Textos na Categoria 'Percepção'

Como É Que Vamos Olhar Do Outro Lado Da Tela?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é que nós vamos olhar para você em sua visão interna do outro lado da tela interna?

Resposta: Vocês se parecem com órgãos internos da alma; é uma imagem espiritual, anatômica, onde apenas desejos são visíveis. Não há nada mais na espiritualidade. Há um desejo e tudo está incluído nele como suas partes. Nada é visto separadamente e parece um campo comum.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 10/12/10, Escritos do Rabash

Envolto Numa Nuvem

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é o nosso ego? Não é um sentimento ou uma percepção mental?

Resposta: Nós podemos comparar o cérebro a uma tela de cinema, pois é realmente branco. Hoje, por exemplo, você parece ser feio e repugnante, e amanhã, depois de uma mudança de estado, eu posso olhar para você e ver diante de mim um cara legal que irradia vitalidade. Será que o meu cérebro mostra estas imagens, é a tela? Ou eu as projetei? O meu ego, o meu interesse, retrata todas estas figuras, mas nós não entendemos isso até o fim.

Nós acreditamos que somos objetivos quando se trata da natureza inanimada, vegetal e animal, mas no nível falante, nas relações entre nós, há diferentes variáveis. De um modo geral, nós realmente não entendemos que somos os únicos que retratam o nosso próprio mundo em todos os níveis do desejo de receber.

É por isso que o nosso mundo é chamado de imaginário, uma vez que, na verdade, não existe. Quando você limpar seu ego da percepção deste mundo, ele vai desaparecer. E o que vai ficar? Nada?

Portanto, com o que nós vamos ficar? Comece estabelecendo esse “algo” agora. Comece a construir um mundo novo. Tudo depende do que você desenhar na tela de sua percepção.

Pergunta: Mas como é que vamos desenhar essas imagens se elas imediatamente parecem reais para mim?

Resposta: Eu imagino uma força que me controla, rodeia, controla e confunde, enviando-me coisas positivas e negativas. Toda esta situação, a bolha em que me encontro, opera em mim; é como um filme de ficção científica, uma vez que devemos imaginar alguma coisa e trabalhar em algo em nossa imaginação. Então eu imagino certo espaço em que certa força ou um campo de força atua. Nesse meio tempo, eu não posso viver sem essa ilusão tridimensional com os diferentes fenômenos de tempo e espaço. Eu estou conectado a ela quer eu queira ou não.

Eu imagino uma força que me rodeia como se eu estivesse numa nuvem. Esta força atua em mim em todas as direções e em todos os aspectos possíveis. Mesmo agora, quando eu penso nisso, ela realmente me opera; eu estou relaxado, deixe-a operar sobre mim. Mas o que eu tenho além desta operação?

Porque sem quaisquer acréscimos de minha parte, eu só posso constantemente ansiar por um bom sentimento, e como agradecer essa força pela atenção. Ela criou uma deficiência no meu sentimento, um desejo de receber, e eu me sinto bem neste mundo sob o seu domínio.

Acontece que nós não precisamos de nada disso. Toda a filosofia da escola epicurista é baseada nesta abordagem. Outros métodos orientais também acreditam no nirvana e na tranquilidade. Esta atitude é, de fato, a mais profunda, uma vez que se baseia tanto no medo de interromper algo na criação quanto no medo da maldição do Criador. Então, eu tenho que constantemente me sentir bem. Eu sempre tento ficar calmo e relaxado, e ser feliz com o que tenho, não porque o ego me leva a fazê-lo, mas por causa de um propósito mais sublime. Em suma, Abraão trabalhou bem com esta abordagem na Babilônia.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 02/10/13, Escritos do Baal HaSulam

O Projetor De Filme Está Dentro De Mim

Dr. Michael LaitmanNa verdade, eu não estou no mundo, mas o mundo está em mim.

O processo de “ler” a realidade externa como interna é dividido em quatro etapas e logo na primeira etapa eu só devo ser guiado pelo o que eu vejo.

E eu vejo que o Criador está fazendo esta “projeção” para mim. É como se um projetor fosse colocado em mim e mostrasse o mundo inteiro e tudo o que acontece com ele. A luz do “bulbo” deste “projetor” passa pelo “filme”, ​​dividido em “quadros”, e cai na “tela”, isto é, na minha mente; como resultado, eu vejo uma imagem atual do mundo. Bem, o próprio Criador é a Luz Superior abstrata, a Luz do Infinito.

Portanto, na verdade, o “filme” é a minha Reshimo que criar esta ou aquela imagem para mim. E se não fosse por este mecanismo, eu não teria distinguido o que está acontecendo, porque as Reshimot teriam permanecido dentro. No entanto, o Criador, iluminando-as, revela o meu mundo interior como uma realidade externa.

Baal HaSulam escreve sobre isso na “Introdução ao Livro do Zohar“.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 22/09/13, Escritos do Baal HaSulam

Filosofar Pretensiosamente (Sem Mais Delongas)

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”: Se houver qualquer definição que posso explicar o espiritual separado do corporal, esta pertence somente àqueles que atingiram e sentiram algo espiritual. Estes são os verdadeiros Cabalistas; portanto, é a sabedoria da Cabalá que precisamos.

Este mundo material é completamente separado da espiritualidade. Os Cabalistas nos explicam que o nosso mundo material é simplesmente um resultado da nossa imaginação. Depois de acordar, nós veremos que “éramos como sonhadores”. Este sonho, e a nossa existência nele, parece real; no entanto, em sua essência, é imaginário e ilusório.

Porém, nós não somos capazes de fazer a distinção. Há uma realidade e há cinco sensores através dos quais podemos investigar a realidade. Nossa exploração deste reino é chamada de “ciência”, um complexo de conhecimento confiável, que usamos como orientação. Com a ajuda da ciência, as pessoas produzem medicamentos, constroem casas, etc., tornando assim a nossa vida melhor. O conjunto de conhecimentos que chamamos de “ciência” é muito confiável e testado. Isso explica por que a ciência nos torna mais confiantes e nos satisfaz.

No entanto, nós continuamos pensando em “vida após a morte”. Nós não sabemos o que é isso. Fisicamente, a pessoa morre junto com o corpo, e ainda assim não é um segredo que acima disso há certa parte em nós, um componente espiritual. Não há provas sólidas de tal fato; além disso, a sabedoria da Cabalá afirma que não há nenhum elemento espiritual em nós. Aquele que não alcançou a espiritualidade permanece no nível “animal”, físico, por toda a sua vida. Não é por acaso que o Baal HaSulam disse uma vez que não se importava onde o seu “saco de ossos” seria enterrado. No entanto, nós temos a chance de alterar a nossa natureza de forma que, além da nossa existência “animal”, também revelemos a vida em outra dimensão, a realidade espiritual.

É muito simples: tudo o que a pessoa consegue atingir é tudo que ela realmente tem. Fantasiar não vai ajudar; nada deste mundo pode ser relacionado com a espiritualidade. Espiritualidade existe independentemente e se ainda não estamos lá, simplesmente não podemos deliberar sobre isso. Portanto, os cientistas não exploram este tema, uma vez que não têm “ferramentas” relevantes para isso.

No entanto, há uma abordagem especial para a vida, que é chamada de “filosofia”. Ela especula sobre temas que são impossíveis de explorar usando métodos científicos tradicionais. Como resultado, os filósofos vêm com várias opiniões sobre o mundo espiritual, como se sentissem, compreendêssem, ou tivessem acesso a ele. Sem dúvida isso é certamente uma abordagem errada, não científica, que não tem nada a ver com ciência ou senso comum. É tudo uma questão de fantasiar; por isso, não é por acaso que hoje em dia a palavra “filosofia” se tornou pejorativa. Aqueles que estão distante da realidade são chamados de “filósofos”. E com razão.

É por isso que Baal HaSulam era fortemente contra a abordagem filosófica. Anteriormente, quando era impossível revelar a sabedoria da Cabalá às massas, os filósofos podiam falar profusamente sobre os seus pontos de vista. Hoje, a sabedoria da Cabalá se espalha pelo mundo, ao passo que os filósofos continuam a discutir coisas que não têm qualquer contato, confundindo ainda mais as pessoas.

Baal HaSulam explica que as construções filosóficas não têm base e que você não pode ouvir os filósofos, uma vez que eles mistificam e nos confundem, privando a humanidade da oportunidade de acelerar seu progresso na realização da meta da criação. Afinal, a meta da criação não é chegar antes e ficar acima de todas as outras coisas? Se não nos apressarmos, se deixarmos os filósofos nos confundir ainda mais, estaremos provocando sofrimentos adicionais. Isto é o que preocupava o Baal HaSulam.

A propósito, uma pergunta curiosa surge: Como pessoas sóbrias, que pensam, podem fantasiar sobre algo que ainda não alcançaram, não têm provas, e que nunca foi testado ou analisado? Este mistério da filosofia ainda não tem resposta.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/07/13, Escritos do Baal HaSulam

O Ponto De Vista Do Universo

Dr. Michael LaitmanNós devemos compreender claramente uma coisa: o nosso sucesso depende completamente do Criador e de mais ninguém além Dele. “Nós não os que vão terminar o trabalho, mas não cabe a nós recusá-lo”. Nós devemos agir aplicando o máximo de energia e, ao mesmo tempo, ficar confiantes de que o resultado está unicamente nas mãos do Criador. Nós já sabemos disso muito bem. Isso tem sido comprovado dezenas de vezes. Nós percebemos que estamos jogando um jogo cujos resultados são conhecidos de antemão, que tudo vem Dele e que Ele é quem organiza tudo com uma “esperteza” divina, e que não há nada que possamos fazer sobre isso.

Você pode deitar no sofá o dia todo e à noite você vai receber o seu salário, como se tivesse trabalhado o dia todo. No entanto, nós somos obrigados a aceitar a administração superior e trabalhar o dia todo. O mesmo se aplica à nossa disseminação externa. Estas duas linhas nos ensinam como o mundo espiritual é construído: de propriedades contraditórias que parecem totalmente incompatíveis para o nosso cérebro. Está bem por ora! Mais tarde, nós recebremos um tipo diferente de mente.

Vamos torcer para que a cada dia precisemos do Criador mais e mais. Ao mesmo tempo, nós temos que ser cautelosos de enfraquecer o outro lado da moeda, e ter certeza de que a nossa contribuição no processo também deve se expandir dia após dia. Sem ela, não teremos a necessidade do Criador. Estas duas linhas não se cancelam ou anular. Se conseguirmos agir assim, vamos acelerar a criação do primeiro vaso espiritual.

Nós devemos aplicar os nossos esforços como se fôssemos “um boi sob o jugo ou um burro de carga”, ou seja, devemos correr mais rápido e usar a nossa energia de forma mecânica. Quanto aos nossos propósitos, nós devemos perceber claramente que em cada ação nossa, o Criador está tanto na frente como atrás de nós, e que Ele “nos abraça pela frente e pelas costas”, e que só trabalhamos junto com Ele. .

Mais tarde, vamos descobrir que Ele trabalha dentro de nós também. Então, onde estamos neste quadro? Este é o ponto em que começamos a obter um poder transcendente, o espírito que se veste em tudo o que nos rodeia. Nós entendemos que “Não há outro além Dele”, e que há também um pequeno ponto a partir do qual olhamos em volta e vemos que “Não há outro além Dele”.

Este ponto em particular não tem nada nele: ele não tem volume ou largura. É apenas um ponto que surgiu “do nada” (Yesh Mi Ayin); é um ponto a partir do qual observamos que “Não há outro além Dele”. Finalmente, nós começamos a perceber que a Luz, os desejos e todos os estados que atravessamos ao longo da história, e em tudo, existe apenas uma força, a Força Superior. “O Criador é o primeiro e Ele é o último”. Não há outra revelação que seja maior do que esta.

No entanto, quando dizemos que “Não há outro além Dele”, isso não significa que não existimos, uma vez que, para fazer esta declaração, alguém deve estar presente em todos os lugares, em cada propriedade, em cada um de Seus atos, e, a partir desse ponto, nós temos que decidir (estando no lado oposto) que, na verdade “Não há outro além Dele”. Ao fazê-lo, nós nos fundimos completamente com Ele, ou seja, alcançamos a coesão e nos tornarmos igual a Ele em todas as nossas ações, pensamentos, programas, conexões, etc.

É nosso dever testar tudo o que há no Criador, a fim de compreender que tudo se refere a Ele e, finalmente, chegar à conclusão de que “Não há outro além Dele”. Tudo o que nos resta é este ponto negro do qual olhamos ao redor, mas é um ponto peculiar a partir do qual todo o universo pode ser observado, de ponta a ponta, em todas as direções e faixas: toda Malchut do Mundo do Infinito.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/08/13, “Grupo e Distribuição”

A Terra Como Um Sistema Estável

Nas Notícias (Universidade Southampton): “Pesquisadores da Universidade de Southampton propuseram uma resposta para o debate, de longa duração, sobre quão estável o sistema “Terra” é.

“A Terra, com o seu campo magnético “núcleo-orientado”, oceanos de água líquida, o clima dinâmico e vida abundante é sem dúvida o sistema mais complexo do universo conhecido. A vida surgiu na Terra a mais de três bilhões e meio de anos atrás, e parece que, apesar de calamidades de escala planetária, como os impactos de grandes meteoritos, a mudança climática descontrolada e aumentos da luminosidade do Sol, tem continuado a crescer, reproduzir-se e evoluir sempre desde então.

“Quarenta anos atrás, James Lovelock formulou sua hipótese de Gaia, na qual a vida controla os aspectos da vida no planeta e com isso mantém as condições que são adequadas para a vida generalizada, apesar de choques e perturbações. Esta hipótese foi e continua a ser controversa, em parte, porque não há nenhum mecanismo compreendido pelo qual um sistema de auto-estabilização planetária poderia emergir”.

Meu Comentário: A Cabalá estuda o sistema do universo, tanto em geral como na forma particular. As leis da natureza que a Cabalá revela são imutáveis ​​em todos os mundos, que são os níveis da relação entre a matéria (o desejo, a propriedade de recepção) e a energia (Luz, a propriedade de doação).

Tudo está estabilizado em primeiro lugar pelos estados iniciais e finais do sistema (o plano da criação). O sistema é estático. O progresso da transição a partir do estado inicial para o final é somente relativo ao objeto que alcança isto: o ser humano.

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Reavaliar As Próprias Condições

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do Nautilus): “É uma peculiaridade ímpar da mente humana que nós tenhamos a tendência de pensar que somos menos susceptíveis de ser afetados por uma ameaça específica – seja uma gripe, um acidente de carro, ou uma inundação – que qualquer outro. Como a cidade fictícia de Lake Wobegon, onde todas as crianças estão acima da média, esta é uma impossibilidade patente: todo mundo não pode ter menor probabilidade do que a média das pessoas de pegar um resfriado. Mas nós persistimos no que os psicólogos chamam de ‘otimismo comparativo irrealista’. Mesmo quando realmente encontramos uma ameaça, ou estamos próximos de uma, esse sentido distorcido do campo de probabilidade persiste, como mostra um relatório publicado no ano passado”.

“No estudo, os pesquisadores tiveram a oportunidade de testar como o otimismo comparativo das pessoas mudou depois de um evento de alto impacto, mas com baixa probabilidade: um tornado que atravessou Iowa City em 2006, causando um prejuízo material de $12 milhões de dólares. E os resultados foram levemente cômicos: todos os entrevistados, de estudantes selecionados aleatoriamente a moradores de Iowa City a pessoas cujos bairros haviam sido danificados, sentiram tanto logo após o tornado quanto um ano mais tarde que eram menos propensos a ser afetados no futuro do que a média das pessoas. De fato, seis meses após os eventos, as pessoas em bairros danificados eram realmente mais otimistas de que não seriam afetadas novamente do que aqueles que vivem em áreas intactas. Depois de um ano, o otimismo voltou ao nível habitual, mas ainda assim, como sempre, afirmando que eram menos propensas a ser afetadas do que outras”.

Meu Comentário: Nós estamos dentro do nosso egoísmo, e não podemos avaliar objetivamente nada antes de sair dele. Até então, vamos perceber o mundo sob o prisma do erro egoísta.

Cuidado Com Filósofos “Sabichões”

Baal HaSulam , “A Sabedoria da Cabala e Filosofia”: Filosofia gosta de preocupar-se com a Sua Essência e provar que regras não se aplicam a Ele. No entanto, a Cabala não tem nada a ver com isto, pois como podem o inatingível e o imperceptível serem definidos?

Os Cabalistas falam muito sobre a Sua iluminação na realidade, ou seja, todas aquelas iluminações que eles realmente alcançaram, tão validamente como uma realização tangível.

Os Cabalistas atingem uma luz abstrata quando se reveste em vasos e se transforma de uma forma teórica numa estrutura tangível ao manifestar-se em nós como diversas características nossas.

É dito que “nós não definimos por nome ou palavra aquilo que não alcançamos“. Alcançamos tudo o que há ao analisá-lo nos nossos vasos de receção. Eles são os nossos “olhos “, a nossa visão , o canal através do qual percecionamos o mundo . Apenas na condição de que conhecemos um determinado fenómeno é que podemos explorá-lo até ao nível em que imergimos nele. Assim, avançamos. Há um princípio rígido: “Nós Te conheceremos pelos Teus atos. ” É por isso que sempre confiamos na nossa perceção dentro dos nossos vasos, desejos. As nossas reações internas a eles são, de fato, a Luz.

Do mesmo modo, reconhecemos a eletricidade não pela sua essência, mas de acordo com os seus resultados. Algo que flui através de fios e gera vários fenómenos. Tudo o que vemos são os resultados. Baal HaSulam escreve sobre isso em seu artigo “A Essência da Sabedoria da Cabala“. Coisas reais são encontradas até mesmo na realidade corpórea diante dos nossos olhos, mas não temos nem percepção nem imagem da sua essência. Assim é com a eletricidade e o ímã, chamado de “fluidum “. No entanto, quem pode dizer que esses nomes não são reais, quando viva e satisfatoriamente conhecemos as suas ações? Nós não poderíamos estar mais indiferentes ao fato de que não temos a percepção da essência do próprio sujeito, nomeadamente da eletricidade em si.

Nós sempre exploramos as consequências de diversas categorias essenciais, ao invés de lidar com as categorias em si. Eu não tenho nenhuma ideia do que é o sujeito que eu olho, na verdade, mas eu sei como ele age.

Tudo que eu faço é verificar as minhas sensações e reações: Algo parece negro para mim, outras coisas sólidas, alguns são longos, e certas coisas eu consigo provar ou cheirar. A realidade é composta de minhas reações internas a impactos exteriores, em vez de os fatores que os causam per se. Portanto, fenómenos que diferenciamos são realmente os efeitos que a exterioridade provoca em nós.

Por que os filósofos se recusam a admiti-lo? A resposta é que vai obrigá-los a se tornarem cabalistas e a estudar a Sabedoria da Cabalá, a fim de explorar a espiritualidade. O bom senso indica que eles não sabem ou entendem nada e não têm nada a dizer. Realmente, o que se pode dizer se a pessoa não vive na espiritualidade, nem sente os seus vasos, desejos?

Não devemos abordar a Cabalá com uma mente humana normal, não estamos ainda na dimensão que a Cabalá descreve. Nós podemos fantasiar sobre o que está no interior da Terra e imaginar vida em outros planetas dado que essas coisas estão pelo menos de alguma forma entrelaçadas com as nossas sensações. No entanto, elas não têm nada em comum com a espiritualidade . Além disso, não temos qualquer ligação com o mundo espiritual: a nossa realidade material que vemos é absolutamente separada da imagem que é criada em nossas mentes. Como podemos deliberar sobre algo com o qual não temos qualquer contato?

Esta é uma das razões pelas quais a sabedoria da Cabalá esteve escondida da humanidade ao longo de milénios. Cabalistas temiam “espertalhões”, que só tendem a filosofar sobre os temas que estão relacionados com a Cabalá.

Também se aplica aos filósofos que valorizavam a Cabalá, como Reichlin , Goethe, Pico Della Mirandola e outros. Mesmo essas pessoas não entenderam nada na grande sabedoria, nem podiam perceber o conhecimento universal geral que está para além das disciplinas tradicionais que provêm da Cabalá. O que eles proclamaram foi, na verdade, nada senão filosofar . Alguns filósofos abordaram a Cabalá com análise crítica que se baseia numa abordagem subjetiva, outros admitem a sua importância, embora nenhum deles a entendesse. Sua posição carece de racionalismo que é muito necessário. No entanto, a verdade será revelada em breve, estamos muito próximo disso.

Podemos Apenas Sonhar Em Descansar

Pergunta: Ultimamente você tem-nos aconselhado a “soltar as rédeas” e não nos opormos ao processo espiritual, “ a fluir com a corrente”. Mas o ego não nos permite fazê-lo, uma vez que constantemente contesta e se recusa a. Como agradável e fácil seria simplesmente deixar ir …

Resposta: É muito difícil, pois não podemos simplesmente não fazer nada, mas temos que aceitar tudo o que nos acontece de forma totalmente aberta, de bom grado, e ver que se trata apenas do Criador e não para o examinarmos, criticarmos ou avaliarmos.

Isto é muito complicado. Aparentemente não há nada de especial aqui, apenas viver livremente e alegrar-se com tudo. Mas, na verdade não há nada mais difícil do que isso. Não é fácil ir com o fluxo, uma vez que, neste caso, você precisa estar em absoluta unidade com o Criador. Absolutamente! Durante o tempo em que Ele coloca você em certas circunstâncias, em estados que são contraditórios a Ele, em desacordo com o mundo, com esta vida, com os problemas que constantemente incomodam você! Você constantemente discorda! Há sempre algo que faz você se sentir mal.

Isto é feito com um propósito de cima. Como pode você aceitar tudo com calma e fluir com a corrente? Só mudando-se a si mesmo! Não há outro caminho! Este é o problema. É assim que você alcançar um mundo pacífico e tranquilo – quando uma pessoa totalmente se anula e adere ao Criador.

Este tipo de descanso é relativo uma vez que a pessoa avança rapidamente acima da velocidade da luz, passando por um número infinito de mudanças. Em um determinado momento ela passa por bilhões de mudanças de acordo com a providência superior, em total aceitação, pensando logicamente, envolvendo-se apenas no que suprime o seu ego e subindo acima dele, entrando assim num estado de repouso absoluto. Este é o oposto do conceito de descanso a que nos referimos hoje.

De “Segredos do Livro Eterno” da KabTV 29/07/13

O Nível Seguinte É Uma Perspectiva Objetiva

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo”, Mishpatim, 23:06: Não atentarás contra o direito do pobre em sua causa.

Isso se refere a olhar para todos através dos meus atributos, e parece-me que alguém está errado, ruim ou fraco. Eu não vejo objetivamente o que realmente está acontecendo. Não há perspectiva objetiva! Eu vejo tudo através de meus atributos atuais e, portanto, não posso confiar neles. Se eu me identifico com tudo através deles, eu nunca vou ser capaz de ascender.

Eu tenho que examinar as coisas e chegar a um estado em que não terei como julgar nada, mas só elevá-lo ao próximo nível superior, ao Criador. É por isso que eu recebo diferentes opções, como a linha direita e a linha esquerda, o que realmente me leva à linha média. Assim, ao se envolver em educação integral nós não descemos até os problemas de uma pessoa, mas sim a elevamos à conexão com os outros.

A Torá, “Êxodo”, Mishpatim, 23:07: De palavras de falsidade te afastarás, e não matarás o inocente e o justo; porque não justificarei o ímpio.

Evite a falsidade e a verdade também, já que tudo é subjetivo e a pessoa deve examinar isso corretamente. Não há nenhuma verdade ou mentira aqui, nem justo ou ímpio, nem rico ou pobre.

Somente parece desta forma para você, e você tem que elevá-lo a um estado de equilíbrio, a fim de ver que todo mundo é igual. Você tem que ver que não pode julgar, já que a resposta é sempre o próximo nível. É o nível superior que determina o nível inferior e que lhe fornece todos os problemas. Portanto, elevar-se até ele é a solução.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 24/05/13