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Uma Zona Especial Que Foi Conquistada Do Ego

Dr. Michael LaitmanEscritos do Rabash, Volume Um, “E Se Você Vier Para A Terra Que Seu Deus Dá Para Você”: O Criador prometeu a terra a Abraão, como está escrito, “e Ele disse-lhe: Eu sou o Senhor, que tirou você de Ur Kasdim, para lhe dar esta terra, para herdá-la”.

Nós devemos entender por que o Criador deu primeiro a terra às nações do mundo e, depois Israel veio e teve que lutar e conduzi-las para fora de suas terras, fazendo com que o mundo inteiro se queixasse por ele ter conquistado uma terra que nunca foi sua, e que só por conquistas e guerras ele dizia que esta terra era sua.

Nós podemos explicar toda esta questão de acordo com o ramo e a raiz, uma vez que é comumente conhecido que Eretz (terra) é chamada de Malchut, que é a raiz de todos os seres criados, recepção para si mesmo, ou seja, o primeiro que recebe chamado o mundo do Infinito.

Então houve as correções para que o ser criado não recebesse egoisticamente, mas quisesse doar ao Criador. …Nesse sentido, a ordem do mundo corporal deve ser a mesma como era na espiritualidade: ou seja, primeiro esta terra foi dada às nações do mundo, e, então, pela superação e guerras, elas foram expulsas desta terra e a nação de Israel a conquistou e a herdou em vez das outras nações.

…assim, somente após as nações do mundo receberem esta terra, a nação de Israel veio e corrigiu a terra, de modo que tudo seja pelo bem do Criador. Isso é chamado de “a Terra de Israel”.

Nós não temos nenhuma justificativa para viver nesta terra, a menos que procedamos das raízes espirituais. O Criador criou a inclinação ao mal (Eretz), ou seja, todo o desejo (Ratzon), toda a terra, foi dado para a intenção egoísta para si mesmo, chamado “nações do mundo”. No entanto, se existe um grupo chamado Israel (Yashar El), que significa aspirar “direto ao Criador”, então por seu trabalho, este grupo conquista esse desejo à custa de guerra em grande esforço, e então este desejo adquire a intenção da doação e é chamado de terra de Israel.

Isto significa que há termos como “nação de Israel” e “Terra de Israel”, uma zona especial em Malchut do Infinito ou na terra, como um ramo da raiz espiritual, que tem o direito de ser chamada assim, de acordo com a intenção das almas ou das pessoas neste mundo que a povoam.

Israel não pode existir como a terra da nação de Israel, como no caso de todas as outras nações do mundo. Ela é sempre parte das nações do mundo, do enorme desejo de receber pelo seu próprio bem que deve ser corrigido para a doação. Isso não pode acontecer sem guerra, sem o nosso trabalho.

No futuro, a terra de Israel deve se espalhar por todo o mundo, isto é, todo o desejo será para doar. Então, vem a redenção completa. Na medida em que conseguirmos realizar tais correções no mundo espiritual, veremos resultados melhores no mundo corporal. Se nós recebemos a terra de Israel corporal, é apenas uma chance que nos foi dada desde Cima, que nós devemos cumprir através de nossas correções.

Isso nunca aconteceu antes. É somente em nossos tempos, quando retornamos para a terra de Israel do exílio antes de nos tornarmos merecedores disso internamente. Nós não gastamos quarenta anos no deserto, nós não nos corrigimos pela Torá, mas recebemos a oportunidade de vir aqui, não corrigidos e indignos. Nós recebemos essa terra como um ramo corporal para conquistá-la completamente, para conquistar sua raiz espiritual também, que é o sinal da redenção completa.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 15/04/13

A Alegria De Voltar Para A Casa Da Família

Dr. Michael LaitmanExistem três estados: o estado inicial após a criação da criatura, o processo das correções e o estado do fim da correção. Estes estados existem apenas em relação à pessoa que está tentando alcançar o mundo espiritual, mas, na verdade, nós só existimos em Malchut de Ein Sof (Infinito), no desejo da criatura que alcança o Criador.

A realização é alcançada conforme a criatura muda gradualmente e atinge uma equivalência de forma com o Criador. De acordo com o nível de equivalência de forma, cada vez ela alcança o Criador mais profundamente, até que se torna igual a Ele em todos os seus atributos e ações. Através disso, ela realiza o pensamento da Criação, que é fazer o bem às Suas criaturas.

Portanto, no momento em que o desejo de receber se desenvolve a tal ponto, ele  começa a compreender e sentir a sua existência, perguntando: “quem me criou e para que eu existo?”. Todos os pensamentos e ações da pessoa devem visar apenas a atingir uma equivalência de forma e a revelação Daquele que lhe gerou. Assim, nós alcançamos a realização da meta da criação.

A principal coisa é pensar constantemente sobre como aceitar os movimentos que o Criador está operando em mim agora. Eu preciso aceitar tudo como vindo de “não há outro além Dele”, da força superior, que não há nada mais do que Ele, entender que tudo está nas mãos do Criador, e decidir que “Se não fizer, quem fará por mim”, a fim de chegar a um acordo e adesão com a única raiz que faz tudo.

A indicação para tal atitude é a alegria. Sua realização é somente pela conexão, no anseio de trazer toda a criação a uma raiz comum.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 14/04/13

Tudo É Alcançado Pela Equivalência De Forma

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 41: Tenha em mente que a realidade de todos o mundos é geralmente dividida em cinco mundos, chamados: a) Adam Kadmon, b) Atzilut, c) Beria, d) Yetzira, e e) Assia.

Esses “mundos” são os níveis da minha proximidade interna com o Criador, com a doação. É como se eu olhasse através do prisma deles. Ao mesmo tempo, eu posso aceitar a doação em certo nível de Aviut (espessura), de zero a quatro. Em geral, estes são todos os níveis de realização até a adesão total.

Pergunta: Para que nós precisamos desses mundos, dessas ocultações?

Resposta: Para que descubramos gradualmente o Criador de acordo com a nossa equivalência de forma com Ele. É uma lei: cada fenômeno na realidade só pode ser alcançado de acordo com uma equivalência de forma. Enquanto eu, de acordo com a minha natureza egoísta, sou externo a ele e não sou compatível com ele, eu não posso senti-lo. Quando o ponto no coração desperta em mim, eu começo a sentir minha oposição ao Criador, e posso crescer, aumentar meu ponto e minha proximidade com Ele. Mas até então, eu estou desconectado Dele pelo meu ego: Ele é doação total e eu sou recepção total, e eu não tenho nenhuma conexão com Ele. É assim que funciona a lei da equivalência de forma.

Pergunta: Podemos dizer que os níveis de equivalência refletem minha sensibilidade para com os outros?

Resposta: Sim. Minha atitude para com os outros ou para com o Criador é, na verdade, a mesma coisa. O mais importante é a direção de mim para fora.

Nós devemos entender que estamos num estado chamado “mundo de Ein Sof (Infinito)”, ou “Malchut de Ein Sof“. Mas nós estamos separados por cinco níveis de opacidade dos sentidos. Masachim (telas) especiais os enfraquecem como filtros que são vestidos na percepção do mundo de Ein Sof. Como resultado, nós sentimos apenas o “mundo externo”, embora tudo realmente aconteça dentro.

A realidade é fixa, mas ela é descrita para nós sob a forma deste mundo. A única diferença é a imprecisão, no embotamento dos sentidos.

Pergunta: Como podemos aguçar nossos sentidos?

Resposta: Depende da sua sensibilidade para com os outros em sentir o outro e se eu posso sentir que ele é tão importante como eu sou. Portanto, diz-se: “Ama o teu amigo como a ti mesmo”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/04/13, “Introdução ao Livro do Zohar

Os Atores E Os Espectadores

The Actors And The SpectatorsPergunta: Por um lado, eu devo corrigir minha atitude para com os amigos, não importando como percebo a relação deles em relação a mim, mesmo que pareça que eles me odeiam. Mas, por outro lado, eu não posso aspirar à correção se não recebo suporte e garantia dos amigos. Como essas coisas funcionam?

Resposta: É necessário ver a realidade assim: existe Malchut do mundo Infinito e toda ela sou eu. Malchut é dividida em duas partes: agora eu sinto um lado como eu mesmo, e o outro lado como aquilo que está fora de mim. Ainda que, na verdade, estes sejam Kelim (desejos) externos, próximos e distantes, constituindo um complexo sistema de várias relações entre eles e até mesmo entre eu e eles. Todo este sistema, tudo o que me parece como “eu” e “eles”, na verdade é, de fato, eu mesmo. Tudo isso junto é meu. Mas, neste momento, eu preciso ver uma imagem dupla: minha própria parte e a parte que é oposta, contrária a mim.

Além disso, existe um Criador que constrói este estado. Para quê? Para desenvolver minha mente e sentimentos. Afinal, eles são desenvolvidos somente através do trabalho entre nós, ou seja, entre eu e os outros.

Se a imagem da realidade fosse inteiramente retratada dentro de mim, eu estaria abaixo do nível inanimado. É porque mesmo o inanimado sente o ambiente, enquanto eu seria apenas um ponto de matéria primordial. Eu ficaria ainda mais distante do nível vegetal, que sente o ambiente mais fortemente, consome, absorve e excreta substâncias e se reproduz; em suma, vive, mesmo que pague por isso com a sua morte. Isso é ainda mais relevante em relação aos níveis animal e falante. Pessoas não apenas interagem, elas superam grandes distâncias, descobrem novos meios de comunicação e fazem esforços extraordinários para transcender tempo e espaço.

Portanto, tudo é medido de acordo com a força da conexão entre uma determinada criação e seu ambiente. A intensidade do nosso desenvolvimento depende da quantidade e capacidade de conexões entre nós, em outras palavras, da interdependência, garantia mútua e integração reveladas em todo o mundo.

É impossível alcançar o Criador se não vejo todos como opostos a mim e opondo-se a mim, odiados por mim e me odiando. Em cada detalhe eu devo me elevar acima da habitual abordagem superficial para um nível superior. Eu preciso pedir ajuda ao Criador e construir um apoio num grupo, imaginando-o como parte minha.

Na verdade, o mundo inteiro, todas as pessoas, animais e plantas, tudo no nível inanimado da natureza, o universo inteiro, é minha alma. Mas eu estou separado dela pelo poder da imaginação que o Criador inseriu em mim e assim não posso perceber a proximidade entre nós. Isso é demais para mim.

Mas os Cabalistas sugerem que eu use um grupo, uma pequena parte do mundo que posso imaginar como minha alma. Isso significa que eu preciso me aderir aos meus amigos com meu coração, unir-me a eles, e trazer estes Kelim (desejos) de volta para mim, ao contrário do poder da minha imaginação que os retrata como estando fora de mim.

Compreensivelmente, eu não posso fazer isso sozinho; a Luz superior é necessária aqui. Ela me separou destes Kelim. Portanto, deixe-a corrigir agora a minha “visão” atual e trazê-la de volta para dentro. Assim, eu vou sentir que estou recebendo de volta a minha alma. Eu mergulho nos amigos, fundo-me neles ou os abraço e os coloco dentro, não importa como dizer isso. A principal coisa é fazer com que isso aconteça: união , unicidade, garantia. Conforme eu construo uma conexão mútua entre nós, até esse grau eu sinto o que é sentido na alma: a revelação do Criador.

Sobre o período atual, a nossa época, um pequeno grupo não é suficiente. Nós precisamos nos conectar com os grupos espalhados por todo o mundo e, em seguida, com todo o mundo. Esta é a tarefa que recebemos.

Em sua essência, a geração atual está pronta e é chamada para corrigir toda alma compartilhada. Isto é evidente a partir da crise mundial, do despertar do povo e da correção contínua em todos os tipos de lugares.

Mas a coisa mais importante que precisamos entender é que o grupo é a alma. Mesmo que na realidade a alma inclua todos os níveis, todos os mundos, Malchut do Infinito, pelo menos agora nós devemos nos concentrar em nós mesmos, nos membros do grupo. Um amigo é alguém que trabalha juntamente comigo e quer chegar à união como eu, para que nenhum “vácuo”, nenhuma separação, nada permaneça entre nós. Exatamente desta forma nós temos que definir e marcar os limites do grupo.

Nesse caso, se há centenas de milhares de nossos partidários no mundo, o grupo mundial pode contar apenas com algumas centenas de pessoas, aqueles que entendem a ideia, trabalham nela sem questionar e usam sua resistência natural para criar uma conexão ainda mais forte. Afinal, tudo contém seu oposto, o que torna possível a sua própria existência. Assim, nós precisamos ficar felizes quando os defeitos são descobertos — afinal, o amor é revelado acima deles.

Alguém que é capaz e está pronto para trabalhar dessa forma é chamado de “amigo”. E os outros, nesse meio tempo, são “espectadores”… Claro, eu não subestimo ninguém — todos devem examinar onde estão.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/04/13, Escritos do Rabash

No Corpo E Acima Dele

Dr. Michael LaitmanPergunta: De que maneira o método integral difere das meditações orientais usadas nas tentativas de alcançar a harmonia com a natureza?

Resposta: As meditações orientais baseiam-se na anulação do ego: respirar menos, ouvir menos e comer menos. Desta forma, tendo renunciado a tudo, tendo se isolado, a pessoa reduz seu ego e, supostamente, se torna uma parte do mundo, retornando ao estado de animal. Em outras palavras, ela especificamente entra em seu corpo.

Ao contrário, com o nosso método nós subimos acima do nosso corpo. Nós queremos ampliar nossas sensações e consciência, principalmente graças à integralidade.

Não importa quão paradoxal isso possa parecer, os psicólogos orientais falam sobre a elevação da pessoa. No entanto, ela é rebaixada a um nível tal que não pode sequer respirar, comer ou fazer qualquer coisa. E o mais importante, essas pessoas se separaram do mundo, a fim de lidar com ele individualmente, em algum lugar nos seus cantos. Assim, esta prática não é adequada para o nosso mundo, já que, de modo geral, ela é apenas relaxante, um treinamento psicológico.

E o sistema de  educação integral fala da integralidade da natureza, da integralidade da humanidade dentro dela: esta é a única maneira que você, juntamente com toda a humanidade, pode ser integrado no quadro geral, mas não sozinho. Você deve criar pelo menos um pequeno grupo, e mais tarde vai entender o que precisa para se desenvolver ainda mais, pois é a única maneira de superar todos os problemas.

Você começa a ver que na natureza existe um plano para o nosso desenvolvimento. E este plano nos leva, propositadamente, a um enorme ego que se desenvolveu em nós durante milhares de anos, para que compreendamos que é preciso nos livrar dele, elevar-se acima dele, não destruí-lo, mas subir acima dele! Esse é o segredo do nosso sistema.

De uma Palestra sobre Educação Integral 02/04/13

Quem Está Gerenciando O Mundo?

Dr. Michael LaitmanComentário: Não muito tempo atrás, o presidente de Israel, Shimon Peres, expressou ideias que são semelhantes às que temos falado há anos: sobre a limitação da jornada de trabalho, substituição das horas de trabalho por estudo, educação através da Internet, educação baseada na conexão entre professor e alunos…

Resposta: Nós determinamos o que o mundo vai pensar. O problema é que estamos atrás, corrigindo-nos para que os nossos bons pensamentos penetrem as mentes da elite. Eles permeiam lentamente e as pessoas começam a falar direto ao ponto, mas não basta: nós temos que nos apressar.

De qualquer forma, é assim que as coisas acontecem: nossos pensamentos, desejos e ações são revelados nos outros internamente, e as pessoas começam a pensar da mesma maneira, sem nem mesmo saber por quê.

Quando as nações do mundo culpam os judeus por trazer o mal ao mundo e até mesmo por secretamente gerir o mundo, as reivindicações que começam inconscientemente são parcialmente justificadas e parcialmente não. As nações estão erradas em pensar que os judeus são maus, mas elas estão certas em pensar que a realidade é de fato disposta como uma pirâmide: é a partir do nível de GE que as Luzes chegam ao AHP e determinam todas as suas ações.

O livre arbítrio é apenas no nível final da última fase, e somente aqueles que o atingiram, e de quem o futuro do mundo depende, o têm. Assim, eles são responsáveis ​​por isso e recebem mais golpes do que outros. Esta é a forma da criação.

A “troca de ideias” irá gradualmente tornar-se mais comum e importante, e por isso nós temos que tentar estabelecer os nossos pensamentos de forma que mesmo os “maiores vilões” receberão o bom e correto “conteúdo interno” de nós.

É porque nós somos responsáveis ​​por eles, e o que acontece com eles também depende de nós. Se alguém expressa idéias erradas ou prejudica o mundo, é uma indicação dos meus defeitos que ainda não corrigi, embora tivesse a chance.

Nós poderíamos ter evitado todo o mal do mundo. O Criador é bom e benevolente e Ele nos permite estabelecer as coisas corretamente e administrar as coisas. Se não o fazemos, então, infelizmente, acontecem coisas muito indesejáveis. Portanto, nós temos que ser mais responsáveis.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/04/13, “Introdução ao Livro do Zohar

Quando Tudo É Para O Melhor

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 42: Como já esclarecemos com o inanimado, vegetal, animal e falante corpóreos neste mundo (Itens 35-38): as três categorias (inanimado, vegetal e animal) não se expandem por si mesmas, mas apenas a quarta categoria, que é o homem, pode desenvolver e subir através delas. Portanto, o seu papel é apenas servir ao homem e ser útil a ele.

O mesmo ocorre em todos os mundos espirituais. As três categorias (inanimado, vegetal e animal) surgiram apenas para servir e ser útil à categoria falante, que é a alma do homem. Portanto, considera-se que todas elas cobrem a alma do homem, ou seja, o servem.

Portanto, nós estamos no centro de toda realidade. Tudo é designado para o desenvolvimento da alma do homem, a fim de levá-lo ao bem, o que significa levá-lo à totalidade dos meios mais eficientes. É por isso que toda a realidade foi criada e é para isso que serve o seu software. Portanto, nós temos que avançar da melhor maneira interna possível em direção ao melhor estado.

No entanto, há um problema quando se trata de nossa participação no processo. Por isso, cada um de nós, e todos nós juntos, nos vemos num estado imperfeito em todas as fases do nosso desenvolvimento. No estado completo, nós poderíamos sentir a nós mesmos no mundo de Ein Sof (Infinito) a cada passo do caminho, se usássemos os meios que nos foram dados corretamente. Nós poderíamos implantar a fase atual que nos encontramos e não sentiríamos quaisquer limitações, assim como em Ein Sof, quando o Criador é revelado em todo desejo. Mais tarde, camadas adicionais são reveladas, no momento em que o desejo é perfeitamente corrigido por toda a Masach (tela) e toda a Luz.

Assim, nós não precisamos sofrer o “caminho todo” esperando o final da estrada, o fim da correção. Se nos satisfizermos corretamente agora, vamos sentir que ninguém pode nos prejudicar e que não há ninguém cruel no palácio do rei, mas apenas o Criador, que preenche todo o mundo. É assim que ocorre em cada nível. Além disso, vamos também perceber as descidas como subidas. Então, sobre o que é dito: “A escuridão vai iluminar como a Luz”.

No entanto, na realidade, nós não chegamos à aceleração máxima e avançamos, via de regra, na linha do “meio”, recebendo alguns golpes relativamente fracos e tentando se alinhar com a linha do meio…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/04/13, “Introdução ao Livro do Zohar

A ONU Observa O Dia Internacional Da Felicidade

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (da Organização das Nações Unidas): “No dia 20 de março, o primeiro Dia Internacional da Felicidade será comemorado em todo o mundo. O dia foi proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas para promover a felicidade como objetivo universal e aspiração na vida das pessoas ao redor do globo.

“A iniciativa de declarar um dia de felicidade veio do Reino do Butão – um país cujo Indice de Felicidade Nacional Bruta considera que o desenvolvimento sustentável deve ter uma abordagem holística para o progresso e dar igual importância aos aspectos não-econômicos de bem-estar.

“O Dia Internacional da Felicidade reconhece os esforços de outras nações e grupos que trabalham para medir a prosperidade que vai além da riqueza material. Ao designar um dia especial para a felicidade, a ONU pretende concentrar a atenção do mundo na ideia de que o crescimento econômico deve ser inclusivo, equitativo e equilibrado, de tal forma que promova o desenvolvimento sustentável e alivie a pobreza…

“Além disso, um evento especial organizado na sede da ONU no dia 19 de Março às 18h, também vai marcar esta ocasião. Haverá o lançamento do livro de áudio de Sri Chinmoy, fundador da Meditação da Paz nas Nações Unidas…

“Ban Ki-moon afirma que, ‘Neste primeiro Dia Internacional da Felicidade, vamos reforçar o nosso compromisso com o desenvolvimento humano sustentável e inclusivo, e renovar nosso compromisso de ajudar os outros. Quando nós contribuímos para o bem comum, nós mesmos somos enriquecidos. A compaixão promove a felicidade e vai ajudar a construir o futuro que queremos”.

Meu comentário: Como tudo o que a humanidade cria, a ONU é uma representação do nosso egoísmo…

A Terra Que Foi Dada A Nós Como Sinal Para A Correção Espiritual

Dr. Michael LaitmanA localização da terra de Israel é, inicialmente, um desejo que pertence às nações do mundo. Como resultado corpóreo da raiz espiritual, um grupo chamado “nação de Israel” vem a esta terra e a conquista, libertando-a dos povos que estão vivendo nela, de modo que ela possa ser chamada de “terra de Israel”.

Isso acontece graças à conexão dos ramos corporais com a raiz espiritual, pois de outra forma não teríamos direito a existir nesta terra, e nenhum direito de herdar a terra. Só se estivermos adaptados a esta terra no sentido espiritual e formos dignos dela de acordo com a nossa correção, poderemos viver nela.

Assim, Baal HaSulam diz que em nosso mundo nós recebemos o Estado de Israel como uma oportunidade do Alto. Primeiro nós chegamos à terra de Israel totalmente despreparados e desunidos como verdadeira nação israelense. Ao atravessar constantemente a correção à custa do seu trabalho, a correção da intenção, a pessoa pode vir e conquistar o desejo chamado “terra de Israel”.

Isto é o que aconteceu com o grupo de Abraão, que deixou a Babilônia e depois voltou para esta terra após o êxodo do Egito. Antes disso, houve a reunião diante do Monte Sinai e os quarenta anos de exílio no deserto, e, em seguida, as guerras da conquista desta terra, a terra de Israel e as áreas ao redor dela que fizeram parte das conquistas do rei David.

Mas foi tudo com a condição de que eles primeiro corrigissem o nível humano em si e, em seguida, o resto dos níveis mais baixos. É porque a intenção precede o desejo: primeiro o desejo deve ser corrigido e, em seguida, ele conquista a intenção e a domina.

É o desejo que é chamado de humano ou “nação de Israel”. Quando o desejo é corrigido após a intenção em todos os níveis da natureza inanimada, vegetal e animal, ele é chamado de “terra de Israel”.

Assim, no passado, nos viemos preparados para as ações corpóreas nesta terra e depois de tê-la conquistado nós a chamamos de “terra de Israel”. Mas, desta vez, voltamos totalmente despreparados internamente. Portanto, essas guerras não são para conquistar a Terra Santa, não para libertá-la do ego, mas sim uma oportunidade de descobrir a necessidade da correção do homem. Na medida em que nós nos corrigirmos, realmente receberemos nossa terra de Israel.

Caso contrário, ela nunca será nossa. Se nós nos atrasarmos ​​em nossa correção, vamos ouvir cada vez mais queixas das nações do mundo – daqueles que estão ao nosso lado e daqueles que estão longe de nós -, alegando que esta terra não pertence a nós. Vai ser muito difícil se levantar contra isso, e ninguém vai ouvir as nossas desculpas, uma vez que elas são realmente muito fracas. Nós não seremos capazes de convencer ninguém com desculpas sobre eventos que ocorreram há dois mil anos, e se as nações do mundo começarem a nos culpar, isso fará um grande barulho em todo o mundo.

Há uma sensação de que este lugar não pertence realmente a nós, entre as nações do mundo e também entre os próprios judeus. É porque o ramo corporal deve refletir a raiz espiritual, e até agora, nós não fomos premiados com uma conexão com a raiz. Portanto, as nações do mundo não sentem a nossa conexão com a terra.

Foi-nos dada tal chance de Cima uma vez, e nós estávamos esperançosos, assim como as nações do mundo; havia uma espécie de iluminação. Mas, infelizmente, durante as últimas décadas da existência do Estado de Israel esta iluminação desapareceu. Eu não ouvi ninguém, exceto o grupo do Bnei Baruch, gritando pela correção espiritual da nação de Israel e pela correção corporal.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/04/13Escritos do Baal HaSulam “Herança da Terra”

Quatro Níveis De Liberdade E Servidão

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Artigo, “O Conceito de Inanimado, Vegetal, Animal, Falante”, Shamati # 115: Inanimado é algo que não tem autoridade própria. Pelo contrário, ele está sob a autoridade de seu Proprietário (dono) e deve satisfazer todos os desejos e vontades do seu Proprietário.

Sem crítica e análise, ele executa as instruções das forças que lhe dirigem. É assim que o mundo inteiro trabalha nos níveis inanimado, vegetal e animal, bem como toda a humanidade sob a influência de forças internas e externas. E se a pessoa acha que está vivendo de acordo com sua livre escolha, isto é porque as forças que a dirigem estão ocultas dela. Portanto, ela pensa que é dirigida por suas próprias decisões. Contudo, o que a obriga a aceitar especificamente essas decisões e não outras – isso ela ainda não sabe, isso ainda está oculto do seu campo de visão.

Para um animal também parece que ele estabelece por si mesmo para onde ir e o que fazer. No entanto, na medida em que a sabedoria é desenvolvida, torna-se mais evidente que tudo funciona de acordo com as leis da natureza e a herança genética que são incorporadas em nosso programa. Desde o início, a natureza egoísta, segundo a qual nós agimos, é implantada dentro de nós e, portanto, não há nenhuma razão para procurar outras intenções numa pessoa.

Vegetal é aquilo que já tem a sua própria autoridade, em certa medida. Ele já pode fazer algo que é contrário à opinião do Proprietário. Isso significa que ele já pode fazer coisas não para si, mas para doar.

O Proprietário oculto é como uma mãe que se oculta de seu filho para dar-lhe a oportunidade de fazer algo por si mesmo. Disso resulta que o Proprietário aparentemente não existe; aqui neste vazio completo, nós precisamos completar o que o Proprietário não terminou quando Ele nos concedeu a liberdade.

Num lugar onde não há nenhum policial, eu preciso me comportar como se ele estivesse lá. A ideia é aprender as leis e elevar-nos a um nível de consciência que faz com que seja possível para nós mantê-los de bom grado.

No entanto, como podemos ver na flora corporal, embora elas sejam móveis e se expandam em largura e comprimento, todas as plantas têm uma única propriedade. Em outras palavras, não existe uma única planta que possa ir contra o método de todas as plantas. Em vez disso, elas devem aderir às regras da flora e são incapazes de fazer qualquer coisa contra a mente de seus contemporâneos.

Isso significa que ela é limitada; ela deve pegar um exemplo do entorno e se comportar como eles. Ninguém está forçando-a ou está sobre ela com uma vara, obrigando-a a agir assim. Em vez disso, ela deve subir para um nível que, a partir de suas correções internas, ela toma o exemplo dos outros e se comporta como eles. O entorno lhe dita a sua forma de conduta; porém, de forma independente, ela deve se elevar a esse tipo de situação: à consciência, compreensão, respeito e identificação com eles.

Conclui-se que no nível vegetal há um determinado nível de independência, de modo a tomar um exemplo dos outros e se comportar de acordo com o que a sociedade dita.

Assim, eles não têm vida própria, mas são partes da vida de toda a flora.

No entanto, a pessoa precisa estar feliz com isso e não sentir que eles estão coagindo-a, pressionando-a, ou mantendo-a em servidão. Ela precisa se sentir completa e feliz que eles lhe deixam subir para o nível do vegetal. Ela aprecia muito a sua identificação e sua dependência em relação ao ambiente; ela quer ver os outros como perfeitos e ser como eles. O vegetal não sente que isso o limita ou que ele não pode subir acima deste nível, e ele está feliz em ser como o ambiente.

Isso significa que todas as plantas têm uma única forma de vida para todas as plantas. Todas as plantas são como uma única criatura e as plantas individuais são órgãos específicos desse animal.

Da mesma forma, na espiritualidade há pessoas que já adquiriram a força para superar o seu desejo de receber, até certo ponto, mas estão confinadas ao ambiente. Elas não podem fazer o oposto do ambiente em que vivem…

No entanto, ela não sente suas limitações, está feliz com esta situação, e aceita-a. Caso contrário, ela não seria capaz de se anular em relação ao ambiente.

…mas elas fazem o oposto daquilo que o seu desejo de receber quer. Isso significa que já trabalham com o desejo de doar.

Animal: Nós vemos que cada animal tem sua própria característica; eles não se limitam ao ambiente, mas cada um tem sua própria sensibilidade e característica. Eles certamente podem agir contra a vontade do Proprietário, o que significa que podem trabalhar em doação e também não estão confinados ao ambiente. Em vez disso, eles têm suas próprias vidas, e sua vitalidade não depende da vida de seus amigos. No entanto, eles não podem sentir mais do que o seu próprio ser. Em outras palavras, eles não têm nenhuma sensação do outro e, naturalmente, não podem cuidar do outro.

O nível animal significa doação absoluta com a intenção de doar. Uma pessoa que se encontra num nível como este não pode ativar mais poder, ainda que esteja livre daquilo que o ambiente impõe a ela, ou seja, ela pode ser independente na medida em que não prejudique ninguém e realize ações opostas ao seu desejo de prazer. E, em nome disso, ela não precisa de um exemplo dos outros.

Se no nível vegetal ela se submeteu ao ambiente, no nível animal ela se torna livre dele. Ela recebe energia adicional que lhe dá liberdade interior e exterior, ou seja, ela se torna “Hafetz Hesed” (apenas querer doar).

Mas ela ainda não pode trabalhar com o seu desejo de prazer e transformá-lo em doação. Isso já seria o nível humano, onde a pessoa, de bom grado, se transforma num servo da sociedade, de acordo com o seu livre arbítrio.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/04/13, Shamati # 115