Textos na Categoria 'Percepção'

O mundo é redondo

Pergunta do Japão: Quais são as razões para o desastre que está acontecendo conosco? Segundo as previsões, há terremotos mais à frente para nós. Podemos impedir que esse tipo de evento ocorra aqui e em todo o mundo?

Resposta: Para responder a esta pergunta é preciso primeiro entender onde estamos. Estamos em um mundo redondo. Isto é o que a ciência da Cabala nos explica em a sua seção sobre “percepção da realidade.”

Não vamos esperar por provas dolorosas desse fato para tornar-se realidade no nosso mundo. Por meio de experiências dolorosas, estamos descobrindo que estamos todos interligados, que o mundo é global e integral, tendo um Efeito Borboleta, e assim por diante. Não vamos ter de aprender com os desastres que ocorrem constantemente, a fim de convencer-nos disso. Vamos, ao invés disso, aprender o mesmo via ciência da Cabala.

Até que a nossa experiência de vida sivra como meio de trabalho, pode ser tarde demais! Quantos tsunamis, terremotos e outros desastres precisam acontecer para ficarmos mais espertos? Vamos utilizar a ciência e a sabedoria. Está escrito: “Aquele que aprende é sábio.” Então o que o sábio aprende?

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Desperte A Terra Congelada

Todo o nosso trabalho consiste em revelar uma capacidade interna para perceber a verdadeira realidade em que nós existimos. A realidade é permanente e eterna, e a única coisa que falta é os sentidos para reconhecer, sentir, imaginar e revelá-la.

Mas, para isso, uma pessoa deve deve possuir os seus próprios desejos, recipientes espirituais(Kelim), que ela elaborou internamente. E a preparação acontece em duas fases: O recurso para a correção do desejo, a oração(MAN),vem em primeiro lugar; seguido do recebimento da Luz do Alto(MAD),a força superior que vem e nos corrige.

Precisamos sentir dentro da oração(MAN) e resposta a ela (MAD) em todas as suas ações porque elas especificamente construoem os órgãos da percepção dentro de nós, que nos permitirão revelar a Luz Superior, o Criador. É por isso que está escrito: “É impossível atingir qualquer coisa sem a força de uma oração.” É assim porque porque nós precisamos conscientemente passar por este processo, com nosso próprio desejo é anterior.

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As Origens Do Tempo

Pergunta: De onde é que surgiram as medidas de tempo provenientes de: segundos, minutos, horas, semanas e meses?

Resposta: Eles se originaram da astronomia, a partir do movimento da Terra, do Sol e da Lua com relação um ao outro. No entanto, a parte superior das raízes encontram-se em Zeir Anpin que é dividido em seis partes.Doze Partzufim vezes dois correspondem ao dia de 24 horas. O Livro do Zohar informa sobre isso.

A humanidade, Instintivamente, tem estabelecido uma escala de tempo que corresponde à raiz espiritual. Baal HaSulam dá um exemplo semelhante sobre um camponês nos tempos antigos, que viu um monte e chamou-o o Monte das Oliveiras. Esse nome tem um significado espiritual, mas ele simplesmente achou que seria um bom lugar para o cultivo de oliveiras. Este é o caminho que a raiz espiritual trabalha em uma pessoa.

O mesmo se aplica às medidas de tempo. Suas origens provêm do revolvimento de Zeir Anpin e Malchut,a partir de 24 Partzufim,de seis Sefirot,onde cada um deles é dez, o que corresponde a 60 segundos a um minuto e 60 minutos em uma hora. O sistema superior é refletido em nosso mundo na forma de interação entre o Sol, a Lua e a Terra.

Esta é também a origem da divisão do tempo em meses e anos, bem como as medidas que não têm equivalentes em astronomia, como uma semana, o sétimo ano, o quinquagésimo ano, e assim por diante. Tudo vem do mundo espiritual.

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Da 4a parte da Lição Diária de Kabbalah, 09/03/11, “Em relação à Hora”

Reunir O Mundo Interiormente

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando os autores do Livro do Zohar, o Rabi Shimon e seus discípulos, estudaram juntos na caverna e, mais tarde, quando havia pequenos grupos Cabalísticos, eles estavam muito bem conscientes de que um depende do outro em pensamentos, desejos e intenções. Eles eram os únicos no mundo. Mas hoje nós estudamos junto com centenas de pessoas que vemos nas telas de computadores e milhares de outros que não sabemos nada….

Resposta: Eu percebo o mundo todo como partes de minha alma. Obviamente, eu não vejo o mundo desta maneira, mas eu deveria visualizá-lo e tratá-lo adequadamente. Apesar do fato de que o mundo está cheio de rivais, inimigos, e o que você tem, tudo isso são minhas qualidades internas. Se elas forem corrigidas, eu veria um mundo perfeito diante de mim, o mundo do Infinito.

Por isso, eu tenho que tratar tudo à minha volta como que enviado a mim para corrigir a minha percepção da realidade e, finalmente, testar-me no desejo perfeito preenchido com a Luz infinita. Para fazer isso, eu recebo o ambiente, um grupo relativamente pequeno. E, embora ele possa conter alguns milhões de pessoas de todo o mundo, eu ainda devo me esforçar para sentir todas elas, uma vez que são meus desejos, partes da minha alma, que depertaram para a espiritualidade.

Eu posso juntá-las, uní-las interiormente em uma única força, e com a ajuda delas, corrigir as outras partes da minha alma. Afinal, o mundo inteiro é a minha alma. É assim que eu deveria ver a realidade.

Portanto, os discípulos do Rabi Shimon, os alunos do Ari, e nós percebemos a realidade de uma forma relativamente semelhante. O mundo ainda é o mesma, assim como a atitude e o método. Existem diferenças em termos de tecnologia, uma conexão mais desenvolvida entre nós, e na abordagem global às fontes fundamentais e no despertar do mundo. Mas o trabalho pessoal e a atitude permanecem os mesmos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/03/11, “Introdução ao Livro do Zohar”

O Caminho Para A Unidade Superior

Dr. Michael LaitmanIntrodução ao Livro do Zohar”, Artigo “Explicação da Divisão dos Quatorze Mandamentos em Dez Enunciados”:  Quarto enunciado: “E Deus disse: ‘Que as águas se reúnam’”. O terceiro mandamento é para saber que existe um grande Deus que reina sobre o mundo inteiro,  para uní-lo diariamente com a unificação adequada, a unificação do “Ouve, Ó Israel”, chamada “a unificação superior”. Esta é uma extensão de VAK dos três enunciados anteriores em ZA, VAK de Gadlut, Vav de HaVaYaH.

Tudo existe em um estado imutável, e todas as mudanças ocorrem apenas na percepção do homem.  Através da correção de suas qualidades, a pessoa alcança grau por grau, e os “enunciados”, “mandamentos”, ou “dias do início da criação” mudam para ela. Tudo isso foi dividido e agora muda a seus olhos, uma vez que a pessoa em si, em seu desejo interior, é corrigida.

O desejo dentro de nós sofre transformações. Elas ocorrem gradualmente, camada por camada, passando por todos os níveis de sua Aviut  (espessura, aspereza): Shoresh (raiz), Aleph (1), Bet (2), Gimel (3), e Dalet (4) em cada grau.

À medida que corrigimos o nosso desejo, começamos a revelar as Luzes, as fontes: de onde esta influência vem, qual a correção que ela realiza na minha alma, qual Luz se revela, de onde ela se origina, com Quem eu me conecto, quem é O Ser Superior que eu revelo.

Esta é uma correção gradual da alma realizada pela pessoa. Paralelo a isso, O Zohar descreve quais desejos (Kelim) sofrem correção, quais Luzes são reveladas de um conjunto  de dez enunciados, 14 mandamentos, ou sete dias do início da criação, isto é, sete níveis de Zeir Anpin (ZA), até que Nukva e ZA alcançem o estado das duas grandes luzes, a correção total (Gmar Tikun). Em última análise, nós estamos falando sobre as etapas do nosso progresso.

A Torá descreve todo o processo da nossa correção. No início do capítulo “Beresheet”  (Gênesis), todos esses enunciados são apresentados como um resumo de tudo o que ocorre posteriormente na Torá. Então, a partir deste capítulo, do mesmo modo que a partir do ponto inicial da letra “Yod“, todas as outras partes com respeito ao HaVaYaH pleno evoluem, até que toda a narrativa da Torá termina com a palavra “Israel”.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/03/11, “Introdução ao Livro do Zohar

Revelar, Corrigir, Satisfazer

Dr. Michael LaitmanSomente dois elementos existem na realidade: o Criador e a criatura. Em última análise, a criatura sente a abundância que o Criador lhe dá. Se a criatura muda, isso acontece por que o Criador a muda, seja para melhor ou para pior, em todas as diferentes formas, dependendo das sensações subjetivas.

Nós damos diferentes nomes para a influência do Criador sobre a criatura: “julgamento” e “misericórdia”, “bem” e “mal”, de acordo com o que nos está sendo revelado. De um jeito ou de outro, todas essas definições não vão além de bem e mal, porque elas são condicionadas pelo nosso desejo de receber prazer.

Existem simplesmente muitas formas de bem e mal, uma vez que o desejo por prazer consiste de diferentes níveis. A Luz imprimiu diferentes formas nele com sua influência. Por isso nós dividimos a influência do Criador em três tipos:

     . a Luz que revela os vasos;

     . a Luz que corrige os vasos;

     . a Luz que satisfaz os vasos.

Essa é a ordem: revelação, correção, satisfação. Esse processo consiste de muitos estágios inerentes a cada desejo e grupos de desejos que estão incluídos uns nos outros. Eles são distinguidos de acordo com seu nível de Aviut (aspereza) em profundidade e poder, e sua mescla evoca milhares e milhares de respostas em nós.

Por exemplo: uma parte de meu desejo está no estágio de revelação, outra parte está atravessando a correção, e a terceira parte já foi satisfeita. As correlações dos desejos são tão diversificadas e mudam tanto que nós experimentamos um incontável número de reações e sensações. Elas formam a imagem do mundo onde existimos.

No final, nós somente percebemos a manifestação da força do desejo, quebrado em muitas partes em nossa percepção. Naturalmente, somos incapazes de controlar os desejos, seus grupos e combinações, e especialmente os estágios que experimentamos. É por isso que no nosso avanço só precisamos nos esforçar em direção a uma maior proximidade com o Criador, a qualidade de amor e doação, em direção à união.

Nós atraimos a Luz, sua força, e sua manifestação através dessa aspiração. À medida que ela se aproxima de nós, nós atravessamos os estágios da revelação, correção e satisfação em nossos desejos.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 1/03/11, Escritos do Rabash

A Maior Televisão Do Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa pensar na unificação do mundo? É a unificação dos desejos espirituais, “os pontos no coração”, ou de todas as pessoas em geral?

Resposta: “A pessoa é um pequeno mundo”. O mundo, tudo o que eu vejo e sinto, é uma única realidade. Os mundos inanimado, vegetal e animal, e os humanos que eu vejo, tudo isso é os meus desejos internos e os atributos que estou observando dentro de mim.

Tente se aprofundar um pouco mais e você começará a ver como tudo funciona dentro de você e que isso é realmente assim. Afinal, este é o seu sistema interno. É como se eu estivesse olhando para a tela do computador e simplesmente visse uma demonstração, um reflexo, uma pequena manifestação do que está ocorrendo dentro. É assim que o homem é construído.

Por isso, precisamos sair “deste mundo”, deligar-nos desta super televisão com tela de várias polegadas e 3D, e entrar no nosso próprio sistema: dentro da “memória” e do “processador”, dentro de todos os nossos programas, tudo o que temos dentro. Então, você vai chegar ao mundo espiritual, onde tudo desce.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/02/11, “Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot

A Vida Na Teia Do Universo

Dr. Michael LaitmanDurante a leitura do Zohar, vocês não devem esquecer que ele fala apenas sobre as relações entre nós. Os ímpios e os justos, a véspera de sábado e os dias de semana, dia e noite, a natureza inanimada, vegetal e animal, o homem, o templo, o campo e a árvore, todas estas palavras descrevem apenas os tipos de relações entre as almas, a sua conexão nos níveis inanimado, vegetal, animal e falante.

Eles falam somente disso, porque nada mais existe. Dentro desta conexão, nos seus tipos, nós experimentamos o mundo. As combinações de forças amarrando as almas juntas, desenham as figuras do nosso mundo em uma tela para nós. Assim, percebemos a realidade.

Os livros Cabalísticos descrevem apenas as conexões entre nós, pois não há mais nada para escrever. Não há nada mais, e os mundos são descrições dos níveis de conexão entre as almas.

Há um desejo sem forma para sentir prazer, e o que é descrito são as etapas de sua transformação, a fim de manter contato com outras pessoas. Ao unir-se com os outros, fazendo esforços, e atraindo a Luz que corrige, discerne, e preenche, o ser criado revela a teia de conexões entre todas as partes da alma integral, Malchut do Infinito. Isso é o que estamos lendo.

Os Cabalistas não percebem nada mais. O ser criado vivencia a realidade isolada da conexão com os outros e a denomina “este mundo”, ou sente os laços com os outros nas forças de doação que lhe dá vida e, nesse caso, o mundo superior torna-se revelado a ele.

O mundo superior representa as relações com os outros e tudo o que eu encontro neles. O que eu encontro? A propriedade de doação. Isto é considerado como “doar com a intenção de doar”. Relações deste tipo são descritas como “Não faça aos outros aquilo que você odeia”. Posteriormente, essas relações se tornam mais fortes, e nós sentimos o amor nelas, que é considerado como “Amarás ao próximo como a si mesmo”.

As relações de doação conduzidas pelo princípio do “Não faça aos outros aquilo que você odeia” são consideradas como o Segundo Templo, o nível de Bina, Mochin de Neshamah. As relações de “Amarás ao próximo como a si mesmo” são o Primeiro Templo, o nível de Mochin de Haya.

Tudo fala exclusivamente dos laços entre as pessoas. Todas as palavras que podemos usar, toda a realidade que podemos revelar, tudo continua sendo nada mais do que a conexão entre as pessoas.

A falta de conexão que estamos vivendo atualmente parece como este mundo para nós. Minha visão, minha percepção na rede egoísta entre todos, no seu grau mínimo, é considerado como “este mundo”. Conseqüentemente, eu revelo a conexão real, poderosa, egoísta entre todos nós como a linha da esquerda, a Klipa (casca, uma força  impura).

No entanto, não temos outra percepção, entendimento, outra realidade e existência, exceto como na conexão entre nós, não importa se ela é boa ou ruim. O Livro do Zohar fala exclusivamente sobre os tipos desta conexão.

O que mais os Cabalistas podem escrever? Não há mais nada na realidade. Tudo o que me parece como reinos inanimado, vegetal, animal e humano, vários objetos, atos, pensamentos, decisões, construções, móveis e veículos, tudo o que podemos imaginar, são as relações humanas em sua forma correta ou incorreta.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 27/02/11, “Introdução do Livro do Zohar”

Como Dominar O Programa Do Criador

Dr. Michael LaitmanA sabedoria da Cabalá nos ensina como fazer a transição do mundo material para a espiritualidade, da percepção comum da realidade para a percepção autêntica. Precisamos explicar a nós mesmos que a realidade que percebemos agora é ilusória, passageira e acidental, dependendo das nossas qualidades internas. A realidade apenas parece estável para nós, mas na verdade, ela pode ser alterada, corrigida, e transformada.

Suponha que você receba um computador e assuma que ele não possui recursos adicionais, além daqueles dos quais você está ciente. Você olha para a mesma imagem o tempo todo, porque não tem outra. De repente, um perito chega e lhe diz: “Olhe para este teclado que eu trouxe para você, experimente-o”. E você começa a pressionar as teclas e de repente descobre muitas coisas novas.

Você visualisa imagens onde você se reconhece. Então você entra dentro delas e começa a programar o mundo em que está vivendo.Você dá comandos e tudo muda ao seu redor. Neste ponto, você começa a perceber que o mundo funciona de acordo com um determinado programa chamado de “O Criador”. Mas à medida em que você se torna semelhante a Ele, você gradualmente adquire Suas funções como um comandante.

E mais tarde, você chega ao estado em que você se apossa deste teclado por meio de suas próprias mãos, com todos os seus comandos e programas disponíveis para você, em relação a tudo isto que está ocorrendo, e, essencialmente, em relação ao seu próprio destino. E assim, imagem por imagem, você começa a organizar todas as imagens que vêm até você em constante mudança. Agora você pode planejar o seu próprio destino, como está escrito: “Israel está acima das estrelas e dos sinais de sorte”.

De repente, você observa que a vida passada é deixada para trás, e que você já se afastou bastante da primeira imagem. Você percebe que não está nela. Mas onde você está agora? Você descobre que você está em uma determinada realidade e está envolvido nela, programando-a. Ela está cada vez mais está aberta para você, além do tempo, movimento e espaço, fora da percepção da realidade anterior, e seu corpo animal não está mais lá.

Você já sente que a matéria do mundo inteiro se dissolveu, uma vez que não existia, em primeiro lugar; ela era simplesmente uma sensação que acompanhava a primeira imagem. É por isso que o nosso mundo é chamado de mundo de “faz-de-conta”. E a sabedoria da Cabalá nos ensina a ver a realidade corretamente, ou como revelar o Criador.

Da Série de Palestras Introdutórias 4/1/11, “Do Que Trata A Sabedoria da Cabalá “

A Matriz Da Unidade

Dr. Michael LaitmanNoventa e nove vírgula nove por cento de todas as mudanças em nós  ocorrem enquanto não vemos e não estamos cientes delas, embora influenciemos e agilizemos esses atos pelo esforço de ser corrigido. Mas elas acontecem exatamente como os processos físicos em nossos corpos, sobre os quais nós também não precisamos pensar.

Eu não sou o que bombeia o sangue através das minhas artérias, e não faz parte do meu trabalho garantir que o meu sistema linfático e nervoso, bem como todos os meus órgãos, funcionem bem. Na verdade, eu posso “desligar” totalmente e dormir, não me preocupando com nada, e meu corpo vai continuar a viver e até mesmo a crescer.

No desenvolvimento espiritual isso ocorre da mesma maneira. Existem muitos processos dos quais não precisamos estar conscientes e determinar a sua forma e ordem. Há uma margem muito estreita, onde tomamos nossas próprias decisões e fazemos a nossa participação. E isso é suficiente, é tudo que precisamos para alcançar qualquer coisa!

Nós revelamos a “unidade”. E por meio dessa unidade, a adesão a que aspiramos, nós adquirimos o conhecimento de todos os outros elementos do sistema que não conhecíamos. A mim é dado o livre arbítrio para que eu possa trabalhar de maneira a conseguir a adesão com o Criador. A mim é dito que se eu trocar a minha intenção por uma intenção altruísta, vou começar a entender o Criador. E se eu entender o Criador, todo este sistema se abrirá para mim e eu compreenderei tudo!

Portanto, eu não preciso trabalhar em todo o sistema e analisar tudo para que eu possa aprender, explorar e compreender toda a sua incrível diversidade e imensidão de fenômenos. Desde que eu adquira o desejo de doar, eu entendo tudo o que acontece dentro dele.

Nós trabalhamos dentro de um campo estrito, enquanto o mundo inteiro nos é revelado.  Está escrito: “Faça uma abertura para mim, do tamanho do buraco de uma agulha, e eu abrirei os portões do mundo superior para você”. Caso contrário, seria impossível aprender sobre este sistema ilimitado de complexidade infinita, que tem um número incontável de partes conectadas por possíveis laços infinitos em constante mudança, e cada umcom seu livre arbítrio define as mudanças que afetarão todos os outros.

Na matemática, nós sabemos como definir um fator desconhecido por outro em uma equação. Se tivermos dois fatores desconhecidos, precisaremos de duas equações. Mas neste caso, estamos lidando com um número infinito de componentes desconhecidos; por isso precisamos de um número infinito de equações conectadas em um sistema. Portanto, isso é uma matriz com um número incontável de condições, cada uma das quais muda de acordo com sua própria lei.

Nós não podemos resolver tal problema, já que a nossa mente corpórea é incapaz de resovê-lo. Em primeiro lugar, nós não possuímos instrumentos matemáticos para abordá-lo. Mas podemos fazer isso no mundo espiritual, porque aumentamos os Kelim de doação (adquirimos o desejo de doar) e recebemos o poder sobre tudo nele.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 24/2/11, Talmud Eser Sefirot