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A Necessidade Do Criador

Dr. Michael LaitmanNós damos diferentes nomes para a Força Superior. Ela é superior não porque está posicionada em elevação neste mundo, mas sim por causa de sua exaltação qualitativa sobre todas as forças terrenas. É infinitamente mais poderosa do que qualquer outra força, é a raiz autêntica de todas as outras forças, e é por isso que é chamada de Superior.

Seus nomes derivam da forma como ela se manifesta em relação a nós e à nossa forma de senti-la. Na verdade, os seus nomes representam Sefirot, uma vez que a Luz Superior é detectada por nós, pelos desejos de recepção, de acordo com a maneira que ilumina dentro do vaso de recepção. A palavra “Sefira” significa “brilhante” (Sapir). A Sefira Keter é a fonte de Luz; todas as outras Sefirot, outros nomes, seguem-na abaixo.

Vamos destacar algumas das Luzes. Na maioria das vezes eu digo “o Criador” (Bo-Re), já que Ele é Aquele que criou a “criação” (Beria) – algo que se destaca (Bar), separa-se de si mesmo, algo que sai de suas próprias fronteiras. Nesta conexão que se estende de cima para baixo, o nome aponta Seu status, Sua atitude para com a criação que Ele criou. De nossa parte, em nossa aspiração de baixo para cima, “Bo-Re” significa “venha e veja” (Bo-Reh), que fala do estado em que podemos vê-Lo.

Outro nome do Criador é Elokim (ים – אלה). De cima para baixo, significa “MI – ELE” (אלה – מי). “ELE” significa AHP, e “MI” Galgalta ve Eynaim. Ao subir para Bina, nós conectamos Galgalta ve Eynaim com AHP e revelamos uma relação da Luz para com o desejo que é chamado de “Elokim“. Sua Gematria é a mesma que “Natureza” (הטבע), uma vez que decorre e é construída a partir de Bina. Assim, a natureza do Superior é Bina, enquanto que a natureza do inferior é Malchut.

Há uma denominação de HaVaYaH, Adonai: o Supremo, o Senhor. Na verdade, HaVaYaH não constitui uma designação por si só, mas uma estrutura na qual, de acordo com a tela (Masach), a Luz se revela. Em geral, HaVaYaH inclui todos os nomes, já que, exceto por esta denominação, nada mais foi criado.

Para resumir, nós damos nomes à Luz em conformidade com a forma como ela se manifesta em nós. Isso explica por que não há um “Criador” por si só, mas apenas a nossa percepção Dele. Diz-se: “por Suas ações O conhecemos”, “o juiz tem apenas o que seus olhos veem”. Nós temos que modificar a nossa abordagem e aprender a analisar de forma diferente o nosso discernimento da realidade. Afinal, “A opinião da Torá é oposta à opinião dos proprietários”.

Hoje, todo mundo tem sua própria ideia sobre Deus. No entanto, neste mundo, “Deus” é apenas uma necessidade psicológica dos seres humanos, um desejo de depender de alguém que é grande e amável. Ela justifica a nossa existência; caso contrário, não está claro por que e para o que vivemos, e quem vai pagar por nossas dificuldades e aflição no outro mundo. Esta abordagem psicológica nos permite orar pedindo ajuda e até “recebe-la”.

No entanto, esta abordagem pode existir na realidade sem uma tela e a Luz refletida, sem mudanças reais que atravessamos? De maneira alguma isso pode ser assim. A fé neste mundo é um fenômeno psicológico: ao apelar ao Criador, nós mudamos nossos desejos, depois a Luz se derrama sobre novos desejos de uma maneira diferente. Como resultado, nós saímos do estado anterior e entramos na próxima fase, alterando assim as nossas sensações.

Na verdade, só existe a Luz e o desejo, nada mais. Chegará o momento em que as pessoas vão abrir os olhos e ver o que conseguiram construir ao longo de milhares de anos… Sim, isso ajudou-as a avançar, mas apenas para, no final, chegarem à conclusão de que todo este mundo, com todas as suas ilusões, não vale nada. Quando as pessoas chegarem a esta realização, vão descobrir a verdade e isso vai justificar tudo o que aconteceu com elas.

No entanto, hoje em dia, não devemos adiar a revelação da situação em que nos encontramos. Não há outra saída: todas as outras abordagens e métodos, exceto a Cabalá, são apenas contemplações ociosas que foram desenvolvidas a partir de nossas fantasias egoístas.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/12/13, Escritos do Baal HaSulam

Da “Unificação Da Sociedade” À Revelação Do Criador

Dr. Michael LaitmanEu não espero quaisquer eventos dramáticos no mundo até o outono de 2014, embora, em geral, este ano anuncie a materialização do mal acumulado. Afinal, a humanidade tem acumulado uma grande quantidade de “bolhas”, de “veneno” que deve ser liberado .

Este processo terá início em 2014; no entanto, ainda temos tempo que devemos usar de forma eficiente, a fim de estarmos organizados e preparados o mais rápido possível.

Todos nós precisamos trabalhar no campo da educação integral. Não basta apenas para estudar a sabedoria da Cabalá. Nós a estudamos por 15 anos, até que o tempo chegou para esta metodologia que nos obriga a agir.

Até agora, nós ainda não implementamos a sabedoria da Cabalá na prática. Como toda a humanidade, todas as gerações passadas, nós acabamos de passar pelos estágios do período de preparação. Agora, a partir de 2014, estamos começando a perceber o programa da criação de forma prática em nós mesmos. Para isso, nós organizamos grupos de pessoas para implementar  o “ama ao próximo como a si mesmo”.

Nós chamamos isso de metodologia integral, embora para nós seja a mesmo Cabalá, as mesmas instruções do Baal HaSulam e do Rabash, só que aplicadas num pequeno grau entre as menos camadas mais altas, “grosseiras” do desejo de receber.

Esta abordagem nos permite chegar a um sentimento mais agradável num nível espiritual baixo, uma espécie de “unificação da sociedade”, um pouco de egoísmo e um pouco de bem. Este ainda não é Criador, no entanto, apenas uma transição do negativo (-) para o positivo (+), e nada mais.

A sabedoria da Cabalá abrange todas as outras camadas; primeiro você quer unidade e revela a sua inclinação ao mal contrária a ela. Depois, conforme os seus esforços, sua capacidade de unir, você sobe para a inclinação ao bem. Isso é chamado de “ciência da Cabalá”, a “revelação do Criador”.

Assim, o método integral e a sabedoria da Cabalá variam em escopo. O primeiro precede o segundo, como abrir uma porta às massas, e depois vamos ver como as pessoas vão entrar.

Isso também irá acontecer gradualmente à medida que estudarmos com elas a estrutura do sistema de direção e providência, o mundo espiritual, a natureza interior do ser humano, os nossos desejos e inclinações, bem como o método de lidar com eles, as restrições, a tela e a Luz Refletida.

Em geral, nós vamos avançar através da psicologia, gradualmente nos voltando para a linguagem da Cabalá, mas ainda no contexto dos nossos desejos, interações, etc. As pessoas vão aprender como formamos a conexão entre nós e como revelamos nela a força que une nós. Não importa se vamos chamá-la: “o Criador”, por exemplo, ou o “fator de integralidade”.

Eu não vejo nenhum problema nesta transição gradual para a Cabalá. Nós apenas precisamos começar a trabalhar.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/12/13, Escritos do Baal HaSulam

A Unidade Está No Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos nos conectar através do Criador?

Resposta: Muito simples. Devido à impotência diante do fato de que não somos capazes de nos unir, nos voltamos à Luz Circundante, ao Criador, e Lhe pedimos para nos unir. Isto ocorre em cada grau. Depois que descobrimos nossa incapacidade de unir, chegamos ao “portão das lágrimas”, choramos, e recebemos a força para nos conectar, fundir.

Mas como o Criador nos “cola” se somos diferentes? Nós só nos colamos de acordo com as nossas intenções de nos conectarmos com o Criador, se quisermos doar apenas a Ele. Ele se torna o nosso elo, a nossa meta. É assim que os pais se unem num filho. Eles podem até se odiar, mas se conectam através dele, cuidam dele juntos.

Porém, neste filho, eles estão reconciliados, mas se odeiam. No entanto, eles o amam e é por isso que se conectam nele, neste ponto. Esta é a união dos opostos. Nós somos todos opostos em mil diferentes propriedades e indicações. Não é a mesma pessoa. Então, o que podemos fazer com nosso desejo de desfrutar? Não podemos matá-lo; não podemos fazer nada com ele. Nós só recebemos a oportunidade de realizar ações que levam à unidade.

Nós precisamos conectar duas partes que não têm nada em comum, exceto a base animal. É por isso que existe este mundo em que podemos nos conectar no nível físico apenas “de mãos dadas”. Mas nós expressamos o nosso sentimento por este gesto. Portanto, este grau é separado de todos os outros graus, de todos os estados, porque nos permite começar a subir. Neste mundo, nós podemos golpear a outra pessoa na face ou beijá-la e, assim, afetar o seu desejo. É possível beijar a pedido, e o desejo pode ser alterado devido ao seu desejo de beijar.

Eu só abraço alguém sem sentir qualquer simpatia por ele, e mesmo sentindo rejeição, mas devido a essas ações, o meu desejo muda gradualmente. Esta é a singularidade deste mundo em que é possível afetar o desejo por ações físicas. Mas tudo isto acontece até certo grau e apenas como uma preparação. É por isso que não é considerada uma conexão espiritual.

Mas se falamos de desejos espirituais que são mais elevados do que o grau deste mundo, então não usamos desejos materiais que em nada se cruzam com os desejos de outra pessoa. Se quisermos nos unir, o Criador deve estar entre nós. Só por meio Dele, através da nossa raiz, nos conectamos, como dois irmãos se conectam através de uma mãe comum. É por isso que eles são chamados de irmãos.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/12/13, O Zohar

Nós Mesmos Criamos O Criador

Dr. Michael LaitmanUm idólatra é aquele que trabalha em benefício do seu egoísmo e o transforma num ídolo.

As nações do mundo que criam imagens e constroem estátuas não são consideradas como adoradores de ídolos, porque não estão cientes de que a sua natureza original é o desejo de receber. Em outras palavras, há aquelas pessoas que criam imagens corporais e há outras que criam figuras imaginárias.

Pergunte a qualquer judeu porque ele fecha os olhos quando diz: “Ouve, ó Israel, O Senhor nosso Deus, o Senhor é um”. Ele não sabe. Ele sequer entende que faz isso porque é proibido para uma pessoa imaginar qualquer imagem!

O Criador é o atributo de doação e amor, e Ele só existe dentro do nosso desejo interior corrigido, e nós só podemos descobrir esse atributo de acordo com nosso desejo. Caso contrário, ele não existe! Ele não existe em lugar algum, nem mesmo como a Luz Circundante. Nós simplesmente falamos desta forma, a fim de expressar de alguma forma o atributo espiritual em nossa linguagem corporal.

O Criador, (Bo-re) significa “venha e veja”, e se você alcança o seu vaso, você pode descobri-Lo. Ele não existe fora do vaso. É impossível explicar isso para uma pessoa comum. Ela acha que se ela acredita, isso significa que existe um Criador.

Na verdade, não há nenhuma base para isso. Nós mesmos criamos o Criador, que surge dentro de nós de algum tipo de dimensão transcendental de acordo com nossas propriedades.

Da Discussão sobre Grupo e Disseminação 23/10/13

Aceitar A Proposta Do Criador

Dr. Michael LaitmanTudo o que temos neste mundo é necessário para a nossa correção, para o nosso trabalho. Não há nada extra, nada pode ser adicionado ou subtraído. Tudo é precisamente calibrado porque vem do vaso perfeito completamente preenchido com a Luz, do projeto que contém o objetivo final, o estado ideal. Só a nossa participação está faltando: o nosso acordo com esse quadro ideal, o estado perfeito, criado pelo Criador.

Mas nós temos que concordar a partir da escuridão, do estado oposto, das dúvidas e esclarecimentos, pesando todos os argumentos “a favor” e “contra”. Somente quando a pessoa verificou e pesou tudo, é que ela fica convencida de que o Criador é bom e deseja-lhe o bem; o Criador está acima da criação, Ele é o primeiro, Ele é o último, e “Não há outro além Dele”. Então, ela dá ao Criador todos os nomes sagrados em gratidão por cada ação Dele e forma de controle que foram reveladas.

Primeiro de tudo, temos que estudar esta imagem desmembrada: entender e concordar que ela está quebrada e que a nossa tarefa é remontá-la, trabalhando juntos em nossa conexão. A quebra aconteceu em nossas relações, embora pensemos que este mundo esteja quebrado.

Os problemas parecem externos a nós: na economia, ecologia, relações humanas comuns, no trabalho, na família, entre cônjuges, pais e filhos, em todos os níveis da natureza inanimada, vegetal e animal. Há tumultos e confusões ao redor. O que nós precisamos é imaginar o sistema completamente ligado à conexão entre as pessoas. Só melhorando nossas relações mútuas é que podemos mudar o sistema em todos os seus níveis: inanimado, vegetal, animal e, além disso, no nível humano, nos sistemas sociais, devido a que o ser humano se ergueu acima do mundo animal.

Uma vez que o ser humano veio do macaco, ele começou a desenvolver relações públicas, tecnologia, comércio e indústria. Mas todos eles são baseados apenas nas relações entre as pessoas. Este é o único lugar onde podemos influenciar e mudar. Conforme melhoramos nossas relações, isso nos aproxima da verdade: da conexão, da união e garantia mútua. Todos os níveis restantes deste mundo estarão conectados corretamente, tomarão seus lugares, e todo o mundo vai se acalmar e alcançar a prosperidade.

Para este trabalho, não basta representar o “justo”, aparentemente não exigindo nada para si mesmo. Não há nada que possamos fazer, todos nós nascemos e crescemos no egoísmo. Não há vergonha nisso, só precisamos reconhecer o mal e corrigi-lo: fazer um cálculo honesto consigo mesmo, pois qual for razão, é preciso mudar.

Todo mundo está envolvido na correção interna em seu grau, como é dito: “eduque a criança de acordo com sua forma”, a sua disponibilidade. Mas qualquer pessoa deve de alguma forma corrigir sua natureza. É por isso que precisamos trabalhar em três linhas. A linha esquerda é o mal em nós que é cada vez mais revelado. A linha direita é a correção desse egoísmo pela força de doação que atraímos de cima devido à nossa conexão.

Nós construímos a terceira linha a partir destas duas linhas. O desejo de desfrutar da linha de esquerda, que é corrigido pela Luz que Reforma, se transforma em um vaso espiritual, chamado de alma. Nela, de acordo com a equivalência de forma, o novo sistema integral, a nova realização, é revelado. Isto significa que o Criador é revelado dentro dos seres criados, dentro da conexão das almas. Shochen reina na Shechiná (Divindade). Este é o trabalho na linha média.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 24/11/13

A Oposição Essencial

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu me relaciono com o Criador com respeito e admiração. Ele é grandioso em minha imaginação, enquanto os amigos, os “outros”, entre os quais Ele se revela, são o oposto. É como se nós baixássemos o nível. Eles parecem menos importantes. Como nós vamos resolver este problema? Como eu faço para aumentar o valor aos meus olhos da “eletricidade” que já foi revelada no Kli mundial, a unidade, no fundo da grandeza de sua origem?

Resposta: Como dizem os sábios, você não pode mostrar aos filhos que o seu amor por elas é absoluto. Isso só vai estragá-las. Os pais que mostram amor incondicional aos seus filhos levam seus filhos aos círculos (Igulim) em vez das linhas retas (Yosher), em vez da lei, a misericórdia em vez de justiça, e isso não é bom.

Portanto, nós simplesmente não conseguimos imaginar que o Criador é bom e faz o bem. Ele se oculta atrás de pontos de vista muito específicos e rígidos do relacionamento conosco que nos parecem que vão desde o pouco amável ao bastante cruel.

Nós precisamos levar em conta os dois extremos, os dois lados da mesma moeda. Por um lado, Ele é bom e faz o bem, e por outro lado, eu o acho ruim. Portanto, como eu posso ligar esses dois extremos opostos?

O objetivo da criação é beneficiar Suas criaturas, e isso é alcançado de acordo com as correções que as criaturas fazem, e apenas no final do desenvolvimento. Baal HaSulam escreve sobre isso no artigo, “A Essência da Religião e seu Propósito”. Se eu adotar essa abordagem, se eu perceber isso durante meu processo de investigação, então eu vou entender porque tudo está organizado desta forma. Eu entendo que o Criador é como um pai amoroso. A partir do amor, Ele deve pressionar o Seu filho, a fim de levá-lo ao bem.

Especificamente, a ideia aqui é como identificar claramente o problema, a contradição entre o Criador, que é bom e faz o bem e os problemas de nosso mundo, pois eu vejo que os problemas estão apenas aumentando, tornando-se mais agudos e pressionando mais e mais fortemente a humanidade. Até recentemente, era como se os tempos fossem bons, e todos esperavam um futuro brilhante e bom, o “sonho americano”, mas hoje, isso não serve mais como referência, e em breve ficaremos felizes por não viver lá.

Por que precisamos dessa oposição, dessa contradição? Este conflito é projetado especificamente para criar dissonância interna em mim: Como pode ser que o poder da natureza, o bom que faz o bem, o poder absoluto além de todas as limitações, nos encerra neste tipo de catástrofes graves?

Eu começo a examinar e a investigar este conflito e busco uma solução para o problema. Talvez o Criador não exista, e tudo esteja à mercê da natureza cego, e eu tenho que lutar contra isso.

No entanto, esta abordagem não resolve o problema. Afinal de contas, o Criador e a natureza são a mesma coisa. Segue-se que eu não mudei nada. Eu só mudei as palavras, mas ainda enfrento o mesmo problema sem solução. A condição ainda está em curso e cada vez pior. De qualquer forma, eu devo procurar uma saída.

Portanto, em última análise, eu só posso resolver este conflito se entender que não preciso mudar nada, exceto a mim mesmo, e aqui está o ponto-chave: nós precisamos mudar a nós mesmos, ou não? Nós adoramos todos os tipos de ações físicas, ações que foram escritas, e esperamos que elas nos tragam tudo de bom, ou nos corrigimos, e a partir destes nossos Kelim corrigidos, vai ser bom para nós?

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 12/11/13, Shamati # 3 “A Questão da Realização Espiritual”

Ver O Mundo Na Luz Do Criador

Dr. Michael LaitmanNada pode ser mudado neste mundo, exceto a nossa percepção do mundo. O mundo não muda, mas sim a pessoa, que vê a si mesma dentro de um ângulo diferente, e todo o mundo parece completamente diferente: positivo, cheio de luz, felicidade e bem absoluto.

Hoje, o nosso mundo parece defeituoso, desconfortável, inseguro e cheio de desafios e ameaças só por causa do nosso nível de visão.

A única coisa que realmente importa é a nossa sensação de pertencer ao grupo, incluindo-nos nele, na medida em que não há mais nada de nós, constantemente nos submetendo a sua influência. Leva muitos anos para nos convencer de que é verdade; leva um tempo antes que pequenas porções de Luz comecem a nos influenciar. Ao mesmo tempo, tudo depende unicamente de nós.

Nós temos que continuar nossos esforços para nos conectar nos congressos e reuniões de amigos, vendo como estávamos antes da reunião e como mudamos depois dela, na medida em que nos incluímos no que os amigos se tornaram. Como eu posso fazê-lo, de modo que possamos dar um salto potencial que vai nos elevar ao próximo nível e nos permitir ver o mundo na Luz do Criador, e assim ele vai ser absoluto?

Não há nada que possamos mudar, exceto a nossa visão do mundo, porque a única coisa que pode ser corrigida são os nossos vasos (Kelim), nossos corpos de sensação, e o mundo continua o mesmo, o mundo do Infinito; nós flutuamos somente nele. Portanto, a única coisa que temos que mudar é a nossa percepção do mundo.

Eu gostaria que você sentisse a diferença na satisfação que é um bilhão de vezes mais forte do que a que recebemos de fora dos melhores estados materiais. Na realidade, é a verdade; não é apenas outra maneira de fugir de inúmeros problemas. Todos os problemas e obstáculos, tudo o que já acontece com a gente, tanto interna como externamente, vai se transformar em Luz absoluta. Nós acabaremos por atingir este estado.

Mais uma vez, eu agradeço ao grupo mundial por apoiar esta convenção e, particularmente, gostaria de expressar a minha mais profunda gratidão ao grupo central israelense que realiza um enorme e dedicado trabalho na disseminação de nosso conhecimento.

Não é exatamente a revelação da Cabalá, mas sim um trabalho coletivo que promove a iluminação humana em condições extremamente complicadas e críticas que são enviadas para nós pelo Criador. O Criador joga conosco, organizando situações extremas, para que possamos ir pela “fé acima da razão” e avançar com os nossos olhos fechados, acima de nossos cálculos. Isto é o que o nosso grupo israelense faz. Eu sou extremamente grato ao grupo mundial pelo seu apoio. Obrigado a todos.

Da Convenção na Bulgária “Amanhecer de Um Novo Mundo” 01/11/13, Lição 2

Um Tubo Infinito

Dr. Michael LaitmanEu tenho que subir acima do meu desejo egoísta para aceitar a importância do Criador e dos seres criados. Eles estão nas duas extremidades do tubo que me tornarei, e eu tenho que vê-los como mais importantes do que eu. Eu só tenho que formar o tubo que vai conectar os dois. Eu me esforço anulando-me diante do desejo do Criador e diante do desejo das pessoas, e me torno um casamenteiro entre os dois.

Minha natureza é odiar todo mundo, menos a mim mesmo. Então, quando eu subo acima do meu ego, restringindo-o, eu me torno um ponto. Portanto, como posso transformá-lo num tubo?

Eu formo o tubo de acordo com a extensão da disponibilidade da Luz de Hassadim, que determina o diâmetro do meu tubo. O diâmetro é determinado pelo quanto eu estou conectado com o Criador e os seres criados acima de Hassadim, e eu transformo esse tubo num elo, a linha de conexão.

Há todo um sistema de trabalho aqui. Se o Criador e os seres criados fossem iguais, não haveria necessidade de um tubo. Por outro lado, no final, eles devem ser iguais e estar conectados em todos os sentidos possíveis.

Portanto, isso significa que o tubo vai desaparecer? Não, o tubo não vai desaparecer, mas se tornará infinito e, graças a eles, ele vai ser eu. Eu tomo o desejo de doar do Criador e o desejo de receber dos seres criados e me torno incorporado em ambos.

Então eu começo a entender que tanto o Criador e os seres criados existem para mim, apesar de eu fazer este trabalho para eles.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/11/13, Shamati # 3 “A Questão da Realização Espiritual”

Ser Carregado Dentro Do Campo Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que durante um workshop o poder do Criador age numa pessoa. O que isso significa?

Resposta: Na medida em que nos conectamos, certamente o Criador é revelado de acordo com a lei de equivalência de forma. Este poder, o Criador, existe em torno de nós como um campo. Quando criamos uma equivalência com Ele de nossos desejos egoístas e, depois os anulamos, tentando nos esforçar em nos conectar acima do nosso ego, então, de acordo com o nosso esforço, este campo é revelado em nós. É como se ele fosse induzido em nós.

Esta é uma lei da física, sem nada de místico. Nossa tensão na conexão mútua começa a ser revelada de acordo com o potencial no campo; em outras palavras, esse movimento em direção ao outro atrai sua indução sobre nós.

Por exemplo, se pegarmos um pedaço de arame e o movermos num campo magnético, ele será carregado com uma corrente elétrica. É a mesma coisa aqui. Se começarmos a nos mover no campo do Criador (no campo de amor e doação) em direção à doação mútua e o amor entre nós, conforme nós superamos o nosso ego, o poder deste campo é induzido em nós.

Pergunta: Se eu sentir alegria durante o workshop, é esta a sensação do Criador?

Resposta: Não! Em suma, este é um sentimento preliminar de uma conexão agradável. Este não é o Criador, não um estado acima do ego.

Pergunta: Então, como podemos descobrir o Criador no centro do círculo?

Resposta: Tentem se unir de modo a se tornarem uma única gota; você se torna “nós”, e então o Criador é revelado.

Mas, apesar de tudo isso, vocês não vão conseguir isso, porque a pessoa é incapaz de fazer qualquer coisa por si mesma. Nós só podemos atingir a consciência de que não está em nosso poder se aproximar e conectar por nós mesmos. Só quando chegamos ao completo desespero, finalmente revelamos a compreensão de como nos voltar ao Criador, como clamar a Ele, exigir, e Ele irá responder imediatamente.

Da Convenção na Bulgária “Amanhecer de Um Novo Mundo” 02/11/13, Lição 4

Tornando-Se Parte Do Pensamento Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se o Criador é um pensamento, se eu atinjo equivalência de propriedades com o Criador, eu também me torno um pensamento?

Resposta: Quando nós cumprimos o Plano da Criação, nós também nos tornamos parte deste pensamento. O Criador criou o desejo na criatura a fim de dar-lhe a oportunidade de existir, de ser tangível e real. Para existir fora do Criador, nós precisamos da matéria, que é chamada desejo. Mas a possibilidade de tornar-se equivalente ao Criador, fundir-se com Ele e alcançar a adesão, é feita exclusivamente por meio do pensamento. O Criador quer nos deleitar e Ele o faz por meio do pensamento. Se quisermos doar a Ele, nós também o fazemos por meio do pensamento. O pensamento prevalece sobre tudo. Isso também se refere ao homem. Em cada um de nós, existem vários desejos, mas nós avaliamos uma pessoa com base em sua capacidade de pensar.

De KabTV “Cabalá para Principiantes”, 21/10/10