Textos na Categoria 'Nações do Mundo'

Pedir Forças Para O Bem Dos Amigos

Dr. Michael LaitmanA principal coisa é sentir que você está no AHP do superior. Nós devemos tentar sentir isso com toda a nossa força, e o grupo nos ajuda a fazê-lo. Se eu quiser entrar no grupo e sentir o seu espírito, ele me impressiona e me deixa sentir os desejos dos amigos.

Se eu executo diferentes ações e foco no grupo, eu aumento meu desejo, conecto-o com os desejos dos amigos e recebo a Luz que Reforma que é comum a todos. Nós queremos conexão e desejamos nos conectar, já que a oração individual não funciona. O desejo de doar não pode existir numa pessoa, e tem que se acomodar na matéria chamada desejo de doar, o que significa que é externo a mim.

Se eu quiser doar a você, meu desejo de doar tem que se acomodar e viver dentro de você e não em mim. O desejo de receber é o sentimento de deficiência dentro de mim que requer uma satisfação. O desejo de doar é quando eu sinto o seu desejo e quero que ele seja preenchido.

Acontece que a doação não pertence a mim, mas sim me obriga a atuar em seus desejos. Assim nós alcançarmos a conexão. Todas as forças que eu peço de Cima não são para mim, mas se destinam a estar dentro do amigo, nos outros.

Eu não preciso de nada; eu continuo com apenas um ponto quando peço algo. Na verdade, é assim que eu cresço. É porque o meu tamanho depende e é medido pelo grau em que eu satisfaço o desejo dos outros. Tudo pertence a mim, torna-se minha alma, e é o resultado da minha ação espiritual. No final, eu preencho todos os desejos que são externos ao meu ponto.

A Torá fala sobre tais ações espirituais e as pessoas realmente não entendem a que a Torá se refere com conceitos como Israel, nações do mundo, e todos os eventos que ali acontecem envolvendo a nação de Israel. É muito difícil para uma pessoa se identificar com isso e atribuir o que está descrito lá a si mesma, uma vez que isso é usado para perceber tudo no sentido corpóreo, como num conto histórico popular.

Mas a sabedoria da Cabalá explica que a Torá fala sobre os estados espirituais que a pessoa passa. Portanto, nós temos que nos dirigir a todas as nações, assim como Abraão fez em seu tempo. Nós estamos na mesmo Babilônia e no mesmo estado hoje e devemos nos dirigir ao mundo inteiro com o nosso clamor comum: “Vamos conectar!” Não há nenhuma outra correção, exceto a Luz de Retorno (Ohr Makif), que é o que todos precisam.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/11/14, Escritos do Rabash

O Último Estágio Da Evolução Corpórea

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que nós podemos dizer que o nosso progresso espiritual é paralelo à evolução do mundo?

Resposta: Não. O mundo corpóreo já evoluiu para sua fase final. Nós, por outro lado, estamos no nível humano e podemos continuar a nossa evolução num nível espiritual mais elevado.

Isso significa que a natureza inanimada, vegetal e animal, e o homem em sua natureza animal, esgotaram todas as opções de sua evolução. Portanto, o mundo não sabe como prosseguir. A pessoa não tem forças ou atributos corretos para mudar algo. A civilização chegou a um beco sem saída no curso de sua evolução e agora se depara com uma crise general em todos os aspectos da vida.

Ninguém sabe como acabar com a situação em que nos encontramos. Certamente, há espertinhos na sociedade que tentam chegar a soluções e, assim, antecipadamente, se tornam mais proeminentes e lucram com a situação atual, mas suas sugestões muito em breve se revelam inúteis e são como a contratação de um “faquir por hora”, e nada mais que isso.

Não importa o que os filósofos, economistas, políticos ou sociólogos dizem; eles não podem oferecer nada construtivo e positivo. Apesar de verem as coisas corretamente e compreenderem até certo ponto o que está acontecendo na sociedade, suas sugestões acabam sendo totalmente absurdas quando postas à prova. É simplesmente o seu ego que quer dizer que tem alguma ideia ou uma solução ou, pelo menos, uma forma de evitar fim que se aproxima.

Nós estamos num estado muito desagradável. As pessoas foram anestesiadas e, assim, continuam a viver com suas pequenas alegrias e tristezas, cambaleando através da sua existência temporária enquanto as coisas não ficam piores.

Pela primeira vez na história, a humanidade está num estado de apatia total.

Nós já tentamos de tudo: feudalismo, capitalismo, socialismo e comunismo e, agora, há certa inclinação a voltar ao sistema feudal, com países divididos em pequenas partes. É a mesma ideia do feudalismo. Duzentos anos atrás, a Alemanha era composta por dezenas de pequenos principados, e agora está pronta para se dividir novamente. Recentemente, houve uma sondagem em Veneza sobre a separação da Itália.

Eles acreditam que há algo lógico no rompimento: “Se eu me separar de você e você se separar de mim, nós nos tornamos unidades administrativas independentes e uma vez que estaremos por nossa conta, será mais fácil gerir a vida dentro de nossas fronteiras”. O ego não conquista grande áreas, por isso domina pequenas repúblicas que se separaram.

Em geral, elas são muito nacionalistas e até estão dispostas ao sacrifício, enquanto podem ser independentes. Os catalães, por exemplo, não suportam os espanhóis, os corsos não suportam os franceses e os escoceses não suportam os britânicos.

Este é um sinal de que não estamos prontos para a unidade e estamos tentando evitá-la de qualquer maneira possível, embora a natureza nos obrigue a unir. Se nós estivéssemos prontos para unir, de acordo com os nossos parâmetros, sentimentos e desejos, não haveria problemas.

Quando os europeus decidiram criar a União Europeia, eles não entenderam que tinham que anular, não só as fronteiras, mas também em relação ao desequilíbrio entre os países. Eles poderiam ter feito tudo isso, mas seus egos não permitiram que eles fizessem isso. Isso permaneceu sem correção e tantas nações agora querem voltar a algo mais tangível e pequeno e ao sentimento de que “isso é meu”.

Cada um dos sete bilhões de habitantes neste planeta está isolado em seu canto. Mais e mais pessoas se comunicam entre si apenas por meio da Internet. Apenas o método da educação integral fornece uma saída deste beco sem saída.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 26/03/14

Alcançar O Céu

Dr. Michael LaitmanNa época que o povo de Israel deixou a Babilônia, havia duas tendências. Desde então, essas duas tendências, esses dois mundos, têm existido um dentro do outro. Os judeus foram misturados com humanidade, e ao mesmo tempo, não se dissolveram nela. Eles se espalharam, mas não conseguiram desaparecer; pois em sua fonte, eles são uma sociedade completamente diferente, que está conectada e ligada entre si de outra forma.

Essas duas tendências não podem se misturar. O povo judeu e os outros povos têm tais fontes naturais e espirituais diferentes que uma separação muito clara e tangível existiu e ainda existe entre eles. Isso é impossível de descrever e compreender.

Houve um tempo em que a Babilônia, o berço da humanidade, era como uma família. Depois, ocorreu uma grande erupção do ego e o Rei Nimrod chegou ao poder. A Babilônia, de maneira fundamental, se tornou a capital de todo o avanço daqueles tempos: do misticismo, do oculto, etc.

A Babilônia estava realmente no centro da humanidade. E neste centro, um pequeno ponto foi criado. Era o sacerdote babilônico chamado Abraão, seu pai Tera e seu avô Naor. Eles eram grandes mestres da sabedoria, homens cultos, astrólogos e cientistas. Eles formavam uma família muito educada para aqueles tempos.

De repente, na Babilônia, problemas e diferenças de opinião emergiram. A erupção do ego separou as pessoas e causou brigas, conflitos, lutas entre irmãos, e outros problemas que não existiam no passado. Uma necessidade foi descoberta por tribunais, advogados, guardas, policiais, etc. De fato, os princípios capitalistas de repente começaram a se materializar.

A família de Abraão participou ativamente disso, porque estava essencialmente envolvida no trabalho ideológico com a população.

Assim, os babilônios atingiram uma situação em que decidiram construir a Torre de Babel, o que significa que alegoricamente ela chegou aos céus. Sua arrogância cresceu em dimensões tais que o seu poder, eu diria, a sua audácia e ousadia, explodiu tanto que eles queriam alcançar as estrelas.

Abraão começou a investigar o assunto, porque este assunto tocou-lhe diretamente. Eu acho que ele começou sua investigação por razões totalmente egoístas. Afinal, se as pessoas queriam alcançar as estrelas, isso ameaçava sua profissão, riqueza, poder e autoridade.

Pergunta: Então, no início Abraão decidiu ir num caminho científico simples?

Resposta: Ele tinha que resolver este problema. As pessoas primeiro se voltavam a ele para aconselhamento sobre problemas simples diários: será que elas deveriam irrigar os campos ou não, deveriam ir à pesca ou esperar, quem deveria se casar? Elas perguntavam coisas assim. Mas as pessoas se tornaram tão egoístas, tão imersas no narcisismo, e tão seguras de si, que era como se parassem de sentir uma necessidade por ele.

Abraão sentiu que elas o evitavam, e esta situação ameaçava seu futuro.

Compreensivelmente, eu estou exagerando um pouco, mas, em princípio, deve-se notar que no início ele era um egoísta comum. Ele fazia estátuas de ídolos e as vendia lucrativamente para a comunidade, que as adoravam. No final, todos lucravam com isso, já que a comunidade recebia um sentimento de segurança e Abraão recebia seu lucro.

De repente, as pessoas deixaram de estar satisfeitas com estátuas. Elas sentiram que estavam acima delas. Isso estava ameaçando o próprio Abraão, o seu futuro, a sua profissão e seu status. Então ele começou a investigar o que aconteceu.

É necessário dizer que, em seu coração, ele era um verdadeiro investigador. Em outras palavras, a verdade era mais importante para ele do que seu ganho pessoal.

Quando ele explorou a natureza do fenômeno que havia encontrado no ambiente da Babilônia, Abraão viu uma tendência muito interessante no desenvolvimento do ego. Durante este processo, as pessoas começaram a negligenciar seus ídolos, pois seu ego se tornou como um deus para elas. E nesse sentido, a satisfação, o desejo e a glorificação do ego substituiu todos os outros cultos.

Na era moderna, nós vemos os mesmos processos em todo o mundo. Por que as pessoas se afastam da religião? Porque o ego cresceu nelas. “O que eu tenho que ver com a divindade que está sentada quem sabe onde, se tenho a minha própria divindade: meu ego, meu eu, que é mais importante para mim do que qualquer outra coisa?”

Até agora, judeus e cristãos têm se afastado de sua religião em massa, e no mundo muçulmano, a luta contra o fundamentalismo está acontecendo, uma vez que também estão passando por um processo que os afasta da religião. Quanto aos indianos, eles também têm a mesma luta, mas em silêncio e de forma encoberta. Sua forma é um pouco diferente, mas também está levando ao mesmo objetivo.

Não há nada a fazer sobre isso, uma vez que esta é a forma universal de desenvolvimento. No entanto, uma vez que cada nação tem uma finalidade diferente, isso se expressa de diferentes maneiras.

De qualquer forma, o ego se tornou uma nova religião. Isso é apenas como era no antigo Egito, quando o Faraó disse: “Quem é o Criador para que eu ouça a sua voz? Eu mesmo sou supremo”.

Isso é também o que aconteceu na antiga Babilônia. Quando Abraão investigou este fenômeno, ele descobriu sua essência: o ego cresceu para tais dimensões que se tornou a imagem ativa central, o poder supremo. Mais elevado na hierarquia da adoração pessoal: para mim não há nada maior do que o meu ego.

E assim Abraão pensou: Como, em geral, é possível enfrentar esse ego?” Suponha que ele realmente é a coroa da criação, o poder supremo da natureza. Na verdade, pelo que eu vejo, a impressão é criada de que o ego humano domina tudo. Ele destrói e constrói; tudo de bom e tudo de ruim é feito apenas por ele, com a sua ajuda, e por sua causa. Mas se o seguirmos cegamente, vamos destruir tudo e aniquilar uns aos outros e toda a civilização”.

Isto é o que Abraão viu. E ele foi ajudado pelo rei Nimrod que ofereceu a sua própria solução: separar-se e distanciar-se um do outro, para acalmar as coisas, e espalhar-se por todo o espaço compartilhado.

Nimrod foi muito inteligente. Ele entendeu que não podia fazer nada contra o que estava acontecendo por si mesmo. Assim, ele trabalhou em prol do processo de separação.

Mas Abraão olhou para a frente: “Ok, vamos nos dispersar. E o que vai acontecer em seguida? Afinal de contas, esta é apenas metade do trabalho. Nós realmente devemos acalmar os babilônios que anteriormente viviam como uma família e se tornaram odiosos entre si. Mas isso só atrasa a descoberta da solução e, a partir deste aspecto não nos aproxima.

“A verdadeira direção egoísta exige que, pelo contrário, nós cooperemos e nos consolidemos. É verdade que o ego separa e nos incita um contra o outro, onde há um conflito de interesses. Mas, por outro lado, nos conecta para que possamos desfrutar um ao outro”.

Portanto, o desenvolvimento egoísta é ambos, e dentro dele existem aspectos opostos. Então, todo mundo sentia isso, mas não sabia como usá-lo.

“Eu sei que eu não posso viver sem o meu vizinho. Sim, eu preciso ficar longe um pouco, estar distante dele onde nós perturbamos um ao outro. Eu suponho que há um rio que corre entre nós agora, ou uma escada se encontra entre nós. Mas, por outro lado, o vizinho produz alguma coisa e eu produzo algo, para que possamos ajudar uns aos outros e, apesar de tudo isso, nós precisamos estar conectados para o bem da nossa satisfação egoísta”.

Aqui o problema de como podemos cooperar corretamente uns com os outros é imediatamente revelado. O exemplo mais claro é os europeus com o seu mercado comum. Quando eles estavam separados, existiam de forma razoável. Certamente, eles estavam lutando o tempo todo, mas existiam. Eles queriam se conectar e não sabiam como fazer isso. Em outras palavras, era ruim de um lado e ruim por outro, e eles não sabiam como trabalhar com o ego.

Mas, na realidade, é impossível trabalhar com ele. Esse problema ficou claro desde o início. Tanto Abraão como Nimrod estavam diante do problema de como transformar o ego numa força vital. Como eu uso o meu ódio para com os outros, a minha dependência dos outros, o meu desejo de dominar os outros numa forma positiva? Nesse sentido, a mesma atitude existe dos outros em relação a mim, que é o desejo de dominar, odiar, conquistar, e assim por diante. Como alguém traz tudo isso para um denominador comum?

Afinal de contas, se não resolvermos o problema, estaremos constantemente imersos em disputas, aniquilação, guerras, etc. Isto é o que temos visto até hoje. As pessoas já estão cansadas ​​de tudo isso.

Olhe para o mundo moderno. Desde o início, sempre houve tumultos em todos os lugares. Logo não haverá qualquer lugar que seja calmo. América Latina, China e Japão se levantarão de novo; em todos os lugares há os primeiros sinais de guerras futuras.

Como podemos embalar nosso ego corretamente? Se esta é uma força natural, como podemos usá-la corretamente?

O uso correto do ego foi uma descoberta de Abraão. Não unilateral, de acordo com o princípio da separação, nem de acordo com o princípio militar de que vai derrotar quem, o que leva à autodestruição, mas um cálculo claro: nós precisamos do ego de modo que do ódio que o tipifica, nós iremos criar as características de amor e conexão mútua.

Em conclusão, Abraão resolveu o problema de como transformar o ego. Sem entrar em detalhes filosóficos, históricos, técnicos e psicológicos, que são inerentes às características da natureza e suas leis, em geral, este é o legado de Abraão.

Como resultado de muitos anos de investigação, Abraão conseguiu entender esse fenômeno natural, e depois de penetrar cada vez mais profundamente no ego, lá ele encontrou o poder superior da natureza.

Ele entendeu por que era necessário que a humanidade passasse especificamente por esse desenvolvimento, de modo que a pessoa vai realmente subir para o nível do Criador. Depois, segue-se que a aspiração da civilização para construir a Torre de Babel até o céu estava certa, mas é necessário construí-la especificamente de acordo com uma tecnologia supraegoísta. O ego humano, o material de construção da Torre de Babel, crescerá continuamente, mas cada um deve estar acima dele. O pequeno homem está acima da pilha, acima da montanha que está em constante crescimento.

Abraão pesquisou todos os componentes que apareceram, contra a sua vontade, naquela pequena humanidade de Babilônia. Ele os utilizou de acordo com a sua designação, e descobriu que na verdade existe apenas uma solução. E ele percebeu esta solução.

Ele percebeu-a reunindo um grupo de seus partidários, seus alunos, que realmente se levantaram aos céus, o que significa que construíram uma torre de Babel espiritual acima do seu ego. Como resultado, eles chegaram ao ponto mais alto da natureza, a característica de doação e amor. Eles cresceram a este nível.

Em outras palavras, Malchut, a base egoísta da humanidade, atingiu o nível de total doação e amor, o nível de Bina.

Para chegar a isso, o grupo de Abraão teve que deixar a Babilônia e trabalhar por muitos anos. Abraão viveu por volta do ano 1700 a.C., e construiu a Torre de Babel correta, ou seja, o Primeiro Templo atribuído ao ano 900 a.C.

Em geral, o conceito da Torre de Babel passou por toda a história humana e a humanidade aspira a isso inconscientemente. Abraão, no final, a construiu, e claramente numa forma totalmente diferente do que os próprios babilônios imaginavam.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 24/09/14

O Princípio Da Disseminação

Dr. Michael LaitmanPergunta: O Midrash Gadol nos diz que Moisés passou a repreensão divina e instruções às pessoas. Primeiro ele ensinou seu irmão Aarão de forma privada, levando em conta o seu elevado nível de compreensão.

Depois ele convidou os filhos de Aarão, e na presença de seu pai, começou a explicar a Torá a eles num nível que eles pudessem entender. Os mais velhos se juntaram a eles, seguido pelos homens, e, finalmente, toda a nação de Israel, incluindo as mulheres e crianças.

Como ocorre a descida ao povo, quando já é possível dizer a todos eles sobre o método Cabalístico?

Resposta: Considerando-se a organização do nosso grupo e nosso ritmo de avanço, nós vemos que se passaram muitos anos antes de começarmos a realmente entender e sentir o material interno, falar sobre o sentido de unidade e conexão, e como isso deve ser realizado entre nós e como deve ser realizado entre as massas.

Agora nós vamos começar a organizar gradualmente círculos de discussão entre as pessoas e explicar porque a conexão e a unidade são as respostas para todos os nossos problemas. Essa é a ideia da nossa disseminação.

As pessoas que têm um ponto no coração, como Aarão, seus filhos e os anciãos podem revelar um significado relativamente profundo do método espiritual.

Homens (Gever – da palavra hebraica “superar”) significam aqueles que podem superar seu ego, podem ser ensinados um pouco menos.

Só depois o povo pode ser abordado: as mulheres, os idosos e as crianças (que são todas as categorias espirituais do povo em diferentes níveis de desenvolvimento), aqueles que não podem trabalhar em si mesmos com seriedade. Mas, graças a sua massa e juntando todos os outros níveis da sociedade que já estão corrigidos, pode ser explicado de forma que eles também vão receber a Luz da correção e se tornar santos.

Isto significa que o avanço espiritual é de cima para baixo de acordo com uma pirâmide hierárquica. Primeiro Aarão é ensinado, depois seus filhos, os anciãos, os homens e o resto do povo. Em seguida, todas as camadas da sociedade trabalham junto.

É impossível desenvolver uma ampla gama de treinamento sem uma conexão cada vez mais profunda e estreita com os círculos internos anteriores. Portanto, Moisés e Aarão precisam aumentar e intensificar constantemente a conexão, não só entre si, mas também com os anciãos e os homens, para que eles tenham o poder de trabalhar com o povo.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 26/03/14

Internalidade Ou Externalidade?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar” seção 71: A razão para as suas palavras é, como já explicamos, que quando todos os que se empenham na Torá degradam sua própria internalidade e a internalidade da Torá, deixando-a como se fosse redundante no mundo …com isso, eles intensificam a sua própria externalidade.

Além disso, a externalidade nas nações do mundo – os destruidores entre eles -intensifica e revoga a internalidade entre eles, que são os justos das nações do mundo.

Além disso, a externalidade de todo o mundo, sendo as nações do mundo, intensifica e revoga os filhos de Israel, a internalidade do mundo.

Em tal geração, todos os destruidores entre as nações do mundo levantam a cabeça e desejam principalmente destruir e matar os filhos de Israel.

Cada um de nós, remanescentes, deve tomar para si, de coração e alma, a fim de intensificar a partir de agora a internalidade da Torá, e dar-lhe o seu devido lugar, de acordo com o seu mérito sobre a externalidade da Torá. Então, todos serão recompensados com a intensificação de sua própria internalidade, ou seja, Israel dentro de nós, que são as necessidades da alma sobre a nossa própria externalidade, que são as nações do mundo dentro de nós, ou seja, as necessidades do corpo.

Além disso, a internalidade das nações do mundo, os justos das nações do mundo, vai dominar e submeter a sua externalidade, que são os destruidores. E a internalidade do mundo, também, que é Israel, deve subir em todos os seus méritos e virtudes sobre a externalidade do mundo, que são as nações.

No final da “Introdução ao Livro do Zohar“, Baal HaSulam enfatiza apenas uma coisa: o que aprendemos, internalidade ou externalidade?

Junto com isso, nosso estudo está conectado diretamente à realização. Se nós aprendermos a externalidade, então percebemos a externalidade, e se aprendermos a internalidade, então percebemos a internalidade. Desta forma, nós realmente transformamos o mundo de seus pés à cabeça ou de sua cabeça a seus pés.

Tudo depende apenas disso. Aprender corretamente nos possibilita atrair a Luz que Reforma, e assim nós começamos a entender mais e a organizar a nós mesmos e todo o mundo de acordo com o poder superior.

Aqui as explicações de Baal HaSulam não nos deixam nenhuma possibilidade de fugir da resposta. Ele coloca as coisas de forma muito clara. Portanto, todos, tanto quanto estiverem preparados, devem estar envolvidos com a internalidade da Torá, a sua mensagem interior e realização, utilizando O Livro do Zohar e todos os livros de Cabalá que o Baal HaSulam e o Rabash escreveram, de modo que vamos influenciar a nós mesmos, o mundo inteiro, e todos nós juntos que estamos num único sistema.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/11/14, Escritos do Baal HaSulam

O Crescimento Secundário Do Terror, Parte 3

Dr. Michael LaitmanPergunta: Hoje o ISIS (Estado Islâmico) está atraindo um grande número de jovens de diferentes países, incluindo aqueles que não são muçulmanos, mas que, de repente, transformaram suas vidas inteiras. O que obriga um jovem europeu moderno a se juntar a uma organização tão estranha tendo características totalmente diferentes?

Poderia ser que o seu “poder de atração” está ligado ao vazio que envolve o Ocidente? Tanto quanto parece, o ISIS está pronto a fornecer uma sensação de calor, unidade, fraternidade, família, propósito e satisfação.

Por que meios nós podemos atrair o jovem a nós? Como poderia a unidade do mundo em seus olhos pender a balança para o nosso lado, em vez das ideias desses extremistas do Oriente?

Resposta: É necessário recrutá-lo para outro exército, um exército onde ele vai lutar pela igualdade, uma vida melhor para todos, e a unidade que inclui uma base mútua para a bondade. É necessária a criação de forças especiais, que serão uma organização que vai superar o ISIS numa frente ideológica.

Isto é porque nós realmente estamos oferecendo uma revolução mundial à pessoa, que é a transformação do mundo num jardim do Éden, onde todos são iguais, felizes, e recebem as necessidades e segurança para hoje e amanhã. Todo mundo pode estar de bom humor e pensar em como tornar as coisas boas e agradáveis para os outros. Haverá uma linha de equilíbrio entre nós, onde ninguém precisa se preocupar com o que vai acontecer consigo mesmo no presente e no futuro. Aqui, a nossa saúde, crianças e todos os aspectos de nossas vidas estão bem.

Pergunta: Mas para os jovens, por vezes, algo é necessário além da pastoral, a possibilidade enlouquecer, usar a força, derramar sua energia.

Resposta: Pois bem, a pessoa tem que lutar, mas em vez de lutar contra os inimigos, ela luta contra o próprio ego que não está interessado e não quer nada disso.

Basicamente, eu não quero me unir e conectar com outras pessoas; Eu não sinto uma unidade específica por isso. Sim, eu estou pronto para receber os benefícios que nós descrevemos acima, mas dar algo em troca, não. Então eu tenho que lutar comigo mesmo por essa unidade.

Pergunta: Por que o ISIS tem tal poder de atração?

Resposta: Este é o poder da segurança. Sob uma bandeira negra, a pessoa tem certeza de que tem apoio e propósito. Assim, ela vai conquistar o mundo com a cabeça erguida, orgulhosa.

Pergunta: Como é possível criar um orgulho positivo semelhante sobre a unidade?

Resposta: Através de um processo educativo que nós temos que implementar. É possível fazer isso.

Há conhecimento e há educação, e estes dois métodos devem ser usados ​​aqui em paralelo.

Se os terroristas estão organizando dezenas de milhares para seus próprios propósitos, então, com a ajuda de vários países e instituições internacionais, são capazes de chegar a bilhões, para manter ‘convenções relevantes e começar a trabalhar em toda a Europa, África, América, etc. Afinal, se nós estamos abertos e nossas intenções são claras, nós podemos mobilizar enormes recursos e apoio ao redor do mundo para a implementação.

Em princípio, nós estamos dizendo a todos: “Não haverá mais guerras; não haverá mais fronteiras. Esta é uma família, exceto os terroristas, todos eles. Eles são os únicos que temos que controlar nesta fase, até que desapareçam”.

Pergunta: Existe algum tipo de significado para o fato de que uma força, um inimigo, está ameaçando a todos nós, obrigando-nos a nos unirmos contra ele? Será que isto vai ser usado para mudar o pensamento global?

Resposta: Eu não acho que o propósito da nossa unificação deva ser uma guerra com essa força. Unir contra o mal significa aprender algumas de suas características. Certamente, o exército ir contra os terroristas, mas nós não temos qualquer possibilidade real de para-los de uma vez por todas através disso.

Assim, ao mesmo tempo, nós, os cidadãos, devemos cuidar de nós mesmos e devemos nos unir com o outro.

De KabTV “Uma Nova Vida” 07/09/14

Qual É A Consequência Do Incêndio No Oriente Médio?

Laitman_079_01Pergunta: Como devemos nos relacionar com a recente tragédia em Jerusalém — o ataque terrorista numa sinagoga que colocou o país inteiro de luto?

Resposta: Nós temos que entender: tudo isso está acontecendo porque ainda não completamos a criação.

Em todos os lugares nos livros Cabalísticos é explicado que nós vivemos num sistema unificado. A natureza inanimada, vegetal, animal e humana é única. E os três primeiros níveis: inanimado, vegetal e animal, são ativados pela natureza instintivamente.

As pessoas sofrem o mesmo processo de desenvolvimento e, como resultado, elas devem se tornar semelhantes ao Criador, como um homem com um coração. Está escrito pelo profeta Isaías: “Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos”.

O povo de Israel está à frente desse processo. Ele conduz o mundo inteiro. Portanto, ele é obrigado a estudar a parte interna da Torá, bem como torná-la disponível para toda a humanidade, começando consigo mesmo, e depois a todas as pessoas. Como Baal HaSulam escreve no artigo “Shofar do Messias”, antes de libertação, as nações do mundo têm que aprender sobre a correção, que é confiada ao povo de Israel. Portanto, nós temos que disseminar a notícia sobre o nosso trabalho em todos os lugares, todos explicando o que é o sistema geral e o que temos que fazer.

Assim, há uma interação: nós ajudamos as nações, elas nos ajudam, e todos nós queremos reviver, restabelecer a rede quebrada de nossas conexões mútuas.

Consequentemente, nossos problemas e infortúnios são um sinal de que ainda não temos tempo para divulgar o método da correção. Portanto, nós precisamos sentir a nossa própria culpa.

Na verdade, tudo depende de nós. As “setenta nações do mundo”, os 7 bilhões de pessoas, exceto aqueles 15 milhões que são chamados de “povo de Israel”, não têm livre arbítrio. Quanto mais nós atraímos a Luz, quanto mais transmitimos o método de correção, dessa forma nós influenciamos os outros.

Afinal, a cada segundo Reshimot continuam a se intensificar e mudar, mesmo a partir da quebra, precedendo os mundos de BYA e repousando na base do nascimento de Adam HaRishon (Primeiro Homem). A quebra inclui todos os vasos. E agora nós devemos afetar a parte chamada “as nações do mundo”. É impossível chegar à correção sem que o povo de Israel trabalhe na situação atual. Este trabalho deve ser mostrado e tornar-se claro para todos. E nós temos que realizá-lo com todos os nossos esforços.

Portanto, todos os nossos grupos, todos os amigos ao redor do mundo, têm que entender, tanto quanto possível, que eles precisam dar a sua contribuição, aceitar o nosso programa de disseminação e implementá-lo. Se conseguirmos fazer o que nos é confiado, os infortúnios não vão superar a recepção da medicação. Em outras palavras, nós temos que dar às pessoas o medicamento antes que elas sintam os sintomas da doença. Este é o nosso trabalho, e esse princípio é imutável.

Caso contrário, não há nada que possamos fazer sobre isso. Afinal, hoje a situação é a mesma como na Polônia e na Alemanha antes da Segunda Guerra Mundial. Então, os Cabalistas chamados de judeus partiram para a terra de Israel para escapar do massacre. No entanto, ninguém queria ouvi-los; os que ficaram, foram mortos.

Neste momento, condições semelhantes estão se formando ao redor do mundo, e Baal HaSulam escreve sobre a possibilidade de uma nova guerra mundial e assim por diante. Além disso, mesmo a simples lógica indica que a Terceira Guerra Mundial vai estourar aqui. Se alguém realmente quer incendiar o mundo, não há nenhuma região mais quente: por um lado, existem armas nucleares, e por outro lado, há uma ameaça externa poderosa, não deixando espaço para uma guerra convencional.

Até agora nós conseguimos afastar os nossos inimigos com armas convencionais. Porém, a longo prazo, não seremos capazes de superá-los com armas convencionais. Então não teremos outra escolha, que, na verdade, o mundo inteiro está aguardando. As elites americanas e europeus acreditam que desta forma serão capazes de sair da crise global, da fatalidade e mortalidade que ainda estão escondidas do olhar.

Portanto, agora nós temos que ir em direção à correção certa, espalhando a sabedoria da Cabalá no mundo, para que todos conheçam sua mensagem. Nem todos deveriam estudá-la; alguns são responsáveis pelo estudo e implementação, e os outros irão se juntar a eles. No entanto, pelo menos para todos os judeus do mundo e para todos que querem isso, nós temos que revelar todos os nossos materiais e colocá-los no caminho certo do desenvolvimento.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/11/14, Escritos do Baal HaSulam

Messias Ben José E Messias Ben David

Laitman_043Pergunta: Por que o Messias ben (filho de) José deve ser morto?

Resposta: Rav Kook escreveu: Messias ben José só revela a importância de Israel, mas o objetivo de Israel é unir o mundo numa família e chamar o Senhor. Portanto, “Messias ben José está destinado a ser morto e o Messias ben David irá governar”.

Isto significa que nós ainda estamos num período de Messias ben José, e a necessidade de elevar o valor de Israel, Yashar – El (direto ao Criador), acima de tudo, e por causa disso, chegará o momento em que nós uniremos o mundo inteiro, trabalharemos para o Messias ben David.

Os Cabalistas Sobre A Nação De Israel E As Nações Do Mundo, Parte 10

A Missão do Povo de Israel

…E a interioridade do mundo, também, que é Israel, deve se elevar em todo o seu mérito e virtude sobre a exterioridade do mundo, que são as nações. Então, todas as nações do mundo vão reconhecer e reconhecer o mérito de Israel sobre elas.

E eles devem seguir as palavras (Isaías 14, 2): “E os povos as receberá, e as levará ao seu lugar: e a casa de Israel os possuirá na terra do Senhor”. E também (Isaías 49, 22), “E eles trarão os teus filhos nos braços, e as tuas filhas serão levadas sobre os ombros”.

Isso é o que está escrito no Zohar (Nasoh, p 124b), “através desta composição”, que é o Livro do Zohar, “eles serão libertos do exílio com misericórdia”. Amém, que assim seja.
Baal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, item 71

…A bênção da paz em todo o mundo precede a força, ou seja, a redenção, porque “Deus não encontrou um vaso para conter a bênção a Israel, exceto a paz”.
Baal HaSulam, “A Paz”

Contos: Da Peregrinação no Deserto Ao Último Exílio

Dr. Michael LaitmanDepois de permanecer no Monte Sinai, o povo de Israel iniciou o processo de autocorreção interna chamado de 40 anos de peregrinação no deserto.

Quarenta anos representam um período de tempo (embora não tenha nada a ver com o tempo real, mas indique certo número de níveis) coberto ao se subir do egoísmo completo e corrigir suas partes até o ponto da conquista do altruísmo completo.

No entanto, isso não significa que eles estavam conectados ao Criador. Eles apenas chegaram ao estado de pé diante Dele, mas ainda não se fundindo com Ele. Mesmo que a propriedade de doação mútua já estivesse moldada neles, eles não subiram ao grau de amor recíproco.

Neste ponto, eles tiveram que implantar outra tendência chamada amor mútuo, ou seja, a transição da condição “não façam aos outros o que não desejam para si mesmos” para a condição “amem ao próximo como a si mesmos”.

O primeiro critério foi alcançado no deserto e significava que todos eles nunca teriam um desejo ou pensamento de prejudicar os outros, não importa o quão benéfico lhes parecesse.

No entanto, não é o grau que lhes permitiu atingir o nível de “ama ao próximo como a ti mesmo”, que é um pré-requisito para a restauração do enorme e universal egoísmo interno, reorientando-o para o altruísmo e a conexão com os outros.

Este nível pode ser alcançado no processo de conquista da terra de Israel, onde sete nações (sete qualidades egoístas gigantescas) tiveram que ser superadas. Este processo é chamado de guerra da libertação. Em outras palavras, conquistar as nações, fazendo-as sair da terra ou matando-as, significa modificar o egoísmo que está associado com a última etapa de correção na terra de Israel.

Ao se corrigirem internamente, os israelenses atingiram o estado chamado de Templo, ou seja, alcançaram a revelação do Criador entre eles, que os manteve unidos por cerca de 800 anos antes do Templo ter sido destruído.

Este período de tempo foi cheio de inúmeras reviravoltas, subidas rápidas e quedas cruciais, guerras com Roma e Grécia, e vários conflitos locais. A única razão para estes eventos ocorrerem era para melhorar as conexões entre o povo de Israel.

O povo atingiu o estado de correção e alcançou o Criador. Eles sabiam o propósito de suas vidas e perceberam que existiam no mundo eterno, perfeito e infinito. Suas ações físicas e realização espiritual eram inseparáveis. No entanto, eles começaram gradualmente a escorregar deste nível, até que perderam completamente esse nível.

A pergunta é por que esta situação foi criada se eles atingiram o estado de correção completa?! Ela foi dada a eles, a fim de corrigir os babilônios em todo o mundo. Estes ainda se mantinham no grau egoísta da antiga Babilônia, num nível baixo e egoísta. Os babilônios não tinham passado pelo estágio do Egito ou pelo estágio do bezerro de ouro.

Isso explica por que o povo de Israel, que estava muito acima do seu egoísmo, caiu de seu grau e atingiu o nível das outras nações, mas ainda preservou um enorme potencial egoísta.

Aqui está o ponto em que o antagonismo entre o povo de Israel e os babilônios (o resto da humanidade) apareceu. As nações do mundo não associam o povo de Israel com esta civilização material. Este povo não sentir como se pertencesse a este mundo. Há algo estranho, não como outros povos.

Isso pode ser sentido pelos inúmeros pequenos detalhes. Não importa o quanto alguns israelenses queiram ser semelhantes a outras nações que habitam nosso planeta, eles simplesmente não podem ser semelhantes a elas, já que não vêm deste mundo. Em vez disso, eles caíram da espiritualidade até este reino.

De KabTV “Contos” 22/10/14