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Andando Com A Natureza

Dr. Michael LaitmanÉ impossível resolver os problemas da sociedade moderna sem a educação, a qual ensinará a pessoa a viver num mundo integral, ajudará a reconstruir as conexões que perdemos com nossos filhos, nosso cônjuge, o chefe no trabalho, as autoridades, o mundo e toda a natureza, incluindo os animais de estimação em casa. A pessoa deve aprender a estabelecer laços externos, o que significa que deve aprender a sair de si mesma e começar a se conectar com alguém de fora, mesmo com o seu gato de estimação.

Nosso futuro depende de como aprendemos a estabelecer as conexões certas entre nós, de modo que todos, ao manter sua singularidade, aprendam a expressar-se na sociedade. Primeiro temos que parar de culpar a vida e reclamar do que está acontecendo. Todos os fenômenos negativos na sociedade e na família, que assistimos nos dias de hoje, são resultado do nosso desenvolvimento. Nós devemos parar, fazer um corte na situação atual e estudá-la cuidadosamente, levando em conta todas as estatísticas.

Depois, devemos estudar a história que nos trouxe a esta situação. A partir deste momento, aprendendo sobre os acontecimentos que levaram a este ponto e examinando as estatísticas sobre o estado atual, vamos continuar a estudar a tendência futura. Nós temos que entender que esse desenvolvimento vai ocorrer de uma forma ou de outra, quer gostemos ou não. Se resistirmos, a natureza vai nos forçar a seguir esta trilha. Mas, se aspiramos a este desenvolvimento por nós mesmos, vamos avançar de forma rápida, fácil e agradável.

A tendência natural do desenvolvimento é a conexão geral, a integralidade mundial. Portanto, nós temos que aprender a nos adaptar por nós mesmos a todos os eventos futuros que nos levam a tal conexão integral, a fim de passar por eles de forma fácil e com sabedoria. Da mesma forma que preparamos as crianças para a vida, temos que nos preparar agora para a nova vida futura. Isso envolve todos os aspectos da nossa vida, as relações na família, com nosso cônjuge, com as crianças, e com o mundo inteiro. Desejo-lhes toda a sorte!

Da “Discussão sobre uma Nova Vida ” # 19, 2/02/12

Sentir-se Feliz Com Todas As Oportunidades De Conexão

Dr. Michael LaitmanAo agir contra o nosso ego e conectando-se mais fortemente, nós passamos por 125 graus de ascensão que são divididos em Sefirot, Partzufim, e mundos. Quanto mais forte nós nos conectamos mais sentimos a força interior que nos conecta, chamada de Criador. Assim, passamos por cinco mundos: Assiya, Yetzira, Beria, Atzilut e Adam Kadmon e subimos para o mundo do Infinito. Nós aprendemos sobre todos esses estados na sabedoria da Cabala e os incorporamos internamente de forma prática.

Para realizar isso com mais eficiência, nós temos as Convenções. É muito bom que existam pessoas de todo o mundo que não se conheçam na Convenção: homens, mulheres, estudantes veteranos que vêm estudando há anos, e aqueles que recém ouviram falar da sabedoria Cabalística e como que “por acaso” vieram a esta Convenção. A conexão entre todos é possível e não requer qualquer preparação prévia.

Se tentarmos nos conectar de forma prática, começaremos a sentir que algo está acontecendo internamente: uma força especial está sendo revelada entre nós, como se ela não existisse antes e nós não a tivéssemos sentido. Essa força só é revelada no nosso mundo quando começamos a trabalhar, ao cumprir realmente o conselho dos Cabalistas, e descobrirmos a força da conexão entre nós.

Portanto, os Cabalistas ficavam felizes com todas as oportunidades de conexão. Eles entendiam que, graças a esta ação, podemos atingir a correção e ver a realidade espiritual que está acima de nós, para descobrir a força que nos controla e nos leva a um determinado objetivo.

É a única maneira de olharmos para nós mesmos de cima, como para aqueles que existem nos órgãos corporais, e descobrir os mundos superiores, os estados que estão acima deste mundo. É a única maneira de vermos que este mundo não é real e recebermos novos atributos, novos sentidos, que nos permitam ver a dimensão espiritual superior que se eleva acima do mundo corporal, e viver nos dois mundos ao mesmo tempo. Nós sentimos que isso de tal forma que uma pessoa começa a sentir a eternidade e perfeição e não tem medo da morte.

Ela não vai se sentir quando seu corpo morre, assim como não sente quando tem o cabelo ou as unhas cortadas. Isto é porque o corpo material pertence ao nível animal, enquanto o cabelo e as unhas pertencem ao nível vegetal, ou seja, a um nível inferior. Então, se nos elevarmos a um nível superior, chamado de nível humano, que é simbolizado pela conexão entre nós, nós deixamos de nos preocupar em perder o corpo animal, o corpo pode viver ou morrer, enquanto nós existimos num nível superior de existência, que alcançamos.

Isto é o que devemos alcançar e este é o objetivo da sabedoria da Cabalá: elevar a pessoa ao próximo nível, a existência eterna, de modo que não vamos viver num corpo animal, mas na vida da alma. A alma é o sentimento que é criado dentro de nossa conexão. Assim, o objetivo de todas estas explicações é atingir o único objetivo: a conexão.

Nós realizamos o ato de conexão nas Convenções, para que através desta conexão, como uma pequena parte da correção geral, sintamos a vida espiritual. Assim, nós criamos o sistema de Adam HaRishon (o primeiro homem), juntando suas partes e descobrindo a vida espiritual na qual o sistema superior, a alma geral, vive.

Da Convenção no Brasil 04/05/12, Lição 1

A Convenção ONE de Cabalá 2012 – 11 a 13 de maio

Nossa vida é um jogo, porque através dos jogos nós nos desenvolvemos. A evolução natural acontece na natureza através dos jogos. Desde o desenvolvimento da estrutura da célula mais simples até a expressão complexa da personalidade humana, o crescimento só acontece porque elas aspiram a um novo estado que se encontra no futuro. O desenvolvimento espiritual também é um jogo. Como os jogos que cada criança desempenha determinam o tipo de pessoa que cada uma delas será, uma convenção de Cabalá é uma espécie de jogo que os Cabalistas jogam para atingir o seu estado desejado.

PROGRAMAÇÃO

(Horário de Brasília – GMT + 3)

Sexta-Feira

16:30 Preparação para a Lição**
16:45 Lição 01**
18:15 Intervalo
20:00 Cerimônia de Abertura
20:15 Noite Cultural 1
21:30 Preparação para a Lição**
21:45 Lição 2**
22:45 Encontro Musical

Sábado

9:45 Preparação para a Lição**
10:00 Lição 3**
11:30 Workshop e Q&A**
14:30 Reunião de Amigos**
15:15 Preparação para a Lição**
15:30 Lição 4**
17:00 Workshop and Q&A**
20:30 Preparação para a Lição**
20:45 Lição 5**
22:15 Noite Cultural 2**

Domingo

   
8:30 Preparação para a Lição**
8:45 Lição 6**
9:45 Atividade de Música
10:15 Workshop and Q&A**
11:30 Atividade de Música
12:00 Disseminação – Apresentação com Dr. Michael Laitman
12:40 Reunião de Amigos Global**
**Tradução Simultânea em Português, via WWW.KAB.TV

Um Seminário Com O Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante os seminários no grupo, algumas pessoas falam mais e outras menos, algumas são mais expressivas e outras menos. Qual é a maneira certa de se relacionar com isso?

Resposta: Quando eu me sento num círculo junto com outras pessoas, eu preciso ver cada uma delas como um boneco através do qual o Criador fala. Esta não é uma pessoa, mas a maneira pela qual o Criador se apresenta a mim em várias formas. Não importa quão tola sejam as coisas que elas dizem, isso não me importa; eu me curvo diante delas. Não importa o quão desagradável elas possam de repente parecer, quão repulsivo e sem atrativos, eu devo contrabalançar isso entendendo que Ele está despertando essa visão, essa antipatia em mim. Este é o local de trabalho.

Está escrito sobre o grande sábio Rav Yossi Ben Kisma, que ele tinha um grupo de estudantes iniciantes, estúpidos e sem méritos, mas ele se colocou ainda menor em relação a eles, e, de repente, estes se tornaram grandes aos seus olhos e ele foi capaz de receber toda a realização do Criador através deles.

Ninguém é maior ou menor; tudo existe de acordo com a nossa avaliação. Portanto, eu posso me sentar com um grupo que veio “da rua” – isso não importa. Tudo depende de como eu me posiciono em relação a eles.

Da Lição nos EUA, 10/05/12, Shamati

Será Que Encontramos O Gene Da Gentileza?

Dr. Michael LaitmanOpinião (Michael Poulin, psicólogo da Universidade de Búfalo): “O que faz algumas pessoas doar sangue e cozinhar para os seus vizinhos, enquanto outras murmuram sobre os impostos por trás de cortinas fechadas? Um novo estudo publicado na Psychological Science, uma publicação da Association for Psychological Science concluiu que parte da resposta, mas não toda, pode estar em seus genes.

“Os hormônios ocitocina e vasopressina são produzidos ​​para afetar a forma como as pessoas se comportam em relação umas às outras. Por exemplo, testes de laboratório descobriram que as pessoas jogam melhor em jogos econômicos após ter a oxitocina esguichada no nariz. ‘Esta é uma tentativa de levar um pouco disso para o mundo real’, diz Michael Poulin.

“‘O que faz você pensar em um de seus vizinhos como realmente generoso, atencioso, civilizado, enquanto que o outro é mais egoísta, avarento e negligente em contribuir com sua parte?’, pergunta Poulin. O DNA desses vizinhos pode ajudar a explicar por que um deles é mais agradável. ‘Não estamos dizendo que encontramos o gene da gentileza’, diz ele. ‘Nós encontramos um gene que dá uma contribuição, mas eu acho que há algo legal no fato de que ele só dá uma contribuição na presença de certos sentimentos que as pessoas têm sobre o mundo a sua volta’”.

Meu comentário: A Cabalá acredita que a formação deve ocorrer sob influência do ambiente correto em que há uma combinação harmoniosa de rigor e amor.

A Mente Dispersa É Infeliz

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (de Scientific American): “Uma nova pesquisa destaca a sabedoria de estar absorvido no que você faz.

“O resultado feliz deste estudo é que ele sugere uma receita maravilhosamente simples para uma maior felicidade: pense no que você está fazendo. Mas esteja avisado que, como qualquer prescrição, segui-la é muito diferente do que apenas saber que é bom para você. Além das dificuldades habituais em quebrar hábitos maus ou inúteis, seu cérebro também pode estar conectado para trabalhar contra suas tentativas em se manter presente.

“Recentes estudos de ressonância magnética mostram que mesmo quando estamos calmamente em repouso e seguimos as instruções para não pensar em nada em particular, o nosso cérebro fica num padrão visível de atividade que corresponde à mente divagante. Esta atividade ‘em repouso’ é coordenada por várias áreas cerebrais generalizadas, e é defendida por muitos como uma evidência de uma rede do cérebro que é ativada por padrão. Sob este ponto de vista nossos cérebros saem do estado padrão quando somos bombardeados com estímulos, ou quando estamos diante de uma tarefa desafiadora, mas tendem a retornar quando as coisas se aquietam.

“Por que nossos cérebros são tão empenhados em se ajustar? Uma possibilidade é que eles estão calibrados para um nível alvo de excitação. Se uma tarefa é maçante e pode ser feita basicamente no piloto automático, o cérebro evoca as suas próprias alternativas interessantes e envia-nos para fora e nos dispersa. Esta visão está um pouco em desacordo com os achados de Killingsworth e de Gilbert, uma vez que os objetos de estudo ficaram dispersos mesmo estando em atividades ‘interessantes’.

“Independentemente do que estimula o nosso cérebro a se ajustar ao modo padrão, sua tendência a fazê-lo pode ser o beijo da morte para a felicidade. Como os autores do artigo elegantemente resumem seu trabalho: a mente humana é uma mente dispersa, e uma mente dispersa é uma mente infeliz”.

Meu comentário: Nós só gostamos de ser distraídos se a nossa atividade não nos apreende. É por isso que é necessário interessar-se por ela inicialmente. Isto é o que a Cabalá recomenda. Se você não criar um desejo, você não será capaz de processar a informação de forma completa e correta, entender de novo, e assim criar um Kli (vaso) para preenchimento.

O Plano Da ONU Para A Transformação Global

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (de People Alliance Blog): “A ONU planeja usar sua próxima Conferência sobre ‘Desenvolvimento Sustentável’ (UN CSD ou Rio +20), no Rio de Janeiro, para acumular uma vasta gama de novos poderes sem precedentes e, literalmente, reformar a civilização, a economia global, e até mesmo os pensamentos das pessoas, de acordo com documentos oficiais. Tudo isso será feito em nome da transição para a assim chamada ‘economia verde’.

“Entre as novas autoridades sondadas pela organização mundial estão as taxas globais de carbono, a redistribuição da riqueza no montante de trilhões de dólares por ano, e uma enxurrada de programas que tratam de tudo, desde pobreza e educação até a saúde e alocação de recursos. Praticamente nenhuma esfera da atividade humana deixara de ser afetada pelo esquema, que os analistas têm descrito como um “exercício gigantesco de engenharia social global”.

“‘A transformação global para uma economia verde vai exigir recursos financeiros substanciais’, admite o documento… ‘Além disso, há uma necessidade de identificar e desenvolver novas fontes de fundos internacionais em escala que apoiem a transição global para uma economia verde’, explica o documento.

“‘A transição para uma economia verde requer uma mudança fundamental na maneira como pensamos e agimos’, explica o documento, apelando para uma maior ‘educação’, informação e esforços ‘conscientes’ para ajudar a ‘mudar o comportamento individual e coletivo’ no estilo de vida, bem como nos padrões de consumo e produção. A agenda exigirá ‘um sério repensar no estilo de vida dos países desenvolvidos…”.

“Educação: Garantir Apoio Futuro: o futuro da humanidade (a juventude) deve aprender sobre os supostos perigos da teoria do aquecimento global causado pelo homem. E as crianças também devem aprender que a ONU é necessária para resolver o pressuposto problema.

“Pobreza e Bem-Estar Verde: Claro, a transformação global vai deixar um monte de pessoas desempregadas – e a ONU reconhece isso… ‘As medidas de apoio aos grupos mais vulneráveis, tais como o acesso a um piso de proteção social e às redes de segurança social são essenciais para alcançar a inclusão social, para lidar com a reestruturação no sentido de uma economia mais verde, e para se adaptar à mudança climática’, afirma o relatório. ‘A coerência entre as políticas sociais, ambientais e econômicas é necessária para maximizar as oportunidades e proteger o custo social da transição. A transição para uma economia verde precisa projetar uma visão verde, bem como uma economia e uma sociedade mais justa’”.

Meu comentário: Os planos são grandes! Há uma série de perguntas sobre um projeto tão grande, mas primeiro de tudo:
– De onde virão os recursos?
– Como podemos resolver os problemas da atitude das pessoas para consigo mesmas e a natureza sem a educação e formação integral?

Albert Einstein: “O Ser Humano É Parte Do Todo”

“O ser humano é parte do todo, chamado por nós de “Universo”, uma parte limitada no tempo e no espaço. Ele experimenta a si mesmo, seus pensamentos e sentimentos como algo separado do resto – uma espécie de ilusão de ótica de sua consciência. Esta ilusão é uma espécie de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais e ao afeto por pessoas mais próximas a nós. Nossa tarefa deve ser a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando nosso círculo de compaixão para abraçar todas as criaturas vivas e toda a Natureza em sua beleza. Ninguém é capaz de alcançar isso completamente, mas o esforço para tal realização é em si uma parte da libertação e um fundamento para a segurança interior”.

O Novo Einstein Cotável por Alice Calaprice (Princeton University Press, 2005: ISBN 0691120749), p. 206

A Extraordinária Leveza Do Ser

Dr. Michael LaitmanO divórcio tornou-se muito comum hoje em dia. Há um aumento no número de casais divorciados recentemente e sua idade está caindo. Alguns casais se divorciam nos primeiros anos de casamento. Há uma teoria de que o casamento pode estar acabando. Afinal, a vida é cheia de tentações e é muito difícil viver com a mesma pessoa uma vida inteira.

Uma mulher que tem uma família e filhos, de repente sente que não ama mais seu marido. Ele pode ser um bom marido e bom pai, mas não importa, ela simplesmente não o ama. Há um novo fenômeno natural que é comum entre muitas mulheres que, de repente, perdem o sentimento de dependência interna e conexão com seu marido.

Isso nunca foi típico das mulheres. Uma mulher que vivia com o marido sempre se acostumava a ele e sentia que pertencia a ele. De repente, tudo isso se foi. Este é o resultado natural do nosso desenvolvimento. Não devemos culpar as mulheres se este é um fenômeno natural. Primeiro temos que estudar o fenômeno e ver o que fazer em relação a isso.

Isso é resultado do nosso desenvolvimento: nós deixamos o nível animal e subimos ao nível humano (Adão), que se assemelha (Domeh, em hebraico) à Natureza global. Uma vez que agora temos que nos conectar com esta Natureza geral, com toda a humanidade, isso quebra as nossas conexões pessoais. A Natureza quer “abrir nossos olhos”, para nos tirar do quadro familiar para que possamos voltar a ele mais tarde, porém num nível diferente.

Todo mundo se lembra da sensação de estar apaixonado, das emoções fortes e incomuns, do entusiasmo, da inspiração e da plenitude, pelos quais vale a pena estar juntos e construir uma família. Porém, com o tempo, esse sentimento desaparece. Então, por que naturalmente nos apaixonamos, e mais tarde isso desaparece, obrigando-nos a olhar para isso todas as nossas vidas?

A Natureza quer que alcancemos o amor verdadeiro e rompamos o amor egoísta animal que não dura. Nós temos que mudar a atração instintiva pelo sexo oposto, causada pela paixão natural e os hormônios, para uma conexão mais proposital.

A conexão normal é formada porque estamos vivendo pelos filhos ou por uma casa compartilhada. Além disso, é conveniente estar juntos, já que podemos ajudar uns aos outros e apoiar-nos mutuamente quando envelhecermos. Mas hoje nós temos que encontrar uma maior conexão interna. É impossível manter uma pessoa nos quadros antigos: ela pode jogar fora tudo e ir embora. Os filhos crescem e saem de casa e não há nada que nos mantenha juntos; por isso nós dividimos tudo o que temos e nos divorciamos. Vemos isso em toda parte.

A fim de manter a unidade familiar, nós precisamos de um motivo mais sublime. É assim que temos que alcançar a paz e a compreensão em todo o mundo, uma vez que não sobreviveremos de outra forma. Mas quando nos conectamos com o mundo todo, porque não temos escolha, de repente descobrimos que o lucro principal não é o sucesso econômico! Ele foi apenas a desculpa para nos forçar a construir melhores conexões.

De repente, nós realmente descobrimos que há um sentimento totalmente novo nessa conexão, que nos desprende da vida corpórea. Nós sentimos uma vida mais plena, mais espiritual. De repente, nós descobrimos uma satisfação que não sentimos em toda a nossa vida. Nós simplesmente flutuamos no ar, sentindo a extraordinária leveza do ser sem sentir a morte.

Antes, eu tinha que me conectar sob as pressões da Natureza, que definia a condição: “Você se conecta ou aqui será seu local de sepultamento”. Porém, depois eu me surpreendia ao descobrir que essas relações são totalmente diferentes. Eu simplesmente não podia imaginar que isso daria uma maior satisfação, acima de toda essa vida.

Não importa o quanto você diga a uma pessoa sobre isso, ela não vai entender. Portanto, a Natureza nos empurra por trás pelo sofrimento, obrigando-nos a conectar antes de nos destruir. Nós nos conectamos porque não temos escolha, exceto descobrir no final a beleza nessa conexão.

A mesma coisa acontece na família. Agora, nós nos odiamos e não queremos estar juntos; queremos nos divorciar. Mas se cada um de nós descobre no mundo a falta de amor, a necessidade e o desejo de amar, e se cada um de nós entende que satisfação sublime o amor traz, nós vamos querer ter essas relações em nossa família. Nós vamos voltar para a família depois que aprendermos a amar o mundo inteiro! Então, vamos querer chegar a uma conexão interna e pessoal com o cônjuge.

Portanto, não importa que nos tornemos velhos após vários anos e não sejamos tão atraentes quanto antes. Não vamos nem prestar atenção nisso. Vamos sentir o primeiro amor, mas de uma forma totalmente diferente, e só depois aprenderemos a construir relações internas, conectando-nos com o mundo inteiro.

Da “Discussão sobre uma Vida Nova” # 19, 02/02/12

Hoje, Todos Os Caminhos Levam A Nova Jersey

Dr. Michael LaitmanPergunta: Existe diferença entre assistir a Convenção em casa, no monitor do computador, ou ir até lá pessoalmente? Será que uma pessoa consegue alguma coisa adicional estando lá pessoalmente?

Resposta: Você provavelmente sabe que no século XVIII era popular entre a classe rica comprar a sua própria cadeira ou reservado na ópera ou teatro. Se uma pessoa queria ouvir sua ária favorita numa ópera, podia ir apenas naqueles 15 minutos, apreciá-los, e depois voltar para casa. Naquela época não havia gravadores ou gravações de modo que as pessoas tinham que ir lá pessoalmente para ouvir uma sinfonia ou ópera.

Mais tarde, gravadores e televisores foram inventados. Portanto, porque os teatros não foram fechados até hoje? Por exemplo, um bilhete para uma ópera italiana de um cantor famoso custa muito dinheiro. Uma vez eu fui a uma ópera em Londres e o assento mais barato no topo da galeria custava 40 libras. Mas as pessoas ainda vão lá, porque é impossível transferir uma impressão através da tela.

Para obter uma impressão completa, você tem que estar naquele lugar pessoalmente. “Um lugar” é uma noção espiritual, que também existe em nosso mundo.

E isto é ainda mais verdadeiro em se tratando de uma Convenção Cabalística, porque nela nós nos reunimos para unir! Para isso não basta vê-la na tela ou ouvi-la através do microfone. Se até mesmo uma ópera gravada não lhe dá a mesma impressão que uma apresentação ao vivo, isso é ainda mais verdadeiro com o sentimento de união.

O propósito de toda a Convenção é a união. Todos os eventos, seminários e discussões são dedicados a isso. Este é um processo único e vivificante que não pode ser transmitido de forma alguma. Por isso eu estou disposto a viajar para qualquer grupo, para qualquer ponto do mundo, mesmo que isso seja muito pesado para mim. Mas não há escolha, eu não posso realizar a minha missão de outra forma e você não pode alcançar a meta de outra forma.

Somente se alguém vive num local muito remoto e não tem oportunidade de assistir, e realmente não pode (e ele terá de provar isso ao Criador, não para nós), então, aparentemente, existe um cálculo pessoal, especial consigo. Mas eu não deixaria a oportunidade de participar de uma Convenção passar por mim por nada.

Há um famoso exemplo de uma pessoa que viveu há milhares de anos no deserto de Negev, que trabalhava na agricultura, e que uma vez por ano viajava a pé para estudar em Jerusalém. Ela só era capaz de ficar e estudar lá por um dia, porque o caminho era tão longo que ela tinha que voltar para retornar a tempo de começar a trabalhar no campo. Até hoje, dedica-se um dia especial a sua honra (“um aluno por um dia”), quando todos se sentam e estudam.

É impossível passar a energia de uma pessoa para outra sem contato pessoal, físico, quando estamos todos juntos. É por isso que vivemos neste mundo! Este mundo é especial porque todos nós somos egoístas e, portanto, capazes de começar a nossa conexão apenas desta forma.

Afinal, nós ainda não estamos conectados a uma conexão espiritual. Portanto, outro nível inferior nos foi dado, chamado de “este mundo” – uma realidade imaginária onde a nossa conexão nasce. Depois disso ela já começa a se desenvolver na espiritualidade.

É como uma flor que não cresce até que o grão apodreça na terra e um broto cresça a partir dele, o qual depois cresce para se tornar uma flor. É assim que devemos plantar o início de nossa conexão. Apesar de estarmos no mundo egoísta, nosso grão deve apodrecer neste solo egoísta e um novo broto vai surgir dele.

No entanto, esta fase preliminar, esta conexão física entre nós é necessária, e é por isso que todo este mundo existe.

Eu acho que depois destas palavras, uma explosão deve ocorrer e todos que não se inscreveram vão correr para se inscrever para a Convenção. Se eu morasse vive nos EUA, eu não ficaria em casa…

Você pode colocar uma televisão com a maior tela na frente de você e definir as condições ideais, mais confortáveis, tirar férias do trabalho para que ninguém o impeça de assistir, mas isso ainda não vai lhe dar o contato real. Você vai perder a coisa mais importante: a sensação interior, e vai ver apenas a imagem externa.

Da Lição nos EUA de 08/05/12, Shamati