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Um Sistema De Medição Espiritual: O Grupo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é possível verificar de quem você é servo: do Faraó ou do Criador? Como este exame é realizado, intelectual ou emocionalmente?

Resposta: Nós verificamos com a mente o que sentimos em nosso coração. Um coração é todos os desejos de uma pessoa, e eu preciso verificar quem controla meus desejos: o desejo de receber com a intenção “a fim de receber” ou com a intenção “a fim de doar”. O desejo de receber está sempre lá, é a substância da criação, mas eu devo examinar para quem estou trabalhando.

Este exame é feito somente através do grupo. Em nosso mundo físico, não podemos medir nada sem uma escala de medição. Nós precisamos de alguma unidade de medida: um metro, o quilo, Hertz, uma escala de medida com que sejamos capazes de medir e pesar algum fenômeno.

Como eu posso pesar o desejo e a minha intenção que o controla? Isso só é possível dependendo de como eu realizo minha adesão ao grupo e me associo com o todo. Através disso eu posso medir a mim mesmo e mudar alguma coisa dentro de mim. Caso contrário, eu sempre vou ser enganado.

Portanto, “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” é chamada a regra fundamental da Torá, pois controla tudo. Se eu não me colocar corretamente em relação à sociedade, eu não vou ser capaz de ver onde estou. Com minhas medidas, não vou ser capaz de discernir qualquer erro, nem o menor, nem o maior.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 31/03/13

Nós Não Somos Escravos De Escravos, Mas Sim Servos Do Criador!

Dr. Michael LaitmanRabash, “Dargot HaSulam“, artigo 932, “A Primeira Inovação”: Todas as inovações só começam após a pessoa merecer deixar a aquisição para si mesma. Antes disso, ela está totalmente imersa em seu desejo de prazer, e este desejo a domina. Portanto, nenhuma inovação pode acontecer nela, tudo vem apenas de seu ego. Uma inovação só pode vir através do poder de outra natureza, que a pessoa ainda não tem. Por este motivo, todas as inovações só começam depois que a pessoa deixa o seu ego, o desejo de receber para si mesma, isto é, ela deixa o Egito.

E esta é a idéia de que é proibido ensinar Torá aos adoradores de ídolos.

A pessoa que serve a outros deuses ainda não tem contato com o Criador, não saiu do Egito. Este é o nome de um nível espiritual. Portanto, uma pessoa normal deste mundo não deve chamada assim. Adoradores de ídolos são pessoas como nós, que são atraídas ao Criador, mas ainda atribuem particular importância aos valores materiais, à recepção para si mesmo.

Por esta razão, elas são chamadas de AKUMA (um acrônimo para “Servos de estrelas e constelações”, e também desvio ( Akum ), “indireto”). Você vê que elas não estão dirigidas “direto ao Criador” (Yashar-El), como Israel, mas sim adoram estrelas e o destino, o que significa que são dominadas por várias forças e valores egoístas.

É proibido ensinar Torá para adoradores de ídolos. “Proibido” significa impossível. Você vê que a Torá é a Luz, todo o sistema superior, todos os mundos espirituais, as relações entre a pessoa e o Criador. É impossível ensinar isso a um idólatra, que se encontra na receptividade egoísta e não tem nenhuma conexão com o sistema de doação.

E, de fato, quando a pessoa está no Egito, ou seja, na receptividade egoísta, ela não pode ser um Yehudi, (da palavra “Yichud” – unidade, que significa unir-se com toda a criação e com o Criador), porque está escravizada ao Faraó, rei do Egito. A pessoa é escravizada pelo seu ego, o rei do mundo material.

E quando ela é escrava do Faraó, ela não pode ser serva do Criador. Ou é o Faraó ou o Criador, porque tudo depende da intenção com que uma pessoa se identifica e que ela quer servir: benefício pessoal ou doação.

“E esta é a ideia, ‘Porque os filhos de Israel são meus’, eles são os meus servos”, diz o Criador, “e não sejam escravos de escravos”. Você vê, o Faraó também é um servo do Criador, ele é um anjo, e é um sistema que realiza o pensamento da criação por compulsão, sem qualquer liberdade de escolha. O Faraó é um anjo; você vê que está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal”. Toda a criação, todo o ego se encontra nas mãos do Criador. E se a pessoa serve em nome do Faraó, ela é chamada de “escravo de escravos”, pois ele serve o escravo e não o Mestre.

Quando a pessoa serve a si mesma, ela não pode ser serva do Criador, pois é impossível servir a dois reis ao mesmo tempo. E só depois que a pessoa deixa o Egito, depois que ela recebe suficiente Luz que Reforma, elevando-o acima de seu desejo de prazer, que é da recepção para si mesma, então ela pode ser serva do Criador. Mas, para continuar a ser serva do Criador, ela precisa escolher isso o tempo todo: em cada momento, com cada desejo Então, ela está pronta para merecer a Torá. Segue-se que a primeira inovação é a saída do Egito.

A Torá começa com a saída do Egito em diante. Portanto, depois disso ocorre a entrega da Torá. A Torá inclui toda a Luz do Infinito, toda a Luz superior que preenche os mundos superiores e é projetada para a correção gradual do desejo de receber da criatura, até que ela chega à  equivalência de forma com o Criador.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 31/03/13

“Cientista Prevê”

Dr. Michael LaitmanOpinião (Chris Martenson): “Chris Martenson é um especialista de renome mundial na identificação de perigosos, mas ainda ocultos, padrões de crescimento exponenciais nas economias globais, na demanda de energia e consumo de alimentos…

“E ele está prevendo que um colapso de 60% no mercado de ações vai emergir nos próximos três meses.

“A opinião de Martenson deve ser levada a sério, pois sua pesquisa é altamente considerada pelas Nações Unidas, o Parlamento do Reino Unido, e as 500 empresas da revista Fortune. …

“Infelizmente, Martenson não é o único economista prevendo um colapso maciço e histórico.

“Na verdade, seus números são conservadores quando comparados com outros especialistas em seu campo.

“Em uma entrevista recente, Robert Wiedemer – um economista conhecido por prever corretamente o colapso do mercado imobiliário dos EUA de 2006 e o colapso do mercado acionário de 2008 – fornece evidências preocupantes para 50 por cento de desemprego, uma queda de 90 por cento do mercado de ações, e 100 por cento de inflação anual… a partir deste ano”.

Meu comentário: O fato é que esta tendência só pode ser interrompida movendo-se imediatamente para a educação integral do público, e em consonância com isso, para a redução gradual da produção para dimensões necessárias.

A educação integral vai permitir a transição para a alocação racional igualitária de produtos, bens e serviços necessários, e fornecerá todos os outros recursos para a educação e treinamento, isto é, para a correção de pessoas como uma parte integral da natureza. Só desta forma é que seremos capazes de evitar golpes que, todavia, nos farão tomar as mesmas decisões.

Então O Grupo Vai Absorver Tudo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o significado de aderir ao grupo?

Resposta: Aderir ao grupo é estar com os amigos em todo o processo pelo qual eles estão passando, realizar as tarefas, participar de todos os eventos: estudos, disseminação, tarefas, encontro de amigos, workshops e pagar Maaser. Eu preciso tentar ser um participante útil e ativo em tudo isso. Estas são ações mecânicas de adesão a um grupo, que são visíveis.

Além disto, dentro de mim, eu tento ser incluído nesta imagem chamada “grupo”, desaparecer, fundir-me nela. Eu quero ser absorvido dentro deste conceito de “grupo”, de “sociedade”, para que nada de mim permaneça.

Se eu tento fazer isso de acordo com os meus motivos egoístas, na medida dos meus esforços, eu fico mais perto da Luz, e ela me traz pensamentos sobre isso e mostra como eu sou apto para isso ou não. Então, eu começo a exigir que a Luz me corrija mais. Eu começo a me relacionar com a minha inclusão no grupo de uma forma mais prática, conectando essa inclusão com a Luz que me influencia e me ajuda a entrar no grupo.

Segue-se que quanto mais eu estou incluído nele, mais estados eu começo a discernir: uma inclusão maior ou menor, o quanto eu me esqueço de mim mesmo, quanto mais eu pertenço aos amigos, quanto mais ou menos eu os amo. Somente de acordo com isso eu avalio minhas subidas e descidas, uma vez que não existem outras subidas e descidas.

Assim, junto com todos, eu me volto à Luz superior que faz de nós um todo. Aqui começa o trabalho. Todas as medições e avaliações ocorrem apenas em relação ao grupo, porque sem ele, não há uma correta escala de medição, não há correção com a qual eu seja capaz de me examinar.

Eu não tenho nenhuma indicação e avaliação das minhas emoções, nem em relação ao Criador e nem em relação a mim, se não o fizer dentro do grupo. O grupo é o lugar onde eu sinto, meço e realizo todas as ações espirituais.

Não há outro lugar fora dele! Lá, no grupo, eu preciso descobrir o ódio e o meu ego, todas as minhas características. Tudo o que é descoberto no exterior do grupo não precisa de qualquer correção. Apenas o que é descoberto nas relações entre os amigos, esta é a única coisa que precisamos corrigir. O Faraó, o ego, é a força de rejeição mútua e de ódio descoberta no grupo. Fora do grupo, é toda a vida física do corpo animal.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 31/03/13

Uma Casca De Segurança

Dr. Michael LaitmanPergunta: Três vezes por semana, durante meia hora, eu ensino crianças num grupo e duas vezes por semana em outro. Nós brincamos de unidade, que nós nos amamos, e eles adoram isso. Mas eles vão me deixar em dois anos. Será que isso vai prejudicá-los, quando eles saírem para o mundo onde eles não são muito amados?

Resposta: Não se preocupe. O mundo vai ser muito mais fácil para uma pessoa que tenha recebido o treinamento integral. Nós achamos que precisamos preparar as crianças para o nosso mundo cruel, de modo que elas estejam prontas para qualquer problema. Não faça isso. Pelo contrário, essas pessoas sofrem, acima de tudo. Se uma pessoa se relaciona com tudo de forma suave, com a ajuda da Luz superior, ela cria um escudo de segurança em torno de si.

Da Convenção Europeia na Alemanha 23/03/13, Lição 5

Começando A Trabalhar Com A Luz

Starting To Work With The LightQuando a descida acaba, você começa a perceber que seria melhor controlá-la e pedir um Masach (tela) que lhe permitisse transcender tal estado. Então, apesar da repulsa interior, você seria capaz de aspirar aos amigos e ainda sentir amor e conexão. Você entende que este é o melhor caminho.

A primeira vez que isso acontece, você não consegue tomar nenhuma decisão durante o estado de descida. Você só sente como a escuridão total cai sobre você, soterrando-o. Então, você examina a si mesmo e pensa que poderia ser bom aprender a controlar de alguma forma esses estados. Na próxima vez a escuridão vier, você tenta de alguma forma resistir a ela e pede ajuda.

Você realmente não tem sucesso, mas quando a escuridão desaparece, você examine a si mesmo de novo e pensa com o que se armar para a próxima rodada de escuridão, de modo a pedir uma tela. Assim, cada vez você fica mais sábio, já que “não há mais sábio do que o experiente”. No final, você chega a um estado onde começa a exigir uma tela: você começa a trabalhar com a Luz.

Este é o momento mais importante do nosso trabalho: ser capaz de ver o Criador como o seu parceiro e realmente começar a trabalhar com Ele, como ele diz: “Eu sou pelo meu amado e meu amado é por mim”.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 28/03/13

Contrações Que Antecedem O Nascimento De Um Novo Mundo

Contractions That Precede The Birth Of A New WorldPergunta: Nós alcançamos o ponto mais baixo do Criador?

Resposta: Nós estamos prestes a sentir o Criador. Nós podemos dizer isso observando o que está acontecendo no mundo e dentro de nós mesmos. Nós nos esforçamos o suficiente, realizamos um grande número de Convenções, incluindo as do deserto. Nós esperamos que esta Convenção atual, a Páscoa na próxima em Israel, bem como os nossos esforços que são direcionados à unidade e conexão mútua sejam a última tentativa e vamos atingir revelação.

Nós não sabemos quando isso vai acontecer. Isso sempre acontece de forma inesperada. É descrito nas fontes originais. De um modo geral, nós estamos de pé na porta da revelação espiritual. Como regra geral, esta sempre emerge da escuridão. A transição para a próxima etapa ocorre sempre semelhante ao êxodo do Egito, no meio da noite, ou ao nascimento de uma criança que vem ao mundo a partir do nada, da escuridão.

Vamos esperar alcançar a revelação aqui e agora. Nós temos que ficar alertas, esperar e desejar que isso aconteça conosco a cada minuto de nossas vidas. Mesmo se isso não acontecer imediatamente, o meu entendimento pessoal e a minha experiência ainda me dizem que isso vai definitivamente acontecer.

De maneira nenhuma eu posso assinalar ou prometer que isso vai acontecer, já que tudo que ocorre conosco depende do mundo inteiro. É por isso que nem eu, nem o maior Cabalista do mundo, somos capazes de prever como e quando isso vai acontecer. Nós somos pioneiros. Os Cabalistas do passado eram individualistas; eles revelaram a espiritualidade entre si, em pequenos grupos, como os discípulos do Rabi Shimon, os estudantes do ARI, Ramchal e o Baal HaSulam.

Agora, é a nossa vez de mudar para o próximo nível. Eu não posso prever com precisão a data exata ou quaisquer condições específicas que vão nos trazer a revelação. No entanto, nós estamos na porta, na véspera de entrar no reino espiritual. Nove meses de desenvolvimento intrauterino se acabaram e o trabalho já começou. Este é o estado em que estamos neste momento. Ele pode durar por um tempo, da mesma forma como uma criança se desloca ligeiramente para trás e para frente, e a mãe sente esse movimento como contrações do nascimento. Nós já estamos nesta fase.

Pergunta: Este é o ponto mais baixo do Criador em relação à humanidade?

Resposta: É o ponto mais distante e, ao mesmo tempo, o mais próximo. Afinal, deve haver uma diferença de potenciais.

Por um lado, “as contrações do nascimento”, uma enorme tensão e tremendos esforços, são inevitáveis. Alguém pode perguntar: o que está acontecendo? Mas nós sabemos do dia a dia que é assim que as crianças nascem. Tudo vai acabar bem.

Pergunta: Como é que vamos sentir a vida deste ponto: individualmente dentro de cada um de nós ou no grupo?

Resposta: Não é mais um ponto. Nós vamos nascer quando nos conectarmos. A conexão entre nós será uma construção constituída por 10 partes, 10 Sefirot: a primeira imagem de um bebê que vai nascer. Esta construção de dez partes tem de ter certa estrutura: uma tensão interna e uma enorme força que conecta todos os desejos antagonistas, egoístas. A união dos opostos cria uma “tensão” onde a Luz superior se torna revelada.

É uma lei da física: a tensão molecular superficial, nada mais que isso! Nós observamos as mesmas coisas em tudo ao nosso redor: na natureza, nas tecnologias. Quaisquer fenômenos naturais são construídos a partir de opostos.

Da Convenção Europeia 22/03/13, Lição 1

O Mundo Tornou-se A Arca De Noé

Dr. Michael LaitmanPergunta: De que maneira cada um de nós pode se esforçar no Kli comum? O que precisamos fazer?

Resposta: Cada um simplesmente tem que pensar no que desejaria que acontecesse consigo, com o grupo e o mundo inteiro: homens, mulheres, crianças, velhos, todos os povos, toda a humanidade. Hoje, nós estamos todos no mesmo barco, a verdadeira Arca de Noé.

Diz-se sobre a arca de Noé que todos foram arrumados nela e ninguém comeu ninguém, mas todos viveram em paz. Pois esta Arca é a característica de Bina, que abrange e possui tudo dentro de si. Portanto, eles foram salvos do dilúvio, do grande ego, que entrou em erupção fora das paredes da arca e apareceu em todas as suas formas terríveis: erupções vulcânicas, furacões, tsunamis, nevascas e fogo ardente.

A Arca protegeu todos os que se encontravam nela, porque eles queriam salvá-la. Quanto mais protegemos a arca, mais a arca vai nos proteger. Pois a arca é a característica de Bina. Entrar na característica de Bina é como entrar num útero, numa arca que irá protegê-lo de todas as influências externas ruins e prejudiciais; nada pode prejudicá-lo mais.

Isso é especificamente o que precisa ser explicado ao mundo — que todos os problemas da humanidade são derivados do seu ego feroz. Mas se nós todos construirmos uma arca para nós mesmos e não nos comermos, se todos nós habitarmos juntos dentro dela, em nosso pequeno mundo fechado; se fizermos uma arca a partir do nosso pequeno mundo fechado, então seremos salvos. Caso contrário, o que aconteceu com todos aqueles que permaneceram fora das paredes da Arca de Noé acontecerá conosco, todos nós afundaremos nas águas do dilúvio.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/03/13, Escritos do Baal HaSulam

“A Vingança De Marx”

Dr. Michael LaitmanOpinião (Michael Schuman, correspondente da TIME, autor de O Milagre: A História Épica da Busca da Ásia Por Riqueza): “Com a economia mundial numa crise prolongada e os trabalhadores em todo o mundo sobrecarregados com o desemprego, a dívida e a renda estagnadas, a aguçada crítica do capitalismo de Marx  — de que o sistema é inerentemente injusto e auto-destrutivo — não pode ser descartada tão facilmente. Marx teorizou que o sistema capitalista inevitavelmente iria empobrecer as massas conforme a riqueza do mundo se concentrasse nas mãos de uns poucos gananciosos, causando crises econômicas e elevando os conflitos entre os ricos e as classes trabalhadoras. …

“Os trabalhadores podem ter problemas comuns, mas eles não estão se juntando para resolvê-los.… Os manifestantes, diz Jacques Rancière, especialista em marxismo na Universidade de Paris, não têm como objetivo substituir o capitalismo, conforme a previsão de Marx, mas apenas reformá-lo”.

“Isso deixa em aberto uma possibilidade assustadora: Marx não só diagnosticou as falhas do capitalismo, mas também o resultado dessas falhas. Se os responsáveis políticos não descobrem novos métodos para garantir a justa oportunidade econômica, os trabalhadores do mundo apenas podem se unir. Marx ainda pode ter sua vingança”.

Meu comentário: E haverá a “primavera” Espanhola, Grega, e depois a da UE e a dos EUA… se o método de correção das pessoas e da sociedade não for aceito.

Nosso Assassino Número Um É A Nossa Preguiça

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati, artigo 35, “Sobre a Vitalidade de Kedusha“: Assim, é uma correção que cada vez que a pessoa estende algo e tem uma descida, ela deve começar de novo, isto é, ter novos escrutínios. E o que ela tinha do passado caiu em Sitra Achra e ela mantém isso em sua autoridade como um depósito. Depois, a pessoa recebe tudo o que tinha recebido dele todo este tempo.

Assim, podemos ver que tudo o que acontece é em nosso favor. Graças aos desejos que o Criador quebrou e lançou no mar das forças impuras (Sitra Achra), ao outro lado, no desejo egoísta de desfrutar, nós temos a chance de avançar à Santidade, no sentido dos desejos de doar. Esses desejos de receber nos obrigam a atrair mais Luz.

Neste momento, nós atraimos um pouco de Luz, e os desejos de Sitra Achra imediatamente a engolem. Isto acontece repetidamente até que a medida esteja cheia. Então, o ego “vomita” tudo que engoliu e podemos recuperar toda a Luz que conseguimos atrair por um instante, mas fomos incapazes de manter. Assim, Sitra Achra ajuda a pessoa a acumular seu esforço, recolher todas as diminutas Luzes e, em seguida, devolver isso como uma medida completa que lhe permite atingir o nível espiritual.

É por isso que nós criamos os “animais sagrados” a partir das descidas, dos estados que geralmente não queremos, nem gostamos. Mas nós temos que compreender como devemos ser gratos por todos os mecanismos do sistema da Providência superior e especialmente pelo sistema das forças de impureza, que nos governa durante todo o período de preparação, até que nós entramos na autoridade da Santidade, do desejo de doar.

Enquanto a força de impureza nos domina, ela cumpre seu papel com extrema dedicação, que é ainda maior do que a dedicação do sistema de Santidade. Afinal, Sitra Achra deve trabalhar da maneira oposta ao Criador, de forma oposta a Ele. É um “anjo” especial, um sistema único, que segue o comando do Criador, Seu desejo, e executa ações que são opostas à Santidade, conforme o decreto de Cima.

Uma história semelhante é contada numa das cartas do Baal HaSulam: um rei nomeia diferentes vilões para reinar sobre seu súdito que ele decidiu elevar ao posto de primeiro ministro. Para isso, o rei envia seus servos vestidos como criminosos e assassinos, e graças à luta com eles, o escravo fiel cresce cada vez mais.

Todos os “vilões” que tiveram que lutar com ele estão cumprindo o seu trabalho com todas as vicissitudes e crueldade, e com esperteza criativa, só porque é a ordem do rei e não porque seja sua própria vontade. A força de impureza, nossos sistemas internos que parecem tão horrível para nós, funciona da mesma maneira.

Todos os crimes que acontecem no mundo, os assassinatos e quedas, parecem contradizer a vontade do Criador e temos de odiá-las. No entanto, nós devemos entender que não há nenhum mal — não há criminosos no palácio do Rei, e é tudo Seus sistemas que operam a partir de duas direções: o lado bom e o lado ruim. Nós só deveríamos odiar nossa própria preguiça, devido a qual não podemos realizar o nosso livre-arbítrio na escolha do nosso ambiente: o grupo, o único lugar onde somos livres.

Nós não devemos nos queixar de qualquer evento em nossa vida, exceto um: nossa incapacidade em nos apressar na hora certa, em usar o ambiente, e com a sua ajuda, avançar e apressar (santificar) o tempo.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 29/03/13