Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Súplica E Gratidão

Dr. Michael LaitmanNós temos dois estados com respeito à força que nos desenvolve: a súplica e a gratidão. O estado mais produtivo é a súplica. A gratidão é muito útil também, porque nela nós estamos em adesão com o Superior, e ao fazer isso nós acumulamos força para o futuro, para quando outra súplica vier.

Mas, a nossa revelação de que somos indivíduos independentes que se identificam com o Criador acontece precisamente durante a súplica. Um exemplo maravilhoso disso são os salmos do Rei Davi, que expressam absolutamente a atitude da criatura para com o Criador em todas as formas possíveis.

Por isso ele é chamado “Rei Davi” (“Malchut” significa “reino”). Essa é a força que revela e me tira (da palavra “Moshech”), razão pela qual a força que executa a correção final é chamada de Mashiach ben David (Messias Filho de Davi). Os salmos são a expressão do desejo completo da criatura em súplica e gratidão, em ambos os estados. Ao unir esses estados, nós nos atualizamos. Então, o desejo completo da criatura é revelado corretamente: como o Criador que existe e se veste nela.

Assim, todos os estados completos nos levam ao final, e o Pensamento da Criação que criou a criatura é agora revelado nela, na própria consciência da criatura. Nisto reside a única diferença entre o ponto inicial e o final do caminho. Do estado onde a criatura pouco sentia sua própria existência, como certo ponto desprendido do Criador, ela alcança seu próprio estado interior e compreende que existe em completa adesão com o Criador; ao mesmo tempo, ela é completamente independente.

Não há outra realidade senão o Pensamento da Criação. Não há outro processo senão aquele da criatura alcançar o estado no qual ela existe desde o começo. E cada vez a súplica precisa ser alcançada primeiro. Ela é as lágrimas das quais falam os profetas: “Minha alma chora na escuridão”, o estado mais elevado possível, quando o homem exige a força para alcançar seu estado verdadeiro fora da escuridão, antes que a meta da criação seja atualizada dentro dele.

Somente depois que ela seja completada nós chegamos à gratidão (melodia), na qual alcançamos uma adesão parcial com o Criador, até que cheguamos à completa realização e adesão.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 04/08/11, Shamati #18

Anjos Em Todos Os Aspectos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como devo me relacionar com a antipatia e o ódio, quando eles surgem não relação aos amigos no grupo, mas para com os de fora, que não estão conosco no caminho espiritual?

Resposta: Por que eu odiaria, de repente, estranhos que nada têm a ver com o meu caminho espiritual? Eu os vejo como anjos, sem livre-arbítrio. Se eles não estão no grupo e não têm livre-arbítrio, do que eu poderia acusá-los? Eles estão agindo como marionetes, seguindo ordens do Alto.

Isso não significa que eu deveria ignorá-los. Simplesmente, eu entendo que eles não agem com liberdade e independência. Em tudo o que acontece com eles, eu vejo a mão do Criador. Conseqüentemente, eu preciso trabalhar tanto “a favor” ou “contra”.

No que diz respeito às ações externas, eu preciso me relacionar com as pessoas na forma corrigida, tentando me certificar de que todos têm tudo o que precisam. Ou eu posso começar a trabalhar com eles e passar o conhecimento sobre a Cabalá para eles.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/07/11, Shamati # 26

A Cura Para Todos Os Problemas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como pode a leitura de um texto que eu não entendo me ajudar a conectar com o grupo ou desejá-lo?

Resposta: Por si só, a leitura do texto não é eficaz. O pensamento do que exatamente eu desejo é que ajuda. É como uma fonte de força.

Suponha que você recebe um remédio, e você cura o que você pretende curar com ele. O medicamento afeta o corpo inteiro, e você tem que decidir exatamente o que você quer tratar, seja a perna, braço, cabeça, ferimento, ou o que quiser. O medicamento em si é universal.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/07/11, O Zohar

Pensamentos Perturbadores: O Alimento Para A Alma

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o propósito dos pensamentos perturbadores que vêm durante a leitura d’O Livro do Zohar e impedem que eu me concentre nele?

Resposta: Tudo isso é dado pelo Alto, e nós não sabemos porque temos estes ou outros pensamentos de uma forma ou de outra, ou porque eles são necessários. Nós podemos fazer várias análises, mas nunca descobriremos o motivo real deles.

Os pensamentos podem ser muito obsessivos, e, de repente, podem desaparecer e nunca mais voltar. Eles podem vir de assalto; agora eu penso numa coisa e, em seguida, em outra coisa. Obviamente, eles são necessários. Afinal, a alma está crescendo com base nesses pensamentos.

Portanto, nós devemos levá-los em conta, isto é, entender que tudo isso vem do Alto, e que não há coincidências. Nós recebemos as condições do Alto e com base nelas devemos crescer.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/07/11, O Zohar

Você Recebe O Que Você Pede

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa que “Acima, eles sempre concordam com a escolha da pessoa quanto a que grau espiritual ela deseja alcançar”?

Resposta: Acima, eles sempre concordam com o quão alto a pessoa quer subir, quais  são seus desejo e intenção. O Criador estabelece a lei e não a muda, como está escrito: “A lei é fixa e não pode ser quebrada”. Ele cria o desejo de desfrutar, e essas duas forças, de doação e recepção, começam a trabalhar no universo. E é o ser criado  que define o equilíbrio entre elas.

A força de doação que vem do Criador é absoluta, ilimitada e invariável. O Absoluto não pode mudar; Ele está sempre pronto para servi-lo. Até que ponto? Ele está pronto para servi-lo o quanto você quiser, mas apenas na medida em que você queira isto.

Em outras palavras: “O superior sempre concorda com as decisões do inferior”. O Criador não interfere em nossas decisões; na verdade, tudo é feito exclusivamente por Ele, mas porque você O ocupa. Ele faz tudo, mas sempre conforme sua exigência. É como se você sempre estivesse escrevendo e enviando suas exigências a Ele: Faça isto ou aquilo, para o beneficio ou detrimento – e é assim constantemente. Ele realiza tudo.

É dito: “A loja está aberta, e a mão está escrevendo”, ou seja, que nós entramos na Sua loja e pegamos qualquer coisa que desejamos a crédito, independentemente se desejamos ou não restituir. Esta é a forma como o Criador criou o universo: Ele trabalha de acordo com a lei do amor absoluto e doação. Em qualquer nível que você esteja, “a favor” ou “contra” esta lei, você vai se sentir em conformidade. Esta diversidade de sentimentos o fará avançar.

Se você agir conscientemente, a fim de alcançar a doação, a lei irá afetá-lo positivamente, e você sentirá cada vez menos diferença entre ela e você. No entanto, se você não quer se aproximar dela ou se move você se afasta ainda mais, você se sentirá cada vez pior. Mas este sentimento ainda o forçará a voltar.

No entanto, por parte do Criador, não há mudança. Afinal, se Ele pudesse mudar, Ele não seria chamado de Absoluto, visto que isto significaria que Ele poderia ser melhor ou pior. Portanto, é dito: “Eu não mudei meu HaVaYaH“, isto é, “a lei é fixa e não pode ser quebrada”.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/07/11, Shamati #61

Passando O Bastão Do Despertar

Dr. Michael LaitmanNos artigos “A Entrega da Torá” e “A Garantia Mútua”, o Baal HaSulam explica que a regra de “amar ao próximo como a si mesmo” é a fórmula da nossa correção. Nós só conseguimos nos corrigir na conexão com os outros.

Por outro lado, sem esta conexão, você não tem a oportunidade nem o lugar para a correção. O que pode fazer uma pessoa privada da conexão com os outros? É exatamente por isso que ocorreu a quebra e a inclinação ao mal foi criada, de modo que acima dela, estendêssemos nossos laços uns com os outros. Isso é tudo o que é exigido de nós.

No primeiro estágio, nós nos unimos como ensinou Hillel, o sábio: “Não faça ao amigo o que é odioso a você”. Depois, nós vamos para o que o rabino Akiva aconselhou: “Ama ao próximo como a si mesmo”. Assim, nós chegamos ao final da correção e percebemos a nós mesmos de acordo com o Pensamento da Criação.

“A Torá”, o método de correção, nos é dada se concordamos em nos tornar como “um homem com um coração”. Com este método, através do trabalho em grupo, nós podemos exigir a correção da força superior, a Luz, ou o Criador.

Basicamente, o processo de correção pode ser chamado de conquista da garantia mútua, que é certa conexão entre todas as almas. As “almas” são os desejos de doar nas pessoas. Se as pessoas criam um vínculo e desejam doar umas para as outras, a forma dessa conexão é chamada de “garantia mútua”.

Há pessoas no mundo cujo desejo se acende com uma centelha, uma semente de desejo altruísta. Se elas se unem para inflar estas centelhas em todas elas, se elas se apoiam e se ajudam para aumentar as forças de germinação, a fim de se ligar, elas formam um sistema que preenche as condições da garantia. Neste sistema interligado e integrado, todas elas são como “um homem com um coração”, de acordo com a condição na qual elas haviam recebido o método.

Assim, elas alcançam a qualidade da garantia mútua, e nela é revelada a força superior. Foi especificamente esta força que lhes deu o desejo, plantou as centelhas e presenteou-as com o método de correção que permite que os amigos se tornem semelhantes a ela em qualidades. Ela é revelada neles precisamente de acordo com a magnitude dessa equivalência.

Assim, no trabalho coletivo de corrigir o mundo, algumas pessoas despertam antes de outras. Essas pessoas aspiram a corrigir-se, para alcançar a união e a garantia, a fusão entre elas e, consequentemente, mesclar-se com a força superior. Elas aspiram diretamente ao Criador (Yashar El) e querem realizar o seu desejo em sua relação, bem como todas juntas diante Dele. É por isso que elas são chamadas de Israel, pois são especiais e devem dar o exemplo, como uma força de educação para o resto do mundo.

Em todas as outras pessoas essa centelha (o impulso de doar) não emerge de dentro. Somente as tristezas da vida as farão perceber a necessidade da auto-correção, mas ainda assim elas não podem abrir mão daqueles que são chamados de “Israel”, aqueles que alcançam certo grau de conexão, que implementam o método da correção. É por isso que no final do artigo “A Garantia Mútua”, o Baal HaSulam cita a Bíblia, que os filhos de Israel devem se tornar o “reino de sacerdotes” e uma “nação santa”. Os sacerdotes não têm posses: eles só nutrem o povo, o ajudam e organizam.

Assim, nós, os que anseiam ao objetivo da criação, temos que entender que transformando-nos em doação mútua, estamos apenas nos preparando para o trabalho real, para a doação ao mundo. Este é o nosso destino, e por isso fomos despertados antes dos outros.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/07/11, “A Paz”

A Condição Da Liberdade Absoluta

Dr. Michael LaitmanO Criador criou tudo para dar prazer ao homem. Mas nós precisamos de um vaso (desejo) para receber o bem que Ele quer dar. Ele queria dar o prazer que Ele desfruta por Si mesmo: a doação. Não há outro prazer no mundo!

No entanto, para nós sentirmos esse prazer, nós precisamos ter a qualidade oposta, a falta de satisfação, porque o oposto do desejo de doar é o desejo de receber prazer. É por isso que o Criador cria o desejo de desfrutar, uma criatura artificial que não existia antes, como uma impressão inversa de Si mesmo.

Agora, a criatura sente essa oposição em si mesma. Por um lado, ela considera que é possível apreciar a satisfação do seu desejo. Mas depois ela faz uma análise e começa a desejar doar. Ou seja, ela já não procura a satisfação.

A doação não é a realização, mas a qualidade, o desejo de dar. Na doação, a pessoa não fica satisfeita com o que recebe em troca, mas a própria ação de doação torna-se a satisfação para ela. Enquanto que na recepção, a ação é separada da satisfação. E quando a satisfação entra em mim, eu me sinto satisfeito. Isto é, o meu desejo e a realização são duas coisas opostas, e eu preciso trabalhar duro para receber satisfação, uma vez que ela é oposta a mim.

No entanto, na doação eu preciso apenas sentir o desejo do outro e satisfazê-lo. Essa própria ação, em relação ao outro a quem eu satisfaço, torna-se a minha realização. Eu não espero receber qualquer recompensa em troca. O meu prazer está na ação de dar.

Devido a esta diferença, a pessoa que trabalha com a recepção sempre tem que verificar e avaliar: quanto eu dei, e quanto eles me pagarão? Porque o pagamento não depende de mim, mas do outro, do quanto ele gostaria de me pagar. Mas se eu trabalho na doação e quero apenas isso, eu não dependo de ninguém e posso decidir onde está o meu limite!

Portanto, a pessoa que anda no caminho da doação estabelece para si mesmo até que ponto ela quer estar nele. E o Criador concorda com ela! Existe apenas uma lei geral de doação e amor, que engloba e preenche toda a criação. Não houve restrição ou proibição de doar! É por isso que cada criatura pode decidir por si mesma em que nível ela quer estar em relação a esta qualidade, o pensamento, a intenção de doar.

Aqui pode haver o cálculo do quanto eu fiz e quanto serei pago. Não há razão para temer que se eu fizer menos, eu receberei menos. Eu estou nesta lei geral de doação mútua, envolvendo todo o universo e preenchendo-o, como “não há outro além Dele”. Eu me estabeleço no grau que quero estar. De acordo com este grau, eu experimento a revelação ou a ocultação de minha capacidade de doar, e, de forma eu desfruto.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/07/11, Shamati # 61

Um Detector Para Revelar O Criador

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar fala sobre as conexões entre nós, porque não há mais nada para se falar em toda a realidade. A realidade é única. Nós estamos dentro da Luz, do Criador e temos que revelar o nosso verdadeiro estado.

Na medida em que tentamos revelá-lo, temos a sensação de escuridão interna, a qual podemos dispersar, abandonar com a ajuda de esforços mútuos na conexão entre nós. Com estes esforços mútuos, ajudamos a Luz a se tornar revelada.

É exatamente isso o que nós temos que fazer. Não há nada além de nossos esforços, o desejo, a preocupação, o pedido e a aspiração pelo estado de revelação. Então, qual é o problema? O problema é que desejar esta revelação significa desejar o estado que é oposto a nós. Nós nos encontramos entre duas aspirações: a atração natural para nós mesmos, e a aspiração artificial exterior, para fora de nós.

Portanto, através de esforços diferentes, por qualquer meio possível, eu tenho que ser inspirado pelo ambiente e atingir um estado onde a aspiração para fora se tornará mais importante para mim do que a atração natural para mim.

Se eu sou capaz de adquirir essa importância com a ajuda dos esforços e o pedido pela Luz, para que ela se torne revelada e me ajude, isso significa que sou capaz de revelar a conexão entre nós. Conforme eu revelo esta conexão, eu revelo a Luz, o Criador. Isso porque a Luz se revela dentro de nossa conexão, mas eu não posso revelá-la: falta-me o detector.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 1/08/11, “O Zohar

A União É Uma Caixa De Jóias Com Um Segredo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós temos a base da correção: a pergunta sobre o sentido da vida. Que base as massas possuem?

Resposta: Nós atribuímos a nossa pergunta sobre o sentido da vida diretamente à falta de união. A Luz se manifesta na união, e, portanto, nós que cuidar particularmente da nossa união. Acontece que o sentido da vida para nós é estarmos conectados uns com os outros.

Quanto aos outros, para eles o sentido da vida ainda ocorre em vários objetivos egoístas. Na primeira fase, eles devem entender que o meio para alcançar esses objetivos é a união. Ao tornarem-se unidos, eles conseguirão o que querem.

Então, no caminho eles começarão a entender, a perceber: “Habitação a preços acessíveis é importante, mas a união é mais importante”. Então, eles chegarão à correção.

Nossas explicações começam do ponto em que a união deve ser usada como meio apropriado para se ter sucesso na vida. Assim, fica claro que estamos falando da melhor e mais importante ferramenta que temos. Na linguagem da Cabalá, esta intenção é chamada de “Lo Lishma“: nós queremos usar o poder da nossa união para fins egoístas.

Então, ao começar a apreciar a união, nós encontramos na conexão entre nós um “valor adicional”, o que por si só fornece um status especial e incomparável, um sentimento sem precedentes. Assim, nós revelamos a “adição” na união: de repente começamos a gostar de cuidar um do outro; encontramos um charme único na doação mútua, na garantia mútua.

Este prazer da doação mútua é o próprio prazer que o Criador originalmente desejou nos dar no Pensamento da Criação. O Baal HaSulam escreve sobre isso no livro Ohr Bahir (Livro da Iluminação), que o propósito da criação é trazer prazer às Suas criaturas através da Luz da doação mútua entre elas e o Criador.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/07/11, “A Paz”

Vamos ligar a luz

Pergunta: Costumamos dizer que temos que jogar um relacionamento correto no grupo. O que é este jogo?

Resposta: O jogo estimula o nosso avanço. Nós atribuímos o jogo para as crianças porque elas crescem e passam por estágios de desenvolvimento. E, portanto, aqueles que não jogam mais, não se desenvolvem mais.

Toda vez que eu me definir em um estado atual, examiná-lo e ter uma idéia certa para mim, esta imagem do futuro que eu gostaria de estar, esta transição de um estado para outro, é chamado de jogo. Estou jogando para estar nesta próxima imagem, para adquirir esta forma.

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