Textos na Categoria 'Torá'

Vamos Contornar Esaú!

Pergunta: Como devemos trabalhar com a qualidade de Esaú (o desejo egoísta) para que ele não desperte durante a Convenção?

Resposta: Não vai despertar , você pode ter certeza sobre isso. Estamos chegando à Convenção “preparados”, “aquecidos”, tendo o entendimento de que estamos nos reunindo, a fim de unir-mos-nos.

Estamos deixando todos os problemas, dúvidas e oposição, em casa, pois sabemos que somos incapazes de superar nosso egoísmo, Esaú , diretamente. A única maneira que devemos agir é por aí, de acordo com o método de Jacó, que vem da palavra akev – ir ao redor.

Isso significa que é inútil lutar contra a natureza na sua cabeça. Nós temos que sair dela, subir acima dela, e adquirir uma nova natureza da doação. Então, com sua ajuda, de forma gradual e em partes, temos que utilizar gradualmente o egoísmo para o amor de doação. Nosso egoísmo é uma força especial que existe dentro de nós que temos que levar em conta. No entanto, não devemos lutar contra ela, mas apenas se preocupar com a unidade e a garantia mútua, aumentando constantemente a linha certa, a força de Jacó, a força da doação.

Então, vamos revelar o Criador e seremos capazes de nos opor a Esau. No entanto, isso não significa que iremos lutar contra ele. Por agora estamos nos corrigindo, através do reforço da linha de Jacó chamando dentro de nós – e união mútua doação. O Esaú, que está em nós recebe golpes de todo o processo e começa a entender que ele também deve se unir com Jacó.

Portanto, não haverá quaisquer ameaças ou guerras. Ele será o desejo de interagir com a linha certa consigo mesmo já que ele vai ver que as oportunidades que estão à sua disposição não lhe permite ser cumprida. Falta-lhe Jacó, doação, a fim de avançar na vida.

É por isso que devemos pensar só em atingir a unidade e consolidação. Todos os outros problemas serão corrigidos, tornando-se ligado à linha direita e fortalecendo ainda mais.
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Da Porção Semanal da Torah 5/11/10

Siga O Coração

Dr. Michael LaitmanPor um lado, nós dizemos que estamos prontos para a Convenção, mas, por outro lado, podemos estar pensarndo que não estamos prontos. Este é o estado correto. A Torá fala sobre isso ao descrever a preparação para a passagem e o êxodo.

Isso não acontece de forma harmoniosa e previsível. O êxodo do Egito ocorre às pressas, no momento em que o povo irrompe em direção ao Mar Vermelho. A pessoa não compreende os mecanismos por trás do que está ocorrendo e, como resultado, para ela parece um milagre.

Quando estamos na base do Monte Sinai, dizemos: “Faremos e ouviremos!”. Como se soubéssemos exatamente o que fazer antes da hora. A única coisa necessária é concordar com isso, em princípio: nós estamos dispostos a empregar todo esforço que tivermos, tanto quanto formos capazes de entender as demandas do Mundo Superior, enquanto estivermos no mundo inferior. Esse esforço abre as portas para nós.

A mente é impotente aqui. Não importa o quanto nos tornamos mais sábios, tentando descobrir e entender mais coisas, a fim de reagir à situação da forma mais correta e precisa; isso não ajudará. Nós precisamos de uma simples aspiração interior para nos tornarmos como um só, e, assim, nos tornarmos semelhante ao Criador, a qualidade geral de doação e amor. Só o nosso coração pode entender que esta é a nossa salvação.

Eu espero que estejamos no limiar de uma revolução espiritual jamais vista na história humana. Vamos tentar, e vamos conseguir!

Da lição de 06/11/10, Escritos do Rabash

“A Multidão Mista” Em Uma Pessoa, Nação e do Mundo

No Zohar,o capítulo”Beshalach (E o Faraó Mandou)” Item 37: Por causa da multidão mista, eles não eram chamados de “os filhos de Israel”, ou “Israel”, ou “Meu povo”, mas simplesmente, “o povo.” Quando eles subiram do Egito e a multidão mista não se uniu bem com eles, Ele os chamou de “os filhos de Israel. “Quando a multidão mista se uniu com eles, Ele os chamou de “o povo”.

Falando do que ocorre em uma pessoa, a “multidão mista” (ErevRav) é os desejos que parecem estar seguindo um caminho espiritual escolhido, pensando que é a nabeura para avançar. No entanto, cada vez que eles decidem avançar, decidem usar o criador, a luz superior para si mesmos, para a recepção.

Esta é a mais traiçoeira e força impura (Klipa, shell). Eles querem usar a Torá para atender diversas demandas do egoísmo em sua vida corporal. Todos os problemas da nação ocorrem por causa desse Klipa considerada como a “multidão misturada”. [Leia mais →]

União De Corações

Dr. Michael LaitmanPergunta: Na Convenção, como nós podemos combinar o ataque interno com o cuidado com os recém-chegados e com o mundo inteiro?

Resposta: Em primeiro lugar, eu não estou concentrado no mundo inteiro, mas nos participantes da Convenção. Cada pessoa que está lá, e cujo coração está lá, participa nele junto conosco.

A Convenção é a reunião de todos os corações que estão prontos para se unir a fim de alcançar a equivalência de forma com o Criador. Nós estamos criando e conectando desejos para nos tornarmos semelhantes ao Criador, para revelá-Lo.

Todos os nossos desejos visam a união em um só desejo para alcançar a doação mútua. Nessa doação, nós revelaremos a Luz Superior, o Criador, de acordo com a lei de equivalência de forma.

Eu estou pensando somente nas pessoas que estão tomando parte nisso. Mesmo que alguém participe somente  um pouco, como uma criança, ela é todavia uma parte disso. Enquanto isso, o resto do mundo permanece fora do meu campo de visão.

Claro, nós disseminaremos informação através dos meios de comunicação de de massa, mas eu só sinto aqueles que querem fazer parte dessa missão. A Convenção é um ato de disseminação interna entre nós. Ela é nossa interconexão, nosso pacto, nossa garantia mútua, a recepção da Torá. Nós não estamos organizando isso para dizer algo ao mundo. Nossas ações são dirigidas para dentro e nós não as dissipamos prestando atenção à externalidade. 

Na Convenção nós estamos diante de nossa tarefa comum, como se estivéssemos ao redor do Monte Sinai. Essa tarefa é a união. A “tribo dos escravos” saiu do Egito e saiu correndo na escuridão, sem saber ou entender nada. Eles nem sabiam para onde escapar. Ao invés de honra, existe uma fuga; ao invés de confiança, existe medo e impotência. Ainda assim essa sensação é correta e boa.

Depois disso eles chegam ao Monte Sinai, a revelação do ódio, e tomam a decisão de atacar, de ir em direção a ele, porque eles não têm outro caminho a seguir. Cada pessoa está sem saída; ela deve decidir aqui e agora, e desejar que isso aconteça. Cada pessoa deve querer isso com tudo o que tem. Como isso se realiza? Isso não é problema meu. O Criador completará o que eu comecei, mas eu tenho que exigir isso.

Mesmo que eu não concorde com isso do fundo do meu coração, mesmo se eu estiver com medo, eu ainda grito como uma criança, como se eu realmente não pudesse sobreviver sem a garantia mútua.

Da lição de 22/10/10, Escritos do Rabash

Há Velas Mas Nenhuma Luz para Iluminá-las

Baal HaSulam, “O Ensino da Cabala e sua Essência”: Está escrito: “Porque o mandamento é uma vela, e o ensino é a luz. “Como alguém que tem velas, mas nenhuma luz para iluminá-las fica no escuro, aquele que tem Mitzvot mas não a Torá, fica no escuro. Isso ocorre porque a Torá é a Luz, pela qual as trevas no corpo são iluminadas e acesas.

Existem pessoas que realizam muitas ações. Elas pensam que suas ações são corretas, o que significa que as aproxima de uma recompensa espiritual. Infelizmente, isso não é verdade.

Uma pessoa que resume a sua vida e pensa que ela fez um monte de coisas boas, cumpriu muitos desejos do Criador (mandamentos), estudou a Torá, aprendeu de cor um grande número de textos sagrados, e cumpriu todos os requisitos. No entanto, de repente ela começa a perceber que não conseguiu nada, já que “uma Mitzva (mandamento ou preceito) sem um objetivo é como um corpo sem alma.”

As ações físicas que ela desempenhou durante sua vida não trouxe nenhum resultado positivo. A vida passou, e os esforços da pessoa e do sofrimento ocorreram inutilmente. Ela terá que voltar para esta realidade mais uma vez, renascerá, e vai começar tudo de novo desde o berço esperando que durante esta próxima reencarnação ela vai conseguir muito mais. [Leia mais →]

O Mensageiro Fiel Do Criador

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capítulo “Beshalach (Quando O Faraó Enviou)”, Artigos 28-29: O Faraó levantou-se na terra do Egito, e matou e vingou seus governantes, ministros, funcionários e toda a espécie de ministro …

Depois ele chamou a Moisés e Aarão de noite, “Visto que tudo foi através de vocês, e abençoa-me, também”, o que significa não me matem. Depois, ele próprio conduzindo-os para fora da terra …

Nós não entendemos o quanto esta força horrível e má chamada Faraó é poderosa e oposta ao Criador. É a marca do Criador e atua como seu mensageiro fiel. À medida que o Faraó se revela cada vez mais, esta revelação do mal empurra a pessoa a sair do seu ego.

É isso que estamos observando agora no mundo: por um lado, estamos nos tornando mais egoístas, agindo apenas para o nosso próprio benefício, sem levar ninguém em consideração, e, por outro lado, o egoísmo crescente revela-nos cada vez mais que somos obrigados a abrir mão dele, que essa forma de existência é impossível, e que estamos nos aproximando da destruição universal.

Este é o significado da frase, “O Faraó aproximou os filhos de Israel do Criador”. Desta forma, a força negativa está realizando a sua função para nos aproximar da espiritualidade.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 19/10/10, O Zohar

A Cabala Usa A Linguagem Mais Precisa

Dr. Michael Laitman“Nem todas as partes da Torá são iguais no que diz respeito à Luz que elas contêm”. A sabedoria da Cabala as apresenta à sua própria maneira: ela recupera da Torá os aspectos mais importantes que se relacionam com o desenvolvimento da alma e transmite-os em sua própria línguaguem.

Existem quatro linguagens diferentes para se apresentar a Torá, o método de correção (“Torá” vem da palavra Ora’a, instrução): Sod, Remez, Drush e Peshat (segredo, insinuação, interpretação e entendimento literal). A sabedoria da Cabala é a linguagem mais precisa; ela explica o método da melhor maneira.

A Cabala não transmite o método nas descrições do nosso mundo, nas leis do comportamento terrestre, ou situações de conto de fadas (todos os quais são descritos de uma forma distante do homem moderno). Por isso, nós usamos os trabalhos dos Cabalistas: O Livro do Zohar, que é o comentário sobre o Pentateuco, e todos os outros livros que se originaram doZohar (as obras do ARI, Ramchal, Agra, e Baal HaSulam).

Depois de estudar as obras dos Cabalistas, nós podemos prosseguir com o texto da Torá e entender o que ela está falando. Certamente, toda a Torá descreve os nossos estados consecutivos, ou seja, os estados da alma no mundo de Atzilut.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 17/10/10 “O Ensino da Cabala e sua Essência”

Uma Ação Dupla Com Um Único Propósito

Dr. Michael LaitmanA Torá é conhecida tanto como “elixir da vida” quanto “veneno mortal”. A pessoa que se corrige, que deseja ser equivalente ao Criador e perceber a parte oculta da realidade, usa o método chamado de “Torá”. É um programa especial encontrado na natureza.

Ao usá-lo corretamente, nós revelamos a natureza em sua plenitude, juntamente com nossa verdadeira existência. Nós sentimos não apenas a existência inútil em um corpo temporário, mas a outra parte da realidade, o mundo espiritual.

Em última análise, nós corrigimos nossos instrumentos de percepção. Nós só percebemos uma pequena parte da realidade em nossos cinco sentidos, mas podemos entender uma outra parte da realidade em um novo sentido que é construído sobre a doação extrior, em vez do consumo. O método de correção não quebrar nada, ele só completa. Ele nos permite adquirir o poder de doação e experimentar o Mundo do Infinito, ou seja, a realidade ilimitada.

No entanto, há um perigo nisso tudo: o uso errado do método. Nós revelamos uma força especial na natureza que anteriormente não sabíamos que existia. Esta força é chamada de “Luz”. Sua influência pode ser positiva ou negativa.

Quando eu aspiro ao amor dos outros (união) desde o princípio, a influência desta força é dirigida da mesma maneira. No entanto, se eu não me dirigir à união desde o princípio, essa força aumenta o ódio em mim. Desta forma, a Luz me ajuda quando é usada corretamente; se eu não usá-la como se pretende, o meu egoísmo aumenta, a fim de mostrar o meu ódio dos outros. Tudo depende da forma como eu pretendo usar a força da Torá.

É por isso que não há coerção no desenvolvimento espiritual. Afinal, se a pessoa não está preparada para aspirar à sua correção, ela pode causar danos a si mesma. Infelizmente, nós vemos muitos exemplos à nossa volta do estudo incorreto da Torá.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 8/10/10, Shamati # 161

Sobre o Amor e o Ódio

Pergunta: O que significa “ama o teu próximo como a ti mesmo”? O que eu realmente tenho que fazer?

Resposta: Amar o próximo como a ti mesmo significa que o nosso mundo inteiro (do nível inanimado, vegetal e animal, os níveis da natureza, assim como a humanidade) e o nosso universo inteiro tornam-se parte integrante de voc,ê “como um homem com um coração”. Você conecta tudo consigo mesmo e percebe como o seu “eu”. Caso contrário, você não existe!

Nosso egoísmo nos separa, mas acima dele, devemos receber uma força do Alto, o desejo e a capacidade de sentir todas as pessoas como eu e até mesmo mais que isso. Eu tenho que sentir que tudo isso é eu. No entanto, esse “eu” não é um sentimento egoísta, porque o ódio entre nós ainda continua crescendo. Uno-me a outros, precisamente acima desse ódio, e nesse caso eles são chamados de meus “próximos”, ou as pessoas próximas a mim.

O “próximo” é uma pessoa que eu odeio, mas, ao mesmo tempo eu tenho que “amá-lo como a mim mesmo”. “O amor vai abranger todos os pecados” significa que o ódio anterior permanece, mas o amor é adicionado acima dele.

No nosso mundo tudo é impulsionado por um desejo egoísta, quer na recepção ou doação. No mundo espiritual, porém, encontramo-nos entre duas forças opostas: doação e recepção. O egoísmo cresce, mas a qualidade de doação surge em paralelo a ele.Essas duas qualidades permitem-me chegar a sensação de que estou diante de uma montanha de ódio (Monte Sinai, que vem da palavra Sinah – ódio). No entanto, antes eu tenho que passar pelo “Egito” – da escravidão do egoísmo, do Faraó. Eu tenho que vir a odiá-lo e, em seguida, fugir dele, buscando a força para corrigir isso.

Quando eu fico no pé da montanha do ódio oposto  ao meu próximo, eu tenho que dizer se eu realmente estou pronto para me unir com outros, para amá-los acima do meu ódio, e tornar-me como um homem com um coração. Se eu tiver passado por todos os golpes e pragas do egoísmo (o Faraó) e eu sentir que eu tenho sofrido bastante, então eu concordo com ele! Isso é porque eu odeio o meu egoísmo ainda mais do que eu odeio meu próximo.

Eu concordo, pensando que isto irá permitir-me revelar o Criador. Eventualmente, porém, entendo que o amor e doação ao próximo é o que me satisfaz. Eu não tenho nada mais a pedir, mas isso. Essa ação em si me satisfaz, e é assim que eu me torno igual ao Criador.

Da  parte 4 da Lição Diária da Cabala de 3/10/10,  “O amor Pelo Criador e o Amor Pelos Seres Criados”

Material Relacionado:
A Essência da Correção

Cabalistas Sobre A Linguagem Da Cabalá, Parte 3

Queridos amigos, por favor, façam perguntas sobre essas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

A Sabedoria da Cabalá Não Fala Sobre Nosso Mundo Corporal

Com respeito à anotação, Adam Kadmon, eu estava chocado em ver que aquela forma corporal foi descrita para o conceito de Adam Kadmon da Cabalá, o que é somente um conceito metafísico, um conceito religioso. Deus não queira que permitamos a nós mesmos materializar esses conceitos sagrados, mesmo como uma forma de estudo. (Não existe forma na espiritualidade, somente forças; desta forma, somente nos é permitido fazer correlações entre elas. (Ver esboços de Baal HaSulam Sefer HaElan).

– Rav Kook, Cartas, Volume 1, pg. 162

Ai daquela pessoa (um desafortunado ignorante homem) que diz que a Torah tem a intenção de contar histórias literais (que supostamente acontecem em nosso mundo), e nas palavras ignorantes de Essau Laban, etc., pois se esse fosse o caso, mesmo hoje nós poderíamos tornar as palavras de um ignorante em palavras da Torah, e mesmo mais bonitas do que aquelas. Se a Torah tem a intenção de mostrar matérias mundanas, mesmo as regras do mundo possuem boas coisas entre elas. Deixe-nos segui-las e converte-las em Torah também. Mas, (esse não é o caso de forma alguma, e nem uma única palavra da Torah fala sobre nosso mundo, pelo contrário), todas as palavras da Torah são segredos sublimes.

-O Livro do Zohar com o Comentário Sulam (Escada), Parashat BeHaalotecha, item 58.