Quando O Caminho Se Torna Difícil
No início, o caminho espiritual parece agradável, atraente e convidativo; promete realizações extraordinárias, revelações e elevação espiritual. Mas então começamos a entender o preço que devemos pagar por tudo isso e o que é exigido de nós para nos alinharmos ao nível espiritual. Assim, o caminho se torna cada vez mais difícil, não mais tão atraente, mas sim repulsivo, confuso e até humilhante.
Este é o período simbolizado por Maror (ervas amargas). Na verdade, não é fácil atravessá-lo, pois é como buscar um objetivo na escuridão total, enfrentando caminhos perigosos e pontes estreitas e escalando uma montanha em direção ao palácio do rei. Alcançá-lo parece tão provável quanto atirar uma pequena moeda a uma grande distância.
É por isso que precisamos aguçar nossa percepção e nos acostumar a um novo estado, elevando-nos através da fé acima da razão, rumo a um novo sentido. A única coisa que pode ajudar aqui é fortalecer a grandeza da meta e a grandeza do Criador.
Caso contrário, o objetivo espiritual perde o significado para o nosso desejo egoísta. Vemos como muitos que são incapazes de cultivar e desenvolver o senso da importância do objetivo espiritual acima de toda a escuridão e dificuldades abandonam este caminho.
“Somente os heróis”, como escreve Baal HaSulam, alcançam a meta por não verem outra escolha diante Deles e graças à Arvut (garantia mútua). Este é o tempo do amargo Maror. Somente aqueles que se estabelecem corretamente desenvolverão um novo sistema chamado “fé” dentro de si e começarão a trabalhar em doação, desapegados de seu egoísmo. Eles escaparão do exílio e adentrarão a terra que mana leite e mel.
Da Lição Diária de Cabalá de 22/03/18, Escritos do Rabash, “O que é, se ele engolir a erva amarga, ele não sairá, na obra?”