Textos na Categoria 'Percepção'

Através do Prisma de Dois Desejos

É preciso mudar para atingir o Criador, uma vez que O alcançamos em novos vasos de percepção, de novos desejos. Obviamente, os desejos em si não são novos, mas eles se conectam dentro de nós de uma maneira nova.

Temos o desejo de receber prazer e o desejo de doar. A fim de revelar o Criador, nós devemos criar uma conexão entre esses desejos dentro de nós mesmos que nos permitem reconhecê-Lo. O Criador tem 125 formas consecutivas de revelação, quando Ele se revela a nós cada vez mais perto, mais nítido e mais nítido. São os 125 níveis, ao longo da qual subimos e nos tornamos capazes de ver e senti-Lo mais e mais.

Como é que vamos encontrar o Criador? Assim que criar uma conexão entre o nosso desejo de receber prazer e do desejo de doar, onde a vontade de doar reinaria sobre a vontade de receber os graus espirituais em primeiro lugar, dando-lhe uma forma semelhante ao Criador, nós imediatamente vemos o Criador através desses desejos e sua unidade. [Leia mais →]

Verdadeira Bondade

Dr. Michael LaitmanRabash, Shlavey HaSulam (Degraus da Escada), artigo “O Que É Um Verdadeiro Ato De Bondade No Trabalho”: Deve-se começar o trabalho com “a verdadeira bondade”, o que significa sem qualquer recompensa, de modo que tudo que se faz não sirva para o benefício pessoal, mas para deleite do Criador.

Nós nascemos com o desejo, que atua de certa maneira: “para seu próprio benefício”, “a fim de receber”. Cada um de nós sente que antes e fora dele há um mundo que inclui quatro graus evolutivos: inanimado, vegetal, animal e falante. Além disso, nós apenas desejamos desfrutar todo esse mundo externo, a fim de sentir prazer.

Nós podemos reverter isto e dizer que o homem vai se sentir bem se ele usar o mundo de certa maneira: para a auto-gratificação. Em geral, todas essas coisas são relativas, já que somos incapazes de ver qualquer coisa oposta a elas.

Mas, mais tarde, o homem cai em desespero a partir desta tendência de buscar prazer. Então, um novo desejo, um novo caminho, desperta nele: “Eu preciso tratar toda a realidade de forma diferente. Tudo isso é meu e é semelhante a mim. Eu não consigo apreciá-lo sozinho, mas apenas em conjunto com os outros”. Obviamente, esse impulso não vem do homem. O desejo criado pelo Criador, juntamente com suas Reshimot (genes informacionais),  “continua rodando” mais e mais, abrindo-se para a pessoa que o sente desta maneira.

Usando o método de correção da maneira certa, a pessoa começa a mostrar uma atitude diferente para com a realidade que ela sente interiormente. Em seus 613 desejos, ela descobre que as partes que costumava ver como externas estão, na verdade, relacionadas a ela. Na medida em que é capaz de mudar a sua atitude para com elas e reconhecê-las não como “estranhas” mas como “familiares”, “parentes”, da mesma forma ela avança em um tipo diferente de percepção da realidade: uma global, que abarca tudo. Acontece que tudo é ela mesma.

Neste caso, quando a pessoa começa a vincular sua própria percepção ao desejo unificado que não está quebrado em partes individuais, ela altera a imagem de sua realidade. Nada é externo: nem pedras, nem plantas, nem animais, nem seres humanos. Todos eles são partes de seus desejos.

A pessoa muda sua atitude. Em outras palavras, ela organiza o desejo unificado e, portanto, também revela o “elemento adicional”, uma força unificada que completa esse desejo, considerada como o Criador. Assim, devido à correção dos desejos, a pessoa merece uma nova realização e se funde com a Fonte.

É isso que se chama “verdeira bondade”. Se a pessoa trabalha em seu desejo de receber e corrige a si mesma, sua atitude e percepção da realidade, ela merece uma grande “adição”:a revelação do Criador e a adesão com Ele.

É por isso que há trabalho na bondade, o que significa a correção dos Kelim (vasos), e há a verdadeira graça, receber a fim de doar, quando a pessoa revela a realidade que inclui Aquele que a gerou: o Criador. Por isso, a partir da correção da criatura nós atingimos o seu propósito.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 17/2/11, Escritos do Rabash

A Cabalá E As Sete Ciências Externas

Dr. Michael LaitmanA ciência da Cabalá fala sobre o mundo espiritual e as forças que operam na natureza. Estas forças influenciam a matéria do nosso mundo, criando várias imagens, o que resulta em um universo inteiro com tudo preenchendo-o:  objetos inanimados, vegetação, animais e pessoas. Mas nós vemos tudo isso na tela, na parte reversa do nosso cérebro, e é por isso que nos parece estar na nossa frente. É assim que nós imaginamos a realidade.

É por isso que a ciência da Cabalá está separada deste quadro totalmente falso, mesmo que ele nos ajude a atingir a profundidade da criação, suas intenções e o caráter do Criador. No entanto, em essência, a ciência da Cabalá nos ensina como ir desta imagem externa ao estado interior, verdadeiro, onde apenas duas forças permanecem: a força do Criador e a força da criação.

Claro que cada uma delas se divide em muito mais partes, forças e ações específicas. Mas, em essência, estamos falando apenas de forças: o desejo de receber, o desejo de ter prazer, e o que acontece entre eles. Isto compõe toda a ciência.

Se a ciência fala sobre a interação destas duas forças fundamentais, então nós temos a ciência da Cabalá. E se ela fala sobre vários resultados delas nos diferentes níveis da matéria – inanimada, vegetal, animal e humana, então temos as ciências deste mundo.

É obvio que essas ciências são verdadeiras, porque elas nos dão conhecimento sobre o comportamento exterior, através do qual é expressa a ação dessas duas forças internas. Mas essas ciências são muito limitadas e nós só podemos confiar nelas dentro das fronteiras do nosso limitado mundo.

Acontece que a ciência da Cabalá, que explica as duas forças fundamentais que operam na natureza, é a base para todas as outras ciências. E isso não inclui apenas as ciências naturais que estudam a natureza e o mundo exterior, tais como física, química, biologia e zoologia, mas também aquelas que pertencentes diretamente ao homem, tais como música, dança e arte.

Tudo isso também faz parte das “sete ciências extenas fundamentais ” porque nos dá conhecimentos sobre as habilidades do homem de perceber e sentir seu mundo.

 Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/2/11, “Introdução ao livro Panim Meirot uMasbirot “

O Nível de “Virgindade”

Nos escritos do Rabash, o artigo 29, “Casar com uma Virgem”: Toda vez que uma pessoa recebe uma esposa, receberá uma virgem que nunca teve um marido. Em outras palavras, ela nunca usou Malchut e deve ser sempre uma nova mulher. No trabalho espiritual Malchut é chamado de “o reino dos céus”, que uma pessoa deve tomar sobre si todos os dias novamente. Ela tem que imaginar que está agora começando o trabalho espiritual e não se preocupa com tudo que veio antes.

O Criador criou a criação e existe na adesão e unidade com ele. Chamamos esse primeiro estado ou o mundo do Infinito. No entanto, a criação não percebe-se neste estado. Foi simplesmente criada dessa forma, mas não é permeada por detalhes de percepção além de uma sensação. Portanto, é como o nível inanimado, uma gota de sêmen que não possui auto-percepção.

O desejo do Criador é trazer a criação para a realização de quem Ele é e, assim, se tornará semelhante e igual a Ele. Portanto, o verdadeiro estado está oculto da criação e, em vez disso ela começa a perceber-se no estado oposto. Esta fase, por sua vez, se divide em várias: percebe-se que ela existe nos níveis de criação inanimado, vegetativo, animal, e falante. [Leia mais →]

Amplie seu Desejo

Nós nunca revelamos a verdadeira realidade, tudo acontece nos nossos desejos. O Criador criou o desejo que é, essencialmente, todo o material da criação. Sentimos o que está acontecendo dentro dele.

Sensações no desejo divididem-se em interno e externo, em outras palavras percepção interna de si e do ambiente. Por sua vez, estes segmentos de percepção também se dividem em uma multiplicidade de camadas, graus, peças e formas.

No entanto, tudo isso está dentro do desejo que foi criado pelo Criador. Nós não somos capazes de imaginar tudo o que existe fora desse desejo, mesmo hipoteticamente. Não há “outro” lugar que existe em algum lugar fora, o espaço “todo” é confinado dentro do desejo.

E é por isso que tudo o que percebemos depende das alterações do desejo. Tudo que a Cabala fala sobre a natureza do desejo criado, as mudanças que pode adquirir, e as coisas que ele vai sentir em conformidade com essas mudanças. A fórmula é simples: Você digita algumas alterações no desejo inicial e recebe uma certa sensação como consequência.

O espectro geral consiste de uma infinidade de sombras. Diferentes impulsos podem ser revelados ao mesmo tempo em um só desejo, percebemos diferentes eventos, ações em todos os seus desejos particulares. O desejo do homem se divide em 613 partes,onde ele experimenta todas as impressões e reações diferentes. E todos eles se somam para formar a sua imagem do mundo.

As peças do desejo recebido no que diz respeito ao inanimado, vegetativo, animado e os níveis de forma humana contornam a realidade para nós. Podemos continuar a abrir o desejo mais e mais como manter revelando as peças novas nele, e então o nosso mundo comum se expande.

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Da 1a. parte da Lição Diária da Cabala 17/02/2011, Escritos de Rabash

Material Relacionado:
Um Lírio Entre Os Espinhos
Suavizando A Ilusão Da Quebra

Correção Em Frente De Um Espelho

Pergunta:Eu me esforço para fazer a conexão com os amigos no grupo, mas eu vejo que eles rejeitam meus esforços. Se toda a realidade está em mim, então quem rejeita quem na verdade?

Resposta:Você está rejeitando a si mesmo. Nas palavras de Baal HaSulam, embora você veja o grupo, isso é como você vê o Criador. Isso é assim porque está além de você, Ele é a única coisa que existe. Porém, Ele está oculto e você não pode trabalhar em relação a Ele. Por isso você foi feito para ver seu reflexo – o ambiente. Na media de sua própria corrupção, você vê outros a seu redor como corrompidos, não unidos, e não desejando se conectar com você.

Obviamente, a pessoa mesma é manifestada através de tudo. Mas, ao mesmo tempo, uma vez que a pessoa existe dentro das forças de desunião, ela tem que trabalhar com o ambiente de uma maneira sofisticada para usá-lo como um meio de se construir.

É assim exatamente como eu, na verdade, posso trabalhar sobre mim. Por isso, eu tenho que encontrar o ambiente correto, “formá-lo” corretamente, apropriadamente me relacionar com ele, e receber a influência correta dele. Isso irá me permitir avançar.

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Da 1a parte da lição diária de cabala, 16/2/11, Escritos do Rabash

Um Lírio Entre Os Espinhos

O Zohar, “Ki Tissa (Quando Você Pega)”, Item 31: “Como um lírio entre espinhos, assim é o amor entre as filhas”. O Criador desejou tornar Israel semelhante ao que está acima, assim deve haver um lírio na terra (em Israel) que é como o lírio superior, Malchut. E o lírio perfumado, melhor de todos os lírios no mundo é somente um que cresceu entre os espinhos. Esse, cheira como deveria.

Os espinhos se revelam a uma pessoa na medida em que ela é capaz de superá-los. Se ela se prepara corretamente todas as inclinações, todas as forças presentes e operando entre ela e o ambiente, se ela puder continuamente despertar e elevar a importância do Criador, a união, e amor pelo próximo como a si mesma tudo o que vem a tona em seus pensamentos e desejos, então ela fará a análise correta e “suavizará os dentes” da inclinação ao mal.

Rabash escreveu: “Quando você responde ao egoísmo, ‘suaviza os dentes dele’ ”. Isso significa que você não deveria discutir com ele, mas deveria usar sua força e superá-lo. Eu revelo o ambiente que está entre mim e os outros, egoisticamente, procurando por uma chance de usar minha conexão com ele, para tirar o quanto eu consigo deles. [Leia mais →]

Suavizando A Ilusão Da Quebra

A pergunta que não quer silenciar e tem que ser respondida com um “murro no queixo” é a pergunta de quem é mais importante: eu ou o Criador? Eu ou o próximo? A força de doação ou a força de recepção?

Se essa pergunta se coloca claramente frente a mim e eu entendo que se eu progrido ou entro num fiasco depende de eu receber a resposta certa, então a necessidade constante de apoio do ambiente se torna óbvia para mim. Mas, por outro lado, o que é o ambiente? E que tipo de apoio ele me dá? Em essência, eu recebo meus próprios Kelim, desejos na medida de que eu quero levá-los para mais perto de mim. Afinal, eu sou toda a realidade.

Ao trabalhar com o ambiente, eu o elevo a meus olhos e nele eu encontro a importância do Criador. Em essência, eu recebi a força da quebra e ela irá me ajudar a trabalhar sobre mim mesmo dessa maneira. [Leia mais →]

Alcançando A Sabedoria Da Criação

Pergunta:Toda a realidade é a Luz e o Kli, o Criador e a criação, eu mesmo e o próximo. Então, por que O Zohar parece tão complicado e confuso?

Resposta:O Zohar nos parece complicado e confuso porque nós não alcançamos o “quadro” unificado. Para nós, “eu mesmo” e “o mundo”, meus desejos e pensamentos, as forças que operam nessa realidade inteira, e todas as coisas que a preenchem parecem separadas umas das outras, quebradas. Desta forma, essa força da quebra me dá um quadro extremamente  complicado e confuso. Isso é porque eu não o vejo em união e a divisão me traz confusão.

Na media que nós conseguirmos ver todos esses detalhes de percepção reunidos, mas não na nossa mente (uma vez que isso não ajudará), mas nos nossos sentimentos; do grau que desejemos conectar todas essas coisas juntas – eu, o próximo, o Criador, os estudos, o grupo, o ambiente, e tudo que existe – que é o quanto a Luz desses esforços me trarão. A Luz irá por sua vez fazer com que eu veja um quadro mais unificado, todos esses elementos começarão a se unir um pouco. [Leia mais →]

A Força Que Dá Vida Ao Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se o mundo é integral e global, e é regido pelo Criador, apesar do plano de criação que o permeia, então porque não podemos estar em correspondência direta e em harmonia e com ele?

Resposta: Nós existimos “em ocultação”, isto é,  não sentimos as conexões reais entre nós. A imagem fictícia que actualmente sentimos, com as conexões distorcidas entre as pessoas, é chamada de “este mundo”. Assim que descobrimos a imagem real da conexão entre nós, sentimos como se existíssemos em um novo mundo. Ele será um mundo global e espiritual, que não depende de nossos corpos físicos, onde o nascimento e a morte não existe, pois não estamos amarrados ao corpo.

Em vez de sentir uma pequena parte no sistema enorme, cada um de nós vai sentir este enorme sistema na sua totalidade. Por esta razão, todos vão sentir-se eternos.

Vamos sentir a força que nos conecta com o outro. Ela é chamada de “o Criador”, “Boreh” em hebraico, que vem das palavras “Venha e Veja” (BoReh). Ou seja, a pessoa simplesmente tem de vir e ver!

Acima do nível animal, no qual a pessoa existe em seu corpo físico e animal, ela tem um nível superior e adicional de consciência, pensamento, desejo, compreensão e conhecimento. Este é o grau que temos de alcançar.

Além deste sistema, nós revelamos a força da vida geral que o conduz. É semelhante à forma como a pessoa, além do corpo biológico, tem uma personalidade humana. É exatamente isso que nós revelamos no sistema geral: uma força adicional que o anima, que chamamos de “o Criador”. Quando nós revelamos o Criador, tornamo-nos semelhantes a Ele.

Da minha palestra em Paris 01/02/11