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Como Podemos Deleitar O Criador?

laitman_940Pergunta: Como podemos deleitar o Criador, se Ele é uma lei da natureza sem emoção? O que significa deleitar o Criador, e como eu posso determinar se isso é alcançado?

Resposta: Nós atribuímos nossas qualidades ao Criador, e é assim que nós O imaginamos. Nós temos outra oportunidade. Essa descrição é chamada de linguagem da Torá.

Os Cabalistas O descrevem como forças que eles sentem, e essa descrição é chamada de linguagem da Cabalá.

O Criador é percebido por nós como a soma de todas as melhores relações entre as pessoas, como amor absoluto. Eu começo a sentir o que significa deleitar o Criador ao deleitar as pessoas ao meu redor no grupo. Eu enfatizo o ponto do grupo porque somente lá aparece a sensação do estado superior.

A Principal Coisa É Não Esquecê-Lo!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se eu imaginar que o Criador está por trás de tudo o que está acontecendo comigo, eu vou sempre estar com raiva Dele. Antes eu costumava ficar zangado com as pessoas que me cercam, culpando-as por todos os meus problemas. Se não há outro além do Criador, eu vou ter que odiá-Lo agora?

Resposta: Não se preocupe, isso é normal. Não importa qual é a sua atitude para com o Criador. A principal coisa é manter o pensamento Nele o tempo todo. Não se esqueça Dele! Não importa como você se relaciona com Ele, bem ou mal. A principal coisa é pensar Nele o tempo todo.

O Criador quer que a pessoa esteja conectada a Ele. Ele quer que a pessoa seja quem esteja procurando esta conexão, e não o Criador procurando-a. A pessoa deve ver o Criador em tudo, como Aquele que é bom e faz o bem. Estes são os dois parâmetros, as duas propriedades, com os quais ela pode sentir o Criador.

Em torno de mim, há é apenas o Criador, enquanto o mundo inteiro é a Sua manifestação externa como se estes fossem atores que se movem no palco de acordo com a ideia do diretor.

De KabTV “Uma Nova Vida” 05/02/15

Clamar Por Ajuda Ao Criador

A Torá, “Números”, 14:39-14:45: Quando Moisés transmitiu essas palavras a todos os filhos de Israel, eles choraram amargamente. Na madrugada seguinte subiram para o alto da região montanhosa, e disseram: “Subiremos ao lugar que o Senhor prometeu, pois cometemos pecado”.

Moisés, porém, disse: “Por que vocês estão desobedecendo à ordem do Senhor? Isso não terá sucesso!

Não subam, porque o Senhor não está com vocês. Vocês serão derrotados pelos inimigos, pois os amalequitas e os cananeus os enfrentarão ali, e vocês cairão à espada. Visto que deixaram de seguir ao Senhor, ele não estará com vocês”.

Apesar disso, eles subiram desafiadoramente ao alto da região montanhosa, mas nem Moisés nem a arca da aliança do Senhor saíram do acampamento.
Então os amalequitas e os cananeus que lá viviam desceram e os derrotaram e os perseguiram até Hormá.

Pergunta: Por que os filhos de Israel foram punidos? Afinal, eles expressaram seu pesar e disseram: “Sim, cometemos pecado”.

Resposta: Não houve pecado. O Criador organizou tudo! O problema é que eles dependiam de suas próprias forças, pensando que tinham que superar a montanha por si mesmos. Eles queriam fazer isso com suas próprias forças egoístas, mas a montanha é o atributo de doação. Como eles poderiam subi-la? Onde está a adesão com o Criador? Onde está a doação absoluta? Não há nenhuma!

Pelo contrário, se eu disser que pequei, isso significa que assumo a responsabilidade por aquilo que faço. Admitir o pecado é o pecado!

Eu não sou nada e tenho que avançar constantemente com os meus olhos fechados seguindo a força de amor e doação, de modo que ela resida gradualmente em mim. Agora eu só reúno níveis de subida rumo ao atributo de Bina.

O atributo de Bina é o atributo de doação completa, que me alcança apenas por uma iluminação de cima. Esta é a Luz que Reforma, ou seja, a força do Criador. Num estado ideal, eu diria que estou pronto para tudo que o Criador me mostra.

Mas eu continuo o pecado dos espiões. Por que eles não pedem à força superior? “Nós trouxemos frutas gigantes, mas elas estão além de nossas forças. Como podemos entrar nesta terra?” Por que eles não exigiram a ajuda do Criador, mas, em vez disso, se voltaram ao povo? “Vejam o que Ele faz com a gente; Ele nos envia para a morte certa, atraindo-nos para uma terra bonita com gigantes terríveis que vão nos matar! São estes os líderes da nação que o povo mais avançado da geração escolheu?” Acontece que eles são todos contra a força única, boa e benevolente, que quer levá-los à Terra Prometida, mas eles não podem sequer se aproximar do próximo nível.

Isso estava claro de antemão, porque é impossível saltar do nível de Malchut ao nível de Bina de uma só vez. A diferença entre Malchut e Bina é de 40 níveis. Portanto, quando olhamos para Bina desde Malchut, a sua realização parece impossível!

Mas, por outro lado, quem nos leva a isso? O Criador. Quem disse que eles deveriam enviar espiões lá? O Criador. Então, por que eles não se voltaram a Ele? Por que começaram a falar contra Ele?: “Vejam o que Ele faz com a gente; Ele nos envia para a morte certa, atraindo-nos para uma terra bonita com gigantes terríveis que vão nos matar!”.

Teoricamente, se tivessem chamado pelo Criador, Ele os teria elevado nas asas ao nível de Bina. Mas, por outro lado, isso é impossível, porque a pessoa tem que experimentar tudo isso por si mesma, mastigar e processá-lo.

Esta é a razão de Moisés dizer: Por que vocês estão desobedecendo à ordem do Senhor? Isso não terá sucesso! Não subam, porque o Senhor não está com vocês. Ele percebe que eles não estão conectados ao Criador!

Comentário: Isto é tão complicado.

Resposta: Isso não é complicado. É bom descobrirmos a linha direita e esquerda e, assim, avançarmos. Esta é a nossa história, não o passado ou o futuro, mas a história à nossa frente!

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 06/05/15

Quem Nos Controla?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu tive momentos incomuns na vida que não sei como explicar. Um exemplo disso foi quando precisei tomar uma decisão “sim-não”, e sentia, sabia ou queria dizer, “Não”, mas estava com muito medo de dizer isso.

De repente, por alguns momentos, eu vi o meu futuro, se dissesse, “Sim”, e vi e senti medo e uma ansiedade que era muito mais forte do que o medo de dizer “Não”. Então eu disse: “Não”.

Houve mais situações em que atuei numa divisão aparente. A lógica me disse uma coisa, enquanto o corpo fez e disse outra coisa, algo que eu nunca teria dito ou feito. Todos estes eventos mudaram minha vida drasticamente.

Eu suspeito que isso acontece com todas as pessoas, mas elas simplesmente não prestam atenção misso. Minha pergunta é: O que é isso? De onde vem essa intervenção que parece externa a mim?

Resposta: Nós estamos constantemente sob influências externas, uma vez que não há mais nada. Mais precisamente, essa influência é interna. Elas criam em nós um sentimento de mundo e de nós mesmos. A sabedoria da Cabalá nos revela as possibilidades de influenciar essa fonte de sensação sobre nós mesmos e o nosso mundo e para nos tornarmos os construtores do mundo e de tudo o que é sentido em nós, que é Olam Ein Sof.

Um Contrato Com O Criador Em Seus Termos

laitman_551_0Pergunta: Por que o Baal HaSulam escreve no artigo, “Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot“, que em nossa geração nós já não vamos temer um estudante indecente, que tomará a sabedoria da Cabalá e venderá os materiais no mercado para muitas pessoas, mas que não encontrará compradores para esta mercadoria, visto que em seus olhos, eles já tiveram o suficiente?

Resposta: Apesar de tudo, você vê como é difícil disseminar a sabedoria da Cabalá. As pessoas arrancam livros de Cabalá de nossas mãos? Mesmo de graça é difícil distribuí-los. Se fôssemos distribuir panfletos coloridos, eles de bom grado os levariam e até mesmo pagariam por eles. As pessoas estão dispostas a viajar distâncias para orar nos túmulos dos santos, mas não são capazes de investir um pouco de tempo para estudar, a fim de entender a interioridade do que aqueles santos escreveram.

Vender a sabedoria da Cabalá no mercado chama-se procurar maneiras de lucrar com o que pertence à santidade. Vender bênçãos, fitas vermelhas, etc., significa comportar-se de acordo com os desejos do mercado e não de acordo com a verdade, por exemplo, em vez de dar aulas matinais de acordo com textos autênticos, dar palestras noturnas para o público para falar sobre misticismo, reencarnação, a influência da lua e poderes mágicos do homem.

Comentário: Mas nós também disseminamos a sabedoria da Cabalá e a tornamos compatível para o público.

Resposta: Quando nós saímos ao público, temos que nos ajustar aos seus desejos, caso contrário não haverá contato entre nós. Mas isso não quer dizer que nós enganamos as pessoas e lhes vendemos mentiras. Nós estamos falando aqui de baixar o nível, como para uma criança. Afinal de contas, você não mente para uma criança, você só quer ensiná-la. Portanto, você se abaixa e começa a ensiná-la pouco a pouco. Isso é outra coisa. Isso é chamado “educar de acordo com o jeito da juventude”.

Ao disseminar estamos dizendo a eles algo que não é verdade? É verdade que escolhemos coisas interessantes para atrair as pessoas, mas em nossas explicações não há nada que não esteja correto. Nós ensinamos disciplinas espirituais que não têm conexão com a corporeidade. E se isso não estiver conectado à vida corpórea, ninguém se interessa!

A matéria da criação é o desejo, e se uma pessoa não tem necessidade de espiritualidade, é impossível fazê-la se interessar. Ela não tem Kli (vaso, desejo), portanto, não há lugar para a revelação do Criador. Um lugar é uma deficiência. A pessoa precisa esclarecer qual é a sua deficiência verdadeira, quais são suas necessidades e com isso chegar até ela. As pessoas querem dinheiro, segurança e educação. A pessoa deve chegar a elas de acordo com esses assuntos.

Não importa de que maneira o Criador apresenta o nosso problema. Eu preciso trabalhar de acordo com as condições que Ele me deu. Para mim, estas são as melhores e mais perfeitas condições para atingir a meta. Esse é o ponto principal. Eu aceito, como dado, que o Criador criou essas condições para mim. Se eu começo a trabalhar na fábrica, eu não reclamo com o patrão por que ele não estabeleceu condições de trabalho para mim de acordo com a maneira como eu as quero e por que a fábrica não foi construída na praia. Eu venho trabalhar e aceito todas as condições e concordo com o salário.

Assim, não importa se a disseminação progride com mais dificuldade ou facilidade. Eu só preciso aceitar o campo de trabalho de uma forma mais correta. Preciso esclarecer as deficiências de uma forma mais correta, encontrar um sistema melhor, a fim de transformar as pessoas, corrigir, ajustar e mudar a mim mesmo, a fim de abordar essa tarefa de uma maneira melhor. Esta é a única coisa com que eu preciso me preocupar: aceitar todos os dados e me ajustar a eles.

No momento em que eu consigo me ajustar às pessoas, uma conexão é imediatamente criada entre nós, como entre uma flecha e uma tomada. De repente eu descubro que sou exatamente apto para a tarefa a minha frente. O único problema é comigo, em que não me ajusto ao mundo, à nação, ou às condições. Não há estudantes estúpidos e sem esperança, mas apenas professores que não estão treinados o suficiente.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/03/14, Escritos do Baal HaSulam

O Criador Precede Tudo

laitman_276_02Por que podemos entender o mundo em que estamos vivendo? Porque o sentimos. Se começássemos a senti-lo de uma maneira diferente, seria entendido como algo a mais sentido dentro de nós mesmos.

Em outras palavras, a sensação deve ser anterior à compreensão. É impossível compreender uma realidade que não sentimos. Isso não acontece. Às vezes, é possível entender algo em nosso mundo de acordo com nossa imaginação, porque temos modelos internos da sensação de objetos particulares, e é possível imaginá-los de alguma forma. Mas isso é um problema.

Nós estamos prontos para imaginar, digamos, o sabor de uvas com benzeno? Isto é, enquanto não tivermos experimentado algo tangível, os Kelim (vasos) não são criados em nós, já que os Kelim são desejos, sentimentos, e antes disso, o nosso cérebro não tem nada com que trabalhar.

Portanto, o nosso problema com o Criador é que Ele é a única força, e nós temos a oportunidade em nosso mundo de nos sentir separados Dele, e esta é a melhor coisa que Ele já fez. Ele criou algo como se isso existisse fora Dele (existência a patir da ausência) e, especificamente, desta inexistência é possível começar a alcançar o Criador.

Mas é impossível entendê-Lo com o intelecto, porque Suas características, costumes e atividades são completamente incompreensíveis para nós. Níveis de aproximação do Criador estão de acordo com o grau de equivalência com Ele. O maior problema de nos aproximarmos é que a cada passo da nossa abordagem para com o Criador, nós devemos compreender mais e mais – sentir, saber e entender dentro de nós – que todos os nossos movimentos dentro de nossos desejos, pensamentos, unidades e planos, sejam eles quais forem, quando nos dirigimos diretamente a Ele, e até mesmo quaisquer atividades opostas quando queremos torcer e mentir para nós mesmos, em tudo isso o Criador nos precede.

Não faz diferença o modo como percebemos a nós mesmos; em quaisquer desejos, pensamentos ou ações, nós sempre O descobrimos em primeiro lugar e, depois disso, a nós mesmos. E onde eu estou? Torna-se claro que o “eu” de cada um de nós está especificamente na compreensão do fato de que o Criador está em toda parte e é preciso aderir a Ele neste ponto. Assim, o “eu” vai se aderir gradualmente, em partes, em algum momento, ao Criador, até atingir plena equivalência com Ele. Esta forma é chamada de Adão (homem).

No entanto, para nós, é difícil imaginar isso, porque tudo deve acontecer dentro de nossos desejos, e isso vai ser realizado apenas quando começarmos a nos mover dentro da nossa análise interna rumo à descoberta do Criador em tudo dentro de nós e ao nosso redor, de acordo com o princípio de “Não há outro além Dele”.

O que eu estou pensando agora, este é o Seu pensamento. A minha reação a esse pensamento é também minha reação ou a reação Dele? De que forma podem os nossos pensamentos ser equivalentes? De que forma eu posso ver a diferença entre Ele e eu? Se eu não concordo com o pensamento que é despertado em mim, isso significa que esta discordância vem Dele, e aqui começa a se tornar claro onde a minha forma ainda não é como a Dele.

Esta é uma análise muito interessante. No início, é cansativa. Depois, ela começa a ser interessante. Afinal, este é um jogo interno constante que, de fato, acrescenta à nossa vida e lhe dá um significado interno, energia interna, uma fonte de movimento. Se a pessoa começa a procurar o Criador em todas as suas unidades, sentimentos e pensamentos, mesmo em movimentos que são reações inconscientes e instintivas – isso significa que ela está procurando a maneira em que ela é diferente do Criador.

Na natureza inanimada, vegetal e animal, o Criador se manifesta instintivamente. Lá, tudo acontece de acordo com leis específicas. Não há problemas, e todas as leis da natureza são realizadas com precisão.

Portanto, não podemos ter qualquer queixa contra os animais, não pode haver quaisquer queixas de animais uns contra os outros. Tudo está num equilíbrio específico: quem come quem e quem existe à custa de quem. Tudo está definido desde o início. Tudo deve existir dessa forma. Aqui, há uma transmissão precisa e instintiva da natureza. O Criador age neles naturalmente e não é expressado em nenhuma forma.

É a mesma coisa em relação às pessoas em quem o Criador não deseja ser revelado. Ele trabalha instintivamente. Nós vemos que todos os grandes políticos, economistas e em parte também os cientistas (há aqueles que já estão conscientes de sua diferença), sem mencionar as pessoas comuns, todos existem instintivamente. O Criador não é revelado em relação a eles.

De que forma Ele é revelado a nós? Primeiro, Ele nos obriga a procurar a razão da nossa existência – ou seja, começar a procurar por Ele – e nos leva a um sentimento a respeito de onde e de que forma estamos começando a crescer acima do nosso nível animal. Se eu estou envolvido neste momento, estou tentando entender em que lugar em mim, nos meus pensamentos e sentimentos, eu posso entender o Criador, onde Ele sempre me desafia, me gere desde dentro. Este pensamento está relacionado com o nível de Adão. Eu quero subir acima do comportamento instintivo e conscientemente reconhecer a gestão do Criador, consciente do meu ponto de vista. Este é precisamente o caminho que devemos percorrer.

Aqui, nós gradualmente começamos a nos separar Dele e a nos conectar com Ele conscientemente, ou seja, que antes eu estava sob a gestão instintiva do Criador: tudo o que eu fazia, toda a minha vida anterior tinha que ser especificamente assim. Tudo é atribuído a Ele!

A partir deste momento, eu quero sentir Sua atividade em todos os meus sentimentos, meus desejos, em tudo o que acontece dentro de mim e, depois disso, decidir se concordo com esta ação, como posso me aderir a Ele, mas conscientemente.

No início, eu devo sentir que Ele é Ele e que eu sou eu, e que Ele está fazendo alguma coisa dentro de mim. Será que eu concordo com Seus desejos e pensamentos com coração e mente, com o que Ele está fazendo comigo? Se não, eu preciso me conectar com Ele e aderir a Ele acima do meu desejo e pensamentos. Esse é um grande trabalho. Aqui, eu começo a me separar do Criador (isso é chamado de “análise do estado”) e depois disso, fazer uma correção, conectando-me a Ele (isso é chamado de “correção e adesão”).

A distância entre eu e Ele é determinada pelo meu ego que eu estou começando a descobrir dentro de mim, e quanto mais eu trabalho em mim mesmo, mais o meu ego cresce de menos (negativo) para um imenso mais (positivo), ou do comportamento instintivo para a consciência de que Ele é quem está agindo dessa maneira, mas eu ainda concordo com Ele e me volto a Ele. Isto avança de forma cônica, e nós temos que conectar estes dois sistemas dentro da linha do meio.

Através da compreensão de que sem o ego não podemos nos diferenciar Dele, nós nos tornamos uma criatura independente, damos grande contentamento ao Criador. Só então é que vamos começar a entender o que é a existência a partir da ausência, e de lá nos conectar à “existência a partir da existência”.

Da Lição Diária de Cabalá 07/02/14

O Criador Está Vivo?

Laitman_109Pergunta: Foi dito que o Criador está sofrendo muito mais do que nós, porque Ele tem que Se ocultar e enviar sofrimentos para nós. Será que isso significa que o Criador está vivo? Se não, então a noção “de agradar ao Criador” não faz sentido.

Resposta: Tudo o que nós sentimos é somente dentro de nós, embora nos pareça que exista fora de nós.

Portanto, Criador em hebraico é Bore, das palavras “Bo – venha e Re – veja”. Isso significa, “alcançar o Criador de acordo com suas propriedades espirituais”. A sabedoria da Cabalá explica como a pessoa pode revelá-las dentro de si mesma.

Como resultado, tudo é explicado por meio das palavras e sentimentos de uma pessoa, a forma como ela sente isso, e não a forma como isso é percebido fora dela, pelo Criador. Além disso, não há nenhum Criador fora da pessoa!

O Método Da Revelação Do Criador

laitman_934Toda a ciência da Cabalá é para nós revelarmos onde estamos na realidade. Afinal de contas, nós existimos numa determinada realidade que não é familiar para nós. Essa realidade está escondida de nós, já que nós a escondemos com as nossas próprias qualidades corrompidas.

Em outras palavras, a correção das nossas qualidades e a revelação da verdadeira realidade são a mesma coisa. Na medida em que nós nos corrigimos, a verdadeira realidade se revela cada vez mais, até que revelamos o verdadeiro estado em que estamos em adesão com o Criador.

É por isso que o artigo principal, que temos realizar na prática, é o artigo do Baal HaSulam, “Não Há Outro Além Dele”, do livro Shamati:

Está escrito: “Não há outro além Dele”. Isso significa que não há nenhuma outra força no mundo com a capacidade de fazer qualquer coisa contra Ele. E o que o homem vê, que há coisas no mundo que negam a Providência Superior, a razão é que esta é a Sua vontade.

Portanto, nós vemos que somos opostos ao Criador, numa certa ocultação que nos separa Dele, e precisamos remover essa ocultação. Tudo o que acontece conosco nessa ocultação nos é dado de propósito como um exercício pelo Criador, a fim de nos ajudar a remover esta ocultação.

A remoção da ocultação consiste em nos corrigirmos de acordo com as qualidades do Criador, e devido a isso, a ocultação desaparece. Em outras palavras, eu assumo a ocultação, e não há nada que se interpõe entre eu e o Criador. Esta é a forma como eu me relaciono com o mundo inteiro.

Assim, “mundo”, “Olam” em hebraico, vem da palavra “Alama“, que significa ocultação, uma vez que oculta o Criador, e eu devo fazer que isso seja um meio de revelar o Criador.

Mas como? Eu não sei como abordar o mundo, muitos fatores me influenciam. Eu não sei o que fazer dentro de mim para que estas influências externas desapareçam. Eu não sei como revelar o Criador através delas.

A fim de nos direcionar corretamente, nós recebemos 10 amigos. Se eu trabalho corretamente com eles, eu aprendo através deles, juntamente com eles, como corrigir minha atitude para com eles, para que a conexão entre nós se torne um circuito para que nos tornemos tão conectados que não exista distância entre nós.

Toda vez eu tento me unir com eles fortemente, eu me dirijo mais e mais para uma vontade de revelar a unidade. Quanto mais eu me uno com os dez, mais o meu vaso interior (Kli) – percepção, pensamentos, intenção, na mente e no coração – se torna mais apto para entender o que o Criador é e o que é essa realidade especial. Fora da escuridão e da falta de compreensão e sentimento, gradualmente, eu começo a formá-Lo.

O Criador não tem forma. Eu não sei o que é, e é uma coisa boa que eu não saiba. Eu não posso saber, já que agora não há Criador em relação a uma criatura. Eu preciso criá-Lo. Eu O construo a partir dos meus relacionamentos com os amigos. É por isso que está escrito: “Você Me criou”. O Criador em hebraico é “Bo-Re – Venha e Veja”

A coisa mais importante para nós é perceber que não há Criador sem uma criatura, e nós O construímos a partir de uma conexão correta entre nós. Se conseguirmos nos unir mutuamente como um homem com um coração nas circunstâncias dadas, de tal forma que não exista distância entre nós, revelaremos a primeira forma do Criador.

Então, a distância entre nós na dezena vai aumentar de repente, e vamos nos sentir distantes uns dos outros, ódio, desprezo e impaciência. Mais uma vez, teremos que trabalhar nisso, a fim de anular essa distância.

O Rabash nos instrui a respeito de como fazer isso: todo mundo se considera um zero em relação aos outros. Todos devem ser iguais. Todos, exceto eu, são os maiores da geração, e eu me incluo neles como o menor. Eu faço tudo por eles e oro por eles, uma vez que a oração de muitos é a oração por muitos, e só essa oração é aceita pelo Criador.

Se cada membro da dezena age dessa maneira, nós anulamos novamente a distância entre nós, o que é comum para todos. Nós nos unimos novamente em um único desejo, um pensamento. Eu não sinto a mim mesmo ou os outros. Eu sinto todos nós como algo completamente unificado, como dez gotas que correm junto numa só.

Desta forma, nós conseguimos uma sensação chamada de revelação do Criador no segundo grau. Assim que conseguimos isso, nós imediatamente começamos a nos os afastar ainda mais uns dos outros. Nosso desejo egoísta de repente vai explodir desde dentro, e vamos nos odiar com tal ódio mútuo como nunca experimentamos antes.

Assim, a atitude com a qual nós trabalhamos entre nós começa de um estado chamado Monte Sinai, a montanha de ódio, e mais uma vez aprenderemos a anular essa montanha, a subir sobre ela para o próximo grau e remover a separação entre nós, revelando assim o Criador no terceiro grau, e assim por diante, cada vez mais.

Cada vez, vamos sentir que estamos revelando um novo mundo, uma nova realidade. A realidade que antes nós achávamos ser verdadeira, muda da nossa realidade externa à nossa realidade interior.

Isso não significa que o mundo que nós percebemos com nossos cinco sentidos corporais desaparece. O que desaparece é o seu controle ou independência, e nós começamos a revelar que, verdadeiramente, não há outro além Dele.

Como aprendemos da secção “Percepção da Realidade”, nós começamos a perceber cada vez mais toda a realidade que está fora de nós através da nossa realidade interior que controlamos e que é parte de nós, embora aparentemente exista fora.

Todo o nosso trabalho é chamado de “Não há outro além Dele”, já que precisamos trabalhar apenas acima da unidade. Nós vamos falar sobre como alcançar o temor, e através dele, a fé, e da fé, o “Ama ao próximo como a ti mesmo”, e, em seguida, “Ama o teu Criador”. Todos estes são graus de unificação, revelação da unidade, revelação do fato de que não há outro além Dele.

Nós teremos que passar por este processo, a fim de alcançar a revelação do Criador, pelo menos no primeiro grau, e Sua revelação sempre ocorre na forma de “Não há outro além Dele”, nada exceto esse governo único que prevalece no mundo. Nós nos unimos a Ele como um só, e não há nenhuma diferença entre o Criador e nós. Tudo isso leva a uma unidade que é chamada de “uma gota de unidade”.

Da Convenção Em Nova Jersey “Completando O Círculo” 23/07/15, “Lição Preparatória”

Trabalho No Mundo Do Criador

Laitman_524_01O Teatro de Um Ator

Pergunta: Se o Criador criou tudo, de que forma se resume o nosso trabalho?

Resposta: Certo, se tudo vem do Criador e Ele faz tudo, se Ele organizou este pequeno teatro, isso significa que nós não existimos como pessoas independentes, mas só nos parece assim?

Eu sinto que existo de acordo com o grau de minha separação do Criador e Sua ocultação; ou o oposto: de acordo com o grau de Sua ocultação, eu desapareço. Eu me torno “transparente”. Eu sinto como tudo passa por mim, e eu mesmo não existo.

Desta forma, eu só existo porque o Criador está oculto. Assim, como Ele pode ser revelado? A criação simplesmente desapareceria. Não haveria nada que realmente existisse além Dele, e, apesar de tudo, de acordo com o plano da criação, eu posso adquirir independência e descobrir o Criador com a condição de que, antes desta revelação, eu atue como Ele. Em outras palavras, eu adquiro características particulares do Criador graças às quais Ele pode ser revelado sem me apagar da imagem do mundo, e então eu e Ele nos tornamos um.

Eu Sou Independente. Nós Estamos Unidos

Agora, eu devo agradecer muito pela ocultação, pois somente por meio dela posso adquirir as características, pensamentos, desejos e ações do Criador. Dentro da ocultação, eu quero que eles sejam revelados em mim, nasçam em mim.

Desta forma, o Criador pode ser revelado. Isso vai acontecer de acordo com a lei de equivalência de forma. Neste caso, eu não O apago da imagem. Ao contrário, Ele é revelado desta maneira, e eu não sou apagado. Eu existo independentemente, e, ao mesmo tempo, Ele e eu estamos mutuamente conectados, semelhantes, aderidos. Pode até ser com uma característica singular, mas nós estamos aderidos.

Esta ação deve ser executada com cada um de nossos desejos, de modo que assemelhar-se ao Criador é uma seleção inteiramente grande, interna da pessoa, em mente e coração, no pensamento e no desejo. Isto é o que ainda está por vir para nós.

Atrás do Amigo, o Criador

Nós alcançamos isso com a ajuda da Cabalá quando implementamos o estudo, a base teórica dentro de um grupo, num grupo de dez. Nós nos reunimos e tentamos ficar juntos. Nós nos completamos. Nós concordamos com o outro. Outra maneira de dizer isso é que eu preciso construir uma relação mútua com o amigo que é idêntica àquela com o Criador.

Através deste exercício, nós desenvolvemos a abordagem correta dentro de nós, e os nossos esforços no trabalho com os amigos atraem a Luz que Corrige.

Eu tento me comportar com os amigos como faço com o Criador, como se Ele estivesse atrás de cada um deles, como se só parecesse para mim que é um amigo, mas, na verdade, “Não há outro além Dele”, e através dos amigos eu demonstro e mostro diferentes formas de comportamento a cada instante. No entanto, eu removo essas coberturas e digo que tudo é para melhor. Eu devo superá-los, subir acima deles. Eu preciso me relacionar com o Criador como amoroso e amado.

Se eu faço esse esforço e tento, eu desperto a Luz que Reforma, e ela me corrige, corrige as minhas características, para que elas realmente sejam como as Suas, e dentro delas, eu vou ser como o Criador.

Teoria Carece de Poder

Nós precisamos pensar nisso e tentar implementá-lo depois disso. A principal coisa é especificamente a realização e implementação. Acreditem em mim; é possível ler e falar sobre isso durante anos sem entender nada por causa da falta de implementação.

A sabedoria da Cabalá é uma sabedoria prática, e assim está escrito: “… faremos e ouviremos” (Êxodo 24:7). Faremos isso ativamente, e depois entenderemos. Em outras palavras, vamos adquirir a característica de Bina (Inteligência) e sentir o que ela está falando.

Da Lição Diária de Cabalá 22/07/15, Shamati # 241

Esculpir A Imagem Do Criador

laitman_527_03Pergunta: O cumprimento das instruções da Torá termina ao entrar na terra de Israel. O que nos leva a frente?

Resposta: É dito que: “A alma de uma pessoa vai ensiná-la”, o que significa que a alma da pessoa a leva ao longo do caminho espiritual. Isto significa que a pessoa nasce para o mundo espiritual; ela saiu do Egito, vagou por 40 anos, atingiu o atributo pleno de Bina, e agora pode trabalhar com a Luz de Hochma, está em contato direto com o Criador, tomando exemplos Dele e decretando-os.

Este é o trabalho na terra de Israel, quando o desejo inicial de uma pessoa é apenas uma pilha de barro, mas quando ela entra em contato o Criador, ela esculpe a si mesma de acordo com a Sua imagem, tornando-cada vez e mais compatível com o Criador. Isso significa que ela atrai sobre si mesma as forças externas adicionais, as forças que são maiores e mais espessas, e esculpe a imagem do Criador delas, o atributo de amor e doação em todas as suas formas infinitas para além de quaisquer limitações.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 28/01/15