Textos na Categoria 'Israel'

A Luz Da Alma Rompendo A Cerca Do Ego

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “600.000 Almas”: Diz-se que há 600 mil almas, e cada alma se divide em várias centelhas. Devemos entender como é possível que o espiritual se divida, já que, inicialmente, apenas uma alma foi criada, a alma de Adam ha Rishon.

Em minha opinião, há de fato apenas uma alma no mundo, como está escrito (Gênesis, 2:07), “e soprou em suas narinas o fôlego da vida”. A mesma alma existe em todos os filhos de Israel, completa em todos eles, como em Adão ha Rishon, já que o espiritual é indivisível e não pode ser cortado – que é sim uma característica das coisas corpóreas.

No entanto, dizer que há 600 mil almas e centelhas de almas, parece que ela é dividida pela força do egoísmo de cada pessoa

No início nós sentimos que existimos fora da alma comum porque nosso ego nos afasta dela. Em última análise, todos atingem completamente a alma única comum, o vaso espiritual, o desejo corrigido da criatura que está em adesão com o Criador no mundo do Infinito.

O Criador criou apenas esta única alma de Adam ha Rishon. Mas, por causa da força da quebra, que entrou em nós, cada um de nós sente somente a si mesmo. No entanto, em virtude de ações chamadas “a Torá e os mandamentos”, a pessoa tem a oportunidade de atrair sobre si a Luz da alma comum, se ela quiser se aproximar dela.

A alma é uma coleção de todas as almas fundidas num todo. Quanto mais a pessoa aspira a ela por meio do grupo, dos amigos e do estudo, maior é a iluminação que ela evoca de lá. Esta iluminação a ajuda a remover a divisão que a separa de sua alma e a revelá-la.

Assim, todos descobrem que estão dentro dessa alma. Mas todas as partes nela, como agora nos parecem que estão divididas ao imaginarmos pessoas diferentes, diferem uma da outra e derivam de raízes diferentes. Algumas se relacionam com as 600.000 almas e outras com as centelhas. Mas isso determina apenas as diferenças no caminho: quem vem primeiro, quem está no final e quem está no meio do processo de correção; quem pertence aos graus de HBT-HGT-NHY, “pais”, “filhos”, ou o mundo inteiro. E, finalmente, todos descobrem a alma comum em toda a sua plenitude, sem qualquer diferença entre nós.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/08/12, “600.000 Almas”

Chorando Por Todos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu tenho certeza de que nesta Convenção vamos conseguir algo muito alto, poderoso. Mas, com essa confiança, eu sinto um alarme, um medo animal adicional pelo mundo, um medo de que os outros não peçam.

Resposta: Você tem que pedir por eles.

Israel está agora num estado que antecede a guerra. As bombas atômicas, milhares de mísseis, e tudo mais, estão prontos em ambos os lados. Para cada cidadão do nosso país, nós talvez tenhamos alguns mísseis de todos os lados. Nós entendemos isso; caso contrário, o nosso povo não vai mexer, e o Criador tem que agir dessa maneira, a fim de levar a nação a sua oração habitual, ao estado correto.

Mas como podemos chegar a isso? É por isso que nós, como grupo, sentimos que não somos responsáveis por mudar as ações do Criador – é um assunto que Ele decide – mas por dirigir todos nos à meta de forma máxima e, assim, de alguma forma, tentar conquistar todos os outros.

Essa é a solução para todos os problemas. Estes problemas não são resolvidos fisicamente. Nós vemos que quanto mais as pessoas se envolvem na resolução de problemas físicos, mais elas multiplicam outros problemas. Então, às vezes, basta que a pessoa peça pelo mundo. E o fato de você chorar é bom, você chora por todos nós.

Da Convenção na Carcóvia “Unir para Ascender” 17/08/12 , Workshop 3

Neutralizar A Ameaça

Dr. Michael LaitmanNós vemos em nossa história que foi apenas graças à nossa queda do nível do “amai ao próximo como a ti mesmo” para o nível do amor-próprio, a transição para o ódio infundado, a causa do colapso da nação de Israel e seu exílio. Entretanto, é exatamente agora que temos a oportunidade de dar um passo na direção oposta: da separação, da ruptura entre nós, atingir a conexão. Então, vamos restaurar e devolver a completa nação de Israel, o perfeito estado de Israel, e, finalmente, atingir o estado onde nenhum inimigo se levantará contra nós, não porque ele nos torna mais fortes, na medida em que nos prepara psicologicamente para a guerra, mas nós simplesmente seremos capazes de rejeitá-lo, neutralizá-lo, e anular essa possibilidade graças à nossa unidade.

Há uma força em nossas mãos que é incomum em sua intensidade, e nós temos que tentar usá-la. Nós só precisamos começar, e então, depois de várias atividades curtas destinadas à conexão, as tentativas de se tornar um homem com um coração, com um único objetivo, de se sentir como um e querer avançar em direção à unidade, depois de alguns dias, nós já vamos sentir um pouco da força incomum despertar em nós.

É como quando todos os órgãos do corpo de uma pessoa começam a trabalhar em harmonia com o outro, e mesmo que cada um atue em sua própria direção, todos funcionam juntos em prol de um objetivo comum em um sistema, e depois o corpo se torna mais saudável para que nada prejudicial o ameace. Nós também somos assim: quando atingimos o equilíbrio em nossos sistemas através da conexão, nós criamos uma sociedade onde ninguém pode causar qualquer dano a ela de fora, e depois, mais tarde, também podemos resolver todos os problemas internos, se restar algum. A partir do momento que abordarmos cada problema do ponto de vista da conexão e união, facilmente seremos capazes de organizar nossas vidas em todos os níveis.

Da “Conversa sobre a Nova Vida” 12/08/12

O Destino De Uma Nação É Determinado Na Mesa Redonda

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você diz que é possível ver um resultado rápido através de ações simples, e realmente sentir uma força nova e poderosa, evocada entre nós dentro de alguns dias, que vai se tornar nossa arma e defesa mais forte. Que ações são necessárias para atingir isso?

Resposta: Eu recomendo que comecemos a realizar o que chamamos de workshops (oficinas, seminários), discussões em círculos ou mesas redondas. Lá, vamos discutir as questões mais importantes que determinam o nosso destino.

Vamos tentar subir acima de todos os egos individuais em tais discussões nas mesas redondas, a fim de encontrar respostas que se originem do amor, da conexão e garantia mútua. Primeiro, temos que descobrir o que é o amor, o que significa a conexão e a  incorporação nos desejos dos outros, o que é a garantia mútua e o ponto comum, de modo que a partir disso, eu possa resolver todos os problemas.

Nós devemos esclarecer como podemos nos conectar mais fortemente e, assim, resolver os problemas econômicos, na educação, cultura, drogas, roubo, e, na verdade, todos os problemas que estamos enfrentando na sociedade. Não importa o que falamos. O que importa é que cada deficiência revelada é apenas uma causa que nos ajuda a esclarecer melhor o conceito de garantia mútua.

Então, vamos ver que todos os problemas, incluindo a ameaça de ataque por parte do Irã [em Israel], vêm apenas para que possamos reforçar a garantia mútua entre nós. É como se olhássemos tudo de outra perspectiva. Nós não desejamos a garantia mútua para nos livrar de todos os nossos problemas internos e externos; ao contrário, todos os nossos problemas internos e externos são revelados pela natureza para nos levar à garantia mútua, à conclusão de nossa missão, e para unir o povo de Israel na terra de Israel.

A fim de iniciar o processo de conexão e unidade, todos nós temos que sentar na mesa redonda. Pode ser uma família ou uma única pessoa sentada em casa na frente da tela da TV assistindo a um debate que ocorre na mesa redonda. O objetivo da discussão é esclarecer a questão: o que a conexão, a garantia mútua e o amor significam para nós, e qual estado devemos alcançar?

Nós devemos falar menos sobre os problemas; caso contrário, nós simplesmente nos afogamos neles. Em vez disso, devemos superá-los e falar de forma mais positiva sobre conexão, amor e cooperação mútua, sobre o que constrói e não sobre o que destrói. Portanto, nós deveríamos falar tanto quanto possível sobre os fatores positivos e o mínimo possível sobre os negativos.

Eu sugiro que tenhamos tais debates em todos os lugares: em casa e no trabalho. Hoje, todo mundo está falando sobre a ameaça atual, mas “a pessoa está onde seus pensamentos estão”. Eu não quero mergulhar na ameaça; eu quero subir acima dela, usar as forças positivas que nos elevam acima do perigo, e anulá-lo. Elas agem de tal forma que todas as ameaças à nossa segurança e à segurança de nossa sociedade simplesmente desaparecem.

Não é um tipo de psicoterapia e sedativo para as pessoas. Desta forma, as pessoas vão evocar uma nova força que está acima de nossas vidas. Esta é a força de conexão, que atua contra o ego, contra a natureza humana comum.

Nós podemos esclarecer e encontrar essa força que nasce da nossa unidade e conexão, e que não existe apenas na natureza. É por isso que houve uma condição na reunião antes do Monte Sinai. Como está escrito: “Se vocês aceitarem a lei, ótimo. Se não, este vai ser o seu local de sepultamento”.

Da “Conversa sobre a Nova Vida”, 12/08/ 12

Uma Nação Que Não Existe

Dr. Michael LaitmanVamos falar sobre o povo judeu na primeira pessoa.

Nós temos que subir à base comum que nos conecta; nós não conseguimos manter o respeito mútuo entre nós como outras nações e precisamos da força de conexão, ou seja, da Luz superior. O povo de Israel não pode existir sem o Criador, que é revelado no meio dele. No passado, quando a força superior desapareceu, nós fomos destruídos e espalhados por todo o mundo e deixamos de ser uma nação, uma vez que uma “nação” é um vaso coletivo.

Como para as nações em geral, o período de evolução “embaralhou todas as cartas”. Não há mais uma divisão exata, não existem raízes claras. Assim, qualquer pessoa que queira juntar-se e participar no cumprimento do princípio do “Ama ao amigo como a si mesmo” pertence à categoria de “Israel”, ou seja, que ela anseia pelo Criador (Yashar-El, direto ao Criador). Todos os outros pertencem à humanidade em geral.

Hoje, depois desta mistura geral, quando o mundo se tornou uma “salada”, apenas a Luz superior se diferencia entre nós. Como um ímã, ela atrai para o alto os indivíduos que pertencem a Galgata ve Eynaim das massas. Os outros permanecem abaixo, em AHP. É a Luz que revela os vasos e nós temos que trabalhar nestas partes.

Portanto, a fim de corrigir entre nós a conexão que é típica de uma nação, temos que estar numa altura espiritual. Caso contrário, sem a Luz, esta conexão será simplesmente impossível. Não é por acaso que o Baal HaSulam fala sobre a educação especial que precisamos no jornal HaUma (A Nação) . Outras nações não precisam de tal coisa.

Assim, nós temos que nos conectar num grupo que trabalhe para se tornar um todo, “como um homem num só coração”. Esta é a condição para a existência do povo de Israel. Nós não podemos manter esta conexão no nível corporal, com base em nossa história comum e geografia. Pelo contrário, há muito tempo a história e a geografia já não nos conectam. A única coisa que pode nos unir e levar ao amor mútuo e à conexão é a Luz que Reforma. Não é simplesmente uma conexão qualquer, mas uma conexão espiritual.

Nós simplesmente não somos criados pela conexão corporal, uma vez que não pertencemos ao AHP mas à Galgalta ve Eynaim. Não podemos ser como as outras nações; não temos as forças necessárias para isso, não temos o atributo interno correspondente. Não podemos tomar o exemplo delas. A única opção é nos corrigirmos.

Isso é porque nós vivemos por leis opostas: quando a quebra é entre nós, caímos em ódio infundado, em vez do amor fraterno. Não há tal coisa como entre as nações do mundo. Nós, no entanto, sentimos repulsão um pelo outro. Se não fosse o ódio que sentimos de nossos vizinhos e de todo o mundo, nos manteríamos tão distantes quanto possível um do outro. Não nos casaríamos e não desejaríamos nenhum colega. A força da quebra agiria entre nós

Só o ódio geral em relação a nós nos une como nozes num saco, como um rebanho que ainda tem esperança de ser salvo. Caso contrário, nós estaríamos prontos para dissolver e nos reunir num lugar distante, onde pudéssemos viver uma vida boa e confortável.

Portanto, não podemos nos comparar às outras nações. Afinal, elas não estavam num nível espiritual, pois não foram destruídas dois mil anos atrás e não caíram ao nível corporal. É uma falsa esperança de que nos uniremos como todos os outros e nos tornaremos uma nação. O que chamamos de “Estado de Israel” só existe temporariamente, a fim de nos permitir chegar à verdadeira conexão. Caso contrário, não há nenhuma razão para sua existência.

Tudo o que aparentemente nos conecta hoje vem de fora e facilmente desmoronará. Dê às pessoas uma chance e elas vão facilmente se estabelecer em outro lugar. Elas podem ter alguns sentimentos, mas não há nenhuma conexão. Isto porque nós não corrigimos a quebra, por isso não há nenhuma maneira de nos conectarmos. Nós precisamos de uma educação especial, mas em vez disso, estamos descendo cada vez mais…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/08/12, Escritos do Baal HaSulam

De Onde Vêm Os Judeus?

Pesquisa (do ScienceDaily): “Usando sofisticada análise genômica, cientistas têm sondado a ascendência de várias populações de judeus e não judeus e definido melhor o parentesco do povo judeu contemporâneo. A pesquisa pode lançar luz sobre a questão, levantada pela primeira vez mais de um século atrás, se os judeus são uma raça, um grupo religioso ou qualquer outra coisa.

“As tradições genéticas, culturais e religiosas do povo judeu contemporâneo se originaram no Oriente Médio há mais de três mil anos. Desde aquela época, as comunidades judaicas migraram do Oriente para a Europa, norte da África e para todo o mundo. A migração de judeus para novas localidades é conhecida como diáspora. Este estudo mostra que, embora o povo judeu tenha experimentado a mistura genética com populações do entorno, eles mantiveram uma coerência genética juntamente com a religiosa. …

“‘ Nós temos mostrado que a natureza judia pode ser identificada através da análise genética. Portanto, a noção de um povo judeu é plausível. Embora os genomas dos grupos da diáspora judaica tenham características distintas que são representativas da história genética de cada grupo”, diz o Dr. Ostrer.

“Dr. Ostrer observou, ‘O estudo apoia a ideia de um povo judeu ligado por um histórico genético compartilhado. Mas a miscigenação com povos europeus explica por que tantos europeus e judeus sírios têm olhos azuis e cabelo loiro'”.

O “Povo Escolhido” Têm Uma Responsabilidade Perante O Mundo. Quem Está Disposto?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Da minha experiência durante as viagens ao exterior, posso dizer que em relação ao conceito de “povo escolhido”, os outros invejam os judeus e perguntam: “Por que eles, e não nós?”.

Resposta: Quais as vantagens que as pessoas veem em ser o “povo escolhido”? Mais dinheiro? Os judeus são recompensados com um tratamento especial, além do antissemitismo e ódio geral? Alguém gostaria de tomar o seu lugar? Se você olhar do ponto de vista do senso comum, então é melhor não ser judeu.

Só se eu aceito a minha responsabilidade, se sinto que posso realizar uma tarefa especial no mundo, então faz sentido ser um judeu. Caso contrário, qual o motivo?

Deste modo, existe a assimilação, uma incapacidade em aceitar o judaísmo da pessoa, e semelhantes. Se várias organizações judaicas em todo o mundo começassem a falar de forma afetuosa sobre o papel do povo de Israel, levando-os à unidade através do amor, não haveria assimilação em sua escala atual. A pessoa sentiria que uma parte especial que precisa ser percebida é inata nela, que ela é única na história, em toda a realidade, no universo.

Pergunta: Não há o pretexto do orgulho?

Resposta: Há um lugar para a responsabilidade e preocupação pelos outros, mas não para orgulho. Estando profundamente familiarizado com a metodologia, pessoalmente, eu não sinto nenhuma arrogância; eu estou apenas preocupado com a realização de nossa missão.

Diz-se: “O Criador escolheu você”, mas Ele escolheu você para fins de correção. Você tem que trabalhar, você deve cuidar de todo o mundo. E depois de concluir sua tarefa, e todas as pessoas unidas no amor se tornarem uma única entidade, não haverá diferença entre nós. As pessoas vão se unir integralmente numa “esfera” comum que não tem direita ou esquerda, nem superior ou inferior, nem grande ou pequeno. Todo mundo se unirá, semelhante à força superior.

Da “Discussão na Convenção” 05/06/12

Folheto Do Movimento Arvut: “Mudança De Prioridades”

O Movimento Arvut (Garantia Mútua): “Mudança de Prioridades” (trecho do folheto):

Sobre Nós: A nossa organização representa praticamente todos os setores da sociedade israelense: os israelenses nativos e imigrantes, os seculares e religiosos, professores e estudantes, empresários e trabalhadores, especialistas em tecnologia e ciências humanas.

O que temos em comum? Não importa como possa parecer, o que partilhamos é a nossa preocupação com o que está acontecendo no mundo. O fato é que o mundo (e o nosso país não é exceção) está passando por uma transformação histórica sobre a qual a sociedade, na maioria das vezes, desconhece.

Os cientistas políticos, historiadores e filósofos afirmam que estamos testemunhando o nascimento de uma nova civilização. Inesperadamente, nos encontramos numa realidade totalmente nova. A sua singularidade reside no fato dela ser imprevisível e, principalmente, da velha lógica tradicional não funcionar mais. Parece que estamos extremamente despreparados para o estado radicalmente novo do mundo: um mundo global integral.

Paul Gilding, autor de A Grande Ruptura, descreve a nova realidade com muita precisão: “Eu olho para o mundo como um sistema integrado, de modo que não vejo os protestos, a crise da dívida, da desigualdade e do clima insano como problemas não relacionados; sim, eu vejo todo o sistema passando pelas turbulências do colapso”.

Os Antepassados Como Os Arquitetos Da Correção

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Arvut (Garantia Mútua)”: Portanto, o Criador não encontrou uma nação ou língua qualificada a receber a Torá, exceto os filhos de Abraão, Isaque e Jacó, cujo mérito ancestral refletiu sobre eles.

Os antepassados (ou Patriarcas) representam as três linhas que o desejo de receber adquire e que lhe permitam corrigir a si mesmo, atingir a meta, e tornar-se semelhante à Luz. Nós temos que usar constantemente o mesmo método que as três linhas, os três atributos de Abraão, Isaque e Jacó, fundaram no início.

Como nossos sábios disseram: “Os Patriarcas observaram toda a Torá, mesmo antes dela ser dada”.

As três linhas estão na fase KHB, no “primeiro terço da correção”, mesmo quando não há necessidade delas. Na verdade, elas são realizadas na fase HGT e ainda mais em NHY, ou seja, nos outros dois terços. Hoje, é hora da fase final da correção (NHY), quando o desejo de receber externo é satisfeito.

No conjunto, os antepassados simbolizam o período que precedeu os nossos dias. Agora, é a vez dos filhos, que somos nós. Nós temos que corrigir as três linhas por nós mesmos. Todo o resto do mundo é NHY, que será corrigido através do nosso trabalho sobre eles.

De acordo com a sabedoria da Cabalá, essas fases são definidas como dois mil anos para cada fase, mas no geral, não devemos contar anos, mas sim graus. NHY não pode se corrigir. No entanto, quando os filhos (HGT) estão conectados aos antepassados (HBD), eles também podem corrigir as nações do mundo.

Isto significa que, devido à exaltação de suas almas, eles tiveram a capacidade de atingir todos os caminhos do Criador em relação à espiritualidade da Torá, que decorre da sua Dvekut (adesão), sem antes precisar da escada da parte prática da Torá, a qual eles não tinham nenhuma possibilidade de observar.

O nível dos antepassados inclui todas as três partes: HBD, HGT e NHY. Os antepassados também passaram pelos mesmos processos que ocorrem nos níveis seguintes. Portanto, nós podemos descobrir todo o processo até o fim da correção, todo o método, pelas dez Sefirot de HBD.

Os antepassados ainda não podem realizar isso na prática, mas podem planejar e organizar potencialmente o futuro sistema. Graças a sua altura espiritual, eles conseguiram preparar o terreno para o trabalho dos filhos, embora não na prática, mas em potencial, e isso já inclui todas as deficiências e os vasos que são posteriormente utilizados no método que eles descobriram.
No conjunto, os antepassados representam o sistema superior que é satisfeito dessa forma no pequeno desejo, no alvorecer de sua correção.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/06/12, “A Arvut (Garantia Mútua )”

Uma Ponte Sobre O Conflito Eterno


Da Lição dedicada ao Dia da Independência de Israel

Em um dia como hoje, nós normalmente não falamos sobre as deficiências, ou seja, os desejos não realizados, mas sempre medimos tudo em relação aos vasos.

Primeiro temos que entender que o termo “Israel” simboliza a intenção de “Yashar – El” (direto para o Criador). Nós vamos realmente comemorar o verdadeiro dia da independência de Israel quando formos libertados do domínio do nosso ego, quando nos reunirmos acima do amor próprio, quando mantivermos esta conexão, pelo menos, em um nível mínimo, e quando ela prevalecer sobre o desejo separado que se enfurece dentro de nós como a inclinação para o mal. Então, o poder da união irá governar sobre o poder da separação. Este é o êxodo do exílio para a independência.

Será que nós somos livres no nível corporal? O nosso grupo é livre no mundo espiritual? Isto é o que devemos perguntar a nós mesmos e medir. Afinal, tudo é relativo, e à medida que subirmos os níveis espirituais, vamos descobrir o tamanho poderoso da separação repetidamente, de acordo com novas Reshimot (reminiscências). Então, vamos adquirir o poder da união com a ajuda da Luz que Reforma.

Este é o caminho: a união e a separação alternadamente substituindo uma à outra. Então, onde está a nossa independência? Ela se reduz a nossa supervisão do processo. Mesmo quando caímos e parecemos perder a nossa independência sob o governo de maus desejos, nós ainda sabemos como a subir. Portanto, somos chamados de independentes.

Hoje ainda somos dominados pelas nossas necessidades e desejos egoístas. Neste mundo nós ainda não estamos unidos como uma nação, ainda rejeitamos um ao outro e não queremos o amor fraternal, ainda não aceitamos isso como nosso objetivo, mas vemos como uma opção: é desejável, é possível, mas “não há pressa”. E nós sentimos dor, pois este fogo não está ardendo dentro de nós.

Nós estamos num estado de exílio e não num estado de liberdade e independência. Afinal, a independência significa que pelo menos nós fazemos os esforços para atingi-la. Nós recebemos todos os meios necessários de Cima, a fim de determinar a nossa independência, subindo acima do nosso ego em união geral. Nós não a atingimos ainda de modo a transmiti-la imediatamente para o povo e para o mundo.

Todos os nossos amigos ao redor do mundo precisam sentir isso, tanto na corporalidade quanto na espiritualidade, e nós temos que cumprir nossa missão e alcançar a independência do desejo de doar sobre o desejo de receber. Isso é chamado de “fé acima da razão”. Isto é o que estamos enfrentando.

A singularidade do nosso tempo está no fato de que tudo está pronto para correção. O mundo está se aproximando disso e nós entendemos isso melhor e temos o que é necessário. Ninguém está se contrapondo em nosso caminho, nem fisicamente, nem moralmente, e nem mentalmente. Nós não temos inimigos ferozes que nos impedem de realizar a nossa missão.

Então, o problema está só em nós. Temos que realmente sentir que estamos sob o domínio do Faraó que reina dentro de nós, uma força estranha, e só ela não nos permite guerrear pela independência.

Pergunta: Há uma crescente necessidade de mudança. Todo mundo já entende o motivo de todos os nossos problemas, nós entendemos que tudo se resume ao ambiente, a separação e a falta de confiança mútua. Como as pessoas podem alcançar uma perspectiva comum?

Resposta: “O amor vai cobrir todos os pecados”. Este é todo o segredo. Nós não corrigimos nada diretamente, mas simplesmente construímos nossa união acima de todos os problemas e divergências.

Permanecendo num labirinto de opostos, nós não vamos conseguir nada. Se você começar a purificar este pântano, o Egito vai simplesmente “engolir” você, e enterrá-lo sob suas pirâmides maciças. Este é o exílio no Egito, do qual não seremos capazes de nos elevar se trabalharmos diretamente com os defeitos que são revelados entre os amigos. Nós não devemos fazer isso. É por isso que o Faraó, o ego, nos força e parece estar logicamente nos mostrando os problemas que precisam ser resolvidos primeiro. Ele está dizendo: “Bravo, continue com o avanço espiritual, mas só no meu território, nas relações corruptas mútuas entre nós”. Nós não devemos ouvi-lo!

Deixe o ego, você não o está corrigindo, você quer construir uma ponte de amor sobre ele. Só então você vai ter sucesso, na “fé acima da razão”. Afinal, a espiritualidade está acima da corporeidade. O Criador dispôs as coisas desta maneira. Portanto, eu só tenho que escapar do Faraó, ou em outras palavras, subir acima dele. Nós não temos que destruí-lo ou corrigi-lo. Quando eu começar a construir algo em cima dele, o “anjo da morte” vai se transformar no “anjo sagrado”. Isto é o que Moisés está pedindo: “Deixe meu povo ir!”.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 26/04/12, “A Nação Israelense (Dia da Independência)”