Textos na Categoria 'Torá'

Cabalistas Sobre A Torá E Mandamentos, Parte 17

Queridos amigos, por favor, façam perguntas sobre essas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

A Torá Desenvolve o Reconhecimento do Mal na Pessoa

Consequentemente, o que se deve fazer para vir amar o Criador? Para esse propósito nos foi dado o remédio (Segula) de se engajar na Torá e Mitzvot (Cabalá) pois a Luz neles reforma. Há Luz lá, que deixa a pessoa sentir a severidade do estado de separação. E, lentamente, assim como a pessoa tem a intenção de adquirir a Luz da Torá, o ódio pela separação é criado nela. Ela começa a sentir a razão que ocasiona que ela e sua alma sejam separadas e afastadas do Criador. (Somente a parte interna da Torá, a Cabala, é capaz de atrair a Luz que Reforma. Então, a pessoa irá sentir que ela é uma egoísta e irá desejar a correção). – Baal HaSulam, Shamati, Artigo 34, “O Benefício da Nação”

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Cabalistas Sobre A Torá E Os Mandamentos, Parte 16

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

A Torá Desenvolve o Reconhecimento do Mal na Pessoa

A Torá e Mitzvot (correção de si mesmo através do estudo da Cabalá) foram dadas apenas para purificar Israel (para se unir em um único desejo), para desenvolver em nós o sentimento de reconhecimento do mal (egoísmo), impresso em nós ao nascer, que é geralmente definido como nosso amor-próprio, e para alcançar o bom puro definido como o “amor ao próximo”, que é a única transição ao amor a Deus.
Baal HaSulam, “A Liberdade”

Quando a pessoa se empenha na Torá (método de correção do próprio egoísmo inato, e se a pessoa realmente estuda a verdadeira Torá) , ela percebe a verdade, ou seja, a medida do seu afastamento da espiritualidade, e vê que é como uma criatura inferior, que não existe uma pessoa pior na terra do que ela.
Baal HaSulam, Shamati # 56, “A Torá é Chamada de Indicação”

Um Desafio Para A Imaginação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos calibrar a nossa atitude, a fim de direcioná-la para a meta?

Resposta: Você tem que fazê-lo de acordo com o princípio: “Israel, a Torá e o Criador são um”. “O Criador” é a raiz pela qual nos esforçamos. A “Torá” significa todos os meios que nos ajudam ao longo do caminho, incluindo professor, livros, grupo e o estudo. “Israel” é o ponto no coração, o desejo espiritual inicial.

Pergunta: Para que eu resolva essa equação, o que precisa ser ocultado e o que precisa ser revelado para mim?

Resposta: Você precisa imaginar o estado corrigido onde todos nós estamos conectados e cada pessoa percebe o todo, ao invés de si mesma. Está escrito: “O geral e o particular são iguais”.

A força comum de amor e doação reina dentro de nossa união e preenche todos em igual medida. Esta força é chamada de “Criador” ou “Natureza”. Isto é o que você tem que ver como a meta final. No final, nós devemos chegar a essa imagem.

É por isso que nós estamos trabalhando para discernir a noção “de grupo”. Em essência, o grupo é o mesmo sistema no qual nós despertamos a mesma força. Essa força já está presente no interior do sistema; nós apenas não a percebemos ainda. Nós temos que revelar essa força que preenche o grupo, fortalece-o, manifesta-se nele, e corrige-o. Esta é a força chamada de “Criador” ou a Luz que se oculta em nossa união.

Quando nós nos esforçamos para crescer em nosso mundo, revelamos essencialmente a mesma força. Isto é porque nós temos a mesma direção, embora em um nível corporal. O “Criador” é a força comum que une todas as partes da criação.

Pergunta: Ainda assim, existem muitas incógnitas nesta equação….

Resposta: Você tem que continuar procurando e experimentando, uma e outra vez. É assim que você despertará novas sensações. Não há outra possibilidade de fazê-lo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/01/11, Escritos do Rabash

Cabalistas Sobre A Torá E Os Mandamentos, Parte 14

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam  perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

613 Sugestões e 613 Depósitos

A linguagem do Zohar chama as Mitzvot (mandamentos) na Torá de 613 depósitos. No entanto, eles também são chamados de 613 sugestões. A diferença entre eles é que tudo tem o anterior e o posterior. A preparação (correção do desejo) para algo é chamada de “posterior”, e a realização (no desejo corrigido) é chamada de “anterior”.

Consequentemente, a Torá e as Mitzvot têm o aspecto de fazer e o aspecto de ouvir, como nossos sábios escreveram (Shabat 88): “Quem cumpre a Sua palavra, ouvindo a voz da Sua palavra”; primeiro fazer (corrigir seus desejos) e depois ouvir (o que eles receberão na qualidade de doação, Bina). As Mitzvot são chamadas de 613 sugestões, e são consideradas “posterior”, e quando recompensadas com ouvir a voz da Sua palavra (porque adquiriram a capacidade de ouvir, a qualidade de doação, Bina], as 613 Mitzvot se tornam depósitos, da expressão “deposita (a propagação da Luz de Hochma na Luz de Hassadim)”, já que há 613 Mitzvot, e em cada Mitzva, a Luz é depositada a partir de um determinado grau, correspondente a um órgão específico dos 613 órgãos e tendões da alma e do corpo.
Rabash, Os Degraus Da Escada, “O Que É Uma Metade De Um Shekel, no trabalho (1)”

Quem é Você Abraão?

Pergunta: Por um lado, você diz que a Torá não é uma narrativa histórica, mas por outro, você se refere ao nosso antepassado Abraão como um pessoa real, que passou a divulgar a Cabala, a certa altura da sua vida. Assim, Abraão é uma pessoa real da história ou alguma força especial?

Resposta: A Torá descreve-nos o caminho do desenvolvimento espiritual de uma alma, qualquer alma. Além disso, tudo descrito nela também se manifesta no nível do nosso mundo de uma vez, de acordo com o princípio: “raiz espiritual deve manifestar-se na consequência corpórea”. Por esta razão, todos esses níveis espirituais têm também manifestado no nosso mundo em pessoas específicas e . acontecimentos.
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A Torá é Dada Aqueles Que Dela Necessitam

Pergunta: pode-se avançar pela fé acima da razão no grupo? Como?

Resposta: Sem o grupo é completamente impossível fazer isso. Ou você se une com um professor da forma como foi feito no passado, ou você se une com o grupo. Mas é impossível avançar por si mesmo.

Quando falamos sobre o relacionamento entre uma pessoa e o Criador, sempre significa a presença do meio ambiente. Sem ele eu não tenho nada para subir acima, nada para corrigir. Um apelo ao Criador é um fundamento para a correção. Mas a correção de quê? A única coisa que tenho a corrigir é a minha atitude para com o meu vizinho. Este é o egoísmo, a inclinação para o mal, o ódio infundado, o Kelim quebrado, o Templo quebrado.

Portanto, é óbvio que o que nós sempre queremos dizer que uma pessoa está no ambiente certo, com seu grupo. Este princípio se origina a partir do Monte Sinai, onde foi estabelecido uma condição: se unirem como um homem, um coração.
Só então você vai receber a Torá e ser capaz de se corrigir.

Se, no entanto, se você não tentar se unir e chegar a garantia mútua, então o que você vai corrigir? Nesse caso, você não vai receber a Torá. A condição para receber a Torá é uma necessidade dela. Mas se você não quiser se unir com os outros, então você não precisa da Torá. Destina-se apenas para corrigir a conexão entre as pessoas.

Portanto, nos nossos tempos, quando o mundo está sendo levado a uma situação sem saída de interconexão universal, quando torna-se evidente que sem as conexões corretas entre nós a civilização chegará ao seu final, as pessoas terão que usar a Torá. Elas terão a Força Superior, a força da Luz que irá uni-los.
Esta é a finalidade para a qual a Torá, o método Cabalístico, está sendo revelada. Todos os outros métodos não podem ser chamados de Torá, pois não se opõem a inclinação ao mal. As pessoas vão aos poucos revelando a inclinação para o mal neste mundo e terão então a Torá real.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabala de 2/1/11, Escritos de Rabash

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Uma Arca Para O Grupo

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é o “dilúvio” para o grupo?

Resposta: Se o grupo como um todo é incapaz de superar seu desejo crescente, se os amigos alcançam o ódio e não conseguem vencê-lo, isso significa que eles estão se afogando nas águas do dilúvio.

Quando eles perceberem o dilúvio se aproximando e as forças que os dominam (Gvurot), eles devem realizar esforços mútuos para construir uma arca, ou seja, expressar a doação mútua, a fim de serem salvos do egoísmo individual de cada pessoa e do ódio comum. Foi exatamente assim que os autores do Livro do Zohar sentaram-se para estudar, sentindo ódio um pelo outro, e, depois, o amor revelador.

Tudo depende se os amigos usam ou não a Torá como foi planejado, se eles constroem a Arca, o Kli comum de doação , união e garantia mútua, no qual eles serão salvos do dilúvio.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/12/10, Escritos do Rabash

Cabalistas Sobre a Torá e os Mandamentos, Parte 1

Caros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

A Torá
A Torá é a Simples Luz que se expande de Sua Essência, cuja sublimidade é interminável. – Baal HaSulam, “Introdução ao livro, da boca de um sábio”

A Torá sendo todos os Nomes do Criador, que pertencem às criaturas – Baal HaSulam  “A Mente Atuante”

“A palavra Torá deriva da palavra Horaa (instrução) e da palavra Maraã (mostrando) e Reiah (visão), ou seja, a plena consciência que não deixa filamentos em seu rastro. – Baal HaSulam, Carta n º. 11
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O Papel De Jacob No Egito

Pergunta: Na porção semanal da Torá “VaYechi” há uma relação muito interessante entre os egípcios, Jacó e seus filhos. Eles choraram sobre ele, o embalsamaram, sepultando-o na terra de Israel, e muito mais. O que significa tudo isso?

Resposta: Nosso egoísmo ou desejo de desfrutar, que é chamado Egito, não pode existir sem a vontade de doar. Nós precisamos da Luz do Alto! No entanto, a Luz Superior não vem para nós, se não tem faíscas de doação. Quando uma pessoa começa  conectar qualidades de recepção e as qualidades de doação, então ele vê que prospera em seus desejos egoístas!

Portanto, o “sete anos de fartura” no Egito (onde sete anos não designam um período de tempo, mas sete Sefirot  ZeirAnpin) são possíveis, enquanto Jacob está no Egito. Enquanto Jacó, a linha média, existe, ele é capaz de conectar corretamente a direita e as linhas de esquerda, recepção e doação. Assim, ele fornece Luz e prosperidade para todos. É por isso que Jacó, a combinação das linhas direita e esquerda, foi tão respeitado.

No entanto, esta associação só é benéfica no Egito. Ela aumenta o egoísmo, mas que é insuficiente, é preciso continuar crescendo. Portanto, uma vez que Jacó aumentou o egoísmo para um tamanho grande, ele completou o seu papel.

O desejo egoísta cresceu em virtude da força espiritual, e quando ele pára de crescer, que é quando “os sete anos de fome” iniciam, forçam uma pessoa a subir ao um nível superior. Vemos as obras da santidade para o benefício de Klipa e como a Klipa funciona a favor da santidade. Assim, não há tal coisa como “mal” ou “bom”. Se uma pessoa os usa corretamente, tudo isso os leva a meta.

A Partir do programa “Parte Semanal da Torá” de 16/12/10

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https://laitman.com.br/2010/12/da-escuridao-egipcia-para-a-luz/

A Renovação Semanal

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa a “porção semanal da Torá” em termos do próprio desenvolvimento interior?

Resposta: A porção semanal é uma parte do nosso caminho espiritual, que começa e termina em certo nível espiritual. Ela resume o nosso progresso em um determinado estado. Então, começa uma nova porção: um novo turno, a renovação do mecanismo superior, que age sobre nós e é chamado de Zeir Anpin do mundo de Atzilut.

Uma semana, ou sete dias, significa as sete Sefirot de Zeir Anpin, HGT-NHY-M, que se renovam sempre em cada grau. De Zeir Anpin nós recebemos certa porção da Luz, e com isso nos corrigimos. Isso significa que realizamos uma correção semanal e não podemos fazer nada no último dia, o sábado.

Tudo que é corrigido durante os seis dias vai desde aos seis Sefirot de Zeir Anpin (HGT-NHY) até Malchut .

Da Lição sobre a Porção Semanal da Torá 09/12/10