Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

O Ponto De Entrada Na Espiritualidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é que está escrito que “este mundo foi criado somente para Israel” em vez das nações do mundo, embora as suas correcções sejam o objectivo da criação?

Resposta: Devemos seguir as definições científicas da sabedoria da Cabalá. O “mundo” (Olam) significa “oculto” (Alama). Aocultação foi criada apenas para Israel, aqueles que aspiram “directamente ao Criador”. Aqueles que desejam atingir o Criador precisam de atravessar ocultações, sofrimentos, e choques de forma a construírem dentro de si mesmos uma forma negativa oposta ao Criador e então desejarem alcançar a qualidade do Criador: doação afastada da recepção.

Este é o ponto que precisamos alcançar. Entretanto, o nosso desejo não deve ser semelhante ao do Criador em toda a Sua força. De maneira alguma! Você pode ter um desejo que pese apenas 1 grama, mas ele deve ser correcto! Um desejo correcto significa que você sente o que significa estar afastado da recepção. Esta qualidade é a mais importante, e precisamos de a experienciar.

Afinal de contas, por enquanto somos capazes de dar apenas se vemos um benefício. Como está escrito, nós “trocamos uma vaca por um burro”, à medida que recebemos o que consideramos preferível. Por exemplo, um livro é para mim mais importante que dinheiro. Então dou o dinheiro e recebo um livro. Isso se chama aquisição.

Mas porque é que é uma aquisição? Você não pagou? Você não deu o seu dinheiro? Não. Aquilo que eu dei é menos importante para mim que aquilo que recebo. Se eu precisasse de dar algo de igual valor em troca, seria incapaz de o fazer. Eu preciso sempre de imaginar que aquilo que recebo é para mim preferível que aquilo que dou. E quanto maior a diferença entre eles, mais me satisfazem, uma vez que me beneficio disso: “Olhe o que encontrei! Foi quase grátis!”.

É assim que você vive: a sua satisfação deve ser o mais preferível possível em relação àquilo que você dá em troca. Então isso não é chamado de doação.

Como é que uma pessoa sente a separação da recepção, de forma a dar e não a receber algo em troca? Estou disposto a trabalhar sem receber nada em troca se eu acreditar que assim ganho para mim o outro mundo. É como se abrisse uma conta no futuro e fizesse lá pagamentos. Isto é ainda mais crível: ninguém o tirará e nada será perdido como neste mundo.

Mas como é que você sente que está completamente fora do resultado de doar, que não se beneficie de forma alguma dele, e está completamente isolado de si? Você trabalha arduamente toda a sua vida, e ninguém, incluindo o Criador, sabe nada sobre você. Mas você sabe; você trabalha e deseja permanecer apenas nisto. Contudo, se você trabalhar de forma a não sentir culpa, este é o seu pagamento.

Assim, como podemos afastar-nos dos desejos de recepção? Você precisa sentir este afastamento como tão pequeno quanto uma grama, e isso é tudo; você não precisa nada mais que isso. Então você está pronto para a revelação. Afinal de contas, isso já é uma imagem da qualidade genuína de doar, uma imagem do Criador.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/4/2011, O Zohar

Quem Sofre Com As Pragas Egípcias?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é que a condição de se tornar “como um homem com um coração” aparece apenas no Monte Sinai e não antes, durante o êxodo do Egipto?

Resposta: “Um homem com um coração” já é uma correcção, que podemos atingir apenas se o Criador for revelado. Ele realiza esta correcção em nós. Como podem as pessoas que estão ainda no “Egipto”, no seu desejo egoísta, ser obrigadas a unir-se como um homem com um coração?

Se eu ainda estiver imerso no meu egoísmo, não tiver escapado do Faraó, se não me elevei acima do meu ego, como posso unir-me com os outros como um homem? Eu fujo do Egipto com a ajuda da Luz, devido ao meu desejo de sair de lá, de saltar para fora do meu ego! Há um ponto em mim com o qual eu desejo sair e com o qual desejo relacionar-me, para me identificar apenas com ele. Desejo conectar-me apenas através destes pontos. Por agora eu vagamente quero isto, mas ainda não estou nisto.

Nós corremos juntos pela salvação. Contudo, ainda não há união entre nós; toda esta fuga é executada pela força de Cima. Nós não percebemos que ainda não estamos a fazer nada por nós próprios. Apenas nos preparamos o máximo possível.

Está escrito: “E os filhos de Israel gritaram por este trabalho!”. Nós estamos à frente do Faraó e das pragas Egípcias, e não há saída: estes choques vêm a nós e ajudam-nos a separar-nos do nosso ego. Quem sofre com estes choques? O Faraó de dentro de nós, o nosso egoísmo. E sofri tanto dele que estou disposto a quebrá-lo.

Imagine o que aconteceria se algumas pragas Egípcias caíssem no nosso mundo e não houvesse nada para comer ou beber, nem ar para respirar – seria impossível receber o que quer que fosse se agíssemos de forma egoísta! Então não teríamos escolha senão fugir, não sabendo onde, na escuridão, com os olhos fechados, apenas para sermos salvos do estado de desespero completo. Temos destruído a Terra e a sociedade humana e chegámos a um estado onde cada momento de vida causa uma dor terrível. É então que estamos prontos para fugir.

Por agora é apenas uma fuga geral em prol da salvação, e não da unidade. Percebemos que precisamos de unir como um homem com um coração, mas por enquanto não somos capazes de imaginar o que é isso. De forma a perceber isto, iremos ainda precisar de atingir o Monte Sinai (a montanha de ódio) e atravessar o Mar Vermelho (Yam Suf) pelo caminho.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/4/2011, Escritos do Rabash

Um Coração Derretido

Dr. Michael LaitmanA pessoa deve enviar as flechas de amor ao coração de seu amigo em suas intenções interiores. Exteriormente, ela deve mostrar a todos como está inspirada pela espiritualidade e tentar motivar os amigos a sentir o mesmo. Mas, internamente, a pessoa deve sempre pensar em como pode penetrar o coração do amigo.

Presentes corporais não vão doer, mas não devem substituir os esforços internos da pessoa e seu desejo verdadeiro de se conectar. Afinal de contas, nosso trabalho está em despertar as forças internas, a rede de forças, ou a esfera de ação da força única do Criador. Esta é a força a qual nos conectamos a fim de penetrar todos os corações e almas.

Presentes externos podem ajudar no nosso trabalho, mas o objetivo principal é tentar entrar em sintonia com este sistema de conexão, que nos une um com o outro. Nele nós revelamos a nossa conexão e a penetramos. Isso é chamado de penetrar no coração do amigo.

Quanto mais profundo eu desejo penetrar no coração do amigo, mais eu derreto meu coração. A medida que o meu coração se torna mais suave, eu começo a ver que o coração do amigo está se tornando mais e mais revelado e sou capaz de entrar nele, unindo em um só coração.

Quando eu começo a trabalhar com o coração do amigo, eu penso nele como um estranho. No entanto, com o tempo eu começo a ver que ele não é estranho, mas sim um caldeirão onde eu posso derreter meu coração. Ao me relacionar com ele, e ao querer unir-me, estou realizando um trabalho no meu próprio coração. Neste contexto, eu não dependo do amigo ou do grau de sua abertura em relação a mim. Em vez disso, eu dependo do meu coração, na medida em que eu fui capaz de suavizá-lo para que pudesse entrar no “coração do estranho”.

No final deste trabalho, eu revelo que nem meu coração nem o coração dele existe, que há apenas um só coração e um desejo, e que sempre foi assim. Só me parecia que estes eram corações separados, que eram corações estranhos e diferentes, distantes um do outro.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/04/11, Shamati No. 86

Não Deve Haver Quedas!


Pergunta: Como, após o fim da convenção, podemos nos manter no estado que alcançamos aqui? Afinal, normalmente vem uma queda.

Resposta: Nós não podemos permitir isso, da mesma forma que uma mãe que tem um bebê em suas mãos não pode mostrar que ela está doente. Há situações em que a necessidade coloca tudo em segundo plano. Somente se a mãe está em seu leito de morte é que outra pessoa deve cuidar do bebê.

No nosso caso, não temos tempo para descanso, frases bonitas, e quedas. O mundo à nossa volta está se desenvolvendo muito rapidamente, enquanto ficamos para trás e, portanto, devemos ficar a par da sua velocidade. Nós sentiremos cada vez mais como todas as coisas ruins que acontecem no mundo estão relacionadas a nós, já que estamos atrasados ​​com a nossa correção.

É por isso que eu nem deixo os pensamentos sobre uma queda pós-convenção passar pela minha mente: isso simplesmente não pode acontecer! Além disso, até o verão (no hemisfério norte) nossa agenda está repleta de eventos importantes: as convenções na Itália, Espanha e Moscou. Nós temos que nos unir e nos preparar para elas. É por isso que não temos qualquer quebra; tudo é comprimido no tempo. E isso é bom, porque corresponde à velocidade das mudanças que ocorrem no mundo.

Da conversa sobre a Convenção 25/03/11

Acabar As Palavras Do Criador Por Ele

Dr. Michael LaitmanNós somos egoístas e somos apenas capazes de fazer o que for importante para o nosso ego. Como, então, podemos livrar-nos dele?

É por isso que cumprimos os conselhos dos Cabalistas. Temos duas possibilidades:

  1. Mover-nos sob os golpes da nossa natureza, ou seja, desenvolver-nos devido a não ter outra escolha, até que desejemos livrar-nos do sofrimento. Contudo, o caminho de fugir constantemente do mal é muito longo e difícil.
  2. Usar a lupa da mente sem esperar que os golpes cheguem. No artigo “A Essência da Religião e o Seu Propósito” o Baal HaSulam explica que nós podemos fazer crescer a nossa percepção e reconhecer entusiasticamente os sinais no caminho, semelhante a ser capaz de perceber uma palavra antes de acabada. Uma pessoa sábia vê coisas que os outros nem reparam.

Algumas pessoas escrevem conselhos sábios mas não os deixam passar pelos seus corações. Há todo o tipo de casos. Cada pessoa tem o seu “destino”. Na medida em que uma pessoa ouça o que lhe é dito, isso é o quanto ela avançará se estiver pronta para obter uma distinção entre o seu ego e o caminho espiritual, se ela interpretar adequadamente o significado de “exílio” e “redenção” e estiver disposta a ser persistente e obstinada, muito embora seja desagradável para o seu egoísmo.

Uma pessoa trabalha de forma a aumentar a importância de ascender acima do egoísmo, muito embora lhe cause dor e lhe pareça uma perda. Ela discerne coisas novas uma e outra vez, e a cada nova pancada a perda do egoísmo não mais lhe parecerá penosa comparada com a realização espiritual que se revela. Então ela recebe outro carvão adicional na fornalha do amor-próprio, tudo isso de forma a que atinja a próxima ascensão.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/4/11, Escritos do Rabash

A Pérola Da Minha Alma

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Capítulo “Yitro (Jetro)”, Item 533: Há duas pérolas e uma Masach entre elas, ficando entre cada uma delas. A pérola superior é incolor, não é facilmente visível.

Item 534: Malchut é chamada “uma pérola” porque sobe para NHY de ZA, que são chamados “pernas”. Porque a ascensão de Malchut à Bina, Bina, também, é chamada “uma pérola”, e é uma pérola superior.

Existe a escada dos degraus espirituais que vêm do mundo do Infinito para o nosso mundo. Esta escada consiste em 125 degraus. A parte superior de cada degrau contém a parte inferior do degrau superior, enquanto a parte inferior de cada degrau está imersa num degrau ainda mais baixo.

A parte superior do degrau mais elevado é o mundo do Infinito, enquanto que a sua parte inferior está dentro do degrau inferior. Segue que a parte inferior de cada degrau superior existe juntamente com a parte superior do degrau inferior. Assim, em cada degrau existe uma parte comum entre os degraus superior e inferior, onde ambos se unem num.

A parte superior de cada degrau é chamada Galgalta ve Eynaim (GE), enquanto que a sua parte inferior é AHP (Awzen-Hotem-Peh). Em resumo, elas compreendem os 10 Sefirot, mas de forma que o degrau inferior contem AHP do degrau superior, e o GE do degrau inferior veste este AHP. Segue que a parte superior de cada degrau é compreendida por 10 Sefirot no total, que os degraus superior e inferior formam juntos. É assim que ocorre em cada degrau.

É isso que O Zohar explica: é impossível criar uma “pérola”, Malchut, o vaso espiritual de cada pessoa, a não ser que ela se ligue a todos. Eu preciso de todos: eles são o meu vaso espiritual. Eu tenho de receber o meu GE e o meu AHP de todos. E quem sou eu? Eu sou o ponto no coração do qual comecei o caminho.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 8/4/11, O Livro do Zohar

Eu Quero A Luz!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu simplesmente não consigo entender: O que é a Luz que corrige? Como posso exigi-la durante o estudo?

Resposta: 1. Ao menos tente reconhecer todas essas qualidades dentro de você, as quais lemos no Livro do Zohar. Tente perceber onde elas estão em você, “investigue” dentro de seus desejos, pensamentos e em de si mesmo.

É assim que você expande seus Kelim (vasos), desejos, e qualidades internas de percepção. Como você busca entre eles, você começa a diferenciá-los. Mas todas essas qualidades já existem dentro de você.

2. Se eu não tenho a necessidade de correção, as palavras “a Luz que corrige” são desprovidos de vida para mim. Se eu exigir correção, eu aguardo esta Luz. Mas se eu não tenho esta necessidade, não sei o que essa Luz significa.

Segundo me disseram: “Você tem que esperar para que a Luz venha”. Ótimo, então deixe-a vir. Os sábios dizem que ela é boa, e eu concordo. Se essa é a minha atitude, então eu não posso atraí-la.

Está escrito que se deve aguardar a salvação a todo o momento. “A salvação do Criador vem em um piscar de olhos”. Nós estamos falando precisamente da Luz que corrige, a Luz que reforma, trazendo-nos de volta ao Criador.

A ação que nós exigimos do alto deve ser sempre precedida do nosso desejo, a necessidade dele. Caso contrário, isso nunca vai acontecer. Ou nós extraimos o sofrimento de dentro de nós por nossa própria vontade, que é “o sofrimento do amor”, um desejo apaixonado pela Luz, ou isso virá na forma de sofrimento compulsório, pelo caminho de “Beito” (no devido tempo).

No entanto, sem sofrimento, sem uma pergunta e sem o desejo, eu não consigo alcançar a Luz que corrige. Isso porque a Luz está em repouso absoluto. Nós só precisamos do desejo, de modo que a Luz  que corrige nos influencie.

Nós poderíamos dizer que a Luz está presente no interior do desejo, mas só é revelada quando esse desejo alcança a verdadeira medida.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/04/11, O Zohar

Um Guia Para os Seus Sentimentos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é que O Livro do Zohar nos ensina os métodos de conexão entre nós?

Resposta: O Baal HaSulam acrescenta um comentário ao Zohar para evitar a materialização do texto do Zohar. Isso abre caminho para a formação do estado espiritual dentro de nós, além do tempo e do espaço, além das imagens do nosso mundo, para nos fazer querer experimentá-lo dentro e não fora de nós.

O comentário Sulam, como todos os livros Cabalistas, é escrito para pessoas que já adquiriram realização espiritual, para ajudá-las a entender o que já estão sentindo.Está-me sendo explicado o que estou sentindo agora; estou num nivel onde “a alma da pessoa a ensina”.  Então, ao ler textos Cabalísticos, eu começo a entender o que estou sentindo.

No entanto, antes das sensações espirituais surgirem em mim, os textos Cabalísticos não são a fonte de conhecimento, mas a “Segula” (uma força milagrosa) para mim, porque ao lê-los, estou exposto à influência da Luz superior, lavando-me como um fluxo de água viva.

Daí, eu não quero explicar o que cada frase do Zohar significa, do ponto de vista dos Sefirot e Partzufim,  para que o aluno não fique satisfeito com o conhecimento superficial. Eu quero que ele busque interiormente, nos seus sentimentos, querendo saber o que realmente é. Então, eles vão ter um maior desejo de revelação e, assim, formam um desejo, uma necessidade, por ele.

 Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/04/11, O Livro do Zohar

A Base Da Cabalá

Dr. Michael LaitmanA sabedoria da Cabalá é oposta à opinião do leigo, porque a espiritualidade é oposta à materialidade. A espiritualidade concentra-se exclusivamente na doação, enquanto que a materialidade refere-se à recepção, de acordo com suas correspondentes intenções. Apesar de julgar a partir das ações da pessoa, isso nem sempre é claro.

Na espiritualidade, é fundamental nunca dividir a criação em diferentes forças, opostas e contraditórias, mas sim atribuir tudo a uma única força: “Não há outro além Dele”. Essa é a base da Cabalá.

Portanto, nós devemos atribuir a uma única força o que nos parece bem e mal, em todos os graus. A pessoa deve se ver segurando duas rédeas: a força do bem e a força do mal. O Criador segura essas duas rédeas do Alto: o bem e o mal, e através delas conversa com o homem, a fim de ensiná-lo.

É preciso entender que a atitude do Criador chega até a pessoa dessas duas formas, isto é, que a mesma força superior está agindo, seja com a sua frente ou com a parte de trás: o Criador ou Faraó. Então, a pessoa cresce com a ajuda das duas forças, e é grata tanto pelo mal quanto pelo bem. Afinal, ambos vêm para aproximá-la da adesão com a força superior.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/04/11, Escritos do Rabash

O Êxodo Do Egito Experimentado No Coração

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é que o grupo se opõe ao Faraó e foge do Egito?

Resposta: No mundo espiritual, todos os processos surgem um do outro, através de uma cadeia de causa e efeito. Portanto, cada nova etapa é uma revelação da precedente.

No entanto, até que a próxima etapa seja revelada, ela é completamente imperceptível, e é impossível analisar ou imaginá-la. Um novo pensamento, sensação ou revelação, sempre surge de forma completamente inesperada, e a pessoa de repente começa a entender onde está e percebe que simplesmente recebeu um novo estado do Alto.

Portanto, é impossível dizer antes do tempo sobre todas as etapas que você tem que passar, exceto sobre como a história do êxodo do Egito se relaciona conosco. No entanto, tudo serve para a unificação entre nós, em virtude da força superior. Isso é tudo que pode ser dito no momento.

Todas as etapas serão reveladas dependendo do nosso esforço em realizá-las, nossas tentativas de nos unir graças à força superior, à força da doação. É impossível imaginar razoavelmente esses estados com base em nossas descrições verbais até abordá-los. Você os sentirá  quando estiver praticamente pronto para eles. Eu só posso dar uma explicação para a mente do que passamos em nossas sensações, de modo que a mente coloque as sensações em ordem.

No entanto, se a pessoa ainda não tem essas sensações e impressões, as minhas palavras parecerão áridas e artificiais, desprovidas de significado real. Ela não tem onde se agarrar, nada aonde possa ligar essas explicações. Primeiro nós precisamos passar e acumular várias impressões em nós.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/04/11, Escritos do Rabash