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Responsabilidade Por Aquilo Que Emerge Do Ovo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se todos os meus estados são determinados pela força superior, onde está a minha responsabilidade pelas más ações?

Resposta: Eu não posso mudar o estado em que me encontro. Eu preparei este estado com o Criador, como Seu parceiro. Eu tive a oportunidade de me preparar, de modo que o estado que se aproxima de mim agora se manifestasse de uma forma melhor, mas eu não fiz isso.

O próprio estado atual já não pode ser alterado. É o resultado final natural de todas as condições anteriores que eu certamente poderia ter influenciado.

Eu posso colocar um ovo debaixo de uma galinha, posso colocá-lo no sol, ou posso colocá-lo numa incubadora e, consequentemente, vou obter resultados que determinam a velocidade do meu desenvolvimento e minha atitude. Tudo vai ser diferente!

Mas quando eu me encontro em alguma situação, já é tarde demais para fazer algo a respeito. Tendo agido de acordo com o princípio de “se eu não fizer, quem fará por mim” e, no final, tendo reconhecido que “não há outro além Dele”, eu recebi este resultado. Eu tiro o máximo proveito disso e percebo, desde o início, que eu tinha que alcançar um estado como esse.

Portanto, se tudo já está estabelecido desde o início, onde está a minha liberdade de escolha? Mas só de ter justificado o meu estado atual como correto e estabelecido desde o início, uma vez que “não há outro além Dele”, eu posso decidir o que fazer e dizer: “Se eu não fizer, quem fará por mim”.

“Se eu não fizer, quem fará por mim” é o período em que eu estou agindo e trabalhando como se o Criador não estivesse perto de mim, já que eu não sei onde Ele está, e isso está escondido de mim. Mas por que eu preciso agir assim? Se eu fizer o esforço correto, então, idealmente, eu vou aceitar todo o estado revelado a mim como vindo da força superior, do “não há outro além Dele”.

Trabalhando assim, eu preparo a minha percepção para os próximos estados. O Criador pode revelar um estado para mim que hoje parece simplesmente terrível. Mas depois da preparação que eu faço agora, trabalhando de acordo com o princípio de “Se eu não fizer, quem fará por mim”, eu vou aceitar esse estado como a manifestação da bondade absoluta do Criador, que me beneficiou. Esta será a minha recompensa no final de um “dia de trabalho completo”.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/04/13, Escritos do Rabash

As Diferenças Entre Luz E Escuridão

Dr. Michael LaitmanHá muitas “ondas” de desejos dentro de nós. De onde vem essa separação em muitas partes, níveis, lados, formas e assim por diante? O fato é que a Luz, que é pura doação, entra no desejo, cuja natureza é a recepção.

A Luz e a escuridão estavam conectadas juntas através de características opostas no tempo da quebra. Como resultado, todas as Luzes estão incorporadas em todos os desejos individuais e formam inúmeras combinações. As diferenças e facetas na compreensão, análise e percepção, o amplo espectro de cores, sons, sabores e cheiros são derivados disso. Tudo vem das várias combinações, formadas através da conjugação entre as Luzes e desejos.

É precisamente graças a esta multiplicidade que descobrimos o Criador. De outro modo, nós nos sentiríamos ainda na parte inferior do nível de Malchut do mundo do Infinito.

Esta variedade nos possibilita descascar camada por camada, a fim de esclarecer a essência e distinguir as diferenças entre as possíveis combinações entre Luzes e vasos. Assim, nós começamos a descobrir o Criador em contraste com a criatura: nós passamos da “existência a partir da ausência”, para a “existência a partir da existência” “formatamos” o vaso e a Luz, a Luz e a escuridão. Este é o nosso trabalho. Assim, na espiritualidade, em cada momento nós realizamos bilhões de correções, atingindo os menores detalhes.

Isso é semelhante à classificação e ao esclarecimento da matéria em nosso universo. Parecia uma tarefa impossível de realizar no tempo, mas não foi. A integração mútua nos permite trabalhar em todas as direções simultaneamente, de modo que mesmo uma pequena ação produz bilhões de resultados em toda Malchut.

Hoje, esta imagem ainda está oculta de nós, mas na medida em que nós continuarmos, nós vamos esclarecer e identificar os componentes mais sutis e profundos. Isso será possível quando começarmos a distinguir entre doação e recepção em todas as partes.

Eu sou capaz de compreender em sua forma espiritual apenas um desejo corrigido, como um dos 613 desejos, no qual o Kli é dividido. Até a correção eu me deparo apenas com um “monstro egoísta”, o Faraó, que não pode ser separado em partes, onde nada pode ser esclarecido. Enquanto a Luz não chegar, eu não serei capaz de sentir qualquer desejo e ver como ativá-lo em benefício da doação acima do meu ego; eu não serei capaz de discernir suas facetas separadas. A única coisa que eu sinto no Egito são as dez pragas…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/04/13, “Introdução ao Livro do Zohar

A Espiritualidade Tem A Sua Própria Matemática

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós sabemos que não existe “quase” na espiritualidade, mas, ao mesmo tempo, o caminho espiritual é dividido em níveis, e cada um nos aproxima mais da perfeição. Como o absoluto se combina com o avanço gradual?

Resposta: Em cada nível, em cada grau espiritual, cada um de nós tem sua própria medida, de acordo com a ordem de realização das Reshimot (registros espirituais). O grande vaso geral foi quebrado em pedaços, e cada parte tem seus próprios limites, suas próprias medidas de conjugação com outras partes, sua medida de correção e sua própria “medida de esforços”, tanto em valor absoluto como individualmente.

Na verdade, não existe “quase” na espiritualidade. Se num determinado nível você corrigiu nove partes de dez, então você não conseguiu se corrigir ainda. Só depois de corrigir a décima parte você concluirá o trabalho.

Da mesma forma, o elétron não pode existir separadamente do átomo. O átomo é feito de muitas partículas e todas elas têm que estar no lugar certo. Mais tarde, outras formas maiores e mais complexas são criadas: moléculas, células e órgãos, e cada uma delas tem que ser inteira na sua medida. Mesmo a menor medida tem que ser inteira, até a última e menor partícula.

Pergunta: Por um lado, todo mundo tem que ser como um homem com um coração, e por outro lado, é dito que cada pessoa pode julgar o mundo inteiro à  escala de mérito ou desfavoravelmente. Como podemos explicar isto?

Resposta: É impossível explicar isso em nosso nível. É impossível perceber com nossa mente. Não são as leis da matemática ordinária que agem aqui, segundo as quais um mais um é igual a dois. A espiritualidade tem a sua própria matemática.

Pergunta: O que é uma “medida completa”? Qual é o critério para a plenitude?

Resposta: Uma medida completa é um sinal de mudança em cada nível, de acordo com o princípio do “esforcei-me e encontrei”. Cada vez mais eu me esforço e, de repente, eu “salto” para um novo estado. Somente de acordo com esta reação eu saberei com certeza se me esforcei o suficiente. É impossível prever isso. Não há nenhum “contador”, nenhuma indicação prévia com a qual eu possa julgar o meu sucesso.

Isto porque nós trabalhamos “acima da razão”, em doação, e a doação não pode ser medida. As medidas são sempre no desejo de receber. Na doação, a medição só é possível no que diz respeito à revelação e por isso é sempre segundo o “esforcei-me e  encontrei”. Esta “descoberta” é a seleção final.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/04/13, “Introdução ao Livro do Zohar

Encontre O Seu Lugar De Trabalho

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, artigo 44: E todos os elementos espirituais do inanimado, vegetal e animal desse mundo, que correspondem à Sefira de Malchut de Assiya, servem e ajudam o Partzuf de Nefesh de quem subiu lá.

Pergunta: Quais são os elementos espirituais da natureza inanimada, vegetal e animal?

Resposta: Todas as cinco fases, desde a fase da raiz até a fase quatro, conectam-se no esforço de uma pessoa. Embora nós nos esforcemos apenas no que diz respeito à intenção, apenas com relação à natureza humana em nós, há também outras camadas no desejo, em que somos controlados, não temos livre arbítrio. Estas camadas do desejo são semelhantes às nossas necessidades físicas e estão incluídas no nosso trabalho; elas agem em nós enquanto não podemos influenciá-las de forma alguma. Como Baal HaSulam disse no “Prefácio à sabedoria da Cabalá”, os elementos da natureza inanimada, vegetal e animal sobem e descem junto com o nível humano, não tendo nenhuma consideração própria.

Pergunta: Isso significa que na espiritualidade também fazemos coisas não por nossa escolha?

Resposta: Claro. A mesma coisa acontece também no nosso mundo, uma vez que é uma réplica exata da espiritualidade. Eu não preciso trabalhar na multiplicidade de forças espirituais que não pertencem ao nível humano. No nível humano, eu também tenho que primeiro esclarecer as coisas e só então executar as correções. Em primeiro lugar, eu devo esclarecer onde exatamente devo me esforçar para que possa doar e alcançar resultados reais. O mais importante é a diferenciação entre a “área de trabalho” e a “área de não trabalho” e colocar muito esforço na primeira.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/04/13, “Introdução ao Livro do Zohar

A Chave Para 99% Da Alma Global

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o papel atual dos grupos do Bnei Baruch ao redor do mundo em diferentes países?

Resposta: Os grupos ao redor do mundo têm um papel especial e importante, porque Israel não pode se corrigir se não estiver focado no mundo. GE não tem como se corrigir se estiver isolado dos outros.

O Criador quis dar a Torá primeiro às nações do mundo. Toda a Luz é oposta a esse desejo, oposta ao AHP, e não oposta à GE. De fato, o AHP compõe todo o vaso, 99% de todo o desejo. Portanto, a nação de Israel, GE, é a menor de todas as nações. Ela não tem o direito de existir, exceto para servir a todo este grande AHP.

O Criador quer preencher o AHP com Luz e Ele testa GE como a parte que serve ao Criador e a esses desejos de receber. Israel é escravo de sua missão, e as nações do mundo não são. Nós temos que realizar a nossa missão para com o Criador e toda a humanidade. Portanto, os dois lados vêm reclamando de nós, e suas queixas são justas, uma vez que nós temos que ser o elo, o adaptador, entre o Criador e o mundo, e entre o mundo e o Criador. Nós, porém, não cumprimos o nosso papel.

Para funcionar corretamente, nós precisamos de uma conexão com a força superior, com o Criador, que é realizada através do centro do grupo. Por outro lado, nós precisamos estar conectados a todos os nossos grupos e todos os amigos que pertencem às nações do mundo, uma vez que é assim que a conexão deles para conosco e deles para as com nações do mundo, nas quais eles vivem, é cumprida. Assim, todos se conectam abrindo caminho a partir de Malchut de Malchut, o maior desejo da criatura, até o desejo de Keter de Keter e todo o caminho para o Criador.

O grupo central deve tratar todos os grupos ao redor do mundo com amor, com grande preocupação e atenção, se conectar a eles tanto quanto possível, apesar das barreiras linguísticas e da distância geográfica, e aceitá-los tanto quanto possível. É através deles que nós podemos alcançar as outras pessoas, as outras nações, e transmitir-lhes o método de educação integral.

Nossos amigos de todo o mundo que vivem lá como “convertidos”, o que significa que eles também têm um ponto no coração, fazem parte de Israel e realizam a conexão entre o AHP e nós, GE. Nós não podemos estabelecer essa conexão por nós mesmos, e são os nossos amigos de outros países que fazem isso.

Acontece que eles pertencem à camada principal do desejo que está na fronteira entre GE e AHP. Sem esta conexão, GE e AHP não têm sentido. Por esta razão, nós temos que prestar muita atenção nos nossos amigos e apoiá-los de todas as formas possíveis, realizar Convenções, fornecer serviços de tradução em todas as línguas, ou seja, ajudá-los tanto quanto pudermos. É porque eles pertencem à camada do desejo que nos permite responder a pergunta: Para que nós existimos?

Nós existimos graças ao fato de que temos tal conexão com o AHP, graças aos nossos amigos em todo o mundo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/04/13, Escritos do Baal HaSulam

Comunismo Altruísta: Uma Equação Com Uma Variável

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Os Escritos da Última Geração”, Parte Um: É da responsabilidade de Israel aceitar o comunismo altruísta internacional primeiro para todas as nações do mundo, e ser um modelo de bondade e beleza deste regime.

Pergunta: O que é o comunismo altruísta internacional?

Resposta: Baal HaSulam explica isso nos “Escritos da Última Geração”. O comunismo altruísta é baseado em leis que nós estudamos, não no legado de Karl Marx, mas do Estudo das Dez Sefirot, que descreve a interação entre as Luzes e os vasos. Afinal, o vaso e a Luz devem estar em adesão. Quais são as condições necessárias para isso?

Em geral, a lei da semelhança ou equivalência de forma (=) opera aqui entre os dois desejos: o desejo de receber e o desejo de doar. Para se assemelhar ao desejo de doar, o desejo de receber deve realizar a Primeira Restrição (Tzimtzum Aleph-TA), após a qual não quer receber nada para si mesmo. Em seguida, ele atinge o nível de Hafetz Hesed, e depois o nível de receber a fim de doar.

Hoje, após a quebra, o grupo é constituído de partes individuais. Que leis devem operar nele de modo que sejamos capazes de chegar a uma equivalência de forma? Como podemos fazer um contrato com o Criador, para que Ele nos leve à adesão? Se nós pensarmos nisso, vamos ver que se trata das mesmas condições descritas nos livros de Cabalá. Há três fatores envolvidos aqui: o desejo de doar, o desejo de estar aderido, e a equivalência entre ambos. Não há nada além disso.

O desejo de doar (1) é constante (const), como o desejo de receber (2). O terceiro fator é a variável chamada Masach (tela).

É tão simples! Se ao menos não fôssemos cegados pelo nosso ego, devido ao qual não queremos ver a verdade.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/04/13, “Nação de Israel”

O Significado Da Fusão Com O Criador

Como é que vamos examinar o nosso relacionamento no início e no final do trabalho? Onde começamos e a que devemos chegar no final? A pessoa tem sempre que lembrar que “Não há outro além Dele” e se esforçar para não deixar a autoridade do Um, o poder maior.

Você tem que verificar o que exatamente influencia você, em que estados existem os pensamentos estranhos e emoções que despertam em você, enfraquecendo o sentimento de unicidade da governança superior, e você tem que trabalhar com estes estados. Isso quer dizer que é proibido para você “acidentalmente” afastar-se do estado de “Não há outro além Dele”.

Mesmo que você vá a um mercado ou a um médico, cabe a você saber em que parte de sua compreensão da realidade agora você pretende corrigir a sua falta de aderência ao Criador, Que “Tu me tens encurralado por trás e pela frente”, Que controla você direta e indiretamente. O Criador preparou este estado inteiro desde o começo, mas você precisa completá-lo com a sua atitude.

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No Suco Azedo Do Egoísmo

Baal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar,” Itens 29-30: … Isto é considerado como estar sob a Sitra Achra e as Klipot, cujo papel é o de expandir e aperfeiçoar o desejo de receber e torná-lo exagerado e desenfreado de qualquer maneira, para fornecer à pessoa todo o material que ela precisa para trabalhar com ele e corrigi-lo.

Na nossa evolução, nós passamos pelos quatro estágios dos desejos que pertencem a este mundo, inanimado, vegetativo, animado e falante. Cada passo seguinte é “mais íngreme” do que o anterior.

Posteriormente, um nível totalmente novo de desenvolvimento começa com o que o desejo de receber aspira à correção. Quanto mais esforços aplicamos, quanto maior é a nossa aspiração à unidade e ao amor, mais perversidades revelamos em nós mesmos.

É mais um processo qualitativo, durante o qual nós adquirimos toda a “espessura” (Aviut) dos desejos nos quatro mundos de ABYA, de acordo com os esforços que aplicamos. Assim, chegamos ao ponto mais alto em que toda a inclinação ao mal já se manifesta dentro de nós.

Embora a “inclinação ao mal” esteja vestida com o seu desejo de receber no momento do nascimento, ela só começa a despertar depois dos 13 anos, e, em seguida, a pessoa começa a entrar no sistema dos mundos puros…

A pessoa  já tem um enorme e exorbitante desejo egoísta, dentro do qual existe um ponto no coração. Ele está ligado à Luz e é por isso que começa a agir. Assim, depois de “13 anos” de aquisição da totalidade do desejo de receber em prol de receber, o ponto no coração (*) e sua conexão com a Luz Circundante desperta. É como se nós inflássemos o balão de nosso desejo, atingindo o nosso ponto através dos mundos impuros ABYA – e, em seguida, ele desperta.

Até então, ele não vem à tona a partir da profundidade. Naturalmente, só podemos corrigir os defeitos que já se manifestam em nós. E vice-versa, enquanto eles estão expostos, por que nossos pontos no coração apareceriam?

Quando a pessoa obtém um excessivo desejo de receber espiritual, ela deseja devorar, para o seu próprio prazer, toda a riqueza e prazeres no próximo, eterno mundo, que é uma posse eterna.

Somente se aspiramos a unidade podemos revelar quão perverso de fato somos. Tentamos ser simpáticos e agradáveis, mas cada vez sentimos que somos verdadeiramente indiferentes, esquecidos, descuidados, e insensíveis. Às vezes, até admitimos para nós mesmos que podemos desfrutar do sofrimento de outras pessoas. Não é assim?

Esta é a nossa natureza, nosso desejo egoísta regular, com a qual nascemos e vivemos. Anteriormente, esta estava escondida na “sombra”. Neste momento, quando nós nos esforçamos para unir-nos com outras pessoas e ser gentis com elas, começa a manifestar-se em nós. No entanto, não é ainda a espiritualidade, nem a genuína doação; ainda estamos apenas tentando alcançá-las.

Então, a próxima etapa acontece. Antes de chegar os “13 anos de idade”, tudo o que fizemos foi tentar sair do nosso egoísmo e revelar a inclinação ao mal dentro de nós, ou seja, a nossa falta de vontade de mudar e as quedas constantes em um egoísmo ainda maior. No entanto, neste momento, nós paramos de tentar e começamos a agir, a fim de alcançar a doação. Essas ações demonstram a grandeza do Criador para nós: eternidade, perfeição do universo, e a própria Luz.

Este é o ponto em que um desejo egoísta de “roubar” tudo para o seu próprio benefício desperta: “Posso roubar a eternidade? Posso reinar?”. Nossas ações que são orientadas para doação absorvem grande quantidade de Luz. Este é o momento em que tropeçamos.

É uma condição muito especial, “suculenta”. O desejo que adquirimos esforça-se pela Luz superior, e é um bilhão de vezes maior do que tudo o que nos foi revelado antes.

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Da 4 ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/3/13, “Introdução ao Livro do Zohar

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Familiaridade Com A Inclinação Ao Mal
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Uma Bolha Na Bela Face Da Criação

Pergunta: Pode um mau pensamento ser equiparado à calúnia?

Resposta: A humanidade é como um tumor maligno dentro do corpo saudável da natureza. O corpo consiste dos níveis inanimado, vegetal e animado deste mundo, que estão em completa harmonia com a natureza em geral, e sob seu controle, que não deixa espaço para a liberdade de escolha. É por isso que esses níveis não podem ser responsabilizados por nada, uma vez que obedecem totalmente aos instintos naturais.

A natureza egoísta age dentro dos seres humanos e os motiva. Isso nos torna diferentes dos outros seres, uma vez que temos uma tendência a prejudicar os outros. Não há nenhuma outra criatura neste mundo (uma pedra, uma planta ou um animal) que prejudique os outros, exceto os seres humanos. As pessoas gostam quando os outros se sentem mal. Isto é o que é chamado de maldade humana.

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Dialéctica De Desenvolvimento E O Problema Da Responsabilidade

Baal HaSulam, “A Paz”: E vocês descobrem que todas as sementes das quais crescem bons estados são apenas os seus próprios actos corruptos, isto é, que todos os males expostos que vêm das mãos dos ímpios numa geração aglomeram-se e acumulam-se numa grande soma, até que ganham tanto peso que o público não os pode mais suportar. Então, eles erguem-se e arruínam isso e criam um estado mais desejável.

Todo o mal deve ser exposto porque o bem advirá daí. É impossível alcançar o bem a menos que seja precedido pela revelação do mal.

Não há nada de novo nisto. Abraão falou acerca deste assunto. É bem conhecido, quer na Cabala e fora da Cabala. História, natureza, e o processo de dialéctica serve como prova a isso. Cada estado dura até que as suas deficiências “amadurecem” ao ponto em se tornam óbvias. Nomeadamente estas deficiências destroem o estado actual e formam um subsequente. Este é um facto científico e histórico.

As mesmas leis aplicam-se aos humanos. Não é um acidente que as crianças não obedeçam a seus pais; é natural.

Pergunta: Se o mal é inevitável, porque chamamos o Criador “o Bom que faz o Bem?”

Resposta: Assim é porque caracteriza uma tendência de desenvolvimento orientada para a meta, ao invés de per se. Pode alguém se desenvolver se se sente fantástico? O estado de conforto total não permite mais avanço. O que nos empurraria para a frente se tudo estivesse bem?

O problema é que levamos as coisas boas que nos acontecem como garantidas. Nós não valorizamos os eventos positivos nas nossas vidas, nem sequer os consideramos importantes. E vice-versa, nós tratamos as dificuldades como uma carga injusta.

Noutras palavras, nós avaliamos coisas boas ou más em diferentes escalas. O resultado final das ações que nós realizamos durante a nossa vida acaba por ser o oposto daquilo que considerámos serem. Simplesmente, nós não podemos evitar as “partidas” da vida. Se alguém diz coisas más acerca de nós, nós fervemos por muitos meses até que encontramos uma forma de pagar a dívida. Tudo o que tivermos em mente e no coração contra aqueles que nos insultaram parece-nos normal e natural: “Ele merece-o!”

Pergunta: Ainda assim, não deveria existir um equilíbrio entres os problemas e as alegrias? Em vez disso, é-nos dito que estamos em dívida com o Criador desde o início. Assim como está escrito, “Tudo está em depósito, e uma fortaleza espalha-se sobre toda a vida. O armazém é aberto e o empregado da loja vende por pagamento diferido; o livro está aberto e a mão escreve. E todo aquele que deseja emprestar pode chegar e pegar emprestado…’” (Baal HaSulam, “A Paz”). O que é exactamente o que Ele me empresta?

Resposta: O que acontece é que nós podemos trazer bens da loja e pagá-los mais tarde. Hoje, as mercearias utilizam o sistema quando os seus donos mantêm registo dos seus clientes habituais que compraram a crédito, e no fim do mês os devedores têm que pagar as suas contas. No nosso caminho para a meta, também nos é permitido contrair empréstimo. Além disso, pagaremos as nossas dívidas em estágios intermédios, mas no verdadeiro final do nosso trilho, quando a meta é alcançada.

Neste momento, apenas mendigamos ao Anfitrião que nos garanta poderes, desejando alcançar certas virtudes: “Onde está a sua generosidade? Onde está a Sua empatia?” Leve tudo das prateleiras do que te for necessário; tudo está à sua disposição. Pagará suas dívidas no verdadeiro fim do caminho quando o seu trabalho está completo.

De facto, não existe nada para devolver uma vez que nós mudaremos tanto que o nosso estado de endividamento desaparecerá.

Então, não pense que o Criador necessita de nosso pagamento. Não, Ele necessita apenas de nossa atitude. Ele quer que nós concordemos com os Seus cálculos e nada mais que isso. Os nossos egoísmos “saudáveis” impelem-nos para que haja um truque por parte do Criador, mas não é verdade. Com o nosso mero consentimento para receber o poder da correcção, imediatamente a receberemos e isso pagará as nossas contas.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/03/13, “A Paz”