Textos na Categoria 'Israel'

Procurar Uma Solução Num Nível Diferente

Dr. Michael LaitmanPergunta: É dito que, “você deve fazer tudo que está em seu poder”, e depois é dito que devemos esperar ajuda do Alto. Que tipo de ajuda poderia ser do Alto se é dito, “Ele deu uma lei que não pode ser quebrada”, o que significa que tudo está já pré-determinado?

Resposta: Nós recebemos grande ajuda do Alto, porque estamos numa nova era. Todos se encontram num estado sentindo que não há uma solução ou, para ser mais preciso, que não há solução no nível atual. Mas esta é uma revelação positiva, uma vez que nos forçará a parar de procurar a solução no nível antigo e subir ao próximo nível, onde a solução está realmente.

A solução não é para resolver o velho problema, mas para ver o estado a partir de uma nova perspectiva. Nós veremos uma nova meta, um novo estado, e um encontro totalmente diferente: não entre um e outro, mas entre nós e o Criador.

Comentário: Portanto, verifica-se que “Ele deu uma lei que não pode ser quebrada”, mudou agora.

Resposta: A lei mudou visto que a liderança que desce todo o tempo para o nosso mundo mudou, nós nos encontramos num novo nível, mais revelado.

Pergunta: Portanto, nós podemos esperar misericórdia do Alto?

Resposta: Nós vamos receber de acordo com a forma que agimos, mas a misericórdia do Alto significa que mesmo que eu não mereça nada no meu nível atual, mas peço por isso e desenvolvo um novo desejo pela influência do ambiente, pela anulação pessoal, subjugando-me, então a Luz que Corrige vem e preenche o meu pedido.

A misericórdia do Alto é de acordo com os meus esforços, o que significa que eu ganhei, mas eu não necessariamente peço o que eu recebo, visto que não sei o que pedir e no que focar, e por isso é chamado de misericórdia.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 17/07/14, Escritos do Baal HaSulam

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 5

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein, Capítulo 1, Previsão de Abraão:

“O Mundo Inteiro É Uma Família”

Fechem os EUA

O que aconteceria se os EUA fossem fechados? Apenas feche-os. Como uma porta da cozinha. Havia uma cozinha em que alguém estava cozinhando alguma coisa, e agora nos deparamos com a porta que não tem sequer uma maçaneta na porta.

Na verdade, qual é o seu uso? Dos EUA. A propósito, há uma boa desculpa. Por que, me desculpe …eles inundaram o mundo inteiro com notas verdes? Feche-os e, em seguida, tome e compartilhe-as.

O problema é que isso não pode ser feito!

Por quê? Porque eles não querem isso? Ou nós não podemos? Não. Há uma outra razão. Se fecharmos os EUA hoje, amanhã eu, você, e mesmo eles não terão nada para comer, ou seja, não há comida. Não é clara a conexão entre o borsch ucraniano e a América? Entre o brandy, o conhaque e o Tio Sam?

É muito simples. Borsch e conhaque custam dinheiro. Porque a beterraba para o borscht e as uvas para o conhaque devem ser cultivadas. E como elas podem crescer, se não há pesticidas? Uma química desejada é produzida, por exemplo, na Ásia. Eles não vão tomar rublos para o seu produto, e nunca viram a grivna ucraniana. Acontece que os dólares são necessários para aqueles que vivem nos Estados Unidos, e para aqueles que não vivem nos Estados Unidos e nunca vão viver lá.

Richard Duncan, autor de A Crise do Dólar, escreveu que o estado normal da economia mundial depende dos EUA.

Há uma abundância de cenários das consequências da cessação da exportação de dólares. A comunidade mundial pode responder, por exemplo, da seguinte maneira.

Os bancos centrais, bancos de hipotecas e outros bancos param de dar dólares, porque não recebem mais. Agora, a China não pode vender malhas nem a França comprar petróleo.

Otimistas desesperados oferecem “coelhos” e shekels por bens. Mas o comprador não compartilha seu otimismo e recusa educadamente. O euro não é suficiente para todos, e por um longo tempo, ninguém viu o ouro e não se lembra como se parece.

A população começa a estocar coisas com as quais você não pode viver sem em tal situação: armas automáticas e carne enlatada.

Lojas não encomendam mercadorias; fabricantes não produzem nada. Os navios estão nos portos; os desempregados perambulam nas ruas.

Tênis “nike” acumulam poeira em armazéns em Pequim, e café fica mofado no porto do Rio de Janeiro. O fazendeiro americano é deixado sem agrotóxicos, o gourmet francês sem condimentos, o inglês desempregado sem jeans.

Aeronaves ficam enferrujadas; a população esvazia mercearias e armazéns. Não há água corrente; não há papel higiênico, e medicamentos se esgotam.

Soldados vendem metralhadoras e rações secas. Infelizmente, o inverno é extraordinariamente frio; o verão é sufocante como nunca antes e o outono é muito chuvoso.

Uma mulher idosa com uma muleta vagueia pelas ruas. O nome dela é devastação. Guerras começam. Pelo pão, água, combustível e manteiga…

Sim, os EUA não podem ser fechados, bem como todo o resto …

A propósito, quem é o culpado por esse colapso global? Não está claro?

Uma pesquisa recente mostrou que 63% dos poloneses acreditam na conspiração judaica mundial para assumir o controle sobre o sistema bancário e o FMI.

Um Povo Ou Grupo De Refugiados?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que deve ser feito nesta situação onde mísseis estão voando e uma sirene está soando o tempo todo? Como eu devo agir para que um foguete não me atinja?

Resposta: Para que o míssil não nos atinja, é necessário influenciá-lo de alguma forma, e, em primeiro lugar, é necessário analisar que tipo de força está enviando-o. Certamente, tudo é enviado pela força superior. A sabedoria da Cabalá explica que apenas um sistema opera no mundo, que está nos dirigindo para correção.

Desde os dias de Babilônia antiga, desde os dias do nosso pai Abraão, que começou este processo, até nossos dias, nós estamos avançando em direção à correção, e a correção é se conectar num único todo.

Abraão começou essa correção com um pequeno grupo de pessoas que se diziam “Israel”, Yashar-El. Ele ensinou-lhes como alcançar a unidade, doação e amor. Por algum tempo, o povo de Israel manteve um estado de unidade como esta – durante o exílio egípcio, a peregrinação no deserto, o Primeiro e o Segundo Templos, até que o ódio mútuo foi descoberto em nós.

Do nível do amor fraterno, nós caímos no ódio infundado e, desde então, temos vivido dentro deste ódio, separados em ódio mútuo. Este estado é chamado de “exílio”, e nós temos vivido nesse estado até hoje.

Perto de uma centena de anos atrás, nós recebemos a oportunidade de voltar à terra de Israel e começar a viver nela novamente como o povo de Israel em sua própria nação. No entanto, o povo de Israel pode existir na terra de Israel sob a condição de que o ama ao próximo como a ti mesmo permeie lá: todos de Israel são amigos conectados à garantia mútua, e é impossível fazer ao outro o que é odioso a você.

No entanto, nós não estamos realizando essas condições, e por isso não estamos nos aproximando de um estado em que é possível nos chamar de povo de Israel que vive na terra de Israel. Entretanto, este é apenas um encontro de exilados e refugiados que se instalaram neste lugar graças às condições temporárias que nos foram dadas pela natureza.

Nós não temos nenhum mérito de estar vivendo numa terra como esta. Os Cabalistas escreveram sobre isso em todas as gerações, e hoje nós temos que entender que tudo o que foi escrito por eles está realmente sendo realizado em nós, em nossos dias. Ou nós aceitamos as condições sobre nós mesmos de acordo com as quais o povo de Israel deve viver na terra de Israel, ou seja, conectado e unificado, ou não teremos lugar, não só no solo de Israel, mas em nenhum lugar no mundo.

Para as nações do mundo, vamos supor, existindo assim, nós estamos causando danos a todo o mundo. Nós queremos que mísseis não caiam sobre nós, que devemos ser respeitados em todo o mundo e que se relacionem conosco como com todos os outros povos. No entanto, isso não vai acontecer desta maneira, e nunca vai acontecer.

Nós não podemos ser como todos os outros, porque temos que ser maiores do que todos os outros, porque esta é a forma como a natureza é construída, que especificamente através de nós, o poder superior chega a este mundo e o acalma, dá-lhe satisfação. Se nós nos tornamos uma Luz para todos os outros povos, o casamenteiro que liga a força superior com o mundo inteiro, então podemos ser elevados e respeitados. No entanto, se não nos comportamos assim, então todos os tipos de coisas desagradáveis ​​podem ser esperados por nós, que, no final, vão nos obrigar a realizar a nossa missão.

Você quer um cessar-fogo? Nós temos uma solução: ser um canal entre a força superior, que é boa e benevolente, e todo o mundo. A sabedoria da Cabalá explica como implementar isso. Nós devemos nos transformar ativamente para nos tornar “um reino de sacerdotes e uma nação santa”; em outras palavras, nos educar e ensinar ao mundo como ser doadores, conectores, amando-nos mutuamente.

Ninguém é culpado, ninguém no mundo, incluindo nossos inimigos mais terríveis que nos culpam de todas as direções. Nós não temos ninguém para culpar, a não ser nós mesmos, por nossa negligência, nossa preguiça, nosso atraso na correção que devemos trazer para o mundo. Isto porque, desde o momento do Ari em diante, nós estamos numa era de correção, e é especificamente nós que devemos trazê-las para o mundo.

Todos os Cabalistas, começando com o Ari, escreveram sobre a nossa geração, sobre o nosso dia, como sendo a revelação da força superior no mundo, e essa revelação é feita através de uma simples ação: a unificação do povo de Israel.

De KabTV “A Missão do Povo de Israel” 08/07/14

Unindo O Mosaico Da Humanidade

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati, artigo 199: “Para Cada Homem de Israel”: Cada homem de Israel tem um ponto interno no coração, que é considerado a fé simples. Esta é uma herança de nossos pais, que estavam no Monte Sinai. No entanto, ele é coberto por muitas Klipot (cascas), que são todos os tipos de vestidos de Lo Lishma (não em Seu Nome), e as cascas devem ser removidas. Então, sua base será chamada de “fé”, sem qualquer tipo de apoio e ajuda externa.

De acordo com o ponto no coração, uma pessoa é chamada de Israel, o que significa Yashar El (direto ao Criador). São os vasos de doação que despertam uma pessoa a ansiar pelo Criador, enquanto as Klipot a puxam em direções diferentes, exceto para a força superior da fé. A base de Israel é o atributo de doação que é totalmente livre de qualquer recepção para si mesmo.

Pergunta: Como o ponto interior de Israel está conectado à nação de Israel?

Resposta: Os vasos foram quebrados e passaram por correções nos níveis da natureza inanimada, vegetal e animal, e depois tomaram a forma do falante em nosso mundo, até que finalmente a forma espiritual interior foi sendo revelada neles, uma atitude para com o Criador. Tudo começou com o primeiro homem (Adam HaRishon) e por isso ele é chamado de primeiro, porque foi o primeiro em nosso mundo que assumiu a forma de um homem (Adam), o que significa que ele se parecia com o Criador. Mas a direção da Yashar El não foi realmente esclarecida até mais tarde durante vinte gerações, desde Adão até Abraão. Ela também não foi esclarecida durante o tempo de Abraão, Isaac e Jacó. Foi apenas como resultado do trabalho de Jacó (Israel), com a força de Esaú (a linha esquerda) que foi revelada através do Faraó, que foi possível compreender esta inclinação. Só então os descendentes de Abraão alcançaram o nível de Israel (Yashar El), o que significa que eles se estabeleceram acima de seu desejo de receber e acima dele conseguiram se concentrar diretamente para o Criador.

Assim, o grupo de Abraão alcançou o nível da recepção da Torá e novas correções que mais tarde lhes permitiram atingir o nível do Primeiro Templo, o fim da correção privada.

No entanto, nenhum estado é preservado na espiritualidade, mas logo muda e passa para a próxima fase. Portanto, imediatamente depois, os filhos de Israel entraram na fase da quebra, a fim de ser incorporados com os babilônios, com o resto da humanidade. A incorporação começou com a destruição do Primeiro Templo, quando as dez tribos de Israel se dispersaram entre as nações do mundo; nós ainda não sabemos o que aconteceu com elas. Isso será revelado posteriormente. Desde então, tem havido uma adição do atributo de doação às nações do mundo.

No final, apenas um pequeno grupo permaneceu após a destruição do Segundo Templo e foi exilado. Ao longo da nossa história muitas partes foram separadas deles. Numa visita a um museu em Portugal, por exemplo, me disseram que 35% a 40% da população local tem raízes judaicas, e é o mesmo na Espanha.

Isso significa que nós não sabemos o que aconteceu com as tribos perdidas de Israel, mas a sua incorporação nas nações do mundo ainda tem o seu efeito. Assim, os Reshimot (genes espirituais) despertam hoje em muitas pessoas em diferentes países, e elas sentem que são atraídas ao Criador. Elas são chamadas de Israel de acordo com a sua inclinação, de acordo com a voz interior que está despertando nelas.

Essa inclinação as coloca num nível espiritual e cria a conexão espiritual com o Criador que as incita. Não faz diferença como elas recebem o desejo que costumava pertencer àqueles que Abraão reuniu de toda a Babilônia, já que hoje a mesma lei de evolução, a Luz que Reforma, que eles atraíram com a sabedoria da Cabalá, afeta todos eles. Essas pessoas em quem o ponto no coração foi revelado precisam da sabedoria da Cabalá, a fim de satisfazê-lo.

Há também pessoas em quem a voz interior não desperta, mas elas são os descendentes daqueles que haviam revelado o Criador uma vez, de depois foram quebrados. Essas pessoas também são chamadas de Israel, e têm que participar do processo, embora esta força, a atração em direção ao objetivo da criação, ao Criador, ainda não foi revelada nelas.

Nós, de nossa parte, primeiro trabalhamos com aqueles cujo ponto no coração despertou. Nós os unimos e estabelecemos o grupo mundial Bnei Baruch.

Pessoas que se dizem judeus não têm idéia de quem elas são, qual a sua origem, e o que acontece com elas. Elas acreditam que são uma nação comum, assim como todas as outras, e não estão conscientes de sua missão e de seu papel em tudo. Nós também temos que trabalhar com elas e dar-lhes explicações e atraí-las para o trabalho de conexão.

Nós também temos que trabalhar com as nações do mundo e explicar-lhes qual é o seu trabalho, porque hoje nós estamos nas fases do fim da correção, quando todos os vasos têm que participar neste processo juntos.

De um modo geral, quem sente uma inclinação pela correção tem que usá-la para o bem do coletivo. Em outras palavras, a fim de abrir os olhos das pessoas e explicar-lhes o que a humanidade precisa fazer para avançar ao objetivo pré-determinado, que é obrigação de todos.

Nós temos duas opções, dois caminhos para alcançar o objetivo: bom ou ruim. Isto não pode ser evitado. Vamos esperar que consigamos ensinar a todos como avançar ao longo do bom caminho. Os Reshimot são revelados a cada momento e nós temos que estar preparados para cumpri-los corretamente. Se nós recusarmos, seremos obrigados a cumpri-los ao longo do caminho ruim. Nossa escolha está em avançar pelos golpes ou pelo nosso esforço.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/07/14, Lição sobre o Tema: “A Unidade da Nação”

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 4

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein:

Por que agora?

Por que é tão importante hoje decidir sobre esta lei estranha e difícil de digerir, para entender a natureza do antissemitismo? Para estar convencido de que Abraão descobriu a lei da natureza sem um microscópio eletrônico e sem um acelerador de partículas, ou talvez por simples curiosidade? Não. Tudo é muito mais complexo.

As profecias de Abraão começaram a ser realizadas desde o início da civilização. Elas eram baseadas nas leis da natureza e ele disse que mais cedo ou mais tarde a humanidade teria que se conectar, e hoje nós sentimos os resultados da conexão em todos os níveis, que são, por vezes, dolorosos.

Como a sabedoria da Cabalá e Abraão previram, hoje, no final do século XX nós já voltamos, mas já agora, por toda a Terra, nós temos entrado nesse estado da “pequena aldeia” e do “efeito borboleta”. A crise é global, desastres ecológicos são globais, as epidemias estão se espalhando, a rede da Internet é global, e dentro desta rede existem redes sociais que não são menos globais. Quanto mais avançamos, mais vemos o quanto o mundo se torna confuso dentro de problemas globais e integrais. Ao mesmo tempo, as ideias sobre a conexão voltam como um bumerangue de uma forma ou de outra e não dão descanso à humanidade. Isso já atingiu o absurdo em que os maiores capitalistas estão falando sobre identificação social e fraternidade.

E aqui estou eu, entrando no reino vago e mais problemático, o reino dos valores e da identificação social. Em toda sociedade deve haver valores comuns particulares. Os valores de mercado em si mesmos não são capazes de cumprir esse papel. Além disso, Abraão estabeleceu a nação de tal forma que de acordo com o programa ela deve primeiro mostrar um exemplo de novas relações sociais.

De acordo com o exemplo de Israel, certamente é possível ver como é imperativo a educação geral da população na área da conexão, e somente através disso será possível resolver todos os problemas da sociedade e mostrar ao mundo inteiro um exemplo desta maneira. Nós geralmente pensamos: talvez a gente vá seguir Abraão e organizar a nossa própria pesquisa? Essencialmente, cabe a nós encontrar as respostas a duas perguntas:

1.  Onde nós vemos as leis da conexão no mundo que nos rodeia?

2.  Como os judeus estão conectados à conexão de todo o mundo?

Nós estamos conscientes de que para este tipo de pesquisa é necessário um gênio como Abraão, e nós não somos gênios. No entanto, juntamente com isso, ao contrário de Abraão, nós temos a experiência que reunimos nos 3800 anos de desenvolvimento da civilização. Entretanto, não está claro como tudo isso vai acabar, mas sabe-se que até mesmo um resultado negativo também é um resultado.

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

A Luta Sem Fim Com O Ego

Dr. Michael LaitmanLivro, Shem MeShmuel, Parshat “Ha’azinu“: “Adam HaRishon disse a todas as criaturas, “Venham, vamos nos curvar e nos ajoelhar perante o Criador”; mas, devido ao erro, o conceito tinha se corrompido, até mesmo o bem daquela geração não teve a possibilidade de se unir para servir o Criador. Ao invés, eram indivíduos isolados. E a correção disso começou na geração da dispersão que fez uma divisão na espécie humana. Isto significa que a correção começou com a reunião e a associação de pessoas para o serviço ao Criador, a partir de Abraão, a paz esteja com ele”.

O desejo de receber deve chegar à correção e se assemelhar à característica de doação, ou seja, o Criador, cujo desejo é beneficiar as criaturas.

O desejo de receber vai ser como o Criador através da intenção. Ele não pode mudar a si mesmo e continua a ser um desejo de prazer. Mas, como resultado do processo, todo seu prazer está na doação. Ele avança nesta direção.

A correção começa a partir do estado desenvolvido, da fase avançada da extensão das quatro fases de Ohr Yashar (Luz Direta), quando o desejo já sente a si mesmo, sua recepção. Ele está ciente de que está recebendo, entende que é o oposto do doador, e a sensação dessa diferença desperta vergonha nele.

Assim, a correção não começa imediatamente. Adão, o primeiro Cabalista, foi o único em quem ela despertou. Como nós, ele fez perguntas sobre o sentido da vida: “para que serve tudo isso? Por quê? Como?”, e ele chegou à descoberta da Luz Superior.

Os desejos eram fracos e pequenos, então, o que é chamado de refinado. E as correções também eram diferentes do que as nossas correções. Certamente, o desejo de receber não só cresceu, mas também se dividiu em muitas partes. Não era só que a população da Babilônia não era grande. O número de seres humanos no mundo nos diz o quanto o desejo de prazer tem crescido e requer a divisão para que todos tenham o poder de corrigir sua parte.

Houve dez gerações entre Adão e Noé e Noé e Abraão, que liderou a correção de forma diferente e quis acrescentar a este processo todas as pessoas no mundo que ainda se concentravam em uma área.

Como sabemos, Abraão reuniu em torno dele todas as pessoas que queriam se juntar a ele e as levou para fora da Babilônia.

Na maior parte, não há nenhuma diferença significativa dos tempos antigos até os nossos dias: nem em essência e nem nas fases do processo. Claro, cada um sente sua forma única através de seu Reshimo individual. Mas, de modo geral, todas estas correções são chamadas de “serviço do criador”, ou “trabalho para o Criador,” que cabe a nós.

Assim, no tempo de Abraão, parte dos babilônios começou a se separar dos outros e eles se chamavam Yashar-El (direto ao Criador), Israel, de acordo com sua inclinação, seu objetivo. Quando eles se uniram, passaram por vários estados de conexão em níveis mais ou menos fortes, fases de análise, os níveis de Abraão, Isaque e Jacó.

Depois disso, eles se encontraram no estado baixo do exílio Egípcio e sentiram como seu ego novamente tinha crescido e os dominado, tal como tinha sido na Babilônia. Mas eles já se relacionaram ao seu domínio de forma diferente. Eles queriam deixar seu domínio, e naquela época eles tinham quase desaparecido, misturando-se tanto que foram engolidos dentro dele.

Este era um perigo real, os “49 Portões da Impureza,” um estado quase sem solução. E apesar de tudo, com suas últimas forças, com a ajuda da força entre eles chamada “Moisés”, eles tiveram sucesso na escuridão, sob uma sucessão de golpes, para despertar tanto “no bem” e “no mal” e fugiram do domínio do ego, elevando-se sobre ele.

Isso foi chamado de “Êxodo do Egito” — eles subiram acima do ego e foram atraídos para o desenvolvimento. No entanto, o ego não desapareceu, mas eles o controlaram.

Este controle do ego e até mesmo a capacidade de usá-lo corretamente para a doação é chamado “Torá”. O exílio Egípcio, a descida ao abismo do narcisismo que foi descoberto, em última análise, lhes forneceu essa capacidade.

E depois disso, começou o período do deserto, onde eles ajustaram o ego e o corrigiram com o doar a fim de doar, preenchendo-o com Hafetz Hesed (deliciando-se na misericórdia). Mesmo que eles não tivessem nada, visto que estavam em devastação, eles passaram de desejo em desejo e cada vez descobriram o mal e o corrigiram.

A Torá nos fala sobre este período e nos explica como é necessário corrigir o ego, para ultrapassá-lo e controlá-lo. Mas é o controle apenas no primeiro nível: doar a fim de doar.

Assim, com a subida de Malchut à Bina, depois de “quarenta anos no deserto” estávamos finalmente prontos para corrigir Malchut. Este já era o nível chamado “entrada para a terra de Israel”. Nós continuamos com as correções e guerras, conquistando a terra, até que o povo de Israel dominou a terra de Israel.

Mas com isto a correção não foi concluída. Apenas seu primeiro estágio terminou, que tinha continuado desde Abraão até a construção do primeiro templo (Beit HaMikdash). Esta foi a correção somente daquelas pessoas que tinham saído da Babilônia, uma pequena parte da humanidade. Mas a correção geral que Adam HaRishon havia começado não tinha sido realizada.

Portanto, para prosseguir o processo, o grupo de Abraão que tinha se tornado o povo de Israel, teve que ser dividido e entrar em contato, em conexão, com todo o resto desses desejos, essas partes da humanidade que são chamadas de “setenta nações do mundo”. Entretanto, eles tinham sido espalhados por todos os lugares na terra; em outras palavras, de serem controlados pelo ego, eles passaram por todos os tipos de controle, criaram as religiões e crenças e despertaram várias forças que agiram sobre eles.

Então a nação de Israel não só tinha que cair de seu nível, mas também tinha que ser espalhada entre todos os povos, entre todas as forças, controles e métodos, para ser integrada com eles e integrada neles.

A destruição do segundo templo simboliza a queda final do povo de Israel em ódio infundado que foi pior do que entre todas as nações do mundo, porque eles quase perderam a conexão entre si, a característica do povo de Israel e de pertencer à terra de Israel. Na verdade, apenas sua orientação geral, apenas a necessidade de fazer a correção para o futuro, para o bem é o que os manteve juntos de alguma forma.

Depois disso, foi concluída a integração com o mundo e agora o despertar começou novamente. Em primeiro lugar, o povo de Israel entrou na terra de Israel. Depois eles se corrigiram, de ser um pequeno grupo até todas as pessoas habitando em Sião, depois que o povo de Israel se espalhou em toda a diáspora e depois gradualmente todo o mundo.

Tudo acontece gradualmente, de acordo com o refinamento dos vasos, desejos e com a integração dos Reshimot que permaneceram desde o tempo da quebra. Na verdade, não há ninguém que seja maior e ninguém que seja menor aqui. Nós vemos isso dentro do material de acordo com a intensidade do desejo de receber e os Reshimot que são despertados dentro dele.

Eles estão sob a influência da Luz que os desperta adequadamente. E todas as correções são sustentadas desde a correção mais leve até a correção mais pesada. É como acontece o desenvolvimento.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/07/14, Escritos do Baal HaSulam

Coloquem Juízes E Guardas Em Todos Os Portões

Dr. Michael LaitmanPergunta: Numa sociedade corrigida, quando alguém me prejudica, deve haver um juiz a quem eu posso me dirigir com minha reclamação?

Resposta: Não, eu devo me sentar junto com aquele que me prejudicou e analisar o incidente. Pode ser necessário convidar pessoas adicionais, então teremos dez pessoas num círculo. O problema não é que ele fez algo ruim para mim; mas que fizemos um mal geral para todos.

A disputa entre nós não é um problema particular entre eu e você. Através dela, nós machucamos toda a sociedade, e cabe a nós resolvê-la de uma maneira geral, com a participação da sociedade. Não há nada para se envergonhar e se esconder aqui. É muito importante analisar junto com todos como nós podemos corrigir este defeito. Você não me machucou pessoalmente; mas através de mim você machucou toda a sociedade. Esta abordagem é absolutamente diferente da que existe hoje. Então todos nós devemos examinar qual é o dano, por que isto aconteceu, e corrigi-lo juntos.

Basicamente, cabe a nós reconhecer que somos culpados de que você cometeu uma transgressão. Isto é assim porque para nós, como uma sociedade, não houve uma influência forte o suficiente para mantê-lo no caminho certo. Isto significa que a pessoa que cometeu a transgressão não é culpada; mas, em primeiro lugar, toda a sociedade, seu ambiente é culpado de não investir o suficiente nele, possibilitando que ele se comportasse desta forma. Este é um problema muito mais global do que nos parece hoje.

Pergunta: Em uma circunstância como esta, qual é o papel do juiz?

Resposta: O juiz só nos ajuda a alcançar o esclarecimento; ele nos explica que o problema não está em uma pessoa isolada, mas em seu ambiente. A pessoa é o produto de seu ambiente. Ela nasce com a gente e esteve sempre entre nós. Nós estamos familiarizados com ela, onde ela estuda, seu local de trabalho, sua família. Então o que aconteceu de repente que não conseguimos mantê-la na moralidade superior? Por que de repente ela caiu? Aparentemente ela perdeu a conexão com a gente, e então nós somos os culpados!

Pergunta: É lógico que o julgamento seja não só com respeito ao transgressor, mas toda a sociedade?

Resposta: Como é entendido, o julgamento não é de forma alguma em relação a ele. Ele é um produto da sociedade, então a culpa toda é do ambiente.

Pergunta: Se for assim, nós devemos examinar todas as controvérsias menores aqui e ali, entre uma pessoa e outra, juntamente com toda a sociedade, de manhã à noite?

Resposta: Pode ser que seja assim. Mas com isso todos nós avançamos. Nós descobrimos os lugares onde não trabalhamos o bastante na conexão entre nós, possibilitando que nos influenciemos uns aos outros. Desta forma toda a sociedade vai subir. Problemas cada vez mais recentes serão revelados, mas eles irão reforçar a unidade numa sociedade o tempo todo, até que ela se torne como “um homem com um coração”.

Pergunta: Isto é completamente diferente da nossa atitude atual onde há o acusado e os acusadores. Hoje, o tribunal determina quem está certo e quem se deve culpar. Numa sociedade corrigida, a culpa individual não existe de forma alguma e todos os escrutínios acontecem no nível da sociedade?

Resposta: Na verdade, mesmo hoje o criminoso pede ao tribunal um perdão, justificando-se dizendo que cresceu sem pais, fora de casa, num ambiente ruim, foi expulso da escola e lhe faltou educação. Ele também vem com reivindicações contra a sociedade.

Mas nós não estamos prontos para ouvir essas afirmações; em vez disso nós simplesmente o mandamos para a prisão por dez anos. Mas talvez valesse a pena ouvir, pode ser que ele se justifique. Mas a sociedade não está preparada para ouvir isso.

O sistema judiciário na sociedade corrigida encontra-se nas mãos do povo e dos juízes da nação. Através disso ele se eleva o tempo todo. Isto é o que quer dizer, (Deuteronômio 16:18) “Juízes e oficiais porás em todas as tuas cidades…”.

De KabTV “Uma Nova Vida” 17/06/14

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 3

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein.

O Paradoxo do Amor

E, apesar de tudo, o que Abraão quis dizer com as palavras, “ama o próximo como a ti mesmo”?

Nós queremos ser convencidos que não estamos fazendo um cavalo de batalha de algo tão simples. Pode ser que a pessoa não precise procurar por qualquer lei da natureza. Basta seguir esse princípio egoísta e todos serão felizes. Basta ser mais diligente e pronto.

O problema é que é fundamentalmente impossível manter a Mitzvah (preceito) de Abraão. Era impossível naquela época, quando ela apareceu, era impossível depois disso e mesmo agora é impossível. Você pode se convencer que é possível?

“…. Nós fomos comandados: “Ama o próximo como a ti mesmo”. As palavras “a ti mesmo” nos diz, ama o teu próximo na mesma medida que você se ama, nem um pouco menos. Em outras palavras, você deve constante e vigilantemente satisfazer as necessidades de cada pessoa na nação Israelita, não menos do que você está sempre vigilante para satisfazer suas próprias necessidades”. (Do livro, Matan Torá – A Entrega da Torá).

Isto não é suficiente? Bem, então vamos adicionar outra citação dessa fonte.

“… quando às vezes ele tem um travesseiro, se ele próprio repousa nele e não dá a seu escravo, ele não observa ‘porque ele está feliz contigo’, pois ele está descansando sobre um travesseiro e o escravo, no chão. E se ele não está nele e não dá ao escravo, igualmente, é regra Sodomita”.

Encontra-se que involuntariamente ele deve dar a seu escravo. E o próprio mestre descansa no chão.

É difícil de acreditar que poderia ser encontrada uma pessoa otimista, que iria começar a convencer alguém a estar pronto para realizar esta Mitzvá totalmente. Isto é especialmente assim quando se fala de todo um povo. Isso equivale a um paradoxo. Por um lado, não estamos prontos para manter a Mitzvá, “Amar o próximo como a ti mesmo”; enquanto que, por outro lado, de alguma forma isso foi bem sucedido para o povo judeu. Houve um tempo…

Conectem-se E Vocês Terão Êxito

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati # 144 “Há certo Povo”:  Hamã disse que, em sua opinião, nós teremos êxito em destruir os judeus porque eles estão separados uns dos outros; por isso, a nossa força contra eles certamente prevalecerá, uma vez que provoca a separação entre o homem e Deus. E o Criador não irá ajudá-los de forma alguma, uma vez que eles estão separados de Deus. É por isso que Mordecai foi corrigir essa falha, como é explicado no verso, “os judeus se reuniram”, etc., “para se reunir, e apoiar a sua vida”. Isso significa que eles mesmos haviam se salvado ao se unir.

Quando os judeus na Pérsia estavam sob a ameaça de destruição, eles não foram ao rei para reclamar de Hamã e não tentaram provar que ele estava errado. Os judeus não foram ao público, quer a fim de disseminar e provar-lhes que eles são justos.

Em vez disso, eles se uniram e, assim, se salvaram. Embora sua força física não fosse grande, o poder espiritual de sua conexão era imenso. Na verdade, é a unidade, tornar-se um, que leva à vitória, realiza a disseminação, e faz tudo o necessário.

Acontece que a nossa disseminação é necessária primeiro entre o povo judeu. “Coenctem-se”, disse rainha Ester para o seu povo “e assim vamos ter êxito”.

Baal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 67:

Quando uma pessoa de Israel aumenta e dignifica a própria interioridade, que é o Israel nessa pessoa, sobre a exterioridade, que são as nações do mundo nela, isto é, quando ela dedica a maior parte de seus esforços para melhorar e exaltar a própria interioridade, para beneficiar a sua alma, e se esforça menos, a mera necessidade, para sustentar as nações do mundo em si, ou seja, as necessidades corporais, como está escrito (Avot , 1), “Torne a sua Torá permanente e seu trabalho temporário”, ao fazer isso, a pessoa faz com que os filhos de Israel subam na interioridade e também na exterioridade do mundo, e as nações do mundo, que são a exterioridade, reconhecem o valor dos filhos de Israel.

E se, Deus me livre, é o contrário, e um indivíduo de Israel aumenta e valoriza a própria exterioridade, que são as nações do mundo em si, mais do que o Israel interior nele, como está escrito (Deuteronômio 28), “O estrangeiro que está no meio de ti”, ou seja, a exterioridade nessa pessoa se eleva e sobe, e você mesmo, a interioridade, o Israel em você, cai. Com essas ações, a pessoa faz com que a exterioridade do mundo em geral – as nações do mundo – subam cada vez mais alto e superem Israel, degradando-os ao chão, e os filhos de Israel, a interioridade do mundo, a cair profundamente.

A forma como as forças são organizadas deriva da imagem da realidade, e por isso, nós devemos entender que tudo depende de nós. Primeiro nós temos que nos preocupar com a conexão e união entre o grupo mundial do Bnei Baruch como a parte interna de Israel. Depois nós temos que nos preocupar com o Israel externo e fazer tudo que está em nosso poder para unir o povo judeu.

Só então nós evocamos a correção do mundo, só se corrigirmos nossa unidade e não o mundo. É nisso que nós devemos participar e essa deve ser a nossa disseminação.

Assim, nós podemos levar ao mundo inteiro a mensagem de conexão de acordo com o método da sabedoria da Cabalá, mas visto que ela também nos ajuda a conectar, com isso nós corrigimos o mundo. O mundo é corrigido pela nossa conexão. Nós disseminamos nossa mensagem ao público, somos incorporados na humanidade, e isso ajuda a conexão interna entre nós, a qual realmente corrige o mundo.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/07/14, Escritos do Baal HaSulam

Destruição Ou Correção?

Dr. Michael LaitmanToda ação que não é dirigida à unidade faz um buraco no barco coletivo. Ações como estas são naturais para as nações do mundo, uma vez que elas se encontram na parte inferior da alma coletiva (abaixo do Chazeh, do peito). Em contraste com isso, por meio delas Israel causa grande dano a si mesmo e a toda a alma coletiva, uma vez que está em sua metade superior (acima do Chazeh).

Assim, tanto a destruição como a correção que são realizadas pelo povo de Israel determinam o estado de todo o mundo. Assim, o povo de Israel deve se relacionar com grande responsabilidade para com suas ações em nosso mundo. E alguém que pertence a Israel no sentido espiritual, ou seja, aquele que aprende e quere realizar o método de conexão, deve ser ainda mais cuidadoso com suas ações.

Quanto mais próxima uma pessoa está do centro, da realização do método de conexão, maior é a correção ou o dano que ela pode causar.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 10/07/14