Textos com a Tag 'Criador'

Deus Existe?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se a sabedoria Cabalá é uma ciência e não uma religião, isso significa que você nega a existência de Deus?

Resposta: Eu nego a existência de Deus no sentido que uma pessoa religiosa O percebe: como alguém que existe nma figura corpórea.

Deus é o atributo geral de amor e doação que sustenta todo o universo e todos os mundos. É a força positiva (o que a sabedoria da Cabalá chama de Luz) que criou a matéria e desenvolve esta matéria para se assemelhar a Ele. Esta força se chama Deus, ou o Criador ou Superior, simplesmente porque Ele é superior a todas as outras forças.

As nossas relações mútuas com essa força não são baseadas no princípio humano que implica que Deus pode sentir pena, perdoar ou nos punir. Nós estamos lidando com um sistema de Providência que percebe as nossas ações e responde em conformidade, sem qualquer arrependimento, misericórdia, etc.

Ele não é o Deus que as pessoas religiosas se referem quando choram e imploram para que Ele seja misericordioso e clemente. Nós vemos isso ao longo da história; os nossos gritos e nossas súplicas são inúteis, porque isso não é o que o sistema chamado de Criador exige de nós.

O significado da palavra “Deus” – “Elokim” em Gematria (numerologia) é igual em valor à palavra “Natureza – Teva“, já que a Natureza e Deus são a mesma coisa.

De KabTV “Uma Opinião Especial” 17/08/14

Já Estamos Em Contato Com O Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu não sei como vou suportar as três horas de aula, porque me sinto cansado, pesado e com falta de energia; meu corpo se sente como se estivesse cheio de chumbo. Existe algum tipo de solução rápida para superar o peso do coração?

Resposta: Sabe-se que toda a razão para peso no trabalho é que a pessoa não sente o Criador. Por isso, é simplesmente necessário que eu esteja consciente o tempo todo e tente me lembrar que o Criador retrata todos os sentimentos da minha realidade: tudo o que eu vejo, ouço e percebo através dos meus cinco sentidos, inclusive a minha percepção de mim mesmo e do mundo. Eu recebo tudo Dele.

É o Criador que está dando essa sensação de peso para mim, uma vez que tudo o que eu sinto vem Dele. Se eu não esquecer isso, eu vou estar à procura de como lidar com o estado que recebo do Criador. A principal coisa é não esquecer que, em cada momento, ao sentir a mim mesmo e o mundo circundante, eu tenho contato com o Criador.

Eu tenho contato com o Criador agora! Portanto, eu devo pensar constantemente: “Como Ele está doando para mim e como eu estou doando a Ele? Como eu faço para obter a equivalência com Ele, Sua revelação, e passar deste sentimento de ocultação que não me deixa sentir claramente que estamos conectados e aderidos um ao outro?”.

Mesmo antes, as minhas características começam a alcançar equivalência de forma com o Criador ao sentir este mundo (Olam), que simboliza esconderijo (Alama), ou ocultação; ou seja, quando eu estou sentindo meu corpo e o ambiente, eu estou constantemente em conexão com o Criador. Nó temos que tentar estar em tal sensação que passa pela pele, pelo corpo, pela emoção e intelecto, os pensamentos, e tudo o que há. Tudo o que eu sinto chega até mim do Criador, assim como os pensamentos e desejos que estão mudando dentro de mim.

É por isso que eu nunca perco o contato com o Criador. Então, eu vou ser capaz de procurar como é possível estar conectado com mais força ainda a Ele e como estabelecer uma conexão recíproca, amor e doação mútua.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 07/12/14

Procure O Criador Onde Quer Que Ele Se Encontre

Laitman_524_01Pergunta: Como uma pessoa tem êxito no entendimento de que depende do ambiente?

Resposta: Os golpes “endireitam” o desejo de desfrutar, dão-lhe forma, como amassar a massa e, por vezes, bate-la. Uma pessoa não pode alcançar o mesmo resultado por si mesma, porque o poder de proteção do ego não vai deixa-la sofrer.

Ela não quer que se curvar, nem mesmo diminuir-se um pouco. Ela vai se torcer em todas as formas possíveis; o principal é não permitir uma mudança em sua forma, o que é vantajoso para o ego.

Diz-se que não há momento mais feliz na vida de uma pessoa do que quando ela descobre o fracasso suas próprias forças e que somente uma oração resta para ela. E que a oração deve passar pelo ambiente, pela sociedade; você não tem outro caminho. O Criador é encontrado no ambiente, no grupo, no todo, nas pessoas. Portanto, quando você se volta ao Criador, você precisa se voltar por meio do Kli coletivo.

Você deve ser incluído no mesmo Kli onde o Criador é encontrado. Não há Luz sem um Kli; por isso, se você quiser se voltar ao Criador, você deve se voltar ao mesmo Kli onde Ele é encontrado.

Eu preciso de eletricidade. Como posso obtê-la? Você não pega um relâmpago do céu; em vez disso, você se conecta a uma bateria ou tomada onde a eletricidade é encontrada. Você deve se conectar a ela onde quer que ela esteja e obter a eletricidade dela através de um instrumento.

Você não pode se voltar ao Criador diretamente, egoisticamente, do jeito que você queria e pensava fazer antes. Agora, você entende que o Criador se encontra dentro de uma sociedade. Embora você tenha chegado a esta conscientização através de golpes, você pode evitar golpes e economizar tempo ao falar e ler sobre isso; em última análise, encurtando o tempo através desta influência.

O resultado ainda é o mesmo, mas você já começa a procurá-lo dentro do Kli onde Ele é encontrado. Todas as almas estão à procura de como se conectar a Malchut de Atzilut, pois é aí que o Criador é revelado.

ZeirAnpin está desconectado de nós e nós não sabemos o que ele é. Nós recebemos uma cópia dele e sua influência através de Malchut. Através de nossos esforços, Malchut se apega a ZeirAnpin e recebe Luz dele de acordo com as nossas deficiências. Nós trabalhamos por meio dos Kelim. Mesmo realizações são os nossos Kelim.

Em todas as circunstâncias em nossas vidas nós nunca medimos o poder em si, mas apenas a sua influência em alguma coisa. Isto é porque nós somos criaturas.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/12/14, Escritos do Rabash

Sem Volta

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como uma pessoa pode sentir que “não há outro além Dele”, se ela ainda não alcançou a doação?

Resposta: Antes de eu chegar à doação, eu tento organizar em minha mente e coração a opinião de que “não há outro além Dele”. É mais fácil fazer isso na mente; no coração isso é relativamente mais difícil.

Isso depende do meu relacionamento com o grupo e como eu construo o novo Kli juntamente com eles, que eu estou pronto para decidir que “não há outro além Dele”.

Conforme a nossa conexão, nós construímos nosso coletivo, a bola de framboesa, a soma total de todos nós. No entanto, neste ponto de nós, eu não sou encontrado; sim, eu me anulo. Isto significa que no centro desse círculo, eu me encontro acima do meu ego.

É possível multiplicar uma por uma todas as anulações de nós mesmos: 10 vezes, 100 vezes, 1000 vezes; mais e mais à medida que nos unimos. Segue-se que eu adquiro novos sentimentos e pensamentos espirituais através dos quais vou descobrir o Criador.

E para ser mais preciso, eu vou descobrir o Criador não dentro do grupo de dez, mas na conexão entre os grupos de dez. Se diz que o grupo de dez deve revelar o ego dentro dele e subir sobre ele para se conectar com os outros. Na verdade, o grupo de dez não é ainda o círculo exterior.

Quando nos conectamos com os outros grupos de dez, nós criamos entre nós todos os tipos de formas de conexão que são capazes de nos revelar imagens particulares do Criador e possibilitar de certa forma que possamos vê-Lo.

Isso significa que não há nenhum outro lugar para procurar por “não há outro além Dele” além do ponto geral de conexão. Esta é uma tarefa simples para a consolidação de todas as pessoas, e por isso está escrito: “E todas as nações afluirão a ele”. (Isaías 2:2)

A sensação de que “não há outro além Dele” depende apenas e somente do grau de nossa autoanulação, porque nós construímos isso acima do ego, como o telhado de uma Sucá. De mim, eu crio nós, e de nós, nós criamos o Criador.

A capacidade de anular a si mesmo é determinada pelo ambiente e quanto você abaixa a cabeça para ele. A cada momento, o Criador dá à pessoa oportunidades; a Luz Superior trabalha incessantemente, mas tudo depende da sua concordância em se anular, e se você vai ou não utilizar as oportunidades dadas a você.

Se você não se preparou, você vai receber a Luz do lado oposto, ou seja, em vez de Sua aproximação, você vai sentir distanciamento. É assim que acontece na vida regular. Você recebe algum tipo de oportunidade única para avançar, e a aceita como uma perturbação e um obstáculo. Você ainda não se preparou para um salto como este, e assim, em vez de um trampolim, você vê uma barreira alta e intransponível.

Só há liberdade de escolha numa coisa: anular-se perante o ambiente, ser incluído no seu interior, e ser como os amigos em tudo. Tente realizar este potencial. Você está pronto para fazer isso! Sua liberdade de escolha reside somente nisso e você não precisa de mais nada. O Criador traz a boa sorte, e deste ponto não há caminho de volta, só para frente.

Comece a entrar no grupo, ser incluído nele, e construir um Kli comum com os outros onde você vai descobrir o poder superior. O nosso mundo é o mundo da ação. Nós estamos dentro dele porque é possível realizar ações dentro dele sem a concordância do coração. Nisso está toda a base para o nosso mundo imaginário, mas este jogo nos possibilita avançar e construir a nossa independência espiritual, e isso é especificamente graças aos nossos seres enganadores.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/10/14, Escritos do Rabash

Jogos Do Criador

Laitman_514_04Pergunta: Pode haver estes estados onde nós estamos tão integrados ao grupo, viemos para as aulas, e mantemos a conexão com os amigos, como se tudo estivesse dentro de nós e não houvesse nenhuma força externa, nenhum Criador. A questão que se coloca, é se essa força existe fora ou nós mesmos vamos construí-la?

Resposta: O Criador joga conosco. Ele permite que vocês, como crianças pequenas, mostrem até que ponto vocês são, como se, independentes, compreensíveis, inteligentes e corajosos.

Vocês precisam parar a si mesmos em tempo. Não pode haver qualquer avanço, só se Ele puxa vocês, carrega em suas asas, puxa para frente ou empurra por trás.

Nós não temos nenhum motor! O motor não está dentro de nós, e que o combustível é Dele. Não temos nenhum! Ele é feito de propósito para nos mostrar mais tarde o quão longe nós viemos.

Nós precisamos equilibrar tudo e não se queixar de que não temos nada. Nós não somos ninguém e não temos nada, ou seja, somos como um trapo sob os pés ou uma pilha de mecanismos quebrados. Não. Ele precisa estar no meio, em algum lugar entre os dois.

Em cada momento de nossa existência nós precisamos sentir a necessidade da força superior: a necessidade de reconhecer o bem e o mal, a necessidade de diferenciar entre eles, a necessidade da escolha correta para a direção do movimento para frente.

Como Baal HaSulam explica, é preciso avançar corretamente exatamente na linha do meio. Isto significa que, sem qualquer conexão com o próximo nível, à linha superior, a uma categoria superior, vocês não são capazes de fazer nada.

Da Convenção em São Petersburgo 19/09/14, Lição 2

Os Labirintos Do Entendimento

laitman_571_02Pergunta: Ao me aproximar dos outros, eu peço ao Criador para me ajudar a pensar neles. Ele me ajuda, e aqui estamos nós em um único movimento, um triângulo fechado. De que forma eu posso pedir ao Criador para pensar nos outros? Como posso formar este pedido?

Resposta: A sua preocupação com os outros deve lhe mostrar como formar esta súplica. Como você pode ajudar os outros? Com que boas qualidades?

Nós nos abraçamos e nos apoiamos, mas internamente refletimos que não temos nada para dar uns aos outros. Nós vemos que as palavras de encorajamento que dizemos uns aos outros não ajudam. A ajuda mútua também não ajuda. Refeições festivas e todos os tipos de eventos também não resultam em nada. Para ser honesto, tudo é inútil.

Isso só nos dá a oportunidade de desistir de nossa própria força para que sintamos a necessidade do Criador, e quando eu sinto a necessidade Dele justamente por causa da minha própria fraqueza, confusão, desorientação, eu começo finalmente a perceber que sou uma criatura, e Ele é o Criador.

Só então um pedido urgente, uma demanda, a Ele surge em mim, como numa criança pequena que exige algo de seus pais. Esta condição é chamada de “Meus filhos Me derrotaram”, porque o pedido correto, a demanda correta, agrada ao Criador, dando-Lhe prazer.

Assim, Ele se manifesta em nós. Portanto, a correta interação entre nós deve nos levar à necessidade de trabalhar com o maior poder da natureza.

Da Convenção em São Petersburgo 19/09/14, Workshop 1

Ensaios No Teatro Do Criador

laitman_934Pergunta: O que as quatro espécies de plantas (Arba Minim) que caracterizam o feriado de Sucot simbolizam para nós?

Resposta: O Lulav (ramo de palmeira) é doação consistindo de murta e salgueiro (três ramos de murta e dois ramos de salgueiro). Esse é o Yesod que nós conectamos à Malchut, o Etrog.

Esta é a combinação das características do Criador — Hesed, Gevura, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod — com nossas características de criatura, Malchut. Se dizéssemos isso de forma diferente, é a conexão das formas de doação que tipificam o Criador, todas as várias expressões de Seu amor por nós. No entanto, isto não é Ele próprio, mas é como nós O percebemos em nossos Kelim, em nossos desejos.

Pergunta: Onde exatamente a pessoa realiza todo este processo de se adaptar à doação e amor completo? Para quem ela direciona seu amor?

Resposta: Para alcançar o Criador, eu preciso aprender o que são doação e amor. Então, eu devo construir um grupo, adquirir amigos para mim, para que lá entre eles, eu possa manifestar minha atitude. Do amor pelas criaturas, a pessoa atinge o amor pelo Criador.

Eu me relaciono com os amigos com amor, assim como me relacionaria com Ele. Minha relação com o Criador não pode ser melhor que a minha relação com as criaturas, e somente através do amigo, através do outro, eu posso alcançar o Criador.

Pergunta: Por quê?

Resposta: Porque a relação com os outros é o trabalho que o Criador coloca à minha frente. Todo o mundo em volta é Seu “teatro” no qual eu posso ensaiar, praticar e tentar alcançar a mesma atitude para com o mundo como deve ser a relação com o Criador.

O caminho em direção a Ele deve passar por este mundo. Individualmente, eu não descubro o Criador. Pelo contrário, é apenas dentro deste mundo, através dele. Eu pratico num grupo de pessoas que estão conduzindo uma busca o tempo todo, e então nós atravessamos o mundo, através de todas suas asperezas, para alcançar o Criador.

De Kab TV “Uma Nova Vida” 05/10/14

Paraíso Na Cabana Com O Criador

laitman_761_2Quando nós começamos nossa busca para encontrar o Criador, Ele brinca de “esconde e esconde” conosco. Ele se “esconde” e, ao mesmo tempo, nos leva para frente. Nessa busca, a festa de Sucot carrega certa sensação de calor. É como se alguém nos dissesse: “tá quente, mais quente, quente…!” Algo incomum emerge, algo na neblina, os contornos de uma nova etapa, que se situa entre o Criador e nós, aparecem.

Vamos falar sobre os símbolos de Sucot e seu significado na nossa busca.

Em primeiro lugar, nós temos que conhecer o sistema em que estamos. Quaisquer medidas que fazemos são feitas em conformidade com determinados padrões semelhantes às medições dos parâmetros de qualquer sistema físico. Por exemplo, um litro de água pesa um quilo. Esta medida permite pesar vários objetos, colocando uma carga igual a um quilograma em uma das bandejas da balança. De uma maneira ou de outra, sempre comparamos nossas ações com algum padrão que se baseie nos parâmetros conhecidos.

No entanto, o nosso caminho espiritual começa com vazio, um estado de inconsciência. Enquanto nos dirigimos ao Criador, nós devemos transformar a escuridão em Luz, ocultação em revelação, insensibilidade em sensibilidade. A princípio, não sabemos o que está faltando. Mais tarde, nós sentimos a deficiência como se “provássemos” esta insuficiência.

Digamos que eu estou satisfeito, não quero comer, nem penso em comida. Um pouco mais tarde, eu sinto que não me importaria de comer um lanche. O desejo cresce em mim. Para colocar metaforicamente, eu diria que há algum tempo minha vida foi fácil e serena, mas em algum momento apareceu uma cortina, um véu.

Na Cabalá, a ausência de fome é chamada de “ocultação dupla”, já que não só o objeto do meu desejo (comida) está fora da minha atenção, mas até a fome mesma é imperceptível. Então, quando eu sinto os primeiros sinais de fome, uma deficiência, eu começo a procurar maneiras de satisfazê-la.

No nosso caminho espiritual, nós precisamos sentir a ocultação, a “fome”. É por isso que o nosso trabalho no início das férias de outono que começam no mês de Elul e continuam mais adiante, durante o Ano Novo (Rosh Hashaná), durante os primeiros dez dias de expiação, no dia do julgamento, é o de revelar a deficiência, sentir a necessidade do Criador.

Depois vem a festa de Sucot, o festival das “cabanas”. A cabana simboliza a cúpula do mundo: acima dela há a Luz. Nós estamos dentro da “cabana”, sentados numa sombra relativa. Não é o Criador que se esconde de nós; somos nós que O “encobrimos” para revelá-Lo aos poucos, conforme nossas habilidades. “Estar na cabana”, significa que estamos nos aproximando da revelação, mesmo que ainda estejamos na primeira fase dela.

Este estado aciona as Luzes Circundantes (Makifim): o Criador pode ser sentido apenas à distância. Nosso “abraço” com Ele ainda não é óbvio, esclarecido ou reconhecido. Na Cabalá, este estado também é chamado de Luz de Hassadim o “abraço” do braço direito. “Seu braço esquerdo está sob minha cabeça, Seu braço direito me abraça”, como está escrito no Cântico dos Cânticos. À esquerda, é o abraço das propriedades duras do julgamento (Gevurot), à direita, estão os abraços de misericórdia (Hassadim).

Mesmo que estejamos atrás da cortina, ainda fazemos esforços para reconhecer Aquele que a atirou em nós. Em outras palavras, nós diligentemente trabalhamos para a revelação. O Criador nos aproxima conforme o grau de nossos esforços.

Este trabalho começa com um “zero”, quando nem mesmo nós sentimos que há alguém que escondido de nós. “Onde está Ele? Ele está dentro de mim? Ele está em meus pensamentos e desejos?” Todas estas perguntas exigem uma pesquisa meticulosa, compreensão profunda e profunda penetração no material. Então, Ele vai aparecer.

De KabTV “Uma Nova Vida” 05/10/14

Se Eu Não For Por Mim, Ninguém Vai Me Ajudar

laitman_259_01Nós precisamos usar a frase, “Não há outro além Dele”, com muito cuidado e não ceder a ela em todas as circunstâncias, justificando a nós mesmos.

Será que você alcançou Aquele de quem você diz: “Não há outro além Dele?” Não. Contudo, você usa essa expressão sempre que for conveniente para você. Você não tem o direito de usar como uma máxima o que os Cabalistas obtiveram com seus Kelim (vasos) de realização. Você não os tem! No entanto, você leva este conceito como uma fórmula pronta e começa a usá-la. Isso é errado; você não pode fazer isso!

Tudo o que eu digo decorre dos Kelim em que existo atualmente. Se eu tenho esses sentimentos e realizações dentro de mim, eu devo prosseguir a partir desta fórmula, porque sou capaz de operá-la, e, se não, qual é o uso de minhas palavras?

Se eu não estou nesse nível, por que deveria estar pensando nele e imaginando algo assim? Se eu estou simplesmente estudando teoricamente, esta é uma questão diferente. No entanto, na prática, ao trabalhar no grupo, se eu sempre vou dizer, “Não há outro além Dele”, não vou crescer e vou continuar a ser um pequeno animal. Todos os crentes religiosos dizem isso.

Pergunta: Como o conceito “Não há outro além Dele” se liga ao fato de que devemos ativar nossos próprios esforços?

Resposta: Antes de iniciar o trabalho, a pessoa não aceita o princípio, “Não há outro além Dele”, e faz tudo por seu próprio esforço.

Na Carta # 16, Baal HaSulam escreve que cada dia antes de começar a trabalhar, a pessoa precisa dizer: “Se eu não for por mim, quem será por mim”, e fazer o que for necessário para ganhar o pão de cada dia.

No entanto, à noite, depois de ter terminado o seu trabalho, ela diz: “Não há outro além Dele”, porque o Criador pensou nela com antecedência, e ela ganhou tudo não devido a seus próprios esforços, mas porque isso estava prestes a ocorrer.

Da Convenção em São Petersburgo 21/09/14, Lição 6

Exija Explicações Do Criador

Laitman_514_02Pergunta: Nós sempre dizemos: “Não há outro além Dele”, e usamos isso em todos os lugares como um plugue. Se, por exemplo, alguém me machuca ou me irrita, eu reajo em conformidade, mas então eu me lembro “Oh, mas isso veio do Criador. Bem, já que é Dele, então está tudo bem”.

Como podemos chegar a tal estado, quando eu reajo ao amigo com a mesma admiração que faço para com o Criador: “Ah, mas esse é meu amigo!”

Resposta: Isso é incorreto. Nós não conseguimos alcançar o Criador, e é por isso que você diz, “Ok!”, reafirmando a si mesmo e concordando com o que está acontecendo. Esta é a complacência, como se costuma dizer, “O ópio para as massas”.

Na realidade, é preciso que haja a realização do absoluto perfeito. Quando você realmente entender, sentir e alcançar o Criador, então o seu acordo com Ele irá adquirir uma força real.

Até então, você continuará consolando-se com “Não há nada a ser feito. O Criador é …” Como eles escrevem em apólices de seguro, “Atingido por um raio; nada poderia ser feito. Quem é o culpado? É uma força externa”.

Pergunta: Talvez haja uma falta de análise aqui?

Resposta: É só uma falta de realização! Esta não é uma questão da mente, mas de órgãos de realização, os Kelim (vasos). É necessária uma reação correta.

Em primeiro lugar, nós temos que exigir que se torne claro exatamente o que está acontecendo. Exija, e não simplesmente concorde, uma vez que, com isso, você passa por cima de tudo o que Ele está fazendo com você. Ele quer desafiá-lo a um sério sentimento mútuo, um esclarecimento, mas você preventivamente concorda, “Não, não, não há necessidade disso; está tudo bem”.

Exija esclarecimentos do Criador!

Da Convenção em São Petersburgo 21/09/14, Lição 6