Isto É Amor
Amor é quando você sai para comer e dá a alguém a maior parte das suas batatas fritas sem que essa pessoa lhe dê as dela (Chrissy, 6 anos).
Pergunta: Isso é amor?
Resposta: Sim, é amor.
Pergunta: Por que você pode explicar como se fosse explicar isso para uma criança?
Resposta: Porque ela está dando algo que ela mesmo gosta. Ela se sente bem em tê-lo, mas ela o dá.
Pergunta: Essa é uma resposta simples? Eu realmente quero comer, mas dou para meu amigo. E isso se chama amor?
Resposta: Sim, isso é amor.
Comentário: Outra resposta do grupo de crianças que foi questionado sobre o que é amor:
Amor é o que faz você sorrir quando está cansado (Terri, 4 anos).
Minha Resposta: Isso também é amor. Porque, ao fazer isso, você eleva outra pessoa, a faz se sentir bem contra a vontade dela.
Pergunta: Então você está associando isso a sorrir para outra pessoa?
Resposta: Sim.
Amor é quando você diz a um cara que gosta da camisa dele e ele a usa todos os dias (Noelle, 7 anos).
Minha Resposta: Isso fala mais sobre o amor do garoto que veste a camisa por quem a elogiou.
Pergunta: Por que isso é amor?
Resposta: Porque o menino que veste a camisa quer agradar aquele que gosta dela.
Você não deveria dizer “eu te amo” a menos que você queira dizer isso. Mas se você quer dizer isso, você deveria dizer isso muito. As pessoas esquecem (Jessica, 8 anos).
Minha Resposta: Não acho que esse comportamento deva ser ensinado a uma criança.
Pergunta: Mas essa é a resposta da criança, uma criança de oito anos. Então, se você não ama, deveria dizer que ama?
Resposta: Não, você não deve mentir.
Pergunta: E se você ama, você deveria dizer que ama?
Resposta: Provavelmente sim, mas acho que mesmo nesse caso, não totalmente.
Comentário: O vencedor do concurso para encontrar a criança mais atenciosa julgado por Leo Buscaglia foi um menino de quatro anos cujo vizinho era um senhor idoso que havia perdido a esposa recentemente. Ao ver o homem chorar, o menino foi até o quintal do vizinho, subiu em seu colo e apenas ficou sentado lá. Quando sua mãe perguntou ao menino o que ele disse ao vizinho, o menino respondeu: “Nada. Eu apenas o ajudei a chorar”.
Minha Resposta: Essas são histórias um tanto inacreditáveis para uma criança de quatro anos.
Pergunta: Mas ajudar alguém a chorar, o que você acha desse momento de compaixão?
Resposta: É bom.
Pergunta: Isso realmente ajuda?
Resposta: Claro!
Pergunta: Então a criança senta, olha para você e chora com você?
Resposta: Sim, mas isso é demais. É um tanto irreal.
Pergunta: Entendo. Então aqui vai uma pergunta: para onde vai tudo isso depois? Até mesmo todas essas respostas — elas contêm uma pureza infantil. Para onde vai? Como nos tornamos odiadores, guerreiros, assassinos, criminosos? Para onde vai a criança dentro de nós? Essa criança que cresceu assim?
Resposta: O egoísmo cresce e consome tudo o que existe.
Pergunta: E é isso?
Resposta: É isso.
Pergunta: Esta criança permanece em nós ou também…?
Resposta: Existe a possibilidade de começar a desenvolver o antiegoísmo, de suprimir esse ego dentro de nós.
Pergunta: Podemos retornar a essa criança, mesmo que um pouco?
Resposta: Sim, mas não será mais uma criança.
Pergunta: Então é um filho adulto?
Resposta: Sim.
Pergunta: Quando você diz que um velho é como uma criança. Uma pessoa sábia é como uma criança. O que você quer dizer quando diz isso? Que a criança não morre em nós, que ela permanece?
Resposta: Sim, a criança não morre em nós e permanece porque desejamos experimentar a natureza e a vida diretamente, como crianças.
Pergunta: Existe essa espontaneidade nessas respostas?
Resposta: Sim.
De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 25/03/24