uma divisão natural de acordo com a nação que deve existir num grupo. Uma multidão simples saiu da Babilônia, e Abraão, Isaque e Jacó começaram a organizá-la numa nação.

Eles não vagaram de um lugar para outro em suas viagens. O grupo saiu do ego geral, da Babilônia. Eles se separaram dos babilônios e se estabeleceram num lugar cercado pela Babilônia por todos os lados. Neste local, eles passaram por todas as etapas chamadas de Abraão, Isaque e Jacó. Em seguida, eles atingiram o estágio em que começaram a sentir que o ego os separava – o exílio, a distância – apesar do seu forte desejo de se conectar, como eles aprenderam com seus antepassados. Depois que este grupo recebeu o método de conexão dos seus antepassados, eles já conheciam os estágios de avanço para a revelação do Criador. Eles entenderam que tudo é revelado somente na conexão entre eles, “Ama teu amigo como a ti mesmo”, do qual se chega ao amor do Criador.

No entanto, quando eles realmente começaram a trabalhar na conexão entre eles, seguindo os conselhos dos três níveis superiores de Abraão, Isaque e Jacó, eles começaram a sentir o quão difícil é realizar isso. Eles entenderam como este trabalho é desgastante e quão impotente os deixa. Eles passam por 400 anos de exílio e perdem totalmente a esperança.

Nós tentamos nos preencher através de diferentes ações externas apenas para encontrar novos poderes. No entanto, todas essas inovações são sempre externas, mesmo que aprendamos outra coisa nova e organizemos uma nova Convenção. Está tudo muito bem e certo, mas não leva ao avanço significativo. Nós ainda estamos construindo “Píton e Ramsés”, o que significa que nos esforçamos para descobrir que não há esperança!

Então, um tipo mais intensivo, eficiente e focado de trabalho começa nos Grupos de Dez, e nós vemos que, se quisermos ser incorporados no trabalho espiritual, temos primeiro que nos dividir em Grupos de Dez.

Há uma fase em que nós temos que nos dividir. O trabalho nos Grupos de Dez já avança de acordo com as normas que decorrem do conselho dos Cabalistas e especialmente do Rabash, que formulou todos os princípios do trabalho em grupo com base no método do Baal HaSulam. Nós temos tudo o que precisamos para este trabalho, mas temos que aprender a estrutura especial do Grupo de Dez, como construí-la e como cumprir o método de conexão que é o método para a revelação do Criador.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/05/13, Palestra sobre Dezenas