Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Que Não Haja Nem Rico Nem Pobre?

A essência do método é despertar-se a avançar o mais rapidamente possível, para ter a força de desenvolvimento em suas mãos e controlá-la. É por isso que eu organizo o ambiente formado por pessoas como eu, para que elas me influenciem e me dêem a energia adicional. Ou seja, tudo depende da minha impressão do meio ambiente – esta é a medida da minha capacidade de avançar.

Mas eu existo em um sistema de forças e temos que saber tirar dela a influência mais eficaz e melhor a fim de não prejudicar a mim e o ambiente. De fato, os danos infligidos ao ambiente voltarão a mim. Neste influência existe uma força chamada de “o olho do mal”, que significa um ser humano com o seu egoísmo não corrigido e não coberto por uma tela que uma pessoa pode colocar em marcha inconscientemente. Ou a pessoa pode mesmo estar ciente dessas ações, mas não pode se ajudar.

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Não Acredite Nos Seus Olhos

Na Cabalá, falamos do trabalho interno da pessoa. É preciso ir mais fundo dentro de si e, lá, construir imagens dos amigos, o grupo, si próprio, seu mundo interior, e a sua impressão da espiritualidade, sem prestar atenção às impressões externas, que podem até mesmo ser opostas.

As impressões que recebemos do ambiente externo podem não ser verdade, porque esses são sentimentos que resultam dos estados (Reshimot, registros informativos), despertados em nós. Não se pode contar com essas impressões. Em vez disso, deve-se contar com as imagens que construímos dentro de nós mesmos, dos amigos, o grupo, o Criador,e a conexão entre nós.

 

Eu não confio muito no que eu sinto e vejo hoje ao meu redor. Afinal, quem vê isso? Eu me vejo e eu estou totalmente em decepção. Então, não faz diferença o que eu vejo agora. Eu tenho que construir dentro de mim um modelo do mundo futuro onde todos nós estamos ligados pelo amor mútuo e pela doação, dentro das quais revelamos o Criador como se estivesse em Divindade (Shechiná).

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Da 1a. parte da Lição Diária de Cabalá de 26/05/2011, Escritos do Rabash
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Lendo Um Livro Aberto Com Olhos Fechados
Os Dois Lados Do Pensamento Da Criação

Não Provoque Fogo Sobre si Mesmo

Existe uma proibição estrita: você nunca deve falar sobre os estados interiores pelos quais você está. Afinal, muitos dos seus amigos ainda não tem a tela anti-egoísta, e eles podem te prejudicar com sua inveja, ódio e orgulho, mesmo sem querer fazê-lo.

Eles aparentemente não querem prejudicá-lo, mas a falta da correção interna deles os obriga a fazer isso se eles vêem que você está acima deles e tem mais inspiração, se você conseguiu uma maior ligação e chegou mais perto do objetivo. A pessoa que não chegou à correção não pode tolerar isso e vai prejudicá-lo.

Se você começar a compartilhar suas sensações pessoais, você aciona o fogo sobre si mesmo. Está escrito que 99% de todas as falhas acontecem devido ao “olho grande”. Esta não é uma superstição mística que as pessoas acreditam, mas sim a inveja de alguém normal sobre você. [Leia mais →]

Não Há Nenhum Segredo No Caminho

Dr. Michael LaitmanÉ trabalho do aluno buscar a forma de aderir-se ao professor. E isso definitivamente não diz respeito a adorar e honrá-lo, mas sim a aceitar sua opinião. Isso é algo totalmente diferente e diz respeito a espiritualidade.

No entanto, isso é um pouco perigoso, já que você pode pensar que segue o professor, enquanto que, na verdade, ouve o seu ego. Portanto, você precisa fazer uma avaliação interna: qual a sua opinião e a do professor, e como você define e avalia uma em relação a outra?

Em seguida, você examina o que você concorda e o que discorda. E onde você certamente não consegue concordar com a opinião do professor, você felizmente agarra esta discordância e começa a implementá-la em sua vida. Isso é o que significa aceitar o ponto de vista do professor.

Se você não tem algo que discorda de sua opinião e que você teve de suprimir, isso não é uma verdadeira escolha. Você deve estar ciente de que você não está de acordo com isso e de que modo você faria diferente!

Se não existem essas duas versões, quando você quer fazer algo de uma maneira, mas é forçado a fazer totalmente o contrário, não há fé acima da razão. Somente quando você tem certeza de como o professor gostaria que você agisse, mas continua a querer fazer o oposto, você recebe a chance de agir acima de sua própria razão.

Afinal de contas, a fim de chegar à equivalência de forma, você tem que saber o seu oposto. Só então você saberá ao certo o que significa essa equivalência. Na verdade, a equivalência é sempre oposta à minha forma e vai contra a minha percepção. Quanto a mim, é como se permanecesse com minha opinião e, ao mesmo tempo, acima dela. Estou resistindo a mim mesmo e cultivo um espírito novo e mais elevado dentro de mim.

Não há nada que possamos fazer sobre isso: essa é a lei da natureza. A parte superior fica em seu nível e a parte inferior no nível dela. A fim de ascender a um nível mais elevado, você deve aceitar o pensamento do superior através da fé acima da razão. É claro que você pode pensar que ele está agindo de forma estranha e não compreende tudo. Mas isso realmente importa para o seu progresso espiritual quanto você entende o que ele faz?

Você não tem nenhuma outra chance de subir ao próximo nível exceto com a ajuda do professor, o superior, a quem o Criador colocou diante de você. E não há espaço para qualquer acordo ou segredo nisso.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/05/11, Shamati # 25

Os Dois Lados Do Pensamento Da Criação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a diferença entre o Pensamento da Criação e o Criador?

Resposta: Tudo o que dizemos é em referência (relação) a nós. Nós não sabemos nada, exceto as coisas que acontecem dentro do nosso desejo. E mesmo quando revelamos a existência da Luz (“a existência a partir da existência”), que criou o desejo (“a existência a partir da ausência”), também baseamos isso no desejo que nos revela o que supostamente aconteceu diante de nós desta maneira. Todas as nossas conquistas vêm da sensação da matéria em nosso desejo.

Por esta razão, quando falamos de percepção, uma sensação dentro do desejo, dividimos toda a nossa percepção em três componentes:

  • aquele que percebe (eu sou o sujeito que percebe),
  • o que está sendo percebido ( o que eu percebo do Criador),
  • de quem isso está sendo percebido (a origem da sensação, o Criador).

À medida que eu descubro a minha capacidade de mudar a percepção do Criador, a quem eu sinto em termos daquilo que Ele quer com base em uma conexão comigo, eu começo a ter um vínculo com Ele e mudo o nosso relacionamento. Como sei que estou mudando? Isso vem das minhas sensações. Como eu sei o que Ele sente e como Ele reage ao mesmo tempo? Isso também vem das minhas sensações. Tudo é baseado apenas em minhas sensações; eu não tenho nenhuma outra qualidade de percepção. Tudo existe apenas dentro do desejo.

É por isso que dizemos que HaVaYaH (o nome de quatro letras do Criador , “Yod-Key-Vav-Key“) são os quatro estágios do desenvolvimento do desejo. A revelação do Criador no homem (Criador ou ” Bo-Reh” refere-se a “venha e veja”) ocorre apenas depois disso.

Os mundos também existem apenas em nossa percepção, sob a forma de revelações e ocultações (“mundo” ou ” Olam” vem da palavra “Alama” ou “ocultação”). A escada de níveis espirituais também existe dentro do homem. O grupo, a humanidade, toda a realidade, o mundo do Infinito, tudo está dentro de nós.

Mas o que eu alcanço através de todos os meus esforços em querer saber quem sou e o que sou, quem é o Criador, o que Ele quer de mim, e qual é a minha conexão com Ele? Como resultado de todos estes esforços e de uma longa jornada, quando nos damos conta de todas as possibilidades que recebemos, nós alcançamos uma percepção única, um entendimento único, uma sensação única, chamada de “o Pensamento da Criação é dar alegria às criaturas”. Este plano inclui tudo: Quem é Aquele que agrada as criaturas, que tipo de prazer é esse, quem são estas criaturas, tudo.

O estado em que atingimos o Pensamento da Criação é chamado “o ponto de adesão” ou “uma gota de adesão”, porque em nossa percepção tudo se concentra em um ponto do Pensamento da Criação. Nós o alcançamos através de nossos esforços, à medida que desejamos unir-nos com o Criador, e é por isso que chamammos de “uma gota de adesão”.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/05/11, Talmud Eser Sefirot

Como Começar A Ouvir O Professor

Dr. Michael LaitmanÉ impossível avançar corretamente se você é guiado por sua própria opinião, porque você está inteiramente neste mundo. Você só será capaz de crescer se você descobrir a existência de duas opiniões distintas: você vai ouvir a sua própria opinião e a opinião do professore, vai compreender a diferença entre elas, e compará-las entre si, de modo a ir sempre pela fé acima da razão e aceitar a opinião do professor.

Você precisa escolher e avançar o tempo todo, preferindo a opinião do professor a sua própria, apesar do seu egoísmo cada vez maior e todas as suas dúvidas e argumentos interiores, não obstante os fatos supostamente óbvios e a lógica comum que dizem que você não vai por sua razão, mas abaixo ou acima dela.

Se a pessoa consegue lidar com todos esses problemas, ela será capaz de avançar. Se não, ela não tem chance de sucesso. Assim, poucos chegam ao mundo espiritual.

Para sobreviver a essa luta interior e ir contra a nossa lógica o tempo todo, nós precisamos do apoio do grupo, que sempre reforça a autoridade do professor. Isso significa que é necessário rebaixar-se perante o grupo para receber dele a força para derrotar nossa opinião pessoal e aceitar a do professor.

Há três participantes no trabalho: a pessoa, o professor e o grupo. Tudo isso é necessário para atingir a revelação do Criador (que também pode ser revelado a partir do lado oposto) para que a opinião do professor e a do Criador unam-se em uma só. Então, a pessoa será capaz de avançar, tendo entendido que o grupo e o professor são os representantes do Criador em relação a ela. Assim, a pessoa tem que descobrir todos os seus conceitos, avaliações e escolher apenas em relação a eles.

Se você tiver sorte, você vai fazer isso e seguir em frente; se não, você nem vai sentir que não está fazendo a escolha correta e não está se movendo na direção certa. Você não terá qualquer escala onde você possa medir isso.

Quando é que “as palavras que vêm do coração entram no coração?”. Se você estabelecer corretamente a sua opinião em relação ao professor, você vai começar a ouvir o que o professor está dizendo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/05/11Shamati # 25

A Espiritualidade Não Pode Ser Expressa Em Palavras

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se eu preciso me anular perante a opinião do professor, é correto que alguns amigos digam que eles só estão dispostos a fazer o que o professor lhes diz, mas não de qualquer outra supervisão?

Resposta: O professor não deve ser o administrador pessoal de alguém. Ele não deveria estar explicando a todos o que é que ele quer com eles. Ele pode ser quase tão oculto como o Criador e não dizer absolutamente nada. Quem estiver disposto pode anular-se por conta própria e revelar a opinião do professor.

Isso pode ser observado a partir do comportamento dos Cabalistas do passado, o grupo em Kotzk, ou o Baal HaSulam que só dava uma lição aos seus alunos uma vez por semana ou até mesmo uma vez por mês. O professor revela sua opinião ainda que levemente, e o resto é trabalho do aluno. Se o aluno compreende o que procurar, como revelar a opinião professor para ajudar a si mesmo em direção à meta, ele será capaz de fazê-lo. Caso contrário, ele não o fará.

A espiritualidade não pode ser expressa em palavras. Como você poderia explicar como direcionar o seu coração em direção à meta?

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/05/11Shamati # 25

Quando Estiver Em Contato Com A Força Superior

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que devo fazer se durante a leitura do Livro do Zohar não posso me concentrar no texto, sou bombardeado por todos os tipos de pensamentos irrelevantes e imagens de acontecimentos passados?

Resposta: Antes da pessoa comprometer-se em estudar, ela deve tentar ver isso como mais importante do que tudo que acontece externamente. Tudo o que aconteceu ontem, hoje e acontecerá amanhã não é nada comparado ao estudo, porque agora eu estou entrando em contato com a força superior que organiza toda a minha vida para mim, e eu peço para ela mesmo de forma egoísta, no nível corporal.

Por isso, vale a pena para estar concentrado na leitura do Zohar e ficar em contato com a força superior, já que eu dependo dela. É uma abordagem puramente externa e egoísta; no entanto, el afunciona.

Quando você tiver vários pensamentos estranhos durante a leitura, nesse ponto, eles são obstáculos relacionados com o seu ego. Eles são obstáculos no caminho, e você precisa trabalhar com eles.

No entanto, a narrativa em si não deve me preocupar. Em primeiro lugar, devo lembrar que tudo que O Zohar descreve está ocorrendo somente dentro de mim. Mesmo que eu não entenda uma palavra dele, isso não importa. Eu preciso esforçar-me para encontrá-los internamente.

A chave é que eu os experimente como imagens externas, embora deva vê-los internamente. E não faz diferença o que isso signica exatamente. O que realmente importa é passar da observação externa para a interna e corrigir a falha em sua visão.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/05/11O Livro do Zohar

Corrigindo O Defeito Em Sua Visão

Dr. Michael LaitmanPergunta: O senhor disse que o homem não é nada mais do que uma sensação e uma mente, enquanto que qualquer coisa que esteja acontecendo ao redor dele está além de seu controle, e ele meramente observa o resultado. Se for assim, qual é o sentido de procurar o que O Zohar descreve?

Resposta: Nesse instante, eu estou lendo ou ouvindo O Zohar. Conforme continuo, eu imagino toda sorte de imagens em minha mente: anjos, pessoas, e paisagens.

Por que eu percebo isso como uma imagem externa, ao invés de reagir a isso nos meus sentimentos e pensamentos, imediatamente a substituindo para vê-la dentro de mim mesmo? É porque eu não estou corrigido, e meu desejo de sentir prazer, meu ego, divide minha percepção em interna e externa. Ele me mostra esse quadro defeituoso, de acordo com o qual tudo o que O Zohar descreve está aparentemente acontecendo do lado de fora, e não dentro de mim.

Mas, externamente, não existe nada. Toda a realidade está dentro de mim. Por que eu não experimento isso como externo? Porque eu ainda não posso unir toda a realidade comigo; eu não a vejo como uma parte vital minha. Por que isso é assim? Porque eu me relaciono com ela egoisticamente, dividindo todas as suas partes em internas, que são mais importantes para mim, e externas, que são menos importantes, totalmente sem sentido ou ignoradas por mim. Assim é a minha forma egopista e defeituosa de percepção. Então, o que eu faço?

Isso é o que devo dizer a mim mesmo:

1. O Zohar fala somente sobre meus estados internos e propriedades; com exceção do que está acontecendo dentro de mim agora, não há nada mais. A pessoa é um pequeno mundo, e tudo está nele.

 2. Tudo que eu vejo acontecendo no exterior é determinado exclusivamente pela minha percepção defeituosa. Se eu me corrigir, eu verei tudo dentro.

Em outras palavras, a discrepância entre o que eu imagino enquanto leio O Zohar como algo acontecendo fora de mim, e o que eu seria capaz de perceber como ocorrendo dentro de mim, demonstra minhas percepções imperfeitas. Desta forma, eu preciso me esforçar para buscar internamente a correta forma de percepção, orar e implorar para que ela surja em mim.

Isso é o que nós chamamos de alcançar o conteúdo. Como está escrito na “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”, item 155, do Baal HaSulam: “Ainda que eles não entendam o que estão aprendendo, através do anseio e do grande desejo de entender o que estão aprendendo, eles despertam sobre si as Luzes que circundam suas almas”. Eu aspiro a ver essa imagem em sua forma autêntica, e gradualmente atraí-la para mais perto.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 24/05/11, O Livro do Zohar

A Fórmula Para Voltar À Bondade

Dr. Michael LaitmanA pessoa que abre O Livro do Zohar, abre para revelar o Criador. Por definição, a ciência da Cabalá é o método de revelação do Criador para a criação neste mundo. Caso contrário, por que a Cabalá e toda a Torá seriam dadas para nós? O Criador se revela na pessoa através do desejo de doar e amar. Este desejo é igual ao Criador em qualidades, e o Criador se revela nele de acordo com a lei de equivalência de forma.

Mas como podemos fazer isso se cada um de nós é apenas um pequeno egoísta? Nós lemos O Livro do Zohar, que fala dos nossos estados corrigidos, nos quais estamos ligados por uma boa conexão entre nós, e desejamos que isso se torne realidade dentro de nós. Nesse caso, nós recebemos uma impressão desses bons estados, que já existem no infinito. Essa impressão, a influência das forças de nossos estados corrigidos sobre o nosso estado atual, é chamada de “Luz Circundante” ou “a Luz que nos leva de volta à fonte de bondade”.

Então, de acordo com a fórmula: “Eu criei a inclinação ao mal e eu dei a Torá para a sua correção, porque a Luz nela leva de volta à fonte”, nós voltamos à fonte – o Bom que faz o Bem. Assim, nós revelamos o Criador, o Bom que faz o Bem, a nossa raiz.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/05/11, O Zohar