Textos na Categoria 'Percepção'

A Estação De Radio Do Criador

A fim de sintonizar-me à onda do Criador, eu preciso ajustar meu “diapasão” (a bússola do meu instrumento) – o grau de doação (tela). Eu sintonizo o meu desejo de desfrutar a doação e, dependendo desse desejo, eu pego diferentes “estações de rádio” do Criador.

Altero a freqüência do comprimento da onda, e passo de um nível (Aviut) do desejo do outro, e com base sobre isso eu percebo influências do Criador. Como posso saber que eu me sintonizo corretamente? Eu sei disto pela reação. Se eu “pego” uma onda dele e recebo algo, isso significa que eu estou sintonizado com doação.

Se eu pudesse ver em que sentido giraria o botão do rádio sintonizador a fim de me aproximar e mais claramente me sintonizar com um de Seus canais. Se fosse marcado como no rádio. Mas não há tais etiquetas no mundo espiritual. Embora, se chegarmos a um estado em que somos capazes de ajustar a nossa sintonia, a alma começa a nos ensinar.

Da quarta parte da Lição Diária de Cabala de 8/7/10, “Introdução ao Livro, Panim uMasbirot Meirot”a

Quando O Tempo Desaparece

“Introdução ao Livro Panim Meirot u Masbirot”, item 12: Esse é o significado da existência do tempo nesse mundo. Você encontra que primeiro esses dois opostos acima foram divididos em dois sujeitos separados, a saber, Keducha e Sitra Achra, com o objetivo de, “mesmo um, bem como o outro”. Eles são ainda desprovidos de correção, pois eles precisam estar no mesmo sujeito, que é o homem.

Desta forma, a existência de uma ordem de tempo é necessária para nós, desde que, então, dois opostos chegarão à pessoa, um por um…

É impossível conectar diretamente os dois opostos: as qualidades do Criador e as qualidades da criação, Por isso, nós temo que nos mover de uma maneira progressiva, primeiro aprofundando-nos no desejo vazio, então fazendo a correção e sendo preenchidos pela Luz, então indo novamente ao vazio, então corrigindo e… Luz, e por assim adiante. Ao descendermos e ascendermos nesse caminho, nós avançamos desde abaixo até encima, aumentando nosso desejo e, então, corrigindo-o com nossa intenção para que ele doe.

Somente essas mudanças nos dão a sensação de tempo. Se nós não tivéssemos as mudanças internas do desejo e intenção, então não sentiríamos o tempo. Permaneceríamos num estado imutável. Desta forma, não existe tempo no Mundo Infinito porque lá, tudo está corrigido.

Estar num espaço espiritual significa aderir-se a um estado ou a um princípio acima de todas as mudanças. Por isso nós não sentimos o tempo lá. Nós estamos familiarizados com esse evento de nossas vidas regulares: se estamos entretidos num jogo ou num trabalho, então, nós não sentimos a passagem do tempo. Nós talvez estejamos passando por vários estados, mas acima de todos eles nós nos apegamos a um único ponto, e então, nós não sentimos o tempo. Em outras palavras, o tempo não depende de como avançamos através de baixadas e subidas, pequenos estados e grandes estados. Ele depende somente em quão comprometidos estamos com sua direção, o único ponto de adesão, a despeito de todas as mudanças. Então, nós não sentimos o tempo.

Por isso, nós subimos acima do tempo no mundo espiritual. Passar o Machsom (a barreira entre esse mundo e o mundo espiritual) significa aderir a esse princípio. Então, você começa a sentir o que significa estar acima do tempo. Não há misticismo aqui. É simplesmente como nós subimos, em nossas sensações, acima das mudanças, e desta forma o tempo desaparece.

Um Filme De Comédia Ou Terror?

Dr. Michael LaitmanUma pergunta que recebi: Soa-me estranho que nós somos incapazes de fazer alguma coisa e que apenas a Luz Superior o pode fazer. Em quem mais posso eu confiar exceptuando eu mesmo?

Minha Resposta: Você tem alguns anos atrás de si e você deve saber que é difícil ordenar a vida como você deseja ou mudar alguma coisa nela. A vida flui de acordo com as suas próprias leis e não nos “escuta”. Há uma força que controla as nossas vidas e nos transporta de uma fase para outra.

Se nós pudéssemos ao menos ver a nossa vida se desdobrar como um filme e vê-la do princípio até ao próprio fim. Uma pessoa normal não consegue fazer isto, mas existem pessoas que possuem faculdades especiais e “vêem o filme”. Em geral, isso é possível.

Hoje, você é como se visse um filme que eu já vi ontem. Para si, o filme ainda não começou, para mim ele já terminou e eu sei tudo sobre ele. Se nós víssemos este filme, nós compreenderíamos que o nosso desenvolvimento foi completamente predeterminado. Hoje em dia, físicos, geneticistas, e outros cientistas escrevem muito sobre um ser humano ser como uma máquina; isso foi comprovado cientificamente.

A nossa vida é uma sequência de imagens num filme, e tudo o que nós fazemos é transitar de uma imagem para outra. Não há nada que possamos fazer sobre isso! Isto explica a existência de pessoas que são capazes de prever o futuro. Elas não nos mentem; elas simplesmente vêem o filme um pouco à nossa frente. Esta faculdade é desenvolvida em animais consideravelmente mais que em pessoas uma vez que as tecnologias adormeceram os nossos sentidos.

Presentemente, eu estou em certa “imagem” deste filme: meu passado está atrás de mim, meu futuro está à minha frente. A pergunta é como posso eu influenciar meu desenvolvimento? Qual é a minha liberdade de escolha? Como posso eu mudar alguma coisa? Eu estou interessado nisto, pois prefiro não saber sobre algo que sou incapaz de mudar. Diga-me o que depende de mim!

Os Cabalistas afirmam que eu posso apenas atrair a Luz Superior chamada a Luz Circundante, que pode Corrigir. Eu viverei através do filme de qualquer maneira, não há chance em que eu o possa evitar. O principio e o fim do filme estão definidos, e não está no meu poder os mudar. Contudo, eu posso escolher viver através desse filme com prazer e deleite.

Se eu já estou algures no meio dele e vejo e compreendo o derradeiro objectivo benevolente, eu já começo a antecipar sua bondade. Ela já me agrada e me dá preenchimento que podem até ser maiores do que eu irei obter mais tarde ao concretizar o objectivo, uma vez que neste ponto ele não é limitado por quaisquer barreiras! O prazer pelo qual aguardo parece sempre maior que sua presente realização. Então, segue-se que eu posso atrair a bondade para a minha vida precisamente agora e continuar a avançar nos raios da Luz.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 2/07/10, Shamati #38

O Caminho Para Derradeira Harmonia

Dr. Michael LaitmanO Criador criou apenas um estado chamado o “Mundo do Infinito”. Todas as mudanças ocorrem somente dentro de nós, e embora nós existamos no Mundo do Infinito, nós percepcionamo-nos apenas a nós mesmos.

Antigamente, na minha percepção, eu estava unificado com todas as almas e percepcionava o Mundo do Infinito como ilimitado, eterno, e perfeito. Então, a minha condição e percepção mudaram, e eu comecei a sentir que existo num mundo escuro e defeituoso cheio de dor, problemas, desordem, pressão, e restrições. Eu senti-me cada vez pior até que cheguei ao mais baixo grau, onde me encontro a mim mesmo neste mundo, a realidade circundante, junto com outras pessoas similares a mim.

Tudo isto aconteceu exclusivamente dentro de mim, na minha percepção subjectiva da realidade. Fora de mim nada mudou. É como se ao remover meus óculos, eu não visse nada fora de mim, mas assim que eu os coloco de volta, eu começo a perceber outro mundo. É assim que nossas propriedades mudaram do grau do Mundo do Infinito ao grau onde nós percebemos apenas o nosso mundo, que não tem nada do Mundo do Infinito.

Contudo, nós podemos retornar ao estado chamado “o Mundo do Infinito” onde tudo existe na derradeira harmonia, eternidade, e perfeição, onde a Luz, isto é, o “Bom que Faz o Bem”, habita. Como podemos nós a alcançar? Nós temos de alcançar a percepção deste estado ao despertá-lo em  nós mesmos. O Mundo do Infinito está oculto dentro de nós por trás de numerosas camadas de ocultação. Gradualmente, ao nos movermos de uma ocultação maior para uma menor, nós descobrimos o Mundo do Infinito.

Os estados que nós atravessamos enquanto voltando à consciência do Infinito são chamados os mundos ou ocultações (“mundo” — “Olam” vem de ocultação — “Olama“).  Finalmente, a ocultação desaparece e nós elevamo-nos acima dela. Isto é o que significa ascender os graus da escada espiritual, os graus dos mundos, e se elevar acima da ocultação para percepcionar cada vez mais.

Como fazemos nós isso? Nós evocamos o estado chamado o “Mundo do Infinito” ao lermos O Livro do Zohar juntos. Este Livro descreve nossa conexão com o Mundo do Infinito, e ele desperta esse desejo dentro de nós.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 2/07/10, O Zohar

Uma Realidade Transparente

Dr. Michael LaitmanO propósito da Cabalá é especificamente de nos ajudar a atrair a Luz que Corrige e a sentir o mundo como bom. Nós precisamos apenas de nos tornar similares à Luz.

Eu e outras pessoas à minha volta presentemente existimos numa certa moldura de filme chamada vida. Quando eu atraio a Luz sobre mim mesmo, eu transformo esta moldura em bem, preenchendo-a com luz, bondade, confiança, e eternidade. Conseqüentemente, eu desenvolvo-me de uma maneira agradável.

A pessoa pode certamente dizer que querer mudar o seu destino para melhor é uma forma ainda maior de egoísmo que o da nossa vida normal. E isso está correcto: nós aspiramos por uma vida boa, uma vez que o propósito da criação era de deleitar os seres criados. Todavia, o meio para concretizar isto é de nos elevarmos acima de nosso egoísmo.

Desta forma, nossa tarefa em primeiro lugar é de esclarecer como a Cabalá define o nosso livre-arbítrio. Deixem ela explicar o que depende de nós em particular. Tudo o resto nós podemos investigar por curiosidade, como uma agradável adição, mas é essencial esclarecer o que nós podemos verdadeiramente influenciar para mudar. Caso contrário, quando nós olhamos sobre nossas vidas, nós vemos que somos incapazes de mudar algo. Nós fizemos nossa vida desta maneira, ou o fez outrem?

Nós não fazemos nada senão atrair a Luz que Corrige tudo. Todas as acções executadas por uma pessoa não estão em seu controlo, em absoluto. O único poder que a pessoa tem é como ela as verá, de que ângulo; egoisticamente ou em prol da doação. Isto altera todo o quadro para a pessoa.

Esta é a única liberdade que temos! Há uma força no mundo que está à espera que nós desejemos sua influência, de forma a mudar nossa natureza, nossas qualidades. Está no nosso poder atraí-la e fazê-la mudar-nos. Então nós veremos o mundo inteiro como bom; nesse momento o mundo mudará. Tudo se vai virar de pernas para o ar!

Precisamente aqui e agora nós veremos o mundo espiritual em vez deste material. Como se através de uma realidade transparente, nós veremos o mundo espiritual através destas manifestações de desejo, todas estas pessoas, e tudo à nossa volta. Nós então iremos compreender o que se está verdadeiramente a passar e porque tudo está a girar à nossa volta desta maneira. Nós seremos capazes de justificar este estado e reconhecê-lo como bom. Nós veremos a conexão de tudo o que está acontecer neste momento com um sublime e belo propósito.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 2/07/10, Shamati #38

O Retrato Da Nossa Realidade: Como Ela É Construída?

Dr. Michael LaitmanUma pergunta que recebi: Por que é cada vez mais difícil estudar O Zohar? Eu não só não sinto que estou progredindo, mas também que estou regredindo. Eu abro o livro e sinto como se uma garnde carga caísse sobre mim.

Minha resposta: Imagine uma pessoa que está sobrecarregada com um grande problema e está constantemente pensando nisso. Mesmo quando ela está executando diversas outras funções, o seu coração e mente estão concentrados no problema. Por exemplo, uma mulher que vai ao trabalho e deve deixar o filho doente em casa, ela só pensará nele .

Quando o seu coração adquirir um desejo que for capaz de pensar anti- egoisticamente, você será capaz de compreender que O Zohar está falando apenas sobre a união. Gradualmente, você desenvolverá uma necessidade por ela. Depois, ela surgirá como uma sensação. Afinal, tudo o que sentimos é a conexão (o Mundo Superior), ou a falta dela (nosso mundo). É assim que a imagem do mundo é construída.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 30/06/10, O Zohar

Infinidade É Somente Um Momento

No Zohar, Capítulo “VaYetze (E Jacó Saiu) – Parte 1”, item 129: “E lhe parecia como poucos dias por causa do seu amor por ela.” Todos os sete anos foram para ele como sete anos na parte superior de Bina, que são aqueles, em uma unificação, e não são separados. Eles são todos um, desde que eles se conectem uns aos outros pelo amor que ele a amava, pois ela era para ele como a unificação superior em Bina.

Como definir o infinito? É quando o tempo de duração infinita, ou quando não há tempo e é igual a zero? Como pode ser que quando eu amo, eu passo sete anos trabalhando para ela, e na minha percepção destes anos voam? Não deveria ser ao contrário? Não deveria ser infinitamente longo, porque demora sete anos para poderemos estar juntos?

Na realidade, é infinito quando o tempo se reduz a zero. Em nosso mundo, acreditamos que o infinito é algo infinitamente distante porque nós imaginamos que o fim (morte) é empurrado para além do infinito. Percebemos infinito desta forma porque a nossa percepção é moldada a partir da falta, em vez da realização.

Mas, na espiritualidade, onde todas as nossas ações são ditadas pela doação é a da maneira inversa. Infinito é quando tudo está em um lugar como se compactados em zero. Tudo existe no mesmo momento,  “ao mesmo tempo, no mesmo lugar, na mesma mulher.”

Da 2 ª parte da lição diária de 24/6/10 da Cabalá, O Zohar

Material Relacionado:

A chave para a luz

https://laitman.com.br/2010/06/a-chave-para-a-luz/A

Por Que Eu Preciso Deste Mundo Todo?

Existem duas forças na natureza: recepção e doação. Essas duas forças retratam imagens do nosso desejo de desfrutar, como numa tela de computador. Elas projetam a imagem do mundo que consiste de mim e de tudo ao meu redor. Como Baal HaSulam escreveu, na parte posterior do nosso cérebro há uma tela através da qual percebemos uma visão do mundo.

Essa imagem é criada com a ajuda de duas forças: a força de recepção (à esquerda) e força de doação (à direita). A combinação dessas no meu material egoísta retrata toda a imagem da realidade para mim. Eu sinto, eu vejo uma foto, por assim dizer, e parece-me que tal imagem, esta realidade existe fora de mim. Eu, pessoalmente, projeto a minha imagem interior na minha frente. É assim que eu “vejo o mundo.” É como se eu o chamasse de dentro de mim e o projetasse para fora.

Porque eu sou construído desta maneira? Por que eu vejo meu mundo interior, de forma externa? É para que possamos tratá-lo egoisticamente com negligência e hostilidade. Assim, recebemos a oportunidade de estudar o nosso mundo interior e corrigir a nós mesmos. [Leia mais →]

Deste Mundo Para O Próximo

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capítulo “VaYetze (Jacó saiu)”, item 88: Está escrito: “Um Salmo de Davi, quando ele fugia”. Ele pronunciou o salmo enquanto fugia porque antes ele pensava que o Criador iria puni-lo por seus pecados no mundo vindouro. E quando ele viu que Ele desejava vingá-lo aqui neste mundo, ele ficou feliz e pronunciou um salmo.

“Este mundo” e “o mundo vindouro” são dois níveis espirituais, porque nós existimos na Luz Superior e percebemos as nossas qualidades em torno de nós em oposição a esta Luz. Isto determina a realidade que nós percebemos.

Consequentemente, qualquer estado que nós experimentamos é um estado de ocultação da Luz Superior, que se oculta de nós por trás de nossas qualidades egoístas. Ele só é revelado na medida em que nossas qualidades tornam-se semelhantes a ele. Disso resulta que cada um de nossos estados é chamado de “mundo”, (em hebraico “Olam“, da palavra “Olama” ou ocultação), isto é, uma medida de ocultação que alcançamos .

Portanto, “este mundo” e o “outro mundo” são dois graus. Um deles é o que eu sinto e observo neste momento, ou o que eu posso verificar, investigar e estudar. O outro é o estado ao qual eu aspiro, uma medida de ocultação que eu quero revelar e alcançar. Isso é o que os Cabalistas chamam de meu próximo mundo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/06/10, O Zohar

Respostas A Suas Perguntas, Parte 1

O Criador é absoluto bem

Perguntas sobre a publicação “Cabalistas Sobre O Propósito Da Criação, Parte 1”

Pergunta: “… Ele é fundamentalmente desprovido do desejo de fazer mal a qualquer um”. Então, por que eu vejo as pessoas sofrendo?

Resposta: Na medida em que as pessoas são opostas às qualidades de doação e amor do Criador, elas percebem de forma oposta toda a bondade que vem d’Ele, com mal.

Pergunta: São todos os eventos preparados pelo Criador e selecionados para a aquisição de hábitos para a alma?

Resposta: Todos os eventos são deliberadamente determinados pelos estados inicial e final de cada alma. Porém, eles são percebidos pelas almas como estados que vão de extremo sofrimento a imenso prazer, dependendo da semelhança das almas com o Criador.