Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Esconder-se na minha Própria Sombra

O homem foi criado com o desejo de desfrutar o qual aspira a ser realizado, sente-se deficiente, se não conseguir, e vê todo o significado da sua existência nele . Além disso, o homem não tem sensação. Todas as nossas sensações vêm unicamente dos prazeres que vemos diante de nós – que é disso que o nosso mundo é construído. A Realidade é composta das imagens de prazeres que pinta a nossa imaginação para nós.

Vemos ao nosso redor o mundo inanimado, vegetativo e animado e outras pessoas, porque nosso desejo é composto de quatro níveis no qual experimentamos as imagens de todos os prazeres possíveis. Mas se nós não queremos viver entre essas ilusões e desejamos ver o mundo real, temos que ver o desejo de desfrutar, mas a partir do desejo de doar. Na verdade, é lá que encontramos a nossa raiz e nossa conexão com ele, ou seja, o Pensamento da Criação, o seu programa e propósito. Mas o desejo egoísta nos separa de tudo, do verdadeiro conhecimento, sensação e propósito. [Leia mais →]

Motivado Pelo Sofrimento, Pela Curiosidade Ou Pelo Ponto No Coração

Dr. Michael LaitmanA única coisa que se exige de nós é abrir caminho para o Criador. É por isso que tudo o que acontece conosco é organizado de modo a obrigar-nos a nos dirigir a Ele, a sentir a necessidade Dele agora, enquanto não estamos na qualidade de doação.

A pessoa vive completamente amarrada e presa por esta vida. E toda essa confusão, problemas na vida, sua ordem e desordem, gradualmente a empurram para um estado em que ela percebe que é incapaz de lidar com essa vida. Ela não pode entendê-lo, sentir o seu propósito e razão, e chegar a sua raiz. Então ela sente que deve encontrar a raiz da vida, Aquele que detém esta vida, revelar e conhecê-Lo.

Os sofrimentos, a curiosidade, até mesmo o ponto no coração oculto dentro de uma pessoa que sofre devido à falta de adesão com o superior, ou qualquer outra coisa, gradualmente levam a pessoa ao entendimento de que ela não pode mais alegar que controla sua vida por si mesma, como o soberano Faraó que diz: “Quem é o Criador a quem eu deveria ouvir? Eu sou o único governante aqui!”.

É assim que o nosso ego pensa, até que ele recebe os golpes que me fazem ver que o Criador é o justo e eu sou o malvado. Então a pessoa entende que precisa revelar o Criador.

Mesmo quando a pessoa inicia este caminho e dá os primeiros passos, encontrando-se em um grupo, e começa a estudar Cabalá, muito tempo se passa antes que ela comece a perceber que está em um sistema completamente determinista, fechado, onde tudo já está predeterminado. Este sistema não aceita movimentos livres ou chances em nenhuma de suas partes: inanimada, vegetal, animal ou humana. Todas existem de acordo com a lei perfeita que avança toda a criação em direção ao estado onde todos os seus elementos alcançam a adesão com a raiz superior.

Esta adesão é realizada pelo nível humano, o maior elemento deste sistema, que inclui todos os níveis anteriores. Mas isso não acontece devido aos seus próprios esforços. Ele precisa pedir ao Criador para executar todas as ações.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 27/07/11, Shamati # 50

Jogar O Jogo É Negócio Sério

Dr. Michael LaitmanO jogo é a tarefa mais importante para nós. Portanto, quando estamos lendo O Zohar, devemos brincar (jogar) de ser grandes Cabalistas e imaginar que vivemos no mesmo estado como os autores do Livro do Zohar, aqueles que primeiro revelaram o quanto eles se ressentiam entre si, mas depois se uniram.

No início, eles se odiavam e por isso não sentiam nada além de seu estado animal, o estado deste mundo. A partir de uma descida tão profunda, eles começaram a subir ao nível espiritual da doação e garantia mútua, quando seu vínculo se tornou tão forte que eles revelaram o que é descrito no Zohar.

Portanto, a partir da nossa falta de conexão, nós também devemos tentar encontrar um vínculo tão forte quanto o deles, e assim descobriremos o que O Zohar narra, alcançaremos o nível dos autores do livro. Se eles começaram com ódio, literalmente querendo matar uns aos outros, apesar não alcançarmos uma consciência tão profunda do mal, até onde somos capazes de fazê-lo e corrigi-lo, alcançaremos ao menos certo grau de compreensão sobre o que eles escreveram, e nos elevaremos ao mesmo grau que eles revelaram.

Pergunta: De que modo o jogo está conectado à ação de atrair  a Luz Circundante?

Resposta: O jogo é tudo. É a única ação que realizamos. O jogo significa que eu me esforço por aquilo que eu desejo alcançar. Qual é a diferença entre este jogo e qualquer outra ação criativa em nosso mundo, se ao fazê-lo eu também desejo ganhar algo com isso? Boa pergunta, mas neste jogo nós realmente não sabemos o que fazer. Ele tem um elemento de sorte, algo que não posso saber com antecedência. É por isso que ele é chamado de jogo.

Neste jogo, eu dependo dos outros como se estivéssemos em um verdadeiro estado jogando em alguma ação imaginária. Mas, na realidade, esta ação imaginária acaba por ser verdade quando chegamos a ela. Portanto, o jogo é considerado um negócio sério.

Da 2ª parte da  Lição Diária de Cabalá 25/07/11, O Zohar

A Grande Simplicidade Da Perfeição Circular

Dr. Michael LaitmanTodo o grupo e toda a humanidade, em geral, constroem “formas retas” (Yashar) em primeiro lugar. Eu restrinjo o meu desejo de desfrutar, construo uma tela, e com parte deste desejo eu continuo a trabalhar ainda mais através da fé acima da razão, em doação, conectado com os outros.

Mas, em certos desejos eu sou incapaz de trabalhar em doação em relação aos outros e uso eles apenas para o meu próprio benefício. Assim, eu simplesmente restrinjo esses desejos. Eu quero recompor-me em uma “linha”, para me dirigir em uma direção, na direção da doação.

Portanto, eu construo as “linhas de conexão” entre eu e os outros: o sistema de comunicação correto. Se depois de todo o meu trabalho, eu consigo transformar o meu desejo de desfrutar em doação, transferi-lo completamente fora de mim, e usá-lo para dar aos outros, isso indica que eu construí a imagem do doador fora de mim. E eu me transformo em um “círculo”.

Eu não estou mais preso na linha. Em vez disso, em todos os meus desejos, em todas as direções e possibilidades, eu tenho como objetivo beneficiar os outros sem diferenciar, optando por dar mais ou menos a qualquer um deles.

De fato, há muitas diferenças e testes, mas eu não testo minhas habilidades, porque eu sou um “círculo”, não mais limitado. Mas em relação a mim, eles ainda não são um círculo; assim, eu posso dar-lhes cada vez mais de várias maneiras. E assim é até o fim da correção coletiva, quando tudo se une na adesão considerada “Zivug Rav Paalim UMekabtziel” e gira em círculos (Igulim).

Em outras palavras, o “círculo” é um estado de ser uma criança que ainda não está desenvolvida e ainda permanece nos braços de sua mãe. Portanto, ela não tem responsabilidades, exceto anular a si mesma. É assim que Malchut do mundo do Infinito costumava anular-se diante da força superior, a Luz superior que a preencheu, e, portanto, ela tinha uma forma “circular”. Ela ainda ficou na adesão, mas somente pela graça do superior.

Mas no fim, no Estado 3, quando nós voltamos novamente ao mundo do Infinito, nós construímos esse “círculo” sozinhos. Por isso, nós fazemos uma restrição no estado inicial, criamos um local de trabalho para nós mesmos, e nele vamos construir o estado perfeito – nós mesmo, em vez do Criador. Isso é descrito como “Meus filhos Me derrotaram”.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/07/11, Talmud Eser Serifot

A Tarefa Mais Difícil É Pedir

Dr. Michael LaitmanGraças aos nossos estudos Cabalísticos, nós finalmente entendemos que o Criador executou, executa, e executará todas as ações. E tudo que é solicitado de nós é um pedido que constitui nossa liberdade de escolha. Isto é, nós temos que querer que o Criador nos corrija.

Tudo o que o Criador fez conosco antes não precisou do nosso consentimento; nós obedecíamos à ordem direta da nossa natureza, e assim, não tínhamos nada a pedir. Nós simplesmente seguíamos nosso instinto natural, satisfazendo nosso desejo crescente em todas suas manifestações. Porém, para nos dar a oportunidade de nos desenvolver por nós mesmos, de adquirirmos autoconhecimento, e revelarmos o Criador e Suas ações, em certo momento o Criador começa a atuar contra nossa natureza.

Essa virada ocorre na nossa geração. O Criador não nos persegue, empurrando-nos para frente, mas fica parado na nossa frente e exige que nós nos aproximemos d’Ele por nossa própria vontade. Na verdade, esse é nosso trabalho: mobilizar em nós as forças, os desejos, e o entendimento de que precisamos nos aproximar d’Ele. E nós mesmos não podemos fazer isso; nós só podemos pedir, exigir d’Ele que Ele nos traga para mais perto.

Para fazer isso, nós precisamos vir e trabalhar juntos para descobrir dentro de nós o desejo pela doação mútua. Nós precisamos recriar dentro de nós a forma desejada do Criador, a qualidade perfeita da doação. Nós temos que aspirar dentro do nosso grupo alcançar tal relacionamento entre nós, de modo que a força, que existe lá em ocultação, seja revelada. Isso significa revelar o Criador, conhecê-Lo, para nos apegar a Ele. 

Então, nós avançaremos e nos governaremos. Mas, da mesma forma que antes nós inquestionavelmente obedecíamos ao nosso desejo egoísta, sem mesmo pensar nele, agora nós desejamos obedecer ao Criador com a mesma devoção. Depois de todos as questões, desafios e análises, a despeito de nossas objeções e resistência, nós queremos ser completamente manejados por Ele e nos tornar Seus fiéis trabalhadores, como se diz: “O amor cobre todos os pecados”.

E a chave nesse processo é encontrar o ponto de dirigir ao Criador o pedido de mudança e de correção de nós mesmos cada vez. Nós não deveríamos procurar dentro de nós mesmos pelas forças e meios de nos tornar “justos”, fazendo “boas ações”.

Obviamente, é impossível alcançar a verdadeira oração de uma só vez, e nós temos que passar por muitas análises no caminho até ela. Mas, o obstáculo principal são os pensamentos da pessoa, de que ela é o mestre de suas ações e deve corrigir a si e o seu ambiente com suas próprias forças. Ela se esquece de que ela é meramente argila nas mãos do Mestre, e que “não há outro além d’Ele”, o Único que executou, executa, e executará todas as ações. E nossa liberdade de escolha, dada a nós para nos aproximar da perfeita doação, é somente pedir por essa qualidade, essa força, que reinará entre nós.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 27/07/11, Shamati #50

Se Não Há Resposta, O Pedido Era Falso

Dr. Michael LaitmanNós precisamos alcançar a revelação do Criador, e é por isso que nos foi dado o método da Cabalá, para alcançarmos essa revelação através de várias ações, exercícios e trabalho, que é todo o nosso esforço. O Criador é revelado a nós como a qualidade de doação e amor que se manifesta dentro de nós, isto é, em nosso desejo de desfrutar, nossa essência.

Como o nosso egoísmo material, em sua natureza, é completamente oposto ao Criador, à Sua doação, esse é exatamente o lugar para se aplicar esforços, assim como desejar receber a qualidade oposta à nossa natureza. Não há coerção na espiritualidade! Enquanto você não desejar que a qualidade de doação se vista em seu desejo, em sua substância, enquanto você não se importar com essa substância que você trabalha como a qualidade que se vestiu nela, de acordo com o ditado: “E a escuridão brilhará como a Luz”, isso não acontecerá.

Assim, nós temos que desenvolver dentro de nós um desejo verdadeiro de doar. Se ignorarmos isso, perdendo os momentos disponíveis e as oportunidades, então os estados, onde deveríamos revelar a necessidade da doação, se tornam revelados como sua ausência, mas na forma oposta mostrada em nosso egoísmo.

E se no meu estado atual, eu não tiver êxito, e por meu próprio livre arbítrio desejar a doação, isto é, que eu não mudei do desejo egoísta para a necessidade de alcançar a doação e revelar o Criador, então o desejo, que eu deveria transformar em um pedido ao Criador, é revelado a mim como sofrimento. Eu não realizo esse desejo corretamente, não trabalho nele, e não o transformo em uma oração por meus esforços. Isso acontece conosco em cada um dos passos.

Acontece que nosso único trabalho é substituir nossas necessidades egoístas pela aspiração à doação. A principal coisa é obter esse desejo, e todas as correções restantes virão do Alto. A cada hora esse desejo é revelado; ele deve ser examinado em todas as quatro fases. Quando eu alcanço a quarta fase com meus esforços, eu realizo esse desejo e entendo o que ele significa, o que eu quero dele e como posso implementá-lo. Eu conecto nele o Criador e faço um pedido para que Ele execute esse trabalho no meu desejo.

Isto é, quando eu chego à quarta fase do meu trabalho no meu desejo, eu me torno capaz de elevar a “Luz Refletida” (MAN) fora dele até Keter. E se eu alcanço tal pedido, isso significa que meu desejo foi corrigido, ele foi analisado.

E todos os pedidos anteriores foram enganadores e falsos, porque a necessidade de doar e o verdadeiro desejo por ela não foi revelado neles em sua profundidade. A conexão com a força superior não surgiu lá para pedir somente por uma coisa: a revelação da qualidade de doação dentro de mim. Ou seja, isso é chamado de “revelação do Criador pelas criaturas”, e não várias fantasias nas quais as pessoas acreditam, nas quais as pessoas imaginam o Criador como a força que existe fora de nós.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 26/07/11, Shamati #213

Um Círculo Feito De Inúmeras Linhas Retas

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, O Estudo Das Dez Sefirot, Parte 1, “Quadro de Perguntas e Respostas por Tópicos”, Pergunta 102: O que são as Sefirot de Igulim? Quando não há diferença acima ou abaixo entre as quatro Behinot (fases) no Ratzon (desejo), elas são consideradas como quatro Igulim (esferas, círculos), um dentro do outro, como cascas de cebola.

No princípio, na Luz do Infinito, não havia diferença entre acima e abaixo, devido à autoridade absoluta da força superior que governava o desejo de receber de forma completamente igual. Mas, tendo feito uma restrição e uma tela, e feito a expansão dos mundos desde o Alto até embaixo e o retorno das almas de baixo para cima, o desejo chega ao estado onde ele tem múltiplas qualidades, diferenças e peculiaridades, todas as quais se tornam fechadas num sistema integral. Assim, nenhuma diferença entre elas permanece.

Isso significa que no princípio, no mundo do Infinito no estado 1, o desejo era “circular” (Igulim), como ele é no final, no estado 3. Mas, no começo, o desejo não tinha distinções, uma vez que elas eram invisíveis e tudo parecia o mesmo. 

No fim, na correção final (Gmar Tikkun), também não há diferença. Tendo revelado nesse desejo um número enorme de qualidades, variedades e detalhes, nós unimos todos eles em um sistema integral, onde cada elemento é tão vital como o sistema inteiro. Assim, não há diferença entre eles!

Esse é outro tipo de “círculos” (Igulim) que contém um grande número de linhas “retas” (Yosher). Mas, essas conexões retas alcançam um estado onde elas se fecham num círculo.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 25/07/11, Talmud Eser Serfirot

Não Sei O Que Quero, Mas Quero-O!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por quê é tão importante que não haja conexão entre as minhas acções e a recompensa?

Resposta: Porque senão você não será capaz de atingir a doação e sair da sua natureza! Você deve exigir a recompensa acima da sua natureza, além dela, e construir-se em doação em prol da doação (Hafetz Hessed), sem pedir qualquer compensação para o seu ego.

É necessário estar em doação desinteressada, em Bina pura, acima de todas as acções, mesmo se dentro dessas acções e na forma como as executa, ainda esperar uma recompensa. De facto, é completamente impossível efectuar certas acções e não esperar qualquer recompensa para elas, permanecendo acima da análise egoísta.

É por esta razão, devido ao ambiente e utilizando todas as condições, que atingimos um estado em que exigimos do Criador que nos seja dada esta capacidade: não exigir a recompensa para nós próprios. Não sei como Ele o fará ou o que é; não faço ideia como executarei estas acções de doação, mas quero fazê-lo!

Nós estamos sempre desenvolvendo este pedido interiormente: do grau zero até ao final, o quarto, em cada fase, com cada análise. É assim como avançamos até atingirmos a verdadeira exigência que revela finalmente esta qualidade dentro de nós. E desse momento em frente começamos a perceber ao que se parece estar em doação – ao que se parece um verdadeiro milagre…

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/7/11, Shamati #50

Escapar A Qualquer Custo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Arvut (A Garantia Mútua)”: O mandamento de “amar ao próximo como a si mesmo”… não pode ser observado por um indivíduo, mas apenas através do consentimento de uma nação inteira. E é por isso que demorou até que eles saíssem do Egito, quando se tornaram dignos de observá-lo.

A medida plena do grande desejo do homem, bem como a medida plena de sua aversão aos outros têm que se manifestar dentro dele. A magnitude de seu desejo é o Faraó, a extensão de sua rejeição é o Monte Sinai, e a medida de sua aspiração direta ao Criador é Moisés. Assim, toda a história Bíblica do êxodo do Egito é descrita na alma do homem.

Até então, ele não precisa do método Cabalístico; ele não precisa de correções. Ele não se esforça pela atualização, não está pronto para ser “como um homem com um coração” com todos, e não pede ajuda do Criador.

Este grito está ainda por emergir no grupo, mas nós devemos chegar a ele. Então, nós descobriremos que estamos realmente lidando com um método aqui: o meio de corrigir o desejo.

Então, eles foram primeiro perguntados se todos da nação concordavam em realizar esse mandamento. E uma vez que concordassem com isso, eles receberiam o método.

Que pergunta é esta que é feita a todos? Na verdade, é o Criador perguntando a eles. E o que significa o consentimento deles?

Em outras palavras, um desejo, uma falta, que visem precisamente à correção devem se manifestar dentro do homem. “Você gostaria de corrigir a sua natureza para essa de doação ou não? Você tem certeza que é isso o que você quer? Você está pronto para se unir com os amigos? Você é incapaz disso, mas deseja a unidade ou não?”.

Aqui você precisa querer fugir do ego (o Faraó) a qualquer custo, mesmo que isso signifique atravessar o Mar Final (Mar Vermelho). “Escapar a qualquer custo”, isso é o que todos devem sentir. Se for esse o caso, então nós estamos prontos para nos unir e receber a força de união chamada de “Luz que Corrige”. Isso é o que nós chamamos “a entrega do método”, a entrega da Torá no Monte Sinai.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/07/11, “A Arvut (Garantia Mútua)”

Uma Ambulância Para Os Feridos No Caminho

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa “aumentar o próprio esforço no trabalho” quando você tem dúvidas sobre o professor e o Criador?

Resposta: Se você está tendo tais dúvidas, você não pode confiar no professor ou no Criador, mas deve procurar a ajuda do grupo! Você deve receber deles este apoio, ou seja, a importância da meta, do professor, e do Criador.

Quando você está tendo dúvidas, isto é, que você não pode inclinar a balança a escala de qualquer forma, você precisa de um esforço para inclinar a balança para a direção certa. Mas, onde você consegue isso? Ao se afundar em suas dúvidas? Isso não vai ajudá-lo a resolvê-las de qualquer maneira. É preciso compreender que neste estado, você pessoalmente não tem nada para se apoiar, mas precisa de uma força adicional.

Atualmente, você não pode receber essa força adicional do professor ou do Criador, porque você duvida deles. A única coisa que pode ajudá-lo é o ambiente, que transmite a sensação da importância da espiritualidade, a confiança, e a garantia mútua de que o professor e o Criador são importantes para alcançar a meta. E se você não presta atenção nos conselhos e instruções, você não avança, porque você está trabalhando com a sua razão egoísta que não deixará você ir em frente.

Portanto, o Rabash escreve que no grupo seus membros deveriam falar da grandeza do professor e do Criador, para que todos fossem impressionados com ele. Somente sob essa condição, você será capaz de continuar o trabalho.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 24/07/11, Shamati # 187