Pergunta: Após a guerra que começou em 7 de outubro, as pessoas em Israel começaram a ir aos Departamentos de Cardiologia com problemas cardíacos, não com ataques cardíacos ou artérias bloqueadas, mas com o que é chamado de “síndrome do coração partido”. Em hebraico, é tismun et lev shavur.
Seus sintomas lembram um ataque cardíaco, mas não é um ataque cardíaco. O formato do coração muda, sua função é prejudicada e, em vez de contrair, ele se expande. Essa condição resulta da adrenalina sendo liberada no sangue durante luto ou estresse prolongado.
Os médicos recomendam manter um estilo de vida saudável, praticar exercícios, reduzir o estresse, diminuir as demandas do trabalho, praticar hobbies, tirar férias, etc., mas para uma pessoa moderna que está sempre em movimento, estressada e tentando encontrar seu lugar na vida, essas recomendações não parecem realistas.
Como não “partir” nossos corações em meio a tudo que acontece ao nosso redor?
Resposta: Para fazer isso, precisamos entender que tudo o que acontece é a resposta da natureza ao nosso comportamento. Não podemos nos ajudar a menos que ajamos precisamente de acordo com as leis da natureza.
Pergunta: E se eu soubesse que meu comportamento e relacionamentos com os outros afetam todos esses estresses e guerras? O que resultaria disso?
Resposta: Então eu me comportaria de forma diferente. Eu evitaria estresse e conflitos com os outros. Ou seja, eu me comportaria normalmente para que não houvesse conflitos.
Pergunta: É interessante que haja dor física como tortura, sofrimento e prisão, mas as pessoas saem disso vivas e às vezes vivem até os 120 anos e permanecem saudáveis. Mas aqui, o estresse emocional acaba com a vida. O que é isso, por que isso?
Resposta: Nossos corpos são adaptados ao sofrimento físico, mas não ao sofrimento emocional ou moral. Não podemos suportar isso.
Pergunta: Por que não? Afinal o corpo está saudável.
Resposta: Porque esse sofrimento vai além da nossa vida natural, do nosso corpo.
Pergunta: Então uma função superior é interrompida enquanto a terrena permanece intacta?
Resposta: Sim.
Pergunta: Então, mesmo com um corpo saudável, grosso modo, posso falecer?
Resposta: Sim, as pessoas viviam em condições além da nossa imaginação.
Pergunta: E então, bang, está tudo acabado. Isso significa que temos algum componente superior dentro de nós?
Resposta: Sim, você pode sobreviver à vida se tiver um objetivo. Se você puder elevar esse objetivo acima do sofrimento e das limitações, você pode suportar qualquer coisa.
Pergunta: Então você agarra esse espírito e sobrevive, mas seu corpo pode desistir?
Resposta: O corpo não desistirá se você se apegar a essa força acima da vida.
Pergunta: Então você conecta essas ideias?
Resposta: Claro. Uma pessoa deve ver um propósito à sua frente, uma razão para suportar o sofrimento.
Pergunta: Então o corpo vai aguentar?
Resposta: Sim. O problema é que na vida atual, as pessoas não veem esse propósito.
Pergunta: Isso se aplica até mesmo a uma meta simples? Por exemplo, centenários frequentemente parecem ter uma meta simples, eles se apegam a ela, e seu corpo a segue. Isso também se aplica a metas simples e não apenas às elevadas?
Resposta: Sim, eles podem ter ovelhas, cabras ou um cachorro.
Comentário: Sim, o ar fresco, a natureza. E eles vivem.
Minha Resposta: Exatamente.
Comentário: Existem muitos filmes agora sobre idosos vivendo 100 anos ou mais em lugares remotos como florestas e montanhas. Você se pergunta como eles conseguem — e ainda assim conseguem. Eles vivem sem hospitais ou médicos.
Minha Resposta: Certo. Se eles acordam sabendo que precisam fazer certas coisas, isso é o suficiente para mantê-los em movimento.
Pergunta: Mesmo só se alimentando?
Resposta: Sim.
Pergunta: Devemos também aprender a sentir a dor do outro?
Resposta: Sim, devemos aprender a sentir a dor dos outros porque isso cria um campo positivo de conexão mútua ao nosso redor, o que é essencial para a sobrevivência.
Pergunta: É possível encontrar significado no sofrimento emocional?
Resposta: As pessoas frequentemente encontram um significado profundo no sofrimento. Mas o sofrimento deve levar a um resultado, seja criando literatura, música ou outras expressões. Grande parte da arte está enraizada no sofrimento. Uma pessoa deve mudar sua atitude em relação à vida e desenvolver uma nova filosofia de vida.
Pergunta: Você atribui tudo isso ao sofrimento?
Resposta: O sofrimento impulsiona a humanidade para a frente.
Pergunta: É possível aceitar o sofrimento?
Resposta: A maioria das pessoas aceita o sofrimento; elas não conseguem resistir a ele. Mas algumas suprimem seu sofrimento e alcançam o próximo nível.
Pergunta: Chegamos à raiz do sofrimento e por que ele acontece?
Resposta: A raiz do sofrimento é, na verdade, bem tola: ela está na rejeição do próprio sofrimento. Quando acredito que o que estou vivenciando não deveria estar acontecendo comigo, eu sofro.
Pergunta: Então se eu aceitar, não vou sofrer?
Resposta: Exatamente, então você se ajustará a esse nível de vida.
Pergunta: Por que estou passando por todos esses sofrimentos?
Resposta: Eles são dados para fazer você refletir sobre sua vida. Você precisa ver se você é a fonte do seu próprio sofrimento e como pode se elevar acima dele. Uma vez que você transcende a causa do seu sofrimento, você pode se libertar dele e ganhar uma nova perspectiva.
Pergunta: E o que eu verei?
Resposta: Você verá que seu sofrimento é puramente filosófico. Onde o sofrimento existe, há uma filosofia ligada a ele, uma crença de que o sofrimento é imerecido. Mas se você aceitá-lo, pode se elevar acima dele.
Pergunta: Ao mesmo tempo, é essencial entender que essas experiências fazem parte de um plano divino?
Resposta: Sim, é isso que o Criador quer que você entenda.
Pergunta: Esse entendimento deveria estar tanto no coração quanto na mente? E é quando você…
Resposta: Eu concordo com Ele e sigo esse caminho.
De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 23/09/24
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