Um Encontro No 49º Portão
Se uma pessoa não superar um pequeno obstáculo no caminho, uma perturbação maior não virá até ela. Essa pequena perturbação continuará a confundi-la e a fazê-la girar até que ela consiga superá-la.
Estar sob os 49 portões da impureza não significa estar enterrado sob eles; significa, sim, passar pelos 48 portões da santidade! Eu supero cada um dos portões impuros e, ao fazê-lo, alcanço o próximo, ainda mais elevado, ou, mais precisamente, os inferiores, porque estes são portões da impureza. Mas devo conquistar os anteriores primeiro. Se eu não souber fazer os exercícios do primeiro grau, não serei admitido no segundo grau.
O trabalho no Egito é muito árduo: trabalhar com o material, com tijolos, sob a resistência e a oposição do Faraó. Não se trata de inação ociosa, esperando que o tempo faça o trabalho. O tempo não fará nada. “Não porás tropeço diante do cego”. É por isso que devemos trabalhar e não nos desesperar quando recebemos um peso no coração. Idealmente, devemos encurtar esses períodos o máximo possível.
O exílio egípcio deveria durar 400 anos, mas os filhos de Israel o encurtaram para 210. Embora essa obra incompleta tenha retornado a eles mais tarde, ela retornou sob outra forma. No entanto, não estamos mais naquela fase de preparação para a correção. Portanto, para nós, os períodos chamados de exílio egípcio, a recepção da Torá e os 40 anos de peregrinação no deserto podem ser muito curtos. Podemos passar por eles rapidamente, em tempo acelerado.
Quando uma pessoa chega ao último, o 49o portão da impureza, ninguém pode salvá-la de lá, exceto o próprio Criador: “Ele somente, e não Seu anjo ou mensageiro”. Passo a passo, a pessoa se aproxima, supera todas as forças da impureza, até que finalmente faz contato com a força superior.
Em essência, a Klipa prepara todo o caminho para nós, traçando o caminho pelo qual podemos ascender ao Criador.
Da Lição Diária de Cabalá 30/10/13, Escritos do Rabash “Lishma e Lo Lishma”