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De Quem Depende O Mundo Inteiro?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nos países árabes houve uma série de revoluções que ocorreram com a ajuda de redes sociais como Facebook, Twitter, etc. Mesmo agora, a mesma coisa está acontecendo com a gente. Em outras palavras, nossos inimigos estão usando as mesmas conquistas do mundo moderno sem declarar guerra contra nós. Será que precisamos conduzir uma guerra cultural como essa com eles?

Resposta: Você pode fazer o que quiser. Mas nada vai ajudar! Somente se houver realmente uma ameaça a vida e a morte, é que é necessário se defender sem considerar qualquer outra coisa. Mas, ao mesmo tempo, depende de você mover o povo rumo a unidade interna.

Então, todo mundo irá gradualmente começar a mudar a sua opinião sobre você, porque através da conexão e unidade, você estará conectado ao mundo inteiro. Então você vai canalizar completamente novas forças do bem, conexão mútua e unidade para o mundo inteiro, que o mundo tanto precisa. E sem o poder de conexão e unidade, isso irá se mover rumo a guerra.

Todo mundo entende e sabe disso, mas eles não podem fazer nada, porque além do povo de Israel, ninguém tem liberdade de escolha. Assim, o mundo inteiro condena os judeus. Os povos do mundo sentem inconscientemente que dependem de nós. E não é só que eles nos culpam por todos os problemas, é um sentimento interno de dependência. Por exemplo, se eu sinto que dependo de uma pessoa em particular, eu tenho medo dela, a odeio, ela não sai da minha mente, e eu não sei o que fazer com essa conexão. Isso é precisamente o que as nações do mundo sentem sobre nós. Isso é um fato.

Pergunta: Isso significa que eles têm medo de nós?

Resposta: Eles estão assustados, o que significa que sentem que não podem nos aniquilar. Se pudessem, nos eliminariam da face da Terra. Eles tentaram, mas não funcionou. Mas essa não é a ideia; ao contrário, é o sentimento de impotência diante de Israel que todos sentem inconscientemente. Eu tenho viajado por todo o mundo, dado entrevistas e palestras em dezenas de universidades, grandes jornais, nos meios de comunicação de massa, e tenho conversado com cientistas, políticos e sociólogos. Isto é o que as pessoas sentem.

Pergunta: Será que isso significa que o povo de Israel e a própria nação não podem ser destruídos?

Resposta: O povo não, a nação sim. Nós poderíamos tranquilamente ser expulsos daqui. Nesse meio tempo, um mundo supostamente bilateral ainda existe, mas não temos necessidade de ninguém. Se não houvesse uma supervisão superior através da qual precisamos nos unir nesta terra, já não estaríamos aqui.

No entanto, a cada dia eu vejo como o povo de Israel está se tornando cada vez mais consolidado internamente, mais sensível, e entende que nada vai salvá-lo, exceto a conexão e unidade entre nós. Eles estão cada vez mais preparados para compreender, perceber e ouvir essa ideia, e nossa organização é cada vez mais capaz de explicar isso e dar um exemplo.

De KabTV “Confronto. Como funciona na realidade” 28/10/15

Prevenir a Terceira Guerra Mundial – Parte 2 “Precisamos Da Força Do Bem!”

laitman_546_02Pergunta: O que a Cabalá diz sobre a possibilidade de uma terceira guerra mundial?

Resposta: Na década de 1920, quando os cientistas recém tinham começado a desenvolver armas nucleares, o maior Cabalista do século XX, Baal HaSulam, escreveu em seu livro A Última Geração que se a humanidade não caísse na real e ativasse o método da autocorreção para equilibrar as forças positivas e negativas em cada um de nós, na sociedade e no mundo, isso conduziria inevitavelmente a uma guerra nuclear.

Mas aquele que é sábio vê com antecedência o que pode acontecer, e assim evita desastres iminentes; eles não são necessários. Ele tem um pressentimento do sofrimento que se aproxima, e isso o ajuda a escolher outro caminho, o caminho da correção da sua natureza.

Assim, para a humanidade há dois caminhos: aceitar e implementar o método de autocorreção ou atingir isso através de um caminho de grande sofrimento e imensa destruição!

Isto irá envolver tanto a Europa e a Rússia, e, é claro, todo o Oriente Médio.

Pergunta: Há abordagens analíticas dos Cabalistas ao texto do Livro das Revelações, ou eles veem apenas significados ocultos nas profecias?

Resposta: Nestes textos não há significados ocultos! O que eles dizem é derivado simples e facilmente da sabedoria da Cabalá. Eu repito; temos duas possibilidades!

  • Nós nos corrigir e nos transformamos numa sociedade onde o bem e o mal se equilibram, e vivemos uns com os outros numa harmonia que se estende para o mundo circundante em todos os níveis: inanimado, vegetal e animal.
  • Ou como campesinos, começamos batendo uns nos outros até que apenas um pequeno grupo de pessoas permaneça na terra queimado e exausto. Assim, aqueles que sobreviverem vão começar a construir uma sociedade adequada onde o bem e o mal estarão equilibrados.

Portanto, tudo depende da nossa liberdade de escolha! Será que nós escolhemos o caminho da correção da nossa natureza, equilibrando a nós mesmos e, desta forma toda a sociedade, que engloba principalmente os três continentes: Europa, Rússia e América, ou continuamos a avançar cegamente, jogando com apenas uma força, uma contra a outra?

Pergunta: No Livro das Revelações, o que simboliza a abertura dos selos?

Resposta: Esses selos são as características ocultas da natureza, que podemos trazer para a nossa correção.

Pergunta: Estes selos não estão abertos ainda?

Resposta: Tudo depende de nós!

A sabedoria da Cabalá já foi revelada às pessoas. Isso possibilita que atinjamos todas as fontes para a força do bem que existe no mundo, mas nós não as descobrimos. Elas estão seladas, é necessário abri-las, e, assim, a força do bem aparecerá e equilibrará nossa força egoísta do mal.

Pergunta: No Livro das Revelações, a abertura dos selos leva a novos eventos sobre o fim do mundo. Talvez seja melhor não abri-los?

Resposta: Não! Nós precisamos da força do bem! Precisamos entender o texto corretamente. Eu uso as fontes Cabalísticas e confio nelas. Mais uma vez eu digo: Não há problemas aqui. Essa possibilidade está em nossas mãos. Nós não somos fantoches cegos nas mãos da natureza. Nós podemos fazer isso! Isso está em nosso poder.

De KabTV “Conversas com Michael Laitman” 23/10/15

Prevenir A Terceira Guerra Mundial – Parte 1 “Por Que Há Conflitos?”

laitman_626Comentário: Dez anos atrás, você disse que o confronto entre Israel e a facção radical da comunidade árabe não era um conflito local, que os extremistas iriam começar um confronto com Israel e, mais cedo ou mais tarde, isso iria chegar a um confronto com o mundo inteiro, e que este seria o início da Terceira Guerra Mundial, que só vai continuar a crescer.

Então, isso me pareceu um capricho cabalístico, mas hoje eu entendo que é necessário começar a ouvir as previsões cabalísticos mais atentamente, com particular preocupação.

Resposta: Infelizmente o que é dito na sabedoria da Cabalá foi realizado ao longo de toda a história com precisão matemática. Pode haver uma diferença no tempo, mas, em princípio, mesmo isso não acontece.

Quarenta anos atrás o meu professor me disse que por volta do ano 1995, a revelação da sabedoria da Cabalá logo começaria entre as massas, depois haveria um outro período, etc. Tudo isso iria acontecer precisamente, e despertar grande medo entre todos aqueles que estão cientes das previsões.

Uma terceira guerra mundial não seria como as guerras anteriores; é a soma de um grande número de conflitos locais lentos e intermináveis, esgotando toda a humanidade.

A ideia é que a humanidade está chegando a um limite em seu desenvolvimento. Eles vão começar a entender que não conseguiram se dar bem uns com os outros ou com as leis da natureza, que determinam suas vidas.

Não só não estamos cientes das leis da natureza, mas não podemos sequer controlar nossa sociedade, em qualquer área da vida. A ciência está num beco sem saída, as famílias estão se separando, e as pessoas preferem fugir com drogas e tranquilizantes.

A humanidade está confusa. O forte neste mundo não sabe o que fazer. Geralmente, o mundo em que estamos habituados a viver com sucesso tornou-se totalmente incerto. Então, conflitos e confrontos começaram.

O mundo tornou-se integral, redondo; diferentes leis estão operando nele: as leis da conexão integral entre todos. Cada pessoa influencia o mundo inteiro, e o mundo inteiro a influencia; tudo está entrelaçado. Nós ainda não vemos essa rede de forças, mas ela nos conecta muito fortemente, como as células do corpo da humanidade. Na sabedoria da Cabalá, isso foi escrito há milhares de anos.

Mas o problema é que somos construídos de acordo com um princípio egoísta individualista e não de forma integral. Não podemos abranger todo esse sistema; não pode cooperar de forma correta e mútua uns com os outros; não visamos receber e doar juntos.

O ser humano é a única criatura na natureza criada no princípio egoísta. Os níveis inanimado, vegetal e animal da natureza existem instintivamente; eles não têm liberdade de escolha. Mas o ser humano é construído de acordo com outro princípio; só o egoísmo opera dentro dele.

Assim, conclui-se que, se as partes inanimada, vegetal e animal da natureza estão num equilíbrio dinâmico (positivo-negativo, quente-frio, escuridão-luz), nossa natureza egoísta interior não é equilibrada por uma boa força, mas apenas carrega um caráter negativo.

Pergunta: Mas há pessoas que se oporiam: “Desculpe-me, ontem eu ajudei uma velhinha a atravessar a rua”. Outra dirá: “Desculpe-me, mas há dez anos não podíamos sequer imaginar que uma rede social incrível como o Facebook seria criada!” Então, não temos uma direção positiva de desenvolvimento?

Resposta: Sim. Mas isso também é gerenciado pelo nosso ego.

Acontece que não podemos simplesmente fazer o bem, sem mencionar a realização do principal mandamento de amar o próximo. A pessoa precisa de uma força positiva interior que irá equilibrá-la.

Esse problema é sentido em todos nós, porque somos basicamente guiados apenas pela força negativa. Onde podemos atingir uma força positiva para gerenciar a nós mesmos e o mundo com sucesso? Este é o desafio mais proeminente que a humanidade enfrenta hoje.

Continua…

De KabTV “Conversas com Michael Laitman” 23/10/15

As Corporações Passam À Ofensiva

Laitman_408Truque Transatlântico?

Houve manifestações maciças na Europa contra o iminente tratado sobre uma zona transatlântica de livre comércio entre a União Europeia, Estados Unidos e Canadá.

Só na Alemanha, 250.000 pessoas se manifestaram, o que enfatiza a importância crucial do problema.

Em suma, o tratado prevê um comércio menos regulado entre os participantes de ambos os lados do Oceano Atlântico. Dentro de sua concepção, menos restrições vão dificultar que as corporações e empresas exportem e importem vários bens. À primeira vista, tudo parece bem: a intensidade da colaboração cresce e fortalece a cooperação entre os parceiros …

No entanto, as pessoas estão preocupadas que, na prática, o acordo irá conceder às corporações poder excessivo e vai alterar as leis e regras existentes para servir os interesses das grandes empresas.

Hoje, as leis, em princípio, protegem os interesses dos consumidores: por exemplo, de que a carne que compram não contenha excesso de hormônios ou de medicamentos não aprovados para que a população não esteja exposta ao perigo de contaminação e infecção.

Agora essa barreira poderia ser prejudicada, ao facilitar a supervisão estatal que permitirá que as corporações façam qualquer coisa que beneficie seus bolsos.

Será mais difícil para os governos interpela-las e restringir legalmente o mercado em detrimento dos lucros das empresas. Como resultado, grandes empresários e empresas vão ficar mais forte do que os seus governos e acabarão por ditar a sua vontade sobre a administração de seus países.

Além da Lei

Não é apenas mais um medo; é um processo contínuo. Muitos anos atrás, eu fui convidado a palestrar na Suíça. Havia dois edifícios próximos uns dos outros na rua: um banco e um prédio de escritórios do governo. Uma pessoa que me acompanhava brincou que as grandes decisões não são feitas no Parlamento, mas nos lobbies dos financistas: cada ministro para no banco no caminho do trabalho e recebe instruções de lá.

Na verdade, essa não é uma piada! Nos últimos 10-15 anos, uma situação nova surgiu: pessoas que têm um monte de dinheiro prevalecem sobre seus governos. As empresas agora são globais, e isso lhes dá um poder e oportunidades sem precedentes.

Elas podem manobrar, mover suas operações e o capital de um lugar para outro, e trocar recursos “para além das fronteiras oficiais”. Para elas não existem fronteiras. Um exército de advogados bem treinados está sempre ao seu serviço; elas têm dinheiro suficiente para comprar qualquer coisa, incluindo instituições governamentais. É do conhecimento comum que quanto mais dinheiro você tem, menos leis observa.

Como resultado, os governos são dependentes de um grande negócio.

A única exceção são os regimes totalitários. O seu grau de liberdade também é limitado, mas eles mantêm o poder de decisão e não têm que consultar e coordenar as suas resoluções com os ricos. Mas qualquer ditador pode ser neutralizado por um “Rothschild”, por uma elite financeira que aspira dominar o mundo.

Os Benefícios das Grandes Empresas

Como resultado, ela rege o sistema, que se baseia em empresários seniores. Existem apenas algumas dezenas de pessoas, embora, na verdade, não estejamos falando sobre pessoas, sobre dinheiro, sobre as corporações. E, claro, elas estão “comandando o show”.

É por isso que o nosso mundo está se tornando cada vez mais global e integral. Todas as suas partes estão interconectadas. Todo mundo depende de todos. E isso é bom! Graças ao Creso moderno, rapidamente descobrimos que o mundo é redondo e inseparável.

Um ponto positivo aqui é que isso promove a realização do mal que é essencial para iniciar o tratamento. Nós revelamos uma doença: a nossa conexão neste mundo unido e mutuamente dependente é errada! Nossa unidade é negativa. É como se todos nós vivêssemos num apartamento, num país, num espaço comum, não limitado por fronteiras artificiais, e, ao mesmo tempo, continuássemos a nos odiar.

Será que eu realmente me preocupo com flutuação do yuan, euro ou dólar? Como é que eu, pessoalmente, dependo deles? No entanto, eu dependo deles cem por cento. Corporações “projetam” seus jogos globais sobre a minha carteira pessoal.

Então, as grandes empresas “abrem nossos olhos”: isso liga e nos impacta mais do que os governos, demonstrando que o mundo está unido.

Ao mesmo tempo, as grandes empresas permanecem nas sombras: moguls (magnatas) e grandes corporações impactam a política, mas eu não vejo como os governos fazem o seu lance e confiam na explicação dos acontecimentos atuais por apresentadores de TV.

Cidadãos do Mundo

No geral, isso cria uma situação de garantia mútua, mas com sinal negativo. Nós todos parecemos depender de um banco, de uma fonte de abastecimento, uma mente, um desejo, que é uma grande empresa.

Teoricamente, se as pessoas mais influentes do mundo se reunissem numa sala, elas seriam capazes de determinar tudo o que acontece no mundo. Suas decisões se tornariam realidade se não fosse a força superior.

Assim, seu único poder não me deixa muita escolha. Eu não posso, como antes, ignorar os eventos distantes e negligenciar o que está acontecendo em outros países. Agora, tudo o que acontece ao redor do globo é importante para mim, porque hoje tudo afeta tudo.

Se sentirmos que o mundo está inseparavelmente conectado, nos tornamos “cidadãos do mundo”: eu dependo de todo mundo e todo mundo depende de mim.

Digamos que eu more na Europa. Por que eu me preocupo com o governo local se não existem fronteiras e posso me estabelecer onde eu quiser? Diferenças se dissipam, as leis se unificam…

A última vez que eu estava dirigindo nas estradas europeias, eu não via muita diferença. Apenas quando eu entrei na Suíça, eu tive que pagar uma taxa. Caso contrário, não há fronteiras!

As pessoas reconhecem que o mundo é unificado; nós reconhecemos a nossa interdependência. No entanto, até agora a nossa unidade não nos faz qualquer bem; em vez disso, nos fere.

Garantia Mútua com Um Sinal Negativo

Pergunta: O que significa garantia mútua negativa?

Resposta: Nós vivemos na sociedade; eu, juntamente com os outros, cuido do bem comum; eu contribuo para a comunidade e não me preocupe com o fato de que outros façam o mesmo. Todo mundo serve a todos: algumas pessoas cuidam da segurança, algumas do comércio, outras da fabricação, alguns da saúde, alguns da educação, etc.

Isso é o ideal. Na realidade, é bem diferente. Nós vivemos num mundo grande, onde ninguém se preocupa com os outros. Ao contrário, nós negligenciamos nossos vizinhos ou nos aproveitamos deles. Como resultado, algo obscuro e incompreensível está preenchendo o vácuo da irresponsabilidade e da anarquia.

“Nosso Povo” Governa

Mas o propósito do poder que grandes corporações adquirem é a construção de um sistema adequado de serviços para si mesmas. Essa pequena ponta da pirâmide do mundo provê a si mesma tudo o que precisa. Elas têm as suas próprias escolas, universidades, medicina e assim por diante.

Quando a rainha da Jordânia precisa de tratamento médico, ela sabe onde ir. Ela é vista individualmente sem levar em conta as relações políticas ou diplomáticas de seu país com os outros. Nesse nível, todos eles estão “juntos”.

Assim, as empresas criaram uma espécie de “governo internacional” que tem um poder real. Afinal, a principal força em nosso mundo é o dinheiro.

De KabTV “Uma Nova Vida” 08/10/15

“O Aquecimento Global É Uma Grande Farsa”

laitman_546_03Opinião (Hal Lewis, físico): “É obviamente a farsa do aquecimento global, com os (literalmente) trilhões de dólares que a dirigem, que corrompeu tantos cientistas, e carregou consigo a APS (Sociedade Americana de Física) como uma onda gigantesca. É a maior e mais bem-sucedida fraude pseudocientífica que já vi em minha longa vida como físico. Qualquer pessoa que tenha a menor dúvida de que isso é assim deve forçar a si mesma a ler os documentos ClimateGate, que a dissecam. (O livro de Montford organiza os fatos muito bem). Eu não acredito que qualquer físico real, muito menos um cientista, possa ler esse material sem repulsa. Eu quase tornaria essa repulsa uma definição da palavra cientista.

“Portanto, o que a APS, como uma organização, tem feito em face desse desafio? Ela aceitou a corrupção como norma, e a seguiu…

“Eu sinto a necessidade de adicionar uma nota, e isso é conjectura, uma vez que é sempre arriscado discutir os motivos das outras pessoas. Essa intriga no QG da APS é tão bizarra que não pode haver uma explicação simples para isso. Alguns defenderam que os físicos de hoje não são tão inteligentes como costumavam ser, mas eu não acho que isso seja um problema. Eu acho que é o dinheiro, exatamente o que Eisenhower alertou um meio século atrás. De fato, há trilhões de dólares envolvidos, sem falar da fama e da glória (e frequentes viagens a ilhas exóticas) que ocorrem ao se tornar um membro do clube”.

Meu Comentário: Em nossos tempos, tudo no mundo está à venda ou em troca de outros benefícios. Isto é evidente na atribuição de prêmios Nobel, a conversa vazia das Nações Unidas, UNESCO, etc. O círculo se fecha e claramente revela a natureza primitiva da humanidade, o desejo egoísta.

Em princípio, como é possível condenar essas pessoas se nenhum de nós é capaz de fazer o menor movimento, sem qualquer benefício para si mesmo, que é a energia necessária para o movimento! Apenas uma recompensa maior, a descoberta do Criador, pode despertar e empurrar a pessoa a realizar o movimento altruísta.

Da Crise Ao Nascimento

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (To The Death Media): Está finalmente chegando a hora da verdade para os principais bancos centrais em todo o mundo, porque no dia 10 de outubro o grupo G30 de impressoras de dinheiro globais admitiu num relatório detalhado que as dezenas de trilhões de dólares, euros, ienes e outras moedas que eles têm infundido no sistema não têm feito absolutamente nada para as economias locais. Em vez disso, tem feito o que os economistas disseram que iria acontecer desde o início alternativa …

“Criar bolhas de ativos, dívidas impagáveis, e garantir que não haveria um crescimento sustentável. …

“Os bancos centrais nunca tiveram o objetivo principal de proteger uma economia, ou regular criteriosamente a oferta de dinheiro de uma nação. Em vez disso, seu propósito, voltando para suas criações ao longo dos últimos 400 anos, tem sido o de proteger os bancos privados e através da ferramenta de inflação, roubar a riqueza de um determinado país e, em seguida, passar para novos campos que estão intocados por seus instintos de gafanhotos. E com os EUA, Europa, Japão e outros estando no precipício da quase insolvência completa, os sociopatas dentro dos bancos centrais mundiais estão tentando seu melhor para desviar seus fracassos para outra pessoa, e agem como se os resultados que o mundo está enfrentando não fosse culpa deles “.

Meu Comentário: É maravilhoso descobrir que o mundo egoísta está em colapso e um mundo altruísta está nascendo. Ainda mais maravilhoso é a ajuda que está tornando o seu parto mais fácil através da unidade daqueles que querem nascer juntos dentro de um único corpo novo, desejo.

A Crise Mundial

 Dr. Michael LaitmanNas Notícias (radonezh.ru): “O mundo está numa situação difícil, os problemas estão em toda parte e a situação é cada vez mais grave. Quem está gerindo a Terra está fazendo truques astutos conosco para continuar a nos manter em cativeiro. É muito tarde para discutir o problema do desenvolvimento da estabilidade durante a realização de uma guerra. O mundo precisa de um novo consenso.

“Nós estamos vivendo num mundo frágil, que está se desenvolvendo rapidamente, com a estabilidade diminuindo, com isso tornando-se a nova norma de nossas vidas. A globalização parou de fornecer os seus dividendos. Os Estados Unidos estão se juntando com 40 nações e negociando um tratado de livre comércio transatlântico com a União Europeia. A Rússia está fazendo sua própria união com o leste europeu. A China também está interessada nela, e esses blocos vão competir. Não há nada de bom para o indivíduo. O mundo está à beira da destruição do paradigma econômico básico do desenvolvimento. Na história da Europa houve dois casos como esses nos últimos 2.000 anos. Estas são a destruição entre os séculos IX e XI, quando o modelo antigo econômico foi substituído por um modelo feudal, e entre os séculos XVI e XVII, quando o modelo feudal foi substituído pelo modelo capitalista. Hoje, o mecanismo de desenvolvimento capitalista está saindo. Mas, como acontece todas as vezes, isso vai continuar por alguns séculos e trazer graves desastres. O pico da crise será no meio de 2016, com a possibilidade do colapso do sistema financeiro”.

Meu Comentário: O colapso da sociedade existente, com todas as suas conexões e formas egoístas, deve acontecer, e quanto mais cedo isso acontecer, melhor será para todos nós. Porque, nesse caso, o colapso será mais suave. Os sistemas existentes são baseados na natureza egoísta da humanidade, e deve ser entendido que ela esteja completamente quebrada.

Nós mesmos devemos querer mudar nossa natureza, porque esse é precisamente o lugar de cada um contra todos, forçando todo mundo a construir a sua própria felicidade nas desgraças de outra pessoa, causando uma colisão entre nações e continentes inteiros. A sabedoria da Cabalá nos ensina como se mover para o novo mundo de forma rápida e alegre, para o bem de todos.

“O Capitalismo Está Devorando A Própria Cauda”

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (inosmi.ru): “O mundo pode em breve entrar numa era em que será possível ser rico só por causa de seu nascimento. O capitalismo moderno está cada vez mais parecido com o feudalismo. …

“De acordo com os cálculos da British Charity Oxfam, no próximo ano 1% das pessoas mais ricas do planeta estará acumulando mais dinheiro do que os 99% restantes. …

“Se o crescimento médio da produção mundial é de 1-1,5%, enquanto a renda de investimento de capital  chega a 4-5%, ao especular mo mercado, você pode ganhar muito mais do que produzir algo útil para a economia. A maior chance de enriquecimento é para aqueles que têm capital suficiente e podem se dar ao luxo de entrar em especulação financeira. Então, eles acumulam cada vez mais dinheiro e estão cada vez mais alienados em termos de propriedade do resto da sociedade e de seus problemas. …

“‘Por isso, as circunstâncias do nascimento são mais importantes do que talento e esforço”, – escreveu o economista americano e Prêmio Nobel, Paul Krugman.

“A nova aristocracia – não é tanto a aristocracia da indústria, uma vez que é um círculo de pessoas que retêm o dinheiro. Muitos economistas há muito tempo apontaram para a especulação financeira como uma fonte de crescente estratificação. …

“Grande parte dessa riqueza de papel pode evaporar como resultado da turbulência financeira, assim como em algumas semanas em junho e julho de 2015, 2,8 trilhões (o valor é próximo ao do PIB nominal da França) evaporaram-se nas Bolsas Chinesas. O problema é que os grandes especuladores financeiros não ficaram pobres por causa do colapso. São os pequenos apostadores que perdem as suas poupanças nos mercados, não podem contar com qualquer apoio. Bancos nestas situações também podem contar com ajuda do Estado. …

“O aumento da estratificação também leva a uma diminuição da mobilidade social, acesso limitado à educação. No longo prazo, a economia menos ‘igual’ também sofre com a maior probabilidade de altos cargos serem tomados por pessoas não muito talentosas, mas por aquelas que compensam a falta de talento pelo nascimento em uma família rica ou conhecidos em cargos importantes. …

“O crescimento da disparidade de renda no longo prazo também pode levar a consequências políticas desastrosas. Por um lado, leva para o modo oligárquico, por outro lado, aumenta a simpatia pelos movimentos radicais que buscam eliminar a ordem sócio-política existente. …

“É possível observar um prenúncio de países que se encontram na periferia da Zona do Euro. Há cada vez mais uma geração que nunca teve uma chance num emprego normal. ‘O nível de estratificação financeira na Europa têm ameaçado o equilíbrio social. Quando a taxa de desemprego é alta (entre os jovens na Grécia e em Espanha é de 50%), a geração mais jovem não tem perspectivas “, – indica Janusz Shevchak. …

“‘Piketty escreve em seu livro que, se o nível de retorno sobre o capital exceder de forma consistente o nível de crescimento econômico (que ele prevê em suas obras), isso pode levar à destruição dos alicerces sobre os quais se constrói o capitalismo democrático, isto é, a ideia de que o trabalho permite ficar rico, e que seu efeito material depende das habilidades individuais e do esforço. Como resultado, o fenômeno exacerbado de deslegitimação do capital é seguido de um movimento ativado “de irritação”, levando ao poder partidos populistas (tanto de esquerda quanto de direita), inteligentemente encontrando o acesso ao público descontente”, – lembra Sobochinsky. …

“… na Europa, princípios semelhantes apoiaram a formação de radicais durante a Grande Depressão dos anos 30: o Partido Comunista, o Partido Nazista Alemão, facistas, e os movimentos radical-socialista e nacional-radical. A história mostra que a radicalização da sociedade pode ser acelerada se uma crise econômica impuser uma crise de identidade da nação e a crise de imigração. …

“‘A resposta à crise dos anos 1930 foi a introdução de impostos muito elevados no âmbito da política do New Deal, de modo que no período pós-guerra conseguiu-se estabelecer relativo equilíbrio entre trabalho e capital, como resultado, a desigualdade de renda diminuiu significativamente’”.

Meu Comentário: Os capitalistas não são corajosos o suficiente para elevar os seus próprios impostos. Hoje já não há uma correlação clara e precisa entre o trabalho duro e os resultados do trabalho. Os países não estão fechados em suas fronteiras e os negócios tornaram-se globais.

Portanto, as pessoas não sentem que dependem do capital dentro de seus países e as corporações internacionais não sentem que dependem dele. A fim de sentir isso, elas têm que sentir o ambiente, a atitude para com os outros. O mundo chegou a um beco econômico sem saída e a única saída é através de novas relações sociais. Consulte “A Última Geração”.

Programa Da Vida, Parte 2

Fim do Desenvolvimento Inconsciente

laitman_742_03Pergunta: Qual é a diferença entre o desenvolvimento inconsciente e consciente?

Resposta: Todo esse tempo nós temos avançado de forma inconsciente, sob a pressão negativa que nos empurra por trás. A natureza nos obrigou a avançar, nos empurrou por trás enviando aflições, desejos insatisfeitos e uma sensação constante de deficiência.

Por um longo tempo, nós perdemos a esperança de ver coisas boas no futuro; no entanto, a pressão por trás é tão grande que nos força a seguir em frente. Quando olhamos para a frente e para trás, vemos apenas desvantagens e sabemos de antemão que o amanhã não nos trará nenhum bem. Mas nós esperamos que amanhã existam menos sofrimento do que hoje. Isso já é uma coisa boa para nós.

It is an insignificant and negative form of development, leading to a further deterioration. Just look at the problems arising in Europe, the Far and Middle East, North and South America, Russia, anywhere in the world.

Essa é a tendência da atual fase de desenvolvimento. Nós entendemos que o mundo se degrada e se afunda cada vez, perdendo assim seus valores anteriores. Não há nada à frente de nós que possa nos animar, e ainda assim nós avançamos, porque a nossa situação atual é insuportável.

É uma forma insignificante e negativo do desenvolvimento, levando a uma maior deterioração. Basta olhar para os problemas que surgem na Europa, o Extremo e Médio Oriente, do Norte e América do Sul, a Rússia, em qualquer lugar do mundo.

Não há nenhum país onde seja possível se esconder dos problemas. Tenha certeza que em breve não haverá um único lugar tranquilo na face da Terra. Tranquilidade e paz não estarão disponíveis, mesmo na mais remota ilha no oceano.

É claro que nós estamos nos movendo na direção do mal. Isso explica por que a geração moderna não quer ter uma família e filhos. Nós ainda estamos no início desse processo, mas a tendência já é evidente. Qualquer coisa que acontece conosco é para nos forçar a reconhecer que temos que fazer algo sobre isso.

A Cabalá nos ensina que, se nós nos recusarmos a perseguir a meta da criação voluntariamente, por um bom caminho, nós teremos que avançar sob coação, como fazemos agora.

A meta que a natureza estabeleceu para nós está além deste universo, acima de nossa natureza. A humanidade deve se desenvolver ilimitadamente, para além dos limites do tempo e do espaço. A nossa atual forma de existência na face da Terra é uma forma temporária e muito limitada.

Depois de certo estágio de desenvolvimento, nossas propriedades mudarão. Nossos órgãos de percepção, através dos quais percebemos este mundo material, serão alterados. Devido a novas qualidades, veremos uma imagem diferente da vida: um mundo sem fim e nós mesmos nele que temos oportunidades ilimitadas, seja no tempo ou no espaço.

A fim de fazer a transição da atual imagem material para um novo estado ilimitado, nós precisamos passar por mudanças internas fundamentais.

Continua…

De KabTV “Uma Nova Vida” 08/09/15

Pragmatismo É O Deus Da Vida Moderna

laitman_430Pergunta: A vida no mundo de hoje está mudando rapidamente. Forças terroristas estão começando a chegar ao poder. A antiga diferença entre os países mais fortes e mais fracos está sumindo. Uma organização terrorista pode chegar ao poder em um país muito forte, e as vidas de todos os seus cidadãos estarão em perigo. Isso pode continuar indefinidamente, e um forte poder nunca conquistará um mais fraco. O que significa ser um poder forte no mundo moderno?

Resposta: Há um motor interno de desenvolvimento da humanidade, chamado “tempo”. Com o tempo muitas coisas mudam. Períodos geológicos mudam, e eles fazem parte do desenvolvimento vegetal e animal da natureza. A humanidade se desenvolve também, e uma formação social substitui a outra.

Tudo muda com o tempo, e não há nada que surja uma vez e permaneça estável e inviolável. Um determinado programa interno atua dentro da natureza, e consequentemente, nós nos desenvolvemos de um estado para outro.

Todas as partes da humanidade oscilam, como as ondas no mar: uma sobe, outra desce. Além disso, todos nós somos dependentes uns dos outros, e essa dependência se torna mais forte do século XX em diante. Portanto, não podemos decidir nada para o futuro.

Há cerca de cinquenta principais países instrumentais do mundo, cada um dos quais afeta os outros. É tão impossível fazer qualquer prognóstico, como é prever um furacão, tsunami, uma erupção vulcânica, ou uma explosão em uma usina nuclear.

Quem poderia imaginar que a Europa teria que enfrentar uma onda de imigrantes? Todos os fenômenos estão conectados uns com os outros, nós apenas não vemos esta conexão. O mundo se desenvolve de acordo com o nosso programa interno, que é desconhecido para nós.

E nós nos supreendemos de que não há nenhuma estabilidade ou conexões apropriadas. Tudo muda de repente. Nos últimos dez anos temos assistido a muitos elevações, subidas, quedas e crises –  mais do que ao longo de todo o milênio anterior.

Portanto, não podemos dizer qual país é forte e qual é fraco. Um país pode ser forte por algum período de tempo muito limitado, e isso também é bastante relativo. Afinal de contas, força implica a capacidade de garantir a nossa segurança amanhã. Mas o amanhã é incerto para todos. O tempo é comprimido e tão apressado que é impossível prever qualquer coisa.

Nós vemos os países que antes eram poderosos cairem e se esfacelar. A União Soviética está caindo aos pedaços e a Europa está dominada pela crise. E a intenção era tão grande: criar um mercado comum Europeu, alcançar a unidade na Europa. Parecia que este era o início de um bom futuro para a humanidade.

A princípio as pessoas estavam tão inspiradas e tinham tanta esperança nessa unificação. As pessoas pensavam que estavam construindo um incrível mundo novo. Mas basta olhar para a forma como a situação mudou ao longo cerca de vinte anos ou mais.

Meu amigo, que trabalhou com o Comitê da Unificação Europeiu em Estrasburgo, disse na época que na base desta unificação havia cálculos econômicos simples. Era uma transação de mercado, e não uma união.

Não importa que unificações nós tentamos criar (Rússia, China, Brasil, União Europeia, América-Canadá-México, ou a Aliança Transatlântica, etc.) nós acabamos caindo num desespero ainda maior da nossa incapacidade de alcançar a unidade em qualquer escala: pequena ou grande.

Mesmo a instituição do casamento está caindo aos pedaços. Antigamente as pessoas tinham uma aspiração interior de pelo menos se unir com parentes: cônjuges, pais, filhos, vizinhos, habitantes da mesma aldeia ou cidade, colegas de trabalho, ou cidadãos de um mesmo país. Mas hoje isso desapareceu completamente.

Uma pessoa deixa sua família com facilidade e se muda para outro país sem sentir nenhuma nostalgia de sua terra natal. Ela vive num país estrangeiro onde também não se preocupa com nada, exceto com o seu próprio bem-estar, como se estivesse vivendo no espaço.

Todas as conexões anteriores entre as pessoas, que existiram ao longo da história e deram certa forma à sociedade humana, não funcionam hoje.

Nós vagamos pelo mundo como sombras, sem perceber o outro, enfiando nossos narizes em nossos celulares. De que país poderoso nós podemos falar se nada atrai a pessoa à sua terra natal e as pessoas só são guiadas por seus cálculos pragmáticos.

De KabTV “Uma NovaVida” 10/8/15