Textos na Categoria 'Nações do Mundo'

Um Mundo Sem Sofrimento

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos passar por essas situações que são esperadas para o mundo no futuro próximo, sem sofrer?

Resposta: O único método é através da atração da Luz Superior. Vocês não podem fazer mais nada. Então, nós estamos indo no caminho do “eu vou apressá-lo”, ou seja, no caminho da Luz. Caso contrário, haverá sofrimento contínuo ou um desequilíbrio na proporção de 90% sofrimento e 10% Luz.

Olhe o que está acontecendo conosco em Israel, que é um caso onde há muito pouca Luz e muito sofrimento. Todo mundo perdura o sofrimento, tanto israelenses como árabes. De tal forma, nós estamos levando a nação a um estado que não é bom.

Pergunta: A parte mais importante da correção é o povo de Israel que vive no território desta nação. Todo o Bnei Baruch está trabalhando em prol da sua unidade. E qual é o nosso papel? No que temos que estar envolvido aqui se a correção começa a partir daí? Quais deveriam ser nossos esforços?

Resposta: Todos os grupos do mundo, incluindo os grupos em Israel, estão conectados num único sistema. A atração da Luz em nosso mundo depende de nossos esforços comuns. Primeiro de tudo, a Luz age para baixo através de nós, e depois disso, por meio do povo de Israel. O problema todo é que temos que consolidá-lo, mas esta é uma tarefa muito complicada. Depois disso, por meio do povo de Israel, a Luz vai passar para o resto do mundo.

Nós temos que tentar trabalhar com esses três níveis, conectando juntos, tanto quanto possível. Há muitos recursos aqui que não foram utilizados e, se os realizarmos corretamente, não haverá sofrimento no mundo.

Da Convenção em Sochi 14/07/14, Lição 6

A Unidade Da Nação E A Sabedoria Da Cabalá

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a conexão entre a unidade da nação de Israel e a sabedoria da Cabalá?

Resposta: A sabedoria da Cabalá é a mesma ciência que nos permite realizar a unidade e a conexão entre nós. Nesta unidade, nós começamos a sentir as forças que atuam na criação, na natureza e na realidade. Nós somos levados à revelação da força única chamada Criador, que significa “venha e veja” (Bo-Re), e à revelação da Cabalá, que inclui tudo na criação. Ela explica como nós existimos e qual processo nós atravessamos, a fim de ir do início da criação até o seu final, no melhor e mais curto caminho. A Cabalá nos fala sobre a meta da nossa vida e como alcançar força única e nos dá os meios para cumprir essa meta.

O principal é a aquisição de conhecimentos. Se já sabemos como avançar em direção à meta e como usar as forças da natureza, o nosso sucesso é garantido, pois estamos na natureza, que é o equivalente à força superior, o Criador, e nós aprendemos a usar essa força.

A sabedoria da Cabalá nos ensina como evitar os golpes e chegar mais perto da Divindade, como executar todos os nossos deveres na criação e como atingir a meta da melhor e mais rápida forma. Afinal, se ela nos explica todo o sistema de criação e as forças que operam dentro dela, não precisamos de mais nada.

Pergunta: Então, por que, de acordo com o sistema de criação, o mundo todo deveria se unir contra Israel agora?

Resposta: Se a nação de Israel não cumprir a sua missão, então, o mundo inteiro certamente ficará do lado de nossos inimigos. Nós vemos que todos os canais de notícias do mundo mostram o conflito árabe-israelense só do ponto de vista da população de Gaza e nunca da perspectiva israelense.

Eles nem sequer mencionam o fato de que Israel está sob ataque de mísseis e que as pessoas são mortas. Isso não diz respeito a eles. Eles não escondem esses fatos de propósito, mas simplesmente não sentem isso e não o levam em conta. Eles veem que, ao mesmo tempo, 1500 pessoas foram mortas em Gaza, enquanto que, no lado israelense, apenas cerca de uma centena, e assim eles tomam o lado palestino.

Pergunta: Você diz que esta é uma guerra entre o bem e o mal, e não entre Israel e o Hamas?

Resposta: É claro! Afinal, está escrito: “O coração dos ministros e reis está nas mãos de Deus”. O Hamas é apenas uma arma nas mãos da força superior. A guerra real, que os profetas chamam de Armageddon, é entre o bem e o mal. Esta guerra já está acontecendo em sua plenitude entre o Israel corporal e o Israel espiritual.

É a nossa guerra interna contra o nosso ego, onde vamos esclarecer se realmente queremos subir acima dele e controlá-lo, ou se ele vai nos dominar. É uma guerra entre as forças do bem e do mal.

Há apenas uma força que opera em todo o mundo, em toda a natureza, chamada desejo de receber. No entanto, há outro desejo entre a nação de Israel que não além deste desejo de receber, que é o desejo de doar. Isso torna Israel diferente de todos os outros países, devido à força de doação que está escondida dentro dele.

Tudo depende se Israel usa essa força de doação ou não. Se ele usa a força de recepção e a força de doação de forma equilibrada, ele atinge plenitude e paz. No entanto, se a força de recepção é maior do que a força de doação, Israel sente essa corrupção de acordo com seu nível.

O mundo aspira a um estado de equilíbrio, e é dever de Israel levar a força positiva de doação para o mundo todo, o que significa tornar-se Luz para as nações, para ensinar a todos o significado do amor e doação ao próximo. Eu espero que, finalmente, nós comecemos a nos envolver neste trabalho e entender qual é a nossa missão, e que todos os desastres são enviados para nós só para nos levar à unidade e para darmos um exemplo de unidade para o mundo todo.

Isto é o que o mundo espera de Israel. No momento em que a nação de Israel declarar que está começando a cumprir esta missão e querer realmente cumpri-la, as nações do mundo vão entendê-la imediatamente. Elas de repente vão ver que isso é exatamente o que querem de nós, que é um exemplo de como construir um mundo corrigido que está conectado corretamente pelo amor dos amigos, de modo que toda a humanidade se torna um todo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 12/08/14

O Povo Baseado Na Ideologia

Dr. Michael LaitmanPergunta: No momento, o antissemitismo está em ascensão em os EUA. Nas instituições de ensino superior, houve campanhas para expulsar estudantes judeus de albergues. Que tipo de futuro nós podemos esperar nos EUA no que diz respeito a esta questão que, infelizmente, temos que levantar?

Resposta: Nós só podemos dizer que, como nosso mundo se torna cada vez mais global e interconectado, a atitude em relação aos judeus irá se deteriorar.

O fato é que o povo judeu surgiu na Terra porque um pequeno grupo da Babilônia, que viveu uma crise semelhante 3.800 anos atrás, decidiu se unir e alcançar um estado de responsabilidade mútua, conexão mútua, como está escrito: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

Abraão, o sacerdote da antiga Babilônia, uniu um grupo de pessoas com base nisso, e disso se originou o povo de Israel. Em outras palavras, de acordo com os nossos dados biológicos, não somos um povo como outras nações. Somos um povo com base numa ideia, porque o princípio do “Ama o próximo como a ti mesmo” é a base da nossa formação.

Nós existimos neste estado desde o momento da saída da Babilônia até a destruição do Segundo Templo, que ocorreu há 2000 anos. Durante este tempo, nós sempre estávamos tentando ser uma única entidade, como um homem com um coração.

Todas as belas declarações do “Ama o teu próximo como a ti mesmo”, “O que você odeia, não faça ao seu amigo”, “Todos de Israel são irmãos”, etc., falam sobre a essência da nossa comunidade, que é chamada de “povo”. No entanto, basicamente, nós somos um povo com base na ideologia e não porque nascemos numa tribo que cresceu gradualmente, como o resto das nações.

Portanto, a nossa existência só pode ser justificada se estivermos interligados. No entanto, o problema é que quando caímos há 2000 anos, do nível do “Ama o próximo como a ti mesmo” para o ódio infundado – que é, em princípio, a “destruição do Templo”, o Templo no coração, o Templo de nós -, nós fomos “exilados” deste estado. Em outras palavras, nós nos tornamos tão egoístas como todas as outras nações. Por isso, desde então, temos vivido num estado tão lamentável, no exílio.

A primeira vez, o antissemitismo apareceu na Roma antiga e na Grécia, porque tínhamos deixado de ser como um todo.

De uma entrevista nos EUA, 06/08/14

O Segredo Das Dez Tribos, Parte 5

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que estava acontecendo nos dias dos Templos? Por que eles tiveram que ser destruídos?

Resposta: Em primeiro lugar, por que os judeus se unem? Através de sua correção, eles estabelecem relações entre si, que lhes permitirão cumprir a condição de “amar o teu próximo como a ti mesmo”.

Para atingir o estado no qual o Criador será totalmente revelado, eles devem criar uma única alma e um único desejo.

Através de sua unidade interna, eles constroem o primeiro templo dentro de si. No entanto, esse estado existe só por um momento e logo em seguida começa a quebrar, passo a passo.

O processo é que, em primeiro lugar, existe uma subida lenta até a “barra” de um estado desejado, e uma vez que tenha sido atingido e se manifesta, a descida começa imediatamente.

Pergunta: Então, o método de Abraão alcançou o seu próprio resultado e elevou o povo à altura desejada?

Resposta: Sim. Houve contato entre toda a nação e o Criador, baseado no amor mútuo, durante o qual o país atingiu o estado de correção individual completo. Esta é a construção do primeiro Templo.

Quando um estado é realizado, o povo não tem nada a fazer e nenhuma razão de existir neste nível, uma vez que existe apenas por um momento. A Luz vem, enche o vaso, e isso é tudo.

Então este estado deve desaparecer. Na verdade, o processo continua até que este punhado de pessoas, que se tornou a nação de Israel, corrige toda a humanidade. Portanto, uma perspectiva inteiramente nova é revelada diante delas.

O objetivo final não é a construção do Primeiro Templo, mas na correção completa de toda a humanidade. Isto é o que disse Abraão na Babilônia, mesmo quando ele era o único que sabia disso.

Mas hoje os judeus dizem: “Por favor, deixem-nos em paz! O povo escolhido!? Nós queremos ser como todo mundo!”.

No entanto, eles serão obrigados. Nós vemos que eles serão forçados, assim como foram então.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 27/08/14

Um Novo Abraão

A Torá, “Levítico”, 18: 1-5: E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: “Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Eu sou o Senhor vosso Deus. Após as obras da terra do Egito, em que habitaveis, não haveis de fazer; e segundo as obras da terra de Canaã, vos hei de introduzir, não haveis de fazer; nem andareis nos estatutos deles. Os meus juízos fareis, e os meus estatutos vós guardareis, para andardes neles: Eu sou o Senhor vosso Deus. Porém vós guardareis os meus estatutos, e dos meus estatutos, que se o homem fizer, viverá por eles: Eu sou o Senhor.

“Sob nenhuma circunstância devemos usar os desejos egoístas que nós tiramos da Babilônia, Egito, ou a da terra de Canaã, para onde em breve devemos retornar. Se usarmos todos os nossos desejos corretamente, gradualmente corrigindo-os e ascendendo para o nível anterior de Canaã, começaremos a transformar esta terra na terra de Israel, o que significa focar todos os nossos desejos no Criador, na doação. [Leia mais →]

Método De Abraão – A Sabedoria Da Cabalá

De “Quem é você, povo de Israel”:

A sabedoria da Cabalá explica como descobrir a força positiva da natureza e equilibrar nossos egos. Ela argumenta que é predefinido no plano da natureza que, no final, todas as peças da natureza, incluindo a sociedade humana, alcançarão a unidade.

Israel Significa Direto para o Criador

Os discípulos de Abraão denominaram-se Yisrael (Israel) após a sua vontade de ir Yashar El (direto para Deus, o Criador). Ou seja, eles queriam descobrir a força da natureza da unidade, de modo a equilibrar o ego que se interpunha entre eles. Através de sua unidade, eles encontraram-se imersos na força de união, a força superior.

Israel chamou o estado de ligação, a força superior da natureza, que tinham descoberto, “o mundo superior”. Eles também aprenderam que, no processo de desenvolvimento humano, o resto dos babilônios – que seguiram o conselho de Nimrod, dispersaram-se por todo o mundo, e tornaram-se hoje a humanidade, também teriam de alcançar a unidade. Esta contradição entre o povo de Israel, que se formou através da união, e do resto da humanidade, que se formou como resultado da separação, é sentida até hoje.

O texto completo do folheto está aqui

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Material Relacionado:
Sociedade Perfeita De Abraão, Parte 1
Cabala Desde Abraão Até Os Dias Atuais
Como Terminou A Disputa Entre Abraão E Nimrod?

O Segredo Das Dez Tribos, Parte 4

Dr. Michael LaitmanPergunta: O grupo de Abraão, com a sua lei do “ama ao próximo como a ti mesmo”, “atravessou” todas as gerações no Egito. Eles a experimentaram, saíram, permaneceram em torno do Monte Sinai, e tornaram-se uma nação. Na época, onde estava o grupo de Nimrod, ou seja, o resto da humanidade, a Babilônia?

Resposta: Enquanto isso, as pessoas gradualmente se dispersaram e se estabeleceram. A Cabalá e a Torá não estudam isso, porque elas estão envolvidos na elevação espiritual do homem, e isso está acontecendo no mesmo nível terrestre. Tudo isso é descrito bem na obra de Flávio Josefo, “As Antiguidades dos Judeus“.

Pergunta: Vamos voltar ao povo de Israel, que entrou em sua própria “terra”, nas camadas egoístas do seu próprio desejo. Como eles começaram a processar este egoísmo?

Resposta: Não foi fácil. Em primeiro lugar, eles não sabiam como alterá-lo ou como começar a trabalhar nele.

Eles não tinham Moisés com eles. Não havia Abraão, Isaac, Jacó e José. E aqui começou um controle diferente do povo.

Basicamente, ele era um reino. Todos os tipos de atritos surgiram entre eles que não foram descritos na Torá, mas nos Profetas e nas Escrituras. Eles escolheram onde construir o Templo, ou seja, onde não havia um local adequado para a soma de seus desejos espirituais. Mas não estamos falando de geografia, simplesmente este processo descrito em termos geográficos.

As doze tribos começaram a dividir a terra entre si. Havia uma condição sob a qual as tribos deveriam viver para além do Jordão, onde o Jordão de hoje situa-se, porque suponha-se ser de acordo com o plano da alma comum na Terra.

Em geral, existe uma natureza humana (a alma), bem como a natureza animal, vegetal e inanimada. Todos estes níveis são projetados um sobre o outro, e todos são construídos segundo o mesmo princípio paralelo. Quando a natureza humana começa a se manifestar em nós, o que significa semelhança com o Criador, de acordo com este movimento espiritual, nós também mudamos o local de residência. Em geral, tudo muda em nós, e nós nem percebemos o quanto mudamos. Isso acontece instintivamente, como se por si só. Assim, começamos a explorar e descobrir como precisamos agora existir.

Pergunta: Será que eles continuam vivendo de acordo com o princípio do “ama ao próximo como a ti mesmo”?

Resposta: É claro! Eles continuam, aprofundando-o ainda mais. Isso significa povoar e desenvolver a terra de Israel, porque a terra significa desejo. Assim, eles se movem para frente.

Mas a questão não é que eles dividem a terra entre si. Nas fontes é descrito como cada tribo se instala em sua terra, onde deveria estar. As fronteiras e a clara distribuição entre eles são descritas. As tribos não podem ser misturadas entre si, porque o desejo comum, a alma comum, divide-se em quatro níveis de acordo com três linhas. Assim, (4 x 3) doze partes, as doze tribos surgiram, que devem corresponder totalmente aos seus objetivos, desde o nível espiritual até o material, de modo que elas são adicionadas de forma exata e idêntica uma a outra de acordo com estes níveis e até mesmo seguir cada uma de um modo paralelo.

Pergunta: Portanto, a correção do mundo começa aqui com esta pequena área, em que as doze tribos são “estendidas?”

Resposta: Sim. O que é interessante é que se diz que, mais tarde, no final dos dias, toda a humanidade se apegará a essas doze tribos (dez das quais foram perdidas, mas vão voltar). Então, tudo se torna claro porque a Babilônia moderna se transforma num todo, e as doze tribos aparecem novamente, a fim de se espalhar por toda a terra. Ou seja, a “terra de Israel”, como La Peau de chagrin “estende” em todo o mundo, não fisicamente, é claro, mas internamente.

Portanto, este é o processo de correção das enormes camadas do inanimado, vegetal e animal e, em geral, egoísmo humano, que já estão cobertas, fundidas num todo, e espalhadas por toda a terra da forma que é apresentada para nós hoje. Como resultado, a partir de um pequeno ponto, um novo mundo se forma, com uma nova intenção, e uma aspiração “direto ao Criador”, Yashar-El, Israel.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 27/08/14

Duas Soluções Para A Crise

De “Quem é Você, Povo de Israel”:

Procurando uma solução para seu conflito levou o povo da Babilônia a formar duas visões conflitantes. A primeira era a visão de Nimrod, rei da Babilônia, e a segunda era a visão de Abraão, um renomado sábio babilônico.

David Altshuler, autor de Metzudat David (Fortaleza de David), escreve em seu comentário sobre Crônicas Um, “Até os dias de Nimrod, todas as pessoas eram iguais, e nenhuma prevalecia em detrimento de outra, de modo a excluir a outra. Mas Nimrod começou a prevalecer e dominar a terra”.

Na verdade, Nimrod fez um caso perfeitamente razoável quanto ao ódio emergente entre os babilônios. Ele argumentou que eles deveriam transcender os limites da Babilônia e se dispersar.

Quando eles estão longe um do outro, afirmou ele, eles seriam capazes de viver em paz. Por outro lado, o argumento de Abraão era de que a dispersão não resolveria nada. Ele explicou que, de acordo com a lei da evolução da natureza, a sociedade humana é obrigada a se unir. Como resultado, ele se esforçou em unir os babilônios e construir uma sociedade perfeita.

Sucintamente, o método de Abraão envolveu conectar pessoas acima de seus egos pessoais. Quando ele começou a defender seu método entre as pessoas de seu país, “milhares e dezenas de milhares se reuniram em torno dele, e …Ele plantou este princípio em seus corações”, escreve Maimônides (Mishnah Torah, Parte 1). O resto do povo escolheu o caminho de Nimrod: a dispersão, semelhante a vizinhos briguentos tentando ficar fora do caminho um do outro. Essas pessoas que se dispersaram gradualmente se tornaram o que hoje conhecemos como “a sociedade humana”.

Só hoje, cerca de 4000 anos após, nós podemos começar a perceber qual deles estava certo, Abraão ou Nimrod.

O texto completo do folheto está aqui (inglês).

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 46

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein:

Os Postulados da Teoria da Integralidade

Nós não conhecemos o mundo que existe fora de nós. Nós não entendemos e não sabemos nada sobre ele.

Nós não fizemos nenhuma ação que não nos aproximasse da unidade.

Todo mundo como uma “célula” de um organismo comum deve manter conexão com todas as outras “células”.

Na ausência da força que une todos os órgãos, o corpo morre.

Neste paradoxo – “conexão de opostos” – está o segredo da vida.

O Segredo Das Dez Tribos, Parte 3

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é o “Egito”? É um país ou um determinado conceito ou estado?

Resposta: Nem a geografia ou a história importam aqui.

O grupo que saiu da Babilônia uniu-se na linha direita (“Abraão”), na linha esquerda (“Isaac”) e na linha média (“Jacó”), e chegou a unidade total com o nome de “José”. Ele também é chamado de “José, o Justo”, “o Justo, a fundação do mundo”. A “fundação” (Yesod) é o que conecta todos, parte da estrutura espiritual em geral, a sua unidade interna.

Agora, na medida em que eles estão unidos, nós podemos falar sobre como elevá-los ao próximo nível. Mas, para isso, eles precisavam receber um enorme ego que governasse entre eles para que eles subissem sobre ele.

Isso significa que, no início, este enorme egoísmo tem que puxá-los para dentro. Ele os puxa e eles começam a sentir o desenvolvimento egoísta dentro de si e se tornam conscientes de que é possível avançar ao objetivo com a sua ajuda. Isso é chamado de: “sete anos de saciedade no Egito”, isto é, o egoísmo da “saciedade” está se desenvolvendo neles e não interfere com eles.

Em seguida, surgem “os sete anos improdutivos”, quando seu egoísmo começa a se manifestar como mal. Então, o mau Faraó se levanta no Egito e age contra eles, isto é, tenta dividi-los. Eles lutam contra essa divisão até o ponto em que Moisés mata o egípcio, que está localizado entre os judeus, que lhes ordenou.

Ou seja, existe tal tensão, tais mudanças na sociedade, que eles têm que fazer algo sobre isso, de tal forma que têm que simplesmente fugir deste estado, sair dele, porque não serão capazes de existir nele.

Eles não concordam em viver neste egoísmo, mas se permanecerem nele, o mau Faraó vai imediatamente aparecer como bom. Ele lhes sugere: “Por que vocês estão criando problemas? Por que vocês estão fazendo barulho? Fiquem, vivam tranquilamente, cuidem de sua vida, e vocês vão ficar bem”. Em outras palavras, não toquem a ideologia e tudo vai ficar bem. Isso é comum a todos os governantes do mundo: “Deixem a ideologia para mim, e eu vou lhes fornecer tudo o que vocês precisam”.

Os judeus, claro, não concordaram com isso. Moisés começa a “aquecê-los”. “Nós precisamos sair daqui; caso contrário, permaneceremos como ‘animais’ neste Egito. A fim de se elevar ao nível de ‘Ser Humano’, para revelar o Criador, nós precisamos fugir do poder deste egoísmo que existe entre nós, o poder do Faraó … ‘Fugir do Egito’ significa subir sobre o próprio egoísmo internamente. Para fazer isso, nós temos que nos conectar ainda mais. Mas não podemos nos unir mais, a menos que rompamos com isso…”.

Consequentemente, a ação desejada é subir sobre o egoísmo com a ajuda de uma força especial, unir-se com o outro, e então, gradualmente, corrigir esse egoísmo, que está abaixo. Isto é o que eles fazem; eles sobem sobre o seu egoísmo e se unem. Isso é chamado de “no pé do Monte Sinai”. Então, unidos e recebendo a força da unidade que é chamada de “Torá”, eles gradualmente corrigem esse egoísmo por quarenta anos.

Em outras palavras, eles começam a corrigir o Faraó que existe entre eles. No início, eles o neutralizam para que ele não estrague qualquer relação entre eles, não os perturbe. Assim, eles se tornam unidos numa única força.

O próximo passo à frente é chamado de “entrar na terra de Israel”, quando eles começam a aplicar este egoísmo do Faraó para se conectar ainda mais com o outro. Ou seja, eles começam a “estimulá-lo”, a despertá-la em si, a revela-lo.

Primeiro, eles o deixaram em paz, trabalharam nele, elevaram-se sobre ele, todo o tempo contraindo e “cobrindo-o”. Isso é chamado de “os quarenta anos de peregrinação no deserto”. E depois há a entrada para a terra de Israel quando eles revelam esse egoísmo, o próprio Faraó, e começam a “convertê-lo” em altruísmo.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 27/08/14