Textos na Categoria 'Percepção'

O Fim De Uma Ilusão Ou A Mudança De Um Paradigma

Dr. Michael LaitmanTudo o que nós revelamos agora em nosso mundo é uma forma corrompida da conexão entre nós. Na realidade, não há carros ou casas, nenhuma natureza  inanimada, vegetal ou animal, não existem pessoas – nada disso existe.

Existe apenas cinco fases dentro da alma e suas conexões com outras almas, e essas conexões estão corrompidas. Essas conexões corrompidas nos dão a forma deste mundo corrompido. E como o mundo não pode existir assim (uma vez que, em última análise, ele é corrigido), ele é chamado de mundo artificial, que por enquanto existe em nossas qualidades não corrigidas.

Assim que começarmos a corrigi-lo, imediatamente veremos um mundo e um estado corrigido, em vez do estado ou mundo corrupto, até que ele se torne o mundo do Infinito, onde não há limites para a distribuição da Luz, e tudo está corrigido.

No final, nós existimos dentro da estrutura única da alma coletiva, ou estamos lá como que divididos numa infinidade de partes interligadas. Quando essa estrutura é unificada, nós nos referimos a ela como um todo – esse é o Infinito. Quando ela está como que dividida numa infinidade de partes e não é percebida como um todo unificado, nós nos referimos a ela como “mundo”, certa ocultação do Infinito. Depois, nós vemos o Infinito como que numa menor resolução, de uma forma muito pior. Estes são os mundos, os mundos da ocultação. Mas nós sempre vemos apenas a conexão entre nós.

No nosso mundo nós construímos coisas diferentes, aparentemente artificiais: casas, carros, e assim por diante, e todas estas coisas também são formas de conexão entre nós. A fim de compensar a separação, a distância e a ruptura entre nós, nós devemos construir diferentes conexões artificiais. Em vez de corrigir a nós mesmos, nós estamos ocupados com toda esta capa externa. É por isso que o nosso mundo está cada vez mais corrupto, por um lado, e cheio de coisas desnecessárias no outro.

Se tivéssemos que corrigir a nós mesmos, não precisaríamos de nenhuma dessas tecnologias. Mas nós devemos existir neste mundo do jeito que ele está organizado, a fim de revelar o final, a ruptura, a crise e a falta de propósito, e depois passar para a correção interior. Esta é a revolução que está acontecendo na nossa geração – a mudança de um paradigma.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/12/11, O Zohar

Os Libertadores

Dr. Michael LaitmanA ajuda de fora que recebemos dos amigos, do grupo, do professor e dos livros são as condições necessárias, que você precisa ver como forças externas, pertencentes a sua alma. Tudo fora da pessoa é sua alma.

Se você se conecta a essas forças, pede sua ajuda para arrancá-lo de si mesmo, fora de seu ego, você vê que em toda a sua alma, existindo em torno de você, não há partes mais próximas a você e mais importantes do que seus amigos. Somente estas forças externas podem arrancar a pessoa de sua prisão, dos grilhões do seu ego.

Agora está claro porque o grupo e o amor dos amigos são tão importantes. Afinal, eles são os mais próximos a você, partes especiais de sua alma, dada a você pelo Criador para que com sua ajuda você saia de si mesmo.

Quanto mais perto eu fico deles, mais eu os atraio a mim e os procuro: eu não faço aos outros o que é odioso para mim e amo os amigos como a mim mesmo. Dessa forma, eu adquiro o vaso da minha alma (a qualidade de doação), que pertence a mim.

De acordo com a percepção da realidade, tudo o que a pessoa vê, ela vê dentro de si. Sua visão e sentimentos são divididos em internos e externos, mas isso é apenas a sua impressão. Então, no final da correção tudo está conectado num só. Mas, por enquanto, esta divisão está presente em todos os elementos, e seu uso correto é um trampolim para o mundo espiritual.

É por isso que o Baal HaSulam escreve no “Prefácio ao Livro do Zohar” como devemos ser gratos ao Criador por Ele ter dividido a nossa realidade em interna e externa, de tal forma que vemos o mundo a nossa volta, apesar de tudo estar dentro. Ele parece externo a nós, e embora seja uma ilusão, isso nos ajuda psicologicamente a tratá-lo como forças externas e estranhas e usá-lo para sair do nosso ego e atingir a doação.

Deram-me a ilusão de que toda a minha realidade é dividida em eu e o que está fora de mim, o que não é meu. Desta forma, eu posso imaginar o ego, no qual eu existo, e a intenção de doar, na qual eu ainda não existo, no exemplo desta realidade imaginária dividida numa parte interna e externa. Então, eu posso trabalhar com ela.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/12/11, Escritos do Rabash

A “Caixa” Indispensável

Baal HaSulam, “A Liberdade”: No entanto, quando examinamos os atos de um indivíduo, vamos julgá-los como conpulsórios. Ele é obrigado a realiza-los e não tem liberdade de escolha.

Somos o desejo de receber criado pelo Criador. Este desejo responde apenas para o prazer ou a falta dele, que é a dor. Assim, podemos experimentar sentimentos positivos ou negativos.

No primeiro caso, uma pessoa se sente bem e confortável, então ela quer permanecer nesse estado. O que nos enche exatamente, e onde é que vamos sentir o prazer? Afinal, não estamos falando apenas de um vidro que enchemos com água.

Conforto e prazer, e isso é especialmente evidente nas crianças: Se fizermos um bebê se sentir bem, ele vai estar tranqüilo. Esta é a resposta do desejo de receber, e naquele momento ele não precisa mudar. Na verdade, ele não pode mudar porque o prazer preenche completamente o desejo. [Leia mais →]

Quando Tudo É Para O Nosso Benefício

Dr. Michael LaitmanO nosso desenvolvimento é resultado do desenrolar de uma cadeia de Reshimot (genes informativos). Cada Reshimo é um mundo inteiro. Afinal de contas, é o que me dá minha percepção do mundo. Tudo o que sinto agora é causado pela Reshimo que despertou em mim.

A cada segundo varias dezenas ou mais de Reshimot são substituídas em mim, como os quadros de um filme no carretel. Qualquer uma de suas cenas me mostra uma imagem do mundo através dos cinco sentidos, e há uma velocidade específica para cada sentido: a frequência na qual as cenas mudam é muito maior para a visão do que para a audição, a frequência para a audição excede em muito a frequência para o olfato, paladar e tato.

Assim, cada Reshimo que passa inclui um grande número de Reshimot pessoais que ilustram os detalhes da minha percepção. No final, é exatamente a Reshimo que sentimos em cada instante específico.

Pergunta: As Reshimot poderiam ser positivas e negativas. Do que isso depende?

Resposta: Depende de você, se você está pronto para a Reshimo que se revela em você agora. Afinal, ela é revelado em seus desejos. A  imagem que ela retrata é prazerosa para você ou o contrário? Você está preparado? Você aceita que o Criador é “o bom e faz o bem para o bom e para o mau”? Você já subiu acima de você mesmo? Você aceita qualquer mudança como a revelação do Alto que vem para beneficiar você?

Se for assim, você está bem, você está corrigido. Em outras palavras, você subiu acima do ego com a fé acima da razão e adquiriu a força da doação que excede a força da recepção. Nesse caso, você se alegra em tudo o que revelado a você, percebendo que tudo é para melhor.

As Reshimot se ligam a você através de uma cadeia até o fim da correção, e essa cadeia não depende do quanto você se preparou. Ela se estende devido ao seu próprio curso. As Reshimot se originam da quebra dos vasos, quando os desejos de dar e os desejos de receber foram misturados de acordo com seu tamanho, espessura, características e qualidades. Consequentemente, isso criou um conglomerado multifacetado.

No entanto, como um todo, devemos aceitar cada quadro como o novo passo no caminho, um passo que é ótimo, melhor, e o único possível.

Assim, surge a pergunta: como podemos nos preparar para essa abordagem? Para isso, nós precisamos da restrição, da tela e da Luz Refletida. Então, uma nova Reshimo cai em solo fértil, como um bebê nascido em meu desejo que já está preparado de tal forma que tudo beneficia o recém-nascido. De modo ideal, exatamente como um bebê, a Reshimo deve ser revelada num vaso que já está pronto para ela.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 14/12/11, “A Liberdade”

Nós Todos Acreditamos Em Alguma Coisa

Dr. Michael LaitmanEm artigos como “A Essência da Religião e seu Propósito”, Baal HaSulam refere-se a coisas mais sublimes do que determinada religião. “Religião”, neste caso, é a atitude de alguém em relação à vida, a percepção e a sensação da realidade. Como a realidade é retratada a mim: externa ou internamente? Posso ver a diferença entre as duas?

Posso ter certeza sobre o que eu sinto? Posso confiar na minha mente e nas emoções? Eu vejo a situação corretamente, ou estou preso em sentimentos turvos? Poderá ser que tudo não é realmente como eu vejo e sinto? Como posso verificar a credibilidade da minha imagem da realidade? Como posso entender os fenômenos que percebo neste quadro? Como posso usá-los corretamente? Onde posso encontrar esses critérios? Como posso me olhar de lado, objetivamente? Todas estas perguntas e muito mais fazem parte do conceito chamado de “religião”.

Em nossa vida cotidiana, “religião” é a nossa atitude em relação a certo conceito que criamos para nós mesmos por nós mesmos. Quase todas as pessoas no mundo querem acreditar em algo que não sabem ou sentem, algo que não podem testar de forma lógica.

É conveniente do ponto de vista egoísta criar teorias que ajudarão a pessoa a compensar e adoçar um pouco a sua vida. As respostas não podem ser testadas, ninguém sabe se elas são verdadeiras e cada um tem uma teoria própria. Ao mesmo tempo, a pessoa se sente bem com ela, sofre menos e sente que o que será, será. Afinal, não podemos subir acima da nossa realidade e realmente verificar e analisá-la.

Precisamos de uma outra ciência, outro conceito que vem do Alto, de fora da nossa natureza. Eu não sei o que significa ser realmente objetivo, porque não importa como olho para ela, estou sempre em meu próprio desejo, na minha mente e minhas emoções. Como você pode ser objetivo? Se levarmos em conta todas as opções, todos os desejos e pensamentos, todas as ciências do mundo, ainda não conseguiremos alcançar a objetividade.

Assim, em nossa atual situação, nunca seremos capazes de determinar a abordagem correta, a perspectiva correta da vida. É por isso que não podemos responder a perguntas sobre o significado e propósito de nossas vidas. Não devemos ter vergonha destas perguntas, mas não podemos respondê-las porque estamos em uma posição muito limitada.

Nós não sabemos como o universo foi criado e o que o precedeu. Nós não sabemos como ele se desenvolve e o que impulsiona a evolução natural da natureza nos níveis inanimado, vegetal, animal e falante na terra. Nós não sabemos nada sobre o processo que estamos passando e como ele vai acabar. Portanto, não importa o quanto nós o discutimos e os pressupostos que fazemos, é tudo inútil. Ninguém pode provar que isso é a verdade. As pessoas podem dizer isso, mas ninguém realmente tem quaisquer fatos.

Isto significa que não precisamos de outro sistema, mas de uma verdadeira revelação da força superior que opera a realidade. Até que a descubramos, não devemos confiar em nada.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/11/11, “A Essência da Religião e seu Propósito”

Reconstruindo O Selo Pela Marca

Muitos artigos do Baal HaSulam são dedicados a um tema: Atitude do homem perante o mundo, como revelamos a verdadeira realidade. Isso também levanta a questão de quem somos. Somos um certo tipo de energia que assume uma forma em nossas sensações que estamos acostumados, e essa forma é composta de corpos duros, vivos, e quente, que assumem um lugar e isso é conhecido como espaço. Isto é como percebemos.

É esta a sensação boa? E há um critério objetivo? Talvez tudo seja relativo, e todo mundo vê sua própria imagem, dependendo dos seus sentidos? Rabash dá o seguinte exemplo: O que nós vemos como uma mesa é outra coisa nos olhos de um anjo. Todo mundo descobre o mundo de acordo com seus instrumentos de percepção.

Em geral, graças aos artigos do Baal HaSulam, estamos nos aproximando de uma percepção determinada objetiva. Com este objetivo, aumenta ao longo do nosso desejo de receber e adquirir o desejo de doar. Em outras palavras, nós formamos o desejo de doar a partir do desejo de receber em nós, e então nós revelamos a realidade que nos criou.

Uma força especial criada em mim na forma do desejo de desfrutar. Quando, em troca eu a transformo em o desejo de agradar o outro, então é como se eu assumisse a forma daquele que me criou. É desta forma que uma pessoa assume a forma de “Man”, que significa semelhante ao Criador.

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Nossa Singularidade

Baal HaSulam, “A Essência da Religião e seu Propósito”: Acontece que o nosso objectivo final é ser qualificado para a adesão com Ele, porque Ele reside dentro de nós. Esse objetivo é uma certeza e não há maneira de desviar do mesmo, já que a Sua orientação nos supervisiona em ambos os caminhos, que são o caminho do sofrimento e o caminho da Torá.

Há uma força superior que criou o desejo de receber e o elevou. Deu todo o desejo de que necessita para crescer, mas quando cresceu, de repente descobriu que ele se sente mal, e que ele realmente não consegue o que deseja. Na sua juventude, enquanto ele estava crescendo estava tudo bem: ele tinha tudo o que desejava. Em seguida, ele desejava mais e recebeu. Mas agora, quando é cultivado, tudo é diferente, mas ele não recebe o preenchimento automaticamente. Pelo contrário, quanto mais ele quer, menos ele recebe. Assim, o desejo pensa consigo mesmo: “Quem ou o que é a causa deste sentimento ruim?”

A humanidade está dividida em várias categorias, quando se trata desta pergunta. Há aqueles 99 por cento que simplesmente seguem em frente, atraídos pelo mau e o bom da vida, desfrutando o tanto quanto puderem. Há aqueles que saem em busca da verdade, ou seja, procurando o motivo pelo o qual tudo está acontecendo. [Leia mais →]

Reclamações Contra o Criador

Baal HaSulam, “A Essência da Religião e sua finalidade”: Ele criou as criaturas unicamente para doar a elas. Assim aprendemos que Ele tem apenas o desejo de doar bondade, e é absolutamente impossível que qualquer nocividade possa estar no seu domínio, que poderia emitir Dele. Assim definimos Ele como “O Bem Absoluto.”

É difícil aceitar isso. Afinal de contas estamos vivendo no nosso desejo egoísta que tem sérias queixas sobre a fonte, o Criador, a natureza, ou outras coisas. O mundo em que me sinto convoca muitas queixas. Internamente eu não posso aceitar o fato de que todos os outros não me obedecem. Eu não posso aceitar o fato de que o prazer infinito não me preenche constantemente. Eu só encontro problemas o tempo todo, então como eu posso aceitar o fato de que Aquele que manda no mundo é bom e benevolente.

Se eu pudesse criar o mundo por mim, eu faria isso de uma maneira totalmente difrente: Tudo o que existe nele seria apenas para me servir. Mas o mundo é o oposto, todo mundo vê o direito de reclamar sobre a criação. Então, por que razão podemos falar sobre o Criador como o Bem Absoluto? Na base de que Ele é o primeiro e primordial. [Leia mais →]

Os Criadores de Mito

Pergunta: Será que podemos livrar-nos das crenças se precisamos acreditar em algo em que não atingimos ainda?

Resposta: Abraão atingíu seu nível depois de ter quebrado todos os ídolos. No segundo nível, entrou no “forno”. Nessas fases, a pessoa se desliga de todas as conexões entre a realidade imaginária “bestial”, que ela descobre em seus cinco sentidos e a realidade espiritual.

Isto é muito difícil. Você não consegue se livrar dos mitos, os hábitos e os preconceitos completamente até que você entre no mundo espiritual. Sem opção, uma pessoa ainda imagina uma espiritualidade paralela para a corporalidade, que governa seus desejos, seus atributos, e seus sentimentos.

Somente a revelação da Luz pode ajudar uma pessoa se livrar de todas as imaginações e as imagens místicas com as quais ela está acostumada . Até então, os “anjos” e os “demônios”, os “fantasmas”, o Criador e o ser criado, o “halls” e os “céus” ainda estão descritos como algo externo. Mesmo que ela entenda o que são todas as forças, ela ainda acha que operam do lado externo e não dentro dela. Ela simplesmente não as descobriu dentro dela ainda. [Leia mais →]

Amor Com O Qual Os Egoístas Não Estão Acostumados

Não é realmente fácil se chegar à sensação da necessidade de amor verdadeiro. No nosso mundo, o único amor que existe é o amor próprio. Quando eu amo algo, eu quero me aproximar disso, trazer para perto de mim, e me satisfazer com algo. Em outras palavras, eu gostaria de me “apossar daquilo”. Para nós, o “amor” é aquisição. “Eu amo” significa que eu gosto do fato de que isso é meu – isso é o que o desejo de receber prazer diz. Naturalmente, ele traz uma sensação boa. Mas, valorizamos essa qualidade no homem como se ela estivesse se referindo às suas boas qualidades, porque o nosso mundo inteiro é feito de “consumidores”. Nós não amamos nada de outra forma, exceto em nossos desejos egoístas.

O amor do qual a Cabala fala é completamente diferente, e não somos capazes de entendê-lo bem. Há uma força superior que não depende de nós e que existia antes de sermos criados, sem nós, isto é, antes que o Criador tivesse o desejo de criar a criatura. A criatura é algo que existe fora dessa força superior, o Criador, e O percebe.

Percebê-Lo significa compreender, sentir, alcançar Suas qualidades. Para trazer a criatura ao pondo de perceber o Criador, foi necessário cria-la com as qualidades opostas às do Criador: no amor egoísta. E o desenvolvimento precisa levar a criatura ao amor ao Criador referido como “ama teu próximo como a ti mesmo”. Afinal, ninguém mais existe além do Criador e da criatura. [Leia mais →]