Textos na Categoria 'Israel'

Num Campo De Tensão Cada Vez Maior

Dr. Michael LaitmanToda a realidade, com exceção de nós, encontra-se num estado de repouso e espera o nosso trabalho. Tudo está aparentemente evoluindo e mudando a cada momento, mas sem qualquer liberdade de escolha. O resultado da cooperação entre a Luz e o Kli que se encontra em oposição a ela, se projeta, estende e evoluiu para baixo, e influencia o mundo cada vez mais.

A ligação entre a Luz e o Kli, entretanto, é criada sem a nossa participação, sem uma tentativa de estabelecer uma ligação adequada entre eles. E se não os ligarmos corretamente, estas duas linhas de força vão evoluir cada vez mais para baixo, paralelamente entre si, e vão influenciar a nós que estamos entre eles.

O mundo inteiro se encontra num campo entre essas duas forças, positiva e negativa: inanimado, vegetal, animal e falante (a humanidade), e dentro dele também Israel. As forças positivas e negativas evoluem cada vez mais de cima para baixo, o que significa que são reveladas uma contra a outra com intensidade cada vez maior, onde a negativa e a positiva são criadas mais opostas uma a outra.

E se nós, com o nosso livre arbítrio, não pudermos ligá-las e completá-las da forma correta, então elas vão descer a um nível ainda mais baixo e causar ainda mais problemas. Tal como se houvesse uma tensão -10 oposta a uma tensão +10, e isso se tornasse -100 oposta a +100; isto é, a oposição entre elas torna-se muito maior. Portanto, os problemas crescem e se tornam maiores, e nós não temos escolha, e elas nos obrigam a fazer algum tipo de ligação entre o positivo e o negativo.

Se nós criamos uma ligação como esta, toda a natureza inanimada, vegetal, animal, e todas as nações do mundo, também merecem uma supervisão mais equilibrada, o que significa uma vida tranquila. Não há mais tal oposição forte entre negativo e positivo, antes pelo contrário, há algo que os liga. A força positiva fornece a intenção e a força negativa fornece o desejo, e se combinarmos intenção e desejo corretamente, em seguida, toda a criação vai desfrutar o fruto desta aliança. É assim que funciona.

Todas as forças egoístas negativas, todos os malvados (Nabucodonosor, Amaleque, Hitler), que coletivamente são chamados de “Faraó”, não têm livre arbítrio. Portanto, não há nada para amaldiçoar ou culpá-los; pelo contrário, é necessário apenas compreender que ninguém pode corrigir a situação, exceto aqueles que têm livre escolha, que têm uma inclinação natural para a correção do mundo.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/08/13, O Zohar – Introdução

O Depósito De Segurança Que O Criador Deixou Na Criação

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Capítulo “BeHukotai“, item 30-31: Há uma alegoria sobre um homem que amava seu amigo. Ele disse: “Na verdade, já que eu te amo tanto, eu quero morar com você”.

Seu amigo perguntou: “Como posso ter certeza de que você vai morar comigo?” Então, ele pegou os pertences mais valiosos e os trouxe para seu amigo e disse: “Aqui está uma garantia de que eu nunca vou me separar de você”. Da mesma forma, o Criador quis morar com Israel. Ele deu Sua preciosa Shechiná, rebaixou-A a Israel e disse: “Aqui está minha garantia; ela mostra que nunca vou Me separar de você”.

Mesmo que o Criador fosse retirado de nós, sua garantia ainda está conosco, já que a Shechiná nos acompanha no exílio. Nós preservamos Sua jóia, e quando chegar a hora, Ele vai nos pedir para devolver a garantia, e Ele vai voltar e ficar conosco. No entanto, enquanto Israel ainda está no exílio, ele mantém a garantia do Criador e nunca vai abandoná-la.

O Criador criou o desejo de receber. Ele o desenvolveu com a ajuda da Luz Superior e o preenche indefinidamente. Todos os outros estados existem apenas na percepção da criação. O Criador parou de atuar nos quatro estágios da Luz direta. Ele parou na fase de Malchut do mundo do infinito. Ao agir desta forma, Ele “entregou-Se” à criação, e mais tarde a criação passou a atuar para alcançar seu Criador.

Portanto, todas as Suas ações estão associadas com a criação. O Criador deu a Si mesmo como uma “garantia” à criação, preenchendo-a com revelações viáveis, amor e Luz. A tarefa da criação é atingir o perfeito estado potencial que pode ser alcançado entre o Criador e a criação. O desenvolvimento completo trata-se apenas desse processo.

É por isso que se diz: “Eu, HaVaYaH, não mudo” e “a Luz está constantemente em estado de repouso absoluto”, o que significa que o Criador já fez a sua parte do trabalho; Ele estabeleceu-Se para sempre na criação e fundiu-Se com ela infinitamente. No entanto, a criação tem que realizar várias ações por conta própria, a fim de sentir completamente Aquele que a criou, que a preenche, com quem ela se adere, e assim descobrir a “garantia” que o Criador deixou nela. Até agora, a garatia está oculta dentro da criação e está aguardando a criação revelá-la, por sua disponibilidade em revelar o Criador através da obtenção de qualidades semelhantes a Ele.

Toda a ocultação só existe quando olhamos para ela do ponto de vista da criação. Quando dizemos que “o Criador está em ocultação”, são só palavras; na verdade, a “bola” está nas mãos da criação. De acordo com as leis atuais, as propriedades e as condições que foram passadas à criação por Ele, tudo depende apenas do menor.

É claro que não está em nosso poder mudar a base da criação nem podemos alterar o HaVaYaH original. Nossa tarefa é subir ao infinito de acordo com as mesmas leis. Ao mesmo tempo, a velocidade e natureza da nossa elevação dependem unicamente de nós. Nós podemos agir livremente dentro dos limites da lei que define as relações entre a Luz e o desejo, até que, finalmente, encontramos o Criador dentro de nós, percebemos que Ele já está presente, e que Ele nos espera para Se revelar. Assim, por um lado, tudo acontece de acordo com as leis superiores, razão pela qual estudamos o capítulo chamado “BeHukotai“, no entanto, nós somos os únicos que devemos revelar a Luz.

Da preparação para a Lição Diária de Cabalá 19/06/13

O Local De Encontro Com O Criador Não Pode Ser Mudado

Dr. Michael LaitmanRav Kook, “O Propósito de Israel e a Especificidade do seu Povo”: Há uma necessidade de mais estudo em muitas gerações que define o início do elevado ideal de servir ao Criador dado a Israel. Seu objetivo é a elevação da humanidade inteira.

Isso só pode ocorrer através da elevação do povo de Israel — as pessoas que começaram a iluminar a escuridão do mundo e devem terminar o que foi começado. Somente em sua própria luz, percebendo claramente a importância e a missão, vai-se aprender quão sublime e belo é este objetivo.

Comentário: A responsabilidade pela humanidade impõe mais responsabilidade sobre Israel e cria maiores exigências em relação ao trabalho interno do grupo.

Resposta: Eu preciso do grupo a fim de obter energia deles. O grupo é meu superior. Eu constantemente recarrego minha “bateria” no grupo; eu encontro com o nosso poder comum nele, com o Criador, e baseado nisso, eu apelo a um público amplo.

O grupo é “Israel”, de cujo ambiente eu posso sair para as pessoas, para toda a humanidade. Para manter contato com a tarefa, com o objetivo, com o Criador, com o método de correção, com a força que nos une — a força do amor e apoio entre nós — eu tenho que estar no grupo. Caso contrário, não tenho nada com o qual “alcançar as pessoas” porque não tenho força nem a abordagem certa.

Pergunta: Portanto, em seus artigos sobre o grupo, Rabash queria nos explicar como sermos “recarregados” pelos amigos para transferir energia adicional?

Resposta: Claro. Em geral, cada Cabalista disse tanto quanto podia revelar em sua geração. Portanto, o Baal Shem Tov começou a implementar o método sob a forma de Hassidismo, e depois o Rav Kook, Baal HaSulam e Rabash continuaram esta revolução, apesar da resistência.

Pergunta: Então, hoje só é possível revelar o amor e dar satisfação ao Criador trabalhando com um grande público?

Resposta: Sim. Você chega a um grupo e se une com os amigos em amor fraterno para reunir forças e poder tomar o caminho certo para transformar as massas. Entre eles é que você vai descobrir a necessidade do Criador. Sua relação com Ele vai se manifestar lá. Lá, entre as pessoas, Ele habita. “Você quer me encontrar? Por favor. Eu estou lá e em nenhum outro lugar”.

Esta é a especificidade do nosso tempo na “era do Mashiach (Messias)”; nós realmente começamos a implementar o método, saindo para “o povo”. Nós nos preparamos apenas no grupo, ele nos dá força, mas a ação em si é realizada entre as massas, onde estamos construindo o “Terceiro Templo” dos vasos quebrados do mundo inteiro.

É por isso que o Baal HaSulam diz que a libertação de Israel só é possível depois de que o mundo inteiro descobrir sobre o método de correção devido ao nosso trabalho com o público externo, assim como Faraó conhecia o Deus de Israel e concordou em deixar o povo sair.

Ao trabalhar com desejos externos, nós não os corrigimos de uma só vez, mas iniciamos o processo de classificação e a correção dos vasos pertencentes aos mundos de BYA e na mesma medida saimos do exílio. Afinal, o “exílio” para os vasos de doação é a incapacidade de corrigir o mundo. “Libertação” significa que podemos levar os vasos quebrados dos mundos de BYA da humanidade, elevá-los ao Criador e, assim, dar satisfação a Ele, permitindo que você os abra.

Ao fazer isso, nós somos apenas intermediários, o elo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/08/13, Escritos do Rav Kook

Cabalistas Sobre O Povo De Israel E As Nações Do Mundo, Parte 7

A Missão do Povo de Israel

Quando os filhos de Israel encontrarem a perfeição, as fontes de inteligência e conhecimento deverão fluir para além das fronteiras de Israel e abastecer todas as nações do mundo, como está escrito (Isaías 11), “pois a terra se encherá do conhecimento do Senhor”, e como está escrito, “e deve vir ao Senhor e à Sua bondade”.

Baal HaSulam, “Introdução ao Livro Panim Meirot uMasbirot“, Item 4

Além disso, a nação israelita deve qualificar a si mesma e a todas as pessoas do mundo através da Torá e Mitzvot, para se desenvolverem até tomar para si essa obra sublime do amor ao próximo, que é a escada para o propósito da criação, que é Dvekut com Ele.

Baal HaSulam, “Arvut (Garantia Mútua)”, Item 20

… A nação israelita tinha sido construída como uma espécie de portal através do qual as centelhas de pureza brilhariam sobre toda a raça humana em todo o mundo. E estas centelhas se multiplicam diariamente, como aquele que dá ao tesoureiro, até que eles estejam preenchidos suficientemente, isto é, até que se desenvolvam de tal forma que possam compreender a agradabilidade e a tranquilidade que são encontradas no núcleo do amor ao próximo. Pois eles vão saber como mudar o equilíbrio para a direita e colocar-se-ão sob Seu fardo, e a escala do pecado será erradicada do mundo.

Baal HaSulam, “Arvut (Garantia Mútua)”, Item 24

Por Que Sofrer?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Arvut (Garantia Mútua) “: Mas devido à queda da natureza humana para o nível mais baixo, que é o amor-próprio que rege irrestritamente a raça humana, não havia mais como negociar com eles e persuadi-los a concordar em assumir, mesmo como uma promessa vazia, sair deste mundo limitado para espaços amplos de amor ao próximo. A exceção foi a Nação de Israel, pois eles foram escravizados no selvagem império Egípcio por terríveis quatrocentos anos.

Nossos sábios disseram: “Como o sal adoça a carne, a agonia poli os pecados do homem”.

Pergunta: O povo de Israel sofreu ao longo de sua história, e eu não vejo como isso ajudou. Afinal de contas, a correção é feita pela Luz. O que os tormentos nos dão?

Resposta: Na verdade, essa é a forma como isso é apresentado e nós somos guiados por aquilo que vemos. Cada um de nós tem nossos próprios “óculos” e nada pode ser feito.

Você acha que o exílio egípcio foi um período de sofrimento físico, mas aos meus olhos foi a revelação espiritual do mal. Você considera que tenha sido o ataque do Faraó, mas eu considero como um surto da inclinação ao mal. Os egípcios atormentam você externamente, e eu, internamente. Sob uma chuva de golpes, você fugiu do Egito geográfico, e eu do Egito interior. O aspecto espiritual é tão forte que eu experimentei o exílio egípcio, e não externamente, mas principalmente como problemas internos. Eles me tiraram do Egito para alcançar o mundo de Atzilut. Para você, isso foi o suficiente para se livrar da opressão física do Faraó, da escravidão externa.

A mesma distinção é característica do mundo contemporâneo. Nas dificuldades e problemas atuais, eu vejo um apelo, um gatilho necessário para nos movermos à meta. Você os percebe como uma maldição ao invés de um meio para o avanço. Você quer evitá-los, e eu, ao contrário, digo que não devemos fugir deles, mas sim devemos nos autocorrigir para que em vez de males, nos sintamos confortáveis, benevolentes, e seguros no mundo futuro.

Hoje, quando o processo se esforça para alcançar a redenção geral, torna-se ainda mais claro que não há para onde correr. Isto significa que se o povo judeu não iniciar o processo de autocorreção, eles terão que enfrentar as misérias por todos os lados, impasses econômicos, emocionais e físicos, seja onde for: em Israel, nos Estados Unidos e em outros lugares.

O lugar mais seguro é a terra de Israel. Seu povo terá que lutar fisicamente, mas principalmente internamente. É por isso que nós temos que difundir o conhecimento Cabalístico em Israel, e acima de tudo temos que disseminar a metodologia da educação integral. Afinal, depende do quanto somos capazes de transferir o povo judeu enfrentando problemas como batalhas convencionais para uma batalha espiritual.

As pessoas devem entender que se lutarmos internamente para nos unir, vamos “amolecer” e “adoçar” forças negativas. Eles não as destroem, o que é impossível, mas as transformam em boas e úteis. A unidade vai nos permitir ficar mais fortes, fazendo com os nossos inimigos se retirem. Nós não teremos que lutar com eles e eles vão parar de lutar conosco. Pelo contrário, eles virão até nós para aprender os caminhos para se unir.

Afinal de contas, a separação irá afetá-los ainda pior do que nós. Em Israel, isso leva a conflitos políticos; em outras áreas, todos os dias dezenas e centenas de pessoas são mortas, e o caos só vai continuar crescendo.

Portanto, se quisermos paz e harmonia, temos que começar aqui. Nós não temos escolha. E não faz sentido se debruçar sobre as aflições físicas dos judeus no Egito. Neste caso, você não entende isso, e todas as outras catástrofes que se abateram sobre os judeus ao longo da história, seja a inquisição, pogroms, ou o Holocausto. Claro, isso não pode ser explicado do nosso nível atual, já que não vemos toda a realidade ou todo o sistema para entender o que está acontecendo ou suas causas.

Em suma, é uma deficiência qualitativa e nós estamos numa fase muito importante, crucial.

Em geral, as nações do mundo pressionam inconscientemente o povo de Israel para lhes ensinar a metodologia de correção. E a pressão pode assumir várias formas.

Mas o que é surpreendente: antes que as nações do mundo cheguem a Israel, elas vão lutar entre si. No entanto, nós já podemos ver em torno do que toda a “trama” gira. Israel é quase invisível no mapa; no entanto, é o verdadeiro centro dos eventos, e com o tempo, esse fato vai aparecer de forma mais clara.

Em última instância, os processos atuais obrigam o povo judeu a se unir, para dar o exemplo ao mundo, para levar todos à unidade global, e para elevar a humanidade.

Este é o “esquema” simples. No entanto, em nosso mundo, ele é implantado em investimentos multibilionários, exige enormes recursos, e afeta diretamente milhões de pessoas, transformando este mundo numa arena do comércio incontrolável.

A Largura E A Altura

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Shofar do Messias”: E não foi suficiente que eles pudessem sair por si mesmos. Deve-se entender de onde terão as nações do mundo tal desejo e ideia. Eu sei que isso é através da disseminação da verdadeira sabedoria, de modo que elas certamente verão o verdadeiro Deus e a verdadeira lei.

Nós estamos falando de processos internos, cujos eventos externos são suas projeções. E o significado é que hoje o “cenário egípcio” é impossível. Deve ficar claro para todos os desejos que a pessoa tem que sair deles e chegar à doação. Assim, a salvação é impossível na projeção sobre o mundo externo até que todo o desejo de receber, ou seja, o mundo inteiro reconheça a sua necessidade.

Portanto, nós somos obrigados a realizar a maior disseminação possível da Cabalá em todo o mundo. É necessário que as nações a recebam de nós, na medida em que possam compreendê-la. Se elas não recebem este método, não o reconhecem e não concordam com ele, então os filhos de Israel, isto é, aqueles em quem a centelha de anseio pelo Criador queima, não têm capacidade de se elevar e corrigir.

É por isso que nós precisamos realizar nosso trabalho em todo o mundo o mais amplamente possível e com a máxima intensidade. Afinal, nós não vamos subir sem a disseminação externa em todas as direções. Esta é a lei espiritual: as nações do mundo são fortes em quantidade, em largura, e nós em qualidade, em altura. Diz-se sobre Israel que é ele pequeno entre as nações, mas é capaz de subir.

Assim, todo o nosso sucesso depende das nações do mundo. Nós saímos para disseminar e atender um público amplo, querendo agradar ao Criador acima de tudo. Nós aproximamos as pessoas Dele, para que neles a unidade seja revelada, ou seja, essa pequena iluminação pela qual nós mesmos, como um elo de transição, somos capazes de agradá-Lo.

É por isso que nós levamos a sabedoria da Cabalá ou a educação integral às massas, com a intenção de aproximar o mundo inteiro do Criador, a fim de agradá-Lo. Ao nos dirigirmos ao mundo, nós mantemos o princípio do “ame ao próximo como a ti mesmo”, que é o amor de criaturas lutando pelo amor do Criador. Essa é a abordagem em que o sucesso é inerente.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/08/13, Escritos do Baal HaSulam

A Crise Mundial Como Preparação Para A Oração

Dr. Michael LaitmanIsrael não pode crescer sem orar por todos os outros que estão em seus desejos egoístas e sequer estão cientes disto. Esta oração deve ser apenas para as necessidades dos outros, não importa em que estado nos encontramos. Se nós temos a centelha espiritual, temos que trabalhar em prol da doação na fé acima da razão.

A coisa mais importante é a oração, nada mais. Toda ação é mais útil e eficaz quanto mais rapidamente nos leva à oração. Nós precisamos escolher as ações em nossas vidas que nos levarão de forma mais concisa, direta, segura e precisa à oração.

A oração deve ser “a oração coletiva” que é “dupla”, ou seja, eu peço pelo inferior, pelo “coletivo”. Chama-se oração “coletiva” não porque eu peço para mim mesmo e para o outro, mas porque para ele essas forças não estão unidas em torno do Criador. Não há nenhuma intenção, nenhuma capacidade de conectá-las.

Recentemente, há uma crise crescente em todo o mundo que precisa ser vista como preparação para a oração. Qual é a relação entre eu e a inundação na China, a erupção vulcânica na Islândia, a agitação no Egito, e a guerra civil na Síria? Eu não posso acreditar que tudo isso só acontece para eu formar a minha oração. Falta-nos sensibilidade, compreensão e entendimento do sistema para reconhecer que isso é realmente assim. Mesmo com esses eventos claramente revelados e tangíveis, é difícil para nós ver a sua conexão conosco.

Disso nós podemos entender por que o Baal HaSulam queria falar com Ben Gurion para explicar-lhe por que ele foi à Polônia para a greve dos trabalhadores. A administração superior envolveu os judeus em todos os eventos de modo que todos esses estados lhes trouxessem à oração.

Quando a imagem verdadeira nos for revelada, vamos ver como tudo passa através de nós como por uma lente de focalização dos raios de Luz. No final, o universo inteiro se torna comprimido através de nós como por um buraco de uma agulha. Assim, a conexão entre todos os raios de Luz e a fonte é estabelecida.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 22/08/13

Trabalhar Ou Filosofar?

A espiritualidade não é alcançada pelo trabalho na mente, como é dito: “sabedoria entre as nações: acredite; a Torá entre as nações: não acredite”. Isso significa que a Luz que Corrige não está entre elas. Por isso, elas são chamadas de as nações do mundo, e não de Israel ainda. Este é o foco de todo o debate: ​​Quem alcança o Criador e quem não alcança? O que é realização?

À medida que adquirimos vasos de doação e da sensação neles, alcançamos o Criador, o que significa os fenômenos que ocorrem nos nossos vasos de doação. É impossível alcançar qualquer outra coisa, exceto por um sentimento nos nossos vasos. O simples desejo inicial de receber se expande e adquire uma nova ordem. Antes, ele se espalhou em muitas partes contraditórias que sentiam a si mesmas como Israel e as nações do mundo, parentes e estranhos distantes.

Tudo isso pertencia ao meu desejo de receber, mas parecia todo um mundo que está ao meu redor em diferentes formas. Meu papel é o de conectar tudo isso em um só, coletar todas as peças e anexá-las a mim, tratando-as com amor. Eu tenho que entender que tudo foi dado a mim para me corrigir, o meu ponto no coração, com o qual eu adquiro a intenção correta em relação a todos os meus inimigos, aqueles que me odeiam e estranhos, enquanto eu começo a percebê-los como partes da minha alma. [Leia mais →]

Um Mundo De Misericórdia Sem Malícia

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa a inclusão nas deficiências dos outros? Como isso acontece?

Resposta: Quando você está preocupado com os outros, você está incluído em todas as suas deficiências. Dizem que por meio de cinco pessoas você está conectado com o mundo inteiro. É lógico que se os nossos grupos trabalham com a disseminação, por exemplo na América do Sul, onde hoje perto de meio bilhão de pessoas vivem lá, então através da conexão com alguns milhares de pessoas, por meio da rede geral, elas recebem as deficiências de dezenas e até centenas de milhões de pessoas.

Nossos grupos disseminam a educação integral a todos os cantos do mundo e dessa forma eles despertam esta conexão. É lógico que todas as deficiências pegas numa “rede de pesca” alcançam o nosso centro, e a partir daqui o método de correção é produzido. E nós absorvemos as deficiências do mundo inteiro e continuamos a elevá-las ao Criador, a “Malchut de Ein Sof”, querendo ser “como um homem com um coração”.

Quando nós trabalhamos sob a forma de uma pirâmide como essa, nós corrigimos todo o mundo e realizamos o trabalho que é chamado de “trabalho dos Kohanim – sacerdotes”, o trabalho confiado a Israel. Todas as deficiências humanas pertencem ao mundo material: a necessidade de alimento, sexo, família, dinheiro, respeito e conhecimento. Mas nós chegamos a uma crise em que não estamos preparados nem para satisfazer os desejos terrenos sem a conexão correta entre nós. E esta quebra é descoberta cada vez mais, todos os dias.

Anteriormente, nós sofríamos vários problemas particulares, desunião na família, problemas no trabalho e problemas na educação dos filhos. Estes problemas não ameaçavam diretamente nossa existência. Mas hoje os problemas já subiram para o nível da ecologia geral, saúde, desagregação do conceito de família e desemprego em massa. Estes são simples problemas diários dos quais depende nossa existência neste mundo.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 14/08/13

A Cena Da Disputa

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Exílio e Redenção”: É por isso que nossos sábios disseram, “Israel é a mais feroz das Nações,” como alguém que tem a mente mais ampla é mais obstinada.

Esta é uma lei psicológica. E se você não me entende, vá e estude esta lição entre os membros contemporâneos da nação: enquanto nós só começamos a construir, o tempo já revelou nossa ferocidade e assertividade da mente, e o que alguém constrói, o outro arruína.

…Isto é conhecido de todos, mas há apenas uma inovação em minhas palavras: eles acreditam que no final, o outro lado vai compreender o perigo e vai  curvar sua cabeça e aceitar sua opinião.

Isto é exatamente como os diferentes partidos no parlamento — membros do mesmo partido e qualquer pessoa contra si mesma — brigam. Essa divisão significa que tudo está em contraste com o resto. Todos insistem naquilo que acreditam. Todos guardam zelosamente seus próprios pontos de vista, esperando seu rival sucumbir e concordar com eles. Os partidos insistem e se enfrentam, competindo sobre quem é mais forte e quem é mais determinado. Não importa qual abordagem é a mais justa, uma vez que estão todos atrás de quem governará. Todos estão procurando meios de dominar os outros pela força ou astúcia.

Não há esperança de paz e correção em tais condições. É claro que as pessoas estão sob a dominação de todos estes rivais e nunca vão realmente se beneficiar do “circo” no topo.

Nós, no entanto, não devemos tomar nenhuma parte nesta briga. Nós nos voltamos para as pessoas apenas por uma razão: para conectar todos e estabelecer um exemplo de como a conexão nos ajuda a organizar as coisas e ganhar. Não se trata de superar os outros, mas de derrotar os problemas. Esta é a única maneira que podemos agir, e isto é realmente o que o Baal HaSulam tentou transmitir a Ben Gurion (o primeiro primeiro-ministro Israelense) e a outros líderes. Ele tentou explicar como estabelecer as relações corretas no governo e como construir a sociedade e o estado.

De um modo geral, nós podemos fazer parte governo global, estadual ou municipal, mas somente se vocês forem fortes o suficiente para manter a conexão entre todos e constantemente trabalhar nisso. Nesse caso, não faz diferença que assunto é discutido, seja segurança nacional, educação, habitação, problemas de diferentes partes da população e assim por diante. Você só diz uma coisa: é possível corrigir isso com base na conexão e nós temos que estabelecer as relações corretas entre as pessoas. Mais tarde, com base nisso, nós podemos resolver qualquer problema (se algum for deixado) após nos conectarmos corretamente.

De acordo com esta abordagem, nós não participamos da discussão geral, mas sim acumulamos o poder dado a nós pelo povo, de modo que, no final, nós sujeitaremos todas as disputas por meio da solução principal, que é a necessidade da educação integral e da conexão das pessoas. Mesmo se elas não acreditarem em nós, é importante que alcancemos um acordo mútuo que nos permitirá cumprir este método. Isso já trará as mudanças.

Nós nunca devemos discutir com ninguém sobre nada, não importa o quê, exceto o principal: que nós só podemos chegar à uma solução através da educação integral e da conexão entre nós.

Esta é a diferença entre nós e os outros, já que eles discutem a solução para um determinado problema, enquanto nós falamos sobre os meios universais, sobre a abordagem que devemos realizar a fim de resolver qualquer problema. De um modo geral, nós vemos o mundo como um meio para a correção, e eles o veem como uma arena para as suas atividades. Nós pensamos que devemos corrigir a nós mesmos, e eles acreditam que nós devemos corrigir o mundo. É uma enorme diferença, a diferença entre a causa e o efeito.

Alguém pode querer saber como a conexão é relevante para a habitação, para o sistema educacional e outros problemas. Nós dizemos que devemos nos conectar primeiro e depois resolver os problemas. Enquanto isso, as pessoas recebem a educação integral de forma gradual, e os problemas desaparecem. Quando a natureza da pessoa muda como resultado do método correto de ensino, ela já começa a olhar a vida de forma diferente.

Nós ainda devemos esclarecer esse mecanismo, mas já está claro que há vantagens e desvantagens nessa abordagem. A vantagem é que nós não lutamos contra os outros no seu território. Enquanto eles lutam, nós ficamos de fora, já que sabemos que nenhuma das suas soluções vai funcionar, mas apenas a nossa solução. Por quê? Porque eles não entendem o mais importante: que o problema do mundo é a falta de conexão. É daí que se originam todos os problemas. Portanto, em vez de discutir um número infinito de problemas, nós devemos tratar a raiz dos problemas: o fato de que estamos separados.

No entanto, a fim de fortalecer e ativar os meios e os recursos necessários para realizar a educação integral, nós precisamos de grande apoio do público. Nós temos que nos voltar ao público, evitando quaisquer discussões, e receber o poder das pessoas. Não precisamos do poder a fim de provar que uma pessoa derrotou outra. Pelo contrário, nós trabalhamos onde não temos nenhuma competição. Ninguém mais pode estar onde estamos.

Por outro lado, esta também é uma desvantagem. As lutas entre elas são evidentes. As pessoas saem às ruas para alcançar algo, e os líderes falam sobre isso. Nós somos muito abstratos, vagos e pode parecer que falamos sobre uma fantasia de alguma conexão confusa entre as pessoas. No entanto, se tivermos sucesso em explicar que o verdadeiro poder está na conexão entre nós e que ela nos ajudará a mudar nossas vidas, nós seremos capazes de nos afastar para bem longe de todos os “espertinhos” e avançar com segurança ao longo do nosso caminho.

Enquanto a sociedade pressupor que tudo depende do destino cego, os partidos continuarão a discutir métodos e soluções para diferentes problemas. No entanto, ninguém pode resolvê-los, já que eles são oriundos da natureza e ela exige a compreensão do sistema geral que atualmente está oculto da humanidade. Portanto, nós devemos conectá-lo à força da Luz, ser o elo, e então seremos bem sucedidos na realização de nossa missão.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/08/13, Escritos do Baal HaSulam