Mecânica Tão Fácil
Luz que retorna à fonte é o único meio, a única ferramenta, pela qual corrijo o desejo. Tudo o que tenho é desejo e luz, que é chamada de “a luz que retorna à fonte”, porque é exatamente isso que exijo dela.
Damos a essa luz vários nomes: “interior”, “circundante”, “NRNHY” e assim por diante. Mas, fundamentalmente, exijo que ela me retorne à fonte, à bondade. Essa é a única maneira de me dirigir a ela.
Meu apelo só pode ser assim. Não posso exigir a luz de Nefesh ou a luz de Ruach; isso será o resultado do meu estado. Mas, para mudar esse estado, devo me dirigir à Luz, invocar sua ação, e é essa luz, aquela que retorna à fonte, que atua sobre mim.
Tenho instruções que explicam como agir, como trabalhar em grupo, como estudar, como disseminar. Essas instruções são geralmente chamadas de “Torá“, ou seja, o ensinamento (Oraa), um guia para a ação. De acordo com o programa da Torá, passo por todas as etapas do caminho que ela descreve.
Então, esta é uma questão simples. Eu tenho um desejo egoísta e uma luz que pode transformá-lo. E eu mesmo estou no meio, no terço médio de Tifferet, e decido mudar ou não. Essa escolha não é feita isoladamente, mas em um ambiente, em grupo.
No fim das contas, dependo de ações bastante “superficiais”, “mecânicas”. Uno-me a um grupo e abaixo a cabeça diante dele. Faço tudo o que os amigos querem, e deles recebo o desejo de ser corrigido graças à inveja, à luxúria e à honra. Com esse desejo, recebido do grupo, apelo à luz para que ela me corrija. Então ela vem e faz exatamente isso. E no novo estado — tudo começa de novo.
Disto fica claro que recebo tanto o desejo quanto a correção (a tela) de fora, do grupo e da Luz. Eu sou aquele ponto único e básico chamado: “algo do nada”.
Da Lição Diária de Cabalá de 11/07/11, Escritos do Baal HaSulam, “Matan Torá [A Entrega da Torá]”
Pergunta:
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Durante o trabalho, a pessoa deve dizer: “Se eu não sou por mim, quem é por mim?” Nesse momento do trabalho, ela pensa que ela mesma está fazendo as subidas e descidas, que ela é um homem de guerra, chamado Tzava, “homens poderosos”. Depois, quando ela é redimida, ela percebe que o Senhor é dos exércitos [Tzevaot], o que significa que o Criador fez todos os altos e baixos que ela teve (RABASH, Artigo nº 6, “O Que é Acima da Razão no Trabalho?”).
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Devemos compreender que nosso egoísmo é criado pelo Criador e governado por Ele. E, de nossa parte, devemos travar uma guerra contra nossa inclinação ao mal, tentar tirá-la do poder do Criador e não cessar essa guerra até que sintamos a possibilidade da vitória.
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