Textos na Categoria 'Globalização'

Resumindo 2016: Economia

 Pergunta: O ano de 2016 não foi fácil para a economia mundial, mas o mundo de alguma forma sobreviveu. Tudo começou com o grande drama em torno da China e o temor de que ela iria afundar, perdendo todo o seu antigo auge, e que iria arrastar o mundo inteiro com ela para o abismo.

Depois, a situação dramática continuou na Europa com a votação do “Brexit”. Ninguém entendeu suas consequências, temendo o colapso dos grandes bancos e de todo o sistema bancário. Os eventos dramáticos se seguiram um após o outro.

Mas, por outro lado, apesar de toda a turbulência econômica e uma sensação de que o método atual se esgotou, em termos de economia, 2016 não foi ruim. A economia mundial está fora da crise e o desemprego diminuiu.

Nós tratamos os pequenos sintomas da doença sem tocar em sua base e conseguimos sobreviver mais um ano. Como você pode explicar que todos os anos parece que esse é o fim da abordagem econômica existente, mas o mundo continua vivendo assim ano após ano e nada muda?

Resposta: Isso só prova que os economistas não podem mudar nada. Eles só pensam que através de seus jogos nos mercados de ações e bancos, determinam a vida do mundo. O mundo continuará a sobreviver, porque o problema não está na economia, mas na relação entre as pessoas.

Portanto, eu não acho que devemos nos preocupar com a economia. Bem, mesmo se houvesse outro colapso como em 2008 ou uma desvalorização de 20 a 30% em todo o mundo, e daí? Os bancos vão roubar mais alguns bilhões dos pobres e cobrir sua falta.

Pergunta: Os economistas dizem que o modelo com base no lucro falha em todo o mundo. A expectativa de vida aumenta, o número de locais de trabalho é reduzido drasticamente, e os robôs nos levam a se aposentar. Mas não há soluções possíveis para esses problemas. Já há discussões sobre a introdução de uma renda universal garantida. Então, para onde o mundo está indo?

Resposta: Os economistas terão que levar tudo isso em consideração, e fará parte da nova economia.

Pergunta: Por que há tantas pessoas otimistas após a eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos e esperançosas de uma mudança positiva?

Resposta: Porque Trump é um homem versado em negócios. Ele sabe como fazer negócios e se refere ao mundo como um negócio privado.

Os economistas gritam que a economia mundial está à beira do colapso, mas ninguém quer cuidar do mundo inteiro. A economia se tornou integral em todo o mundo. No entanto, eles não podem trabalhar juntos para ver o mundo inteiro como um lar, como sua família, como um único país, uma única sociedade, e começar a cuidar dela adequadamente.

Em vez disso, eles realizam cálculos insignificantes: “Eu estou aqui, e você está lá fora”, mas isso não funciona mais. Existe uma contradição. Por um lado, a economia deve ser uniforme em todo o mundo, e por outro lado, os economistas são incapazes de pensar de forma global.

Em outras palavras, os economistas são o problema. Como os convertemos em pessoas com uma visão ampla do mundo, não apenas de seus bolsos? Caso contrário, amanhã, eles vão perder inclusive o que têm em seus bolsos.

Pergunta: Em 2016, nós testemunhamos o colapso econômico de países inteiros (Venezuela), a denominação da moeda e extração de notas de circulação (Índia), e os problemas econômicos da Grécia. Como isso afetará as pessoas?

Resposta: Isso vai atingir a todos, até mesmo os bilionários que, de repente, vão achar que não lhes resta nada de todos os seus bilhões. Se a América tem uma enorme dívida pública, como ela pode ser coberta? Digamos que é necessário pagar a dívida hoje, então quantos bilhões serão deixados no mundo?

Pergunta: É impossível saldar a dívida dos EUA, mas ninguém está exigindo isso. Todo mundo está confiando no dólar dos EUA e, portanto, não estão pedindo o reembolso da dívida.

Resposta: No entanto, se eles equilibrassem a economia e reduzissem a dívida para zero, cada dólar provavelmente seria no valor de 50 centavos ou menos. Assim, tudo isso é uma ficção.

Pergunta: Se tal empresário como Trump chegou ao poder, isso aceleraria ou, pelo contrário, retardaria o processo de correção e o reconhecimento do mal?

Resposta: Eu acho que Trump quer colocar tudo em ordem. Afinal de contas, ele entende que no mundo de hoje, todos são muito dependentes uns dos outros: China, Índia, EUA, Brasil e Rússia. É uma vasta rede econômica que ninguém pode se livrar dela.

Pergunta: Mas se eu sou John de Wisconsin e Trump organiza tudo, eu não tenho motivação para mudar a minha vida. No entanto, estávamos falando sobre o processo de correção e o reconhecimento do mal, sobre a mudança para novos relacionamentos e uma nova economia.

Resposta: John de Wisconsin não precisa mudar, mas Chaim de Jerusalém deve. Chaim e Sarah de Jerusalém são obrigados a mudar, e então John de Wisconsin também vai mudar, juntamente com Fritz de Berlim, e Jack de Londres.

O problema é como Trump vai pressionar Israel para que ele finalmente comece a se envolver na correção espiritual. A correção espiritual deve ocorrer em Israel, a correção financeira na América, e então tudo ficará bem.

Da Discussão Resumindo 2016 25/12/16

Despedida Para Fidel Castro

Comentário: Fidel Castro faleceu. Um milhão de pessoas participaram de uma manifestação em honra de seu falecimento em Havana.

Em seu tempo, Fidel Castro gostava de realizar reuniões de longa duração; ele foi capaz de inspirar as pessoas. Elas não queriam partir desse romance, porque viam o que estava acontecendo na América e na Europa.

Meu comentário: O fato é que os cubanos não estão inclinados para o modo de vida americano, ao frio, negócios calculados. Portanto, atirar no ar, danças, carnavais, charutos, e todo o resto são muito mais adequados para eles. Claro, Fidel estava muito perto das pessoas, mas quando falei com a filha em Miami (ela administra uma estação de rádio em espanhol), ela era um sério oponente a seu pai e não concordava com ele sobre muitas questões. Então ela fugiu de Cuba para os Estados Unidos e dedicou sua vida a uma luta ideológica com ele.

Pergunta: Na sua opinião, seria possível adicionar o conceito de unidade ou semelhança com a natureza ao comunismo? [Leia mais →]

Nova Vida # 793 – O Remédio Para A Sociedade Humana

Nova Vida # 793 – O Remédio Para A Sociedade Humana
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Tal Mandelbaum ben Moshe

Resumo

O desejo humano cresceu, e, como resultado, todo mundo tem sua própria opinião e mais facções são criadas na sociedade. Essa tendência é indicativa do desenvolvimento humano, mas com ele, há uma falta de conexão entre todos, como há entre as várias partes do corpo.

No passado, o povo de Israel consistia de 12 tribos, de acordo com isso é possível entender que também precisamos de conexão e separação.

Hoje nós somos como nozes em um saco, e sem inimigos externos ficaríamos completamente separados uns dos outros. Precisamos aprender a construir uma conexão acima do ego de cada um; sem isso, não podemos sustentar uma família, sociedade e o mundo.

O desenvolvimento humano é expresso pela nossa capacidade de se conectar mesmo com pessoas cujas opiniões são diferentes das nossas. A sabedoria da Cabalá ensina como se conectar acima das diferenças. A fim de sustentar uma vida boa, devemos aprender a se conectar de modo que ninguém explore os outros, mas os complemente. Nós não temos a força positiva para fazer isso porque naturalmente temos apenas a força negativa, o ego.

Não devemos destruir o lado que está contra nós; precisamos aprender a viver com ele em conexão, como positivo e negativo. O sistema que conecta dois lados opostos é chamado de linha do meio.

Esse método de conexão não é apenas relevante para a política, mas para todo sistema de relacionamento, incluindo casais.

De KabTV “Nova Vida # 793 – O Remédio Para A Sociedade Humana”, 24/11/16

As Previsões De Marx Tornam-Se Realidade, Parte 7

Laitman_115_06Pergunta: Qual é a diferença entre a crise atual e a Torre de Babel que também foi uma explosão de egoísmo?

Resposta: A quebra na antiga Babilônia aconteceu devido à crise do egoísmo que dividiu a sociedade em muitas partes e tribos. Abraão também apelou para a igualdade, como Marx e Baal HaSulam.

Mas não foi a manifestação do egoísmo final; portanto, as pessoas tinham uma solução. Elas apenas decidiram se dispersar para os quatro cantos do mundo como a Torá descreve.

A crise atual está em um nível completamente diferente, embora seu princípio seja o mesmo. Todo mundo entende que não há solução para a crise: não temos para onde nos dispersar, e não podemos voltar à velha indústria. É impossível mudar o sistema obsoleto para um novo sistema egoísta como aconteceu quando a escravidão foi substituída pelo feudalismo e depois pelo capitalismo.

Não há nada para mudar; nós esgotamos todas as possibilidades. Nosso egoísmo, nomo resultado de seu trabalho, devastou a humanidade, levou-a ao desespero, enganou-a, e dividiu-se na “elite próspera” e as “massas”. Mas a elite, na verdade, não tem nada. Se a bolha financeira explodir, todos ficarão sem nada.

A elite deve compreender que se vier uma explosão, nos encontraremos em um deserto absoluto. Toda a vida vai parar; Ninguém será capaz de fazer qualquer conexão econômica ou negócios com os outros. Bancos e empresas de investimento que jogam este jogo estão levando o mundo para a linha final.

Por que a bolha financeira ainda não explodiu? Por que a China e a Rússia estão comprando títulos do governo Americano? Por que todos concordam com sua dívida? É devido ao fato de que se o sistema do dólar desmoronar, todo o comércio e a produção mundiais congelarão. Não teremos nada para comer amanhã. Não haverá nada para comprar em nenhuma loja; tudo vai parar: ninguém vai trazer, receber e entregar mercadorias para os outros.

Nós estamos numa situação muito difícil. Portanto, não é por acaso que as pessoas constroem armazéns com comida e bunkers onde podem se esconder por vários anos em caso de guerra. Afinal, no pior cenário, podemos ficar sem nada.

Não seremos capazes de voltar ao “padrão-ouro” (quando a moeda é atrelada ao ouro) devido à estrutura expansiva das conexões que subiram após seu cancelamento.

Mesmo o desenvolvimento negativo para, porque o egoísmo não tem para onde crescer. Tudo congela. Afinal, o egoísmo precisa de combustível para se desenvolver, mas está completamente esgotado. O egoísmo só poderá continuar a se desenvolver se desenvolvermos uma força positiva em paralelo com o seu crescimento.

De KabTV “Uma Conversa Sobre a Situação Atual no Mundo” 02/12/16

As Previsões De Marx Tornam-se Realidade, Parte 6

Laitman_120Nós podemos dizer que Karl Marx atingiu uma grande altura; ele era tão singular quanto Baal HaSulam, apenas não no nível espiritual. Marx era um homem que entendia o processo que está acontecendo no mundo e que tipo de desenvolvimento nos espera.

Ele tirou conclusões de acordo com os sintomas iniciais que se manifestaram em seu tempo com base em suas pesquisas e estatísticas de trabalhadores de fábricas têxteis.

Ele era um economista e versado nesses assuntos. Com os sintomas do início do desenvolvimento egoísta no alvorecer da revolução industrial e da primeira mecanização com motores a vapor, quando não havia sequer eletricidade, ele já sabia para onde isso conduziria. Ele era um verdadeiro economista em comparação com todos os outros economistas que só estudavam truques que ajudam a bombear mais dólares.

Marx sentiu a força motriz do desenvolvimento porque entendeu que ela vem do egoísmo humano e que não poderia levar a nada de bom. Portanto, é preferível mover-se na direção da igualdade. Baal Hasulam também disse que a vida da última geração será baseada na igualdade e integração universal.

Só que Marx não viu isso a partir do nível espiritual como Baal HaSulam, mas tirou suas conclusões como um economista. Ele disse que é preferível não continuar o desenvolvimento econômico sob a forma capitalista, mas é melhor começar a reconstruir a sociedade baseada na igualdade.

Na verdade, ele não acreditava que isso aconteceria imediatamente. A julgar pelo seu trabalho, ele entendeu que primeiro uma preparação e um treinamento são necessários para elevar a consciência do proletariado para o próximo nível. Afinal, em seu tempo, os trabalhadores eram completamente ignorantes.

Hoje, finalmente, nós começamos a estudar o que costumávamos rir nos últimos cento e cinquenta anos. Seus contemporâneos não entenderam Marx. Trinta ou quarenta anos depois dele, apareceram os revisionistas que distorceram o método de Marx de todas as maneiras possíveis. Tanto Lenin quanto Stalin foram também consequências desses erros.

No entanto, o Capital de Marx em si é uma profecia da economia. Não há dúvida de que, durante a crise atual, ele terá uma nova vida. O único problema é com os estereótipos estabelecidos contra Marx e a identificação do “marxismo” em sua interpretação soviética.

De KabTV “Conversa Sobre a Situação Atual no Mundo” 02/12/16

Vida Nova # 792 – Do Consumismo À Espiritualidade

Nova Vida # 792 – Do Consumismo À Espiritualidade
Dr. Michael Laitman Em Conversa Com Oren Levi E Tal Mandelbaum Ben Moshe

Resumo

Hoje nós medimos uma pessoa por seus bens; os símbolos de status são importantes para nós e vivemos em constante competição.

A natureza humana é o desejo de desfrutar. Uma pessoa aspira a preencher seu desejo em cada ação que executa, como comprar algo para si mesma, por exemplo.

Hoje o nosso ego exige preenchimento e não sabemos como preenchê-lo. A cultura do consumo hoje é caracterizada por comprar coisas que realmente não precisamos, como resultado da publicidade que cria essa necessidade em nós. O “eu” de uma pessoa desaparece; ela não pensa em nada e só se preocupa em ter dinheiro no bolso.

A única maneira de romper o ciclo do consumismo é através da nova educação social abrangente. A pessoa deve ter um objetivo maior na vida, algo pleno e eterno.

O próximo produto que comercializaremos para a humanidade será a essência da vida, através da qual a pessoa entrará em contato com a eternidade. Uma pessoa aspira a ascender acima da vida e da morte; ela se recusa a se sentir limitada.

De KabTV “Nova Voda # 792 – Do Consumismo À Espiritualidade”, 24/11/16

As Previsões De Marx Se Tornam Realidade, Parte 5

laitman_938_03Apenas uma pequena parte das pessoas, a chamada elite, desfruta da vida em nosso mundo, e o resto fica cada vez mais pobre. Essa pequena parte também entende que está sentada na cratera de um vulcão que está pronto para explodir. E, de fato, que prazer eles têm?

Afinal, é impossível comprar a felicidade com dólares, e é impossível comer mais do que seu estômago pode conter. Todo o seu prazer reside apenas no fato de que eles estão acima dos outros e podem usá-los. O egoísmo gosta disso.

A solução correta é dar a uma pessoa a verdadeira realização para que ela sinta medo e concorrência como é agora. É para onde o programa da natureza nos leva.

Nós ingenuamente pensamos que as pessoas são mais inteligentes do que a natureza, mas, na verdade, a natureza é mais inteligente do que nós porque nos criou. Todas as nossas raízes e fontes estão nela, e, portanto, vale a pena descobrir o que a natureza faz para nós e o que quer de nós. A sabedoria da Cabalá tem que ser revelada em nosso tempo e ajudar a pessoa a entender o processo que o nosso mundo está passando.

A evolução do mundo avançou devido ao desenvolvimento do egoísmo, o desejo de desfrutar. Mas agora esse desenvolvimento está completo. O desejo que moveu tudo se esgotou e se transformou em uma fruta madura que começou a apodrecer. A humanidade deve passar para o próximo estado.

A transição do estado atual para o próximo é possível através de uma guerra nuclear e do sofrimento terrível que tornará os seres humanos sábios e concordando com o programa da natureza. Apenas um pequeno punhado de pessoas vai sobreviver a uma guerra e elas vão finalmente perceber que devem avançar de uma nova forma.

Mas nós temos a oportunidade de chegar a essa decisão hoje, vendo o estado incipiente com antecedência. Então o mundo avançará de uma boa forma em seu desenvolvimento. Para fazer isso, temos que começar a construir um sistema de educação integral para os desempregados, que se tornará uma fábrica para a produção de uma força positiva nas relações humanas.

Devido ao fato de que as pessoas vão sentar e aprender a estar juntas, elas vão se elevar, se desenvolver internamente, construir uma conexão entre si, e assim gerar uma força do bem. Vai se tornar uma fábrica de produção a tal ponto que será possível medir o quanto da força do bem foi produzida, como uma estação de energia. Se esse sistema de educação fosse realizado nos Estados Unidos, influenciaria toda a nação, assim como o resto do mundo.

Cada grupo de pessoas, cada “Dezena” funcionará como um gerador da força do bem que equilibra a força negativa e permite que o mundo inteiro exista em equilíbrio. Vai se tornar o novo trabalho obrigatório para os desempregados, sem o qual não receberão benefícios. Eles irão trabalhar todos os dias e aprenderão a construir uma força positiva entre si: um produto que é escasso em todo o mundo. Existem duas forças na natureza: positiva e negativa. E devido a essa produção integral, a força positiva começará a trabalhar na sociedade humana.

De KabTV “Conversa Sobre a Situação Atual no Mundo” 02/12/16

Ynet: “Quem Está Dirigindo O ISIS?”


Da minha coluna no Ynet: “Quem Está Dirigindo O ISIS?”

O Daesh [ISIS, Estado Islâmico] está no topo da lista de fenômenos ameaçadores no final de 2015. Quem está realmente dirigindo a organização terrorista assassina, e qual é a conexão entre a vergonha nas redes sociais de um ex-primeiro-ministro que foi condenado à prisão e conferencistas que foram enviados com ministros?

A estrela mundial em ascensão de 2015 é, sem dúvida, o Daesh – uma organização que foi coroada com a marca mais forte e abrangente para esse ano, graças a sua irrupção generalizada na profundidade da consciência internacional. Ao longo de todo o ano passado, foram exibidos horríveis filmes snuff nas redes sociais, incluindo: decapitações, estupros e assassinatos de mulheres, mostrando ataques em todo o mundo, esfaqueamento e atropelamento nas ruas.

O Daesh, a organização terrorista extremista, está realmente apresentando o desempenho terrorista mais brutal no cenário mundial, mas se olharmos mais profundamente, descobriremos que também estamos conectados e temos uma responsabilidade nessa história.

Daesh Está Aqui

O Livro do Zohar indica que todos nós estamos conectados em um sistema de conexões invisíveis. Imagine uma rede que liga cada um de nós com todas as outras pessoas, uma espécie de rede de pensamentos e emoções que fluem entre nós e ditam decisões e o que fazemos em nossas vidas.

Semelhante a uma pessoa, essa rede de conexões é dividida em duas partes principais: cabeça e corpo. Cada órgão desse sistema tem um papel definido. O povo de Israel serve como ” Rosh – cabeça” (“Israel” = “Li-Rosh” – “Eu tenho uma cabeça”), e o mundo funciona como o “corpo”.

Quando uma pessoa comum desperta um pensamento ruim, uma violência contra outro judeu, ou mesmo apenas um desejo incontrolável de “matar” ou “apunhalar”, esse pensamento dentro da “cabeça do sistema” necessariamente se transforma em um comando no “corpo do sistema”.

Não são apenas atos extremos como assassinato, punhalada ou violência severa contra outros; mesmo quando eu amaldiçoo um motorista que me ultrapassa violentamente na rodovia ou surto com um funcionário da NII [agência governamental] ou com as crianças do bairro que estão perturbando meu descanso, eu estou despertando o mal.

O problema com os pensamentos é que eles são imediatamente percebidos em um piscar de olhos. Em algum outro lugar, alguém já vai representar “meu pensamento” em uma ação contra outra pessoa. Como está escrito no Livro do Zohar (VaYehi): “Israel faz com que o resto dos povos levante suas cabeças no mundo”.

De acordo com essa percepção, quando um terrorista apunhala um judeu nas ruas de Israel – a raiz para essa ação abominável é o resultado direto daqueles incontáveis ​​pensamentos negativos que passam por nossas mentes e também são expressos em nossas atitudes negativas em relação aos outros.

A Conexão Escondida entre as Relações entre Nós e o Estado do Mundo

Hoje em dia nós estamos lidando com ondas crescentes de ódio global contra a nação de Israel. Reconhecendo o fato de que especificamente aqui, no sistema de relações que construímos entre nós na nação de Israel, o destino da humanidade é decidido, e quando o ódio explode entre nós, ele “desperta” o ódio em todo o mundo através desse sistema oculto das conexões. Se o inimigo não fosse tão cruel, continuaríamos lutando e brigando uns com os outros.

De repente, um terrorista mata centenas de pessoas em Paris. O mundo esclarecido nos acusa de responsáveis ​​pela ação – um exemplo é a Suécia, que marcha à frente no campo dos inimigos e não tem vergonha de apontar o dedo acusador à nação de Israel como responsável pelo terror mundial. Um líder Daesh lutando em muitas frentes de guerra se volta especificamente para ameaçar os judeus e as organizações anti-israelenses convocam de todas as etapas possíveis para nos boicotar.

Nós devemos entender que as coisas são decididas para o bem ou para o mal em um estrato mais interno. Maus pensamentos e atitudes negativas entre nós convidam a uma atitude hostil e ações antissemitas em relação a nós, porque “Nenhuma calamidade vem ao mundo, exceto por conta de Israel” (Yebamot 63a).

A Conexão é o Nosso DNA

Em virtude do nosso papel de “cabeça do sistema”, devemos injetar o poder da conexão, o poder da vitalidade, no resto dos povos. Essa conexão é a nossa essência como o povo escolhido, mesmo desde os dias de nosso pai Abraão, que nos reuniu em uma única nação de um amontoado de tribos estrangeiras na antiga Babilônia.

Em certo sentido, devemos admitir que o Daesh são nossos “amigos” – não por causa da destruição e crueldade que trazem ao mundo, mas pela descoberta necessária que nos foi imposta para mudar a base das relações entre nós, e principalmente, os pensamentos que espalhamos pelo mundo. Uma mudança como essa nos levará do ódio fraternal ao amor de Israel.

Tão estranho quanto parece, cabe a nós “agradecer” ao Daesh, porque se não fosse por um inimigo tão cruel, continuaríamos lutando e brigando uns com os outros. O Daesh nos concede uma oportunidade de atualizar nossa função como povo – conectar-se entre nós como um homem com um só coração e restaurar a força da conexão positiva com o mundo. A beleza é que quando nos conectarmos, a ameaça do Daesh se dissipará. Essa organização terrorista é “ativada” por nós como uma marionete. Portanto, quando nos unimos, o Daesh tem medo!

O Real Inimigo É Nós

A tarefa mais importante que temos diante de nós é se unir contra o nosso verdadeiro inimigo: a separação, polarização e divisão entre nós. Nós somos culpados de possibilitar que o terrorismo e todo o mal do mundo atuem sem controle. A forma de lidar com o ódio crescente é aplicar a sabedoria da conexão: a sabedoria da Cabalá, através da qual podemos elevar o valor da unidade acima do crescente egoísmo e preocupação pessoal.

A separação entre nós possibilita que a ideologia do Daesh ocupe o centro do cenário mundial. É uma ideologia que se baseia na falsa unidade do ódio. Em contraste com ela está a ideologia da unidade do amor ao próximo, “E você amará seu amigo como a si mesmo” (Levítico 19:18); somente através de seu poder podemos neutralizar todos os inimigos do poder do mal que o alimenta e ganha o carinho do mundo.

Então, o que vai acontecer em 2016? Depende de nossos pensamentos!

Do Artigo no Ynet 30/12/15

As Previsões De Marx Tornam-se Realidade, Parte 4

A julgar pelo estado do mundo, podemos concluir por todos os indícios que a velha era terminou. Como Baal HaSulam previu, a partir de 1995, a sabedoria da Cabalá começou a revelar-se ao mundo, e, assim, a humanidade começou a entender o processo em que está envolvida.

A força do mal do egoísmo estava se desenvolvendo na humanidade, mais e mais, todo o tempo, por meio de todas as formações sociais: escravidão, feudalismo, capitalismo e socialismo. O egoísmo era um motor de desenvolvimento e nos empurrou para a frente. Mas hoje ele terminou o seu trabalho, pois atingiu a máxima realização. Os bem-sucedidos elevaram-se, como o creme, e o resto permaneceu no fundo, como leite desnatado.

O capitalismo deixou de funcionar não só para aqueles que permaneceram na parte inferior, mas mesmo para a elite. A dívida do governo dos EUA atingiu proporções épicas e a sociedade está dividida. É impossível continuar desta forma. Um grande número de pessoas está em perigo. No entanto, o problema é que o egoísmo da elite rica não permitirá que eles compartilhem adequadamente a sua riqueza com os necessitados. [Leia mais →]

Vida Nova # 656 – Da Grécia Ao ISIS

Nova Vida # 656 – Da Grécia Ao ISIS
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

Hoje não há nenhuma abordagem com a mitologia grega no mundo. Essa abordagem evoluiu mais tarde no cristianismo. O islã está ocupando o palco hoje, assegurando às pessoas uma boa vida aqui e no céu imediatamente se as pessoas simplesmente concordarem em se unir a sua ideologia.

O objetivo do islamismo extremista é assustar os europeus para que eles tenham medo de deixar suas casas. Em contraste com o islã, o judaísmo nunca forçou ninguém. No final, o islamismo extremista e o cristianismo virão contra Israel.

A percepção dos Macabeus diz que devemos nos unir com amor e destruir os gregos entre nós, as forças de separação. Dentro do “E Amarás o teu amigo como a ti mesmo” (Levítico 19:18) nós descobrimos “E amarás ao Senhor teu Deus” (Deuteronômio 6:5), a força superior na natureza. Matias, o Asmoneu, disse: “Quem for a favor do Criador, siga-me” – esse foi um convite para se conectar à vida com a força de amor e doação.

Hoje o chamado, “Quem for a favor do Criador, siga-me”, é dirigido a toda a humanidade.

De KabTV “Nova Vida # 656 – Da Grécia ao ISIS”, 03/12/15