Textos na Categoria 'Torá'

Pode Ser Difícil, Mas É Maravilhoso!

Dr. Michael LaitmanPergunta: A porção semanal da Torá denominada “Vaigash” é cheia de lágrimas, encontros e eventos dramáticos que tocam muitas pessoas. O que essa porção tem que desperta tantos sentimentos em nós?

Resposta: A pessoa passa por estados muito trágicos e drásticos, incluindo confusão e desorientação. Ela é como um bebê que está em uma floresta ou um lugar totalmente desconhecido. Ela não sabe o que fazer ou a quem recorrer. Ela passa por situações extremamente assustadoras e está completamente confusa.

Geralmente, nós ficamos muito emocionados quando olhamos para trás, para as situações que atravessamos na vida; da mesma forma, na espiritualidade, quando eu me lembro disso, sinto-me dominado pelo sentimento. Embora seja verdade que, agora, essas memórias têm certa doçura. Você olha para o passado com amor, do mesmo modo que as pessoas olham para uma criança, quando, na verdade, os estados eram muito difíceis naquela época!

A pessoa não sabe como sair deles, e sem o apoio de um professor que esteja ao seu lado, ela não acha que isso seja mesmo possível. Hoje o mundo inteiro tem que alcançar a correção, e é por isso que temos um grupo e a disseminação, que nos dão um apoio muito amplo e forte de milhões de pessoas que estão junto conosco em um único sistema.

No entanto, ao mesmo tempo, o caminho continua a ser individual e cada pessoa passa por ele com base em suas próprias impressões interiores. Esses estados são surpreendentes! Mesmo que eles sejam muito desagradáveis no momento que você realmente passa por eles, eles ainda são maravilhosos! Eles lhe dão a profundidade da compreensão e da sensação de toda a criação, que vem depois! A pessoa começa a ver, sentir e ser incluída em todos os mundos, simultaneamente!

Portanto, não devemos desistir, e sim avançar. É assim que chegaremos à “terra prometida”.

Do programa “Porção Semanal da Torá” em 10/12/10

Da Escuridão Egípcia Para A Luz

Dr. Michael LaitmanAbraão, Isaac, Jacó, José, Moisés, e assim por diante, são as fases do desenvolvimento da alma. Uma nova força surge dentro da alma a cada vez e começa a guiar o desenvolvimento e tudo o que o acompanha.

A nova força é sempre um desejo de receber e um desejo de doar. O desenvolvimento é gradual, porém, com um período seguindo o outro. Até que eu tenha cumprido um estágio de desenvolvimento, eu não sei qual será o próximo, e assim por diante.

Após os sete anos de fartura eu não sei quais serão os sete anos de fome. Parece-me que estou avançando, e que entrarei no mundo espiritual da mesma forma. De repente, ao invés do mundo espiritual – bum! – desce a escuridão Egípcia. Da mesma forma, eu não sei que, de repente, saí da escuridão egípcia, da escuridão terrível, quando o meu desejo não tem satisfação, nem Luz Interna e Luz Circundante, e chego à Luz.

O desenvolvimento ocorre em etapas. Nós só precisamos saber como avançar, mas cada revelação é uma surpresa, uma surpresa completa.

Da Lição sobre a Porção Semanal da Torá, 02/12/10

As Fases Da Guerra Com O Faraó

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa revelar os desejos quebrados ou Kelim? Será que nós os revelamos na nossa aspiração de atingir o Criador ou no desejo de unir-nos uns aos outros?

Resposta: Nós só revelamos nossos Kelim quebrados no desejo de unir-nos uns com os outros para alcançar o Criador. E nós os revelamos cada vez mais.

Digamos que na recente Convenção nós descobrimos que, por um lado, gostaríamos de nos unir, mas, por outro lado, não desejamos isso. Algo interior nos impede; há algum inimigo, torpor interno, ou Machsom, que não me deixa chegar mais perto dos outros e unir-me com eles.

Esta é a primeira das dez pragas do Egito ou golpes de Faraó (Faraó é o nome daquele que me detém). Eu sinto que ele não me deixa unir com os outros, embora eu ainda não perceba isso plenamente: por que eu tenho que unir-me com eles, onde está o Criador aqui, e como é possível doar a ele? Por enquanto eu só tenho uma aspiração pela união.

Na segunda vez, isso acontecerá de forma diferente. Nós queremos nos unir e temos que estar juntos para atingir a espiritualidade, porque a espiritualidade se revela apenas na união entre nós. Isto ficará um pouco mais claro para nós. Por outro lado, nós sentiremos novamente que algo nos impede. Nós exigimos: “Livre-nos!”; mas ele não nos deixa ir.

O Criador continuamente revela um poderoso ego mais dentro de nós, o “endurecimento do coração do Faraó”. Então, nós sairemos e atacaremos novamente, e isso não precisa acontecer apenas em uma convenção. Nós veremos que somos incapazes de fazê-lo nós mesmos; nós precisamos de uma força externa. Então, onde está essa força externa? Nós começamos a desejar que o Criador nos una; assim, nós quebraremos a Machsom.

Da próxima vez, começaremos a sentir que a quebra da Machsom significa quebrar a Machsom entre nós. Não devemos atacar alguns limites externos. A Machsom está entre nós, em nossos corações, que estão isolados uns dos outros por um limite egoísta.

Depois, ao fazer um outro ataque, sentiremos que não precisamos de tudo isso para nós mesmos; nós não precisamos disso para unir-nos e revelar a espiritualidade, mas sim para doar ao Criador através disso. Esta é a “última parada”.

Tudo isso se revela gradualmente. Quando revelarmos todas essas fases na prática, e as experimentarmos ao máximo, criaremos assim o desejo (Kli) correto, ou o vaso para receber a Luz. Caso contrário, você não pode revelar a Luz. A Luz existe em abundância, mas você tem de revelar o desejo (ou Kli) correto por ela; você tem que atingir a mesma frequência ou a mesma qualidade. Isso só é possível através das ações que chegam até nós, à medida que elas criam um verdadeiro desejo no qual a Luz se tornará revelada.

Por isso, vamos nos preparar para fazer o próximo ataque no Faraó!

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/11/10, Talmud Eser Sefirot

A Caverna De Machpelah: O Lugar Da Vida Espiritual

Dr. Michael LaitmanQuando nós nos desenvolvemos na linha média, devemos conectar a qualidade de doação (Bina, a linha direita) com a qualidade de recepção (Malchut, a linha de esquerda), corretamente. Sua união forma um Kli (vaso) chamado de “caverna”, e esta caverna é dupla (Machpelah). Na “terra” (Malchut) há espaço adequado para se viver, enquanto que a vida é Bina.

Mas antes que Bina possa entrar em Malchut, deve haver uma ação inversa: Malchut deve entrar em Bina, pois esta sabe como acomodar Malchut, para que Malchut saiba como exigir a participação de Bina.  Como resultado, forma-se a penetração recíproca de Malchut e Bina ou a “caverna dupla”, e ela é a base da correção geral do ser criado.

Uma vez que este é o lugar da correção, os antepassados, os desejos corrigidos pela intenção de doar, residem nele. Eles alcançaram a conexão correta de Bina e Malchut: recebem em Malchut e doam à Bina, isto é, trabalham com recepção e doação.

Mas o que fica enterrado? Nós enterramos a intenção de receber, que envolve o desejo como uma casca (Klipa), transformando-o em uma inclinação ao mal. Portanto, o enterro é considerado como o ato de correção.

Nós não tocamos desejos: quanto maior eles forem, melhor. Mas a cada grau, ou em cada geração, nós enterramos a “intenção de receber para a auto-gratificação” e nos tornamos corrigidos ao estabelecer o equilíbrio entre a recepção e doação.

Da Lição sobre a Porção Semanal da Torá 29/10/10

Instruções Sobre Como “Conservar” O Egoísmo

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Introdução, Capítulo “BeLaila DeKala (Na Noite da Noiva)“: … a Sitra Achra tem apenas uma fina luz da iluminação de Malchut. Essa é considerada Shoresh (raiz), e é suficiente para a persistência das Klipot… Esta Shoresh também é chamada de “um fio fino”, isto é, uma fina raiz para os pecados. Está escrito sobre ela: “À primeira vista, assemelha-se a teia de aranha, e mais tarde torna-se como cordas de uma carruagem”.

As Klipot são Kelim (vasos) que ainda somos incapazes de corrigir através da intenção de doar. Nós estamos falando de desejos muito poderosos e importantes, nos quais as maiores Luzes serão posteriormente reveladas, na correção final. Em princípio, nós não temos a possibilidade de fazer qualquer coisa com o desejo por prazer. Nós só podemos separar seus componentes e decidir com qual deles somos capazes de trabalhar em várias condições.

Quanto ao resto dos desejos, nós devemos “enlatá-los” (fazer conserva) e constantemente guardá-los, de modo que não escapem e nos ataquem. Todos os inimigos de Israel, isto é, aqueles que odeiam a aspirar “direto ao Criador”, são exatamente os grandes desejos egoístas que ainda não podemos corrigir. A Torá os denomina as nações que nunca deixarão Israel existir.

Naturalmente, nós entendemos que suas guerras são o despertar do egoísmo, o qual é para o benefício da pessoa. Elas permitem-lhe discernir seus desejos não corrigidos e “matá-los”, ou seja, encontrar sempre novas partes neles que possam ser corrigidas e ligadas a ela para serem usadas em prol da doação.

Assim, nós precisamos nos preocupar com as partes egoístas do desejo que ainda não estão sujeitas à correção. Devemos apoiar a sua existência e executar um trabalho espiritual especial em prol delas.

Afinal, eu as sinto dentro de mim. Não basta simplesmente cortá-las e não usá-las. Na fase atual eu as corrijo dando-lhes uma pequena iluminação, designada pela letra Kuf (ק), cuja parte inferior desce abaixo da linha, trazendo um fino brilho para os mundos de BYA e para as Klipot que estão lá.

O mesmo ocorre quando uma pessoa doente está ligada a uma máquina de suporte de vida na sala de emergência. Não que eu finja que estes desejos não existam em mim, mas, pelo contrário, eu admito que eles existam e eu os governo. Acontece que eles dependem de mim, porque neles eu carrego uma pequena centelha de vida.

Nós precisamos da Klipa porque, como uma casca, ela protege a fruta durante o seu período de amadurecimento. Sem essas ações nós não somos capazes de começar a corrigir Malchut.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabala 18/11/10, O Zohar

A Primeira Peste do Egito

Pergunta: Qual é o maior mal que devemos revelar dentro de nós para que a Luz nos ilumine?

Resposta: Temos a convicção de que nossa natureza inata, é o Faraó (ego) que não nos permite superar a nós mesmos. Devemos odiá-lo, mas nós ainda o amamos; continuamos gostando de viver nele. Quando, semelhante à nossa situação atual, nós começamos a receber golpes, ficamos desapontados com a nossa natureza e entendemos que não podemos alcançar a espiritualidade.

Então, pela primeira vez, conseguimos ver a nossa natureza, como a inclinação ao mal, como o nosso rival, que é o oposto ao Criador, à espiritualidade. Esta é considerada a primeira praga do nosso Faraó.

Quanto as outras nove pragas, eu não acho que vamos precisar de mais nove convenções. Nós vamos ser capazes de nos submeter à nossa conexão mútua diariamente durante nossas aulas. Nós vamos passar por elas rapidamente, porque a chave em cada etapa espiritual é o seu primeiro grau.

Mais tarde, tudo vai ser apenas uma rotina até que uma determinada fase esteja concluída. Por exemplo, agora, estamos tomando consciência do nosso próprio mal, e nós começamos este processo. Da próxima vez, iremos escapar do Faraó, o êxodo do Egito, e é isso que é chamado de nascimento espiritual.
[26429]
Da lição sobre a Parte Semanal da Torá de 12/11/10

Ascender Ao Primeiro Nível

Dr. Michael LaitmanNa espiritualidade, se você não vai até o fim, você não está trabalhando com todo o seu desejo. Então, isso não tem relação com o seu progresso espiritual. No entanto, você nem sabe onde termina “todo o caminho”, qual é o seu máximo. Você só pode imaginá-lo de alguma forma.

Assim, nós chegamos a um estado em que desejamos revelar o mundo espiritual de forma plena – tudo o que podíamos imaginar. Com esta intenção máxima nós chegamos à Convenção. Nós queríamos isso e nada mais, de forma que os “céus fossem revelados”.

Mas, em vez disso, o que tornou-se revelado a nós? O quanto somos internamente incapazes de chegar até mesmo um centímetro mais perto dele! Nós não conseguimos aceitar a necessidade de nos unir, anular-nos.

Tão logo começamos a falar sobre a conexão entre nós, e o trabalho interior que devemos fazer, o nosso desejo imediatamente arrefece. Nós não estamos preparados para alcançar o mundo espiritual a tal preço!

Isso significa que nós havíamos entendido mal o Mundo Superior e não tínhamos percebido que ele era a qualidade de doação, acima do nosso egoísmo. No entanto, nós sentimos essa necessidade. Depois de três dias cheios de muitas ações interiores, saímos decepcionados. E essa decepção vem do fato de que somos incapazes e não desejamos alcançar a verdadeira espiritualidade. Nós desejamos permanecer com nossa definição de espiritualidade, como algo que é simplesmente bom, eterno e agradável, em nosssos atuais desejos egoístas.

O que nós revelamos? A linha esquerda, a nossa própria inclinação ao mal, o fato de que desejamos receber a espiritualidade dentro de nossos desejos egoístas, assim como no mundo material. Por que não a recebemos? Porque não é necessário receber algo na espiritualidade. Ela é aberta. Se você quiser doar, então vá em frente. Tudo é permitido e tudo é possível. Ninguém pode roubar isso de você.

Em outras palavras, dentro do nosso ego, nós revelamos que a nossa definição da espiritualidade estava incorreta. E isto nos será revelado em todos os 125 níveis! Agora, nós ainda não percebemos que nossa natureza é oposta à natureza espiritual, que somos incapazes de alcançá-la, e que só nos resta uma única oportunidade: apenas clamar ao Criador, pedir-Lhe. Esta já é a linha direita. Nós devemos nos elevar cima de nós mesmos e a linha do meio surgirá a partir disso.

No entanto, nós realizamos um grande trabalho. O desespero que tomou conta de nós, a dor e a futilidade que se revelou em nós, mostrou-nos a incapacidade de alcançarmos o mundo espiritual dentro de nossos desejos egoístas. Em essência, nós estávamos pedindo para que a espiritualidade fosse revelada precisamente no interior desses desejos, em vez dos desejos de doação. Agora, depois deste reconhecimento do mal, nós entraremos na linha direita, corrigiremos a nós mesmos e alcançaremos a linha média.

Portanto, o que realizamos na convenção é uma grande conquista. Na verdade, este já é o início do caminho espiritual. Isso nunca aconteceu em uma escala tão grande e no grande egoísmo da última geração. O Baal HaSulam escreve: “Eu estou contente com os pecadores que revelamos, porque a razão para isso é a” santidade do dia”.

Uma grande Luz tinha que verter do Alto, a fim de nos mostrar o quanto não desejamos e não somos capazes, quão opostos estamos em relação à espiritualidade, de que forma não queremos pensar na união e no amor entre nós. Tudo isso é a “santidade do dia”, porque nós nos unimos e, mesmo assim, desejávamos ascender espiritualmente em algum aspecto.

Nós revelamos o grau ou o desejo acima do qual devemos ascender. No entanto, por enquanto, nós não somos capazes de fazer isso, embora tenhamos de fazê-lo, a fim de ascender ao primeiro degrau da escada espiritual.

É por isso que eu estou muito feliz com os resultados da Convenção e espero sinceramente que, no futuro próximo, nós já tenhamos revelado todas as três linhas como a linha média.

Da Porção Semanal da Torá em 12/11/10

Vamos Contornar Esaú!

Pergunta: Como devemos trabalhar com a qualidade de Esaú (o desejo egoísta) para que ele não desperte durante a Convenção?

Resposta: Não vai despertar , você pode ter certeza sobre isso. Estamos chegando à Convenção “preparados”, “aquecidos”, tendo o entendimento de que estamos nos reunindo, a fim de unir-mos-nos.

Estamos deixando todos os problemas, dúvidas e oposição, em casa, pois sabemos que somos incapazes de superar nosso egoísmo, Esaú , diretamente. A única maneira que devemos agir é por aí, de acordo com o método de Jacó, que vem da palavra akev – ir ao redor.

Isso significa que é inútil lutar contra a natureza na sua cabeça. Nós temos que sair dela, subir acima dela, e adquirir uma nova natureza da doação. Então, com sua ajuda, de forma gradual e em partes, temos que utilizar gradualmente o egoísmo para o amor de doação. Nosso egoísmo é uma força especial que existe dentro de nós que temos que levar em conta. No entanto, não devemos lutar contra ela, mas apenas se preocupar com a unidade e a garantia mútua, aumentando constantemente a linha certa, a força de Jacó, a força da doação.

Então, vamos revelar o Criador e seremos capazes de nos opor a Esau. No entanto, isso não significa que iremos lutar contra ele. Por agora estamos nos corrigindo, através do reforço da linha de Jacó chamando dentro de nós – e união mútua doação. O Esaú, que está em nós recebe golpes de todo o processo e começa a entender que ele também deve se unir com Jacó.

Portanto, não haverá quaisquer ameaças ou guerras. Ele será o desejo de interagir com a linha certa consigo mesmo já que ele vai ver que as oportunidades que estão à sua disposição não lhe permite ser cumprida. Falta-lhe Jacó, doação, a fim de avançar na vida.

É por isso que devemos pensar só em atingir a unidade e consolidação. Todos os outros problemas serão corrigidos, tornando-se ligado à linha direita e fortalecendo ainda mais.
[26221]

Da Porção Semanal da Torah 5/11/10

Siga O Coração

Dr. Michael LaitmanPor um lado, nós dizemos que estamos prontos para a Convenção, mas, por outro lado, podemos estar pensarndo que não estamos prontos. Este é o estado correto. A Torá fala sobre isso ao descrever a preparação para a passagem e o êxodo.

Isso não acontece de forma harmoniosa e previsível. O êxodo do Egito ocorre às pressas, no momento em que o povo irrompe em direção ao Mar Vermelho. A pessoa não compreende os mecanismos por trás do que está ocorrendo e, como resultado, para ela parece um milagre.

Quando estamos na base do Monte Sinai, dizemos: “Faremos e ouviremos!”. Como se soubéssemos exatamente o que fazer antes da hora. A única coisa necessária é concordar com isso, em princípio: nós estamos dispostos a empregar todo esforço que tivermos, tanto quanto formos capazes de entender as demandas do Mundo Superior, enquanto estivermos no mundo inferior. Esse esforço abre as portas para nós.

A mente é impotente aqui. Não importa o quanto nos tornamos mais sábios, tentando descobrir e entender mais coisas, a fim de reagir à situação da forma mais correta e precisa; isso não ajudará. Nós precisamos de uma simples aspiração interior para nos tornarmos como um só, e, assim, nos tornarmos semelhante ao Criador, a qualidade geral de doação e amor. Só o nosso coração pode entender que esta é a nossa salvação.

Eu espero que estejamos no limiar de uma revolução espiritual jamais vista na história humana. Vamos tentar, e vamos conseguir!

Da lição de 06/11/10, Escritos do Rabash

“A Multidão Mista” Em Uma Pessoa, Nação e do Mundo

No Zohar,o capítulo”Beshalach (E o Faraó Mandou)” Item 37: Por causa da multidão mista, eles não eram chamados de “os filhos de Israel”, ou “Israel”, ou “Meu povo”, mas simplesmente, “o povo.” Quando eles subiram do Egito e a multidão mista não se uniu bem com eles, Ele os chamou de “os filhos de Israel. “Quando a multidão mista se uniu com eles, Ele os chamou de “o povo”.

Falando do que ocorre em uma pessoa, a “multidão mista” (ErevRav) é os desejos que parecem estar seguindo um caminho espiritual escolhido, pensando que é a nabeura para avançar. No entanto, cada vez que eles decidem avançar, decidem usar o criador, a luz superior para si mesmos, para a recepção.

Esta é a mais traiçoeira e força impura (Klipa, shell). Eles querem usar a Torá para atender diversas demandas do egoísmo em sua vida corporal. Todos os problemas da nação ocorrem por causa desse Klipa considerada como a “multidão misturada”. [Leia mais →]