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Todas As Mudanças Ocorrem Dentro De Mim, Não Fora

Dr. Michael LaitmanA humanidade tem se desenvolvido por eras, mas em qual direção? Se olharmos a natureza, vemos que ela tende ao equilíbrio. Calor e pressão, frio e vácuo, equilibram-se.

Todos os fenômenos naturais tendem ao equilíbrio de forças e à inclusão mútua, pois este é o estado mais constante e estável, livre de pressão. No final, tudo vai se equilibrar. Por isso, nós conseguimos entender o que os Cabalistas nos dizem sobre a nossa situação e sobre o fato de que devemos chegar a um estado de equilíbrio com o Criador, com a natureza em geral, uma vez que o Criador e a natureza são a mesma coisa.

O que significa chegar a um estado de equilíbrio com Ele? O Criador é o atributo de doação e amor, e nós devemos chegar a mesma coisa quer gostemos ou não. O Criador constantemente nos doa, e desde dentro, opera o “motor” do nosso ego crescente, de modo que estamos constantemente sentindo que estamos sob uma crescente pressão, num estado que está cada vez mais desequilibrado com o Criador.

Isso nos obriga a fazer alguma coisa. Até agora e durante toda a nossa história, ou seja, durante o nosso desenvolvimento, temos tentado equilibrar a pressão com a ajuda de diferentes tecnologias, estruturas sociais, hábitos e meios para nos proteger do calor e do frio, da pressão e outras mudanças.

A natureza é constante, enquanto nós estamos constantemente nos desenvolvendo desde dentro por uma cadeia de Reshimot (reminiscências) que mudam constantemente. Nossa resistência em relação à natureza cresce constantemente.

Todas as mudanças ocorrem dentro de nós. Mesmo que vejamos um mundo externo que muda, tais como os períodos geológicos e históricos, as gerações, ou o que quer seja, tudo ocorre dentro de nós.

Nós irradiamos esta realidade para fora, apesar de não existir nada do lado de fora. A pessoa é uma “caixa” fechada e a imagem do mundo é retratada no seu interior. No entanto, ela sente esta imagem como se estivesse do lado de fora.

Da mesma forma, os nossos olhos invertem esse quadro de cabeça para baixo. O olho capta o mundo inteiro de uma maneira oposta, e depois o cérebro converte-o novamente. Se nós tivéssemos que colocar óculos especiais que fixassem a mesma coisa, depois de um tempo o cérebro se acostumaria com isso e converteria a imagem na direção certa. Isto ilustra o fato de que todas as alterações ocorrem dentro de mim, e não fora.

É por isso que nós dizemos que, como está escrito, “Não há outroalém dele” é a única força constante que age e me influencia. Ele preparou todas as Reshimot (genes informativos) dentro de mim, e tudo o que descubro em minha vida, no meu mundo, na minha realidade, é resultado das Reshimot. Elas são responsáveis ​​por tudo que eu posso ver, ouvir, saborear e sentir.

Eu sempre devo tentar me lembrar de que se algo precisa ser mudado, sou eu. O método Cabalístico não é para a correção do mundo, mas, com a sua ajuda, a pessoa corrige a si mesma e a sua percepção. Assim, apesar do conhecimento comum, se a pessoa quer entrar na imagem espiritual, ela deve reorientar sua visão.

Estereogramas baseiam-se no mesmo princípio. Para vê-los, a pessoa deve reorientar sua visão. Como podemos mudar o foco a fim de discernir a nova camada da realidade? É muito simples. Nós temos que aceitar o mundo como uma realidade que é gerida por uma força e que todas as mudanças estão ocorrendo através das minhas Reshimot.

Eu constantemente tento perceber e compreender a situação, para lembrar que estou sempre enfrentando a única força dentro de mim e que as Reshimot que estão constantemente mudando dentro de mim são opostas à essa força. Então, eu devo atingir o equilíbrio que falamos em cada momento da minha vida.

A principal lei da natureza é que, apesar de tudo que é evocado dentro de mim, eu construo a mim mesmo de modo que eu possa ser o mais semelhante possível ao Criador, e não diferir Dele em meus atributos. Isso é o mais importante.

Ao atingir o nível atual, eu subo ao nível seguinte. Assim, eu me equilibro com o Criador em todos os parâmetros, em todos os 125 graus, tornando-me totalmente igual e semelhante a Ele, e alcançando o equilíbrio total.

No seu conjunto,esse é um esquema simples. O mundo é constante, mas ele muda dentro de mim, sempre com novas cores, e eu devo estar equilibrado com a força que dá e estabiliza o quadro atual para mim.

Da Convenção One em Nova Jersey 12/05/12, Lição 3

A Escada Que Cresce Dentro De Mim

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que nós precisamos sentir a quebra paralela antes de cada novo nível?

Resposta: Claro, caso contrário nós não seremos capazes de nos elevar a ele. Ao recebermos desejos corruptos, nós os corrigimos e construímos o próximo nível corrigido a partir deles.

Este novo nível nunca existiu antes; nós estamos criando algo que é totalmente novo. Nós só recebemos o material e construímos novos passos a partir dele. Isto é porque nós evocamos a Luz de NRNHY em todos os mundos, embora para nós, eles só tivessem a fraca luz de Nefesh. Afinal de contas, nós trazemos nossos desejos e esclarecimentos para ela. Nós adicionamos o nosso desejo de receber egoísta ao desejo de doar, evocando e corrigindo-o.

A corrupção é revelada em nós, e nós a corrigimos. Agora, nesses desejos, que são obtidos a cada vez e que se tornam 620 vezes maiores do que o desejo que foi criado durante a descida de cima para baixo, nós recebemos a Luz que Reforma e depois a Luz que preenche o vaso.

Não importa o nível que eu estou. Suponha que estou no nível 30 desde baixo; eu vou receber uma Luz que é 620 vezes mais forte que o próprio nível, porque estou adicionando meu desejo, o anseio espiritual, o meu trabalho. Isto é o que acontece em todos os níveis.

Da 3ª parte da Lição Diária da Cabalá 15/05/12, O Estudo das Dez Sefirot

Levado Pelas Mãos Da Felicidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso avançar para a doação se minha aspiração é egoísta, em meu próprio prazer, decorrente deste mundo? Afinal, eu não posso fazer isso de outra maneira.

Resposta: Não se preocupe com isso, pois você tem tudo que precisa para o avanço espiritual: um grupo no qual concretizar o seu desejo pela espiritualidade, onde a Luz (Criador) é revelada. O que mais você poderia precisar? Você tem um sistema que o ajuda a crescer, como uma família carinhosa!

Você recebe o apoio do nosso grande grupo mundial, de muitos amigos. Além disso, o mundo inteiro em geral o apoia, revelando sua inutilidade a cada dia que passa. Estas condições são tão favoráveis que nós realmente não temos nada a reclamar. É até um pouco perturbador. Será que somos realmente tão impotentes que nos deve ser mostrado claramente a destruição do mundo egoísta para nos convencermos de que não há outro caminho, senão esse? Isto fala à nossa fraqueza e à completa incapacidade de resistir ao nosso desejo de desfrutar; assim como mostra como somos pequenos, pobres e vazios.

Nos tempos do Baal HaSulam, o mundo cresceu, perseguindo prazeres e riquezas, aspirando desenvolver a ciência e novas tecnologias. Mas hoje o mundo sente só decepção, como se estivéssemos sendo deliberadamente apoiados em nosso caminho.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/05/12, O Estudo das Dez Sefirot

Luz Real Para O Dinheiro Falso

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós vamos aprender a atrair a Luz para nos corrigir?

Resposta: A diferença entre o nosso estado e os graus espirituais é que mesmo vivendo numa mentira (o egoísmo), nós podemos atrair Luz até nós a partir daí. Você não pode fazer isso num nível espiritual, porque lá tudo obedece a leis simples: você já está dentro do sistema e recebe apenas o que tem direito, de acordo com o local e estado.

Mas nós temos concessões em nosso mundo. E mesmo que pensemos que é cruel para nós, é muito gentil conosco. Nele, nós somos como crianças, que podem gritar e falsamente exigir coisas que não têm direito, e recebê-los apesar de ter sido uma mentira.

Este é todo o significado da existência do nosso mundo. Eu não quero entrar em contato com meus amigos quando estou em meu egoísmo normal e regular. Mas eu os abraço, me sento com eles, tento me conectar e alcançar a união. Apesar de tudo isso ser construído sobre o egoísmo absoluto e haver somente isso aqui, é como uma brincadeira de criança numa caixa de areia ou com lego, que ela usa para aprender. Como resultado dos meus esforços, de repente eu adquiro a mente, a percepção e a sensação apropriada, eu começo a crescer, eu adquiro certa compreensão e definições.

Mas, principalmente, meus jogos tornam-se muito mais próximos da realidade, e pouco a pouco eu aprendo a me conectar com os outros, anulo-me, produzo, estudo, leio as fontes principais e atraio a Luz. Então, de repente eu começo a sentir a importância da doação e acredito que há realmente algo nela.

O mundo externo também está nos ajudando nisso com sua crise e sofrimento, porque já é difícil invejar quando você vê o estado em que se encontram os egoístas normais deste mundo. Este mundo é realmente um achado para nós. Todos os outros graus já são um sistema; apenas este mundo é um lugar único. Por isso, toda a liberdade de escolha é revelada especificamente nesse grau mais inferior. O nosso trabalho reside em sempre escolhermos no escuro.

Então, nós teremos outro trabalho: analisar a qualidade da conexão, quando estamos constantemente aumentando nossas “qualificações” espirituais, acrescentando detalhes à medida que estamos revelando a riqueza da manifestação do Rei, Sua revelação. Mas ninguém vai nos dar mais concessões, como agora.

É por isso que este período de preparação é tão longo, desgastante, e simplesmente se arrasta, porque depois nós vamos usar todo o grau deste mundo no resto da escada. É exatamente por isso que podemos corrigir todos os 125 graus apenas vivendo neste mundo. Ainda mesmo no último grau, eu devo primeiro sentir que estou no meu estado mais inferior possível, o estado do “comerciante no mercado”.

Eu não estou falando do mundo físico, de certa realidade especial que está sendo estabelecida no meu cérebro. Eu devo sentir que estou completamente separado dos outros nela, mas ao mesmo tempo atraio a Luz com diferentes esforços falsos para me conectar.

Eu também precisarei desse grau corporal, mesmo quando estiver nos níveis superiores do mundo de Atzilut. Sem ele eu não serei capaz de corrigir o verdadeiro ponto da criação, “criado a partir do nada” (Yesh Mi Ain). É impossível unir-se com o Criador sem acrescentar a cada grau a separação que você experimentou entre este mundo e todos os mundos.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/05/12, O Estudo do Dez Sefirot

Um Estado Corrigido

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que nós devemos constantemente retornar ao estado corrigido e mantê-lo em mente. Que estado é esse?

Resposta: A questão é que quando uma pessoa atinge uma conexão integral com outras pessoas num grupo que não é muito grande, ela se lembra disso, ela tem uma impressão chamada Reshimo (reminiscência). Esta impressão é emocional e é armazenada nela como uma memória, mas é uma memória ativa.

Isto significa que com a ajuda de qualquer estado que se assemelhe a isso nós podemos sempre preencher a Reshimo e realmente começar a experimentá-la de novo,  viver nela e imediatamente sentir nela a calma, a falta de restrições, o calor, a segurança e a saída de qualquer crise, etc.

Quando uma pessoa começa a sair de si e conectar-se com os outros, ela vê que todos os problemas que sentiu antes eram sentidos por ela porque ela tinha uma percepção diferente da realidade, “para si mesma” e não “de si mesma”.

Assim, a principal coisa é deixar na pessoa uma impressão muito exata de cooperação mútua com o mundo a sua volta, com o ambiente, ensinando-lhe hábitos e como ela pode retornar a este estado básico a partir de diferentes estados. Então, nós iremos voltar a ele em níveis diferentes, mais elevados, apesar das possíveis interrupções, com a ajuda de diferentes ambientes, em qualquer ambiente.

Pergunta: Quantas vezes a pessoa deve retornar ao estado corrigido durante o dia?

Resposta: Ela deve estar constantemente nele. Eu tento transformar qualquer estado que estou no estado corrigido.

Pergunta: Como isso pode ser intensificado, como pode ser mais forte e mais poderoso?

Resposta: É possível intensificá-lo pela resistência que eu sinto de voltar a ele. No final, quando eu venço a resistência que sinto, ela se torna um coeficiente de intensidade. Minhas experiências de cooperação, a oposição de estados “para mim” e “de mim” será consequentemente mais clara, mais distante e mais forte.

Pergunta: Quando você descreve esse fenômeno eu vejo isso como um processo individualista, mas nós estamos sempre dizendo que é um processo em grupo.

Resposta: É um processo em grupo, mas nós estamos falando de um esforço individual dentro do processo em grupo. Mais tarde, quando o processo se estabiliza como um processo em grupo, todo mundo começará a sentir uma parceria unificada. Este é o estado em que os indivíduos se tornam um todo, assim como muitas gotas se fundem em uma, onde nenhuma divisão é sentida, mas sim há o sentimento de uma grande gota unificada.

Mas nós estamos falando que esses estados estão mudando constantemente: grupos se quebram e se reconectam. Nós não estamos falando de um grupo ou sobre o fato de que a humanidade se tornou um grupo. Portanto, o componente individual do meu trabalho com todo o ambiente torna-se o principal aqui.

Da “Discussão sobre Educação Integral” 27/02/12

Uma Mudança Interna

Dr. Michael LaitmanO simples fato da pessoa estudar de acordo com o método da educação integral a muda de tal forma que o seu paradigma e seus sentimentos mudam o mundo em que vive, e ela sente o mundo como um lugar totalmente diferente. Nós podemos dizer que criando um mundo imaginário para uma pessoa, podemos mudar os seus parâmetros internos naturais e psicológicos. No geral, hoje nos desenvolvemos de forma absolutamente bestial e vemos que não podemos continuar existindo desta forma. Isto significa que podemos mudar o mundo apenas pela nossa percepção, e é isso que estamos fazendo.

Aqui nós já começamos a sentir que uma mudança interna real e profunda está ocorrendo na pessoa, e podemos ver como ela muda internamente e todo o mundo se torna diferente. A vida é basicamente um sentimento de algo que realmente não existe, é simplesmente como você sente.

Portanto, nós temos que constantemente realizar um trabalho psicológico muito sério nos workshops, travar relações em nossos sentimentos, nas definições: O que realmente significa isso, de forma relativa e objetiva, o que é a sociedade, quem sou eu, e qual é o status ao qual devemos nos agarrar, uma vez que tudo está mudando constantemente e é muito vago? De repente o mundo e eu nos tornamos algo que é indefinido, dependente, e onde você pode levar uma pessoa na direção que você deseja: Onde estamos?

Nós temos que ter esse sentimento, porque por um lado ele se relaciona com as opções que a pessoa tem. Por outro lado, esses sentimentos devem ser livres, e a pessoa deve sentir que pode mudar o mundo e a si mesma e conectar-se a outros. Os outros também percebem que este mundo é realmente uma pequena imagem que congelou na nossa imaginação, na nossa impressão, e que pode ser alterada.

O importante é retratar a imagem certa para uma pessoa e o que deveria ser: a saída total de si mesma para fora e a sensação da força única da natureza, que é a força de doação e o amor, de bondade e cooperação mútua. Quando nós estabilizarmos esta imagem, este sentimento, na mente de uma pessoa e a sociedade a apoia, nós começaremos a mudar sem medo, e haverá realmente uma transição interna da percepção egoísta da realidade (em mim), para a percepção externa (a partir de mim).

Da “Discussão sobre Educação Integral” 27/02/12

Não Afunde Os Outros Hoje, Para Que Eles Não Afogarem Você Amanhã

Dr. Michael LaitmanEu passei a minha vida inteira cuidando de mim mesmo, tanto interna e instintivamente, quanto conscientemente, intencionalmente e deliberadamente. Neste caso, como eu faço para mudar completamente a minha natureza? Como posso aprender a amar o próximo? Afinal, amar o próximo significa pensar apenas nele, colocar todo o meu corpo ao seu serviço, todos os meus meios, habilidades e geralmente tudo o que eu tenho. E fazer isso a tal ponto que não vou ter nada exceto esse ponto do desejo de doar para ele e implacavelmente cuidar dele para que ele se sinta tão bem quanto possível.

É assim que uma mãe cuida de seu filho. A própria Natureza a dirige incansavelmente para cuidar da criança, e a única coisa que lhe interessa na vida é que esses quilos de carne se sintam bem. Ela só pensa em como arrumá-lo confortavelmente, com que alimentá-lo, quando mudar a fralda, e no geral, o que fazer com ele para que ele se sinta ainda melhor. Não existe outro cuidado para ela.

Como podemos seguir o seu exemplo para que possamos tratar toda a humanidade da mesma maneira, com a mesma devoção? Isso é impraticável!

Mas, poderia a Natureza realmente definir condições impossíveis diante de nós? Por que, então, chegamos a um estado completamente oposto? Por que estamos totalmente imersos no interesse próprio? Além disso, embora os animais constantemente também se preocupem consigo mesmos, as pessoas, além disso, querem lucrar à custa dos outros, usá-los, impor seu poder e opiniões sobre eles, dobrá-los à sua vontade. Uma pessoa se deleita em se elevar sobre os outros. Além disso, ela gosta quando se sentem um pouco pior do que ela, quando ela está num estado mais vantajoso em relação a eles. Uma pessoa avalia constantemente a si própria em relação àqueles em torno dela, e só através disso é que ela estabelece a extensão da sua satisfação.

Se o egoísmo me levou ao ponto onde me sinto acima de todos e onde preciso deles somente para sentir a minha superioridade, como posso mudar essa natureza e mudar para um estado oposto? Talvez seja vantajoso para eu imaginar uma situação utópica em que me preocupo com meu próximo e recebo prazer disso, como uma mãe que cuida de seu bebê? Suponha que eu amasse os outros da mesma forma que ela faz e gostasse de estar constantemente cuidando deles, então, talvez, eu sentiria absoluta realização pessoal com isso?

No entanto, não vejo qualquer meio para conseguir isso. O que me obrigaria a isso?

Na verdade, a humanidade ponderou isso por milhares de anos. Ao longo da história, muitos livros foram escritos, muitas tentativas foram feitas para implantar algo semelhante: construir um bom ambiente, formar organizações correspondentes. Mesmo centenas de anos atrás, os utopistas tentaram criar as condições para as boas e afáveis relações entre as pessoas em diferentes cantos do mundo. No entanto, eles não tiveram sucesso na implantação dessas iniciativas.

No curso de nosso desenvolvimento, estamos nos tornando mais inteligentes e conhecendo a natureza humana cada vez melhor, e agora entendemos que somos incapazes de nos levantar acima da nossa própria natureza. Talvez seja mesmo uma coisa boa. Talvez isso nos dê algo especial. Mas, a construção de tal sociedade é impossível: uma ideia utópica, de fato.

É por isso que em nossas sociedades nos limitamos às leis de conduta, de modo a não prejudicar muito o nosso próximo. Nós temos advogados, contadores, sociólogos, psicólogos, políticos, e assim por diante, e eles padronizam as leis sociais. Nós nos unimos com os outros, mas apenas a fim de receber serviços. Por exemplo, um município se preocupa com a ordem na cidade, com a limpeza do lixo e outros serviços, como creches, escolas, centros culturais e assim por diante. Nós estamos dispostos a contar com as necessidades de todos e, neste caso, vale a pena nos unir. Afinal, graças a isso cada um paga uma quantia relativamente pequena para uma ampla gama de serviços. Essas coisas são claras para nós, pois através delas recebemos um benefício real, calculável.

Mas, quando se trata de mudar as atitudes das pessoas no reino dos sentimentos e emoções, de modo que a pessoa leve em consideração o seu próximo ao invés de ouvir seu próprio coração, isso é algo que não podemos fazer.

E aqui chegamos a um entendimento do estado especial da crise que estamos hoje. É uma crise muito estranha, e em sua essência, ela pertence às relações entre nós. Usando todas as mesmas formações egoístas já tentadas, buscou-se construir uma sociedade mais confortável para todos, tendo em conta os interesses comuns de uma forma ou de outra. Nós entendemos que um excesso de pessoas descontentes vai levar a confrontos e conflitos irreconciliáveis, e isso ameaça provocar guerras civis. Ao longo de todas as épocas, temos tido conhecimento de que o nosso egoísmo precisa ser bem refreado para que não nos devoremos uns aos outros.

No entanto, todos esses cálculos foram construídos sob um “guarda-chuva egoísta”: Nós entendemos que essa é a nossa natureza e que temos de nos conter dentro de certos limites. Mesmo que nosso mundo brilhe com facetas egoístas, ele ainda requer um mecanismo único, a fim de evitar os surtos que ameaçam destruir todas as nossas realizações. Foi assim que a humanidade chegou a criar o Banco Mundial, a ONU e outras organizações internacionais, e como chegamos a uma maior comunicação e a contabilidade mais completa de interesses.

Em particular, durante o último século percebemos que é necessário levar mais em consideração o outro. As duas guerras mundiais mostraram-nos que ninguém ganha na guerra desenfreada, pelo contrário, todo mundo sofre uma perda como resultado, e todo mundo paga um preço caro por isso.

É por isso que a humanidade criou todos os tipos de comunidades e canais de comunicação. Há ainda “botões vermelhos” em Moscou e Washington para o estabelecimento de contato de emergência em caso de uma ameaça global. Existe certa forma de confiança aqui simplesmente porque está claro para todas as partes envolvidas que ninguém sairia de um conflito incólume e proveitosamente. Assim, percebendo que não há alternativa, armados com uma base acumulada, podemos agora estabelecer certas interações e comunicação.

Por um lado, essa ainda é uma abordagem egoísta, mas por outro lado, tal processo ainda leva à proximidade entre nós. Mesmo que cada vez mais nós nos odiemos e queiramos matar os outros, está se tornando claro que eles são tão fortes, e, portanto, é vantajoso levarmos o outro em consideração.

De KabTV “Uma Nova Vida” #13, 11/01/12

Segredos Quânticos Da Longevidade

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (Yelena Dobrovolskaya): “Um novo entendimento qualitativo da união entre os seres humanos e a Natireza foi atingido devido a recentes descobertas científicas na última década. Elas demonstram claramente que a interação entre a genética, o nosso modo de vida e o ambiente é muito mais complexa do que se pensava anteriormente.

Um ‘quantum’ é uma unidade básica da natureza. Níveis de energia (nuclear, atômica e molecular) representam uma “escada quântica”, que reflete o modo como a matéria se organiza; o mais alto nível (o quarto) é “tomado” pelos seres vivos.

“A medicina moderna que chamamos de “ocidental” ou “acadêmica” é baseada num paradigma de química e física clássicas. Ela segue o princípio da visualização, o que significa que a ciência só pode explorar objetos que podem ser observados sem um dispositivo tal como um microscópio. Esta abordagem primitiva pode ser facilmente compreendida quando analisamos a história da biologia e da medicina. Ambas foram formadas durante a época medieval, estavam sujeitas ao dogmatismo religioso e sofriam muito com as restrições da Inquisição que lutava com os ‘hereges’. Os protestos dos mais corajosos cientistas da época carregavam sinais de uma visão de mundo materialista espontânea.

Física da matéria viva (uma nova direção na ciência natural) transformou a medicina e a biologia empírica em conhecimento fundamental. A medicina quântica surgiu apenas durante a última década; ela é uma contribuição médica numa nova percepção de vida, saúde e doença. Ela vê os organismos vivos como sistemas quânticos abertos com uma estrutura complexa que possui uma renovação própria, uma configuração autoeducativa, que é capaz de sincronizar suas partes, interna e externamente”.

“Relatório Oxfam: ‘O Sistema Alimentar Global Está Quebrado’”

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do Relatório Oxfam): “Segundo um novo relatório do Oxfam, um sistema alimentar quebrado e uma crise ambiental estão agora revertendo décadas de progresso na luta contra a fome global. O Oxfam projeta que os preços em espiral dos alimentos vão gerar milhões de pessoas com fome, a menos que transformemos radicalmente a nossa forma de crescer e compartilhar alimentos. …

“O Oxfam identifica os vários sintomas de nosso sistema alimentar quebrado: o crescimento da fome, baixo rendimento das culturas para forro, a falta de solo fértil e água, e a crise dos alimentos. A organização diz que nós entramos numa nova era de crise onde o esgotamento dos recursos naturais da terra e os impactos de alterações climáticas cada vez mais graves criarão milhões a mais de pessoas com fome. Naturalmente, os países pobres serão afetados de forma dramática, mais do que as nações industrializadas. O Oxfam projeta que o preço dos alimentos de primeira necessidade, como o milho, já no nível mais alto de todos os tempos, vai mais do que duplicar nos próximos 20 anos. Metade desse aumento de preços estará diretamente ligado à mudança climática. As pessoas mais pobres do mundo, que gastam 80 por cento de sua renda em alimentos, vão ser atingidas das formas mais duras.

“Em 2050, o Oxfam prevê que a demanda por alimentos aumentará 70 por cento. No entanto, nossa capacidade de aumentar a produção de alimentos está em declínio. A taxa média de crescimento da produção agrícola diminuiu quase 50 por cento desde 1990, e deverá diminuir ainda mais na próxima década. Quatro empresas globais controlam o movimento de alimentos do mundo. Três empresas (Archer Daniels Midland, Bunge e Cargill) controlam cerca de 90 por cento do comércio global de grãos. Suas atividades especulativas conduzem os preços voláteis dos alimentos e elas lucram com isso. Por exemplo, no primeiro trimestre de 2008, no topo da crise global de alimentos, os lucros da Cargill aumentaram 86 por cento. Em 2011, a Cargill está se dirigindo para o seu ano mais lucrativo registrado. Desnecessário dizer que esta especulação nos preços dos alimentos vai perturbar ainda mais o abastecimento global de alimentos.

“‘Por muito tempo os governos colocaram os interesses das grandes empresas e das elites poderosas acima do interesse das sete bilhões de pessoas que produzem e consomem o alimentos'”.

Meu comentário: Os governos são impotentes contra as corporações ou as servem. Nós criamos uma armadilha para nós mesmos: o nosso egoísmo; embora ele esteja se destruindo, ele não quer, como o Faraó, nos libertar da escravidão, mesmo que isso leve à destruição do Egito, o nosso mundo egoísta.

125 Graus

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quais são os 125 graus?

Resposta: Todo o seu desejo de receber é dividido em 125 graus de espessura (Aviut): quão cruel e rígido você pode ser no nível zero que dificilmente é revelado, como um mosquito, até uma besta selvagem no nível de menos Ein Sof (Infinito) .

Estes são os 125 graus que contamos do nosso estado até o mundo de Ein Sof. Cinco mundos vezes cinco Partzufim vezes cinco Sefirot, é assim que Ha-Va-Ya-H é dividido.

Nós temos que corrigir todo esse desejo de receber. Ele desperta em outra parte dos 125 graus, cada vez sendo adicionado a você, e você tem que corrigi-lo. Portanto, você sempre sente uma escuridão crescente e a corrige, e desta escuridão você atinge a “vestimenta de Hassadim“, onde você descobre a Luz. A escuridão é a mesma Luz, mas sem a vestimenta de Hassadim.

Primeiro, no mundo de Ein Sof, a Luz não precisa da vestimenta de Hassadim. Porém, mais tarde, depois que Malchut de Ein Sof decide que receberá apenas para doar, a Luz desaparece e ilumina, o que significa que é despertada no vaso, (já que na verdade não desaparece de todo, mas apenas dizemos que ela o faz), só na vestimenta de Hassadim. Conforme a vestimenta, você recebe a Luz. É como se você tivesse certa lâmpada e de acordo com a sua força você descobrisse o poder da Luz que recebe.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 16/05/12, O Livro do Zohar