Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Teste De Aptidão Do “Trabalhador Do Criador”

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se uma oração é um pedido por correcção, em vez de uma eliminação do sofrimento, porque é que está escrito que a pessoa deve orar por este último?

Resposta: Está escrito que a pessoa deve orar para reduzir o sofrimento, porque no lugar onde eu o sinto, os pecados dos meus desejos egoístas me são revelados. Eles são aquilo pelo que eu oro, no sentido que devo discernir o que está mal em mim e como posso corrigir aquela área de forma a transformá-la em doação.

Se estamos a falar de uma pessoa normal, ela ora para se sentir bem, para chegar a uma torneira aberta que despeje abundância de Cima nas suas mãos. A sua dor é material, ou seja, dentro do desejo de receber prazer. É nisto que ela procura satisfação. Portanto, a sua oração é corpórea, ingénua.

Ela não vê a sua dor como o meio de chegar ao Criador. Ela simplesmente deseja acalmá-la, submete-la, preencher o vazio interior. É assim como a maior parte das pessoas normalmente ora, sejam elas seculares ou religiosos. Todas procuram sentir-se bem, o que as faz desejar orar por isso. Tudo o que elas fazem é pedir: “Dê-me, dê-me, dê-me”, porque o seu ego está a sofrer, e tem de ser pacificado.

Uma verdadeira oração é quando digo: “Não há nada além Dele”. Ele criou o desejo egoísta em mim, “a inclinação ao mal”, e eu tenho de perceber o que ela significa. Se o meu desejo de desfrutar está a doer, tenho de usar a oração como um remédio. Afinal de contas, o Criador criou este desejo. Ele é responsável pela dor que sinto e ninguém mais. Eu sinto a dor no lugar onde não me tornei completo pela unificação com o Criador, mas devo.

Digamos que estou no primeiro ano. Eles dão-me trabalhos de casa para fazer, mas eu não os fiz. Eu não me preparei para o exame e falhei. Agora, tenho de receber as consequências. Eu sofro, mas este sofrimento é apropriado para a minha idade, para o primeiro ano.

Da mesma forma, cada pessoa sente dor na área onde ela não passa no exame, não se corrige a si mesma, não se manteve no “currículo” do Criador, em direcção ao objectivo, o estado de correcção. Portanto, ela deve agradecer ao Criador, a Luz superior, que implanta nela esta sensação de dor. É um sintoma de doença que lhe é dado a você para que você obtenha o tratamento, e então você ficará bem.

Assim, não olhe pelas formas de fazer o Criador aliviar a sua dor; em vez disso, procure como curar-se. De facto, se você simplesmente o desliga, então amanhã, você acordará com uma dor ainda maior. Hoje, você tomou um analgésico, parou de sentir a dor, e está feliz por estar aparentemente bem. Mas você está a enganar-se a si próprio. Amanhã será pior!

Por outras palavras, há aqueles que tratam todas as suas dores e problemas diários com qualquer droga, qualquer analgésico que haja, apenas para se ver livre do sofrimento. Eles oram para não lhe darem nem o sofrimento nem um prémio por isso. Outros oram para que exista o sofrimento, se este lhes apontar onde precisam de se corrigir de forma a atingir gradualmente o grau do Criador. Para isso, estão dispostos a aceitá-lo e a agradecer igualmente ao Criador pelo que é mau e pelo que é bom. Afinal de contas, estas sensações estão lá para nos acordar e guiar-nos no caminho.

Estes são dois métodos diferentes. Estes são aqueles que choram: “Salvem-me, dêem-me a minha paz!”. Esta é a via das massas. Contudo, aqueles que dizem: “Não, nós iremos usar toda esta dor da forma mais eficiente”, são os trabalhadores do Criador. Afinal de contas, nós queremos fazer o Seu trabalho, uma vez que desejamos ser os Seus parceiros. Se Ele nos está a acordar, nós estamos dispostos a acordar.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/05/11, Shamati Nº 113

A Lei Da Adesão Com O Criador: 1+1=1

Dr. Michael LaitmanPor que a força unificada da natureza, que chamamos de Criador, que nos criou, desenvolve-nos de um jeito tão peculiar, ao nos manter completamente perdidos em nossos pensamentos e desejos? Por que e com que propósito Ele nos deu a ilusão enganadora dessa realidade e continua a nos enrolar para que, como criancinhas, continuemos correndo continuamente, procurando por prazeres, tentando agarrar mais e mais? O que conseguimos com toda essa bagunça?

Especificamente, ao tentar reconhecer uma força causadora, uma origem nessa confusão, nós nos tornamos equivalentes a essa força. Como resultado dos 613 desejos, dos 613 pensamentos, e de uma variedade incontável de situações desagradáveis, nós construímos a nós mesmos como um todo.

Assim, todo o propósito do nosso trabalho espiritual é alcançar a união, a garantia mútua, tornar “como um homem com um só coração”, e nos unir em um desejo, um vaso espiritual. Estamos fazendo tudo isso para nos aproximar da adesão com a força única e unificada, o Criador, quando todos nós como um todo, e o Criador, nos uniremos.

O Baal HaSulam escreve sobre isso em seu conhecido artigo: Não Há Ninguém Além Dele”. Está escrito: “Não há ninguém além Dele”. Isso significa que não há outra força no mundo que tenha a habilidade de fazer qualquer coisa contra Ele. E se que homem vê que há coisas no mundo que negam  o Senhor Altíssimo, a razão é que essa é Sua vontade (de Se mostrar para nós em tal condição dividida, como se existisse Ele e as forças opostas a Ele).

Por causa disso, nos foi dada a oportunidade de conquitar isso e nos recriar, enquanto superamos a confusão que nos faz duvidar da força única, o Criador, e tentar constantemente encontrá-Lo somente na imagem apresentada a nós. É nisso que implica o nosso trabalho.

Da Lição 8, Convenção NÓS! 03/04/11

A Chave Do Mundo Oculto

Dr. Michael LaitmanO Texto do Zohar é difícil de ler em determinadas partes, uma vez que ele parece sem sabor, não excita, não impressiona, nem nos estimula a uma resposta. Eu vejo que ele acalma a todos e os faz dormir. O que pode ser feito, se nós estamos separados do estado espiritual e não temos conexão com ele? De que outra forma o método de conexão pode ser construído?

O estado que eu tenho que abordar está além dos meus sentimentos e desejos. Todavia, como eu posso me impulsionar para me aproximar dele? Uma criança pequena olha um motorista com entusiasmo: um motorista parece grande para ela. Um piloto é ainda maior. Um bombeiro é simplesmente um herói. A criança vê exemplos e quer segui-los. Ela tem a sensação, o exemplo, a visão, e a conexão. Ela pode visualizar o estado desejável no ego no qual ela existe. A própria natureza a força a desejar isso. Então, ela se move de forma egoísta, dirigida por seu desejo, impulso e aspiração.

Nós estamos diante do mundo oculto. Ele está oculto porque agora eu não tenho qualquer desejo por ele, até o ponto em que eu não o vejo e o rejeito. Ele nem mesmo é oposto a mim, pois então eu o veria como detestável, repulsivo, repugnante. Mas, eu nem mesmo tenho isso.

Assim, como eu posso me aproximar dele? Ele não pode ser visto porque eu não tenho qualquer desejo por ele ou qualquer órgão para percebê-lo. Foi-me dada a possibilidade de ler sobre ele, mas eu ouço palavras e não sei o que significam. Eu não tenho em mim, em meu mundo, em tudo que me é familiar, qualquer fenômeno comparável.

Contaram-me sobre esse mundo oculto por meio de palavras do nosso mundo físico: “o sol”, “a lua”, “um idoso”, “montanhas”, “mar”, “colina”, isso me desconcerta ainda mais, porque eu começo a imaginar o que está acontecendo em nosso mundo e não no mundo espiritual. Como resultado, essas palavras me afastam ainda mais. O que pode ser feito?

Desta forma, os Cabalistas usam a linguagem da Cabalá. Lendo o texto escrito na linguagem da Cabalá, você está passível de alguns erros, porque você vê que os Cabalistas falam sobre algo desconhecido para você: termos técnicos que descrevem desejos, esclarecimentos, telas, Luzes, graus, e diferentes números. Tudo isso é a tecnologia falando sobre algo oculto de mim. Esse texto é muito mais fácil de ler: ele é menos confuso.

Por que O Livro do Zohar foi oculto durante séculos? Ele esperou por nosso tempo para que assim as pessoas não ficassem confusas e começassem a materializá-lo. Até que o Baal HaSulam escrevesse seu “Comentário Sulam sobre O Livro do Zohar, era muito difícil lê-lo. Se as massas começassem a lê-lo, elas teriam imaginado quem sabe o quê.

Mesmo agora, existem “professores” que conectam partes do corpo humano com atividades espirituais; a mão direita com a doação, a esquerda com a recepção. Eles amarram uma fita vermelha na mão esquerda, e isso significa correção para eles. Eles não alcançaram a realização espiritual e pensam que ela tem relação o que acontece em nosso mundo. Eles não transferem isso para as sensações internas, onde nós descobrimos as forças espirituais.

Nós precisamos continuar a ler O Livro do Zohar com perseverança e esperar que as Luzes ocultas nas palavras nos afetem. E isso funciona! Não temos um livro mais poderoso no seu impacto do que O Zohar.

É impossível nos conectar com o mundo oculto de outra maneira. Você precisa de um adaptador, um intermediário. O que é um intermediário? Disseram a você algo desconhecido, e você persiste com seus amigos a aspirar por isso. Muito embora você ainda não tenha nenhum lugar pelo qual aspirar, mas se todos dizem que é importante e oculto, você começa a ser impressionado pelo que ainda está vazio para você e a dar importância. Por quê? Porque isso é importante para seu ambiente.

Ainda que não seja importante para o ambiente tampouco, e eles simplesmente trabalham em você, isso é suficiente. Então, você pode desenvolver o desejo pelo mundo espiritual que é oposto a nós, e você não pode desejá-lo. Assim nós alcançamos a espiritualidade em virtude do desejo sem um desejo.

De outra forma, você nunca irá revelar o mundo espiritual, ou você irá revelá-lo sob a pressão de grande sofrimento, quando dominado por golpes, você irá correr para a espiritualidade pela desesperança, e não por causa de desenvolver o desejo pela espiritualidade junto com seus amigos. Isso é chamado desenvolvimento pelo caminho do sofrimento, e não pelo caminho da Luz. Decida o que você quer!

Se lhe deram a oportunidade de andar adiante com a Luz, despertá-la em seu desejo absorvido do ambiente, mas você não usa essa oportunidade, o sofrimento irá abater-se sobre você porque você não avançou de acordo com o plano da criação.

Consequentemente, a única livre escolha que temos é avançar mesmo pelos meios do bem ou do mal. Mas, o fato de que temos que avançar está além de qualquer dúvida. Você tem somente a possibilidade de escolher entre os dois caminhos, como a criança que pode optar por ser boa ou permanecer má. O final do caminho é decidido e conhecido, e o tempo foi marcado. Tudo foi dado inicialmente exceto a sua postura.

Assim agora, nós estamos no ponto de uma decisão extremamente crítica: Nós vemos um remédio na leitura do Livro do Zohar? É verdade que eu quero dormir, que nada me perturbe, que o texto não me atrai, que é completamente sem sabor. O Zohar me deixa sonolento…

Mas, esse é o verdadeiro estado. Está sendo mostrado a você que você não tem conexão com a espiritualidade. Pegue o desejo do ambiente agora! Cada um é responsável por prover os outros com a garantia mútua, para que eles despertem. Então, como resultado do total despertar, quando desejarmos despertar todos, a Luz Circundante virá e fará uma pequena mudança em nós. E nós iremos começar imediatamente a sentir o que está escrito no Zohar.             

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 05/05/11, O Zohar

A Cabalá É A Física Do Mundo Integral

Dr. Michael LaitmanA sabedoria da Cabalá é a física do mundo integral. Do que trata esse mundo integral, nós não sabemos. Nós alcançamos somente um pedacinho dele, que somos capazes de perceber através dos órgãos sensoriais do nosso mundo físico, da mesma forma como os outros animais.

Por outro lado, diferente deles, nós temos uma mente mais capaz, um desejo maior, e assim nos ajustamos no mundo um pouquinho melhor que os animais comuns, enquanto que tentamos tirar mais vantagem dele. Todavia, na medida em que nossa percepção sensorial se baseia nos nossos cinco órgãos sensoriais (visão, audição, gosto, olfato e tato), ela é um pouco pior do que a deles. Eles são bem melhores em sentir a natureza do que nós.

Somente a nossa mente e o nosso ego são mais avançados, e é por isso que nós somos maiores do que os animais, mais crueis e perversos. Podemos tirar vantagem desse mundo do qual eles também estão cientes. Porém, de qualquer forma, somos capazes de perceber só uma pequena parte da realidade.

A sabedoria da Cabalá nos explica toda nossa existência, a conquista da verdadeira realidade. De acordo com a sabedoria da Cabalá, a maior diferença entre a nossa percepção limitada desse pedacinho da realidade e a habilidade de ver uma realidade mais ampla, como sair desta gaiola estreita do nosso pequeno mundo fechado para o enorme e belo mundo lá fora, está em saber como não nos tornar dependentes de todo tipo de mudanças, forças, e atos, mas ao invés disso perceber uma única força.

No momento que começamos a levar cada vez mais esse número infinito de forças, ações, mudanças, e pensamentos, toda essa bagunça que nos cerca, para uma única força, isso significa que nós estamos subindo a escada dos mundos, até alcançarmos o mundo do Infinito, onde existe, de fato, somente uma força e onde todos os pensamentos, desejos, percepções, situações difíceis, e ações; dessa forma, tudo que era tão confuso para mim antes, se torna unificado. É quando nós alcançamos que “não há nada além Dele”, essa força singular, o Criador.

Da Lição 8, Convenção NÓS! 03/04/11

Comemoração Ou Gratidão?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que a oração do enlutado (Kaddish) simboliza?

Resposta: Quando alguém morre, nós agradecemos ao Criador. Aparentemente, pelo que, pela morte de um ente querido?

No entanto, nós enviamos gratidão no nível espiritual. Nós olhamos a partir da altura do espírito, até o desejo de receber, que derramou sua forma egoísta em virtude da Luz, o Criador. Finalmente, Ele fez isso acontecer. Essa parte morreu, e agora eu posso realizar a “ressurreição dos mortos” com ela, ou seja, pegar o desejo que permanece sem a intenção egoísta e começar a trabalhar com ele em prol da doação.

Após a morte do egoísmo, ou seja, da intenção de receber, só o “corpo” do desejo permanece. Ele está se decompondo, e eu posso começar a trabalhar com ele. Assim, eu recebi uma grande ajuda de Cima e agradeço ao Criador por isso. Estas não são apenas palavras, mas o sentimento que explode de uma pessoa quando o seu desejo egoísta morre no final.

O Kadish parece contraditório em nossa compreensão atual egoísta. Na verdade, todas as nossas orações, preceitos e rituais não correspondem às leis da nossa vida. Todos eles são totalmente ilógicos, irracionais aos nossos olhos, porque são a projeção de leis espirituais.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/05/11, Sobre a Nação de Israel

Um Lugar Especial No Mapa Da Humanidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós sabemos que “Isra-El” é um chamado, e não apenas um carimbo em um cartão de identidade. No entanto, existe alguma tarefa especial para aqueles que vivem no estado geográfico de Israel?

Resposta: No futuro, esta terra, este país, deve tornar-se um símbolo do estado que será construído totalmente sob as forças de doação, do amor recíproco, da garantia mútua, dos princípios do “ama ao próximo como a si mesmo” e “não faça aos outros o que é odioso para você”, unindo-se em “um homem com um só coração”.

Aqui é o local com as condições mais adequadas. Assim, se a pessoa é atraída para a espiritualidade, num certo sentido, ela é atraída para aqui. É impossível estabelecer o estado de Israel em Madagascar ou Uganda. A lei da raiz e do ramo espiritual atua aqui, e isso deve ser levado em conta.

Portanto, não temos escolha. Nós estamos aqui e temos que construir o estado de amor e doação aqui, dando o exemplo para o mundo inteiro. Só desta forma podemos derrotar os inimigos, alcançar a independência, e evitar novas vítimas.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/05/11, Sobre a Nação de Israel

Entre Dois Fogos

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Nação”: A única esperança é estabelecer uma educação nacional totalmente nova para nós próprios, para descobrir e acender uma vez mais o amor nacional natural que tem sido escurecido dentro de nós, reviver uma vez mais os músculos nacionais, que têm estado inactivos dentro de nós durante dois milénios, em cada meio possível para este fim. Então saberemos que temos um alicerce natural, fiável para ver reconstruído e continuar a nossa existência como uma nação…

Pergunta: O que é o “amor nacional”?

Resposta: É o amor fraternal. Cada nação tem o seu amor inato, porque as nações tiram as suas origens das 70 raizes de Zeir Anpin. Estas raízes têm um lugar para cada nação. É por isso que as pessoas sentem uma conexão com a raiz comum.

Apesar do evidente egoísmo e individualismo de hoje em todo mundo, as pessoas têm um sentido de pertencer a uma nação em particular. Este sentimento é comum a todas as nações excepto aos Judeus. Afinal de contas, Israel não é uma nação; não tem raiz nessas 70 raízes. De todas as nações que habitaram a Babilónia Antiga, Israel era formada de pessoas com o ponto no coração. Elas separaram-se das outras e juntaram-se devido a esta centelha.

Quando a centelha brilha e as conecta, elas vivem no nível espiritual, fundidas por seus pontos nos corações numa alma única. Mas quando esta alma quebra, os seus vasos desaparecem, e elas caem nos desejos habituais, os desejos de outras nações.

Quando é que Israel se tornará uma nação novamente? Apenas quando se reunirem em torno da mensagem que Abraão deixou nos pilares das nações: “Ame o seu próximo como a si mesmo”. Isso não deve ser feito para nós próprios, mas pelo bem do mundo.

Estamos na última etapa da redenção, a correcção final, que tem de abraçar o mundo inteiro. O Baal HaSulam escreve sobre isso nos seus artigos “A Revelação da Divindade (Matan Torah)” e “A Garantia Mútua”. Israel tem de estra unido para que o Criador corrija todos através dele.

Desejando corrigir-se, Israel eleva MAN, um pedido para o mundo inteiro. Então, ela recebe a Luz superior, a Luz que Corrige. Esta Luz move-se através do “modelo” chamado Israel e obtém a forma correcta de unidade. A Luz é abstracta e não tem forma, mas aqui adquire a forma chamada Mashiach (Messias). Então, o grande desejo das nações do mundo torna-se corrigido.

Se agirmos desta forma, somos Israel. Se não, recebemos choques e problemas, ambos da Luz superior e das nações do mundo. Estamos no meio delas. Quer façamos a tarefa de coordenador, quer sejamos pior que todos os outros e tenhamos de sofrer as consequências directamente do Criador e indirectamente através dos outros.

A Luz deve encontrar o seu vaso, e até lá, não irá acalmar.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 8/5/11, “A Nação”

Os Alienígenas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você compara a nação Judaica a uma unidade de forças especiais que é enviada para uma missão especial. Para onde?

Resposta: Ela é enviada para conquistar a inclinação ao mal. “Israel” é uma centelha, o ponto no coração, a força estrangeira no “país hostil”, no egoísmo. Devemos esforçar-nos para derrotar este egoísmo e corrigi-lo. Temos de fortalecer-nos primeiro, e depois, tendo sido corrigidos, devemos dar aos egoístas a Luz e corrigir o mundo inteiro.

Afinal de contas, é verdade que não somos daqui, não da terra do egoísmo. As nossas raízes estão fora dela; infiltrámo-la através da quebra dos vasos, da alma integral. Aqui, dentro dela, estivemos quebrados no inicio, mas no fim, devemos corrigir-nos. Na medida da nossa correcção, corrigiremos o ego colectivo.

Pergunta: Quem é o comandante que enviou a unidade de forças especiais na missão?

Resposta: O Criador. Israel é uma parte Dele, os vasos de doação que repousam no egoísmo, nos vasos de recepção. O comandante enviou os soldados, tendo-lhes fornecido todos os equipamentos e munição necessários. Para os enviar para o terreno hostil, Ele “quebrou-os” intencionalmente para que se pareçam com todos os outros e não se destaquem da multidão.

Assim, podemos ser comparados a agentes secretos. Cada um de nós se parece exactamente com todos os nativos deste país egoísta. Imagine ser atirado na África, e você parece-se exactamente como eles: vocês têm o mesmo carácter, mentalidade, paladares, e gostos. Tudo é idêntico a eles, por dentro e por fora.

Por um tempo, o agente plantado não recebe instruções. Tem de se estabelecer no novo local, encontrar trabalho, e fazer uma família. Os anos passam antes dele embarcar na sua missão. Contudo, um dia, ele recebe um lembrete. Por esta altura, ele esqueceu-se de tudo acerca disso quando o telefone começa a tocar: “Fulano está falando…”. É como num filme.

Do mesmo modo nós recebemos uma chamada: é tempos de acordar e lembrar que temos uma missão especial aqui, que esta não é, de facto, a nossa casa, que viemos dum mundo totalmente diferente. Na verdade, somos de outro “planeta”, de outra dimensão. Recebemos um impulso e saímos da dormência. Todos os alienígenas deste planeta acordaram, juntam-se em grupos, e começam a preparar-se para conquistar o planeta Terra. É essa a nossa missão.

Pergunta: Como é que a ganharemos então?

Resposta: São-nos enviadas instruções, explicado gradualmente tudo o que precisamos saber, e pôr em prática. Então, ganhamos uma nova mente e uma nova sensação. O nosso planeta mãe envia-nos o poder da nossa natureza inicial, com a ajuda da qual conquistaremos cada cidadão da Terra.

Viemos aqui por uma razão: estabelecer a mesma ordem aqui tal como existe no nosso próprio mundo. Lá, tudo é o oposto. É governado pelo amor e doação.

Agora, devemos acabar com todos os horrores que são vistos como norma aqui. As pessoas andam a destruir-se a si mesmas, a vida no planeta, e entretanto viemos ajudar, a salvá-las e a dar-lhes uma vida totalmente diferente. Fomos acordados por um sinal especial de casa, numa onda especial, que significa que é tempo de agir.

Da 4ª Parte da Lição Diária De Cabalá 9/5/11, Sobre A Nação Israelita

A Unidade De Forças Especiais

Dr. Michael LaitmanEm comemoração ao Dia da Lembrança dos Soldados Mortos e Vítimas do Terrorismo.

Eu comparo o povo judeu com uma unidade de forças especiais, que foi enviada em uma missão com uma tarefa especial. No caminho, a unidade encontra vários problemas. Alguns dos soldados falham, e alguns vão além, uma vez que compreendem melhor o objetivo.

Suponha que eles foram para outro planeta que não conhecem nada. Enquanto estiverem lá eles devem avaliar a situação e tomar decisões de forma independente, a fim de assumir um novo território. Esse grupo supera todos os tipos de obstáculos, luta nas selvas e pântanos, atravessa um deserto, lida com os argumentos internos, e passa por confrontos e reconciliações. Isto não é um mar de rosas para a unidade de forças especiais enviada para conquistar o planeta Terra.

Eu acho que o exemplo que eu fiz descreve de perto uma batalha que estamos travando. Ele também explica a nossa atitude e consideração especial para com os amigos mortos e aqueles que estão nos chamando indicando o caminho adiante. O processo consiste em várias etapas. É uma verdadeira aventura, uma história de encarnações de almas, que com o decorrer do tempo executam as ordens que receberam, até chegarem ao destino final.

Quando elas chegam ao local designado, devem começar a se preparar para o combate final. Tudo estaria bem se os acontecimentos se desenvolvessem como em um livro de aventura; se nós, semelhantes aos exploradores de novas terras que cruzaram o oceano, lutássemos com os nativos, conquistássemos ou fizéssemos as pazes com eles, e assim por diante.

No entanto, nós temos um tipo diferente de guerra, uma guerra interna, não externa. Nós não podemos demonstrar nossas ambições e alardear ao inimigo externo nas sólidas linhas egoístas segurando uma bandeira. Nós não podemos empregar os nossos instintos naturais: inveja, ódio, luxúria, vaidade, e a ambição, a fim de obter a vitória pela força. Nós temos um processo totalmente oposto aqui. Todos nós, juntos, devemos vencer a guerra interna.

Nós constantemente pensamos que devemos derrotar um inimigo externo. Na verdade, isso é apenas um jogo de imaginação. Se conquistarmos a nós mesmos, o inimigo externo desaparecerá. No entanto, nesse meio tempo, nós temos que lutar com ele para que possamos ganhar “tempo”. Até agora, nós existimos em um estado não corrigido que resulta na noção de tempo. Assim, a fim de liberar o espaço e tempo para nós mesmos, para fazer o trabalho espiritual, nós também temos que trabalhar no plano corporal.

Assim, nós vivemos no mundo que é dividido em dois. Uma de suas parte é material, e a outra é espiritual. Nós devemos tratar os amigos de uma maneira similar. Alguns deles travam as batalhas materiais, e os outros as batalhas espirituais. Ambos trazem uma contribuição vital para esta guerra elevada, cujo objetivo é chegar ao final da correção.

De acordo com o Baal HaSulam, muitos amigos vão cair no caminho, e mais irão cair no campo de batalha, interno e externo. No entanto, no final, todos eles dão suas vidas para alcançar a finalidade da criação. Assim, suas almas encarnam e se alinham novamente para a batalha, até que todos eles sejam transformados, tendo atingido a unidade e a adesão.

Quanto a nós, devemos sempre olhar para o futuro ao invés do passado, e nos esforçarmos para a batalha interna que irá reduzir significativamente as batalhas externas.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 05/09/11, Sobre a Nação de Israel

Especialista Em Desejo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é muito mais fácil ler as partes do Zohar onde o Baal HaSulam o explica usando termos Cabalísticos?

Resposta: É porque fica claro para nós que estas são as definições técnicas e não as imagens terrenas. No entanto, tudo depende do nível de qualificação da pessoa.

Se eu convidar um especialista para consertar o meu computador, eu mostro-lhe as imagens na tela e digo-lhe que não gosto das tonalidades de cor ou a qualidade de exibição, mas ele não olha para a imagem real. Um especialista em informática olha para os sinais elétricos, as forças que criam a imagem dentro, a quantidade de cores instalada no sistema. Ele não se preocupa com a própria imagem, pois para ele é nada mais que um reflexo externo, um símbolo para o que está acontecendo lá dentro, o que indica o funcionamento adequado ou inadequado do computador.

Por outro lado, quando eu lhe mostro esta imagem e pergunto como corrigi-la, ele me explica em termos técnicos: “Aqui você precisa substituir HGT, NHY, conciliar as forças das linhas direita e esquerda…”, e eu não entendo o que ele está falando.

Estamos confusos não porque O Zohar fala desta ou daquela maneira, se é o idioma das lendas ou a língua da Cabalá, mas devido a nossa incapacidade de discernir corretamente a imagem real e perceber o que se está falando. Cada palavra do Zohar indica um desejo que deve ser corrigido. Não há nada mais exceto isso.

O Criador criou o desejo. Este desejo deve ser levado à correção e realização. Até que ele atinja atingir a sua correção, seguido pela realização, estamos falando apenas deste desejo. Tão logo ele se torne corrigido e satisfeito, nós paramos de falar dele e começamos a discutir o próximo nível, um desejo mais profundo que se segue logo após.

É assim que nós corrigimos desejo após desejo, camada por camada. Esta abordagem em fases de todo o poder do desejo dentro de nós, que tentamos corrigir passo a passo, um após o outro, é chamada de Mishpatim- julgamentos ou reencarnações das almas. “Reencarnações das almas” significa que eu estou sempre passando por essas transformações interiores.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/05/1, O Livro do Zohar