Textos na Categoria 'Israel'

Um Exército Não É Nossa Arma

Dr. Michael LaitmanPergunta: É possível realizar um experimento em casa para ver que a realidade muda para melhor?

Resposta: Você pode convidar alguns amigos e organizar um círculo que opera de acordo com as leis do mundo corrigido. Vocês devem se sentir como um homem em um só coração e amar uns aos outros como a si mesmos, como está escrito, “todos de Israel são responsáveis uns pelos outros,” e “O que você odeia, não faça ao seu amigo”.

Se vocês implementarem estes princípios entre vocês, então na conexão entre vocês, vocês começarão a sentir um estado diferente e uma vida diferente.

Graças às mudanças que você faz dentro de si, toda a realidade ao seu redor também muda. Não há nenhuma outra solução. A solução não virá de um exército, não importa quanto esforço, força, dinheiro, dor e raiva você coloca nele. Essa não é nossa arma.

É porque você está conectado ao sistema inteiro, que na verdade depende da nação Israelita visto que somente eles podem influenciar o mundo inteiro. Ao não influenciar o mundo para ser melhor, na verdade nós evocamos todas as aflições que nos atingem.

A conexão é o único meio que pode corrigir tudo, mas eu não consigo explicar exatamente onde você deve se conectar para corrigir um estado específico. Para isso, nós devemos falar em termos de Partzufim e Sefirot.

Se a nação de Israel só avançar um pouco no sentido da conexão e não apenas sob pressão externa, nós podemos mudar o mundo para melhor. Nós devemos levar a revelação da força superior que é boa e benevolente ao mundo para que ela habite entre todas as pessoas.

Na verdade, a nação Israelita é que deve trazer tal revelação, e isto é chamado levar Luz às nações do mundo. Se nós pudéssemos entender que este é todo o nosso trabalho e nossa missão e a missão da nação Israelita na terra que deve ser como um homem em um só coração, nós iríamos nos livrar de todos os problemas e receberíamos o respeito e a gratidão de todo o mundo.

De KabTV “Encontro dos Mundos” 16/06/14

Sitiados

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, o jornal “A Nação”: É vergonhoso admitir que um dos méritos mais preciosos que perdemos durante o exílio, e os mais importantes deles, é a perda da consciência de nacionalidade, o sentimento natural que conecta e sustenta cada nação.

Há dois mil anos, nos sentíamos como um só povo, porque todos nós estávamos como um homem com um coração. Isto é o que se chamava o “povo de Israel”, e ele não existe fora da conexão.

Hoje, nós não estamos conectados. Pelo contrário, nós estamos amontoados, reunidos como ovelhas por causa dos lobos que estão prontos para nos separar. Do lado de fora, nós parecemos um povo, mas, na verdade, isso não é assim.

Este é o nosso principal e único problema. O próprio Criador suporta todos os outros povos. Ele os supre com Reshimot e Luzes que são atraídos um para o outro, de modo que suas nações são construídas naturalmente. As pessoas só implementam desejos recebidos de cima. O povo judeu é diferente; nós devemos construir a nós mesmos acima do nosso desejo egoísta, em oposição a ele.

No entanto, em essência, nós somos os maiores egoístas porque passamos por uma Shevira (quebra). Como resultado, a conexão exige difíceis esforços de nós. O Criador não nos favorece. Ao contrário, Ele só nos dá a oportunidade de conectar. Ele cria as condições externas para que possamos implementar as condições internas para que nos conectemos acima do nosso desejo.

Se fizermos isso, vamos ficar bem, e, se não fizermos, será ruim. Neste caso, Ele vai nos expulsar da terra. É claro que, se pudéssemos viver bem em outros países, todos fugiriam daqui. No entanto, o Criador nos envia dificuldades e problemas em todo o mundo, e em desespero, nós viemos para a terra de Israel.

Então, Ele arranjou problemas para nós aqui, os inimigos ao nosso redor, sem qualquer espaço para fuga. Em última análise, não haverá nenhuma nação, nenhum povo, que sinta qualquer simpatia em relação a nós. O mundo inteiro, todos, vão se opor a nós e não vão querer qualquer conexão conosco. Nós vamos ficar sozinhos aqui numa pequena faixa de terra, isolados, sitiados, como os defensores da antiga fortaleza de Massada, e não podemos fazer nada.

Se isso não funcionar, o Criador, como Baal HaSulam escreve, pode nos espalhar de novo em todo o mundo.

Em nosso estado atual, nós não merecemos viver nesta terra, e, basicamente, não há lugar na face da terra para onde vagar.

Portanto, o que deve ser feito? Como um povo, nós devemos ser um exemplo para o resto dos povos, mas os milhares de anos que nos separam da antiga Babilônia não mudaram nada. Nós somos a pequena parte que Abraão separou da Babilônia para correção. Na medida em que for corrigida, ela será capaz de influenciar o resto dos “babilônios”, será “uma luz para as nações”, e assim, toda Babilônia será corrigida, o mundo inteiro vai chegar à correção tão esperada.

Assim, depende a nós. Primeiro nós devemos nos unir de acordo com o princípio de “como um homem em um só coração”. Será o nascimento do embrião espiritual. Depois, é a vez do princípio do “o que você odeia, não faça a seu amigo”, o nível de Yenika, Katnut. Depois disso, nós alcançamos “ama o teu amigo como a ti mesmo”, o estado de Gadlut. Cabe a nós passar por estes três níveis, até o fim da correção, e depois vamos nos tornar sacerdotes para o mundo, como está escrito, a “nação de sacerdotes” (Êxodo 19:06).

Hoje, nós vemos como o ódio em relação a nós cresce e se expande a cada dia.

Mesmo as nações que antes eram simpáticas a nós ou neutras vão se tornar hostis. Ninguém vai querer fazer negócios conosco ou lidar conosco em geral. Ou seja, quando nos sentirmos sitiados, completamente isolados do mundo. Se não mudarmos de acordo com as leis da natureza, ou as leis do Criador, que estão descendo ao mundo agora, este será o nosso futuro até a guerra de Gog e Magog. Na verdade, está acontecendo agora, mas sua fase externa paira diante de nós. E isso é tudo, porque somos teimosos em não querer nos corrigir e, consequentemente, causamos a ativação de leis indestrutíveis.

Pergunta: Será que os workshops que realizamos com o público em geral vão nos ajudar?

Resposta: Se nos aproximarmos dos corações das pessoas, suavizando-os um pouco, nós imediatamente tomaremos uma direção diferente. A principal coisa é mudar a polaridade do negativo para positivo. Em outras palavras, sem transformar as pessoas da rejeição mútua para conexão, mas, pelo menos, trazê-las uma inclinação pela conexão, pelo menos até que elas reconheçam que a conexão pode de fato ser a salvação. Com isso, nós mudamos de direção, a transformamos 180 graus, e isso é muito. Isso ocorre porque, assim, a Luz se acende em nós de forma positiva.

Pergunta: O que as discussões (mesas redondas) devem trazer para o povo?

Resposta: Eu suponho que, graças ao nosso trabalho com essas partes do povo que estão prontas a nos ouvir, vamos mudar a atitude das pessoas em relação ao outro, pois todos os filhos de Israel não são apenas responsáveis ​​uns pelos outros, mas irmãos, e não apenas em tempos de dificuldade, mas em tempos de felicidade.

Então, vamos ver por nós mesmos que na conexão há um poder latente que muda tanto tudo que o governo não terá que promulgar novas leis. Isso porque, de acordo com a Torá, não precisamos de um rei com sua comitiva. Um reino espiritual domina o povo, e isso costumava ser realmente assim. Esta é a única possibilidade de dirigir uma nação com a ajuda de uma conexão igual entre todos em pé de igualdade, sem diferenças nos níveis. Então, poderes únicos começam a agir, e nós esperamos sentir e aprender sobre eles rapidamente.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/06/14, Escritos do Baal HaSulam

Transmitindo O Método Na Prática

Dr. Michael LaitmanPergunta: Mesmo o Baal HaSulam não teve sucesso em convencer as pessoas. Portanto, como nós podemos?

Resposta: Bem, o Baal HaSulam não conseguiu, nem Moisés, Rabi Shimon ou Rabi Akiva, mas você vai ter sucesso. Cada um precisa dizer a si mesmo que o mundo inteiro depende dele.

Se eu achasse que não teria sucesso, eu me sentaria em casa e me ocuparia apenas com a sabedoria da Cabalá. No entanto, como você pode se permitir deixar o mundo sem ajuda?

Pergunta: Por que nós temos que ter sucesso onde outros falharam?

Resposta: Nós estamos vivendo numa época diferente e numa geração diferente. Nós recebemos em nossas mãos tudo o que os grandes Cabalistas do passado prepararam para nós, e aproximamos o método de todos. E nós precisamos continuar avançando, especialmente agora.

Só no ano passado nós começamos a sair para o povo. Antes disso, nós disseminávamos a sabedoria da Cabalá e atraíamos as pessoas onde a aspiração pela Cabalá era despertada, pessoas com um ponto no coração. Mas agora, ninguém, pode ser deixado de fora do círculo; todos devem participar.

Isso é apenas o começo. Nós ainda não sabemos como organizar isso, de modo que todas as pessoas recebam reeducação, como e de que forma é necessário fazer isso para evitar um desenvolvimento ruim e alcançar o bem. Tudo isso está sendo realmente esclarecido agora.

Baal HaSulam produziu seu jornal antes da guerra. Quem podia ouvi-lo? Mas hoje, depois de todos os golpes e problemas, as pessoas são mais sábias. Além disso, o mundo inteiro está coberto por uma crise general. Nada é sagrado hoje. Não existem pessoas dispostas a manter seus princípios, não importa o quê. Há um declínio em tudo: desamparo, ameaças incessantes, e crescente antissemitismo. Tudo isso libera espaço para o verdadeiro método e possibilita que as pessoas ouçam.

O método em si está se tornando mais acessível. Tornou-se claro que ele é baseado nas leis da natureza e nas coisas racionais, e não em crenças ou misticismo. Tudo isso é baseado no senso comum.

O método foi desenvolvido na medida em que a conexão entre nós tornou-se mais forte. Nós somos os únicos que desenvolveram este método. É impossível comparar o que temos hoje com o que recebemos do Baal HaSulam e Rabash. Nós recebemos seus artigos, cartas, o Estudo das Dez Sefirot e O Livro do Zohar. Isso é tudo. Mas hoje, todos nós juntos, estudantes de todo o mundo, trabalhando entre nós e com o público externo, já moemos estes materiais, como num moedor, e deduzimos um método prático de correção.

É claro, nós não inventamos nada de novo, mas começamos a entender o método, aceitando-o do Baal HaSulam e Rabash, e transmitindo-o na prática. Isso não aconteceu antes. E o que vai acontecer amanhã, eu não sei, e por isso deve acontecer. Eu vejo um futuro distante, mas não posso dizer o que vai acontecer amanhã. Na verdade, nós precisamos criar esse método na prática.

Teoricamente, eu não sei tudo, mas, na prática, ele renasce a cada dia. Hoje nós estamos construindo o nível de amanhã, e vemos como temos avançado! Às vezes, nós nos deparamos com dificuldades e nos sentimos impotentes e com dúvida. Como vamos realizar workshops e atrair as pessoas? Que perguntas vamos discutir? As pessoas estão prontas para esta ou outra atividade? Como vamos falar com elas sobre a necessidade de conexão?

Nós estamos buscando o caminho, e estamos buscando-o dentro de nós, porque, por enquanto, não temos todas as respostas. É como se nós estivéssemos cuidando de alguém, mas, na verdade, estamos mudando a nós mesmos, e é assim que é dia após dia. Este é o caminho, e é só possível avançar desta forma.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/06/14, Escritos do Baal HaSulam

Tomemos O Exemplo De Nossos Pais Espirituais

Dr. Michael LaitmanNossos antepassados ​​viveram há séculos, mas aqueles que são mais importantes para nós são nossos parentes: nosso avô, avó, pai e mãe. Nosso pai e nossa mãe são, sem dúvida, os mais importantes, pois é através deles que nos conectamos a todas as gerações que os precederam.

Isso se refere tanto aos nossos pais corporais como aos nossos pais espirituais. Esta é também a forma como nos conectamos com nosso pai e mãe superiores (AVI), nossos pais espirituais, a fim de receber o poder, a Luz, através deles. Todo o nosso trabalho reside em nos subjugar diante deles.

Tudo depende do quanto nós podemos tomar um exemplo deles e da nossa vontade de ser como eles, de aprender com eles, e de nos subjugar diante de sua grandeza. Nosso ego destina-se intencionalmente para que os critiquemos, e nosso trabalho é subir acima dessa crítica, apesar de discordarmos.

É natural discordar do nosso pai e mãe, porque estamos num nível inferior, mas quando subimos acima de todas as dúvidas, perguntas, dificuldades e desentendimentos com o nível superior, é graças a isso que subimos.

Primeiro nós nos anulamos e nos incorporamos totalmente ao superior como um embrião. Depois, passamos para a fase de Yenika (sucção) e Mochin (mente) e nos tornamos mais independentes. Todos estes níveis são baseados na auto anulação, nas restrições do ego, na aquisição de um Masach (tela), e no trabalho acima da crítica que é invocada em nós pelo superior.

Portanto, o papel da nação é o de se anular perante os sábios, os Cabalistas, ouvi-los e servi-los no que for possível. Nós, na verdade, devemos usar a razão do Cabalista e ouvir seus conselhos, quando ele nos diz que medidas devemos tomar para avançar espiritualmente.

Esta é também a forma como devemos agir em relação ao mundo. Israel é chamado de Li Rosh (eu tenho uma cabeça). Assim, aqueles que estão no nível de Israel e atingem a espiritualidade devem cumprir o seu papel no que diz respeito aos outros. Nós pertencemos a Yashar El (direto ao Criador) e, assim, orientamos os outros, ou pertencemos à nação, e então nos subjugamos em relação a esta orientação e a seguimos.

Isto se refere especialmente à nossa nação quando tentamos chegar a um estado em que tudo o que está escrito na Torá está realmente acontecendo na prática. Nós somos a primeira geração que está tentando, que está fazendo um esforço para cumprir a Torá, bem como para servir de exemplo aos outros, o que significa chegar a uma conexão que seja igual à forma do superior, a forma do Criador.

Assim, nós podemos estabelecer relações no grupo e fora dele, entre a nação e fora dela. Assim, tudo é organizado em níveis, na forma de uma pirâmide, e o que está embaixo, que se submete mais do que outros, sobe mais alto do que os outros.

Agora, ele está embaixo, pois tem um Reshimo (reminiscência) do grande Masach que ele já teve e que preencheu a fim de doar. Agora que o Masach é quebrado, ele caiu para o nível mais baixo.

Se ele se anular, anular seu ego, subir acima dele, e cada vez atribuir a si mesmo um nível que é superior ao que ele está, ele vai chegar ao topo da pirâmide. Assim, toda a pirâmide torna-se um círculo, e nós retornamos ao estado de Ein Sof (Infinito), de um único vaso e uma única Luz.

Durante o tempo das correções, o tempo do trabalho, nós não temos outra escolha a não ser nos subjugar diante do superior. Cada um deve entender quem é o seu superior e de quem recebe o método, a Torá, a orientação ao longo do caminho. Assim, todas as correções se tornarão as mesmas, o que significa que todos formam um círculo.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 23/06/14

A Constituição Espiritual

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, jornal “A Nação”: Nesse sentido, somos como uma pilha de nozes, unidas em um único corpo desde fora pelo saco que as envolve e une. Sua medida de unidade não as torna um corpo unido, e cada movimento aplicado ao saco produz tumulto e separação nelas. Assim, elas sempre chegam a novas uniões e agregações parciais. A falha é que elas não têm a unidade interna, e toda a sua força de unidade vem através de um incidente externo. Para nós, isso é muito doloroso para o coração.

Alguém que supõe que nós podemos unir as pessoas e construir uma nação de acordo com o padrão habitual está muito enganado. Sem entender a nossa natureza, ele acha que nós podemos agir como outros povos que voltam para casa depois de uma expulsão forçada, como nos dias de Stalin. As pessoas que foram expulsas voltaram e reorganizaram suas vidas. Mas nós não conseguimos fazer isso porque perdemos nossas raízes originais. Nós estivemos unidos uma vez e éramos irmãos, não irmãos de infortúnio como hoje, mas irmãos na doação mútua. Abraão inicialmente reuniu pessoas de todos os cantos da Babilônia, que estavam prontas para ir em direção à conexão com ele, ao contrário do resto da humanidade.

Esta unidade que Abraão deu foi reforçada no Monte Sinai, quando o povo que fugiu do Egito tornou-se como um homem com um só coração e recebeu a Torá. Mas depois, a conexão foi interrompida e o amor se tornou ódio infundado; como resultado, nós fomos para o exílio. Esse ódio também passou em parte para as nações do mundo.

A partir de hoje, não estamos prontos para renascer como um povo e uma nação sem chegar a uma correção de cada um separadamente e uma correção coletiva entre nós. Se não chegarmos a isso, então apenas uma “coleção” artificial de pessoas que não corresponde às leis superiores da natureza ou às leis da natureza inferior opera aqui.

Nós não estamos prontos para construir algo de acordo com as leis deste mundo, porque originalmente não pertencemos a este mundo, e não podemos ser construídos de acordo com as leis superiores porque ainda não estamos conectados ao nível superior. Como resultado, não estamos aqui nem lá, nem desta forma nem daquela.

O que é surpreendente é que éramos sempre estrangeiros e peregrinos neste mundo. E os 66 anos de existência da nação de Israel não são prova de nada. Eu não estou afirmando isso por razões antissionistas, mas do ponto de vista espiritual: nós, sem dúvida, perdemos o poder natural de unidade, que é inerente a todo o resto dos povos num nível físico.

Para nós era uma força espiritual que nos unia. Portanto, agora nós não somos um povo, e nossa consolidação atual não é uma nação até que entendamos e concordemos que só temos uma constituição simples, que é: “E amarás o teu amigo como a ti mesmo”, Arvut (garantia mútua), “como um homem com um só coração”. Nós não temos outra constituição. E se mantivermos esta condição, podemos restaurar o povo e a nação.

Nós precisamos construir nossas vidas de acordo com esta constituição, pois ela não é arbitrária. Pelo contrário, ela foi recebida de Cima, e esta é a diferença entre ela e as belas palavras que podem ser encontrados nas leis fundamentais de cada nação. É evidente que isso não será imediato, mas nós temos que perceber esta lei de forma gradual, e levar uma vida espiritual na terra. E também depende de nós ser uma “luz para as nações” em seu sentido pleno.

Sim, é um trabalho árduo, mas sem ele não vamos conseguir nada. Caso contrário, nós podemos ser companheiros de sofrimento na melhor das hipóteses, como nozes num saco, e nada melhor acontecerá conosco.

Esta é a situação atual, e ela pode continuar por mais alguns anos até que uma das duas coisas aconteça: ou vamos proceder à sua correção ou não seremos capazes tolerar a situação por mais tempo.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/06/14, Escritos do Baal HaSulam

Assuste As Pessoas, Mas Não Exagere

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, A Nação: Também está claro que um enorme esforço como esse, uma unidade sólida e rígida é necessário, de todas as partes da nação, sem exceção. Se não sairmos com fileiras unidas em direção às forças poderosas que estão em nosso caminho para nos prejudicar, vamos descobrir que a nossa esperança está condenada antecipadamente.

Baal HaSulam diz que a nação de Israel deve se conectar acima de todas as diferenças. Nós estávamos conectados no passado e devemos alcançar a mesma conexão e unidade agora. Por isso, nós queremos vencer todas as interferências e saltar por cima de tudo, levando a nós mesmos e ao mundo inteiro à correção inevitável.

Se não fizermos isso, um chicote aparecerá que nos forçará a alcançar a correção, mas esse será pelo longo do caminho do sofrimento, o caminho do “em seu tempo”.

Pergunta: O problema é que o país não tem uma necessidade real de conexão. As pessoas admitem que nós estamos nos aproximando do público prematuramente.

Resposta: Isso significa que devemos esperar até que os problemas e as aflições aumentem? Será que vamos ser capazes de falar sobre a unidade apenas quando as coisas piorarem?

Mas os sábios podem ver o que está nascendo no mundo. Nós ainda podemos colocar os óculos certos, ou usar binóculos ou mesmo telescópio, ou olhar através de um microscópio, a fim de identificar as bactérias letais antes delas nos matar.

Isso é o que fazemos na ciência ou na medicina. Em todas as áreas, nós tentamos identificar a doença antes que ela irrompa, e a eliminamos. Isto é o que as pessoas sábias fazem.

Por que devemos esperar até que as pessoas se sintam mal e busquem mudanças? Nós devemos intensificar agora nossas medidas educativas e ações de disseminação. Quando as pessoas se sentirem tão ameaçadas pelos gérmens do mal, elas vão se sentir forçadas a se conectar. O que nós vemos mal menor, elas veem como grande mal e grandes problemas.

No entanto, aqui também, nós devemos ser cautelosos. Assustar as pessoas não é o nosso caminho, embora isso seja muito eficiente. Os médicos costumam usar esse método, assim como organizações verdes que nos assustam, falando sobre desastres ecológicos que estão chegando.

Nós devemos agir de forma diferente. Não devemos usar o método de assustar as pessoas, mas simplesmente mostrar-lhes o que elas imediatamente ganham quando se conectam.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá de 22/06/14, Escritos do Baal HaSulam

A Mão Pesada Dos Senhorios

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que o jornal A Nação, que o Baal HaSulam publicou, foi imediatamente fechado?

Resposta: O jornal foi fechado por causa da multidão mista que se juntou aos israelitas durante o êxodo do Egito. De acordo com eles, a correção significa permanecer do jeito que estamos agora e esperar o Messias, em vez de nos conectarmos de acordo com o princípio do “ama o teu amigo como a ti mesmo”.

Claro, eles não gostam quando alguém como nos pede pelo amor ao próximo e pela conexão entre toda a nação israelense.

Sua objeção é claramente compreendida, já que quando clamamos pela conexão, esta está em seu caminho de atrair as pessoas em sua direção. Em vez disso, nós orientamos as pessoas numa direção totalmente diferente, deixando a nação inteira saber que a correção está na conexão e unidade, como a Torá exige.

Acontece que a nossa Torá, o nosso ensino, é o oposto de seu estudo. É dito: “A opinião da Torá é contrária à opinião dos senhorios”. Senhorio é alguém que pensa que é seu próprio patrão, enquanto nós pensamos que o Criador é quem deve nos corrigir, que é isso que temos que pedir, e que a nossa correção depende da conexão entre nós, quando nos tornamos como um homem em um só coração.

Eles, por outro lado, desejam separar todos, e separá-los um do outro, já que dessa forma é mais fácil controlar as pessoas. Este é o estilo da multidão mista.

Eles são chamados de a grande aflição que acompanhou nosso êxodo do Egito até o dia de hoje. Eles são os únicos que trazem sobre todos os perigos e problemas da nação de Israel, incluindo a destruição do primeiro e segundo Templos, o exílio e interferências atuais. É tudo o que eles fazem.

Seu papel será revelado, mas de uma forma ou de outra, nós temos que fazer o nosso trabalho.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/06/14, Escritos do Baal HaSulam

A Guerra Pela Unidade

Dr. Michael LaitmanNosso caminho é refletido na reação das outras nações ao povo de Israel. Quando vemos que os nossos inimigos e quem nos odeia são fortalecidos nas nações e organizações ao redor, de acordo com isso, nós podemos identificar a taxa do nosso avanço. E nós temos que entender que um trabalho sério e forte é exigido de nós.

Contra cada nova onda externa nós devemos fortalecer a unidade do povo judeu. Pois a força que faz com que seja possível neutralizar o mal externo é encontrada somente em nossa conexão aqui. É especificamente isso que vai levar o mundo à correção.

E por mais que as nações queiram nos “pegar” cada vez mais, desse modo a nossa unidade deve ser mais forte. Então, nós podemos influenciá-las e muda-las. Esta é exatamente a nossa guerra.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/06/14, Escritos do Baal HaSulam

Nós Podemos Prevenir A Ameaça

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em 1940, Baal HaSulam escreveu sobre o perigo que paira sobre nós. Mas hoje nós vemos que esse perigo não é mais potencial. Se não nos conectarmos, poderemos vê-lo tornar-se realidade em nossos filhos que estão sendo sequestrados (em Israel).

Resposta: Depende de como você olha as coisas. A maioria das pessoas não pensa dessa maneira e continua sua vida como se nada tivesse acontecido. Elas podem estar prontas para participar de algumas ações pelos meninos sequestrados, e aqui também, não é todo mundo. Todo mundo tem cálculos muito egoístas; por isso, por enquanto, nós somos forçados a avançar pelo caminho do sofrimento, ao longo do caminho “em seu tempo”.

A fim de mudar de “em seu tempo” para “eu vou apressá-lo”, nós precisamos de um poderoso sistema de educação para que as pessoas entendam que podem mudar as coisas e ganhar alguma coisa com isso.

Deve ser um grande sistema de esclarecimento, que inclua toda a nação. Este não deve ser resultado dos sofrimentos, golpes e problemas. Não devemos esperar o momento que as pessoas estejam prontas a nos ouvir. Não devemos esperar pelos golpes, mas queremos chegar até elas quando elas se sentem bem, e levá-las a um estado ainda melhor. Nós temos que estabelecer um sistema gradual de educação que influencie cada vez mais as pessoas.

Nós estamos passando por um difícil processo de aprendizado prático com o público. Nós aprendemos o que as pessoas aceitam, o que elas não aceitam, como devemos abordá-las melhor, como falar com elas, e qual deve ser a nossa verdadeira mensagem. Assim, nós ensinamos a nós mesmos como aprender com os outros.

Comentário: É assustador pensar no que pode acontecer se não conseguirmos realizar o nosso trabalho e impedir a guerra do Armagedom que os profetas descreveram.

Resposta: Não há nada a temer! Se fizermos tudo o que pudermos e tentarmos transmitir o método de correção às pessoas e atraí-las ao objetivo da criação, é o suficiente. Mesmo que vejamos que não temos sucesso, isso ainda funciona. Nós abrimos uma passagem para a Luz Circundante (Ohr Makif) e a deixamos reformar tudo.

É como um bebê que num dia avança no aprendizado sobre o mundo muito mais do que um adulto pode avançar em um ano. Mas um bebê não entende isso e age inconscientemente.

Isto é o que acontece conosco. Nós agimos sem entender, tentando de uma forma ou de outra, e parece que não conseguimos. Mas esses estados são, na verdade, os mais benéficos para o avanço. Assim, nós não criamos uma barreira para a Luz, uma vez que estamos muito confusos e isso é realmente algo bom!

Pergunta: Será que nós podemos evitar a guerra do Armagedom se continuarmos desse jeito?

Resposta: Nós já estamos em guerra. Se continuarmos a trabalhar desta forma e outras partes do país se juntarem a nós, a fim de cumprir esta missão, este objetivo, então não há dúvida de que tudo ficará bem e as coisas vão melhorar rapidamente. Eu não prevejo quaisquer desastres nesse caso.

Mas nós temos que tentar ficar à frente dos golpes de modo que eles não nos alcancem. Nós temos que correr mais rápido que o chicote que está prestes a nos bater. Nós somos capazes de fazer isso graças à importância do objetivo, de modo que não teremos que escapar do chicote, mas vamos ansiar em avançar, porque valorizamos a conexão e o objetivo.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/06/14, Escritos do Baal HaSulam

Uma Propriedade Desconhecida Que Transforma A Alma

Dr. Michael LaitmanPergunta: De que forma nós devemos conduzir uma primeira reunião com o público externo para deixá-los com uma sensação calorosa?

Resposta: Pense no que é possível, não faz diferença. Pode ser que seja um workshop, ou na forma de um jogo.

A principal coisa é a pessoa descobrir que, quando nos conectamos e nos unimos, uma espécie de força interior, de calor, a “bola de framboesa”, aparece entre nós. Não importa como você a chama. “Uau! Como isso é bom!” É isso, nada mais é necessário. Apenas este sentimento deve permanecer com eles. Esta é a conclusão da primeira reunião!

No entanto, é necessário que este resultado seja registrado: à medida que nos reunimos num círculo e cada um não pensa em si mesmo, mas em como estar junto com todos no centro do círculo, onde todos os nossos anseios em avançar estão reunidos e tudo o que é pessoal é deixado fora dele, então, dentro do círculo, nós descobrimos algo novo e agradável, a nossa criança compartilhada, nosso sentimento compartilhado, e isso foi tão bom, tão caloroso, que quando nós olhávamos um para o outro, sentíamos que todos estavam perto, e esse sentimento só é revelado quando estamos conectados assim.

Eu acredito que o resultado da primeira rodada de workshops ou simplesmente a reunião deve ser uma bola de framboesa. Nós precisamos levar as pessoas a um estado onde elas sentem que através da conexão entre si certa propriedade especial é descoberta que lhes dá calor, esperança, confiança e transformação da alma.

Da Convenção em Sochi 09/06/14, Lição 1