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Primeiro Exercício Segundo O Livro do Zohar

528.03Imagine que você está em uma encruzilhada: se você for para a esquerda, é para o seu próprio bem, e se for para a direita, é para o bem do Criador. Como você pode escolher a intenção correta para ir na direção da doação?

Devemos ansiar pela doação e tentar alcançá-la por todos os meios. Então o Criador sempre nos corrigirá e nos ensinará como fazê-lo. O principal é agir junto com os amigos e buscar formas de conexão entre nós que nos deem a sensação de nos aproximarmos do Criador.

Vamos criar tal unidade na qual nossa conexão interna seja capaz de revelar a forma do Criador, Sua qualidade e Seu caráter para nós. Quanto mais nos movermos nessa direção dia a dia, melhor começaremos a entender quem é o Criador e quem somos nós, que distância nos separa e o que precisamos fazer para nos aproximarmos um pouco mais Dele.

Todos os dias, todos os momentos em que desejamos nos conectar, devemos verificar se a forma de nossa conexão está se tornando cada vez mais verdadeira, em doação mútua uns aos outros. Este é o primeiro exercício que O Zohar nos dá: conectar-se em dezenas e alcançar tal doação mútua e conexão mútua que se aproxima da forma da Shechiná.

Isso não significa distância física, mas sim um sentimento de proximidade interior e espiritual.

Mas não somos obrigados a alcançar essa intenção correta por nós mesmos; o principal é procurá-la. O mais importante é a busca, as perguntas, o arrependimento interior de não podermos chegar a isso. A partir disso, nascerá uma oração que nos ajudará a atingir a meta desejada.

O Criador deve providenciar o desejo para nós, e Ele também providencia sua realização, a resposta a ele. Nós só precisamos estar à procura.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/01/23, “Zohar para Todos. Introdução do Livro do Zohar”

Sintonize-se Com O Zohar

65Quando você começa a ler O Zohar, precisa se sintonizar para nadar junto com o fluxo do material que os grandes autores do Livro do Zohar prepararam para nós.

Eles nos dizem que a única criação é o desejo de receber. Este desejo tem duas formas de percepção da realidade, percepção do Criador que o criou.

Existe uma percepção dentro do desejo diretamente, que é chamada de cima para baixo. Assim, o desejo pode sentir apenas o que estamos sentindo agora dentro de nós. Essa percepção é chamada de mundo.

E há outra forma de percepção acima do desejo, fora dele, quando eu não sinto a mim mesmo, mas supostamente os outros. Essa percepção é incomum para nós porque não nascemos nela.

Parece estranho para nós, embora os autores de O Livro do Zohar digam que essa percepção é natural porque vem da natureza, do Criador, e além do nosso pequeno mundo que sentimos em nós mesmos, todos os outros mundos enormes estão fora de nós.

O Zohar nos direciona para que também ganhemos percepção externa fora do nosso corpo. Portanto, devemos nos ajustar à percepção da realidade que existe não dentro, mas fora de nós para ver nela o que O Zohar indica.

Seja qual for a forma que este livro nos conta – sobre eventos neste mundo, sobre personagens de contos de fadas como anjos, espíritos, palácios, não importa o quão real ou irreal possa nos parecer – em qualquer caso, ele sempre nos conta sobre o que está acontecendo na forma de percepção fora de nós.

Portanto, uma pessoa que quer entender o que O Livro do Zohar quer dizer a ela e o que quer revelar a ela dentro dela, deve se colocar na mesma direção, esforçando-se não para se preencher, mas para sentir o que está realmente fora dela.

Essa forma de percepção, claro, está em nós, pressupõe apenas a atitude de uma pessoa para com tudo como para consigo mesma!

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/12/09, O Livro do Zohar, “VaYishlach (E Jacob Enviou)”, 21/12/09

As Letras Do Livro Do Zohar Expressam Conexões

526Pergunta: As letras de que fala O Zohar expressam os tipos de conexão entre nós?

Resposta: Claro! Apenas a conexão entre nós! Sem a conexão entre as almas, os autores do Zohar não teriam conseguido nada. Tudo se consegue na rede de conexões entre nós.

O que nós alcançamos? Forças de doação. A totalidade dessas forças de doação é chamada de Criador (Bo-Re, Venha e Veja), que revelamos na conexão entre nós; é a qualidade de doação e amor.

Se conseguirmos isso na forma de forças, este é o nosso desejo, um vaso para revelar a luz. Se obtivermos uma impressão nele, a luz, este é o Criador, a luz que se revela em um vaso, em um desejo. Fora isso, não há nada.

Tudo o que lemos no Zohar ou em todos os livros dos Cabalistas são apenas as impressões de uma pessoa, um Cabalista, de sua obtenção da força de doação dentro de seus desejos, de acordo com a equivalência de qualidades. Ele nos fala sobre seus desejos, sobre a força que alcançou, sobre sua impressão, que ele explicou de forma tão externa.

É possível expressá-lo em música, canções e belas palavras, ou pode ser explicado na linguagem da Cabalá, Talmude ou lendas. Mas, em última análise, os Cabalistas explicam suas realizações para nós.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 26/05/2011, O Livro do Zohar, “Truma (Doação)”, “Um Caqui e uma Liteira”

Quando Apenas Uma Força Fala Em Uma Pessoa

533.02Aquele que está lendo no livro da Torá – uma lê e a outra fica em silêncio. Se duas leem na Torá, elas diminuem a fé acima porque com uma voz e fala, tudo é um (O Livro do Zohar, “E Moisés Reuniu”, Item 141).

Comentário: Duas são as inclinações em uma pessoa: para o bem e para o mal. Quando uma deles está em silêncio e a outro fala, você pode ler a Torá. Caso contrário, é impossível.

Minha Resposta: Sim, quando apenas uma força fala em uma pessoa, ela entende a causa, o processo em si e o efeito. Isso a ensina e a leva a algum lugar. E se ela não entende a diferença entre esses dois lados de seu ser, ela não pode reconhecer nem a verdade nem a mentira.

Pergunta: Em princípio, isso também ocorre na externalidade. Se uma lê, a outro deve ficar em silêncio.

Cabalistas de todas as gerações evitavam amplamente abrir a boca para não revelar algo proibido. O que pode ser revelado que pode prejudicar a humanidade?

Resposta: O fato é que cada um tem seu destino, cada um tem seu caminho. É impossível para uma pessoa interferir no que a outra está fazendo. Ela deve escolher seu próprio caminho, suas ações, analisá-las e decidir o que fazer a seguir.

E se ela ouve todos os tipos de conselhos de todos os lados, como geralmente cai em nossa cabeça de jornais, televisão e outras fontes de informação, é claro que essas ações apenas limitam uma pessoa e não levam a nada de bom.

De KabTV, “Estados Espirituais”, 23/10/22

Quem Está Escondendo O Livro do Zohar?

132Quando O Livro do Zohar foi escondido das pessoas, que foi desde a época de sua escrita no século II até a sua revelação no século XIII, ninguém o chamou de oculto; eles não sabiam nada disso!

Hoje qualquer pessoa no mundo pode comprar livremente O Livro do Zohar e lê-lo. Então, por que é chamado de segredo, escondido?

Este livro tem tudo. O Zohar pode nos revelar este mundo e os mundos superiores em toda a sua plenitude. Ele foi escrito no auge de todos os 125 níveis de realização de todo o universo e nos fala sobre todo o nosso caminho.

O único problema é como este livro é fechado, fechado pela própria pessoa que não consegue se concentrar ou sintonizar corretamente para ver o que está acontecendo no livro.

O próprio leitor, é claro, não é capaz de se colocar na frente do texto como em qualquer outra leitura. Ele se envolve nele, vê nele imagens de nosso mundo, história e geografia, fisiologia e anatomia. Ele conecta conceitos, objetos e ações com sua compreensão terrena.

Imagine um dispositivo elétrico com muitos fios e peças que você conecta incorretamente. Você será capaz de colocá-lo em ação? Claro que não!

O problema é que tudo está à nossa frente, mas não podemos revelar; não somos capazes de usar corretamente nem nós mesmos nem este sistema, que combinamos em nós mesmos incorretamente. Não temos uma abordagem correta do Zohar.

Uma pessoa deve constantemente – antes e durante a leitura – aprender a se sintonizar com um novo foco, compreensão e visão, e avançar nisso passo a passo, lentamente.

A sintonização é obrigatória porque se ela simplesmente abrir O Zohar e começar a ler, ela só ficará confusa e será muito difícil para ela corrigir essa confusão e voltar ao início.

Portanto, toda a dificuldade está em entrar corretamente no Livro do Zohar.

É por isso que O Livro do Zohar é acompanhado de materiais sobre como afinar nosso instrumento de percepção: a alma!

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 21/12/09, “Prefácio ao Livro do Zohar”

Para Entender O Que Está Escrito No Zohar

222O Zohar nos fala sobre o que está acontecendo no mundo espiritual, sobre as ações de doação da criação. Portanto, não podemos entendê-lo, pois ainda não somos capazes de realizar tais ações!

Estamos em nosso desejo egoísta e sabemos apenas como receber satisfação e prazer e como agir para alcançar esse prazer. E as ações sobre as quais O Zohar fala parecem ser descritas em alguma linguagem incompreensível, como um código secreto, como se se tratasse de algo irreal: seja na linguagem da Cabalá, em termos das Sefirot, Partzufim, os mundos, ou como algum tipo de alegoria onde o sol, a lua, as montanhas, as pessoas e os animais agem como em um conto de fadas.

Nenhum de nós o entende, nem o sentimos, porque não estamos na propriedade (natureza) de doar, mas estamos na propriedade (natureza) de receber.

Se recebêssemos as propriedades espirituais superiores de doação e amor em vez de nossas propriedades egoístas terrenas, entenderíamos imediatamente o que O Zohar nos diz e, junto com sua leitura, revelaríamos o mundo superior. Além disso, não será como em um romance de aventura na fantasia, mas na realidade!

No entanto, como ainda não há propriedades espirituais em mim, o que é descrito no Zohar é irreal. É por isso que nossa leitura do Zohar é chamada de “Segula”, uma técnica especial! O que é isso?

Nós lemos e tentamos evocar forças desse mundo, do nível que é falado no Livro. Mesmo que eu não entenda o texto, mas quero mudar e senti-lo, ele “brilha” em mim com uma “luz que retorna à fonte” (Ohr Makif, ou luz circundante).

Essa força atua em mim e revelará novas propriedades em mim, as propriedades de doação que estão escritas no Zohar. Afinal, ele está escrito inteiramente na natureza de doação, não de recepção, e somente de acordo com a natureza de doação podemos entender o que está escrito lá.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá ,29/01/10, Shamati, “Para compreender as palavras do Sagrado Zohar”

Para Onde O Livro Do Zohar Leva Você?

193Na Introdução ao Livro do Zohar, Baal HaSulam escreve que, embora nos pareça que tudo está acontecendo diante de nossos olhos, é claro para qualquer pessoa com razão que todas essas imagens existem apenas dentro de nosso cérebro.

Somente quando conseguirmos alcançar tal entendimento, começaremos a nos aproximar gradualmente do que a ciência da Cabalá fala. Portanto, O Livro do Zohar está escondido de nós, e não sabemos como abri-lo e lê-lo. Afinal, a chave para sua compreensão é a percepção correta da realidade.

O Livro do Zohar deve ser abordado apenas através de conceitos internos, imaginando tudo nele contado dentro de si mesmo, todas as definições, sons, mundos, objetos espirituais, almas, relações mútuas e principalmente os parâmetros de percepção da realidade: mundo-ano-alma, acima do tempo, espaço e movimento.

Se percebermos o texto como se desdobrando em um esquema de relações de forças e propriedades dentro de nós, revelaremos gradualmente estados internos cada vez mais profundos em nós mesmos. Então ficará claro para nós que essa realidade externa não existe, por mais real que possa parecer para nós, que ela existe externamente e não está sujeita a nós.

Só agora estou na ilusão de que não sou eu quem cria essa realidade, mas ela mesma se desenrola na minha frente, já existia antes do meu nascimento e permanecerá depois da minha morte. Devemos tentar mudar todos esses pontos de vista até que comecemos a entender o que O Livro do Zohar quer nos explicar.

A entrada para O Livro do Zohar, a chave para ele, está precisamente na transferência de tudo para dentro de si mesmo de acordo com o princípio “O homem… compreende o mundo inteiro”. Portanto, é possível entender se estou estudando corretamente na medida em que espero sentir e revelar todo o meu futuro dentro de mim.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 01/10/10, O Livro do Zohar, “VaYechi”

Um Mundo De Aventura Em Que Se Pode Entrar

151A coisa principal na leitura do Livro do Zohar é a intenção. Afinal, lendo este Livro, atraímos a maior luz, se formos capazes de fazer isso.

Em tudo que foi escrito pelos Cabalistas, não há luz mais forte do que no Livro do Zohar. É por isso que ele ganhou tanta fama e popularidade e, ao mesmo tempo, ao longo da história, foi escondido e tantas coisas aconteceram com ele.

Só agora é revelado porque é uma fonte de luz que retorna à sua origem. Portanto, não importa o que exatamente lemos no Livro do Zohar, porque de qualquer forma, não entendemos uma única palavra corretamente. Mas queremos penetrar no mesmo quadro, senti-lo e não compreendê-lo; não nos é dado entendê-lo com nossa mente terrena. Nós nos esforçamos para entrar nele, para abri-lo.

Afinal, estamos falando de Cabalistas que revelaram o mundo espiritual e nos contaram sobre o que descobriram lá, como em um romance de aventura sobre viajantes descobrindo novas terras e ilhas.

É assim que os Cabalistas nos falam sobre o que está acontecendo na espiritualidade. Eles descrevem com quais ferramentas internas o revelam e, ao mesmo tempo, falam sobre o que veem e sentem. Ou seja, eles falam sobre as ações que realizam e o que revelam como resultado dessas ações.

Nós olhamos, lemos, ouvimos e não entendemos nada, mas aspiramos sentir esses estados nós mesmos, viver neles. Como crianças que leem livros sobre aventuras emocionantes e vivenciam a aventura junto com os heróis, tudo isso estava apenas em nossa imaginação.

Aqui entramos no mundo espiritual de verdade e o sentimos ainda mais fortemente do que nos percebemos neste mundo agora. É a nossa percepção atual deste mundo que é a mais distorcida e nebulosa em comparação com o resto.

Na espiritualidade há clareza e transparência surpreendentes que são impossíveis de imaginar, há a compreensão mais profunda de todos os eventos e as forças por trás deles, as causas e efeitos, a fonte de tudo o que acontece e as conexões entre tudo o que existe.

É por isso que devemos nos esforçar ao ler O Livro do Zohar — deixar de ser homens velhos, mas nos sentir como crianças pequenas, levadas por um livro sobre aventuras emocionantes.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/01/11, O Livro do Zohar, “Tzav (Comando)”

O Livro Do Zohar: Uma Coleção De Exercícios Para Entrar Na Espiritualidade

221.0Pergunta: Você diz que existem meus desejos internos que considero fora de mim. Mas eu vejo uma certa imagem do mundo lá fora. Como devo relacionar esta imagem aos desejos?

Resposta: Em nenhum caso você deve começar a fazer isso! Ao atravessar a estrada, não pense que os carros que passam estão dentro de você e tudo isso é um jogo de imaginação. Não!

É por isso que os Cabalistas escreveram O Livro do Zohar, que é um livro especial. Qualquer livro contém exercícios ao lado de explicações. O Livro do Zohar, no entanto, é uma coleção de exercícios.

Ao ler este livro, você deve sempre imaginar que tudo o que está escrito nele está dentro de você e buscar dentro de si todos esses desejos e qualidades.

Minha leitura do Livro do Zohar consiste em imaginar tudo nele descrito como o mundo dentro de mim. Somente através disso a percepção correta da realidade finalmente virá de forma natural para mim. Enquanto isso, estamos apenas lendo O Livro do Zohar e realmente queremos senti-lo e entendê-lo dentro de nós mesmos.

O Zohar fala sobre Cohens e Levitas, sobre Aarão e Moisés, sobre o Criador e a criação, sobre qualidades, sobre Sefirot e Partzufim, sobre o burro e o touro, e não importa o que mais. Em vez disso, eu imagino apenas minhas qualidades internas e nada mais além delas.

Não existe eu, meu corpo ou o mundo; não há nada, tudo desapareceu. E o que existe? Meu desejo e um livro que me descreve o que existe em mim dentro do desejo. Ele apenas usa nomes e títulos que me confundem porque evocam em mim sentimentos desse mundo imaginário.

Eu deixei este mundo; não quero pensar nisso, e agora estou como que suspenso no ar e represento apenas desejo. No entanto, esses nomes me lembram do nosso mundo.

Então, pelos meus esforços para imaginar apenas meus desejos e qualidades interiores em vez desses nomes, eu atraio para mim a luz que retorna à fonte, a luz circundante.

Com esses esforços, começo a abrir meu ponto no coração, meu desejo, o embrião da alma, e a expandi-lo e fazê-lo crescer. De repente, começo a distinguir nele certas qualidades sobre as quais o Zohar fala e as conexões entre elas.

Leva tempo. Mas depois de alguns meses de tal treinamento, começo a sentir uma resposta sensorial a cada palavra escrita no Zohar: “Aarão”, “Templo” e assim por diante.

Da completa falta de conhecimento e sentimentos, como se saísse de uma neblina, algumas coisas de repente começam a clarear; eu começo a sentir a conexão entre eles e a entender o que são.

A partir de um ponto começo a revelar todo o desejo em que todas essas partes existem em algum tipo de relacionamento.

É assim que revelo a criação completa, realmente criada pelo Criador, e não essa imagem ilusória que está sendo retratada em mim agora que obscurece a verdadeira realidade para mim. Finalmente, essa imagem falsa desaparece completamente.

Portanto, todo O Livro do Zohar é uma coleção de exercícios para determinar para cada palavra escrita nele a qualidade correspondente dentro de mim.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/01/10, O Livro do Zohar, “Shmini”

O Livro Do Zohar É Revelado Para Nós

65O Livro do Zohar foi revelado apenas em nossos dias porque em nosso desenvolvimento passamos dos níveis inanimado, vegetativo e animado e alcançamos o nível humano (humano – Adão, da palavra “Edomeh”, semelhante ao Criador).

Portanto, hoje sentimos crise, desamparo, desespero e decepção em nossas vidas.

É por isso que O Livro do Zohar é revelado para que possamos realizar nossa correção, ou seja, alcançar o mesmo sistema de conexão entre nós como em Malchut do Infinito onde estamos todos conectados como um todo.

O primeiro estágio da correção é chamado de “não faça ao outro o que é odioso para você”. Esse é o nível de Hafetz Hesed (aquele que não deseja nada para si mesmo), retorno pelo medo (trepidação).

O segundo estágio de correção é ainda mais alto, no nível do ama seu próximo como a si mesmo, retorno pelo amor ou receber para doar.

Temos que fazer essas duas correções e ambas são implementadas nas relações entre as pessoas.

Afinal, o Criador é revelado em nossos relacionamentos corrigidos na medida de nosso amor e doação ao nosso próximo ou como se diz: “Do amor pelo outro ao amor pelo Criador”.

Nem uma única correção pode ser feita a não ser por sua implementação em um grupo de Cabalistas, ou seja, aqueles que desejam alcançar o nível humano.

Em suas relações uns com os outros, eles constroem o sistema de Malchut do Infinito e desejam sentir nele a luz do Infinito, o Criador.

O Livro do Zohar deve nos dar força, desejo e realizações internas para isso.

Portanto, ao ler O Zohar, a pessoa deve tentar manter a intenção de que todos somos um e que nossos pontos no coração, desejos de espiritualidade, se unem e, a partir desses desejos comuns, construímos nosso vaso espiritual, a Shechina, ou Malchut do Infinito, onde sentiremos Criador.

Devemos nos sentir juntos, como os autores do Zohar, o grupo do Rabi Shimon, e tentar imaginar o que o Livro fala dentro desse sistema de conexões entre nós.

Afinal, O Zohar fala apenas sobre a conexão entre nós; embora a descreva em todos os tipos de formas e imagens, supostamente deste mundo, é apenas sobre as forças de nossa alma.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 21/04/10, O Livro do Zohar, “Shemot”