Textos com a Tag 'Criador'

A Fórmula Para Revelar O Criador

laitman_232_10Pergunta: Einstein veio com a fórmula para a energia. Você pode nos dar a fórmula para a revelação do Criador que todos possam entender, e pode explica-la para que possamos constantemente ser capaz de lembrar como fazer isso e verificar a nós mesmos?

Resposta: Vocês devem pensar apenas que estão lidando com o bom Criador, sempre e em todas as circunstâncias, e nunca abandonar esse pensamento.

Uma Xícara De Café Ou Como Dar Prazer Ao Criador

laitman_543_02Pergunta: Eu posso determinar de forma independente qual dos 125 níveis espirituais estou agora?

Resposta: É possível, mas a questão é como você vai medir seu estado? O que você sabe sobre si mesmo?

Em primeiro lugar, a pessoa deve adquirir ferramentas, instrumentos de medição, para esses parâmetros. A unidade de medida para um estado espiritual seria um grama de doação, um grama da força com a qual a pessoa dá. Nesse mundo, nós não possuímos ferramentas e instrumentos como estes, porque não temos essas unidades de medida.

Vamos supor que alguém se aproxime de mim e queira fazer café para mim na minha cafeteira. No início, eu estou em dúvida porque lastimo o desperdício de energia elétrica, café e água, e depois disso, até mesmo de leite, açúcar ou mel. Mas, no final, para não parecer mesquinho e não ser condenado e odiado, e para não ser tratado da mesma forma futuramente, eu concordo.

No entanto, mesmo se eu fizer um esforço dentro de mim para despertar pensamentos totalmente puros sobre as pessoas e queira dar-lhes prazer sem quaisquer cálculos, quanto eu poderia medir a quantidade que doo? É através da quantidade de café, açúcar, leite, água, eletricidade e a depreciação da minha cafeteira? Como eu faço isso?

Segue-se que não temos as ferramentas e os instrumentos para medir a força de doação, de modo que não podemos compreender onde estamos. No entanto, se uma pessoa sobe a escada espiritual, ela pode medir precisamente onde está em relação ao seu ego, em relação a todas as condições. Não há nenhum desvio em qualquer direção lá. Toda a contagem, as iniciais, as mudanças, as mudanças posteriores, etc., estão conectadas entre si para dar à pessoa uma conta de onde ela está.

Junto com isso, a pessoa deve sempre observar a si mesma e ver como pode usar a si mesma e para quê. No mundo espiritual, uma pessoa não é um fantoche controlado desde cima. Em vez disso, ela faz tudo conscientemente. Todo o sistema está sob ela. Ela está incluída nele e, gradualmente, pode executá-lo. Em vez de realizar todos os tipos de ações automáticas, inconscientemente, ela tem que administrar essas ações, o que significa que pensa nelas e toma decisões.

Pergunta: Seu exemplo do café me impressiona. Suponha que eu bebi o café. Foi muito gostoso, e eu lhe digo isso. Como você reagiria, então?

Resposta: Eu começaria a obter prazer por você dizer isso para mim, que você me respeita.

No entanto, na próxima vez, seria muito mais difícil para eu preparar o café para você, porque outro cálculo viria. Eu começaria tentando esclarecer se estou dando-lhe o café para que você me respeitasse ainda mais, ou poderia ser o contrário. Eu não faria nada para você quando tivesse a sensação de que estou trabalhando contra os meus desejos egoístas. Então, quando eu esclareço que estou fazendo isso e descubro que estou fazendo isso para que você comece a me respeitar, eu preferiria não fazê-lo, e você não receberia nenhum prazer. Ou seja, eu devo me opor aos meus pensamentos egoístas e preparar o café para você, apesar de tudo. Mas, no próximo nível, não devo levar em conta a sua atitude em relação a mim. Essa é uma questão totalmente diferente.

Pergunta: Onde está o Criador em todo esse cenário de cálculos? Há o café, você e eu. Onde está o Criador?

Resposta: O Criador não está nesse cenário se eu mesmo não O insiro nele. Inseri-Lo no cenário equivale ao sentido da vida. Se não fosse pelo Criador, eu nunca prepararia o café para você. Afinal, isso se refere a alguém que dá prazer sem compensação. Se eu espero a doação de você em troca, isso significa que não estou doando.

Para que eu desejaria atingir um estado de doação integral? Para dar prazer ao Criador. Portanto, eu estou pronto para fazer café para você, e não estou fazendo o café para você, mas para dar prazer ao Criador. Esse é um requisito para o nível espiritual. Qual é o próximo?

Vamos supor que eu estou fazendo isso para o bem do Criador, e agora o Criador me trata bem. Será que eu preciso obter a boa atitude Dele? Se eu conseguir esse tipo de atitude Dele, então nós temos um relacionamento transacional. Como eu posso alcançar um estado em que eu doo a Ele, a você, ou a qualquer pessoa sem qualquer cálculo? Eu posso fazer isso?

Se eu sou um egoísta, eu não posso doar sem compensação. Eu preciso preencher o meu ego da mesma forma que uma pessoa deve encher um carro com gasolina para que ele funcione. Isso significa que eu preciso inserir um tubo no meu ego e preenchê-lo. Só depois de preenchê-lo eu posso doar. Quando eu preencher o meu ego de novo, vou ser capaz de doar novamente. No entanto, se eu doo e sou preenchido só depois disso, isso se torna um problema.

Eu devo ter certeza de que vou ser preenchido. Se isso for bem-sucedido para mim, então está bem. Se não, então pronto; o oleoduto de confiança deixa de existir. Se eu realmente quiser doar, o Criador deve mudar a minha natureza. Eu vejo que bilhões de pessoas oram ao Criador, fazem tudo o que Ele diz, cada um de acordo com seu entendimento, mas não há nenhum benefício de suas ações.

Como nós, seres humanos, podemos alcançar uma relação com o Criador de modo que Ele seja capaz de mudar nossa natureza para que não dependamos de nosso ego? Afinal de contas, de alguma forma, Ele pode nos ajudar a superar a nós mesmos uma vez que Ele criou as criaturas, o que significa que só Ele pode mudar a nossa natureza.

Assim, a pessoa deve começar a agir no sentido da doação. Nesse meio tempo, já que não pode doar sem compensação, ela pede ao Criador para ajudá-la a fim de que ela seja capaz de doar numa única direção. Se a pessoa realmente tem um impulso em relação a isso, o Criador a leva a um grupo. Pode ser que a pessoa estivesse nele até mesmo antes disso, mas não sabia como usá-lo e o que fazer com ele. Pode ser que essa mesma pessoa tivesse realizado inclusive tudo o que os Cabalistas dizem automaticamente, mas não há nenhum benefício nisso.

Agora, ela está começando a entender que quando está trabalhando com seus amigos, quando acha que está dando a eles, ela está recebendo deles, e todos pretendem que o Criador lhes possibilite operar numa única direção, sem receber qualquer resposta em troca, sem qualquer compensação, nenhum benefício futuro, sem cálculos. Assim, o grupo tornou-se um laboratório para ela no qual ela está começando a mudar e moldar-se como uma criatura imaterial que pode dar sem receber nada em troca.

Mas a própria pessoa não pode fazer nada. Ela apenas recebe energia da Luz que o Criador lhe dá. É como se um tubo fosse inserido na pessoa, como numa bomba de gasolina. Através dele, ela fica cheia, e pode doar.

Há um ciclo normal na natureza: a pessoa doa aos outros a fim de doar ao Criador, e quando o Criador vê que a pessoa pode doar em troca, Ele lhe dá a energia lá. No entanto, esse não é um pagamento, mas o potencial de doar. Essa energia é chamada de Luz Superior. Ela vem e enche a pessoa, possibilitando que ela doe. No final, a pessoa começa a trabalhar sem remuneração.

Aqui, há uma relação recíproca muito simples entre a pessoa e o Criador. A pessoa entende que, se o Criador a criou e criou o seu ego, Ele deve possibilitar que ela trabalhe com esse ego, e isso não é um pagamento, mas o potencial e a oportunidade de trabalhar.

Da Lição de Cabalá em Russo 10/01/16

Olhando O Mundo Com Novos Olhos

Laitman_006Pergunta: Como podemos descobrir o Criador em cada ação que fazemos? Afinal de contas, temos desejos pessoais, desejos sociais, desejos do grupo. Como podemos nos concentrar de novo a cada vez?

Resposta: Quando eu começo a estudar a sabedoria da Cabalá, esse mundo ainda me domina. Passeios de carro ou ônibus, tarefas de casa, viagens ao banco e os correios, ver diferentes pessoas e lugares, as notícias, rádio, TV, a Internet com toda a sua confusão: eu estou totalmente preenchido por este mundo.

A Cabalá traz consigo diferentes problemas que se destinam a construir um lugar vazio em nós, um espaço, me sacudir e criar uma parte em mim que não pertence a esse mundo. Mesmo quando eu ainda estou confuso nesse mundo e não me dou bem nele, no final eu me separo dele em certa medida. Não que eu não dependa dele, mas que não sou automaticamente dominado por ele. Aqui este mundo não me domina e não tem os poderes que dominam todos no mundo.

Em nossa vida cotidiana tudo está conectado: a pessoa que é nascida e criada na selva se comporta de acordo com as leis da selva. O mesmo se aplica à selva urbana: de qualquer maneira o mundo domina a pessoa e a formata desde a infância. Portanto, para me dar a oportunidade de olhar para as coisas de forma mais objetiva e independente, eu tenho que ser sacudido para dar espaço dentro de mim a outra perspectiva, e isso leva um longo tempo.

Eu posso encurtar o tempo conectando-me ao grupo. Se eu estou fortemente conectado aos amigos, mais golpes podem ser enviados a mim, mais abalos, e então eu avanço mais rápido. No entanto, estes não são golpes e problemas comuns, mas golpes no relacionamento que eu tento fortalecer. Se em vez de fortalecer a minha conexão com o mundo, eu fortaleço a minha conexão com os amigos no grupo e foco nisso, eu vou sentir mais golpes a esse respeito e é aí que vou ter mais discernimento e experiência.

É assim que eu encurto o tempo: ao transformar os golpes e problemas externos em internos, tornando-os mais qualitativos. É impossível fazer isso sem golpes, mas aqui eles se tornam propositais.

Eu começo a me preocupar com o grupo e a cuidar dele em minha conexão com os amigos, na minha atitude para com o estudo e a disseminação, e isso se torna a coisa mais importante para mim. Agora eu começo a olhar o mundo de uma forma mais objetiva, ou pelo menos de fora, e não de acordo com os meus discernimentos anteriores do mundo, mas com novos discernimentos. Agora eu começo a ver tudo o que acontece através do princípio do “não há outro além Dele”, através dos discernimentos do grupo, e vejo tudo de uma maneira oposta.

Mas isso acontece muito lentamente. Primeiro eu viro a balança um pouco de cada vez em favor desse mundo, o que significa que olho para tudo – a família, a casa, o trabalho, os amigos, o meu mundo, o banco e outras instituições como os correios, o consultório médico, a previdência social, o sistema de ensino, etc. – com novos olhos. Eu sinto tudo isso como um todo chamado o meu mundo, que é esclarecido nos meus vasos, em meus desejos, mas eu ainda tenho que ver a liderança superior que exige de mim a mesma atitude única em relação a tudo. Assim, toda a imagem se torna um lugar de encontro com o Criador para mim. Ele corrige tudo e eu O revelo em cada detalhe neste mundo.

Esse é um discernimento muito bom e devemos alcançá-lo o mais rapidamente possível, para que, a partir de agora, comecemos a cuidar da fase de Ibur (concepção).

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/02/14O Livro do Zohar

Sobre Quem Caem Os Golpes Do Criador?

Laitman_095Comentário: Ontem você disse que a ajuda do Criador vem sob a forma de problemas, golpes no ego, mas quando eles atingem o meu “burro” isso não parece uma ajuda para mim ….

Resposta: Não há maior ajuda do que essa. Afinal, eu estou dentro do desejo de receber, o egoísmo, e o que realmente funciona para mim são esses golpes, e não uma atitude agradável.

Basicamente, os golpes que o Criador me dá são uma recompensa, e meu trabalho é sempre “beijar a vara”. Eu construo um novo Kli espiritual ao mudar minha atitude para com os golpes, me identificando com eles e deixando meu burro sofrer. O burro, deixe-o sofrer; eu me volto para o lado da vara e fico ansioso para me aderir à mão que a segura.

Com a ajuda dos golpes, eu me separo e me liberto do meu egoísmo. Quando eu não tenho para onde fugir deles, eu não posso ajudar, mas perguntar se não é possível fugir da vara, então eu já não quero me identificar com a “carne”. Essa é uma reação natural: se eu sinto um sofrimento insuportável, primeiro eu peço ao médico uma pílula para reduzir a dor, o que significa que quero me afastar do sofrimento do corpo.

É assim que a dor me ajuda a renunciar ao egoísmo e a me conectar a algo que é usado para me ajudar. De repente, olhando de fora para o meu ego, eu descubro que estou sofrendo especificamente por causa disso. Assim, a dor me ajuda a me distanciar do ego e me aproximar do Criador.

Assim, os golpes são necessários. Mas sobre quem eles estão caindo? Não é sobre mim, mas sobre meu desejo egoísta. Esse desejo não sou eu. Eu quero me identificar, não com o “corpo”, não com o desejo, mas com as intenções pela doação, com o anseio de autodoação, que estão acima do egoísmo. Agora eu entendo que eu recebi o desejo para que sobre ele eu adote a atitude e o envolvimento com a doação.

Consequentemente eu preciso dos golpes. Eles me ajudam a fazer o cálculo correto.

É dito: “Poupe a vara, estrague a criança”. Toda a história do povo de Israel desde que eles deixaram a Babilônia é a história de superação do sofrimento. Mesmo no período do Beit HaMikdash (Templo), houve inúmeras guerras e problemas que acompanharam o trabalho interno, o esclarecimento do egoísmo e sua correção. A Torá chama Israel de um “povo de dura cerviz” (Êxodo 33: 3); afinal de contas, seu desejo foi sempre aumentando e isso levou a confrontos mais fortes.

O que podemos dizer sobre os últimos 2.000 anos de exílio, quando as pessoas foram perseguidas por problemas e enfrentaram brutalidade; não havia limites. Como é possível comparar isso a um dia de doença depois de uma febre? Todos esses problemas vieram do Criador, o “Bom que faz o bem” (Salmos 119: 68), e caíram no desejo egoísta, possibilitando se separar dele e alcançar a doação.

Portanto, o problema é que nós nos identificamos com o desejo de receber. Se, contrário ao programa, apesar do fato de que ele foi imposto sobre mim, eu ainda não renunciei ao egoísmo e ainda estou conectado a ele, eu preciso receber golpes.

Na verdade, não é assim, e quando eu me separar do egoísmo vou parar de receber a vara por causa de mim mesmo. Quando chegar a minha hora de me separar do ego, de deixá-lo, dessa forma os problemas acontecem comigo. Mas a vara se resume especificamente sobre o desejo e não em mim. Se eu estou separado do desejo, eu não sinto o golpe; pelo contrário, me sinto bem, mais forte, saudável e realizado.

Este é todo o problema. Isso é o que é chamado de exílio.

O Criador vai aumentar metodicamente os golpes sobre o desejo de receber para que possamos abandoná-lo. Hoje toda a humanidade está entrando neste processo juntamente com o povo de Israel, mas, no entanto, o povo de Israel ainda tem que pagar suas dívidas.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/02/14, O Livro do Zohar

Perguntas Sobre O Criador

laitman_222_0Pergunta: O que é a revelação do Criador? Isso acontece quando você transcende o Machsom (barreira)? É a saída para uma nova dimensão?

Resposta: A revelação do Criador é a revelação de um desejo geral na nossa unidade, acima de nossas forças pessoais egoístas.

Pergunta: Você diz que o Criador quer somente o que é bom para nós, mas como Ele pode querer alguma coisa? Ele está vivo?

Resposta: Esta é a forma como, em nossos sentimentos, nós percebemos a atitude da natureza (da força superior) em relação a nós.

Pergunta: Como a sabedoria da Cabalá explica a teoria de Spinoza de que Deus é a natureza?

Resposta: Deus é tudo, e tudo é a natureza.

O Criador, Um Campo De Bondade

Laitman_712_03Pergunta: Por que você fala sobre as forças superiores e não sobre Deus, se a sabedoria da Cabalá nos fala da Bíblia?

Resposta: A palavra “Criador” refere-se à força superior geral da natureza, que é chamada força superior, uma vez que está acima de tudo em seu poder, volume e tamanho. É a força da bondade, de dar e doar, que determina tudo e inclui toda a força da natureza.

Nós podemos descobrir, entender e alcançar essa força. Portanto, ela é chamada de Criador (Bore), que vem das palavras hebraicas “Bo – re” – “Venha e veja”. Nós não podemos entender o que a Torá fala, a menos que a revelemos, porque não se trata de fé.

Nós temos que aprender a ler a Torá porque ela é escrita numa linguagem muito precisa, concreta, mas secreta e alegórica. Portanto, ela não é um romance histórico, mas um código que só pode ser decifrado ao se estudar a sabedoria da Cabalá. O Livro do Zohar é o comentário sobre os Cinco Livros de Moisés (Torá). Nós podemos começar a entender O Livro do Zohar ao estudar a sabedoria da Cabalá e, assim, compreender a Torá.

Nós não usamos o nome de Deus de modo a não confundir os estudantes com associações que eles previamente imaginavam ser a força superior e pelo fato de que não há aparentemente um Deus à imagem do homem que está sentado lá em cima olhando para nós, vendo tudo e nos gerenciando. A força superior está dentro de nós, entre nós, preenchendo todo o espaço. Esse é o campo do qual falamos. Não é um campo corporal, mas espiritual, que está numa dimensão superior, um campo que contém e afeta tudo, um campo de bondade.

Da Lição de Cabalá em Russo 15/11/15

O Homem E O Criador São Parceiros

laitman_571_03Pergunta: Será que eu sistematicamente fracasso em encontrar um emprego, bem como no meu casamento, por causa de minhas próprias escolhas, ou isso é predeterminado por forças superiores?

Resposta: Você deve tentar fazer tudo o que puder para melhorar sua situação, mas, ao mesmo tempo, deve compreender que tudo depende da força superior. Isso significa que você deve acreditar que tudo vem da mesma força e, ao mesmo tempo, fazer esforços de sua parte rumo à correção. Assim, você e o Criador se tornam parceiros e juntos determinam seu caminho.

Pergunta: O que devo fazer se não estou interessado em estudar a sabedoria da Cabalá, mas a vida traz consigo um golpe após o outro e me leva a estudar?

Resposta: Você deve ser grato por isso, pois se não fosse pelos golpes que a vida traz consigo, você não teria alcançado a sabedoria da Cabalá. Esse é um diagnóstico muito bom de seu estado. Há pessoas que estudam Cabalá e odeiam ela e os Cabalistas, mas se sentem obrigadas a continuar a estudar. Mais tarde, elas entendem mais profundamente que tesouro lhes foi dado e por que as forças superiores as obrigam a continuar estudando, e o estudo as transforma.

Da Lição de Cabalá em Russo 15/11/15

O Único Caminho Para O Criador

laitman_214Pergunta: Você acha que a Cabalá é o único caminho para o Criador?

Resposta: Claro. Tente encontrar outro caminho.

Tente encontrar uma ciência que seja capaz de investigar o mundo inteiro, todo o universo, e que governe esse mundo de uma maneira totalmente realista sem nenhuma crença em qualquer tipo de superstição, uma ciência que forneça à pessoa instrumentos para revelar o general sistema de governo e lhe mostre exatamente onde ela deveria se envolver, a fim de direcionar esse sistema de uma forma positiva para si e para toda a humanidade.

Encontre uma metodologia desse tipo, e eu ficaria feliz em deixar a sabedoria da Cabalá por ela, porque hoje a Cabalá é exatamente essa metodologia.

Da Lição de Cabalá em Russo 08/11/15

Balaão: Companheiro Leal do Criador

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Números”, 22:5-22:6: Ele enviou mensageiros para chamar Balaão, filho de Beor, que estava em Petor, perto do Rio, em sua terra natal. A mensagem de Balaque dizia: “Um povo que saiu do Egito cobre a face da terra e se estabeleceu perto de mim. Venha agora lançar uma maldição contra ele, pois é forte demais para mim. Talvez então eu tenha condições de derrotá-lo e de expulsá-lo da terra. Pois sei que quem você abençoa é abençoado, e quem você amaldiçoa é amaldiçoado”.

A pessoa sempre será enganada antes de atingir o estado de ansiar com precisão ao Criador. Ser enganada significa estar sob a maldição de Balaão.

Somente quando a pessoa chega ao ponto de ansiar com precisão ao Criador, que ela só pode alcançar depois das guerras internas e da revelação de que todos os problemas estão dentro dela, é que ela recebe uma bênção em vez de uma maldição. Isto é o que vemos.

Pergunta: O chamado de Balaque a Balaão é semelhante ao Criador e soa exagerado: “… quem você abençoa é abençoado e quem você amaldiçoa é amaldiçoado”.

Resposta: Balaão é superior a Moisés nisso. Moisés não pode se voltar ao Criador como Balaão, porque ele se volta ao Criador de uma perspectiva egoísta.

Sua “jumenta” [burro], seu nível animal, está conectado ao Criador. Curiosamente, seu ego está no nível de um profeta. Se você está no lado esquerdo, numa casca, você tem enormes poderes, poderes animais chamados “jumenta de Balaão”.

Aqui, a jumenta profetiza, o que significa que seus desejos mais baixos estão conectados às forças superiores, e tudo isso é revelado a uma pessoa como a linha esquerda.

De que o pobre Moisés é merecedor? Ele deve subir acima desse estado em sua conexão com o Criador, porque, no que diz respeito ao Criador, ele é como um bebê. Balaão comanda o Criador aqui. Em outras palavras, você enfrenta um rei que tem um companheiro leal, uma força leal que dá comandos: para parar esse pequeno Moisés. Para que ele está correndo em toda parte?

Moisés só pode fazer uma coisa: render-se, mas é assim que ele ganha. Além disso, as suas forças são totalmente desiguais.

Esse atributo em nós que nos leva ao Criador é o pico do nosso desejo contínuo de unidade.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 08/07/15

Os Anjos Do Criador

Dr. Michael LaitmanAs porções semanais da Torá, Coré e Balak, são chamadas por nomes de pessoas (atributos), que não gostam do povo de Israel e se levantam contra ele. No entanto, eles estimulam a história ainda mais para a frente do que Moisés e outras figuras positivas na Torá que existem graças às forças negativas na natureza que aparecem neles e às quais devem responder.

As forças egoístas operam todo o sistema da criação e o excitam, dando-lhe um impulso para continuar a se desenvolver. Portanto, como está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal; Eu criei a Torá como tempero”.

Nossa realidade só se desenvolve graças aos anjos do Criador. Todas as pessoas -incluindo gestores, líderes militares e políticos – são forças individuais do Criador, que Ele controla, é claro.

A fim de motivar alguma coisa a seguir em frente, o ego deve ser estimulado a avançar. Todos os pontos de virada na história são chamados com seus nomes. Na história moderna, é Hitler e Stalin. Nos tempos antigos, era Nabucodonosor, Alexandre o Grande, Tito, Calígula e muito mais. Na verdade, são os flashes do ego expressados em formas nítidas que dão à história um impulso e deixam uma impressão. Não é por acaso que Tito ateou fogo ao templo.

Foi assim para que as próximas gerações não o esquecessem. Quantas boas ações outras pessoas fizeram. mas ninguém se lembra delas. No entanto, se você tivesse criado uma bomba de hidrogênio ou uma bomba atômica, é uma questão totalmente diferente.

Esses “anjos” são chamados por esse nome porque são os motores da história. E mais, há muitos deles entre os judeus. A família americana, Rosenberg, os “espiões atômicos”, espionado para a União Soviética e passando segredos sobre a bomba atômica que caiu nas mãos de outro anjo chamado Professor Jacob Zaldovich, que foi um dos contrutores da bomba atômica e de hidrogênio soviéticas. Olhando para trás, podemos ver que os principais inquisidores Espanhóis, que expulsaram os Judeus, eram na verdade Judeus. Além disso, quem eram aqueles que seduziram os Romanos e os Gregos para invadir Israel e abater e matar? Era a mesma quinta coluna. Esse é o ponto, conforme o tempo passa, toda a bondade que grandes pessoas fazem para o mundo desaparece, mas a perversidade permanece na história.

De Kab Tv “Segredos do Livro Eterno” 08/07/15