Textos na Categoria 'Percepção'

Quebrando a Barreira

O problema em perceber o mundo espiritual, ou seja, o volume total em que vivemos hoje, é o problema de sua percepção. Agora, estamos também dentro desse volume , juntamente com a nossa natureza, que ainda está oculta de nós. No entanto, sentimos apenas uma pequena parte disso, com o nosso corpo e sentidos corporais.

Temos que nos sintonizar para que sintamos não apenas o que entra no nosso desejo egoísta de pequeno porte. Afinal de contas, é suficiente para o egoísmo desejar alguma coisa e de repente perceber algo que não percebemos antes.
Por exemplo, quando eu começo um trabalho novo, eu começo a trabalhar com novos materiais e novos fenômenos, e algum tempo depois eu começo a sentir o que estou trabalhando com. Estamos sintonizando-nos em uma percepção mais fina, a criação de modelos internos de fenômenos e objetos que estamos lidando. Por exemplo, um metalúrgico sente um metal pelo seu som e pelo movimento do formão. Da mesma forma, pessoas ligadas à natureza compreendê-a através de sinais que não estamos familiarizados com. [Leia mais →]

O Mundo Todo é Meu

Hoje, temos que admitir que todos nós: a humanidade, o inanimado, animado, a natureza vegetativa, e o Criador são partes de um único sistema. Quanto mais nós correspondermos com esse sistema, melhor será a nossa condição. Se, no entanto, não estivermos de acordo ou não pudermos nos harmonizar com isso na medida em que correspondermos ao nível do nosso desenvolvimento, vamos sofrer, inclusive, sentir a nossa morte.

Na verdade, nós existimos em um sistema integral que se revela a nós cada vez mais. O sistema por si só é constante, no entanto, uma vez que o nosso egoísmo está em evolução, percebemos suas formas ocultas anteriores. Nós pensamos que é a natureza que muda, enquanto nós é que a mudamos. É como se estivéssemos olhando pela janela do trem: não é a plataforma que está movendo, mas sim o trem que está se movendo.

Até recentemente, temos evoluído em todos os níveis do inanimado, vegetativo e e natureza animada, e não sentimos a nossa oposição a natureza. Estes foram os meus desejos interiores que têm se desenvolvido ( Shoresh, Neshamahe Guf), e tudo estava destinado a satisfazer as minhas necessidades egoístas.
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Vivendo Como Uma Alma

Primeiro, nós temos que desenvolver um relacionamento descrito como “Não faça ao outro o que você mesmo odeia”, seguido por “Ama o próximo como a ti mesmo”. Nós somente precisamos determinar quem é o “outro” (o amigo), quem sou eu, e o que “fazer” significa. Isso tem a ver com as ações da pessoa em relação ao amigo, que tem que adquirir uma forma tangível nesse mundo em toda raça humana.
No final, tais relações irão se aclarar entre todos os humanos, o que pode ser chamado de mundo Infinito, e significarão a correção final (Gmar Tikkun). Aqui, nessa esfera chamada Terra, entre esses corpos animados, nós iremos estabelecer os relacionamentos que se chamarão nossa alma infinita.
Quando alcançarmos esse ponto, nós nos encontraremos em outro mundo. Não haverá mais a necessidade de experimentarmos toda essa materialidade, e ela irá desaparecer de nossa percepção. Mesmo agora, ela existe somente na nossa percepção, enquanto que toda essa realidade é apenas imaginária. Esse é o único propósito de nossa existência na terra. Este é o lugar onde tudo acontece.
Antes da queda do Templo quando as pessoas viviam em alcance espiritual, elas não viviam realmente em outra galáxia ou dimensão, viviam? É verdade, de qualquer forma, que internamente elas viviam em outra dimensão com uma atitude diferente. Porém, junto com isso, esse mundo, a natureza inanimada, vegetativa e animada ainda existia, e todos viviam uma vida normal. Elas criavam gado, administravam propriedades, davam à luz crianças, tinham empregos, e pagavam taxas.

Porém, o relacionamento entre elas era espiritual uma vez que todas viviam em doação mútua e a mantinham com o melhor de sua habilidade. Cada pessoa era importante no nível de sua habilidade de doação. O julgamento era feito baseado no mesmo princípio: do ponto de vista de quanto dano a pessoa trouxe para a sociedade e quão repentinamente seu desejo egoísta se expandiu.

Foi desse jeito que o povo de Israel, a quem Abraão conduziu para fora da Babilônia, viveu até a queda do Segundo Templo. Agora, no grupo, nós temos que atualizar o que a sabedoria da Cabalá nos ensina na prática, isto é, que nossas relações internas devem ser baseadas em amor e união para que possamos viver como “uma só alma”.
Isso não tem nada a ver com a proximidade externa. Nós não precisamos na verdade comer do mesmo prato, viver na mesma casa, e manter uma família coletiva. Isso é sobre relacionamentos internos.

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Da 4ª Parte da Lição Diária de Cabala, 12/1/11, “A qualidade da sabedoria oculta” – no geral”

Que Tipo De Mudanças Estão Esperando Por Você

Dr. Michael Laitman Pergunta: Quando é que uma pessoa que começou a estudar Cabalá é capaz de dizer que está trabalhando com seus desejos?

Resposta: Quando ela começa a passar por “subidas” e “descidas”. Nesses estados  nós começamos a estudar quão dependentes somos em nossas mudanças internas. E isso é só o começo. É assim que a força superior brinca com você, mesmo que por agora isso esteja acontecendo no plano deste mundo.

É quando você começa a ser jogado de um mundo para outro, sendo por vezes elevado e, por vezes rebaixado. Então, você sentirá como tudo é inconstante.

Imagine que os seus sentidos fossem alterados de tal forma que seus olhos vissem o mundo através de raios-X e que você tivesse radares em vez de orelhas. Que tipo de mundo você sentiria? Você ficaria louco com o excesso de informação que chega até você, toda a gama de ondas, porque você ouviria as pessoas falando aqui e ali, e por toda parte ao mesmo tempo, até mesmo milhares de quilômetros de distância de você. Você poderia ver através das paredes e estaria consciente de tudo o que acontece.

Assim, seu cérebro também teria de estar desenvolvido da mesma forma, a fim de processar este fluxo de informações, bem como seu sistema nervoso. Você seria um ser completamente diferente, e tudo isso apenas se expandíssemos um pouco o alcance de nossa percepção deste mesmo mundo.

No entanto, na Cabalá, nós falamos sobre as qualidades que atualmente nos faltam, em uma abordagem basicamente diferente. Por exemplo, imagine que você começou a sentir as sensações de outras pessoas, vestindo-se em outra pessoa como um fantasma, depois outra e depois uma terceira ….

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/01/11, “A Qualidade da Sabedoria Oculta – em Geral”

Existe Uma Alternativa!

Pergunta: Hoje em dia existem muitos alunos novos na aula. Que conselho você daria a eles, de modo a mudar sua intenção egoísta para altruísta?

Resposta: No nosso mundo, nós estamos nos aproximando do momento da verdade: nós não temos mais nada para viver. Dia após dia, o mundo descobre que sua vida está vazia. Na realidade, porém, nós ainda não atingimos o momento decisivo, e as pessoas continuam a confundir-se e obscurecer a verdade, porque elas não têm nada que substitua a sua vida atual.

Nós temos que mostrar-lhes que existe uma alternativa, e que estamos passando por certo processo controlado pelo Alto. Nós temos que perceber isso. É um processo único e bondoso, um desenvolvimento notável, elevando-nos acima da vida corpórea, que está se aproximando da morte a cada segundo. Isto é o que devemos transmitir aos novatos.

Nós devemos nos elevar a uma nova percepção da realidade. Isso não significa que eu simplesmente substituo “a minha imagem”, que vejo de dentro do corpo. Não, eu não mudo o modo de ver externamente, mas saio para uma nova realidade, atravesso de um mundo para outro. Eu mudo a minha atitude na prática, dando-lhe um novo vetor: de dentro de mim para fora, para os outros, ou de dentro de mim para fora, para o Criador. De fato, “o outro” é um remédio, uma fase intermediária que me ajuda a me dirigir ao Criador.

Em geral, eu posso existir em meu pequeno desejo de receber prazer, perceber este mundo minúsculo e frágil. Por outro lado, eu posso me libertar dele e experimentar a vida eterna, a natureza perfeita, onde vivo sem restrições no mundo do Infinito. A sabedoria da Cabalá nos dá essa oportunidade.

Nas gerações anteriores, poucos foram capazes de experimentar essa revolução interna, a transição de um mundo para o outro. Mas hoje, todos cujo ponto no coração (ou o desejo espiritual) é revelado podem tentar realizá-la. Começando na nossa época, toda a raça humana passará gradualmente, passo a passo, por essa transição.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/01/11, Escritos do Rabash

Faça Você Mesmo Um Mundo Diferente

Em última análise, nós descrevemos uma imagem da realidade para nós mesmos quando a Luz entra em contato com o desejo de receber, da mesma forma como no nosso mundo a Luz projeta  um filme sobre uma tela. Contudo, ao contrário do cinema, a Luz Superior não descreve a imagem na tela externa, mas dentro de nós, criando assim uma imagem da realidade sobre a matéria, o desejo de receber prazer.

É por isso que vemos um mundo vivo e criaturas vivas “diante de nós” (é assim que percebemos o que sentimos dentro de nós), e não as imagens numa superfície plana. Imagine por um momento que você está desenhando um cachorrinho que está correndo em torno de você. Você está criando-o; ele não é uma imagem, mas uma criatura feita de carne, sangue e ossos, que tem uma mente e sentimentos, porque está dentro de sua matéria (desejo). Essencialmente, isso é tudo o que estamos fazendo, porque não existe nada, exceto desejo e Luz.

Se o seu desejo desperta, eleva-se e atinge pelo menos uma medida mínima de doação, ele cria novas imagens, novas criaturas, juntamente com a Luz. Você vê por si mesmo, como se estivesse de lado, como seus diversos desejos, que mudam em contato com a Luz, criam várias formas de vida. Você consegue imaginar em que realidade está vivendo? Diante de seus olhos, os mundos estão mudando, com todo seu conteúdo, os quais foram criados por você.

Certamente, você está plenamente consciente de que, anteriormente, você também existiu em um mundo criado em sua matéria.Então, surge uma pergunta: Eu estou criando estas formas, criando-as novamente, ou elas já existiam antes e só agora estão se revelando desta forma, ao longo do crescimento do meu desejo e subida na escada dos níveis espirituais?

Em cada nível espiritual, eu me deparo com novas formas, um novo mundo. Será que eu fiz esse novo mundo que estou descobrindo, ou ele existia antes de mim e agora eu só estou descobrindo-o? A resposta é que eu só o revelei. Mas para mim, eu estou realmente criando-o, uma vez que para mim, ele vive em meus desejos.

De Cabalá para Principiantes, “Percepção da Realidade” 20/10/10

Não Se Preocupe Se Você For Um Principiante – A Cabalá É Simples!

Dr. Michael LaitmanA pessoa que começa a estudar a ciência da Cabalá descobre que suas noções anteriores estão longe da realidade. “Corpo”, “alma”, e outras noções familiares adquirem um significado completamente diferente.

A ciência da Cabalá organiza tudo de forma muito simples, praticamente não deixando-lhe qualquer chance de ficar confuso. Existe um desejo por prazer, dentro do qual podem ser percebidas as diferentes formas de doação. Essa é a única coisa acontecendo em nossa realidade.

Dependendo do nível de doação que você se encontra, esta é a realidade que você sente. Você pode sentir a realidade no nível zero; em outras palavras, você pode viver em nosso mundo, onde o nível doação é igual a zero. Nós estamos bem no fundo, mas mesmo aqui existem quatro níveis de desenvolvimento: inanimado, vegetal, animal e humano.

Então, à medida que você sobe os 125 níveis da escala espiritual, você atinge o nível de doação, ou, em outras palavras, o Criador. No final, no nível 125, você chegará à doação total.

Nós estamos falando sobre a equivalência de forma, ou como a criação adquire uma forma de doação acima do desejo por prazer. Você deve ascender constantemente sobre o seu desejo de receber, a fim de adquirir a forma do desejo de doar sobre ele. A forma de doação que você veste sobre o desejo de receber o levará ao nível da doação, porque você realizou isso de forma específica. É assim que você se torna semelhante e equivalente ao Criador, tornando-se homem (Adão).

Em essência, isso é muito simples: você só precisa combinar corretamente as duas qualidades, ascendendo uma escada inclinada que é construída com duas forças ou linhas: a direita e a esquerda. Desta forma, os princiciantes recebem explicações claras. Na verdade, os Cabalistas não descrevem uma distinção entre os mundos. Tudo depende da pessoa: desenvolva a sua capacidade pela forma de doação e você verá mais do que vê agora.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 6/01/11, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

A Força Que Muda De Traje

Na realidade, não há nada exceto forças. As forças que se manifestam de certa forma podem, através disso, estar em contato com nossos órgãos sensoriais. É assim que estamos aptos para percebê-las, sentir, e entender de alguma maneira e começar a usá-las ao estabelecer essa conexão.

Porém, essa força existia mesmo antes que começássemos a percebê-la. Todas as formas nas quais ela se manifesta trabalham somente em relação a nós e para nos revelar a primeira e única Força que não se veste em nada.

Uma alma também é uma força que nós não podemos conhecer se ela não se “veste” em algum traje, alguma forma que sejamos capazes de sentir. Na medida em que nos corrigimos, sentimos que todas as formas prévias nas quais nós experimentamos essas forças, tais como a matéria cristalina, líquidos, ar, e mesmo vácuo foram estágios imaginários de nosso alcance que nós tivemos que vivenciar. Eles existem somente na nossa imaginação. [Leia mais →]

A Vida Dentro Da Imagem Holográfica

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se nós vivemos em uma imagem holográfica, será que ela não muda à medida que ascendemos os níveis espirituais?

Resposta: Esta imagem muda constantemente, uma vez que nós definimos sua forma a partir de nós mesmos. Há dois vetores ou forças: o desejo de receber e o desejo de doar, e nós estabelecemos a relação entre eles. Várias combinações destas duas forças geram milhares de formas diferentes diante de nós.

Qualquer instrumento ou fenômeno natural (espiritual ou corporal) em todos os mundos, tudo, se origina da interação entre o Criador e a criatura: a Luz que gera o desejo. Há apenas dois componentes: a Luz e o desejo, e a tela entre eles. A tela assegura a correspondência entre o Criador e a criatura.

Esta correspondência se estabelece nos 10 níveis qualitativos (dez Sefirot ), que também são divididos em 620 (Tarach) partes, e assim por diante, infinitamente. Não importa o que você faça: analise a realidade e a divida em seus componentes ou, pelo contrário, sintetize e generalize; em todos os lugares você revela as duas forças atuando: doação e recepção.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 5/01/11, “A Sabedoria da Cabala e a Filosofia”

A Última Incognita Na Equação

Dr. Michael LaitmanAs quedas mostraram-me que nunca perceberei a importância do Criador sozinho; nunca sairei do meu egoísmo nem encontrarei forças dentro de mim. Contudo, todas as quedas me ensinam de forma diferente, iluminando fraquezas, qualidades e fases diferentes em mim. As quedas são seguidas de subidas, mas no fim, de uma forma ou de outra acabo sempre por descobrir a minha impotência.

Primeiro quero satisfazer o meu egoísmo, que é chamado “saber quantos anjos há no céu”. Depois mudo o meu foco para o Criador, desejando “apanhá-Lo”, ver o mundo espiritual. Parece-me que a porta para as mudanças tem de abrir-se à minha frente em vez de dentro de mim.

E finalmente, começo a perceber que as mudanças têm de acontecer dentro de mim. Apanho o fio da resposta à minha pergunta: a redenção tem de vir de fora porque eu sou certamente incapaz de fazê-la por mim mesmo.

Este trabalho é feito com a ajuda das quedas e subidas, até que a pessoa venha para o limiar da verdade, tendo percebido que tudo depende dela, da mudança da sua percepção. A Luz dá-lhe as forças para o fazer; você não as encontrará dentro de si.

As exigências da pessoa são ainda egoístas, mas ela ainda baixa a sua cabeça perante a Força Superior para que a mude. Então ela gradualmente concorda com o facto de que tudo vem de Cima.

Na etapa seguinte a pessoa percebe que tem de adquirir a qualidade de doação em vez da qualidade de recepção. A sua exigência é egoísta, mas já é um passo em frente.

Depois disso ela trabalha com o ambiente de forma a atrair a Luz que a elevará até o tesouro espiritual. À medida que ela aprende acerca da noção de grupo, ela faz-se independente nele, esperando ainda auferir benefício para si mesma.

Depois disso a Luz realmente leva a pessoa de volta à Fonte. Isso acontece porque ela construiu tudo correctamente e apenas um parâmetro permanece para ser mudado: a intenção, o resultado final – para quem quer ela obter benefícios?

É assim como reduzimos a jornada: virando-nos para o Criador através do grupo com o pedido correcto.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 5/1/11, Escritos do Rabash