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Não Permita Outra Catástrofe Em Escala Universal, Parte 2

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos evitar problemas antes mesmo que eles venham, relacionando-nos com o governo superior, que além disso não há mais nada?

Resposta: Sem esperar que os problemas apareçam, nós devemos transformá-los nas conquistas da grandeza, misericórdia e revelação do governo superior. A infelicidade é o resultado da mesma Luz Superior que eu levo dentro de mim por causa da doação que me traz sofrimento pelo seu efeito sobre mim.

Afinal, se eu não a recebo de forma correta, para o bem da doação, quando ela entra no meu desejo egoísta, provoca uma quebra. Isso é o que é sentido como desgraças, morte, problemas, fome e doença. É tudo a mesma Luz, visto que não há nada, exceto Luz e desejo.

A Luz está vindo em nossa direção porque é obrigada a fazê-lo de acordo com o programa de criação, o plano de desenvolvimento natural no eixo do tempo. A sua hora de se manifestar dentro do desejo já chegou e nós precisamos estar prontos para aceitar esta Luz em prol da doação.

Mas nosso desejo não está pronto! Você não está pronto? No entanto, a Luz entra no desejo e provoca uma sensação de escuridão. Nós não somos capazes de captar a Luz em prol causa da doação; não temos nem restrição em nosso ego, nem a tela. Esta escuridão se manifestará como catástrofes, guerras, problemas e epidemias. Desgraças serão reveladas se não formos capazes de detê-los, e tudo isso por causa da falta da correção dos desejos.

Tudo é feito pela Luz Superior, e ela pode ser tanto o elixir da vida ou o veneno fatal para nós. Nós escolhemos o que pode ser! Portanto, o povo de Israel não tem ninguém a culpar. Nós mesmos fomos a causa de tudo o que aconteceu conosco, especialmente no século XX, não importa o quão doloroso seja falar sobre isso. Eu cresci numa família que sofreu muito com o Holocausto.

Mas nada pode ser feito, se for uma lei da natureza. E agora, de acordo com o programa geral de desenvolvimento, que se realiza no eixo do tempo, de forma natural, nós chegamos a uma situação semelhante que existia antes do Holocausto. Se nós não nos prepararmos, a Luz vai se aproximar de nós e um vaso não corrigido será encontrado novamente. Terrível escuridão será revelada neste vaso (desejo), a qual vai causar problemas terríveis no mundo.

Isso vai afetar cada pessoa, cada nação, todas as partes do mundo e todas as civilizações, que agora, segundo várias estimativas, há seis ou oito. Todos serão atingidos na medida em que cada um de nós já se desenvolveu, e é nossa culpa que ainda não temos a tela e a Luz refletida, que é prontidão para a conexão. Na linguagem terrena normal isso é chamado de falta de uma boa comunicação entre as pessoas. Este é o exemplo de unidade que a nação de Israel deve mostrar ao mundo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/10/14, Shamati # 1

Despertar Pela Luz

laitman_749_01O processo através do qual o povo de Israel avança é diferente do processo através do qual as nações do mundo avançam. Nos dias do Primeiro Templo, Israel alcançou sua correção individual, e desde então tem estado numa descida constante, porque a intenção da criação reside no fato de que ela é dividida de acordo com a quebra dos vasos espirituais.

Como resultado, os vasos foram misturados; o povo de Israel foi para o exílio por um período indefinido de tempo. No nosso caso, é por 2000 anos; no entanto, em essência, o exílio foi concluído durante o tempo do Ari. Aqui há também uma abundância de cálculos, mas eles não são tão importantes. Fosse o que fosse, este exílio estava prestes a acontecer, e foi falado sobre ele com antecedência.

Agora o povo de Israel precisa, antes de tudo, despertar, e fazer as nações do mundo segui-lo.

Em geral, nós estamos falando de duas partes de um único desejo de receber. Uma parte já experimentou uma ascensão espiritual e caiu, e como resultado adquiriu um desejo egoísta ainda mais forte e cruel. Mas hoje, diante da necessidade de corrigir a si mesmo da queda e da quebra, ele tem um grande potencial, de tal forma que é capaz de liderar as nações do mundo, realmente convencê-las neste mundo, beneficiá-las.

O povo de Israel viveu entre as nações do mundo e misturou-se com elas. Devido a isso, agora que ele é despertado e atraia as Luzes circundantes, essas Luzes vêm também para as nações, mas causam uma reação adversa, as opõe ao povo de Israel. As nações ainda estão no mal, e não têm nenhum desejo próprio de vir para o bem.

No entanto, elas sentem sua dependência do povo de Israel, que se expressa no antissemitismo: as nações afirmam que os judeus causam todo o mal no mundo.

É realmente assim: o mal só pode ser causado pela pessoa que pode, mas não traz a Luz para o mundo, em outras palavras, o povo de Israel, porque só ele pode levar a Luz.

Portanto, as alegações das nações são verdadeiras, o que, em princípio, são reduzidas ao fato de que todo o mal é causado pelo povo de Israel e elas dependem dele, e se ele quiser, elas vão ficar bem. Nestas circunstâncias, a atitude das nações parece justificada.

O povo de Israel tem que entender que a explosão de emoções negativas contra ele é para incitá-lo à correção, que ele é obrigado a trazer para o mundo todo.

Vamos torcer para que o povo de Israel finalmente entenda isso e dê ao mundo a correção.

O esquema geral é bastante simples e claro: o desejo geral é dividido em duas partes -interno e externo, Israel e as nações do mundo – cada uma das quais tem a mesma divisão. Disto se segue que Israel (Galgalta ve Eynaim) é capaz de atrair a Luz que Reforma, e as nações (AHP) são incapazes. Esta é a razão para o que está acontecendo.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/11/14, Escritos do Baal HaSulam

Ação Em Vez De Intenção

laitman_281_02Pergunta: O desempenho (performance) externo da Torá, é descida ou não?

Resposta: O desempenho externo da Torá é o resultado do exílio do povo de Israel. Antes disso, ele fez apenas um trabalho interno, porque todo mundo estava na realização do Criador. Sim, houve problemas, distúrbios e guerras, mas tudo isso faz parte de uma poderosa análise interna.

Depois, nos dias do Rabi Akiva, o povo de Israel caiu do grau de amor fraternal para o de ódio infundado. Se no passado todos tinham entendido a Torá num sentido espiritual já que seus vasos, desejos, estavam em revelação, depois de cair para o nível material, eles começaram a entender a Torá no sentido material. Como consequência, eles começaram a realizá-la como vemos hoje: fortalecendo-se apenas por ações, não por intenção.

Os vasos de Israel têm Galgalta ve Eynaim, parte que está envolvida em intenções, e AHP, parte que está envolvida em ações. Assim, aconteceu que há duas Torás:

  • Para os vasos de Galgalta ve Eynaim, é a sabedoria da Cabala, chamada de verdadeira e também ciência oculta, porque está sendo revelada apenas para aquele que levanta o véu sobre ela;
  • A ciência das ações materiais explícitas, realizada por parte do povo de Israel, pertencente ao AHP.

Nós não vamos avaliar ninguém ou julgar ninguém. Não há inteligente ou estúpido, bom ou ruim. Ninguém deve ser punido ou desprezado. Simplesmente, estes são os fatos. Nós deveríamos ter chegado a este após a quebra dos vasos e exílio. Esta é a maneira como os vasos, desejos, são dispostos no processo de sua correção.

Mas agora surge a pergunta: Como nós podemos nos tornar coletivamente despertados para a verdadeira obra do Criador?

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/11/14, Escritos do Baal HaSulam

Feriados Cabalísticos

laitman_276_02Todos os feriados judaicos vêm da sabedoria da Cabalá e simbolizam diferentes fases em nossa evolução espiritual. Uma pessoa passa por vários níveis enquanto sobe a escada dos mundos espirituais totalmente separada do Criador, até atingir a unidade completa com Ele. Porém, no meio há níveis especiais chamados de “férias” ou “bons tempos” (Yom Tov).

Pessach (Páscoa), que em nosso mundo simboliza a redenção da escravidão no Egito, reflete o primeiro nível espiritual, a saída do ego, libertar-se dele e ascender acima dele.

Depois, há o nível da entrega da Torá que é simbolizado pela festa de Shavuot.

A quebra das “tábuas de pedra”, que significa o retorno temporário ao Egito “caindo no ego” (Tishá B’Av) é simbolizada pelo Nono de Av. Esta data agora simboliza um dia de luto, mas no futuro vai ser o dia mais alegre.

Após o Nono de Av é Rosh Hashaná (Ano Novo), uma grande volta à nova correção espiritual.

Dez dias depois de Rosh Hashaná há o Yom Kippur (Dia da Expiação), quando todos os estados da pessoa são revelados e seus pecados são revelados e corrigidos.

Após o Yom Kippur, a pessoa começa a receber uma Luz especial de correção chamada a Luz de Sucot, a Luz Circundante (Ohr Makif) que a reforma.

Durante os sete dias de Sucot, a pessoa atinge um estado chamado Simchat Torá (regozijar-se na Torá), já que a Luz que desce sobre ela fornece-lhe as correções gerais, aproximando-a do Criador.

O próximo feriado é Hanukkah, que é o feriado da Luz que nos eleva acima do ego e nos liberta dele. Quando ascende sobre o ego, a pessoa sente que está livre, mas este ainda não é o fim da correção.

O fim da correção vem quando nós finalmente mudamos o ego num estado de amor e doação. Isto acontece em Purim.

Assim é como uma pessoa passa por um ciclo completo de feriados que simboliza a história do povo judeu. Eu realmente espero que finalmente alcancemos Purim, o fim da correção, num futuro próximo, e assim toda a saga terrena, a história da existência do homem neste mundo, chegará ao fim.

De “Contos” da Kab TV 22/10/14

Os Cabalistas Sobre A Nação De Israel E As Nações Do Mundo, Parte 9

A Missão Do Povo De Israel

“Mas o fim da correção do mundo será apenas trazendo todos os povos do mundo sob Seu trabalho…

Mas o papel de Israel em relação ao resto do mundo se parece com o papel dos Santos Patriarcas em relação à nação de Israel…”

“Assim, cada Mitzva que cada pessoa de Israel realiza a fim de trazer contentamento a seu Criador e não para qualquer autogratificação, ajuda até certo ponto o desenvolvimento de todos os povos do mundo. Isso ocorre porque ele não é feito de uma só vez, mas através do desenvolvimento lento e gradual, até que aumenta de tal forma que consegue levar todos os povos do mundo à pureza desejada”.

Baal HaSulam, “O Arvut” (Garantia Mútua), Item 20

Contos: O Último Exílio

laitman_750_03Depois que o povo judeu entrou na terra de Israel, o que significa que eles atingiram um estado de conexão em que começaram a trabalhar internamente em si mesmos, estabelecendo amor, bondade e completa incorporação mútua. Então, novos líderes surgiram, o rei Davi e os profetas em cada geração.

Estes eram grandes Cabalistas que continuaram o caminho de Abraão, trabalhando na unidade da nação, ajudando-o a unir-se, engajar-se na educação da crescente geração.

Ao mesmo tempo, seu ego continuou crescendo, aumentando a repulsa que as pessoas sentiam uma em relação a outra, um processo imparável.

Esta foi uma fase essencial tanto histórica como dialeticamente, uma vez que a nação de Israel precisava dar o exemplo para todo o mundo a respeito de como as pessoas devem viver corretamente.

Portanto, após chegarem à terra de Israel, elas se afastaram, a fim de entrar num estado de exílio, para viver entre as nações do mundo por um tempo e plantar as sementes do estado espiritual nelas na forma de religiões, ciência, cultura, etc.; e quando essa fase chegou ao fim, começar a elevar estas nações.

A descida do nível da terra de Israel para o estado em que as pessoas desceram ao ódio infundado durante o tempo do rabino Akiva durou 800 anos.

Rabi Akiva foi um grande líder espiritual que convocou todos a fortalecer o amor e a conexão entre eles e perguntou: “Por que não mantemos a regra do “ama teu amigo como a ti mesmo?! Afinal de contas, é a lei geral da Torá!” Mas ninguém o ouviu.

As pessoas estavam tão imersas no ódio infundado que foram exiladas da terra de Israel. Elas perderam a conexão entre si, porque o atributo que as mantinham juntas se foi, e quando se separaram, elas se dispersaram por todo o globo.

A nação inteira de Israel caiu no estado das “nações do mundo”, esquecendo totalmente que havia alcançado e sentido o mundo espiritual. Este é o estado em que estamos até hoje.

Mas nós cumprimos parte do plano de criação dessa forma: nós transmitimos as religiões, cultura, filosofia, ciência, etc., às nações do mundo. Os filósofos da Idade Média diziam que tudo surgiu da sabedoria da Cabalá, de nossa verdadeira Torá.

Rabi Akiva tinha um ótimo aluno chamado Rabi Shimon Bar Yochai (Rashbi) que recebeu o método espiritual de seu professor e expressou no Livro do Zohar. Este é um livro muito especial. Por dois mil anos ele foi passado de uma geração para outra.

No século XVI outro grande Cabalista apareceu, o ARI. Ele formulou o método Cabalístico de uma maneira conveniente que pudéssemos compreender.

No início do século XX, outro excelente Cabalista, o Baal HaSulam (Rav Yehuda Ashlag) transmitiu O Livro do Zohar e a sabedoria do ARI para a geração contemporânea numa linguagem que podemos compreender. Ele estabeleceu a Cabalá científica prática pela qual é possível compreender o mundo em que vivemos e que devemos fazer a fim de levar toda a criação ao fim completo da correção, o que significa para cumprir sua missão.

Nós estamos vivendo numa época em que temos que implementar o método Cabalístico. Atualmente, nós estamos passando pela mesma quebra histórica na qual o terrível estado egoísta do mundo nos é revelado, onde a humanidade não sabe para onde se virar e o que fazer. Isso pode levar a revoluções, guerras, autodestruição, e praticamente a nada, mas nós temos o método que pode salvar o mundo.

É um método de unidade e conexão, de criação do amor mútuo, levando o mundo à harmonia e revelação da força superior, à subida interior da humanidade do nível do nosso mundo ao nível de toda uma existência eterna. Nós podemos alcançar isso aqui e agora.

De KabTV “Contos” 22/10/14

Contos: Subir O Monte Sinai

laitman_740_03Depois de passar por todas as fases da vida no Egito e no êxodo do Egito, o povo de Israel chega a um estado chamado Monte Sinai. Eles começam a entender que estão enfrentando uma enorme montanha do mal, a palavra “Sinai” deriva da palavra “ódio” (ódio mútuo) em hebraico, a profunda repulsa que as pessoas sentem uma em relação a outra, que é muito maior do que o que sentiram no Egito.

Enquanto estavam no Egito ou na antiga Babilônia eles não entendiam isso e não estavam plenamente conscientes disso; agora o mal é revelado a eles de forma plena.

Como resultado, o povo se sente perplexo, desamparado, e não pode sequer imaginar o que deve fazer. Moisés, porém, acalma sua mente, prometendo-lhes organizar e corrigir a conexão entre eles e o Criador. Este é o seu papel, pois ele é o elo entre o povo de Israel e a força superior. O povo não seria capaz de fazer algo sem a sua ajuda e orientação, sem a sua conexão com o Criador.

Ele sobe o Monte Sinai enquanto o povo não sente esta conexão e está pronto para voltar ao Egito. A principal coisa para eles é sentir que têm alguma coisa, alguma coisa para se segurar! O ódio assusta o povo simples.

Imagine que você está vivendo num prédio de apartamentos em que todo mundo lhe odeia profundamente. Você tem medo de sair de seu apartamento, de abrir uma janela, você sente correntes de grande ódio por todos os lados, não consegue dormir e está perdendo seu apetite. Esta é uma situação terrível! É exatamente isso que o povo no pé do Monte Sinai sente. A verdadeira natureza de seu ego é revelada a eles, e eles percebem que não podem superá-la de forma alguma, já que a conexão com o Criador, que os ajudou a pouco tempo atrás, se foi.

Moisés, porém, lhes promete que vai subir até este nível de conexão, estabelecer o contato entre eles e tirá-los desse ódio. Só ele pode subir acima da montanha do ego, mas ele é apenas um pequeno atributo em nós.

No momento em que ele se desprende do povo, eles perdem a esperança de se conectar com o Criador e a única esperança que veem está na criação do bezerro de ouro, que acreditam poder aproximá-los. Não há mais nada em que possam se segurar.

Eles estão prontos para tirar suas joias de ouro e doá-las, para que algo os una. Porque em comparação com o profundo ódio que sentem, o pequeno ego que se materializa egoisticamente no bezerro de ouro os conecta, pelo menos até certo ponto.

Quando ele desce do Monte Sinai, Moisés se aproxima do povo desejando conectá-los ao Criador por meio dele e estabelecer o contato entre eles, mas vê que mais uma vez eles se curvam ao seu ego (o bezerro de ouro). Em seguida, ele quebra as duas tábuas da aliança recebida no Monte Sinai, que agora é inadequada para as pessoas, uma vez que elas caíram num nível diferente.

Moisés sobe a montanha, ou seja, o ego novamente, e quando se conecta ao nível superior de amor e doação acima dele, recebe uma segunda instrução do Criador. Quando ele desce deste nível espiritual, ele traz ao povo o plano para a unidade: a revelação do Criador por sua aproximação na unidade interna entre si.

O plano inclui todas as grandes leis da Torá, e a mais importante é “ama o teu próximo como a ti mesmo”, e o povo está pronto para mantê-la e se unir.

O dia em que Moisés desce pela segunda vez do Monte Sinai é chamado de Yom Kippur (Dia do Perdão). Ele traz ao povo as duas tábuas, ou seja, as dez condições em contraste com as dez pragas do Egito. Ao cumprir essas condições no nível espiritual, eles atingem um nível de unidade entre si onde o Criador é revelado e eles se fundem em completa união com Ele. Este é o propósito da sua correção.

De KabTV “Contos” 22/10/14

Contos: A Evolução Do Grupo De Abraão – Isaac

Dr. Michael LaitmanDepois que Abraão fundou sua escola, ele começou a desenvolver o método Cabalístico com os alunos que se juntaram a ele. Assim, ele criou três sistemas: um sistema de estudo, um sistema de disseminação, e um sistema de cumprir a sabedoria da Cabalá.

O sistema de disseminação leva em conta o nível de desenvolvimento de uma pessoa. Tudo depende de como as pessoas podem perceber a ideia espiritual, até que ponto ela está perto delas e pode responder às suas expectativas, e em que medida elas podem ver que este sistema é benéfico para si.

Mais tarde, quando elas ascenderem e se desenvolverem, elas estarão prontas para entender as outras opções que a sabedoria lhes oferece. Portanto, uma pessoa deve sempre ser abordada em seu nível, numa linguagem que ela entenda, de modo que possa ser atraída ao saber que você pode realmente ajudá-la a perceber o que quer.

É nisso que Abraão se envolveu quando explicou que o objetivo final da nossa evolução é amor e doação, e aqueles que desejam alcançá-la internamente, pelo menos até certo ponto, devem vir com ele.

Foi assim que começou o próximo estágio de desenvolvimento da escola de Abraão. Neste ponto, ele foi chamado de grupo de Abraão, já que todos os membros do grupo começaram a trabalhar na conexão entre si, aceitando o fato de que a unidade está acima da separação.

Quando o salto do ego ocorreu na antiga Babilônia e as pessoas quiseram construir uma torre para alcançar o céu, isto é, a força superior, foi pressionando a força negativa.

Abraão, porém, afirmou que a força negativa decorre da mesma força positiva e deve ser operada de forma diferente, absorvendo-a como o que chamamos de linha esquerda (a força negativa). Ele acreditava que o ego que surge nas pessoas deve ser estudado e trabalhado corretamente. Esta é a razão pela qual o período que se seguiu ao desenvolvimento do grupo de Abraão é chamado de Isaac.

O uso correto do ego é chamado de sacrifício de Isaac, o que significa que nós ligamos nosso ego e ameaçamos matá-lo, totalmente prontos para sacrificá-lo, apesar de entender que não vamos alcançar o Criador sem ele. Por outro lado, a semelhança e equivalência com o Criador só pode ser alcançada se limitarmos o ego corretamente. Para nós, é como cortar nossa própria carne.

Nós aprendemos a controlar o nosso ego, a atá-lo, controlá-lo e colocá-lo sob o atributo do amor e doação sem destruí-lo e sem ameaçá-lo, e nós nos preparamos para romper com nós mesmos (uma vez que o ego é todo o eu). Este processo faz parte de nossa evolução, e quando o realizamos, temos a oportunidade de um trabalho correto, produtivo e focado com nosso ego. Esta é a essência da história do sacrifício de Isaac.

De KabTV “Contos” 15/10/14

Quando A Sanidade Leva Ao Caos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em que caso o método de Abraão, que ainda é retratado como irracional, será aceito?

Resposta: Hoje a humanidade está pronta para aceitar qualquer coisa ilógica, porque está começando a entender que a nossa racionalidade atual é realmente bestial e não funciona no nível da sociedade.

Curiosamente, agora há uma decepção total na lógica, na capacidade da sanidade do consumidor moderno de superar os problemas que continuam acontecendo. O egoísmo em si terminou; Marx estava certo sobre isso, e não há nada para falar sobre sua perspicácia.

Tudo o que resta é agir no nível da lógica elementar, explicar abstratamente para as pessoas ao lado: “É bom para todos nós estarmos conectados juntos por bons laços? Ótimo. É bom ganhar apenas o necessário e mais nós simplesmente não precisamos? Ótimo. É bom ter um único padrão de vida ideal para todos? Sim. E que tal nenhuma fome e doença, nem um enorme abismo entre ricos e pobres? Ótimo. O mundo inteiro se preocupa com a ecologia? Ótimo”.

Mas como nós podemos fazer isso se todos somos tão maus?

Aqui nós temos que mostrar às pessoas que existe um poder que pode perceber isso. De qualquer forma, mais cedo ou mais tarde, nós devemos chegar a este estado e quanto mais cedo for, menos sofrimento haverá. Se conseguirmos transmitir corretamente nossa mensagem, a humanidade já estará pronta para aceitar esta lógica.

Pergunta: Será que todos os judeus precisam retornar fisicamente à terra de Israel?

Resposta: Eu não penso assim. Eu creio que não importa onde a pessoa vive. É dito que a terra de Israel vai se expandir às fronteiras do mundo inteiro. Figurativamente falando, ela se estenderia ao longo de todo o globo.

Pontos de espiritualidade ocorrem em todo o mundo. Não importa onde a pessoa se encontra. Além disso, essas pessoas devem se tornar professoras para o mundo inteiro. Afinal, a humanidade anseia por algum método para a existência correta. Nós vemos que agora ela não existe em nenhum lugar; todo mundo vive só pelo hoje, temendo considerar o amanhã ou simplesmente não pensar nele. Ninguém tem uma estratégia realista de longo prazo e não há sequer uma tática normal para a conexão recíproca por causa de algum objetivo comum. Em vez disso, nós testemunhamos o movimento totalmente caótico de cada pessoa. Por isso, a nossa lógica será clara para a humanidade.

Junto com isso, há um pequeno truque aqui: a humanidade só será capaz de aceitar essa lógica e realizá-la depois que o povo de Israel se tornar o primeiro a aplicá-la à vida. É assim que o sistema geral está organizado; é especificamente essas pessoas, odiadas, teimosas, egoístas, etc., que devem, em primeiro lugar, perceber o método em si mesmas e proporcionar um exemplo. Assim que fizerem pelo menos um pouco, todo mundo vai começar a estudar com elas.

Isso ocorre porque a propensão de aprender com os judeus é latente em todas as nações do mundo. A base de seu ódio não é respeitada, mas há uma consciência básica que neste povo há algo superior, que é especificamente o que eles querem tanto aniquilar. Isso não deixa as nações descansar, já que está em seu caminho. Esta é uma reação natural, mas, no lado oposto, existe uma disposição interna em adoptar o que é novo e aprender. Assim, o nosso único problema está em criar a sociedade correta.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 24/09/14

Ser Como Todo Mundo Não É A Nossa Natureza

Dr. Michael LaitmanPergunta: O atual retorno do povo judeu à terra de Israel é uma fase natural?

Resposta: Claro.

Pergunta: Por que eles deveriam voltar a esta terra em particular?

Resposta: Nós não entendemos ainda. No entanto, as pessoas que estão num nível espiritual entendem as diferenças e a singularidade da raiz espiritual em cada um dos seres criados, incluindo animais e, além disso, das diferentes regiões da terra.

Assim, apesar do fato de que a terra aqui não seja fértil e não exista nada “santo” nela, ainda é dominada por certas forças espirituais, assim como um ramo que cresce de uma raiz espiritual.

Pergunta: O que devemos fazer sobre a forte resistência árabe?

Resposta: É perfeitamente natural. Afinal, se nós voltamos a esta terra, nós temos que voltar às nossas raízes espirituais. Em outras palavras, nós temos que cumprir a condição do “ama teu amigo como a ti mesmo”. É com base nesta condição que nós viemos aqui há muito tempo. Moisés nos trouxe até as fronteiras desta terra e faleceu em sua fronteira. Em seguida, seu discípulo, Josué, nos conduziu.

Nós chegamos a esta terra e quando nos estabelecemos aqui, tivemos que dar o exemplo para toda a humanidade, e mostrar como deve ser uma nação que vive corretamente em sua terra. Depois, nós começamos a construir o Templo e cumprir esta missão.

No entanto, nossas ações de hoje são totalmente opostas ao que temos que fazer e, consequentemente, é claro, nós somos constantemente confrontados com problemas de nossos vizinhos próximos e distantes.

Pergunta: Por que o ambiente árabe recebeu este papel?

Resposta: Isso foi escrito há muitas gerações, quando Abraão foi pai de Ismael e mandou-o embora com Hagar. A partir desse momento, há uma espécie de “competição” entre os dois irmãos Isaac e Ismael. Não há nada que possamos fazer sobre isso; o conflito será ainda maior, mas deve ser cumprido no nível espiritual.

Isto significa que, como nação, nós temos que subir ao nível do amor ao próximo, estar em boas relações com o outro, e ser um exemplo para toda a humanidade. Nesse caso, vamos ver imediatamente como tudo ao nosso redor se acalma. Primeiros nossos primos, os árabes, e depois o mundo inteiro vai acalmar a ira, e o ódio no mundo cessará.

Assim, as nações do mundo vão entender que há algo que elas realmente precisam aqui e que podem receber de nós o método para o renascimento da alma, que é o conhecimento que pode torná-las seres eternos. Elas vão começar a perceber que podemos levá-las a uma vida melhor, não só neste mundo, mas para sair para uma dimensão totalmente diferente, além das estruturas deste mundo. Tudo depende apenas de nós e eu acho que nós vamos chegar a isso.

Pergunta: Será que isso significa que há um significado em todas as reclamações que ouvimos contra nós?

Resposta: Elas só servem para nos unir e conectar. Se nossos vizinhos não pressionassem, nós nos destruiríamos e nunca nos uniríamos, mesmo no nível que estamos hoje. A pressão externa sobre nós, a rigidez e o ódio, tudo depende apenas da repulsão mútua que sentimos em relação um ao outro. De um modo geral, nós realmente determinamos o nível de ódio que as nações do mundo sentem em relação a nós.

Pergunta: Portanto, inconscientemente, as nações do mundo querem nos obrigar a ser os professores da humanidade?

Resposta: Sim. É assim que toda a humanidade se relaciona conosco. Todo o seu ódio é apenas para que acabemos por compreender que temos que fazer alguma coisa e que querer ser como eles, como todo mundo, é um “truque” bobo. Esta filosofia, esta abordagem, nos leva completamente no sentido errado.

A origem de Spinoza, a rebelião contra a singularidade independente não é a nossa raiz. Claro, foi proibido permanecer no nível anterior, naqueles tempos, uma vez que tinha chegado o momento para o desenvolvimento espiritual, e espiritual não no sentido que a humanidade imaginou, mas de acordo com as nossas raízes.

Comentário: Por outro lado, você falou sobre o fato de que os judeus também lideraram o desenvolvimento conceitual de toda a humanidade na Babilônia.

Resposta: Eles deveriam ter liderado isso muito tempo atrás, durante o êxodo da antiga Babilônia. Se tudo tivesse corrido bem, a espiritualidade deveria ter se espalhado amplamente após o Primeiro Templo e, gradualmente, todas as nações do mundo teriam aceitado o método da revelação do Criador. Eles teriam se unido e tudo teria terminado ali. Mas isso era impossível porque os babilônios ainda não tinham a raiz que a humanidade precisava. Eles tinham que recebê-la e só foi possível recebê-la quando o povo judeu foi quebrado e dividido entre si.

De KabTV “Babilônia, Ontem e Hoje” 24/09/14