Textos na Categoria 'Percepção'

Qual É O Propósito Do Mundo?

No final do nosso desenvolvimento, temos que atingir um estado de ilimitada recepção, ilimitada revelação do bem, eternidade, perfeição, e poder, bem com satisfação absoluta. Isto é o que nos espera à frente se começarmos a receber para expressar as intenções para com o Criador, que são equivalentes àquelas que Ele apresenta para nós. Esta é a essência de todo o nosso trabalho.

O propósito da criação do nosso mundo, ou seja, a ocultação do Criador é para que tentemos, nestas condições e com o ambiente que nos é dado, desenvolver tais habilidades de interação entre nós que nos permitirá mudar da recepção – roubo, más intenções, rivalidade, inveja, e ódio – ao sentimento de doação, amor e elevação acima de nós mesmos.

Se uma pessoa verdadeiramente se eleva acima de si mesma, ela começa a perceber a Luz que preenche o mundo ao seu redor, o Criador que está presente neste mundo, a Luz geral, a qualidade geral de amor e doação. Então, ela se desconecta do seu corpo animal e simplesmente “flutua” nesta atmosfera enorme, interminável de estar preenchida com amor e bondade.

Este é o próximo estado ao qual devemos ascender. De nenhuma maneira isso destrói o nosso mundo. Entramos aos poucos, sentindo-o junto com nosso mundo, e transformando em nossas sensações para o próximo nível.

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Da Série Aulas Virtuais Dominicais – 6/11/2011

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O Amor Que Revela o Infinito

Pergunta: É muito difícil encontrar alguma conexão entre as palavras ou as letras no Livro do Zohar e o amor dos amigos. Como se faz isso?

Resposta: Eu já disse que nós não definimos a palavra “amor” corretamente. Amor significa conexão, equivalência de forma, equivalência de atributos. Não é o conceito de amor que usamos em nosso mundo: eu amo o que me pertence, e eu não amo o que não é meu.

Nós construímos o amor, na verdade, adquirimos o amor. Através dos esforços que faço, alterando e corrigindo meus atributos, eu alcanço o amor. Não é um amor que é típico da minha natureza e do meu caráter, quando eu amo uma coisa e não outra. Eu, naturalmente, amo os que são chegados a mim, e não os que estão distantes porque eu quero usá-los para preencher meu ego. Não estamos falando sobre tais relações. Tudo o que acontece dentro do nosso ego não tem nada a ver com o amor do qual fala a sabedoria da Cabalá.

Quando estou no grupo e tento trabalhar na conexão com os amigos, eu sei que tudo é retratado apenas na minha imaginação. Na verdade, não há nenhum grupo ou qualquer outra coisa; Só eu existo. Todas as imagens externas que eu vejo são apenas um jogo da minha imaginação. Meu ego, que ainda me domina, me divide em internalidade e externalidade.

Se eu me corrigisse, eu voltaria para a imagem verdadeira que realmente existe agora, mas está oculta de mim pelos graus e pelos mundos (ocultamentos); eu gostaria de voltar ao mundo Infinito, onde não há “eu” e não há “outros”. Tudo é o meu desejo, meu vaso onde há o Criador, o preenchimento, e onde não há ninguém além Dele. Assim é que eu deveria imaginar toda a realidade.

Então, o que é amor? É a realização dos atributos de amor e doação, doação aos outros, amor dos outros. Eventualmente, é tudo sobre superar a mentira na qual estou. Isso é tudo.

A realidade infinita está dividida pela força de separação em numerosas formas que parecem estar fora de mim. Isso foi feito intencionalmente. Esta é uma falsa imagem da realidade. Se eu trabalhar na base dessa falsa forma que eu não posso anular, se eu subir acima dela e me reunir ao Infinito em um todo, então mesmo que a falsa forma permaneça, eu atinjo a sensação do Infinito que é 620 vezes mais forte na minha verdadeira sensação, compreensão e conscientização.

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Da 2a parte da Lição Diária de Cabala, 29/11/2011, O Zohar

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Procurando O Mistério Desconhecido

Dr. Michael LaitmanA fim de imaginar o que é o amor dos amigos e do Criador, nós temos que nos separar de todo este mundo e de nós mesmos, como se nada existisse além de uma única força. É como se não houvesse ninguém lhe observando, vendo ou sentindo. E essa força tem um objetivo: criar algo igual a si mesma.

Nós não sabemos porque esse pensamento surgiu de repente. Isso ocorreu antes mesmo da primeira ação, dirigido a nossa criação. Nós não alcançamos o que precedeu isso. Este é um limite em nosso alcance, porque ocorre em nossos vasos – desejos que não existiam antes. Nós começamos a partir do plano de deleitar as criaturas – o programa e pensamento contidos nesta força superior, que decidiu, “Eu quero criar criaturas que sejam iguais a mim, a fim de deleitá-las”.

É assim que a força superior começa a implementar o programa, para criar criaturas e estimulá-las, a fim de trazê-las à sua própria altura. Ou seja, a forma da criação foi definida inicialmente e deve ser a mesma que a forma do Criador. Não há criação sem Criador ou Criador sem criação. Um existe oposto ao outro.

Esta condição de igualdade entre si determina todo o processo. É como uma equação matemática, onde o desconhecido que está sendo procurado existe por si só, mas tem que ser igual à força superior, sua eternidade, perfeição, compreensão, sensação e qualidades – a tudo o que está presente no Criador.

Nós não conhecemos exatamente as qualidades do Criador. Só sabemos que a criação deve reproduzi-las, mantendo uma criação separada. Ou seja, no final existe o Criador (1) e a criação (2). Esta é a diferença entre eles: o Criador é o primeiro, e a criação é o segundo, mas isso não fica no caminho de sua igualdade.

De acordo com esta condição, o universo começa a se desenvolver como uma fórmula matemática. Nós temos que observar a condição de que a criação existe de forma independente, tendo o seu próprio entendimento, realização e sensação de si mesma, sua liberdade de escolha – tudo o que pertence à noção de “Eu”. Ao mesmo tempo, esse “eu” deve ser completamente igual ao Criador.

Depois disso, essa condição começa ganhar vida, como uma pessoa que planeja construir uma casa e imagina sua forma futura, e então começa a implementá-la: constrói um plano detalhado, cria as especificações, determina o número necessário de materiais e pessoas que vão trabalhar nela. Mas tudo isso resulta da forma final, que já existe no Criador. E uma forma inferior só existe na criação por enquanto, razão pela qual ela tem que passar por várias mudanças.

Essas mudanças não ocorrem na própria criação, mas na sua consciência, entendimento e percepção de si mesma: quem ela é em relação ao Criador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/11/11, Escritos do Rabash

Sobre O Valor Do Amor Pelos Amigos

Dr. Michael LaitmanNossa atitude para com o próximo, o ambiente no mundo onde nascemos, que sentimos dentro de nosso egoísmo, é chamada de período de preparação. Quando vamos do amor pelo ambiente, ou do amor pelos amigos, ao amor pelo Criador, este já é o tempo do verdadeiro trabalho, quando adquirimos as qualidades de doação.

Como resultado da aquisição dessas qualidades altruístas e passando pelo grau de doar em prol de doar, nós finalmente alcançamos o amor. Mas visto que este caminho leva à realização do amor pelo Criador, assim que é chamado todo o caminho.

E mesmo que hoje nós estejamos trabalhando em nosso reino, em nosso mundo, com qualidades egoístas, isso ainda é considerado trabalhar no amor pelo amigos, pelo próximo, embora tudo isso esteja muito longe do verdadeiro amor.

O amor pelo Criador, o amor pelas criaturas e o amor pelos amigos são a mesma coisa, porque é diretamente oposto ao amor por si mesmo. É por isso que se exige tantas mudanças qualitativas no interior da pessoa. Mas o valor do amor pelos amigos é muito elevado porque nos permite adquirir desejos e sensações adicionais, para revelar a verdadeira realidade em que estamos, ou seja, o Criador.

Na medida em que a pessoa valoriza o Criador e o objetivo final, é o quão importante ela considera os meios que conduzem a isso, tais como os exercícios no grupo, com os amigos, e os estudos, porque sem esses meios ela jamais poderia atingir o objetivo.

Por um lado, todo este mundo é imaginário e não há ninguém à minha volta: nem os níveis inanimado ou vegetal, nem animais ou pessoas. Todos estes são meus próprios desejos, que se dividiram nessas partes e, portanto, apresentam a Luz Superior para mim desta maneira.

Esta é também a forma como devo tratar o grupo: como se nada existisse além de mim. E todos que eu sinto ao meu redor: o ambiente, o grupo, o professor, e até mesmo o Criador, estão dentro de mim, na minha sensação. Eu recebi esta ilusão de que tudo está fora para que eu pudesse aprender o que significa a sensação do próximo: para que eu pudesse senti-lo, ter relações com ele, e alcançasse a doação e o amor.

Se a pessoa percebe toda a realidade desta forma, ela não erra. Sem dúvida, ela ainda deve discernir novos detalhes todo o tempo e complementar a imagem comum com eles, mas ela já está no caminho certo.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 29/11/11, Escritos do Rabash

Tudo Se Resume Aos Sentimentos

Dr. Michael LaitmanBasicamente, nós não temos mais nada a aprender, exceto o conceito de Arvut (garantia mútua). Nossa vida inteira e tudo o que nos ajudaria no caminho para a outra vida, para outra existência, é alcançado dentro do vaso chamado “Arvut“.

O Criador nos criou com o desejo de receber egoísta . Este desejo sente a si mesmo. Portanto, nós somos, em resumo, vasos de sensações.

Antes da minha chegada ao Rabash, eu tinha estudado as fontes Cabalísticas por alguns anos. Eu empreguei os métodos racionais regulares e tentei compreender o material através do intelecto, como é costume em outras ciências. Afinal, a sabedoria da Cabalá é uma ciência. Mas o Rabash me disse que na Cabalá é tudo uma questão de sentimentos.

Para mim, “emoções” eram algo sem importância: hoje eu me sinto assim e amanhã eu me sinto diferente. Eu posso beber um copo de vinho e a vida será mais alegre, e eu posso escutar algo triste e ficar triste comigo mesmo. As emoções são algo irreal; elas mudam, dependem do ambiente, dos rumores e de muitos outros fatores.

Eu continuei estudando com o Rabash e mantive a abordagem científica: eu usei o meu intelecto, mas eu usei-o sobre as emoções. A sabedoria da Cabalá pesquisa a Luz, a bondade e o prazer, a paz e o movimento, a superação, a aproximação ou o afastamento… Tudo isso nos diz o que está acontecendo dentro do desejo. Embora o nosso trabalho seja calibrado de acordo com vários parâmetros, é apenas para captar e sentir alguma coisa dentro do desejo. Todo o nosso desenvolvimento tem uma natureza emocional e é determinado apenas de acordo com a medida que penetramos dentro das nossas sensações.

É claro, os sentimentos são acompanhados pela razão, porque nós precisamos nos desenvolver intelectualmente, de forma consciente. Quando sentimos algo, nós precisamos saber como medir esse sentimento, estar conscientes do tipo de sensação: será que nós a percebemos como externa ou interna, é imaginária, como é possível examiná-la e como nós vamos de valores e padrões atuais para outros, os valores mais reais?

Eu preciso comparar objetivamente um com o outro, fora dos meus atuais sentimentos subjetivos e da minha compreensão, que é chamado de “acima da razão”. Eu começo a compreender que a “razão ”é um vaso para a emoção, preenchido com a Luz de Hassadim (misericórdia) e a Luz de Hochma (sabedoria). Quando a Luz de Hochma enche meus vasos, minhas emoções, ela me dá os fatos, e a Luz da fé me permite ampliar esta “matéria factual” em mim. Mas, de uma forma ou de outra, elas são percebidas dentro da sensação.
Se a pessoa penetra um pouco mais fundo dentro da essência da sua percepção de seu mundo, ela entende que tudo depende apenas do sentimento. Nós somos sistemas analógicos, não digitais.

Quando eu servi no exército, eu descobri, para minha surpresa, que nos jatos F15, os painéis de instrumento estão cheios de mostradores, apesar de que para o equipamento em terra um painel de controle digital era usado. Os especialistas entendem que o homem é um sistema analógico. Ele pode rapidamente identificar situações, mas não dígitos. Quando ele rapidamente olha para o “painel de controle”, ele imediatamente se agarra a sua imagem geral. Quando se trata de valor numérico, ele tem que traduzi-los dentro de si em alguma sensação, enquanto o mostrador na escala automaticamente infunde nele este sentimento.

Assim, nós somos criaturas sensitivas, e todas as nossas vidas são construídas sobre o sentimento. Mesmo que nós meçamos nossa vida de acordo com o dinheiro, poder ou controle, no final, tudo isso é só para chegar a uma conclusão correta: nós precisamos desenvolver nossos vasos reais, vasos de sensações.

Os políticos, burocratas ou tecnocratas que usam a abordagem científica, racional, “digital”, nos parecem bastante respeitáveis. É como se ele não fosse digno deles desenvolverem sentimentos. No entanto, os tecnocratas são muito limitados. Eles ainda não passaram dos seus cálculos pessoais simples, como “dois multiplicado por dois”, para a essência dos cálculos. Ao experimentar outras pequenas crises, eles entenderão o que perderam. Esta é a maneira como as crianças crescem. Mas, em geral, é desejável que o intelecto e os sentimentos se desenvolvam reciprocamente na pessoa, em harmonia.

Da Lição Diária de Cabalá 20/11/11, “A Arvut (Garantia Mútua)”

A Chave Para A Conexão Com O Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que eu devo fazer quando me sinto elevado e desperto durante a leitura do Livro do Zohar? Como a pessoa pode pedir a correção neste estado?

Resposta: Durante a leitura do Livro do Zohar e quaisquer outras fontes autênticas (artigos, cartas e O Estudo das Dez Sefirot), eu preciso, antes de tudo, construir a imagem correta de onde estou. A imagem da realidade em que eu existo surge em meus sentidos, em meus desejos. É a Luz que me forma, de modo que eu sinto e penso que esta é a realidade: eu e o meu mundo. Desta forma eu tenho uma conexão com a Luz, com a força superior, que quer me ensinar a identificar exatamente onde estou. Isso porque, desde o início, eu não sei nem percebo nada. Eu sou como um bebê que acaba de nascer.

Portanto, primeiro eu preciso projetar esta imagem corretamente. Existe o desejo, e a Luz age nele, querendo despertar o desejo interiormente e tornar-se revelada nele de acordo com a lei de equivalência de forma. A Luz está dentro do desejo, não fora dele. Em sua relação com o desejo, ela é chamada de circundante, interna, externa, distante, círculo, linha, e assim por diante. Estas são as formas da Luz que são reveladas em relação ao desejo. Afinal, nós estamos falando tudo da perpectiva do desejo.

Se eu entendo que o mundo inteiro, toda a realidade, todos os mundos, toda a Luz, estão em mim, agora eu preciso me reorganizar corretamente. Ou seja, eu preciso esclarecer como e de que forma posso agir a fim de chegar à máxima compreensão e consciência no meu estado atual, e cada vez descobrir mais.

Assim, quando leio as várias fontes autênticas, eu quero perceber a imagem da realidade e descobri-la na sua forma mais verdadeira, correta e poderosa. E não importa quais fontes ler e quais estilos. Se estes são os livros que despertam as forças de minha alma da perspectiva do desejo e também da perspectiva de sua realização, então não importa. Pode ser O Estudo das Dez Sefirot, O Zohar, as cartas ou artigos. A essência é despertar o meu desenvolvimento.

Assim, eu entendo a importância do meu envolvimento na Torá: a Luz nela corrige, isto é, ela me aproxima da revelação da verdadeira imagem da realidade, onde eu alcanço a adesão com o Criador: um estado que está oculto de mim.

Primeiro, nós projetamos a imagem: existe eu e tudo está oculto dentro de mim. Eu devo despertar as forças da minha alma e nelas descobrir a verdadeira realidade em que o Criador e eu nos fundimos.

Depois de eu ter me moldado desta forma, eu trabalho na próxima etapa: como faço para me despertar através dos estudos? Então, tudo que eu li me fala sobre meus estados avançados. Eles podem estar distantes ou próximos de mim, não importa. O importante é que com a ajuda da história que eu li, eu tento identificar essas forças dentro de mim, essas formas.

Eu não esqueço que fala somente dos meus desejos, das forças internas da minha alma: recepção e doação. Não importa se são chamados de nomes estranhos ou nomes que são familiares à minha realidade atual. Eu sempre penso: como faço para descobrir todas essas forças como componentes da minha conexão com o Criador

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/11/11, O Zohar

Uma Imagem Da Realidade Numa Escala De 1:125

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos levar nossa oração comum para o estudo?

Resposta: Tudo o que nós estudamos é revelado na conexão entre nós. Nós revelamos a imagem de nossa conexão, a alma única.

A alma é a conexão entre todas as partes, que nós só podemos imaginar. A alma é tudo o que foi criado, toda a criação, a totalidade da realidade, incluindo o nosso mundo. Mesmo que o nosso mundo seja “imaginário”, ele também faz parte da mesma alma unificada.

Não há nada, exceto esta alma única, que é o vaso que o Criador, a Luz, criou. Mas nós só podemos imaginar esta alma e descobrir o seu poder interno conectando todas as partes e transformando-a num organismo vivo.

A Luz é a força animadora da vida. Para sentir a vida, é preciso conectar todas as partes internas num só corpo, colocando cada parte em seu lugar: o cérebro, o coração, o fígado, os rins, as pernas, os braços e assim por diante. Se a pessoa é capaz de perceber todos eles como um só corpo, mesmo na forma mais simples, onde a maioria dos órgãos ainda não funciona, mas todos se conectam corretamente, a imagem espiritual no primeiro nível é revelada a ela.

Nós não podemos descobrir a metade ou um quarto da alma. No mundo espiritual não existe isso. Não há “parcial” na espiritualidade, mas apenas uma estrutura plena de dez Sefirot completas, não nove e não onze. Portanto, eu devo revelar a imagem completa.

Neste quadro completo eu revelo cada parte da realidade que vejo diante de mim. Eu vejo o lugar de todas as nações e todo o universo, todas as dez primeiras Sefirot, o que pertence a que, e que força opera tudo. Eu vejo tudo isso dentro de mim. Eu descubro a mim mesmo e nada além disso.

A sabedoria da Cabalá é o estudo, a descoberta de si mesmo. Desta forma, eu revelo a realidade. Toda a criação sou eu.

Através do estudo, nós precisamos aceitar esta imagem e imaginá-la corretamente. Assim, ficará claro para nós que os Cabalistas escrevem sobre o que está acontecendo dentro deles. Afinal, a pessoa é o mundo inteiro. Tudo que você vê agora é retratado desde dentro e é apenas uma ilusão de ótica de que isso existe fora.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/11/16 , TES

Uma Ilusão De Ótica

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se não existem partes separadas, o que O Livro do Zohar descreve? A forma como a alma se corrige?

Resposta: O Livro do Zohar nos diz como nos conectamos numa só alma. Afinal, não há mais nada para falar. Existe um estado perfeito, uma única alma, e há um estado imperfeito, quando a alma está quebrada. Nós temos que retornar ao estado perfeito.

Basicamente, a quebra só existe na nossa consciência. Quando nós descobrirmos  o que está corrompido, veremos que tudo está corrigido. Eu só preciso corrigir minha percepção, a minha visão. É por isso que esta sabedoria é chamada de “sabedoria da Cabalá” (“Cabalá” significa “recepção” em hebraico), a sabedoria sobre como receber, perceber a realidade. Isso é tudo! A realidade é perfeita, e não houve quebra: é tudo com relação àqueles que recebem, à pessoa que a alcança.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/11/11, O Zohar

Portanto, A História É Real Ou Não?

Dr. Michael LaitmanNossa percepção é muito limitada. Nós não conseguimos entender qual é a nossa história e o que a Torá nos diz quando descreve a escravidão no Egito e o Êxodo.

Mas o que é a história? Agora eu sinto que existo numa realidade, e divido esta realidade no presente e, em relação a ele, o passado e o futuro. A percepção do passado, presente e  futuro é o meu sentimento no momento. Agora, como eu vivo e sinto que existo em algum lugar no espaço, as impressões são reveladas em mim, que eu divido de acordo com o tempo, lugar e movimento.

Neste caso, o que é a história? São memórias, registros informacionais de estados anteriores ou certa percepção da verdadeira realidade, chamada de “passado”? É muito difícil explicar isso para uma pessoa. Então, eu sempre retenho certas informações, como numa conversa com crianças que fazem perguntas inteligentes e sérias, mas ainda não conseguem entender a resposta.

Eu não quero que isso se pareça com misticismo, mas não há “história”, não há passado. Nossa percepção ocorre apenas devido aos registros informacionais (Reshimot). E não há passado na Reshimo, mas apenas o presente. Todos os Partzufim que parecem vir em seqüência, um após o outro, como o “desenvolvimento histórico” do mundo que aconteceu “antes de sermos criados” não são nada além de nossa sensação em relação a nós mesmos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/11/11, Escritos do Rabash

Um Jogo De Um Estado Superior: Todos Jogam Desafinados No Começo

Baal HaSulam,”MatanTorá (A Entrega da Torá)”: Existem dois tipos de relações: com o Criador e com o homem. E ambas estão destinadas a levar ao objetivo: a adesão. Uma pessoa que atue de forma altruísta não sente nenhuma diferença na ação entre o amor ao próximo e amor para o Criador já que tudo fora do seu corpo parece ser irreal em sua percepção.

Então, eu existo em uma realidade imaginária cercada por outras pessoas no planeta Terra, no Universo. Por que eu imagino que a realidade seja dessa maneira específica? Por que eu sou feito para percebê-la nesta forma específica? Isso ocorre porque a falsidade dessa “imagem” absolutamente corresponde à maneira que eu deformo a realidade factual. Quanto maior a mentira, mais estou longe da verdade.

E então, estando no estado atual, eu adquiro um desejo de revelar a essência da vida, para compreender a razão de viver e o sentido da minha existência. Eu quero subir acima da falsidade e ver a verdade por trás dela. Se assim for, um dia, minha realidade terá de mudar.

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