Textos na Categoria 'Percepção'

Todos Os Problemas Do Mundo

Dr. Michael LaitmanNa verdade, o Criador apresenta uma “performance teatral” diante de mim, na qual tudo, os atores e todos, são fantoches, exceto eu. Portanto, tentando aproximá-los Dele, eu, em essência, me corrijo. O mundo inteiro faz parte da minha alma, vasos quebrados e espalhados, desejos que se separam de mim em diferentes direções. Agora eu tenho que aproximá-los novamente.

Se eu fosse forte o suficiente, o Criador teria me deixado sentir suas dores como a minha. No entanto, para facilitar o meu trabalho, ele me envia a sensação de “seus” problemas, de modo que vou trabalhar com eles. No entanto, se eu negligencio este trabalho, vou sentir que eu mesmo estou em apuros.

É por isso que eu ainda percebo o mundo todo “de fora”. Por isso é mais fácil para eu trabalhar com ele. De fato, se toda a miséria das pessoas que estão morrendo de fome, guerras e outros desastres tivessem se manifestado em mim, se eu tivesse concentrado todos os meus vasos vazios no pequeno nível do nosso mundo, eu não teria suportado tal pressão.

Para evitar que isso aconteça, estes vasos foram afastados de mim e dados a mim para que eu os sentisse como estranhos, para que, gradualmente, na medida em que ficasse mais forte, os aproximasse de mim. Depois, no decorrer desta abordagem, eu acho que eles não estão com problemas, que, pelo contrário, eles estão corrigidos e experimentam prazer. Baal HaSulam escreve sobre isso em seu artigo “Ocultação e Revelação do Criador”.

Não há outra maneira. Eu não sou capaz de absorver todos os males do mundo, apesar de estarmos falando dos meus vasos, desejos.

Nós simplesmente não entendemos que a misericórdia superior está realmente escondida na quebra dos vasos. No final, devido a ela, eu obtenho um vaso capaz de abranger toda a realidade, toda a Luz do Criador. No entanto, eu nunca sinto esse vaso vazio como ele é, pois é impossível manter essa sensação.

A pessoa mal consegue sequer ficar em nosso pequeno palco com seus problemas. Portanto, o que podemos dizer sobre toda a Malchut vazia do mundo do Infinito? Às vezes a pessoa recebe uma gota desse estado, a “iluminação de Malchut“, uma sensação horrível de um abismo escancarado…

No entanto, nós recebemos a quebra dos vasos para nos ajudar, e agora somos capazes de passar por uma série de estados, gradualmente remontando-os. E quando eu aproximo de mim qualquer parte externa no processo, este “fruto” amargo se torna doce e, como resultado, eu o coloco na minha “cesta” até que ela seja preenchida com todos os frutos da árvore do conhecimento.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 23/08/13, Escritos do Baal HaSulam

Mudando A Direção De “Mim Mesmo” Para “Fora De Mim Mesmo”

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como você pode amar a todos? Como a pessoa pode subjugar o que é dado a ela?

Resposta: Somente a Luz Superior corrige uma pessoa e nada mais. Nós não podemos nos corrigir e atingir certa conexão entre nós.

Por exemplo, eu sou uma pessoa comum sentada diante de você e tudo dentro de mim é dirigido para dentro. Você olha para mim, mas você não vê o meu verdadeiro rosto. Eu estou focado totalmente para dentro: como eu me ouço, como eu me vejo, como eu me sinto. Eu sinto essa realidade inteira, o mundo inteiro dentro de mim (nós estudamos isso na percepção da realidade).

Amor é quando eu estou num estado de me virar do avesso, mas somente sob a influência da Luz Superior. Eu não posso fazer isso sozinho.

Isso acontece quando eu sinto o que quer que esteja do lado de fora como mais importante do que o que está dentro de mim. Isso é chamado de revelação do mundo superior que é externo a mim. De repente, a pessoa descobre o que está realmente ao seu redor e vê que é totalmente diferente do que parecia ser. Agora, ela percebe tudo dentro dela, enquanto que mais tarde, ela vai ver o estado superior. Isto só é possível sob a influência da Luz.

Alterar o vetor de “mim mesmo” para “fora de mim mesmo” é chamado de educação integral. É para isso que ela existe.

De Kab TV “Segredos do Livro Eterno” 24/05/13

Conectando O Mundo Inteiro Ao Criador

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Serva que é Herdeira de Sua Senhora”: Assim, os mundos foram divididos em internalidade e externalidade, onde cada mundo contém iluminações adequadas para operar em lento desenvolvimento. E estas são chamadas de “a internalidade do mundo”.

O sistema em que nos encontramos é dividido em interioridade e exterioridade. Esta divisão se relaciona com as Luzes e os vasos, tanto na correlação direta como na correlação oposta entre eles, dependendo se nós falamos sobre vasos corrigidos ou corrompidos.

Assim, nós devemos entender o que isto significa para nós após a preparação no sistema espiritual e na criação do sistema corporal. Na verdade, este também é um sistema espiritual, mas nós o percebemos como o atual mundo fictício. Eu descubro que existo numa determinada realidade com pessoas e a natureza (inanimada, vegetal e animal) que me rodeia. É como se todo mundo vivesse por conta própria aqui, movendo-se de forma independente, operando e influenciando os outros. Depois que eu revelo tudo isso, eu devo atribuir a mim mesmo, juntamente com toda a imagem que é mostrada dentro de mim, a uma causa, a uma fonte, a um objetivo, a uma realidade simples, na qual não há outro além Dele, e que Ele é bom e benevolente. O ponto que é criado como “algo a partir do nada” permanece em mim, apenas para determinar que o resto é Ele.

Nós devemos conectar tudo o que está fora deste fora à percepção do superior, o Criador. Este é o nosso trabalho, e todo mundo que sente que tem um ponto no coração (“algo a partir do nada” e que se sente diferente do eminente) participa disto.

O trabalho é dividido em duas partes:

  1. Fortalecer o ponto no coração, conectando os pontos que podem ser conectados a ele em prol da meta espiritual. Estes são os membros do grupo, os meus amigos ao longo do caminho espiritual, que na verdade são partes de minha alma, do meu ponto no coração.
  2. Além disso, há outras partes que não estão diretamente conectadas a esta meta. Elas não sentem “algo a partir do nada”, mas sim, “algo a partir de algo”, e não fazem perguntas complicadas que surgem do ponto no coração, da forma oposta. Elas vivem suas vidas e não sentem qualquer deficiência, exceto essa. Eu também preciso conectá-las ao meu trabalho de acordo com o tipo e o tamanho dos desejos que são revelados dentro delas.

Por fim, eu conecto toda a realidade: todo o desejo de receber que está diante de mim -que está à minha disposição, dentro de mim, não importa como você coloca isto – ao atributo de doação e amor chamado Criador. Parece que eu corrijo o mundo, mas na verdade, eu realizo a minha correção privada. Isso ocorre porque não há nada no mundo, exceto um homem e um Criador. Uma pessoa é o ponto de “algo a partir do nada” que opera em prol de trazê-lo de volta ao “algo a partir do algo”, tudo o que parece separado dele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/08/13, Escritos do Baal HaSulam

Atrás Da Capa Do Destino Cego

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Exílio e Redenção”: Com estas palavras, eu só quero mostrar que a Torá e a lei natural do desenvolvimento andam de mãos dadas na unidade maravilhosa mesmo com o destino cego.

Embora pareça que a minha vida é gerida por um destino cego, ela é, na verdade, gerida pela lei natural da evolução. Parece que meu destino depende de muitos incidentes ocasionais, mas, na verdade, todos os eventos e acontecimentos na minha vida são pré-determinados pela criação.

Só uma coisa depende de mim e é assim que eu aceito esses eventos. Se eu me preparo corretamente, eu posso aceitar e senti-los de uma maneira oposta do que sinto hoje. Hoje eu tenho um “receptor” especial, um mecanismo com um sensor, que pode mudar totalmente a recepção, o sentimento, de menos cem por cento para mais cem por cento.

Mas toda a cadeia de eventos não muda e eu vou passar por todos eles. O Criador inicia esse processo e gerencia a criação, mas no caminho Ele lhe dá a oportunidade de aceitar Suas ações se você quiser. Se você não quiser, Ele vai fazer você querer.

É porque não há outro além Dele. Tudo já está predeterminado e, mesmo que Ele mude as “cartas” desta “história”, ou seja, se uma carta não corresponde e Ele a substituiu por outra carta, isso é apenas com relação ao meu sentimento, de modo que eu vou trabalhar melhor nele.

Na verdade, eu estou num processo eterno e só posso me perguntar sobre a minha percepção: “Há realmente alguma mudança? Se houver mudanças, elas estão dentro ou fora de mim?”.

Mas se é sobre minhas impressões, então eu certamente posso alterá-las. Se eu não mudar, elas vão se tornar tão desagradáveis que, por fim, eu vou tentar mudá-las e corrigir o meu “receptor”.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 04/08/13, Escritos do Baal HaSulam

Seus Próprios Olhos Verão O Criador

Dr. Michael LaitmanRabash: “Apressa-te Meu Amado”: Portanto, quando a pessoa ora pelo geral, com esta oração ela se ocupa da doação. E quanto mais ela ora, mais o vaso de doação é formado na mesma medida, de modo que a Luz de doação, chamada de “misericórdia”, possa ser revelada.

Nós não sabemos como isso acontece. Nós só temos pensamentos perturbadores sobre nós mesmos e não podemos pensar em outra coisa. Nós lemos e ouvimos que temos que pensar no grupo, no ambiente, nos amigos, mas não temos o poder de fazê-lo.

Às vezes nós conseguimos, mas geralmente não. Nós podemos lembrar alguns minutos que devemos pensar nos outros, mas depois, de repente, encontramos algum problema pessoal que nos perturba mais do que qualquer outra coisa e nos desvia do amor do amigos, do Criador, e do mundo vindouro.

Nós vemos que o que nós passamos agora neste mundo, a necessidade de resolver um determinado problema que surgiu, é a coisa mais importante para nós. Às vezes, nós não conseguimos nos livrar de tais pensamentos por meses e às vezes estamos ocupados com eles há anos e eles nos causam muita dor.

É assim que o Criador nos ensina e revela o nosso verdadeiro estado. Ele nos dá o padrão exato com o qual podemos avaliar o estado em que nos encontramos: Que pensamentos e desejos nós temos, de que matéria eles são feitos, isto é, o que é exatamente o desejo de receber. Assim, nós aprendemos sobre a nossa matéria e quão profundamente imersos nós estamos em pensamentos perturbadores sobre nós mesmos que surgem um após o outro e constantemente nos ocupam. Nós continuamos nos voltando para eles e não podemos fazer nada sobre isso.

Às vezes, eles nos ocupam cada vez mais e nós estamos totalmente imersos em nossa preocupação com nós mesmos. Às vezes, essa pressão diminui e nós entendemos que todos esses problemas foram dados a nós de propósito, a fim de nos ensinar a resistir a eles e não para dedicarmos toda a nossa vida a eles. Às vezes, nós sentimos que todos estes problemas devem nos empurrar para outros pensamentos: sobre o objetivo da vida e seu significado, em vez de ficarmos imersos em nossas pequenas preocupações sobre a nossa existência corpórea. Afinal, nenhum desastre verdadeiro acontece.

Ainda assim, nós não podemos nos livrar desses pensamentos egoístas. É assim que o Criador ensina a pessoa e é sobre isso que se diz “apressa-te, meu amado”. Nós não sentimos mais a importância do Criador, a grandeza da meta. Nós acordamos preocupados no meio da noite com os nossos eternos problemas pessoais e não conseguimos nos livrar deles. Eles simplesmente não nos dão descanso.

Nós pedimos ajuda ao grupo, aos amigos, e não sabemos o que mais podemos fazer. Graças ao fato de que estamos entre amigos e participamos de suas atividades, finalmente compreendemos, depois de todos esses esforços, que tudo o que acontece é um jogo de Cima, por que temos que aprender que jogam conosco de Cima. Nós vemos que o Criador nos treina e quer nos revelar a importância suprema do desenvolvimento espiritual por fazê-lo.

De repente nós começamos a sentir que os pensamentos sobre os amigos são mais importantes para nós do que todos os pensamentos preocupantes sobre nós mesmos. Na base desses pensamentos nós podemos examinar e medir o quão importante é a meta espiritual, ou seja, a doação aos outros, pensar nos amigos e se preocupar com toda a humanidade. Isso é comparado aos pensamentos perturbadores que temos a oportunidade de avaliar se pudermos nos manter acima deles, na mesma medida, e nos preocupar com o bem dos outros e do Criador.

Nós entendemos que esse processo é essencial para que possamos, finalmente, compreender a importância de nosso progresso espiritual, da meta espiritual. Afinal de contas, a espiritualidade não tem forma, imagem; nós formamos o mundo espiritual por nós mesmos, como uma embalagem que é feita da intenção para doar acima da nossa vida corpórea. É como se nós mudássemos o mundo num mundo oposto e, assim, construíssemos o mundo espiritual.

É como se o mundo espiritual não existisse antes de nós o construirmos no que diz respeito à pessoa que o alcança. Acontece que é realmente acima dos pensamentos egoístas preocupantes sobre nós mesmos e lutando com os problemas que nós temos a chance de construir a forma espiritual que se realiza em nós. É por isso que se diz que “seus próprios olhos vão ver e não os olhos de um estrangeiro”. Só então aqueles que podem enfrentar todos os obstáculos e superá-los – e por eles aprender a construir a cobertura de doação acima de toda a nossa realidade corporal – irão transformar isso em nossa espiritualidade para ver o Criador.

Então, nós vemos que a vida não tem sentido por si só. Este mundo é apenas uma ilusão que foi criada de propósito para que fôssemos capazes de construir o verdadeiro e eterno mundo espiritual acima dela.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 17/07/13

Um Homem De Sentimentos E Um Homem De Fé

Dr. Michael LaitmanTodo o nosso trabalho é a concentração interior, porque a realidade externa não muda, não importa o quanto nós esperemos por isso. A realidade é definida apenas por sua percepção dentro de nós e depende inteiramente das propriedades de uma pessoa. A pessoa muda, e por meio dessa realidade, que antes ela sentia em seus cinco órgãos sensoriais, ela vê outras conexões em nosso mundo, uma nova realidade, a presença da força superior. Gradualmente, essa força se torna enorme, controlando tudo e apoiando toda a realidade.

Mas agora nós não vemos nem notamos isso. Esta é a única coisa que muda na medida em que esta realidade terrena desaparece completamente com a morte do corpo e só a realidade espiritual permanece. Tudo depende de como nós mudamos de uma pessoa “que sente” para uma pessoa “que crê” (“de fé”).

A diferença entre os dois tipos é determinada pelos instrumentos com os quais trabalhamos. Se nós percebemos a realidade com o desejo de desfrutar, isso é chamado de uma pessoa “que sente”, e se percebemos no desejo de doar, então isso é chamado de uma pessoa “de fé”. Mas ambos os tipos implicam sensações. A fé também é uma sensação única na Luz Refletida, no desejo destinado à doação, em vez de recepção.

A sensação de distanciamento do Criador demonstra que a pessoa recebeu instrumentos mais sensíveis (Kli) para medir a sua atitude para com o Criador. Apenas alguns dias atrás, na Convenção, nós nos sentimos mais conectados uns aos outros, de tal forma que uma pessoa desaparecia dentro do sentimento de nossa comunidade. A força geral e a inspiração a mantinham, permitindo-lhe parar de sentir a si mesma.

Mas isso pode acontecer com qualquer entusiasmo quando muitas pessoas, unidas por uma ideia, opinião, pensamento, propósito e razão, se reúnem e, assim, sentem sua unidade. Como o nosso estado difere dos outros? É para torná-lo diferente dos estados que estamos agora que nós recebemos a sensação de descida, de distanciamento do estado de Luz. Nós sentimos que perdemos algo neste estado para que ele pudesse permanecer.

Nós mesmos não somos capazes de mantê-lo; isso exige a presença de uma nova força, uma nova realidade, que está acima de nós. Este sentido de afastamento significa a expansão dos nossos desejos, as ferramentas de percepção, para uma nova profundidade e largura, um aumento da sua sensibilidade interior, bem como a obtenção de uma força externa mais poderosa.

Assim, nós vemos que não podemos lidar com isso. Nós estamos aparentemente imersos num vasto mar de sensações deixadas pela Convenção, que está gradualmente arrefecendo e, em breve, irá congelar completamente. Nós não podemos parar isso. A tendência é clara, mas não está claro como resistir a isso.

Primeiro de tudo, você precisa entender que essa tendência é natural e você deve tentar se proteger dela, para parar, para lutar com esse resfriamento, tanto quanto possível, mas apenas para aguçar a sua sensação deste distanciamento, tentando reter a sensação de calor anterior, tanto quanto possível!

Apesar de todos os nossos esforços, nós podemos ver que não somos capazes disso. Nós iremos verificar o nosso estado, comparando como ele está mudando dia após dia, e vamos entender que a nossa inspiração está gradualmente desaparecendo. Às vezes, os pensamentos de unidade vêm, mas desaparecem imediatamente. E o estado atual está ainda mais distante do que estava ontem.

Porém, sentindo a nossa separação do grande Rei, a pessoa precisa entender que não significa a verdadeira alienação, mas simplesmente o Criador aumentando o seu grau de sensibilidade ao estado, aumentando o seu desejo quantitativa e qualitativamente. Então a pessoa sente que lhe falta algo no mesmo estado.

Na verdade, nós ainda estamos no mesmo estado, porque nada desaparece na espiritualidade. Porém, em cada estado sucessivo, nos falta a nossa unidade e a presença do Criador em maior medida.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 19/07/13

Mudando A Nós Mesmos, Nós Estamos Mudando O Mundo

Dr. Michael LaitmanO nosso papel é entender que há uma e apenas uma natureza global, e nós somos os únicos que precisamos conectá-la através da integração mútua, através de nossas intenções. Portanto, o conceito de “Não há outro além dele” é derivado da unidade da natureza; não há nada além do sistema que inclui tudo dentro dele.

E ele nos parece como separado porque também estamos separados e, portanto, não vemos o mundo como ele é, mas o vemos de acordo com a condição em que cada pessoa o sente apenas individualmente dentro de si. A razão pela qual o mundo nos parece como separado, distante, pode ser encontrada na falta de conexões mútuas; isso é descoberto cada vez mais a cada dia que passa, devido ao fato de que nosso ego está crescendo constantemente. Além disso, sua aceleração está crescendo exponencialmente. Nós vemos como todos os anos, a cada mês, a cada semana, e mesmo todos os dias, como tudo no mundo está mudando muito rapidamente. E essa mudança está acontecendo especificamente porque as mesmas mudanças estão acontecendo em nós. O mundo é sentido apenas individualmente. Portanto, o método pelo qual o mundo é sentido corretamente deriva disso. Se mudarmos nossas características, vamos mudar a forma como o mundo é sentido.

Atualmente, já foi feito muito trabalho sobre este assunto por filósofos, psicólogos e físicos. Os cientistas estão começando a se aproximar da consciência de que o mundo depende de nossos sentimentos subjetivos, embora eles sejam todos iguais. Enquanto todo mundo sente o mundo de forma diferente, todos eles o sentem da mesma maneira através de nossas características egoístas. Se nós as corrigíssemos de modo que as características se tornassem opostas, certamente iríamos sentir o mundo de forma diferente: como ligado de forma integral e mútua. Daqui deriva uma das premissas do nosso método: “Não pense em como corrigir o mundo…”. Com estas palavras, queremos dizer a humanidade. Nós não corrigimos o mundo, mas sim a nós mesmos. Portanto, nós começamos a sentir não só o mundo, mas também a nós mesmos dentro dele, completamente diferente. Em última análise, o nosso movimento a partir do estado atual, chamado de “nosso mundo”, para o estado futuro, chamado “mundo do infinito”, é em sua totalidade uma correção interna de como sentimos o mundo, e não mais do que isso.

Da Convenção em São Petersburgo “Dia Um” 12/07/13, Lição 1

Inversão Que Muda A Percepção Do Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos avançar espiritualmente se constantemente temos a pressão material e a pressão de uma sociedade de consumo?

Resposta: Quem te dá isso? É a força superior, a força unificada da natureza que controla tudo e preenche todas as voltas e reviravoltas em nosso destino comum.

Há momentos em que você esquece isso e tenta culpar alguém, em vez do Criador. A sociedade não deve ser culpada. Ele sozinho deve ser culpado. No entanto, como podemos culpá-Lo? Como pode a força superior que está num estado de amor e doação absoluta ser ruim? O fato é que você percebe isso desta forma porque a sua intenção egoísta inverte isso. Então, você percebe todo o mundo circundante como ruim.

Na verdade, o mundo inteiro que nos rodeia é bondade e amor infinito. Mude a sua intenção e não haverá problemas.

Por outro lado, nós devemos agradecer os problemas que temos, porque eles mostram exatamente o que precisamos mudar.

Da Convenção em São Petersburgo 11/07/13, “Lição Preparatória”

A Concentração Da Intenção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o dia mais importante da Convenção ? Em que momento devem os nossos esforços ser maximizados?

Resposta: A coisa mais importante para mim, para você, e para você e eu é encontrar uma corrente comum entre nós, para que ela se torne um contato entre todos, de modo que este desejo comum flutue e comece a recolher uma maior concentração de desejos, pensamentos e intenções, de modo que tudo isso começa a viver entre nós, e não em cada um de nós, mas entre nós. E todo mundo vai começar a valorizar e se preocupar com isso, porque vamos começar a sentir a nossa verdadeira existência neste “novelo”.

Depende de como vocês se reúnem, lutam pela unidade, valorizam-na e têm medo de perdê-la de seus sentidos. Em seguida, ela vai nos acompanhar o tempo todo; nós vamos carregá-la o tempo todo.

É por isso que eu não posso dizer quando isso vai começar. Eu já tenho esse sentimento e estou tentando passá-lo a vocês. Criem, apreciem, mantenham tudo isso e incluam todos os amigos nele.

Da Convenção em São Petersburgo 11/07/13, “Lição Preparatória”

Nada Novo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “600.000 Almas”: Diz-se que há 600.000 almas, e cada alma se divide em várias centelhas. Nós devemos entender como é possível para o espiritual se dividir, pois, inicialmente, apenas uma alma foi criada, a alma de Adam HaRishon.

Na minha opinião, há de fato uma só alma no mundo, como está escrito (Gênesis, 2:07), “e soprou em suas narinas o fôlego da vida”. A mesma alma existe em todos os filhos de Israel, completa em todos e cada um, como em Adam HaRishon, já que o espiritual é indivisível e não pode ser cortado – que é sim uma característica das coisas corpóreas.

No entanto, dizer que há 600 mil almas e centelhas de almas parece como se ela fosse dividida pela força do corpo de cada pessoa. Em outras palavras, primeiro o corpo se divide e completamente nega o brilho da alma, e pela força da Torá e da Mitzva, o corpo é purificado, e na medida de sua purificação, a alma comum brilha sobre ele.

Existe apenas um desejo na realidade. A Luz criou um desejo e age nele. Ela o restringe, coloca Masachim (telas) sobre ele, e cria Partzufim e mundos dele. Contudo, o desejo é o mesmo desejo. A palavra “mundos” (‘Olamot’) deriva da palavra “ocultação” em hebraico, e refere-se à ocultação da Luz em nossa percepção e sentimentos. É como olhar o mundo sem óculos e ver um mundo embaçado. Os mundos espirituais são imagens cada vez mais precisas e claras que são reveladas por “óculos espirituais” que mudam a cada vez que eu me corrijo, até alcançar o mundo de Ein Sof (Infinito), o que significa toda a correção.

Portanto, trata-se de uma percepção individual e não de uma realidade externa que realmente existe. A imagem do mundo depende da pessoa que a alcança.

Em geral, há uma só alma, mas cada um a percebe de acordo com o seu nível de preparação. Nós estamos sempre no mesmo lugar, no mesmo sistema, mas cada um está emocional e mentalmente conectado a ela de uma forma diferente, de acordo com a sua realização e compreensão. É como um bebê recém-nascido que dificilmente percebe algo. Só depois de um par de meses que ele começa a perceber alguns detalhes de toda a imagem. É como se ele também estivesse num estado de ocultação em alguma parte e num estado de revelação em outra parte, e, no início, a ocultação é muito maior do que a revelação.

Aos poucos, a pessoa percebe mais claramente onde está de acordo com o seu avanço e desenvolvimento. Nós não estamos falando sobre algo novo, mas sobre a revelação que faz parte da nossa percepção. Portanto, todo o nosso desenvolvimento é para despertar, construir e preparar um vaso desse tipo de percepção que será sensível à revelação da eterna e imutável realidade.

Nosso pressuposto básico é que só existe uma alma no mundo, um desejo de Malchut de Ein Sof, e nós alcançamos este estado até certo ponto, como se olhássemos para ele através de diferentes tipos de óculos que determinam o nível de nossa proximidade com ele.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/07/13, “Ama o Próximo Como a Ti Mesmo”