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O Estado De Israstina

Laitman_417Comentário: O líder da esquerda, Isaac Hertzog, disse que as ações dos extremistas de direita e de esquerda levarão ao estabelecimento de um novo Estado de Israel, chamado “Israstina”, e que precisamos nos unir.

Resposta: Ao que essa unidade se reduz? Afinal, um político não pensa em nada, exceto chegar a uma posição mais elevada. Esta é a razão pela qual ele é um político.

Eu acredito que disputas políticas têm sido sempre a morte de Israel porque somos uma nação com base na unidade entre diferentes povos. Abraão formou um grupo que mais tarde foi chamado de Israel a partir de povos que viviam na antiga Babilônia, que eram muito diferentes uns dos outros, e então, o que constitui a nação Judaica é, na verdade, a unidade entre seu povo.

Os Judeus não têm nenhuma nacionalidade e quem se junta à ideia de unidade, a correta integração mútua entre as pessoas, é chamado de Judeu. A palavra “Judeu – Yechudi” vem da palavra hebraica “união-Yichud“. Portanto, “ama o teu amigo como ti mesmo” é a principal lei natural e a base para a existência de nossa nação.

Mas nós esquecemos tudo isso e não temos vivido de acordo com isso há muito tempo. Nós não somos mais os mesmos Judeus da antiguidade. Não temos a mesma ideologia, a mesma base ou a mesma constituição. No entanto, a natureza ainda nos trata de acordo com o mesmo princípio, o que significa que temos que existir acima de todas as diferenças, em unidade, pois, caso contrário, não seremos uma nação.

É assim que o primeiro Templo foi destruído. Então nós nos unimos um pouco e construímos o segundo Templo; depois, nós começamos a lutar uns contra os outros mais uma vez e devido a isso o segundo Templo foi destruído.

Isto significa que a coisa mais importante para a nossa nação é a nossa união, apesar de todos os problemas que surgem entre nós, como se diz “o amor cobrirá todas as nossas transgressões”.

Nós devemos compreender que temos que viver em dois níveis. No piso inferior, nós podemos sentir repulsa a tal ponto que não falamos um com o outro, como acontece frequentemente entre os Judeus. Há uma piada sobre um Judeu que constrói duas sinagogas, uma que ele vai e uma que ele diz que nunca vai pôr o pé. Ele constrói a segunda sinagoga de propósito para não pôr o pé lá. Isso expressa a atitude dos Judeus entre si.

Hoje nós temos que simplesmente restaurar os dois níveis, estabelecer uma atitude de amor acima de todas as nossas transgressões, e viver nestes dois níveis. Por um lado, não podemos aceitar um ao outro de acordo com o ego material no nível animal. Como um ser humano, eu não aceito e odeio você, e os outros também, mas mesmo assim eu cubro isso com amor na minha conexão com os outros, sem destruir o ego. Na verdade, é como resultado de viver essa dupla atitude dos dois níveis que não amo você, mas, apesar de mim mesmo e minha atitude para com você, eu o amo.

É um sistema muito complexo de relações mútuas, mas somente na conexão entre essas duas dimensões é que o Criador é revelado, e o sistema da Governança superior que desce até nós de Cima. Quando nos concentramos neste sistema de relações mútuas, o mundo superior é revelado para nós. Portanto, isso é o que devemos fazer.

Ninguém entende isso, nem os de esquerda, de direita ou de centro, de modo que não teremos êxito a menos que implementemos a regra de nossas relações mútuas.

Eu sei que sou um egoísta, mas nós temos que construir uma ponte entre nós acima do abismo que nos separa. O abismo permanece, mas nós estamos constantemente mantendo nossas intenções conforme sustentamos e construímos cada vez mais a ponte entre nós.

Na verdade, é acima deste abismo, na conexão entre nós, que é revelada a força superior que nos permitirá sentir o verdadeiro mundo, a verdadeira existência, a eternidade e a plenitude. Vamos revelar o significado da criação deste mundo. Então vamos ver e descobrir o que é o jardim do Éden e entrar nele. Esse é o caminho para a felicidade.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 06/03/16

Um Muçulmano Concorrendo Para Prefeito De Londres

Laitman_419Pergunta: Pela primeira vez na história da Grã-Bretanha, um muçulmano chamado Sadiq Khan, de uma família paquistanesa, anunciou sua candidatura para o cargo de prefeito de Londres. Em seus discursos, ele salienta que Londres é uma cidade maravilhosa, internacional e que deve ficar assim, o que significa que deve ser uma cidade não só para os ricos, mas também para os pobres. Ele mencionou que não lhe agrada que Trump não queira deixar os muçulmanos entrar nos EUA.

Resposta: Eu me lembro que pouco mais de 40 anos atrás, a Grã-Bretanha estava entusiasmada e animada que os habitantes de suas ex-colônias chegavam da Índia e do Paquistão. Ela estava orgulhosa por não ter apenas plantado sua cultura nesses países, mas que eles estavam importando essas culturas indígenas no país.

De uma forma ou de outra, o mundo está indo em direção a mistura de culturas. O processo da história do mundo confirma que, se uma nação conquista a outra, ela dá a nação conquistada uma razão para conquistar em troca. Isso foi verdade para os antigos romanos e gregos, e, realmente, para todos aqueles que queriam influenciar os outros, que caem sob a influência dessas mesmas nações. No final, as nações conquistadas foram capazes de voltar e conquistar, e, assim, tudo foi concluído.

Pergunta: Você acha que é possível que isso possa começar com a conquista de Londres?

Resposta: A Europa foi conquistada por algum tempo, e não estou falando de Paris, onde quase não resta nenhum francês. Esse fenómeno não é nem bom nem mau. É uma tendência que não pode ser interrompida. Isso foi previsto, e não há nada para ser mudado. O mundo precisa ser unipolar de modo que em todos os lugares e em todos os países ocorra uma mistura completa de tradições, cultura e mentalidades – de tudo

Pergunta: Você quer dizer que os países não conseguirão se isolar?

Resposta: Eles não só não conseguem se isolar, mas vão se misturar a tal ponto que você não vai reconhecer qualquer cidade pessoalmente. Você não será capaz de dizer qualquer coisa sobre uma cidade no mundo, sobre um país, ou uma nação no mundo, quanto à sua nacionalidade ou sua religião. Tudo vai mudar drasticamente.

Pergunta: Isso é uma fantasia.

Resposta: Não é uma fantasia. A Babilônia está retornando, e o mundo está se tornando como era na Babilônia. Esse é o caminho que deve ser de acordo com as leis da natureza: a difusão completa, ou seja, a interpenetração de todas as culturas, religiões e tudo o mais.

Pergunta: E depois? Naquela época, a Babilônia desmoronou, e as pessoas foram dispersas por todo o mundo.

Resposta: Agora tudo está invertido. Para as nações que já estão misturadas, não há lugar para se dispersar. Assim, uma enorme torre será construída na Babilônia, e as pessoas vão entender que, em vez de pisar umas nas outras, devem começar a se relacionar entre si de forma diferente e alcançar uma vida de cooperação social e cultural e relações humanas normais. Tudo está indo em direção à iluminação.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 28/02/16

O Anjo Da Morte Do Estado Palestino

laitman_927Nas Notícias (polosa.co.il): “Na semana passada, o conceito de solução do conflito palestino-israelense, dividindo a terra de Israel em dois Estados nacionais independentes, terminou. Em outras palavras, na semana passada, a ideia de criar um Estado palestino na Judéia e Samaria morreu. A morte desse conceito foi anunciada quase casualmente, como algo evidente por si mesmo. Isso não foi anunciado por Netanyahu, Abbas, e nem mesmo Barack Obama. Foi anunciado pela chanceler alemã Angela Merkel, que se reuniu com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em Berlim.

“Após a reunião, Merkel disse que ‘agora não é o momento de avançar para a criação de um Estado palestino’. Você entende? Agora não é o momento. Por quase cinco décadas, a Europa tem chamado, insistido e exigido apenas uma coisa: a retirada israelense da Judéia e Samaria, e o estabelecimento de um Estado palestino lá. E, de repente, não é mais assim”….

Meu Comentário: Merkel já compreendeu seu erro antes, quando a UE foi estabelecida, mas é impossível mudar a atitude Europeia e fazê-los perceber que essa ideia não vai funcionar sem antes mudar sua psicologia e sem reeduca-los primeiro no espírito da unidade, conexão, e até mesmo de fraternidade e amor.

Para criar uma aliança, ou menos, uma convivência de nações vizinhas, todas as partes envolvidas têm que concordar sem qualquer pressão externa. Somente depois de serem educados por algum tempo é que os dois novos Estados podem ser construídos de forma cooperativa.

A Cabalá pode ajudar aqui. A propósito, nós temos que reeducar os judeus no espírito da unidade, não menos e ainda mais do que os árabes! Isso não deriva da política da UE, mas da finalidade da criação e do desejo do Criador pelas duas nações.

Egoístas Altruístas

Laitman_632_3Comentário: Os cientistas afirmam que os maiores egoístas são altruístas, e isso tem sido provado em num nível neurológico e no plano econômico. Há até mesmo um termo “punição altruísta”, que é quando nós punimos aqueles que prejudicam a sociedade, aqueles que não tornam as pessoas felizes, aqueles que prejudicam a nossa liberdade, e nós gostamos de fazer isso e, como resultado, o nosso ego cresce ainda mais.

Resposta: Claro que pode nós comprar uma pessoa se dermos presentes a ela, servi-la e mostrar-lhe amor. Assim, ela vai receber um prazer contínuo de nós, irá desfrutar, se acostumar com os prazeres, e vamos aproximá-la de nós. Em geral, este é um trabalho feminino: quando uma mulher aceita e cuida de seu homem, ele sente que ela é a figura materna e que precisa dela.

Eu não vejo nada de errado nisso. Essa é a maneira como nós, egoístas, nos comunicamos. Se eu não precisasse de alguém, nem iria perceber que ele está junto a mim. Eu sempre noto apenas o que preciso e o que pode me beneficiar, ou o contrário, o que me perturba ou me ameaça. Isso significa que nós observamos tudo o que afeta o nosso desejo, seja negativa ou positivamente.

O maior ego é, de fato, o ego altruísta. É um ego muito sofisticado e desenvolvido. Quando eu percebo que por trás de cada boa ação simples, como ajudar um animal pequeno ou cuidar de um bebê, eu gradualmente o domo ou o enganar ao preencher o seu desejo para que ele não seja capaz de continuar sem o meu preenchimento, eu evoco certa reação nele e ele sente que me deve.

Pergunta: Se a gente só ver o ego por trás de cada ação a partir de agora, onde isso vai nos levar?

Resposta: A lugar algum. É uma fase avançada do ego na qual entendemos como trabalhar com outras pessoas que também são egoístas, e que se você as tratar de forma altruísta, vai comprá-las e não terá que manejá-las à força, mas simplesmente tratá-las bem.

É o mesmo benefício egoísta, mas num nível mais elevado, e como os cientistas percebem hoje, essa é a forma como todas as pessoas vão se sentir: esse é apenas o mesmo egoísmo. É semelhante à relação entre uma mãe e um filho: a mãe ama seus filhos de uma maneira humana normal e lhes dá tudo; como resultado, ela precisa deles e eles precisam dela.

Comentário: Mas as pessoas têm certeza de que o amor materno é o verdadeiro amor altruísta.

Resposta: Nós temos que olhar para a vida um pouco mais a sério. Eu saúdo, respeito e também adoro a minha mãe que ainda está viva.

Eu sei como eu a trato, como devo tratá-la, e como ela me trata, mas devemos entender que é a natureza que evoca esse sentimento em nós e não a pessoa que se educa para ser assim. Essa é a diferença.

Nós devemos entender que o homem age de acordo com a lei da natureza que o estimula dessa maneira, e essa é a razão de perseguir comida, sexo, família e o amor dos pais.

É diferente se ele faz isso contra o seu ego, se ele se educa para estabelecer relações totalmente novas com tudo o que é exterior a ele, à sua volta: a natureza inanimada, as plantas, os animais e os seres humanos. Assim, todas as mudanças que ele sofre por sua própria vontade, como resultado da educação contra a sua natureza egoísta instintiva inicial, uma mudança que é o resultado da força e esforço será considerada uma conquista e, portanto, algo do que ele possa se orgulhar.

As Reshimot egoístas se desenvolvem dentro de nós, as quais são registros de dados ditados para nós, e nós temos que subir acima de nós mesmos para atingir um estado superior egoísta. De que outra forma eu posso entender o próximo estado se ele não for representado em mim egoisticamente? É assim que eu sinto, “Eu quero!”, eu quero não apenas esse mundo; também quero o mundo superior, o futuro que está acima da morte, acima de tudo. Eu quero ver tudo, controlar tudo, compreender e sentir tudo.

Então eu estou pronto para ouvir o que a sabedoria da Cabalá diz e como ela me ajuda a partir de agora. Essa ajuda é dada a mim para que eu possa ser capaz de agir contra a minha natureza e, assim, eu me transformo internamente e começo a pensar de forma diferente, não com a intenção de receber, mas com a intenção de doar, não se importando comigo, mas se preocupam com os outros.

Neste estado, eu sinto paz, um preenchimento, e não anseio por ele mais. É totalmente diferente do amor de uma mãe para com o filho. Ela sente um amor instintivo com o qual se preenche, mas aqui eu preencho os outros e não o meu próprio filho pelo qual sinto um sentimento humano pessoal e comum, mas estranhos totais que podem se opostos a mim e por quem sou repelido. É assim que vamos chegar ao preenchimento da consciência Cabalística. Embora seja um grande esforço, vamos conseguir.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 04/03/16

Uma Em Cada Cinco Mulheres Não Quer Ter Filhos

laitman_627_1Pergunta: Pesquisas nos EUA e na Europa mostram que uma em cada cinco mulheres que vivem em cidades grandes não quer ter filhos. Quarenta anos atrás, por outro lado, uma em cada dez mulheres não queria ter filhos. Qual é a razão desse número de mulheres que não quer ter filhos ter dobrado?

Resposta: As mulheres perderam o instinto materno e não querem ter filhos. Mesmo que tenham, é apenas mais tarde, quando estão se aproximando dos quarenta anos, para que possam aproveitar a vida um pouco mais antes de ter filhos.

Elas levam em conta o fato de que, uma vez que nasce um filho, elas ficam presas em obrigações para a vida! Não é apenas a obrigações financeiras, mas também seu compromisso com seu filho. Isso é simplesmente inaceitável para o ego crescente. Hoje todo mundo quer viver para si, totalmente livre, mesmo sem ter que trabalhar. Uma pessoa está conectada à Internet, tem um smartphone, e as pessoas não querem estar perto de ninguém. Ter um filho é uma conexão instintiva com alguém que depende de mim e eu dependo dele.

Quando uma mulher fica grávida, ela imediatamente começa a pensar apenas na vida que está sendo formada dentro dela e sobre o fato de que tem que se dedicar totalmente a ela. Seu mundo se estreita e toda a sua atenção está voltada ao embrião que se desenvolve dentro dela. O que vem depois? Ela olha para frente e pensa em passar o resto de sua vida dando à luz, criando, e educando essa criatura. Será que ela vai viver 100 a 200 anos? Não, não vai. Ela provavelmente terá a sua própria prole. Então, por que participar disso e dedicar toda a sua vida para isso?!

Pergunta: Será que ela acha que uma criança vai privá-la dos prazeres neste mundo?

Resposta: Claro. Além disso, ela sente que a criança a coloca numa prisão, que ela lhe fez se comprometer, como se amarrasse seus braços e pernas e não permitisse que ela pensasse em outra coisa, mas nela. A criança vai ser presa a ela e atrair toda a sua atenção. É realmente assim como a natureza funciona.

A natureza aumenta gradualmente o ego da mulher e do homem e permite que eles não atuem automaticamente como as gerações anteriores fizeram. No passado, uma mulher tinha que se casar muito cedo na vida e ter filhos, criá-los, construir uma casa, ajudá-los com a sua educação, fazer o que fosse possível para eles, e morrer. Eles vão chorar por ela quando ela estiver morta, mas é nisso que se resume sua vida?!

Essa é uma análise saudável que o ego evoca nela, e ela não quer isso. Ela não se importa onde será enterrada, como e por quem. Ela já paga impostos e tem obrigações diferentes. Tudo que ela quer é viver e não dever nada a ninguém, e sobretudo não se enterrar ainda jovem.

Só no caso da pessoa se preocupar o suficiente com o objetivo da criação é que isso a obriga a ter uma família, ter filhos, criá-los, e cuidar de tudo o mais; ela vai fazê-lo, mas apenas quando for rentável.

E isso só vai ser vantajoso quando ela souber que tem que agir como a maioria das pessoas nesse mundo, o que significa ter filhos, criá-los, cuidar deles, apoiá-los e ajudá-los a caminhar sozinhos, a fim de atingir o objetivo da criação. Ao mesmo tempo, ela tem que se corrigir e, assim, corrigir o mundo também!

Quando uma mulher tem um filho e o cria, ela realmente faz com que ele execute sua correção! Esse vai ser o único incentivo para ter filhos no futuro. Caso contrário, se agora uma em cada cinco mulheres não quer ter filhos, em alguns anos, uma em cada duas mulheres não vai quer ter filhos e a população mundial irá diminuir à metade de um bilhão de pessoas.

Pergunta: No que uma mulher pode pensar sobre o objetivo da criação, a fim de ter um filho no estado ideal?

Resposta: Os nossos sofrimentos nos obrigam a encontrar uma resposta clara à pergunta sobre o sentido da vida. Esse é o único objetivo que a mulher deve ter a fim de atingir o governo superior e ver onde para onde a natureza ou o Criador está nos levando.

Quando descobrirmos isso, vamos revelar como devemos nos comportar em cada aspecto da vida, a fim de atingir a meta superior eterna, que é considerada superior em relação à nossa vida temporária. Então, vamos sentir o benefício em nosso ego e ter filhos, criá-los, e nos dedicar à família.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 02/03/16

Respostas Às Suas Perguntas, Parte 128

laitman_281_02Pergunta: Muitas vezes, eu tenho uma pergunta que quero fazer, e depois uma outra questão deriva dela, e, depois, uma outra pergunta, e assim por diante. Tudo acontece ao mesmo tempo.

Que pergunta eu devo considerar como a principal a fazer ao professor, e como se chama esse estado de acordo com a sabedoria da Cabalá?

Resposta: Esse é um estado de inconsciência, e você deve continuar esclarecendo-o até que ele se torne claro para você.

Pergunta: Até onde eu entendo, nós falamos de um método para melhorar as relações no coletivo. Onde eu posso aprender sobre a maneira de se tornar parte do coletivo?

Resposta: Procure nos materiais de nossos workshops.

“Como Salvar A Economia Mundial?”

laitman_202_0Opinião (socialeurope.eu): “Nós estamos vivendo no âmbito de um sistema financeiro que proporciona estabilidade ao dólar americano. Isto pode ser benéfico se os interesses do sistema financeiro mundial não entrarem em conflito com os interesses da economia e o sistema financeiro dos Estados Unidos.

“Mas a parte Americana da economia mundial diminuiu de 50% para menos de 20%. Em condições de uma ausência de rendimentos de emissão de títulos, o sistema financeiro mundial viu-se em uma perda e o crescimento econômico parou. A crise é tão grande que a vitória de uma dessas forças vai, inevitavelmente, aniquilar a outra. A paz não pode existir aqui, pois o conflito só pode ser encerrado com o colapso de um dos lados, pois não há recursos para o sustento de ambos. Portanto, a luta só vai se tornar mais forte e mais profunda.

“A questão é se a economia Americana será salva à custa do sistema financeiro mundial ou se a economia mundial será salva à custa dos Estados Unidos”.

Meu Comentário: A salvação da humanidade deve ser através da unidade. A solução não está no nível financeiro, mas em se assemelhar a todo o sistema da natureza, com o qual a humanidade está em oposição.

O Mundo Inteiro É Um Único Sistema

Laitman_720Nas Notícias (hozimaster.in): “Não havia lobos no Parque Yellowstone há 70 anos. Durante este tempo, o alce dominava o parque. Eles se multiplicaram a um ritmo incontrolável e causaram grandes danos à vegetação local. Quatorze lobos foram trazidos para o parque em 1995 e forçaram os carneiros a escolher os seus lugares de pastoreio com mais cuidado. Como resultado disso, a vegetação começou a crescer novamente e dentro de seis anos o número de árvores que existiam lá cresceu cinco vezes.

“O número de amoras aumentou; patos, peixes e ratos almiscarados (um tipo de roedor) têm aparecido em pântanos, baías e rios, e também castores que precisavam de árvores para a construção de barragens. Os lobos têm reduzido a população de chacais, algo que trouxe um aumento no número de coelhos e ratos, e estes têm atraído gaviões, furões, raposas e para o parque. Ursos que vieram para o parque depois procurando alimento, afugentaram os lobos das presas e comeram as sobras.

“Mas a coisa mais incrível que aconteceu é que os lobos mudaram o fluxo dos rios. As margens dos rios se endireitaram, reduzindo a erosão na costa; isso aconteceu por causa da influência dos lobos sobre o alce e trouxe um enorme crescimento de árvores e grama nas margens dos rios. Toda a geografia do parque foi alterada por causa dos quatorze lobos que foram soltos menos de vinte anos atrás. ”

Meu Comentário: Eu acho que, basicamente, nós vemos um pequeno segmento do quadro de mudanças. Considere o número de distorções que criamos na harmonia da natureza. A sabedoria da Cabalá diz que temos inserido muito mais distorções através de nossos pensamentos e atividades egoístas.

Podemos Confiar Nos Robôs?

laitman_600_04Pergunta: Cientistas americanos descobriram que em situações extremas as pessoas confiam mais em robôs que em seu senso comum ou manuais.

Pesquisadores do Georgia Technological Institution pediram que 30 estudantes voluntários executassem uma determinada tarefa em uma sala de tamanho médio. De repente, o alarme de incêndio disparou e o salão se encheu de fumaça. Os alunos tiveram uma escolha de deixar a sala, usando a porta por onde vieram, ou deixar a sala por uma pequena porta lateral, para a qual um robô apontou, intencional e erroneamente. Descobriu-se que a maioria dos voluntários, 26 dos 30, obedeceu ao robô e foi em direção ao beco sem saída.

Por um lado, isso é um progresso, uma vez que nós mesmos estamos criando essas máquinas avançadas, mas, por outro lado, nós obedecemos aos nossos robôs e nos tornamos tão tolos como eles. Você poderia explicar esse paradoxo?

Resposta: Eu não entendo a experiência real. Como você pode não acreditar num sensor que mostra exatamente para onde você deve correr numa emergência? A quem uma pessoa pode obedecer? Ao seu próprio instinto? Mesmo que a pessoa soubesse onde estava a porta de saída porque entrou por ela, talvez houvesse um incêndio lá e o robô indicasse outra saída e determinasse a forma mais segura de sair. Então, por que a pessoa não deveria confiar nele? Eu também obedeceria às ordens do robô.

Comentário: Parece que também havia outras pessoas que mostravam aos estudantes qual caminho percorrer e ainda assim eles confiaram no robô. Muitas vezes, quando usamos um sistema de navegação, por exemplo, sentimos que é o caminho errado, mas ainda seguimos as instruções cegamente.

Resposta: Isso é natural, porque começamos a respeitar estes instrumentos nos quais a nossa lógica confusa e as dúvidas não existem. Portanto, eu também iria confiar mais em tais instrumentos. Nós lançamos satélites que orbitam a Terra, voamos e mergulhamos em águas profundas, tudo graças a esses instrumentos. O fator humano pode desempenhar um papel muito negativo aqui. Esta é a razão de eu acreditar que devemos confiar mais nos instrumentos do que nas pessoas.

Comentário: Nós também não confiamos totalmente nas pessoas, mesmo na vida cotidiana.

Resposta: Por que deveríamos confiar nelas? Na verdade, é por causa do fator humano que há explosões em centrais nucleares.

Comentário: Muitos dizem que os robôs se tornarão mais fortes do que nós.

Resposta: Tolice. Somente povos primitivos que não entendem como funcionam os sistemas mecânicos podem dizer isso. Um sistema mecânico nunca pode ser mais inteligente ou mais forte do que a pessoa que o criaram, mas em situações críticas é mais seguro, uma vez que não tem dúvidas pessoais.

Pergunta: Será que as relações pessoais entre as pessoas são capazes de existir na presença de tal tecnologia?

Resposta: Nós estamos avançando em direção a essas tecnologias não para nos comunicar uns com os outros. Quem precisa de comunicação mútua nos dias de hoje? Mesmo quando ouvimos um ao outro no computador, não nos comunicamos realmente um com o outro; lemos ou vemos algo na tela e pronto.

Nosso ego em desenvolvimento empurra a pessoa para ser um individualista que está isolado de todos. Se fornecermos a uma pessoa as necessidades básicas e a trancarmos em uma sala com um computador, ela não vai precisar de nada, absolutamente nada. Mesmo se ela estiver na prisão em condições confortáveis para viver sozinha, ela não vai precisar de qualquer outra pessoa.

Esta tendência continuará até que as pessoas sintam isso, apesar desta conveniência ser como se estivessem mortas. Por um lado, é muito confortável para o nosso ego, mas, por outro lado, é a morte. Nós estamos em tal estado que quando estamos separados uns dos outros, estamos confortáveis. Por outro lado, nos afastamos uns dos outros e desconectamos os laços entre nós e assim sentimos que não podemos viver sem o outro. Este é o paradoxo, como entre dois amantes que se amam e se odeiam.

Este paradoxo continuará na sociedade humana, enquanto as pessoas estiverem afastadas umas das outras. Isso vai nos levar a uma contradição e contrariedade que não vamos ser capazes de resolver de forma alguma, mas apenas de acordo com a regra bíblica “O amor cobre todas as transgressões”.

Em outras palavras, quando houver enormes distâncias egoístas entre nós, seremos capazes de construir uma ponte de amor mútuo, cooperação mútua e respeito, acima delas. Egoísmo e altruísmo não funcionarão em um nível, mas em dois níveis. Na verdade, a combinação entre esses dois níveis de amor e ódio é que falta nos casais. Nós temos que nos certificar de que o amor permanente vai vencer o ódio.

Quanto maior a distância entre estes dois níveis paralelos, maior será o amor do que o ódio, e mais forte a conexão. O amor é realmente construído na reciprocidade quando há uma oposição abaixo e uma conexão acima.

Pergunta: A tecnologia vai nos ajudar aqui?

Resposta: Nada vai nos ajudar, exceto a sabedoria da Cabalá. Esta é a única coisa que nos permitirá estabelecer uma conexão; esta é a tecnologia.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 01/03/16

O Problema De Pais E Filhos

laitman_622_01Comentário: No âmbito dos estudos que foram realizados por dois anos pelo Instituto Adler sobre o tema da educação, foi realizada uma pesquisa onde foi esclarecido que cerca de 48% dos pais de Israel não falam com seus filhos. Em uma pesquisa adicional que foi realizada com 300 adolescentes israelenses com idades entre 13-18 anos, cerca de 40% deles confirmaram que não estão em comunicação com os pais e não estão familiarizados com a sua história e raízes.

Resposta: Isso é compreensível, porque hoje nós estamos nos elevando acima do nível de desenvolvimento corporal, onde tudo foi construído acima de uma casa tradicional onde pais e filhos estavam fortemente conectados. Na maior parte das vezes, o filho era herdeiro da profissão do pai, construiu uma casa ao lado da casa de seu pai, e assim por diante.

Mas já há algum tempo, não temos estado nessa situação. Com o desenvolvimento da indústria, todos foram atraídos para as cidades, e através do desenvolvimento de uma variedade de profissões, a conexão entre “pais e filhos” foi quebrada.

Quando a geração se desenvolve com tanta turbulência e rapidez, quando a perspectiva sobre o mundo é mudada completamente em poucos anos, não só as crianças, mas também os pais, não se reconhecem em relação ao que eram cinco anos antes. Enquanto que no passado as crianças deixavam a casa de seus pais com 18-20 anos, agora, com 11-12 anos, a criança não quer sentir que deve algo a alguém, seus pais são os que lhe devem algo, enquanto ela não deve nada a eles.

Nós chegamos a uma situação em que cabe a nós começar a subir acima do nível corpóreo, onde as pessoas estão conectadas entre si apenas no aspecto físico, de acordo com a família de uma maneira tradicional. A partir de hoje, o que mais os pais podem dar aos seus filhos?! Eles não podem mais transmitir a sua educação a uma criança, porque isso difere do que a geração atual exige.

Nem mesmo a atual educação corresponde às necessidades de um jovem para que ele possa se desenvolver em sua vida. Tudo está mudando rapidamente e as crianças não sentem a necessidade de se comunicar com seus pais. Os pais também não sentem qualquer atração por seus filhos, porque já não se realizam através deles.

Nós estamos numa situação muito interessante. A necessidade de uma conexão entre as gerações surgirá, que é geralmente o que acontece na transição de uma geração para outra; deve haver uma aspiração comum, um fluxo comum de vida, no qual, gradualmente, o propósito da vida agora se torna claro.

A sabedoria da Cabalá nos dá isso. A realização do propósito da vida e o propósito de toda a criação é o mesmo propósito. Dessa forma, os filhos serão capazes de ser “nutridos” por seus pais. Nessa situação, os pais podem dar aos filhos educação escolar em casa começando numa tenra idade, incutindo-lhes a base certa para toda a vida. Ambos estarão na mesma orientação interna e externa, corrente e movimento.

Eles terão algo para falar entre si, para transmitir um ao outro. Dessa forma, a conexão entre as gerações, não mais no nível corporal como foi ao longo da história da humanidade, mas no nível espiritual, no nível da conexão da alma.

Assim, eles vão começar a descobrir a conexão profunda e espiritual entre si; eles vão descobrir por que especificamente estes são os seus pais e estes são seus filhos, por que especificamente contatos como esses estão acontecendo entre eles, incluindo os contatos físicos no nível corpóreo, e depois uma transição para o nível das almas vai acontecer.

Pergunta: Que tipo de meta será determinado?

Resposta: O objetivo da humanidade é alcançar inclusive uma conexão mútua. A conexão também será direcionada para conexões familiares que serão fortalecidas graças à conexão espiritual. As conexões físicas permanecerão no mesmo nível, e haverá inclusive mais independência.

Esse será um sistema completamente novo de conexões mútuas, apoiado por toda a sociedade. Assim, novas relações mútuas entre pais e filhos vão prevalecer; a conexão será nova.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 29/02/16