Textos na Categoria 'Israel'

O Anti-Semitismo Como Um Fenômeno Natural

Este artigo foi escrito por meu aluno, Michael Brunstein.


Anti-semitismo como um fenômeno natural

“554 casos de ofensa contra os judeus foram registrados em 2013.”

“A maioria dos incidentes anti-semitas teve lugar na França, Grã-Bretanha ocupa o segundo lugar, o terceiro lugar pertence ao Canadá, e os EUA vem em quarto lugar. Um mínimo de 15 políticos e líderes públicos bem conhecidos, em vários países, foram forçados a deixar suas posições por causa de suas declarações anti-semitas”. (Relatado pelo Instituto Kantor)

Eventos incompreensíveis continuam acontecendo em todo o mundo. Particularmente, estamos profundamente chocados por causa do recente conflito grave entre a Ucrânia e a Rússia. Há pouco tempo atrás, esta situação parecia muito mais inviável que a invasão da Terra por alienígenas. E, no entanto, está de fato acontecendo enquanto falamos.

Meios de comunicação do mundo constantemente comentam sobre essa situação. A principal questão que estão discutindo é: Qual é a razão para o ódio mútuo entre os dois povos irmãos? O confronto entre os dois países desencadeou novíssimos termos, como “homens verdes…” No entanto, ninguém ainda mencionou que as raízes desta animosidade estão escondidas no sobrenatural.

Ao mesmo tempo, o mundo é dominado por outra rodada de hostilidade. Isto causa menos ressonância social, mas por quarenta séculos, nenhuma explicação clara do fenômeno foi encontrada.

“O destino histórico do povo judeu é um mistério. A mera sobrevivência desta nação é completamente inexplicável do ponto de vista racional. Explicações históricas regulares provam que esta nação deveria ter deixado de existir há muito tempo. Nenhuma outra nação no mundo poderia ter sustentado tal destino. “(N.A. Berdiaev, filósofo político e religioso russo.)

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Querer Ser Independente

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que podemos desejar ao povo de Israel em seu feriado do Dia da Independência?

Resposta: Eu desejo que o povo de Israel seja independente. Não há nada mais importante para uma pessoa do que o sentimento de independência. Independência significa que temos todas as necessidades: poder, conhecimento e meios, tudo o que precisamos, e sabemos como usá-las e com que finalidade. Nós estamos confiantes sobre o objetivo e como alcançá-lo, o que significa que também somos independentes nisso.

Todos esses sentimentos, essa coleção de condições, chama-se “independência”. Independência não é apenas uma falta de pressão externa e liberdade de tudo. Algo assim não pode existir, e o mundo está avançando para um estado em que nenhum de nós pode ser independente. Todos nós dependemos uns dos outros e mantemos cada um com um torno.

Ser independente significa que sabemos o que queremos alcançar e como alcançá-lo, e temos todos os meios para isso. É possível desejar isso ao povo de Israel. Mas ter tudo isso requer uma sabedoria superior.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/05/14, Palestra sobre a Unificação da Nação

O Êxodo Do Egito, Antes E Agora

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que se diz que a última redenção será diferente do êxodo do Egito?

Resposta: Esses são os mesmos princípios. Não pode ser nada novo, porque as leis da Luz e do desejo não mudam. Mas a última redenção será certamente diferente do êxodo do Egito.

Nós devemos comparar as condições que estamos vivendo agora e as do passado. O vaso da nação de Israel que desceu ao Egito não foi quebrado. Ele era pequeno, mas completo. É assim que ele começou a se juntar ao Egito e a entrar no desejo de desfrutar para si mesmo sem a quebra, mas mantendo a sua intenção de doar. Por isso se diz que os filhos de Israel não mudaram seu nome, sua língua ou seus costumes.

Esta é a razão pela qual a sua saída do Egito não era uma saída da quebra. A Luz operou e revelou quem é quem, separando Moisés da presença do Faraó, a linha direita da linha esquerda, o bastão da serpente.

A nação de Israel permaneceu Israel mesmo no exílio, o que significa que a conexão entre eles foi mantida. Eles queriam estreitá-la ainda mais e depois descobriram que isso não deu certo, mas a conexão em si permaneceu.

No entanto, após a destruição do primeiro e do segundo Templos, a nação de Israel foi destruída e misturada com as nações do mundo, ou seja, com os verdadeiros egípcios, de tal forma que agora está sob o domínio do Egito, que controla cada passo que eles fazem, cada pensamento, cada desejo, todo o seu modo de vida. Eles se dissolveram totalmente entre as nações do mundo no Egito e se tornaram totalmente assimilados. As dez tribos estão perdidas e ninguém sabe quem elas são e onde estão. Mesmo elas não sabem nada sobre si. Este é o nosso estado hoje.

Assim, o atual êxodo do Egito será totalmente diferente do anterior. Depois, houve o núcleo. A nação de Israel estava sob o domínio do Faraó, mas eles sabiam que estavam escravizados. A nação estava no exílio, mas eles entendiam que era o exílio.

Se contarmos aos judeus hoje que eles estão no exílio, eles não vão acreditar. Hoje a redenção é considerada a obtenção de um novo Mercedes ou um salário mais alto. No passado, eles estavam num nível em que entendiam que não tinham o poder de doação. Eles não têm esse entendimento hoje.

Portanto, o atual êxodo do exílio exige primeiro o reconhecimento do exílio e o estabelecimento da nação nele. Quando nós estamos no Egito, começamos a sentir que estamos no exílio, sob o domínio do ego que não nos deixa conectar, o que é chamado de Faraó. Assim nós começamos a estabelecer a nação de Israel entre nós a partir do nosso grupo.

Depois disso, nós teremos que começar a trabalhar com o público, explicando-lhes que estamos no exílio, que a conexão é uma coisa boa, e que vai nos ajudar a nos tornarmos uma nação. Quanto mais nos vermos como uma nação, mais fortemente sentiremos como o nosso ego nos domina e não nos deixa estar juntos. Este trabalho precede o êxodo do Egito.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 27/04/14, Escritos do Baal HaSulam

O Coração Do Mundo

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “Pinchas“, item 152: Israel, o Criador os fez o coração do mundo, e esta é a forma como Israel está entre as outras nações, como um coração entre os outros órgãos. Assim como os órgãos do corpo não podem existir no mundo, mesmo por um momento, sem o coração, os outros países também não podem existir no mundo sem Israel.

Não há diferenças no mundo de Ein Sof (Infinito). Lá, todo mundo é igual, já que a Luz superior criou a todos igualmente de acordo com a sua natureza.

Depois houve a primeira restrição (Tzimtzum Aleph) e a Luz desapareceu igualmente de todas as fronteiras de Malchut de Ein Sof, e concentrou-se em torno de um ponto central. É assim que realmente aconteceu até a quebra dos vasos.

Após a quebra, os vasos caíram e foram organizados de cima para baixo, e, desde então, os vasos com o menor Aviut (espessura) estão no topo.

No mundo de Nikudim já havia dez Sefirot. Sua parte superior era Bina e a parte inferior era Malchut. Assim, os vasos da fase da raiz, primeira fase, e parte da segunda fase são os vasos de doação (Israel) e os vasos de Aviut três e quatro são vasos de recepção (as nações do mundo).

Assim, os vasos de Bina são esclarecidos em primeiro lugar. Abraão começou esse processo na antiga Babilônia. Como o primeiro ponto, a linha direita, Abraão virou-se para todos os babilônios, para todos os vasos, mas aqueles que se juntaram a ele foram os vasos de doação que sentiram a Luz que iluminava de Abraão quando ele espalhava a sua mensagem. Portanto, eles são chamados de Israel de acordo com os Reshimot (genes espirituais) que foram revelados neles.

Os outros se dispersaram por todo o mundo e, hoje, eles compõem toda a humanidade, que é formada por sete bilhões de pessoas.

Mais tarde, nós temos que entender que há uma grande diferença na essência interior das pessoas que pertencem a essas duas categorias: Israel e as nações do mundo. Em Israel, há Reshimo de Malchut em Bina, e nas nações do mundo, há Reshimo de Bina em Malchut, em conformidade. Malchut domina as nações do mundo e o nível de Bina está nela, e Bina domina Israel com Malchut incorporada nela.

Assim, os Reshimot de Malchut e Bina foram integrados como resultado da quebra, e esta integração existe em cada pessoa, uma vez que somos todos os produtos da quebra da alma comum de Adam HaRishon (o primeiro homem). No entanto, em algumas pessoas, Malchut domina Bina, e em outras Bina domina Malchut.

Isto leva a uma grande diferença durante o despertar. Israel desperta quando a Luz que Corrige os afeta, enquanto que aqueles que estão sob o domínio de Malchut não podem despertar por esta Luz. Eles só podem participar de Bina como Malchut. Quando Malchut se anula diante de Bina, ela constrói a si mesma.

É nisso que nós baseamos nossa disseminação. Afinal, mesmo em Israel, há aqueles que são semelhantes às nações do mundo, e nas nações do mundo, há aqueles que são semelhantes a Israel. Aqueles dentre as nações do mundo que se assemelham a Israel vêm se juntar a nós. Aqueles de nós que lembram as nações do mundo se juntam às nações do mundo. É assim como a disseminação ocorre, sobre a qual se diz: “Israel foi para o exílio apenas para fixar as almas dos gentios a eles”. Esse processo determina o nosso trabalho e nós entendemos que a lei, segundo a qual a correção é feita da parte mais leve para a parte mais pesada, age aqui. É por isso que começamos com pessoas que são atraídas até nós e depois expandimos os círculos de nossa disseminação.

Além disso, de acordo com o Zohar, Israel é o coração do mundo. Isto significa que a Luz só pode vir ao mundo através de alguém que esteja conectado, alguém que possa ser um tubo, um adaptador, um elo, entre o Criador e os vasos, que são as nações do mundo. É o papel de Israel, uma vez que estão conectados tanto à Bina e à Malchut como Malchut está conectada à Keter na sua parte superior, e na sua parte inferior, ZAT de Bina está conectada a Malchut.

Portanto, Israel é um grupo especial que devemos reunir em todo o mundo. Por este tipo de trabalho nós estabelecemos a passagem neste mundo entre a humanidade e o Criador.

Mas o objetivo da criação, em nome do Criador, é que a humanidade entre em contato com Ele. Nós somos apenas uma passagem e servimos tanto ao Criador quanto à humanidade. A nossa honra e o nosso destino reside, na verdade, em estabelecer este contato. Se não fosse pela conexão entre o Criador e as nações do mundo e se nós não pensássemos que iríamos agradá-Lo ao levar toda a humanidade até Ele, não cumpriríamos o nosso papel.

Portanto, nós temos que tratar muito bem as nações do mundo e nos preocupar com o que acontece com elas. Hoje, nós vemos que elas têm problemas, angústias e aflições e este deve ser um sinal para nós de que não estamos tendo sucesso em nosso trabalho.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 02/05/14, A Missão do Povo de Israel

“Dia Da Independência”: Artigo Do Instituto ARI Destacado Na Revista Aliya


Artigo do Instituto ARI sobre o Dia da Independência de Israel foi publicado pela Revista Aliya. Abaixo está o artigo.

“Como mais um Dia de Independência de Israel foi celebrado, os cânticos por demais familiares (para não dizer violentos) sobre a necessidade de Israel ser forte e auto suficiente encheram a mídia. Talvez os cantores saibam algo que a maioria de nós não; caso contrário, como você pode explicar a sua insistência de que a independência é possível? Isto é verdade para todos os países, não apenas para Israel. A independência é um mito; a interdependência é a realidade de nossas vidas.

Hoje, um país que quer ser independente deve centrar a sua atenção na sociedade, em vez da economia. A única maneira de um país poder ser independente é se as pessoas nele sentem solidariedade e responsabilidade mútua. E aqui reside a nossa força como nação judaica. Nós somos os proprietários que não se orgulham do lema: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”

É uma pena que não nos orgulhemos dele. Se nós reconhecêssemos o seu valor, o aceitaríamos como nosso código social e nossos problemas acabariam. Pode soar como uma declaração talvez ingênua e simplista, mas funciona. A realidade atual é a da conexão e dependência mútua; ainda assim, nós falhamos em aceitá-la como um modo de vida. Em vez disso, nós tentamos passar por cima dos outros em nosso caminho até o topo. Porém, mesmo quando chegamos lá, se isso ocorre, dura apenas um minuto antes que alguém se torne o efêmero rei da montanha.

Nenhuma outra criatura se comporta desta maneira, exceto nós, seres humanos. E nenhuma outra nação é tão zelosa sobre este jogo como nós, judeus, e especialmente os judeus em Israel. E visto que Israel está sempre no centro das atenções, demais para nossa consternação, nós devemos, pelo menos, abraçar a oportunidade de dirigir as coisas num sentido positivo. Como proprietários do lema acima referido, é nossa prerrogativa empregá-lo.

Nós podemos ser uma sociedade fraturada e fragmentada, mas estas são meras fachadas para a nossa origem comum. Aos olhos do mundo, nós somos judeus, independentemente do traje e comportamento. Vamos mostrar que podemos, portanto, nos elevar acima do superficial, e exibir a unidade acima de todas as diferenças, sem eliminá-las. Nós podemos, e talvez deveríamos, permanecer o que somos: religiosos, seculares ou completamente não-denominados. Mas, acima de toda essa disparidade, nós devemos abraçar o lema da unidade. Somente se ousarmos, vamos alcançar não só a independência, mas eliminar o anti do anti-semitismo e do anti-Israelismo”.

Centro Para A Correção Do Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Todos os problemas do mundo são criados por causa da separação entre o povo de Israel. O grupo Bnei Baruch é o centro para a correção do mundo. O que falta ao grupo central para a conexão em Israel?

Resposta: Eu não acho que o problema esteja somente no nosso grupo. Ele não pode estar conectado e unido com o resto dos grupos, se estes não o ajudam e começam a ser integrados nele. Portanto, não se trata apenas de Israel, mas do grupo mundial comum.

Quando dizemos que em Israel há uma atmosfera única, queremos dizer que aqui, neste país, neste território, existe uma obrigação em primeiro lugar, de oferecer às pessoas o método da sabedoria da conexão. E nisso, o grupo central, cuja missão é servir ao povo de Israel, está unido.

Porém, em torno dele há outros grupos que devem se juntar a nós para nos ajudar e nos empurrar.

Nós precisamos receber o poder um do outro. Mas, em primeiro lugar, precisamos do apoio dos outros grupos, a fim de disseminar a sabedoria da conexão entre o povo de Israel. E o resto dos grupos devem fazer isso em seus próprios territórios.

Portanto, o principal é a união entre o povo de Israel. Se concretizarmos a ideia de unidade aqui, isso vai se espalhar ainda mais e abranger o mundo inteiro.

Pois a rede interna de conexões entre todas as pessoas no mundo vem daqui: a egoísta vem da Babilônia e a altruísta vem de Israel. Este elo não existe agora. Nossa missão é criá-lo.

Da Lição Diária de Cabalá 24/24/14, Perguntas e Respostas com o Dr. Laitman

Quando A Profecia Torna-se Realidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Profetas previram que se o povo de Israel cumprisse a sua missão, as nações do mundo os levariam sobre os seus ombros. Então, por que nós vemos que o povo judeu resistiu a Moisés que tentou seguir a sua missão?

Resposta: O profeta Yeshayahu escreve que as nações do mundo vão levar os filhos de Israel sobre os seus ombros a Jerusalém, para fazê-los construir o Templo. “O Templo” significa o estado de conexão entre o povo de Israel. Isso significa que eles se tornam uma nação espiritual que age como a Luz para as nações do mundo.

Quando isso acontece, as nações do mundo chegam à percepção de que devido à metodologia de conexão que o povo de Israel possui, elas podem se unir-se com eles e criar um vaso que é chamado de “Malchut corrigida”. Este é o significado da frase “chegar a Jerusalém e construir o Templo”.

O vaso é Malchut do mundo do Infinito que é criado devido às nações do mundo, como resultado de seus desejos que se unem aos desejos do povo de Israel num nível inanimado e os ajuda no cumprimento de seu trabalho. É exatamente isso o que se entende por “levar os filhos de Israel em seus ombros”.

As nações do mundo não têm os pontos no coração; é por isso que são chamadas de “as nações do mundo”. No entanto, elas ainda vão se juntar a nós, porque consideram a nossa conexão como a única oportunidade de redenção.

Elas se conectam com o povo de Israel. No entanto, hoje não há nenhuma nação como o povo de Israel. Nós não atingimos o estado de conexão entre nós. Depois de nos unirmos espiritualmente com todos os nossos grupos do mundo, todos cujos pontos no coração já despertam, esta profecia se tornará realidade. Eu espero que possamos ver essa tendência muito mais cedo.

Um enorme fortalecimento recente do antissemitismo em todo o mundo demonstra que temos que nos apressar em nosso trabalho. Se tivermos sucesso, vamos ver o que o povo de Israel é realmente capaz de se unir e corrigir o vaso.

A taxa negativa de desenvolvimento de Israel é tão grande que se continuarmos trabalhando no mesmo ritmo, em breve vamos alcançar a unidade entre o povo de Israel. A linha negativa está pronta e aumenta em todo o mundo. Nós temos que apresentar a linha direita o mais rápido possível para se opor à linha negativa. Em outras palavras, temos que disseminar a metodologia da unificação como o meio de salvação.

Em breve o povo de Israel vai sentir uma pressão cada vez maior; ela vai começar nas fronteiras e se espalhar pelo mundo. Por outro lado, nós temos que fornecer o conhecimento de por que isso está acontecendo: isso corresponde ao programa de desenvolvimento. Não há outra escolha. Nós só podemos existir sob a forma de unidade. Toda a metodologia vai se materializar e ser implantada na prática.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/04/14, Escritos do Baal HaSulam

Sementes Latentes

Dr. Michael LaitmanPergunta: Sem a disseminação não podemos construir o nosso Kli espiritual e nos conectar. Portanto, como é que as pessoas a quem estamos disseminando este método se conectarão? Elas também devem disseminar?

Resposta: O público em geral não tem a inclinação ao mal inicial como nós. Seu ego é mais simples.

A inclinação ao mal é descoberta quando eu tento me conectar com alguém para descobrir o Criador entre nós para dar-lhe satisfação. Então, a natureza está espiritualmente oposta, e, neste caso, é chamado de inclinação ao mal. Sobre isso, está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal” (Talmud Babyli Kiddushin 30b).

Esta inclinação ao mal não existe para o resto da criação; não há poder quebrado de Bina nele. Portanto, as pessoas estão prontas para se conectar para tornar a vida fácil entre si em caso de necessidade, como era nos Kibutzim em Israel ou durante a guerra. Elas serão capazes de se conectar o suficiente para que possamos transmitir a Luz que Corrige a elas.

A Luz irá afetá-las apenas com uma força positiva e vital. Ela não vai lhes dar a linha esquerda. Pelo contrário, só vai dar conexão. No entanto, nós recebemos uma grande linha esquerda a partir delas, como os pais que lutam e discutem sobre a preocupação com um filho.

Pergunta: Portanto, qual é a diferença entre o povo físico de Israel e as nações do mundo?

Resposta: Entre o povo físico de Israel, há Reshimot (reminiscências) espirituais, pois antes eles estavam num nível espiritual. No entanto, estas são Reshimot tranquilas, latentes, e nós podemos despertá-las através do nosso combustível, anexá-las a nós, dar-lhes uma transfusão, e injetar um elixir vital em cada uma delas. Nós podemos estar preocupados com elas o tempo todo, cuidar delas, e assim elas vão se conectar e se juntar a nós.

No entanto, quando elas se juntarem, elas vão começar a receber uma grande apreciação e compreensão da conexão através de nós. As Reshimot tranquilas começarão a ser despertadas, como sementes que eu poderia ter num celeiro por anos e agora estou as molho com água ou as planto no chão, e elas começam a reviver com a ajuda de novas condições ambientais.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 27/04/14, Escritos do Rabash

Veja O Quão Bom É O Nosso Faraó!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eles falaram sobre altruísmo no noticiário e sobre as organizações sociais que organizam a ajuda mútua entre as pessoas: a permuta de coisas que as pessoas não precisam, apartamentos de férias, etc. Elas já estão implementando o que falamos?

Resposta: Isso é muito ruim, porque o Faraó está brincando com elas dizendo: “Eu tenho tudo que vocês precisam! Por que vocês precisam fugir de mim para o deserto? Adorem o Senhor aqui no Egito!”.

Não devemos nos incorporar em tais sociedades, mas sim seguir o nosso próprio caminho. Certamente nada de bom virá disso. Nós podemos tornar nossa vida um pouco mais confortável dessa forma e pintá-la com cores mais brilhantes, mas este não é o objetivo do nosso mundo. Portanto, tais iniciativas não vão durar muito tempo, mas vão entrar em colapso como todas as outras ideias agradáveis que a humanidade tem tentado implementar.

Por que organizações como o Greenpeace falham? Porque é impossível corrigir o ego dessa maneira. A pessoa não muda, apenas faz tudo a partir da perspectiva do seu ego. Pior ainda, é como Bina que entra em Malchut, os sete anos de saciedade, quando querem desfrutar de todos os atributos de doação, Bina.

Estes são os filhos de Israel que entram no Egito e causam o seu desenvolvimento, o protegem, e se certificam que todos os seus celeiros estão cheios. Tudo isso é graças ao atributo de Bina, o que significa que Israel entra no atributo quebrado de Malchut, no Egito.

Primeiro isso traz os sete anos de saciedade, quando nós damos. Eu dou a você e você me dá e a vida é bela e boa! Depois esta euforia termina com um golpe terrível, os sete anos de carência. Estes não são os anos que levam ao êxodo do Egito, mas os anos que conduzem à verdadeira quebra.

Pergunta: Mas quando saímos para o público, nós lhes oferecemos a mesma coisa.

Resposta: Mas nós somos os únicos que oferecem isso, ao servir como um mediador entre a Luz que Reforma e o povo. Nós lhes trazemos o remédio; trazemos o tubo através do qual o líquido intravenoso fluirá e os curará.

Nós não somos o verdadeiro líquido intravenoso, mas o tubo de distribuição deste remédio. As organizações altruístas sobre as quais você ouve falar no noticiário simplesmente agem dentro dos limites deste mundo: “Vamos nos comportar bem! Vejam o quanto o nosso Faraó desfruta! Como ele é bom para o seu ego e o meu ego!” Isso não acompanha o objetivo da criação, e por isso não há como possa ser cumprido ou executado.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 27/04/14, Escritos do Baal HaSulam

A Terra De Israel E O Direito De Assentamento Temporário

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Herança da Terra”: Israel não voltará à sua terra até que todos estejam num grupo.

Pergunta: Como uma pessoa obtém o desejo de voltar à terra de Israel espiritual?

Resposta: O desejo cresce através das Klipot (cascas). Ele é processado e transformado num desejo chamado Yashar-El (direto ao Criador).

A terra de Israel física não pode dar fruto, ou seja, não pode manter as pessoas se estas não perceberem o propósito da criação. Assim, se o povo judeu abandonar essa área, ninguém pode viver aqui. Mesmo os árabes perto de nós, que têm sido relativamente mais bem sucedidos em comparação com as outras nações Árabes, não serão capazes de continuar sem os judeus.

Em geral, a condição atual é organizada com a expectativa e esperança de que o povo judeu comece a se corrigir e a entrar em conformidade com a terra de Israel. É precisamente esta condição que torna possível que os judeus e os árabes existam aqui nesse meio tempo. Mas se o povo judeu não perceber a sua missão, ele terá que deixar esta terra, independentemente das razões.

E uma vez que as outras nações também não conseguem se manter aqui, esta terra será destruída em guerras, como a Síria é hoje e ainda pior.

Pergunta: O que acontece se uma pessoa quer viver na terra de Israel, mas não é atraída à terra de Israel espiritual?

Resposta: A aspiração de estar na terra de Israel física é pior do que estar fora da terra. Ao invés de estar aqui na terra de Israel física e não corresponder ao conceito de “terra de Israel”, é melhor viver em outro lugar.

Isso não significa que a pessoa deve permanecer no exterior. A ideia é que ela deve se corrigir e estar em sua própria terra de Israel interna, com o desejo Yashar-El (direto ao Criador), por unidade, conexão, amor ao próximo. Em contraste, as pessoas que vivem aqui ainda não estão corrigidas e criam problemas para si mesmas o tempo todo.

Na verdade, ninguém neste mundo, a não ser nós, tem livre escolha, pois nós existimos com duas forças. Nós temos um ego muito maior do que todas as nações do mundo, e temos uma centelha espiritual. Entre essas duas forças, nós podemos escolher qual o caminho a percorrer. As nações do mundo são governadas por um único desejo de receber. O desejo que as atrai é o que as governa.

Portanto, não temos nada a pedir e ninguém a quem pedir. Na verdade, nós não dependemos de pessoas como o secretário de Estado norte americano Kerry ou o presidente Obama. Não há razão para esperar justiça ou verdadeira solidariedade entre eles, uma vez que eles também são governados de Cima. Nós dependemos apenas de manter ou não o programa da criação. Só a conexão entre nós pode melhorar nossa condição.

Por isso, se você quer viver na terra de Israel, você deve saber que, a fim de vir morar aqui, deve mudar a si mesmo de acordo com a terra de Israel. Esta é realmente uma terra única que engole seus habitantes se eles não correspondem à sua essência.

Nesse meio tempo nós estamos vivendo aqui, por assim dizer, pela graça do Elyon (Superior), e isso é simplesmente dado a nós por um tempo, a fim de nos corrigir. De acordo com esse mesmo princípio, depois de sair do Egito, o povo judeu recebeu um “visto de entrada” para a terra de Israel sob a condição de que eles iriam viver “como um homem com um coração”, de acordo com a regra geral: “E amarás o teu amigo como a ti mesmo”.

Só se vivermos em unidade é que teremos o direito de estar aqui. As pessoas receberam quarenta anos no deserto para se preparar para o nível de Bina. Então elas precisavam conquistar esta terra, o que significa que receberam os desejos que precisavam para conquistar. Trabalhar com eles foi muito difícil.

Pergunta: Por que nossos vizinhos também têm um desejo por esta terra?

Resposta: Porque esta terra é bela e boa. De fato, os judeus se desenvolveram aqui. Mas no momento em que eles saírem, ela vai se tornar novamente um terreno baldio.

Assim, as pessoas que querem viver aqui são governadas pelo Criador. E para os judeus, esse desejo é dado de uma forma livre para tornar o desejo deles como o desejo do Criador. Toda a diferença está em nosso livre arbítrio. E as nações se comportam exatamente de acordo com o equilíbrio de forças dentro de nós.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/04/14, Escritos do Baal HaSulam