Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

A Meta Do Grupo

Dr. Michael LaitmanNós nos reunimos para estabelecer as bases do grupo para os interessados em aprender as leis da natureza e segui-las. O nosso desenvolvimento representa um caminho que nos permite subir do desenvolvimento inconsciente, sob a pressão das forças da natureza no nível animal, e chegar ao nível do desenvolvimento consciente apropriado ao nível humano. A diferença entre o desenvolvimento animal e o desenvolvimento no nível humano está na compreensão do processo do nosso desenvolvimento natural e a sua realização consciente.

A essência do nível humano é que em vez de se desenvolver sob as forças imperiosas da natureza, a pessoa estuda as leis da natureza e as segue conscientemente. Assim, ela ganha duas vezes: ela se move por própria vontade e rapidamente, sem sofrer golpes, e de bom grado aceita todas as mudanças dentro de si. Ela penetra as leis da natureza e se torna mestre de seu destino.

Deve ficar claro que a causa de todo o nosso sofrimento é a nossa falta de compreensão das leis da natureza com respeito ao indivíduo e a sociedade. Nós estudamos e somos capazes de entender a natureza em seus níveis inanimado, vegetal e animal, mas já que estamos no nível humano, não podemos compreender este nível, isto é, a atitude da natureza em relação a nós. Nós podemos estudar apenas o que está no nível abaixo de nós.

A natureza é integral, plena, e gradualmente desenvolve todas as suas partes, incluindo nós, a este estado. Até agora, nós estávamos nos desenvolvendo de uma progressão simples, linear e egoísta, obedecendo instintivamente as ordens da natureza dentro de nós. No entanto, recentemente, nós concluimos a fase do nosso desenvolvimento linear e egoísta, e ainda devemos nos tornar, individualmente e em conjunto, semelhantes à natureza integral. O objetivo da nossa evolução natural é aprender a essência da natureza, o seu programa e propósito.

Ao estudar as leis dos sistemas integrais e analógicos, nós reconhecemos que isso significa a nossa união completa numa única sociedade, de doação mútua e amor. Nós percebemos que isso é completamente oposto ao nosso egoísmo, a natureza na qual fomos criados. Nós queremos apenas satisfazer nossos desejos pessoais. Isso é oposto à interconexão completa que temos que alcançar de acordo com o plano da natureza.

Ao unir, apesar do desejo egoísta de todos, através de nossas ações de doação mútua, nós estamos construindo um modelo que é semelhante à natureza, a sua qualidade de dar e satisfazer suas partes. Através de nossos esforços de doação mútua e amor, nós deixamos para trás o impacto das duras forças motrizes do desenvolvimento e avançamos à meta: completa integração e equivalência com a natureza.

Nós podemos nos orgulhar de que evoluímos de forma consciente, sem fugir dos golpes como um animal, mas atingindo a força que nos governa. Isto nos eleva ao mais alto nível da natureza, à sua realização completa, para sermos preenchidos com sua força superior e bondade.

Embora não tenhamos alcançado a meta, temos o desejo de alcançá-la. Isso também deve ser importante para nós, apesar de ainda estarmos no início do caminho. No entanto, nós esperamos poder alcançar esta meta elevada.

(Com base no artigo do Rabash “Propósito da Sociedade (1)”

Ser Forçado A Amar

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que devo eu fazer com o ódio para com os meus amigos que revelo no meu caminho espiritual?

Resposta: Aprenda com os autores do Livro do Zohar. Reunindo-se de forma a se “ocuparem com a Torá”, isto é, para descobrir o Criador, eles sentiram primeiro o ódio para com cada um deles. Este foi o resultado do grande trabalho de conexão que fizeram anteriormente. Cada vez um novo estado, um novo desejo de receber, uma nova Reshimo (gene informativo) foi-lhes revelado – e todos sentiram isso como corrupto: “Odeio os outros e amo-me a mim próprio, quero tudo para mim próprio”.

Esta é a preparação correcta: a revelação de novas condições que tenho de corrigir agora. Primeiro descubro a corrupção e depois trabalho na correcção, para a qual preciso da Torá. É dito: “Eu criei a inclinação ao mal, e criei a Torá como tempero”. Quando a inclinação ao mal é revelada, eu posso dirigir-me à Torá pedindo ajuda.

Se você não descobre o mal desde o início, você não alcança a Torá tampouco. Neste caso você não aprende o método da correcção, mas a teoria. A “Torá” é a Luz que Reforma que você atrai das escrituras dos Cabalistas na medida em que você descobre o mal dentro de si e sofre porque você não o quer. Isto porque você anseia pela doação, e o mal que lhe é revelado perturba-o por não o deixar atingi-lo. Não é que lhe traga infortúnios ou azar nesta vida; impede-o de alcançar a doação em particular.

Portanto a preparação para a lição é a coisa mais importante, como Baal HaSulam escreve na “Introdução ao Estudos dos Dez Sefirot”, item 17. É assim como a pessoa deve abordar o estudo. Onde quer que a pessoa estude você pode verificar: alcançaram eles o reconhecimento do mal? Eles não batem apenas no peito e confessam, mas descobrem realmente o mal neles?

Uma pessoa não descobre isto em relação aos seus vizinhos, colegas, ou membros da família, mas apenas em relação aos amigos, quando ela os detesta em vez de amá-los. Ela tenta conectar-se a eles com todo o seu coração, com toda a sua vontade, mas não consegue. Em vez disso, ela sente o quão odioso e repulsivo é simplesmente esse pensamento.

Não há maior rejeição e desaprovação – afinal de contas, é como se você fosse forçado a amar. Chega-se a sensações muito difíceis. É quando você deve empenhar-se na Torá, isto é, no método de correcção.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/3/12, “Introdução ao TES”

Um Medicamento Para O Dia Inteiro

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que uma pessoa pode fazer durante a leitura do Livro do Zohar, a fim de ficar em contato com o grupo durante todo o dia?

Resposta: Você recebe certo medicamento de manhã, uma injeção. Suponha que eu tenho pressão alta. Eu tomo um comprimido de manhã para que eu possa me sentir bem o dia inteiro. A pílula faz o seu trabalho porque trabalha no mesmo nível: inanimado, vegetal e animal.

Por outro lado, o nosso desenvolvimento espiritual depende dos nossos esforços. Minha cura depende da minha participação. Por quê? Porque graças a cura, a partir do nível animal, eu atinjo o nível humano (do homem).

Então, não basta tomar uma “pílula” de manhã, por exemplo, meia hora antes de ler O Livro do Zohar, quando estou muito entusiasmado e comovido até as lágrimas pelas fortes emoções. Não é o suficiente. Eu tenho que organizar uma programação diária para que eu possa estar sob esta influência o resto das 23,5 horas.

Em nosso mundo, a pílula tem um efeito sobre mim por 23,5 horas se eu a ingerir por meia hora. Gradualmente, à medida que os sucos digestivos são extraídos, a pílula libera todas as substâncias que contém de modo que estas são absorvidas pelo corpo durante várias horas.

Nos temos que fazer o mesmo. No entanto, a pessoa não pode fazer isso porque ela está constantemente em seu nível, enquanto aqui, ela tem que estar entre os dois níveis. Dois níveis, como diz O Zohar, são as letras “Hey” superior e “Hey” inferior. O “Hey” superior é Bina que age em mim, e eu sou Malchut, o “Hey” inferior. O que deve estar entre nós? O Criador.

Então, eu tenho que colocar o Criador diante de mim, o que significa que todos os despertares que minha Malchut sente, o meu desejo, como resultado de receber meia hora de “infusão”, toda a sua preparação potencial para a correção, tudo deve ser revelado praticamente durante as 23,5 horas. Eu tenho que ajudá-la tentando não me separar do objetivo: “Israel (aquele que anseia pelo Criador), a Torá (a Luz que as reformas), e do Criador são um”. Para isso eu recebi a injeção.

Claro, eu só posso fazê-lo com a ajuda do grupo em que estamos em um pensamento e, portanto, influenciamos uns aos outros. Não há outra escolha. Uma pessoa não pode fazê-lo por si mesma. Mesmo que ela escreve milhares de memorandos e os coloque em toda parte, ela não vai vê-los. Mesmo que ela pegue um servo para lembrá-la, ela não vai ouvi-lo.

Isso só é possível na forma que está acima dela, quando a força que a obriga a ouvir, isto é, para estabelecer uma conexão entre as duas letras “Hey“, vem até ela. Você só pode fazer isso no grupo.

Portanto, a garantia mútua é expressa quando você está nessa atividade, na absorção do medicamento que já está dentro de você. Se você o engolir e não usá-lo, é como se você recebesse veneno de uma cobra, porque todo remédio é veneno. Não é por acaso que o símbolo da medicina é uma cobra enrolada em torno de um copo de veneno.

Se você não usar esse meio corretamente, ele se torna a poção da morte. Então, você vai descobrir isso através do sofrimento e não da Luz. Esta é a mecânica, e ela deverá funcionar desta maneira. Não há nada aqui exceto as leis da natureza.

Esta é a raiz de todos os erros que as pessoas fazem ao longo de suas vidas e ao longo da história humana. Você poderia escrever romances inteiros sobre o assunto, mas a humanidade já não tem tempo para lê-los…

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/03/12, O Zohar

Sal E Pimenta No Trabalho Espiritual

Dr. Michael LaitmanMesmo quando a pessoa finalmente começa a ouvir o que está sendo dito sobre os diferentes tipos de doação que precisam ser alcançados, ainda há uma grande diferença em qual doação ela quer desfrutar. Então, é importante com qual doação ela quer dar alegria – mudanças também ocorrem lá. Afinal, ela começa a entender que existe a doação egoísta.

É isso que nós revelamos no grupo. Nós gostamos de ficar juntos, isso levanta nossos ânimos e nos sentimos inspirados. Portanto, porque não nos unir? Além disso, nós pensamos que isso nos ajuda a avançar espiritualmente. Mas vamos pensar: em direção a que nós estamos avançando? Ao prazer, mesmo que pareça ser devido a doação! Este prazer já é espiritual ou ainda não?

No entanto, em ambos os casos, nós nos esforçamos e a Luz nos afeta, esclarecendo os nossos desejos. Como consequência, nós começamos a entender melhor os diferentes tipos de recepção e doação – para quem eles são realizados – até que finalmente começamos a perceber novos sabores, o que acontece somente com a ajuda da Luz que Reforma, apenas pelo esforço do grupo.

Agora, a pessoa é capaz de distinguir os “temperos fortes” dos “alimentos” em si. Por um lado, ela precisa de seus desejos para receber como “tempero”. Mas, por outro lado, elanão os aprecia, exceto o verdadeiro “alimento”, cujo sabor eles revelam – seu grau de doação. Um é construído sobre o outro.

E não é preciso muita pimenta, sal ou mostarda para realçar o sabor dos alimentos, mesmo que você não possa viver sem eles. O mesmo acontece com os nossos esforços para acrescentar nossa própria aspiração ao trabalho da Luz. Ela não precisa ser grande; um grande esforço não é exigido de nós. Mas esse esforço é necessário e isso nos ajuda a “encontrar”.

É por isso que precisamos tentar avaliar todos os estados que experimentamos: se os nossos estados são realmente espirituais e representam avanço espiritual? Ou talvez sejam aditivos com sabor oposto: pimenta, sal e mostarda, e não o sabor da Luz e doação. Estes aditivos ajudam a separar a forma de doação, a Luz que vem até nós, em seu pano de fundo: a forma que é esperada de nós pelo Alto.

Mas este trabalho é muito importante, porque é necessário para a preparação dos vasos espirituais. O nosso trabalho é nos esforçar, o que leva a uma “descoberta”, como está escrito:. “Eu trabalhei e encontrei”. Esse é o princípio fundamental no avanço espiritual.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/03/12, Shamati # 117

A Coisa Mais Importante É Abrir Os Olhos

Dr. Michael LaitmanA correção ocorre do mais fácil para o mais difícil. No entanto, tal correção parece difícil para nós em todos os graus, e não conseguimos imaginar nada maior e mais difícil. Cada pessoa percebe de acordo com seu próprio grau.

No entanto, se olharmos toda a escada espiritual, é certo que quanto mais alto subimos, mais difíceis são os desejos com que trabalhamos. Mas, com a experiência que a pessoa recebeu e os desejos parcialmente corrigidos que já alcançou, é mais fácil para ela superar estas dificuldades e avançar.

Está escrito que “a sabedoria vem com a experiência”. Assim, nós percebemos as correções com mais facilidade; elas se tornam mais claras para nós. A chave é conquistar o primeiro grau. A coisa mais difícil é abrir os olhos.

Esperemos poder realizar isso muito em breve. Isso depende do mundo e de nós, pois somos inseparáveis ​​um do outro.

Da Preparação para a Lição 09/03/11

Os Antepassados: Ontem E Hoje

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Arvut (Garantia Mútua)”: Na verdade, não há disputa aqui, porque todo mundo admite que, para começar, basta iniciar com uma nação… para o início da correção do mundo. Sem dúvida, a pureza física e a exaltação mental dos nossos Santos Patriarcas muito influenciaram seus filhos e os filhos dos seus filhos, e a sua justiça refletiu sobre essa geração, cujos membros assumiram aquele trabalho sublime, e todos disseram claramente: “Faremos e ouviremos”. Por isso, fomos escolhidos, por necessidade, para ser o povo escolhido dentre todas as nações.

Nós estudamos o sistema geral que decorre das quatro fases de expansão da Luz Direta. A Luz age sobre o desejo que ela criou como “existência a partir da ausência” e, inevitavelmente, o desejo se desenvolve através das quatro fases. Apenas na última fase ele se sente separado da raiz, da Luz, e neste estado percebe a raiz como aquela que doa, e a si mesmo como um receptor.

Como resultado desta sensação de separação, a oposição em atributos, o desejo se restringe e executa alterações internas a fim de se assemelhar à raiz. A raiz lhe dá o sentimento de auto deficiência que vem do mal e da baixeza de receber, e assim o desejo quer mudar a si mesmo e se parecer com sua raiz.

As quatro fases criam a matriz de Yod-Key-Vav-Key (HaVaYaH), ou o “nome do Criador.” Isso significa que o Criador imprime Seu nome, Sua ação, na matéria, ou seja, no desejo do ser criado.

Todo o nosso desenvolvimento ocorre seguindo o formato de Yod-Key-Vav-Key, através das quatro fases e sua raiz, ou através dos cinco mundos. Em cada um existem cinco Partzufim, e cada um é dividido em cinco Sefirot, um total de 125 graus.

Os cinco estágios gerais do desenvolvimento são divididos de acordo com a Aviut (profundidade, “espessura”) do desejo, do nível da raiz (zero) até a quarta fase, ou em cinco Sefirot: Keter, Hochma, Bina, ZA e Malchut, ou cinco Partzufim: Galgalta, AB, SAG, MA, e BON, ou cinco mundos: AK, Atzilut, Beria, Yetzira, e Assiya. Em suma, o formato de HaVaYaH envolve tudo, e não há mais nada, na realidade, exceto estas cinco partes do desejo de receber. O Criador também está dentro.

Assim, a última fase, Malchut, que precisa de correção, também inclui cinco fases que são corrigidas de forma gradual, começando com a “ponta do Yod“. Os níveis que nos antecederam são chamados de “antepassados” e “filhos”. E nós viemos deles. Esta é a ordem da correção dos vasos.

Na verdade, o nível dos antepassados ​​começa a partir de Adão, que foi o primeiro a descobrir o Criador. Depois vieram as almas que não pertencem a este mundo, apesar de chamá-las de Abraão, Isaac, Jacó, e assim por diante. É uma questão de numerologia, visto que o nome reflete o nível que a alma atingiu na sua correção.

Nós viemos depois de todas essas almas dos níveis de HBD e HGT, e nós pertencemos aos graus de NHY. No geral, todas as almas compõem o desejo geral, e assim, em nosso estágio, devemos ver a continuação dos níveis anteriores. Nosso pequeno nível também é dividido em três partes correspondentes: HBD, HGT e NHY. Nesta rodada somos os pais com relação ao último grau, a última geração.

Portanto, nós estamos conectados aos antepassados, ​​porque todas as Sefirot correspondem umas as outras e estão conectadas. Pelo fato de pertencermos ao nível dos pais, é difícil para nós sermos corrigidos. Afinal, não se trata apenas de algo que existe; pelo contrário, nós temos que nos elevar em mente e coração, em consciência e compreensão, numa clara realização, e numa ação em grande escala, finita e perfeita.

Assim, nós devemos ser gratos porque tivemos o privilégio de sermos os primeiros. Sim, não é fácil. Existem pessoas no mundo que preferem um “lugar tranquilo” e pouca responsabilidade, mas há aqueles que querem espalhar o nome do Criador pelo mundo. Não há nada que possamos fazer, não depende de nós; no entanto, devemos ser gratos por termos recebido um papel tão especial, do qual devemos nos orgulhar. Você pode ser um agricultor, por exemplo, e, simultaneamente, disseminar a sabedoria da Cabalá.

Há muitas interrupções ao longo deste caminho difícil, que são especialmente voltadas para nós. Será muito mais fácil para os outros. Nós vamos construir escolas, creches, e diferentes sistemas para o novo mundo: os sistemas de indústria, gerenciamento, governo e saúde, e as pessoas vão animar tudo isso.

Mas somos nós que alcançamos o Criador plena e totalmente, não como os antepassados ​​no passado. Eles só tinham a Luz de Nefesh, enquanto nós atingimos a cabeça do nível dos maiores vasos de NHY, a essência do Pensamento da Criação. Isso ocorre porque a sabedoria da Cabalá começa com a pergunta sobre o significado de nossas vidas, sobre conhecer o Criador, sobre alcançar o Divino. Tudo isso é revelado em nosso nível.

Da Convenção de Arava 25/02/12, Lição 7

Capturadores de Intenção

Reunimo-nos aqui para “capturar” a nossa intenção e não deixá-la escapar, mesmo que por um segundo. É o que se chama o homem, a cabeça, o esclarecimento. O resto não é importante. Se mergulharmos nesta análise mais e mais profundamente, nós, de repente, vamos sentir que existimos no espaço comum. Um deles é melhor, outro é pior, mas não importa. Mais importante – todos nós estamos em um campo coletivo e esclarecemos a nossa intenção juntos.

Cada pessoa pode estar em seu próprio estado, mas quando todas analisam a sua intenção, a oração interior surge acerca de como esclarecê-lo melhor e de uma forma mais inteligível. Se minha intenção é egoísta ou de doação em relação a onde eu olhava, ao que eu disse, ao que eu cheirava, em como eu estava sentado, ou o que eu fiz – tudo, absolutamente, em todos os níveis. Pode chegar a um ponto em que começarei a sentir como o sangue corre em nossas veias, como o sistema nervoso e outros trabalham dentro dos nossos corpos.

Uma pessoa verá a criação inteira de dentro para fora, tão transparente, e vai perceber que tudo está trabalhando por uma questão de recepção egoísta. Enquanto ela, vendo isso, quer clarificar  o que “por causa da doação” pode significar.

Como resultado dos esforços para esclarecer a intenção, começamos a sentir o grupo. E então cada esforço individual acrescenta-se ao resto-na clarificação da intenção e desejo de alcançar a qualidade de doação. A intenção de doar não pode ser particular, individual. Ela está sempre conectada com as idênticas  intenções das outras pessoas.

Assim, nesta intenção de doar, na aspiração em direção a ela, de repente começamos a sentir que não estamos sozinhos. Próximo a mim estão enormes forças que, de repente, eu noto grandes fontes de doação: as almas dos cabalistas de todas as gerações. Eu me sinto como uma criança que quer se juntar a eles:  Para agarrar a suas mãos para que eles possam me elevar, assim como um adulto leva uma criança pela mão, dirige e a ensina. [Leia mais →]

Os Guias da Última Geração

Baal HaSulam, “A Paz”: Ao estudar a ciência da Cabalá com a intenção altruísta, o povo de Israel deve preparar-se bem como todos os habitantes do mundo, até evoluirem para assumir este trabalho do Alto, de amor pelos outros, que é a escada em direção ao objetivo da criação, adesão com o Criador.

Isso não depende de nós, mas da raiz da alma. Por um lado, somos uns enormes egoístas com um desejo grosseiro e cruel, e é por isso que somos corrigidos na última geração, por outro lado somos caracterizados por um excelente fenômeno, o mais puro Reshimot (genes informacionais), e portanto, nós pertencemos à cabeça da última geração.

Esse antagonismo, essa contradição nos leva à formas extremas, em comparação com todas as outras gerações: Próximas a nós, era mais fácil, para elas, revelar o Criador, alcançar a doação e unidade. Elas tinham uma afinidade para compreender isto que não provocou tantas rejeições e distúrbios. Talvez, elas experimentaram mais problemas materiais, mas menos obstáculos espirituais.

Além disso, não temos outra alternativa. Nós não escolhemos a nossa tarefa. De qualquer forma, a fim de guiar o mundo, compreendê-lo completamente, e levar todos os seus habitantes em direção ao objetivo da criação, temos que saber todo o sistema do universo, todo o programa do Criador, e sermos capazes de realizá-lo com todas as almas que serão abertas agora e depois de nós.
[Leia mais →]

Armadilhas feitas pelo Egoísmo

Pergunta: Onde está o grupo nos eventos de Purim, na história de Hamã e os Amalequitas?

Resposta: Você encontrará seu Mordechai, seu Hamã, e tudo aquilo que impede você de ligar-se com o grupo e, através disso, agradar ao Criador: com o grupo.

Primeiro de tudo, é necessário encontrar a direção para o Norte, para descobrir, você tem essa mesma atitude interna com a qual você se esforça para agradar ao Criador? Será que você descobriu este ponto em você, o mais fraco e muito delicado desejo interior? Você tem?

Mas se você não tem isso, não é terrível, ainda virá. Será revelado através da Luz que Reforma e, eventualmente, você começará a sentir como se de alguma forma pertencesse ao Criador. E, acima de tudo, precisamos encontrar essa aspiração em nós, que determina a direção principal, e isso só pode ser feito com a ajuda do grupo.

Por esta razão, tudo o que fazemos no grupo, com os nossos amigos, todos os nossos encontros tudo, deve ser feito com a finalidade de pelo menos nos aproximar para agradar ao Criador. E quando não agimos com essa finalidade, seremos nada além de “uma reunião de tolos.”

Isso porque o fato da unidade em um grupo ainda não significa nada. É um fato que, quando grupos diferentes, como o exército ou uma equipe de futebol estão sendo treinados, eles passam por um treinamento psicológico especial que prepara uma pessoa para dar a vida pelo seu grupo. Ela começa a sentir que o grupo está acima dela. E então ela opera através de um simples cálculo, ela se compara ao grupo e vê que tem um maior valor e, portanto, ela está disposto a se matar por ele.

Isso é falso altruísmo, o que permite uma pessoa a sacrificar-se, simplesmente porque eleatem desenvolvido uma nova escala de prioridades, o que determina o que ela considera ser mais ou menos importante. Mas isso não tem nada a ver com a doação, é apenas resultado de uma manipulação psicológica.

E isso é uma armadilha perigosa, porque muitos acreditam que estão no caminho de doação, quando na realidade eles estão participando de uma reunião de um dissimulador – grupo, o qual instila o valor da doação para o grupo. Essencialmente, este é o egoísmo ainda maior porque é um ego comum do grupo, que puxa para a frente. É, acima de uma pessoa, mas não leva na direção do Criador. E isso é um erro que muitas pessoas fazem. Todas as religiões têm desenvolvido como resultado deste tipo de erro cometido muitas vezes no início.

[72156]
Da 1 ª parte da Lição Diária de Cabala de 8/3/12, Escritos do Rabash

A Importância da Luz é Realizada na Escuridão

É preciso perceber a importância da espiritualidade na escuridão, da ausência de sua percepção. Apenas em resposta a tal forma de se relacionar com, faz com que o mundo espiritual apareça do nevoeiro e nasça da não-existência. Ela penetra na minha consciência, nos meus sentimentos e compreendemos que eu estou mantendo e trabalhando com isso, mas apenas na medida de sua importância para mim. Aumentando a realização da importância, eu “tiro” isso do esconderijo e levo para a Luz.

Tudo isso é para garantir que a minha abordagem seja altruísta. Caso contrário, eu nunca poderei revelar o mundo espiritual, já que estarei sempre aspirando a isso com a intenção para receber, como em relação a tudo em nosso mundo.

Então, como posso perceber a importância de algo que eu não vejo? Como posso abordar o oculto com a intenção para o bem de doação? Para isso, os cabalistas dizem que o ambiente é necessário, uma sociedade de amigos. Quando eles exaltarem a importância de algo, mesmo que um fio não esteja me conectando com o objeto de seus louvores, em qualquer caso eu começo a valorizá-lo.

É o mesmo em nosso mundo – o que as pessoas em torno de mim pensam e falam a respeito, o que é importante para ela torna-se importante para mim. Isso acontece de tal forma que, de repente, começamos a valorizar o que eu nunca vi e senti. E, agora, eu começo a falar sobre o quão importante e maravilhoso ela é. Olhando para mim, muitos se perguntam: “De onde tal entusiasmo vem?” E eu às vezes me vejo em súbita reverência em direção a algo que já vi na televisão e algo que eu ouvi de outras pessoas … Isso acontece com todo mundo. Por quê? É devido a opinião comum. A sociedade considera algo importante e isso que passa para mim.

Por que é este o caminho que temos que seguir para ir ao espiritual? Por que a publicidade se torna tão difundida no século XX logo antes da nossa ascensão espiritual comum? É assim que sabemos até que ponto devemos usar o meio ambiente.

Durante décadas fomos convencidos de que o ambiente é capaz de influenciar-nos e através de publicidade podemos destacar nos nossos olhos coisas que não têm importância ainda menor. Não há nada nelas, exceto o prestígio social. O que outros elogiam será importante para mim também. Estamos constantemente sendo manipulados dessa forma, eles cobram o preço de alguma coisa, e o público está disposto a pagar três vezes o preço original. Os meios de comunicação, sociólogos e cientistas políticos estão fazendo este trabalho muito bem e criaram toda uma indústria de importância artificial.

Além do mais, nós não suspeitamos que estamos também “calibrados” em todos os nossos parâmetros internos, qualidades, e opiniões. Temos sido “ajustados” e “configurados” para que pudéssemos olhar para cada coisa de uma certa maneira. Na realidade, eu vejo o mundo com olhos “estranhos”. E não há nada que pode ser feito aqui, já somos “cegos”, já não posso sair desta formatação. A mesma lavagem cerebral está sendo experimentada pelos nossos filhos também.

Então porque passamos por todo este processo? Afinal, nada acontece por acaso – é para entender que somos completamente dependentes do ambiente e, com a sua ajuda, podemos elevar a importância de qualquer coisa. Assim, sabemos como aumentar a importância do mundo espiritual sobre os nossos olhos, embora não vemos ou sentimos.

Anunciantes me mostram, vamos supor,  uma pequena garrafa de água e falam dela como se fosse água benta. Portanto, poderiamos estudar este mecanismo, que seria capaz de fazer a mesma coisa para o nosso desenvolvimento espiritual. Afinal, ninguém sabe o que o mundo espiritual é, ninguém o vê, se é
importante ou não, o quanto é importante, como é benéfico para nós. Só sabemos de uma coisa – se atribuirmos a  importância dele no círculo do meio ambiente, então todos serão elevados ao lugar mais alto na nossa escala de prioridades. Vamos absorver esse sentimento de importância do mundo espiritual de “publicidade social” e então será fácil para nós sentirmos.

[71877]
Da Convenção de Arava de 24/2/12,Lição 5.